• 663114

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    663114
    Hisamu Hirabayashi
    Anime - Curta-Metragem
    2012
    6 em 10

    Uma curta que é curta: irei colocá-la de seguida para que a possam ver.


    Eu quando terminei não sabia bem o que pensar. Assim, fui pesquisar e encontrem este excelente comentário, que explica todos os símbolos representados nesta pequena animação.

    Isto é uma alegoria para o terramoto de 11 de Março, com um forte sentido filosófico e ético. A estética é muito simples, mas muito intensa. Vemos uma cigarra a subir a uma árvore e a ser vítima do terramoto e do tsunami, representado por grandes mãos e por gritos. As texturas sobrepostas formam um jogo visual interessante, mas não temos aqui nada de especial em termos de animação.

    O sonoro é o mais interessante. A cigarra fala numa voz gutural, quase incompreensível, que depois muda para uma voz sintética e mutada. Toda a música causa um pouco de horror, sobretudo no que respeita ao momento de chuva ácida, e leva a animação (fraca) a um nível mais filosófico.

    No geral, uma boa animação, mas requer boa capacidade de interpretação. Tenho dúvidas em relação à classificação que lhe dei. O mais que posso fazer é recomendar.
  • O Papagaio de Flaubert

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    O Papagaio de Flaubert
    Julian Barnes
    Biografia
    2010

    Livro que recebi num Random Act of Bookcrossing Kindness, no - evidentemente - Bookcrossing.

    Eu olhei para a capa, olhei para a descrição e estava convencida que isto era um romance. Estava desejosa de o ler, gosto de papagaios. Mas não se julgue um livro pela capa. Isto não é um romance. É uma biografia romanceada. Biografia de Gustave Flaubert, autor de Madame Bovary (e outras coisas mais, das quais nunca tinha ouvido falar)

    Narrado por um personagem imaginado que tem um fascínio por este autor, o livro descreve a vida dele em detalhe, com todos os simbolismos e todas as pequenas coisas captadas em cartas pessoais que poderiam definir a sua personalidade. Infelizmente, como acontece com a maioria dos autores (sobretudo aqueles de quem nunca li um livro), Flaubert não tem uma vida especialmente interessante. Escreve, bebe, apanha sífilis, tripa-se com a sífilis, tem um cão, observa um papagaio. E assim se resume a vida dele.

    Isto poderia ser compensado por uma escrita muito intensa, mas - seja problema do autor ou do narrador (se assim for, parabéns ao autor) - o livro apresenta apenas listas de compras, listas de características e debates sobre se elas estão certas ou não. Houve apenas dois capítulos que me agradaram, aquele narrado pela amante de Flaubert e aquele em que o narrador fala um pouco sobre a sua relação conjugal. Parece que o narrador se identifica com Flaubert, mas as intenções são pouco claras e a conexão do narrador ao seu ídolo é flácida.

    Assim, libertei este livro no Cacilheiro, logo após terminar de o ler. Ainda vieram umas pessoas atrás de mim com ele a perguntar se era meu, mas eu disse que não, que já lá estava. Espero que o registem no site.
  • Geração Beat

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    Geração Beat
    Jack Kerouac
    Dramaturgia
    1957

    Eu tinha curiosidade em ler Kerouac desde que vi a referência num livro de Murakami. Assim, quando encontrei este autor num maravilhoso sebo, a apenas 9 reais, não resisti a trazê-lo.

    Mas tive de me informar o que é efectivamente a Geração Beat. Diz que são um grupo de artistas dos anos 50 que viviam em comunidades, isto é, freaks. Vieram a dar os Beatles e os hippies, e o chamado movimento contra-corrente. Esta peça é suposto ser a encarnação disto.

    Mas não é. Uma data de personagens, gente pobre e simples e bêbada, tem conversas sobre corridas de cavalos. E sobre a vida, mas essencialmente corridas de cavalos. As considerações filosóficas sobre deus, sobre o budismo, sobre santos, sobre a sorte, etc., parecem estar ali metidas a martelo. Os próprios personagens são irreais, pois sendo ao início caracterizados como um grupo de bêbados ignorantes metem-se logo a jogar xadrez enquanto comem ovos estrelados e a tecer opiniões existencialistas injustificadas.

