Museu Paulista
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QUINTA DIMENSÃO: 10/16
Museu Paulista
Museu (Exposição Permanente)
Vá,uma review a um museu sem ser a uma exposição específica.
Começo por comentar a arquitectura do elemento. Tal como comentei com o pessoal do CB que tive o prazer de encontrar ontem, em relação à Catedral e Largo da Sé, acho estes edifícios fascinantes: a sua estrutura é feita nos moldes clássicos, mas são construções relativamente novas.
Em relação à exposição em si, o museu alberga um relato da história brasileira desde a sua independência que, efectivamente, não é muito longa. É uma colecção interessante, pois demonstra como os brasileiros do antigamente não eram nenhum Rodrigo Santoro bigodudo, e mostra algumas coisas interessantes, nomeadamente carros de bombeiros e fotografias de bebés.
A exposição é muito informativa, chegando por vezes ao ponto de ser demasiado descritiva.
Não gostei da organização do espaço, temos uma sala de produção de café seguida de uma sala com cadeiras, qual é a relação?
Mas uma experiência bastante original, recomendo bastante a quem tiver a oportunidade.
Nota: o museu também é conhecido por Museu do Ipiranga, pois foi feito no local onde Pedro mandou um berro.
Começo por comentar a arquitectura do elemento. Tal como comentei com o pessoal do CB que tive o prazer de encontrar ontem, em relação à Catedral e Largo da Sé, acho estes edifícios fascinantes: a sua estrutura é feita nos moldes clássicos, mas são construções relativamente novas.
Em relação à exposição em si, o museu alberga um relato da história brasileira desde a sua independência que, efectivamente, não é muito longa. É uma colecção interessante, pois demonstra como os brasileiros do antigamente não eram nenhum Rodrigo Santoro bigodudo, e mostra algumas coisas interessantes, nomeadamente carros de bombeiros e fotografias de bebés.
A exposição é muito informativa, chegando por vezes ao ponto de ser demasiado descritiva.
Não gostei da organização do espaço, temos uma sala de produção de café seguida de uma sala com cadeiras, qual é a relação?
Mas uma experiência bastante original, recomendo bastante a quem tiver a oportunidade.
Nota: o museu também é conhecido por Museu do Ipiranga, pois foi feito no local onde Pedro mandou um berro.
By : ladyxzeus
Sob o Sol da Toscana
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QUINTA DIMENSÃO: 9/16
Sob o Sol da Toscana
Audrey Wells
Filme
2003
6 em 10
Mais um filme dobrado, dado que nesta casa há crianças de 8 anos que ainda não sabem ler (dentro de todas as possibilidades, isto acontece)
E um filme pontuado frequentemente por "estivemos aqui! Oh meu deus! Estivemos aqui! Estivemos ali!" Bastante irritante para quem nunca lá esteve nem tenciona nunca lá ir. Eu não gosto da Itália menz.
A história e evolução das personagens é simples e previsível. Mulher divorciada compra casa na Toscânia (ou Toscana, wtv) e tenta refazer a sua vida. E consegue. Mas existe uma coisa inteligente, que é a dificuldade que ela encontra na procura da sua felicidade amorosa. Isto pontuado por alguns momentos de humor inocente fazem o filme agradável e fácil de seguir.
O ponto forte é a colecção de imagens da Itália, com bela fotografia, apesar de alguns cenários parecerem mesmo ser fotografias e não filme.
Teria sido um filme bem mais agradável se não estivesse acompanhada de Italianófilos, mas vê-se bem
E um filme pontuado frequentemente por "estivemos aqui! Oh meu deus! Estivemos aqui! Estivemos ali!" Bastante irritante para quem nunca lá esteve nem tenciona nunca lá ir. Eu não gosto da Itália menz.
A história e evolução das personagens é simples e previsível. Mulher divorciada compra casa na Toscânia (ou Toscana, wtv) e tenta refazer a sua vida. E consegue. Mas existe uma coisa inteligente, que é a dificuldade que ela encontra na procura da sua felicidade amorosa. Isto pontuado por alguns momentos de humor inocente fazem o filme agradável e fácil de seguir.
O ponto forte é a colecção de imagens da Itália, com bela fotografia, apesar de alguns cenários parecerem mesmo ser fotografias e não filme.
