• Saber Estar

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    Saber Estar
    Vicky Fernandes
    Manual
    2008

    Pus-me a ler este livro só pela graça. Livros de etiqueta são sempre muito engraçados. A autora, Vicky Fernandes, nem faço ideia de quem é nem tenho nenhuma ambição em sabê-lo. Aparentemente é senhora do dia em revistas cor-de-rosa, material que, por alguma razão, não tenho qualquer gosto em ler.

    Estava à espera de uma lista de ordens de etiqueta, mas na realidade apareceu-me um livro bastante divertido, apesar do tom de narizinho empinado que por vezes transparece, com informações bastante úteis. Apesar de eu não as poder aplicar frequentemente, pela ausência de festas de alto gabarito. Não é que eu não seja convidada, a realidade é que não há muitas.

    Infelizmente o livro está concebido pela cabeça desta senhora, que deve ter posses consideráveis. Assim quando ela faz sugestões sobre o jantar inclui as fardas dos criados, que não temos, os talheres de ostras, que não comemos em casa, e sugere mesmo instalar um buffet na sala de jantar, que não tem espaço. Da mesma forma a roupa que é sugerida (note-se que as sugestões apostam na criatividade do leitor e não são em nada castradoras) não tem em conta as pessoas que se vestem de maneira anormal, como eu, ou apologistas de moda alternativa. Pensei mesmo em enviar-lhe um mail a comentar isto.

    De resto, estão neste livro bons conselhos em relação a estilo, convivência e boa educação no geral. Pessoalmente, eu considero-me bem educada pelos meus pais, apesar do abuso de palavrões que sai da minha boca (mas sempre em situações apropriadas. Ca......) mas há muitas pessoas que não sabem que não é suposto ir de branco a um casamento, nem de preto, nem contar piadas num funeral.

    O glossário no final também é muito interessante para um pequeno resumo da história da moda.

    Apesar do abuso de palavras como "intemporal" e "básico", gostei bastante. E fiquei com vontade de organizar uma festa toda chique, para poder voltar a usar o meu vestido de baile!
     

  • Noir

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    Noir
    Arie Yuuki - Bee Train
    Anime - 26 Episódios
    2001
    6 em 10

    Não gosto, não gosto, NÃO GOSTO!, da arte do início dos 00s. Gente sem queixo, que irritação.

    Mas adiante! Noir é uma série mais ou menos antiga, aparentemente apareceu na Sic Radical circa 2005 por isso muita gente a conhece. Eu não posso dizer que tenha gostado muito. Deixei de lhe dar atenção por alguns momentos e perdi-me completamente.

    A arte, como venho dizendo, no me gusta. No me gusta mesmo nada. Mas enfim, há-que aceitar que nesta época era a última moda fazer gente com caras curtas, redondas e sem queixo quando vistas de baixo. Há um esforço para fazer cenas de acção complexas e os personagens mexem-se com leveza, mas ainda assim parece tudo muito pouco natural e os movimentos são muito matemáticos. Não há grande beleza no anime, que se mantém com um ambiente mais ou menos negro ao longo de todos os 26 episódios.

    A história, bem... Perdi-me. No início era episódico e deixei de lhe ligar, mas de repente já estavam a acontecer montes de coisas e montes de explicações que eu não estava a perceber. Tive que pedir que me explicassem e, depois dessa pequena aula, chego à conclusão de que a história tem o seu quê de original mas não se distingue grandemente de outras no mesmo tema (a máfia e os assassinos a soldo). É muito pouco realista e existe um erro essencial: porque é que Mireille se junta a Kirika? Para saber quem matou os pais dela? Mas ela já sabia! Para saber porque é que mataram os pais dela? Para quê saber? Ela inicalmente não parece desejar vingança e esse desejo só aparece mais tarde, ali completamente desalinhado.

    Em termos de desenvolvimento de personagens, temos uma coisa muito básica. Não nos conhecemos, ficamos amigas ao longo do tempo e da nossa convivência, que consiste em matar pessoas, depois descobre-se que afinal temos de nos matar uma à outra, mas afinal somos amigas à mesma e temos o mesmo objectivo que é libertarmo-nos de todo o mal. Explica-se numa frase e isso nunca é coisa boa.

