• 1001 Nights

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    1001 Nights
    Sonoyama Yukio
    Anime - Curta Metragem
    1999
    7 em 10

    Este é um vídeo de 20 minutos, uma ilustração a uma peça clássica interpretada pela Filarmónica de Los Angeles. É uma co-produção Japão-América e o único filme animado de uma série de "Filmharmonics", videoclips na onda de Fantasia, da Disney.

    Este vídeo é bizarro. A animação é experimental ao máximo, com um estilo muito próprio, numa mistura de tradicional e CG. Infelizmente o CG não funciona nada bem. Essencialmente este vídeo é a visualização de um sonho, um sonho de amor, com componentes que podem ser confusas mas que são muito fortes. Paixão, desespero, tristeza, a felicidade final. Numa mistura de cores e texturas que saem umas das outras para um efeito contundente para os olhos.

    Em termos de história não há nada mais simples e a música é apenas uma peça interpretada por profissionais. O filme existe em função da música e adapta-se a ela perfeitamente. O que interessa aqui é o visual. E o visual é merecedor de um lugar no meu Tripanário.

    São apenas vinte e três minutos. Não posso deixar de o recomendar.

  • Tenpou Ibun Ayakashi Ayashi

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    Tenpou Ibun Ayakashi Ayashi
    Nishikiori Hiroshi - Bones
    Anime - 25 Episódios
    2006
    6 em 10

    Pela primeira vez vou DES-recomendar um grupo de subs: Lunar. Montes de erros de playback nesta versão, horrível.

    Mas adiante!

    Tenpou Ibun Ayakashi etcoetera é mais um anime passado na época dos samurais (Edo), com monstros e fantasmas. Fala de um grupo de caçadores dos ditos fantasmas, que por fachada têm um grupo de estudos de literatura e trabalhos estrangeiros. É um anime muito ligado à literatura e às palavras, pelo que talvez seja mais interessante quando o espectador está familiarizado com os significados ocultos por detrás do kanji. O que não é o meu caso. Apesar de tudo, não desgostei da série.

    A história é bastante simples e ao início apresenta-se como um "monstro da semana". Depois há progressão para uma história mais complexa. Dizem, quem viu isto sem erros de playback de três em três minutos, que a história a partir do meio foi apressada e que não funciona bem, dado que isto era suposto ter sido uma série de cinquenta episódios. Terá sido reduzida pela falta de popularidade logo ao início. É fácil ver porque é que a série não foi popular. Os personagens principais são adultos. Com cara de adultos. Mas são interessantes. Apesar das suas histórias pregressas serem um pouco lugar-comum, estão bem concebidos e temos uma grande variedade, de selvagens a travecas.

    O que me fascinou mais foi os poderes utilizados para combater os monstros e fantasmas. O personagem principal consegue transformar os nomes das coisas em armas, o que - não sendo de todo original (já o tinha visto em Loveless) - não deixa de ser interessante. Os designs dos monstros também estão muito engraçados, apesar das histórias em que cada um aparece não serem nada por aí além.

    Em termos de animação, nada de especial. Não existem grandes coreografias, o CG está mal disfarçado. Não são lutas muito cativantes, o que é falho para um anime que tenciona basear-se nelas.

    Estou dividida no que respeita à música. Por um lado, as segundas OP e ED combinam muito bem com o espírito do anime. Mas por outro lado, tudo o resto parece estar um pouco fora do lugar. Para mim faria mais sentido um anime passado nesta época e neste local ter uma música menos ocidental.

    Não é um mau anime.
  • Hyouka

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    Hyouka
    Takemoto Yasuhiro - Kyoto Animation
    Anime - 22 Episódios + 1 Special
    2012
    6 em 10

    O outro anime que tive a oportunidade de ver (o primeiro episódio) no Enkai. A Hota disse-me que tinha achado giro mas que eu não ia gostar, porque era fatia de vida. Bom... Gostei e não gostei. Aliás, gostei de uma ou duas partes, o resto deixou-me totalmente indiferente.

    Este anime segue as aventuras e desventuras do clube de Literatura Clássica de uma escola secundária qualquer. E que aventuras são essas? Resolver mistérios! E é este o ponto que, essencialmente, destrói a série. Porque os mistérios são totalmente, absolutamente, concretamente.... Irrelevantes. Oreki, o personagem principal, tem uma grande capacidade de dedução. E resolve os mistérios porque uma menina, Chitanda, está curiosa. KININARIMASU! Mas o conteúdo dos mistérios está desprovido de sentido e de importância.