Teria sido um filme bem mais agradável se não estivesse acompanhada de Italianófilos, mas vê-se bem
By : ladyxzeus
12 Horas
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Não é a primeira nem a segunda, ela é a QUINTA DIMENSÃO!: 8/16
12 Horas
Heitor Dhalia
Filme
2012
5 em 10
Agora já tenho internet, mas é só dentro de um clube de vídeo que passei a frequentar e, por isso, vou guardar todas estas reviews para fazer uma espécie de Diário de Reviews da Quinta Dimensão.
Por isso, Doze Horas. Vi este filme dobrado E legendado (ao mesmo tempo e, posso dizê-lo, a dobragem e as legendas não coincidiam. O que nos leva a desconfiar da veracidade de uma legendagem, sobretudo no que respeita a anime em que é tudo feito por fãs e.... Bem, deixemos isso para depois) E vi este filme do clube de vídeo, aka "locadora".
Uma moça é raptada e metida num buraco. Ao fugir ninguém acredita nela. Entretanto a irmã é raptada também e toda a gente a acusa e não acreditam nela. Por isso vai ela atrás do raptor. É uma premisa simples mas promissora, mas da forma como foi executada todo o filme acaba por cair um pouco na previsibilidade. Há muitas conversas que poderiam ter mais interesse se fossem abordadas de forma diferente (dez minutos de conversa telefónica no meio de uma floresta não é a coisa mais estimulante do mundo...) As actuações não me pareceram nada de especial, mas com a coisa dobrada é um bocado difícil de avaliar.
Tem alguns momentos de tensão em que quase parece um filme de terror, mas falta-lhe o momento a seguir ao suspense, em que efectivamente uma pessoa faz "hhuuuu!?"
Um filmeco bom para estar a passar numa locadora, isso sim.
Permitam-me um comentário aparte: as locadoras extinguiram-se em Portugal, pelo que me lembro na altura da transição do VHS para o DVD. A razão principal é a nossa amada pirataria, que não pode ser travada de maneira nenhuma e que, de qualquer forma, só é odiada pelos que perdem dinheiro com ela (que não sou eu nem a maioria de vós). Também pelos novos sistemas MEO e ZON que permitem o aluguer de filmes directamente na televisão (coisa que eu acho profundamente idiota, como passarei a demonstrar). Ora uma locadora, sítio onde se alugam filmes, como pude observar em primeira mão nesta minha reveladora viagem à Quinta Dimensão.... Ir a uma locadora alugar um filme é uma experiência completamente diferente. É que uma pessoa vai e tem centenas de filmes para escolher. Pode ver as capas e de repente aparece um filme que queríamos ver e nunca nos lembrámos que existia para o podermos ir sacar. De repente aparece um filme com um actor de que gostamos mas que nem sabíamos que existia para o podermos ir sacar. De repente aparece um filme que já vimos e gostávamos, mas que não nos lembrámos de ir sacar. Por mais listas que haja, a lista de uma locadora torna as coisas muito mais simples. Além disso a maioria delas contam com staff que sabe onde está e que pode aconselhar. Também há algumas com filmes raros, difíceis de encontrar na net. Na televisão só temos os filmes mais recentes, a última moda. Mas e se eu de repente encontrar na loja um filme independente super interessante? Além disso, nada de guardar para ver depois. É como ir ao cinema mas em casa. Assim, tenho pena de que se tenham extinguido em Portugal. Se tal não tivesse acontecido, eu voltaria atrás e voltaria a alugar filmes. Lembro-me que todos os fins de semana que ia para o meu pai, em Nárnia, alugava um ou dois filmes. E acontecia não os ver e o meu pai ficar zangado comigo, mas isso é outra história.
Por isso, Doze Horas. Vi este filme dobrado E legendado (ao mesmo tempo e, posso dizê-lo, a dobragem e as legendas não coincidiam. O que nos leva a desconfiar da veracidade de uma legendagem, sobretudo no que respeita a anime em que é tudo feito por fãs e.... Bem, deixemos isso para depois) E vi este filme do clube de vídeo, aka "locadora".