    A música... Começa bem. Eu gosto muito de Ali Project e gosto muito da música da OP, que combina bastante com o teor meio negro meio clássico do anime e serve muito bem como introdução. Agora tudo o resto... A minha primeira impressão foi que havia músicas a mais. Há medida que o anime foi progredindo, começou-me a parecer que eram sempre as mesmas músicas. Que nem são nada de especial. Sobretudo a música do relógio, é muito pouco original para música de relógio (no anime todos os relógios de bolso dão música. Resta saber se dão horas)

    Um anime mediano, que não envelheceu bem. Neste momento da parada não vejo razões para o recomendar, mas um fã de acção e de moças com armas talvez goste bastante.

    Como nota à parte: Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille JÁ ME VISTE? Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille Mireille

  • A Vingança das Damas de Honor

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    A Vingança das Damas de Honor
    James Hayman
    Filme
    2010
    3 em 10

    Como bem diz Ricardo André, não se pode esperar muito de um filme que dá na Sic num Domingo à tarde. Comecei a vê-lo no café, cenas bucólicas com meninas bucólicas, que depois crescem e se metem num sarilho de casamentos e outras coisas mais. Mas foi uma bela porcaria de filme e graças a deus que vim nos intervalos ver anime para o meu quarto.

    A história é ridícula, com situações inexplicáveis (discutimos e a primeira coisa que o meu namorado faz é ir para a cama com a minha amiga. Faz todo o sentido) Mas enfim, temos duas pessoas que se vão casar e o objectivo é destruir o casamento. Porque não contar logo a verdade desde o início? Para quê tanta marosca inútil? Para fazer um filme familiar? Que desperdício de orçamento!

    As personagens são planas e as interpretações miseráveis. A única que deu um certo ar de sua graça foi a noiva, que fez perfeitamente de menina mimada e má.

    De resto, todo o filme é de um mau gosto impressionante. Desde o guarda fato aos arranjos de cena, tudo parece ter sido concebido pela cabeça de uma pessoa sem qualquer sentido de estética.

    Final feliz, como não podia deixar de ser, para todas as partes interessadas. Completamente previsível.

    Filme muito mau até mesmo para Domingo de ressaca.

  • Como sobreviver ao apocalipse zombie

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    É sempre necessário um guia para o caso do holocausto zombie acontecer. Para todos os efeitos, fica aqui um pequeno guia que escrevi para ajudar um moço que está a fazer um vídeo.

    Devo dizer que podem seguir os meus conselhos, pois sou muito experiente no que respeita a sobreviver a apocalipses, tendo já sobrevivido a diversos, como o da Bíblia, o alien, o da chuva e o exame de anatomia.

    Há três pontos essenciais para sobreviver a qualquer tipo de apocalipse: alimento, medicamentos e armas. Assim, sugiro que em primeiro se obtenha um conjunto de armas. Como os zombies nos comem se nos aproximarmos deles, armas de fogo e de arremesso são ideias, tal como armas longas, como lanças ou machados ou lança chamas. Depois sugiro que se assalte uma farmácia para obter um conjunto de medicamentos gerais, . Finalmente, sugiro que se monte o acampamento dentro de um supermercado. Uma outra opção será fugir para as montanhas, levando sempre a arma e os medicamentos e comer o que a terra nos dá. Caso decidamos lutar contra os zombies, sugiro que se metam alguns estimulantes da mente, como branca, speeds, PCP, ritalina ou outros, se bem que o confronto directo deve ser evitado.
    Ah sim, é importante também arranjar um grupo, de preferência um grupo de gente forte (Chuck Norris e Steven Seagal são boas opções), com um líder que, mesmo não sendo carismático, seja confiante e inspire segurança. A tua sobrevivência irá depender deste grupo e este grupo provavelmente será aquele dos surfistas e funkeiros que todos detestam, pois são fisicamente mais aptos do que gente que fica a olhar para um computador o dia inteiro. A inteligência só se mostrará vantajosa nos momentos de planear fugas ou montar emboscadas, por isso talvez seja útil ter no grupo um caçador. Um médico também é importante ter no grupo, assim como uma pessoa que entenda de armas. Dá-se preferência a pessoas com jeito de mãos (que façam carpintaria. Ou cosplay!) para poderem construir abrigos, barcos ou armas que poderão ser necessários caso se tenha de fugir. Convém que uma pessoa esteja informada sobre a natureza e seus ciclos, para poder fazer previsões metereológicas, encontrar o caminho dentro de uma floresta ou identificar cogumelos venenosos. Eu pessoalmente, como veterinária, considero-me útil porque sei medicina. Tentem encontrar alguma utilidade, ou as suas vidas serão inúteis perante um cenário de holocausto zombie.
    E um outro detalhe: ao fugirem das vossas casas, levem apenas o essencial. Alguma comida, uma garrafinha de água e o colar de ouro do vosso baptizado serão suficientes. Não é para levar a colecção de manga de Death Note, nem a action figure de Haruhi, nem a colecção de DVDs de Bleach. Usem roupa prática, recordem que vai estar frio e que, por isso, a vossa t-shirt de Metallica não é o mais indicado. Para as moças, evitem os saltos altos, pois os zombies não ligam ao sexy .
    Fica aqui um tutorial de como fazer uma lança, arma sempre útil pela sua longitude e capacidade de arremesso: http://www.wikihow.com/Make-a-Spear
    Fica também um guia para armas improvisadas. Algumas não são muito úteis porque exigem muita proximidade com o zombie, mas outras são bastante interessantes: http://www.baixakijogos.com.br/xbox-360/dead-rising-2/dicas/62195