    A razão pela qual Oreki, que se apresenta logo desde o início como uma pessoa geralmente desinteressada pela vida, resolve os mistérios é, por si, um mistério. Ele desenvolve minimamente, ele passa a gostar de os resolver por si próprio e admite que se calhar até tem algum interesse no mundo que o rodeia. Mas a razão inicial para os solucionar é uma falha. Será amor? Amor à primeira vista? Isso existe? Agora que penso nisso, se calhar... Mas mesmo assim é um argumento um bocadinho ineficaz.

    A arte, não sendo muito detalhada, é bela. Parece que hoje em dia é bastante fácil produzir algo de agradável à vista, pelo que tenho observado, pelo que me questiono se poderei apresentar isto como uma vantagem ou não. Em termos musicais, a música insiste que os mistérios são muito misteriosos, mas não consegue trazer-lhes qualquer tipo de interesse.

    No fundo, uma série bastante vulgar. Diria mesmo... Irrelevante.
  • 1Q84

    5
    1Q84
    Haruki Murakami
    2009
    Romance
     
    E aí está o final! Estava numa excitação para o ler, mas... Bom, comecem por observar as reviews dos dois primeiros volumes.

    Foi... Um desapontamento. Este livro apresenta-nos mais uma perspectiva, a de um homem chamado Ushikawa cuja função é perseguir Aomame e Tengo. Através deste novo personagem (que está concebido de forma a ser a pessoa mais nojenta e desagradável de que há memória no universo Murakamiano) o que nos é dado? Repetição. Repetição. Repetição. Uma e outra vez o autor volta a contar-nos a história de Tengo, a história de Aomame, os seus problemas iniciais e a sua posição presente, ao ponto de ser quase insuportável. Nós já sabemos, já sabemos a história desde o primeiro volume, porquê repeti-la? Isto demonstra uma falta de rumo que culmina num final perfeitamente insatisfatório e apressado e, o pior de tudo, inconclusivo. Está mesmo a espreitar para uma continuação da história, mas a sensação que dá é que o autor não sabe para onde vai.

    Uma coisa que se nota em Murakami é a sua preferência clara pelas comparações na sua maneira de fazer descrições. Se ao início elas eram interessantes e davam imagens claras, agora parecem - como todo este volume - sem rumo. Pelo amor de deus, que raio de descrição é "o seu cérebro parecia alface congelada"?

    Enfim, acho que agora já não gosto tanto de Murakami. Tenho aqui a auto-biografia dele para ler e pode ser que assim consiga perceber melhor o que se passou aqui... Era uma obra tão promissora, a terminar de uma maneira tão infeliz...
  • Ashita no Nadja

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    Ashita no Nadja
    Igarashi Takuya - Toei Animation
    Anime - 50 Episódios
    2003
    6 em 10

    Fui ver este anime porque é a cara do grupo de subs Brasileiro em que participo (o que me recorda que tenho uma tradução para fazer). Olhei para as imagens e vi dois cãezinhos e pensei "porque não". Depois vim a descobrir que este é o anime de infância de muita gente, já que passou no Panda circa 2005. Que giro ver que há pessoas que eram criança em 2005, haha!

    Enfim, os cães afinal não são cães. São leões bebés (com juba?). E este é o anime ideal se o teu sonho sempre foi ser uma menina de oito anos.

    A história podia ser um WMT, mas não é. Nadja pensa que é orfã e descobre que tem uma mãe. Então junta-se a uma trupe de artistas ambulantes para a encontrar. Com isto, viaja por toda a Europa, onde aprende a dançar melhor, se apaixona por vários rapazes mais velhos (e giros!) e se envolve numa trama socio-política entre o seu tio e uma moça que se faz passar por ela. No fundo é uma história bastante simples, sem consequência, mas o resultado é bastante fofo. 

    Temos uma série de personagens de natureza encantadora, começando pela própria Nadja, mas não existe qualquer tipo de desenvolvimento. Tal como começam, assim acabam. São todos dotados de uma grande força de vontade, mas não crescem. Também não se percebe quanto tempo passa no mundo deste anime entre o primeiro episódio e o último. Tendo em conta o quanto viajaram, suponho que se tenham passado anos, mas o físico dos personagens não o revela.

    Em termos de animação, temos algumas sequências de dança interessantes mas bastante repetitivas. Por vezes com recurso a um CG mal disfarçado, sobretudo nos grandes bailes. Há uma grande variedade de roupas, todas muito coloridas. Nos fundos, apresentam-nas muitas cidades da Europa e creio que o ambiente está bem caracterizado, mas nada de muito detalhado ou bonito.