Uma moça é raptada e metida num buraco. Ao fugir ninguém acredita nela. Entretanto a irmã é raptada também e toda a gente a acusa e não acreditam nela. Por isso vai ela atrás do raptor. É uma premisa simples mas promissora, mas da forma como foi executada todo o filme acaba por cair um pouco na previsibilidade. Há muitas conversas que poderiam ter mais interesse se fossem abordadas de forma diferente (dez minutos de conversa telefónica no meio de uma floresta não é a coisa mais estimulante do mundo...) As actuações não me pareceram nada de especial, mas com a coisa dobrada é um bocado difícil de avaliar.
Tem alguns momentos de tensão em que quase parece um filme de terror, mas falta-lhe o momento a seguir ao suspense, em que efectivamente uma pessoa faz "hhuuuu!?"
Um filmeco bom para estar a passar numa locadora, isso sim.
Permitam-me um comentário aparte: as locadoras extinguiram-se em Portugal, pelo que me lembro na altura da transição do VHS para o DVD. A razão principal é a nossa amada pirataria, que não pode ser travada de maneira nenhuma e que, de qualquer forma, só é odiada pelos que perdem dinheiro com ela (que não sou eu nem a maioria de vós). Também pelos novos sistemas MEO e ZON que permitem o aluguer de filmes directamente na televisão (coisa que eu acho profundamente idiota, como passarei a demonstrar). Ora uma locadora, sítio onde se alugam filmes, como pude observar em primeira mão nesta minha reveladora viagem à Quinta Dimensão.... Ir a uma locadora alugar um filme é uma experiência completamente diferente. É que uma pessoa vai e tem centenas de filmes para escolher. Pode ver as capas e de repente aparece um filme que queríamos ver e nunca nos lembrámos que existia para o podermos ir sacar. De repente aparece um filme com um actor de que gostamos mas que nem sabíamos que existia para o podermos ir sacar. De repente aparece um filme que já vimos e gostávamos, mas que não nos lembrámos de ir sacar. Por mais listas que haja, a lista de uma locadora torna as coisas muito mais simples. Além disso a maioria delas contam com staff que sabe onde está e que pode aconselhar. Também há algumas com filmes raros, difíceis de encontrar na net. Na televisão só temos os filmes mais recentes, a última moda. Mas e se eu de repente encontrar na loja um filme independente super interessante? Além disso, nada de guardar para ver depois. É como ir ao cinema mas em casa. Assim, tenho pena de que se tenham extinguido em Portugal. Se tal não tivesse acontecido, eu voltaria atrás e voltaria a alugar filmes. Lembro-me que todos os fins de semana que ia para o meu pai, em Nárnia, alugava um ou dois filmes. E acontecia não os ver e o meu pai ficar zangado comigo, mas isso é outra história.
By : ladyxzeus
Batman: O Cavaleiro das Trevas
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Até na QUINTA DIMENSÃO há Batman: 7/16
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Cristopher Nolan
Filme
2008
8 em 10
Porque mesmo numa terra em que tudo é ao contrário temos filmes de Domingo à noite!
Vi este filme no cinema quando saiu (numa ida ao cinema conjunta com a Zé Gato Crew em massa) mas na altura não lhe fiz uma avaliação. Agora que o revi creio que posso dizer algo sobre ele. Mas repare-se que, acaso do destino, desta segunda vez vi o filme dobrado. Assim sendo Joker passou a Coringa e Batman passou a Batiman.
Este filme faz um excelente trabalho na apresentação da história do Batman, mantendo a fidelidade com o cerne do original mas incluindo o seu próprio twist. Assim creio que agrada tanto a fãs como àqueles que nunca tinham ouvido falar do Batiman (se é que isso é possível). A recriação de Gotham City, uma cidade um pouco escura e propícia a que cavaleiros das trevas andem por ela, parece-me muito bem feita. Assim como o guarda-roupa, que reinventa o fato de lycra em armadura.
A narrativa é simples, um suceder de plot-twists marados e imprevisíveis, planos de uma inteligência muito bela. Mas, para mim, o maior problema do filme reside na simplicidade com que Batiman resolve os problemas versus a complexidade dos planos do Coringa.