    Mais detalhes obtidos numa conversa de Facebook:


    oi obg mesmo pelas dicas
    to vendo um video de um japa, com demonstrações de como customisar armas
    tipo pé de cabra

    essa parte ja n sei, a unica arma que eu tenho é um bisturi xD

    kk

    tenho umas serras electricas na casa do meu pai, though xD

    kkkkkkkkk
    vou fz em etapas
    1° como se abrigar e conseguir coisas

    tu tens de fugir para onde nao haja zombies

    2° como sobreviver sozinho

    para o meio da amazónia, ou assim

    mais tem vezes q tipo vc tem q arranjar o lugar que der
    maggina morando em sao paulo sozinho
    pra chegar na amazonia
    dificil
    dai ja vi dicas que vc tem que arranjar um predio abandonado
    igual a ideia central de um jogo q esqueci o nm

    é seguro estar num sítio alto, até porque podes atirar de cima
    mas depois ficas ilhado
    e n podes sair para arranjar comida

    tmb pensei nisso
    por isso cidade gande seria recomendado, num predio ou shopping
    campo de futebol
    pra ser bem aberto
    e vc enchergar os zombies

    ai n tens sitio onde te proteger, se te acabam as muniçoes

    neh
    pra grupos é bom ter uma mini vã pra levar tds juntos
    mais pra sozinho é bom ter uma moto
    ou um grupo com motos
    pois desloca facilmente numa rodovia com milhares de carros ilhados

    sim, mas ai n podes carregar muitas coisas
    depois pelo caminho podes n encontrar lojas de conveniencia
    tambem convem levar um extra de gasolina
    talvez o ideal seja ir a uma base aérea primeiro
    e roubar um helicoptero

    boa

    assim podes fugir para um sitio sem zombies

    vdd

    a zombice propaga-se por contacto, por isso se fores para o outro lado do oceano tas safo
    os outros paises irao tomar medidas para evitar que os zombies passem para eles
    cortando relaçoes comerciais

    vc que entende de medicina

    assim n podem vir de barco

    na hora de invadir uma farmacia, e pegar remedios, quais sao os de maior prioridade ?

    antipiretico, antitussico, codeina, antibioticos diversos (penicilina, amoxicilina com ácido clavulanico, enrofloxacina), anti-diarreico, laevolac, carvão activado
    se calhar tambem se deve assaltar um hospital para trazer anestesico fixo
    caso alguem fique muito ferido

    tipo n por nome medicinal, saka,
    tipo pra dor de ...
    pra ...

    o antipiretico é para a febre, antitussico para a tosse, codeina tira as dores, antibiotico é antibiótico, anti-diarreico é para diarreia, laevolac é para prisão de ventre, carvão activado é para envenenamentos

    opa obg

    parece-me assim as coisas essenciais

    ok
    e gases, curativos e algodao tmb coloco na lista neh ?

    ah sim
    tras fita adesiva e compressas, e betadine pomada, e álcool
    e éter!

    ok

    e antibiotico em pomada, tipo bacitracina

    vlw
    XD
    se caso a pessoa for mordida, o que ela deve fazer para evitar a regeneraçao do virus ?