    Este anime vive muito da música e temos uma variedade bastante grande ao início, que se torna tão repetitiva como a animação rapidamente. Há uma mistura de peças clássicas que todos conhecemos com músicas originais bastante agradáveis e simples, muito próprias à infantilidade do anime.

    Uma série agradável e amorosa, mas não creio que valha a pena sairem do vosso caminho para a irem ver.
  • Cloud Atlas

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    Cloud Atlas
    Tom Tykwer, Andy e Lana Wachowski
    Filme
    2012
    7 em 10

    Há tanto tempo que eu não ia ao cinema... Boa escolha, este filme. São quase três horas que passam num instante.

    O filme podia ser muito confuso, mas é bastante simples. Temos uma série de histórias, aparentemente desrelacionadas, mas que têm consequência umas nas outras. Temos histórias no passado longínquo, no passado, presente, futuro e futuro longínquo. E no futuro ainda mais longínquo. E todas se influenciam umas às outras. Em resumo, vidas passadas.

    Todas as histórias têm alguma relação com uma injustiça e com uma revolução necessária ao mundo. É muito interessante ter tantas histórias pois são muito variadas. E enquanto algumas são muito trágicas, temos outras recheadas de humor. Três realizadores foram precisos para termos tanta variedade e, acho eu, funciona. O filme até aproveita para nos dar algumas lições de vida, num universo futurista impressionante.

    Não gostei especialmente dos efeitos especiais, não me pareceram nada realistas (até hoje bonecos continuam a ser bonecos), mas há um trabalho fabuloso em termos de maquilhagem e caracterização. Cada actor faz uma série de personagens, o que adiciona ao simbolismo de estarmos todos ligados uns aos outros. Há alguns que estão mesmo muito bem disfarçados. Também deve ter sido muito interessante para os próprios actores participar num trabalho em que têm de se mutar constantemente para fazer personagens completamente distintos.

    Posso dizer que valeu a pena os mais de cinco euros que custou o bilhete. Só me faz impressão os bilhetes já não serem bilhetes e serem uns papéizinhos cuja tinta desaparece num instante.
  • Sword Art Online

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    Sword Art Online
    Atsuhiro Iwakami - Aniplex
    Anime - 25 Episódios
    2012
    6 em 10

    Vi o primeiro episódio no Enkai e assim foi traçado o meu destino. Tinha de terminar esta série. Mas, para ser sincera, eu queria vê-la. Porque queria perceber. Andava (e ainda anda) toda a gente a falar disto, primeiro bem, depois mal, mas a conversa não parece morrer. E, agora que terminei, posso dizer, com toda a sinceridade que... Não entendo. Não percebo o hype à volta disto. É tão... Normal?

    Ao início a ideia parecia promissora, um anime passado dentro de um jogo. Mas ao estabelecer as regras (morres se morreres no jogo) passou a ser apenas um vulgaríssimo anime de fantasia, igual a tantos outros, sem nada de especial que o distinga. A história é, está claro, vencer o jogo. Mas depois aparece uma história de amor um bocado desencaixada ("oh beijamo-nos! Vamos casar!") que progride para "vou salvar o amor da minha vida de um gajo doido num outro mundo de fantasia que deveria ser oh-deus super interessante" Isto tudo para dizer... Vulgar. Ah sim, adicione-se paixão incestuosa, agora já temos um anime avant-garde!

    Podia compensar com personagens fascinantes, mas não temos nada disso. São simples ao início, continuam simples durante toda a série. Por mais gente que vejam a morrer, o que deve ser elevadamente traumático, não parece que isso os afecte muito mais do que "temos de vencer o jogo". Em termos de relações, temos tsunderice até dizer chega e de repente, bling, estamos apaixonados.

    A música também é de uma normalidade exasperante. Apesar de ilustrar bem o chamado RPG de fantasia (eu só joguei Ragnarok durante uns tempos, mas imagino que seja assim), não transmite nada de especial, quer aos momentos sentimentais quer às lutas.

    Mas este anime tem uma coisa boa, que é a arte. Se bem que as animações de lutas não saem fora dos parâmetros da normalidade, temos fundos muito detalhados e por vezes muito belos. Seria fascinante ter um jogo que fosse efectivamente assim. Mas não temos e ainda bem, imaginem a quantidade de NEETs que iriam nascer.

    De uma forma ou de outra deu-me saudades de jogar Ragnarok. Alguém sabe de um server fofinho e bacanudo que seja pirata?
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