Agora, o que é realmente extraordinário naquilo que é apenas mais um filme de super-heróis, é o trabalho de actor. Estão todos extraordinarios, mas não posso deixar de falar do Coringa. Esse sim, é o trabalho de uma carreira. A própria caracterização dada ao personagem, menos palhaço e mais doido, ajuda na manutenção da faceta de loucura, mas esta teria sido impossível sem um poderoso actor para a segurar. Arrisco-me a dizer que valeu a pena morrer para fazer um papel destes.
Apesar dos filmes de super-heróis serem normalmente uma bela bosta e de estarem super-na-moda, recomendo este. Dá-nos a conhecer o universo Batimaniano com recurso a excelentes e intensas cenas que brilhariam até noutro filme qualquer. Esqueçamos as improbabilidades que acontecem no universo dos heróis. Este filme torna-os quase realistas.
Vi este filme no cinema quando saiu (numa ida ao cinema conjunta com a Zé Gato Crew em massa) mas na altura não lhe fiz uma avaliação. Agora que o revi creio que posso dizer algo sobre ele. Mas repare-se que, acaso do destino, desta segunda vez vi o filme dobrado. Assim sendo Joker passou a Coringa e Batman passou a Batiman.
Este filme faz um excelente trabalho na apresentação da história do Batman, mantendo a fidelidade com o cerne do original mas incluindo o seu próprio twist. Assim creio que agrada tanto a fãs como àqueles que nunca tinham ouvido falar do Batiman (se é que isso é possível). A recriação de Gotham City, uma cidade um pouco escura e propícia a que cavaleiros das trevas andem por ela, parece-me muito bem feita. Assim como o guarda-roupa, que reinventa o fato de lycra em armadura.
A narrativa é simples, um suceder de plot-twists marados e imprevisíveis, planos de uma inteligência muito bela. Mas, para mim, o maior problema do filme reside na simplicidade com que Batiman resolve os problemas versus a complexidade dos planos do Coringa.
Agora, o que é realmente extraordinário naquilo que é apenas mais um filme de super-heróis, é o trabalho de actor. Estão todos extraordinarios, mas não posso deixar de falar do Coringa. Esse sim, é o trabalho de uma carreira. A própria caracterização dada ao personagem, menos palhaço e mais doido, ajuda na manutenção da faceta de loucura, mas esta teria sido impossível sem um poderoso actor para a segurar. Arrisco-me a dizer que valeu a pena morrer para fazer um papel destes.
Apesar dos filmes de super-heróis serem normalmente uma bela bosta e de estarem super-na-moda, recomendo este. Dá-nos a conhecer o universo Batimaniano com recurso a excelentes e intensas cenas que brilhariam até noutro filme qualquer. Esqueçamos as improbabilidades que acontecem no universo dos heróis. Este filme torna-os quase realistas.
By : ladyxzeus
Crónica dos Bons Malandros
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PARA SEMPRE NA QUINTA DIMENSÃO: 6/16
Crónica dos Bons Malandros
Mário Zambujal
Romance
1980
Internet disfuncional. Consigo falar com o João pelo skype, mas não consigo ligar o browser. IRC nada.
Mas enfim, mais um livro pertencente à Quinta Dimensão, crónica escrita ao som de João Pedro Pais.
Lido em apenas um dia, não desgostei desta crónica dos bons malandros. Em linguagem vernácula, com uso de muito vocabulário que, sendo corriqueiro, é original, conta a história de uma quadrilha, dos seus integrantes e do assalto das suas vidas. Cada capítulo é dedicado a uma destas personagens inusitadas, em que temos desde estudantes de direito a cleptomaníacos, sem esquecer trapezistas. Todos unidos por Renato e pelo bar do Japonês (o que, pelas razões que já conhecem, me agrada profundamente)
As personagens são engraçadas, a escrita é engraçada, o assalto é engraçado e o final imprevisível e muito gostoso. Um bom livrinho que me deixou curiosa em relação ao autor. Espero ter outras oportunidades para o conhecer melhor.
E assim se conclui o meu imenso projecto "LER TODOS OS LIVROS DO QUARTO DA MINHA IRMÃ". Viva! Viva! Agora procederei a ler alguns livros meus, seguidos de alguns livros que trouxe da biblioteca pessoal do meu pai. Quando os terminar iniciarei o portentoso projecto "LER TODOS OS LIVROS DO ESCRITÓRIO". Desejem-me sorte.
