Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi
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Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi
Yoshihara Tatsuya - Zexcs
Anime Special - 1 Episódio
2013
6 em 10
Afinal de contas, o que é isto? É uma light novel que se tornou special, um episódio de 20 minutos sem consequências, animado por uma das revelações que trabalhou em Sket Dance. Lançado na niconico, pelo que indica a watermark no vídeo.
Bom, infelizmente isto é - como disse - apenas um episódio de 20 minutos. Se fosse uma série teria muito potencial. A história é complexa e envolve almas que trocam de corpo e ficção científica. Os personagens têm potencial para crescer. Este special fez um bom trabalho a apresentar a história e as personagens, mas deixa-nos com vontade de desenvolvimento.
A animação é bastante boa, com uma utilização interessante de texturas e cenas de acção envolventes, quiçá um pouco confusas porque não nos apresentaram as "formas de lutar" deste universo convenientemente.
Gostei bastante do trabalho dos voice actors, mas a música não é nada de extraordinário, com uma ED meio punkosa sem graça nenhuma.
Enfim, uma pena que seja só um episódio. Pode ser que façam mais.
By : ladyxzeus
Ikoku Meiro no Croisée
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Ikoku Meiro no Croisée
Yasuda Kenji - Satelight
Anime - 12 Episópdios + 1 Special
2011
7 em 10
Yasuda Kenji - Satelight
Anime - 12 Episópdios + 1 Special
2011
7 em 10
Desde que se foi lá a primeira vez que existe um fascínio mutuo entre o Japão e a Europa. Sobretudo entre o Japão e a França. Até hoje, como se pode ver pela secção de manga da Fnac, pelas lojas de roupa lolita em Paris e pelo tamanho da Japan Expo (onde irei um dia, quiçá). Ora bem, este anime fala precisamente sobre o choque entre as duas culturas.
Yune é uma japonaise pequenina que vai viver para França, criada de uma loja de ferragens numa galeria comercial. O anime é episódico e fatia-de-vida, falando sobre os pequenos momentos da sua vida em França e as diferenças entre hábitos. Rapidamente faz uma amiga, uma weeaboo do século XIX, e convence o seu patrão, Claude, do seu valor como criada e como pessoa.
É um anime muito agradável na arte, com belíssimos retratos da arquitectura parisiense e excelente caracterização da época. Excesso de gatos, como é habitual no anime, mas nada de irrealista. As cores são suaves, com um resultado muito bonito. Adicione-se a isto uma música muito leve e ambiental num estilo europeu clássico e o que temos no final é um universo muito bem explorado e suave.
Os personagens têm muitos dramas na vida deles, sobretudo no seu passado. Isto é um grande exagero e tira lugar a sentimentos presentes mais importantes, nomeadamente as saudades de Yune. Houvessem menos flashbacks e a série teria sido muito melhor.
No geral, é um bom fatia-de-vida, bastante original. Lembra-me Aria, por vezes.
Em relação ao Special, fiz um comentário específico para ele que traduzirei aqui de seguida:
Enquanto que o episódio 4.5 é muito belo por causa da sua componete musical, não foi impressionante no geral. A história deste episódio baseia-se demasiado numa coincidência e não explora muito bem o facto de Yune estar a lidar com um país e cultura diferentes. Fala sobre as suas saudades, mas apenas toca a pele do assunto.
By : ladyxzeus
A minha verdade é o amor
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A minha verdade é o amor
Luanne Rice
2007
Romance
Porque é que eu pedi este livro no BookCrossing? Sei lá, pareceu-me interessante. Quando o mostrei aos meus amigos disseram "é mesmo literatura de gajas". E é mesmo, apercebi-me mais tarde.
Bernie é freira e Tom é o seu jardineiro. Amam-se e tiveram um filho, mas depois ela virou freira, coisas da vida. Teve uma revelação da virgem. Entretanto o seu filho, Seamus/James vive no orfanato com Kathleen. E amam-se. Mas acabam separados. E assim o livro consiste em: Bernie e Tom à procura do filho; todos à procura de Kathleen. Com revelações da Virgem Maria à mistura, mas isso não é nada impressionante.
Não é que o livro esteja mal escrito. Foi claramente feito por uma dessas "profissionais da escrita", o pessoal que tira cursos para aprender a escrever e que eu desprezo profundamente. Mas não tem alma. As descrições são estéreis e existem demasiados personagens sem qualquer relevância para a história que são explorados em pormenor desnecessário. A história em si é previsível, com os seus momentos trágicos mas acaba tudo em bem. Acaba sempre tudo em bem. Estava-se mesmo a ver que ia acabar tudo em bem.