    n sei, amputar?

    ok
    foi o q eu imaginei e.e
    e se a pessoa levar um tiro

    mas depende de como o virus funciona, como ele n existe na realidade nao ha estudos para documentar xD
    se a pessoa levar um tiro tem de se contactar um cirurgiao
    porque tem de se extrair a bala
    e se ela estiver num vaso sanguineo a pessoa sangra ate a morte
    se estiver enfiada no baço ou assim é preciso coser o baço tambem

    mais tipo se ele estiver sozinho

    tem de correr o risco
    tentar tirar a bala

    ok

    estancar a hemorragia
    pode tentar coser-se
    de resto, fazer garrote

    ok
    o que seria coser ?

    com agulha e linha
    (de sutura, de preferencia, mas normal tambem da que ja vi fazer em vacas)

    ah sutura

    passei o guia que coloquei na foto para o meu blog, agora vou copiar esta conversa tambem xD

    ATENÇÃO. FICA AQUI O EXEMPLO DO QUE FAZEM OS ZOMBIES! PROTEJAM-SE!

     

  • Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

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    Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

    Mais um ano mais um aniversário, e desta vez o terceiro - que dá azar (ou sorte!). Bem podiam ter pegado no tema, teria sido giro.

    Tal como no ano passado inscrevi-me para o Casting das Caras da Kingpin. Tal como no ano passado não vou ficar Afinal tinha ficado no ano passado, tal seja a minha grande surpresa! Mas fica válido a situação de não fazer mal porque eu adoro ir a castings de todos os tipos e divirto-me sempre muito. Desta vez não houve tratamento capilar, mas fiquei muitíssimo bem maquilhada. Adorei as maquilhagens que me puseram e estou seriamente a considerar ir à Sephora comprá-las (Benefit, fica a marca). Também adorei a simpatia das moças a quem estava entregue este trabalho.

    De resto, fui tirar as fotografias, mas desta vez não me deram indicações sobre que cara fazer. Por isso fiz cara de parva em todas e caretas e coisas. Pode ser que me escolham para a "Cara da Parvoíce". :3

    De resto, a loja está sempre muito bem guarnecida. Infelizmente está guarnecida com coisas que não me interessam muito (eu gosto mais de comprar mangas que só tenham um volume, para depois não ter de comprar a colecção toda). Quando precisei de ajuda não havia ninguém para me ajudar, porque estava toda a gente nos comes e bebes. Zona que nem sequer aproveitei, porque tinha ar de estar "reservada" aos amigos e conhecidos (e eu sou só uma meio-conhecida ^^; ) Tudo o que eu queria saber era quantos volumes tinha o manga em questão, para saber se o levava ou não. Talvez volte à loja para perguntar, porque me interessou realmente (era um BL, como sempre), mas a Alameda fica-me muito fora de caminho... Daí ir tão poucas vezes à loja. Acabei por trazer um manga que nem sequer me agradou especialmente, da Natsume Ono, mas que era o único que aparentava ter um só volume. No ano passado comprei pelo mesmo critério uma Light Novel que adorei (A Wind Called Amnesia) e tinha esperança de encontrar algo semelhante este ano. Kingpin, por favor invista em boas Light Novels para eu as comprar!

    Ainda falei com algumas pessoas, mas não indo com um grupo de amigos é sempre difícil de nos imiscuirmos na conversa. Espero que eu não tenha soado desagradável para ninguém, sobretudo no meu desespero de "tenho de comprar alguma coisa, se não até parece mal!". Mas a mim parece-me. Não sou nada apologista das pessoas que vão para as lojas conviver e conversar e nunca compram nada. É uma falta de respeito para com quem está a trabalhar e contribui para que a loja acabe por desaparecer. Aceito que seja um local de encontro e de convívio, mas também ninguém vai para um café passar a tarde e pede só um copo de água.

    Uma experiência positiva e, se tudo correr bem, para o ano lá estarei de novo!

    Nota: duas pessoas diferentes perguntaram-me "estás a fazer cosplay de Kobato"? Eu ainda nem vi Kobato. Estava a fazer cosplay de mim própria. Hah!
  • Ghost Hound

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    Ghost Hound
    Nakamura Ryutaro - Production I.G.
    Anime - 22 Episódios
    2007
    6 em 10

    Bem, parece que Masamune Shirow teve algum envolvimento neste anime, fica o recado.