Mas enfim, mais um livro pertencente à Quinta Dimensão, crónica escrita ao som de João Pedro Pais.
Lido em apenas um dia, não desgostei desta crónica dos bons malandros. Em linguagem vernácula, com uso de muito vocabulário que, sendo corriqueiro, é original, conta a história de uma quadrilha, dos seus integrantes e do assalto das suas vidas. Cada capítulo é dedicado a uma destas personagens inusitadas, em que temos desde estudantes de direito a cleptomaníacos, sem esquecer trapezistas. Todos unidos por Renato e pelo bar do Japonês (o que, pelas razões que já conhecem, me agrada profundamente)
As personagens são engraçadas, a escrita é engraçada, o assalto é engraçado e o final imprevisível e muito gostoso. Um bom livrinho que me deixou curiosa em relação ao autor. Espero ter outras oportunidades para o conhecer melhor.
E assim se conclui o meu imenso projecto "LER TODOS OS LIVROS DO QUARTO DA MINHA IRMÃ". Viva! Viva! Agora procederei a ler alguns livros meus, seguidos de alguns livros que trouxe da biblioteca pessoal do meu pai. Quando os terminar iniciarei o portentoso projecto "LER TODOS OS LIVROS DO ESCRITÓRIO". Desejem-me sorte.
By : ladyxzeus
O Processo
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QUINTA DIMENSÃO: 5/16
O Processo
Franz Kafka
Romance
1920
Ainda sem browser, depois de longas conversações com o meu avô que envolveram bençãos, eu ser muito bonita e todos os seus filhos se darem bem (e eu me apresentar, por diversas vezes) terminei de ler o livro que iniciei no avião: O Processo, do Kafka.
Quando me falaram deste livro descreveram-no como negro, opressivo e paranóico. Eu não achei nada disso. É um livro extremamente bizarro, sem qualquer tipo de beleza. K. (que eu leio "kê") é acusado de alguma coisa e movimenta-se um processo em tribunal. As razões desconhecem-se, o crime desconhece-se e o processo desconhece-se, mas K. tem de lidar com ele de qualquer forma. Considero este livro, e sendo a segunda obra Kafkiana que leio acho que posso generalizar e dizer que Kafka é todo assim, um ensaio surrealista. O personagem movimenta-se como num sonho. Os espaços em que ele está, muitas vezes são duas coisas ao mesmo tempo. As pessoas que ele vê, têm alguns traços mas ainda assim aparecem como sombras. É sem dúvida um livro sombrio, mas é do tipo sonho. Não um pesadelo, apenas um sonho estranho. Além disso existem coisas que /não fazem sentido/. Não é um alho passar a chamar-se bugalho na página seguinte. É uma coisa muito subtil, tão subtil que não consigo arranjar nenhum exemplo. É um livro de subtilezas, detalhes e significados. Creio que todo o livro é uma parábola para outra coisa qualquer, mas essa coisa é profundamente obscura e talvez apenas o Kafka a compreenda. Ou talvez tenha sido um sonho extremamente longo.
A escrita é muito simples, inesperadamente simples. Há uma riqueza de detalhes, mas detalhes inúteis, detalhes que apenas ajudam a manter a estranheza de toda a narrativa. O que mais me surpreende é o facto de K., que segundo me descreveram passaria todo o livro absolutamente desesperado e atormentado com o seu processo, se manter mais ou menos indiferente ao que acontece até mesmo no momento da sua execução. Kafka diz "ele sofre", Kafka diz "ele preocupa-se", Kafka diz "ele sente-se mal", mas não é essa a sensação que transmite. K. aparentemente aceita a sua derrota logo desde início. Não sei se isto será bom ou mau.
Parece que gostei e não gostei ao mesmo tempo. Não gostaria de ter este sonho, mas acho que gostei de o ler. Creio que tenho de ler mais K.
Numa outra nota, eu estive - há alguns anos - na casa onde ele viveu em Praga. Era o número 7 no bairro antigo, uma casa azul microscópica. Aparentemente o pobre do Franz dormia de pé dentro da dispensa. Não admira que tenha ficado assim...
