18.10.12

Maison Ikkoku

Maison Ikkoku
Kazuo Yamakazi - Studio Deen
Anime - 96 Episódios
1986
5 em 10

Antes de começar devo informar que alguém me deve uma garrafa de bagaço. Só naquela. Mas mesmo bebendo-a nunca vou esquecer estes momentos de tortura.

Nos anos 80 era possível fazer séries deste tamanho como se fossem coisas normais. Mas agora, imaginava eu que fosse possível fazer 96, repito /96/ (noventaeseis, nove seis) episódios de... NADA? Meus senhores: é possível. É real. O nosso maior pesadelo já se concretizou! Esperamos pelos fillers de Bleach? Então e uma série que toda ela é um filler?

Isto veio da Rumiko, a gaja que cometeu atrocidades como Lum e fez coisas giras como Ranma. Eu esperava o que quer que fosse, mas esperava que tivesse conteúdo. A história é simples, toda ela preparada para ser uma graaaande comédia romântica (woohoo! ^__^). Godai é um pobre e infeliz estudante, que vive numa residência, Maison Ikkoku. Residência essa que é coabitada por três bêbados inveterados que o impedem de estudar com as suas festas e os seus ruídos e as suas sujidades e as suas maminhas à mostra. De repente, maravilha!, aparece Kyoko, a nova senhoria da residência. Paixão imediata. Seguem-se (ler isto com a voz do Melga, do Melga Shop) quase uma centena de maravilhosas tropelias românticas, encontros e desencontros, incapacidade de admitir os seus próprios sentimentos e para finalizar muitas risotas para toda a família

Não.

A história, que dura sete anos (é sempre Natal neste anime, vi o Natal montes de vezes), simplesmente não avança. Não anda nem desanda. Não sai da cepa torta. No finalzinho, COISAS. Só umas quatro ou cinco, que eram as que interessavam. E nada mais. E comédia? Ou sou eu ou é o anime: ri-me DUAS vezes. Duas. Dois. Um mais Um. Não joga a bota com a perdigota.

E se fosse por aqui estava acabado o mundo, teria dado um dois ou um três ao anime dos 80s favorito da criançada. Mas convenhamos, há dois pontos bons neste anime: a arte e a música.

A arte, para 80s, envelheceu muito bem. É muito cuidada em termos de detalhes e animação e, para uma série tão longa, não há recurso a cenas repetidas. Os fundos estão bem concebidos e são muito bonitos, apesar desta cidade ser pequena o suficiente para se encontrar sempre a pessoa certa no momento errado.

Já a música é muito típica da época, mas é bastante variada e não cansa. As OPs e EDs têm aquele gostinho a oitentas que eu adoro e as do parênquima adicionam o detalhe e o sentimento correcto às situações.

E assim se conclui mais uma fase da minha vida: aquela em que eu vi uma série com quase 100 episódios dos 80s e a detestei.

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