    Mas voltemos ao nosso exemplo preciso. Temos Ghost Hound e temos anime de terror. Ghost Hound é suposto ser um deles, mas nem me assustou nem me perturbou. Por isso passo a concluir que Ghost Hound não é anime de terror (que eu nem nunca vi nenhum, além de que detesto filmes de terror) mas sim um anime sobre psiquiatria. Isso é muito engraçado e original. Mas depois aparecem os espíritos, aparecem os biooids (?) e aparece uma seita religiosa e o anime perde-se em tanto assunto para explorar. Acaba por não explorar grande coisa de nada, mas o que fica até tem o seu interesse. Não percebo o objectivo de ter tanta misturada e depois estar tudo interligado, mas cada elemento por si só é engraçado. Todos juntos nem por isso.

    A arte é infeliz. Quase atroz. Umas florestas bonitas não é suficiente para compensar uma falta de animação e um design de personagens desleixado. Compreendo o uso de muitas cenas paradas, mas há demasiadas que são recorrentes, o que torna tudo mais lento, mais aborrecido e menos perturbador do que poderia ter sido. Achei ridículas as "formas de viagem astral" e não compreendi porque é que as fizeram assim, apenas tiram seriedade ao anime.

    Agora, o que é digno de nota é a banda sonora. Não sei se devo chamar-lhe "banda sonora", porque a realidade é que não há música. Há efeitos. Estática radiofónica, coisas a cair, efeitos muitíssimo interessantes que tornam todas as situações mais angustiantes e, por isso, mais efectivas.

    Um anime interessante, se bem que os tradutores não sabem que a hipófise se chama hipófise. Ao menos manteve-me a vê-lo até ao fim, se bem que a progressão muito lenta não ajudou em nada. Cada vez que o episódio chegava a meio eu preparava-me para desligar porque pensava que já tinha acabado...

  • Sobrevivi

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    Sobrevivi
    Immaculée Ilibagiza (com Steve Erwin)
    Relato
    2007

    Eu costumo odiar estes livros. Isto é sobre uma criatura no Ruanda que, perseguida por um holocausto, viveu numa casa de banho com mais sete pessoas durante dois meses. E descobriu Deus no processo. Por isso sim, é uma história de coitadinhos, e eu costumo odiá-las.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. É só um relato, não está especialmente bem escrito, não tem grandes imagens que ficam coladas à nossa retina como se as tivéssemos visto. O próprio relato até parece estar um pouco afastado da realidade, tal a naturalidade com que se fala de montanhas de corpos mortos e de cães a comê-los.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. Não percebo o que foi. Mas subitamente voltei a entender que por piores que sejam as coisas que me aconteçam, o que lhe aconteceu foi muito pior. E a força dela, de onde veio? Não veio de dentro. Não veio da positividade. Veio de Deus. Veio de uma coisa que nem sequer se sabe se existe ou não. E, seja Deus ou sejam múltiplos golpes de sorte absolutamente convenientes, funcionou. Funcionou e ela está viva. Vantagem do livro: como ela o escreveu já sabemos do início que ela não vai morrer. Hah.

    Este livro inspirou-me. Inspirou-me a ser uma pessoa melhor, a esforçar-me mais para cumprir os meus objectivos. Inspirou-me a reencontrar a minha fé. Por isso comecei um blog, que é meio privado. Um blog para servir de registro a algo que eu já queria fazer há muito tempo: reencontrar o meu caminho. É bem diferente do desta moça. Porque eu sou Pagã, e aos Pagãos Jesus não dá-de aparecer (pelo menos de túnica branca e barba). Mas é essa a grande força deste livro. No meio de todo o mal, no meio de uma carnificina sem precedentes e sem qualquer justificação moral, há alguma coisa. Esperança. Capacidade de perdoar. Não sei. Mas há aqui alguma coisa.

    E é por isso que este livro é impressionante. E me manteve agarrada até ao fim. Recomendo, porque é realmente uma experiência fora do vulgar.

    Já agora, fica aqui o meu blog da busca espiritual e cenas. Ainda não tem nada e também nunca mais vou falar dele aqui: http://chiisa-na-inori.blogspot.pt/ É meio privado e coiso. Mas é para eu aprender coisas. E eu só funciono bem quando partilho tudo o que faço. :)

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