    Talvez seja também da tradução, mas não gostei nada da maneira desta gente falar.

    Além disso parece ser uma peça dificílima de encenar, tem montanhas de gente, montanhas de gente que não interessa a ninguém, tudo isto se poderia resumir a quê, três ou quatro personagens? E montes de cenários e tralha desinteressante.

    Tenho de ler um livro propriamente dito do Kerouac para ter uma opinião válida, mas não gostei desta primeira experiência.
  • Crimes de Natal

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    Crimes de Natal
    Vários
    Antologia de Contos
    1995

    Uma antologia de contos que recebi do BookCrossing, já que nos estamos a aproximar da altura. Os autores presentes são:

    Raymund Allen
    H. C. Bailey
    Agatha Christie
    Wilkie Collins
    Arthur Conan Doyle
    Dick Donovan
    Christopher Hallam
    Thomas Hardy
    Fergus Hume
    H. R. F. Keating
    Ellis Peters
    C. L. Pirkis
    Lennox Robinson
    David G. Rowlands
    Pamela Sewell
    Edgar Wallace
     
    Ora bem, como criticar uma antologia de contos? Não tenho vagar para os criticar um a um. No geral a qualidade deles é bastante boa. Apesar de existirem alguns que relatam casos quase sem interesse, mistérios que realmente podiam ficar para resolver porque nem todos somos mentes curiosas, e apesar de existirem alguns com um estilo de escrita um pouco... Bem, um pouco... São todos bastante bons. O meu preferido foi "Uma Mulher às Direitas"

    Mas isto leva-me a pensar que eu realmente não me interesso grandemente por policiais. Não há personagem, nem desenvolvimento, não há grande história que não seja o caso e a sua resolução, não há grandes momentos literários. É como um episódio do CSI, mas com menos tecnologia. Consequentemente creio que passarei a evitar este género.
  • Maison Ikkoku

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    Maison Ikkoku
    Kazuo Yamakazi - Studio Deen
    Anime - 96 Episódios
    1986
    5 em 10

    Antes de começar devo informar que alguém me deve uma garrafa de bagaço. Só naquela. Mas mesmo bebendo-a nunca vou esquecer estes momentos de tortura.

    Nos anos 80 era possível fazer séries deste tamanho como se fossem coisas normais. Mas agora, imaginava eu que fosse possível fazer 96, repito /96/ (noventaeseis, nove seis) episódios de... NADA? Meus senhores: é possível. É real. O nosso maior pesadelo já se concretizou! Esperamos pelos fillers de Bleach? Então e uma série que toda ela é um filler?

    Isto veio da Rumiko, a gaja que cometeu atrocidades como Lum e fez coisas giras como Ranma. Eu esperava o que quer que fosse, mas esperava que tivesse conteúdo. A história é simples, toda ela preparada para ser uma graaaande comédia romântica (woohoo! ^__^). Godai é um pobre e infeliz estudante, que vive numa residência, Maison Ikkoku. Residência essa que é coabitada por três bêbados inveterados que o impedem de estudar com as suas festas e os seus ruídos e as suas sujidades e as suas maminhas à mostra. De repente, maravilha!, aparece Kyoko, a nova senhoria da residência. Paixão imediata. Seguem-se (ler isto com a voz do Melga, do Melga Shop) quase uma centena de maravilhosas tropelias românticas, encontros e desencontros, incapacidade de admitir os seus próprios sentimentos e para finalizar muitas risotas para toda a família

    Não.

    A história, que dura sete anos (é sempre Natal neste anime, vi o Natal montes de vezes), simplesmente não avança. Não anda nem desanda. Não sai da cepa torta. No finalzinho, COISAS. Só umas quatro ou cinco, que eram as que interessavam. E nada mais. E comédia? Ou sou eu ou é o anime: ri-me DUAS vezes. Duas. Dois. Um mais Um. Não joga a bota com a perdigota.

    E se fosse por aqui estava acabado o mundo, teria dado um dois ou um três ao anime dos 80s favorito da criançada. Mas convenhamos, há dois pontos bons neste anime: a arte e a música.