Não foi um livro motivante. Deixa-me triste que uma árvore tenha de ter morrido para que este livro exista.
By : ladyxzeus
Bubblegum Crisis
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Bubblegum Crisis
Obari Masami - AIC
Anime OVA - 8 Episódios
1987
7 em 10
Depois de um falso clássico, é hora de um verdadeiro! Bubblegum Crisis, o anime que não tem quase nada de pastilha elástica!
Este é um futuro que hoje em dia não é muito distante. Ainda assim existem uns andróides chamados Boomers que são um perigo para a sociedade. A AD Police está encarregada de os destruir mas devido aos seus elevados níveis de incompetência existem as Knight Sabers, quatro gajas dentro de fatos robotizados que lhes dão uma força super-poderosa e a capacidade de transformar os boomers em grandes explosões de óleo!
Elas são quatro e cada uma está extremamente bem definida dentro do seu arquétipo. Têm as suas vidas além da luta pela justiça, têm as suas personalidades e têm os seus problemas. Também têm passado. São um conjunto de personagens interessante e bem caracterizado. A natureza episódica da série trás-nos um conjunto de novos personagens a cada episódio, cada qual também muito bem caracterizada e realista. O drama atinge o seu pico a meio da série, tudo o resto é um intercalar entre momentos muito sérios e momentos de humor muito próprios derivados da personalidade de cada personagem.
Os designs são típicos da época, mas a animação é muito boa. É muito detalhada e bem coreografada, sem abuso nas cores. O ambiente criado é o primórdio do cyber-punk, para sempre imortalizado com Ghost in the Shell mas que vê os seus inicios em Bubblegum Crisis. A vida e interacção com robots eram grandes preocupações dos anos 80 (infundadas, como se pode ver) e a funcionalidade de todas as máquinas desta série está muito bem estruturada, sobretudo a nível artístico.
Mas a melhor parte é sem dúvida a música. Pastilha elástica? Sim senhor! O melhor pop dos 80s Japoneses, beat electrónico e letras sensuais. Duas grandes músicas por episódio, ilustradas por fantásticas sequências de animação. A abertura do primeiro episódio, o concerto de Priss, é memorável. Estes momentos musicais contribuem muito para o ambiente geral da série, uns 80s futuristas, e tornam-na absolutamente deliciosa.
Um clássico recomendado, e não só para quem se deseja informar.
By : ladyxzeus
The Big O
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The Big O
Katayama Kazuyoshi - Sunrise
Anime - 26 Episódios
1999
6 em 10
Quando fui ler algumas críticas deste anime, pouco depois de o começar, vi-o classificado como "noir". E achei interessante que estivesse a ver um anime noir. Mas depois fui ver algumas características dos verdadeiros film noir e não creio que esta classificação esteja correcta. Existe um anti-herói, no caso um negociador de sequestros e uma femme fatale. O ambiente é tristonho e deprimido, muito pouco colorido e com algum ênfase no preto contra o branco, sobretudo no que respeita aos designs dos personagens. Mas a história e a motivação dos elementos desta não correspondem ao trope original. Assim, conforme sugestão, permitam-me que classifique este anime como "neo-noir".
Big O é um robot gigante, conduzido pelo negociador de sequestros Roger Smith. Tem uma android como governanta e ajudante e um criado zarolho que carrega grandes armas consigo. Todos os episódios encontra um robot gigante novo com quem lutar, um megadeus, e destrói toda a cidade no processo. Tem um amigo na polícia. E são episódios de destruição atrás de episódios de destruição até que, circa episódio 18, temos uma história um pouco mais completa, mas ainda assim sem grande mistério e complexidade.
Os personagens Roger e Dorothy são interessantes pois trazem momentos de humor algo irónico. Roger, apesar de estar apresentado como um pouco anti-herói, até é uma pessoa bastante simpática e bem humorada, que gosta de dormir até tarde. Dorothy tem alguns momentos geniais de humor, pois - sendo um robot - não tem qualquer expressão. Ainda assim diz coisas muito desadequadas para robot, que revelam a sua humanidade que, em minha opinião, não deveria existir. O episódio do gato é um exemplo forte disto.