Quando me falaram deste livro descreveram-no como negro, opressivo e paranóico. Eu não achei nada disso. É um livro extremamente bizarro, sem qualquer tipo de beleza. K. (que eu leio "kê") é acusado de alguma coisa e movimenta-se um processo em tribunal. As razões desconhecem-se, o crime desconhece-se e o processo desconhece-se, mas K. tem de lidar com ele de qualquer forma. Considero este livro, e sendo a segunda obra Kafkiana que leio acho que posso generalizar e dizer que Kafka é todo assim, um ensaio surrealista. O personagem movimenta-se como num sonho. Os espaços em que ele está, muitas vezes são duas coisas ao mesmo tempo. As pessoas que ele vê, têm alguns traços mas ainda assim aparecem como sombras. É sem dúvida um livro sombrio, mas é do tipo sonho. Não um pesadelo, apenas um sonho estranho. Além disso existem coisas que /não fazem sentido/. Não é um alho passar a chamar-se bugalho na página seguinte. É uma coisa muito subtil, tão subtil que não consigo arranjar nenhum exemplo. É um livro de subtilezas, detalhes e significados. Creio que todo o livro é uma parábola para outra coisa qualquer, mas essa coisa é profundamente obscura e talvez apenas o Kafka a compreenda. Ou talvez tenha sido um sonho extremamente longo.
A escrita é muito simples, inesperadamente simples. Há uma riqueza de detalhes, mas detalhes inúteis, detalhes que apenas ajudam a manter a estranheza de toda a narrativa. O que mais me surpreende é o facto de K., que segundo me descreveram passaria todo o livro absolutamente desesperado e atormentado com o seu processo, se manter mais ou menos indiferente ao que acontece até mesmo no momento da sua execução. Kafka diz "ele sofre", Kafka diz "ele preocupa-se", Kafka diz "ele sente-se mal", mas não é essa a sensação que transmite. K. aparentemente aceita a sua derrota logo desde início. Não sei se isto será bom ou mau.
Parece que gostei e não gostei ao mesmo tempo. Não gostaria de ter este sonho, mas acho que gostei de o ler. Creio que tenho de ler mais K.
Numa outra nota, eu estive - há alguns anos - na casa onde ele viveu em Praga. Era o número 7 no bairro antigo, uma casa azul microscópica. Aparentemente o pobre do Franz dormia de pé dentro da dispensa. Não admira que tenha ficado assim...
By : ladyxzeus
Entre les Murs
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QUINTA DIMENSÃO: 4/16
Entre les Murs
Laurent Cantet
Filme
2008
5 em 10
Mais um filme de avião. O skype funciona, mas o browser não. Isto é um mistério.
Gosto e filmes sobre adolescentes problemáticos. Descobri que não gosto de adolescentes problemáticos franceses.
Aqui seguimos as aulas de um director de turma François que tem uma turma problemática. Os alunos até parecem esforçar-se, não são assim tão problemáticos. A fonte dos seus problemas é o professor. O homem manda com cada dica nojenta que uma pessoa não entende como lhe é permitido ensinar.
E resume-se nisto. Não há aqui nada que distinga este filme da mediocridade e a lacuna argumentativa do professor ser o problemático (e não os alunos) torna este filme bastante mau.
E outra coisa que me vem atrofiando é o facto de os francius serem absolutamente e horrivelmente racistas. Não se entende. Tal como o browser, também é um mistério.
Gosto e filmes sobre adolescentes problemáticos. Descobri que não gosto de adolescentes problemáticos franceses.
Aqui seguimos as aulas de um director de turma François que tem uma turma problemática. Os alunos até parecem esforçar-se, não são assim tão problemáticos. A fonte dos seus problemas é o professor. O homem manda com cada dica nojenta que uma pessoa não entende como lhe é permitido ensinar.
E resume-se nisto. Não há aqui nada que distinga este filme da mediocridade e a lacuna argumentativa do professor ser o problemático (e não os alunos) torna este filme bastante mau.
E outra coisa que me vem atrofiando é o facto de os francius serem absolutamente e horrivelmente racistas. Não se entende. Tal como o browser, também é um mistério.
By : ladyxzeus