    A arte, para 80s, envelheceu muito bem. É muito cuidada em termos de detalhes e animação e, para uma série tão longa, não há recurso a cenas repetidas. Os fundos estão bem concebidos e são muito bonitos, apesar desta cidade ser pequena o suficiente para se encontrar sempre a pessoa certa no momento errado.

    Já a música é muito típica da época, mas é bastante variada e não cansa. As OPs e EDs têm aquele gostinho a oitentas que eu adoro e as do parênquima adicionam o detalhe e o sentimento correcto às situações.

    E assim se conclui mais uma fase da minha vida: aquela em que eu vi uma série com quase 100 episódios dos 80s e a detestei.
  • Iberanime OPO 2012 - Performances

    6
    Ora pois portantos, como já vem sendo habitual neste espaço é altura de fazer um comento às performances do último evento de cosplay, o Iberanime OPO 2012. Neste evento não estive e não enviei espiões (foram amigos, mas não me foram informando dos acontecimentos). Aparentemente divertiu-se toda a gente bués de bués, por isso perdi um grande evento, mas estive num workshop de escrita criativa (que resultou na seguinte história: Piloto e Rafael). Agradecimentos ao Tiago, que me indicou onde encontrar os vídeos, e ao OtakuPT, que os tem todos.

    Não dá para ver os vídeos nestes vídeos, mas por um lado ainda bem, assim não dependemos desse factor. Como sempre, não sei nada sobre fatos, só comento as performances. ;) Here we gooo!

    Individual

    A primeira parte está muito insegura, os movimentos deviam ser mais firmes. Mas a dança está muito engraçada e acho que estás mesmo a canalizar a Catwoman!

    Onde é que eu já vi isto...? Essencialmente foi o que eu disse da outra vez. É preciso mais segurança, mais energia, mais força, usa os músculos, cansa-te! Eu sou super a favor de reciclar skits, mas tão perto um do outro, no mesmo sítio, murhruhrgeasr

    Bem, muito mas MUITO melhor que o do Midori. Parabéns! Ainda um pouco de insegurança, mas não percebo se é do próprio personagem que não se sente confortável com a música ou se é de ti (isto é uma boa coisa, ao vivo devia reparar-se melhor) Temos aqui potencial de fazedora de skits? Temos!


    Apesar da coreografia estar bem feita e bem ensaiada é /muito pouco/ original. :(

    Ai que a moça veio da terra do Piru! =D Por isso bamos a falar em ingirisu. :3 I have no idea of what you did and I think you also did not know very well what you were doing. But your speech explaining the costume and why you're here was really nice and shows that you're cool and chill, so congratulations for that! Hope to see you around on Lisbon as well! =D

    Weee! Adoro a firmeza dos movimentos (vejam, é assim!). Depois houve ali aquela parte de tirar as serras (?) que ficou um bocado destrambelhada e o final que não se percebe muito bem, mas é exactamente este o espírito que eu gostava que toda a gente tivesse!

    As (4? 5?) poses estão muito intensas (bom!) mas... Foi só isso. Acho que teria funcionado melhor se estivesses de frente para o público, mas apesar de tudo foi uma boa utilização do espaço. Lol à introdução (mas não é culpa tua :p)

    Suponho que isto seja a reprodução do videoclip, mas falta-lhe... Algo. Não sei, eu acho que isto poderia ter sido muito mais belo. Talvez com uma flor maior. Com momentos de pausa para mostrar o que se passa. Assim foi só emporcalhar o palco.

    Saltitar pelo palco não constitui skit de cosplay (já há muito tempo que eu não dizia uma destas! xD)

    Um minuto e dez de NADA seguido de algo. Andas demais pelo palco, assim eu não sei para onde é suposto focar a minha atenção. As marcações iniciais foram boas, mas todas as outras pareceram um vaguear sem objectivo.

    Em resumo: nada de especial ou de novo neste concurso, nada que me impressionasse. Algumas coisas boazinhas mas nada de muito original que me fizesse dizer WOAHOWHAOG. Para mim os prémios teriam sido diferentes (adivinhem!) No hard feelings :3

    Grupo
     (11 skits? CA GANDA EXAGERO PAH)
    (mas eu vou comentar todos, huhuhuhu)
    Ok, ao início ri-me BUÉ. Mas depois ficou baixo. Muito baixo. Talvez seja só de mim, mas desde a Dança do Trovão que não posso com cuecas. Ou talvez eu seja especial. Ou talvez vocês sejam especiais. Eu num sei. Ah, acabaram de me contar que um dos membros era juri do Solo e membro da organização. Adoro coincidências!