Assim o anime ganha interesse não pela história ou personagens mas pelo ambiente artístico. As cores são parcas e a animação tem traços fortes, apesar de não ser nada de extraordinário. Muitas explosões e prédios a cair. Esta cidade onde vivem tem uma característica especial: é uma cidade sem memórias, pois há 560 anos toda a gente se esqueceu de tudo (o que lembra bastante A Wind Named Amnesia). Não me pareceu que este conceito fosse suficientemente explorado. O ambiente é coroado por uma excelente banda sonora, com muito jazz e blues, muito piano e saxofone. A música trás muita melancolia à série, o que por vezes não corresponde às personalidades dos personagens nela inseridos.
Tinha tudo para ser um clássico. Talvez se não tivesse mechas feiosos o tivesse conseguido.
By : ladyxzeus
Comer Orar Amar
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Comer Orar Amar
Elizabeth Gilbert
2006
Memórias/Auto-ajuda
Tinha curiosidade por este livro desde que saiu o filme (que não vi), por isso aparecendo a oportunidade li-o. E, bem... Enfim...
O livro está escrito de uma maneira engraçada. Tem muitas piadas, tem comparações giras, fala de uma maneira casual de um problema sério, que é a depressão da autora. Mas não me vou demorar muito. Este livro ensina como curar a depressão. E a resposta é simples: é preciso ter dinheiro para ir a Itália enfardar massa e pizza, à Índia aprender a meditar e à Indonésia, Bali, arranjar um amante brasileiro. Foi a parte do Amar a que gostei mais, diga-se de passagem, não pelo amante brasileiro mas pelo mestre curandeiro, que é uma personagem muito engraçada (real, mas personagem) e que pensa exactamente da forma que eu tento pensar todos os dias.
Mas convenhamos... Se eu fosse rica também curava a depressão num instante.
Sinceramente, não acho que este livro valha a pena o tempo. Achei que depois de o ler iria ter vontade de fazer uma caminhada espiritual e encontrar deus/falar com deus/qualquer coisa divina, mas a verdade é que me deixou completamente indiferente. Liz, tiveste sorte em arranjar alguém que te pagasse as férias. Mas as pessoas normais não são assim.
By : ladyxzeus
Ookami Kodomo no Ame to Yuki
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Ookami Kodomo no Ame to Yuki
Hosoda Mamoru - Madhouse Studios
Anime - Filme
2012
7 em 10
Eu antes de ter um fascínio por cães, tinha um fascínio por lobos. Os lobos eram a minha vida e ainda tenho as memórias de quando queria ser um. Uivava melhor do que ninguém. Por isso este filme veio mesmo a propósito.
Hana conhece um homem lobo. Apaixonam-se e têm filhos, crianças lobo. E este filme conta a história do seu crescimento e da maneira como a mãe os educou, depois da morte inusitada do homem lobo. É uma história sobre o amadurecimento e a auto-descoberta e os diferentes caminhos que pessoas na mesma situação podem tomar. Foi realizado pelo mesmo autor de The Girl that Leapt through Time, ganhou um prémio num festival espanhol. Promissor.
Os personagens sofrem uma evolução constante, marcada por momentos essenciais da sua vida diária, momentos bastante fortes que deixam sinais na personalidade dos intervenientes. Hana tem uma caracterização sólida e é a sua personalidade que a ajuda a adaptar-se e a mudar conforme necessário. Já Yuki e Ame tiveram soluções diametralmente opostas ao que nos foi apresentado inicialmente, o que me pareceu um pouco inadequado, pois a evolução teria de ter sido mais lenta e gradual. Também creio que teria sido mais realista, na medida em que um filme sobre crianças lobo é realista, se estas mudanças se tivessem passado na adolescência e não durante a escola primária.
A animação está interessante, com as transformações dos lobos em crianças e crianças em lobos a tornarem-se nos momentos mais giros do filme. Temos paisagens soberbas, extremamente detalhadas, e por vezes a simplicidade do design das personagens não se conjuga bem com o que está por trás deles.
Efeitos sonoros que correspondem à força visual, apesar de a banda sonora não ter nada de extraordinário. Nota para a actriz que deu voz à Yuki pequena, Kuroki Haru, que deu uma vivacidade impressionante à personagem.
No geral um bom filme. O ritmo é muito bom e manteve-me sempre atenta, o que já de si é difícil, por isso considero-o um filme bastante acessível e agradável. Pode puxar a lágrima no final, se estiverem motivados para isso.
By : ladyxzeus