        Ai deus, muito bom! Mesma cena de mexer os pés (parem de mexer os pés!) mas a ideia está /muito/ gira e muito bem conseguida, matei-me a rir em alguns momentos. Parabéns!

    O audio está pavoroso. Mas a actuação está muito engraçada. Mas o audio está pavoroso.

    A ideia está muito muito gira e o audio está excelente. No entanto há algumas partes muito confusas, por causa dos movimentos mal estruturados, em que a atenção no palco sofre divergências. Isto poderia ser evitado por uma melhor marcação.

    Ideia engraçada, mal conseguida porque confusão nos movimentos. Podiam ter usado melhor o espaço.

    Mais Gangnam? Não, não consigo aceitar isto.

    Cena de luta um pouco mal coreografada e no final fiquei sem perceber se era a sério ou se era para rir.

    OUTRA VEZ? Fica decidido: dançar o Gangnam não constitui skit de cosplay!

    Isto seria TÃO mais giro se estivessem todas sincronizadas...


    Ok, perseguição de zombies! Fixe! Parece-me o recriar de uma situação da "fonte" mas não me parece nada mal. A voz-off da Jeni (?) podia ser mais expressiva.

    Não percebi uma gota do que se estava a passar, mas está bem interpretado, bastante expressivo.

    Em conclusão: Gangnam parece ser o último grito em apresentações de cosplay. Tirar cuecas também. Com toda a certeza incluirei no meu repertório um skit em que tiro as cuecas, as meto na cabeça e danço o Gangnam, para depois atirar tais cuecas para o público, para que ele lute ferozmente e alarvemente pela sua posse, rasgando-as em pedaços. Fora isso, só gostei de um skit, apesar de haver um par (ou dois) de outros que também estão aproveitáveis. Gostei de ver o número de participantes e ver que se esforçaram todos para fazer skits (aqui e nos individuais). Mais um bocadinho e chegamos a nível agradável!

    E assim se acaba o meu trucidamento ambiental de todos os skitosos do Iberanime. Obrigada por alimentarem a minha alma maligna e continuem com o bom trabalho! =D

    Felicidades! ^____^


  • O Reino dos Sonhos - A Cidade de Cristal

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    O Reino dos Sonhos - A Cidade de Cristal
    Natália Couto Azevedo
    Romance Fantástico
    2011

    Ora portantos, Quinta Dimensão, estava eu no Dia dos Vampiros a ver vampiros a beber Fanta quando descubro que há um sorteio de livros. Dão-me um número e eu dou o número a um amigo enquanto vamos almoçar. Quando volto, tenho um livro! Viva!

    Mas quando o abro, em casa, em Portugal, longe, impossivelmente longe... Descubro que tem uma dedicatoria! A um tal Adriano. Então foram-me dar o livro do Adriano? O meu nome não é Adriano! Ajudem-me a localizar o Adriano! O livro é dele! Ainda assim, li-o.

    Mais uma aventura em vários volumes sobre uma Mary Sue. Elorá é o típico: jovem bonita mas insegura, um pouco inadaptada mas com um grande talento, descobre um misterioso poder e a sua importância para que o mundo não seja destruído é muito grande.

    Mas numa coisa varia, isto tem que ver com fadas.

    A leitura é agradável, não está mal escrito mas também não tem grandes momentos de beleza. As descrições são vivas e claras e remetem-nos para um mundo de sonhos (literalmente) muito belo que contrasta com uma realidade dura de insucesso e incerteza.

    Ainda assim, não vou comprar o segundo volume. Não tenho assim tanta curiosidade em saber, de certeza que Elorá vai salvar o mundo, desconfio que Gabriel é um dos maus, mas tudo vai acabar em bem com certeza.

    A quem goste de fantasia do mais básico que existe é uma boa escolha. É como ver shoujo, a gente sabe que não é nada de especial, mas a gente gosta. :3
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