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  • The Surprise of Haruhi Suzumiya

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    The Surprise of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2011
    Light Novel


    E finalmente chegámos ao último volume conhecido da saga! Que grande viagem!

    Este livro continua directamente depois do anterior, em que temos duas coisas a acontecer ao mesmo tempo. De um lado, Haruhi encontra membros para o seu clube e todos se divertem. Do outro lado, um conjunto de pessoas tenta substituir a SOS Brigade. Qual é o verdadeiro? 

    Haruhi é um livro estranho, porque o nosso narrador - Kyon - não parece uma pessoa normal. Apesar de ele constantemente dizer que é normal, que é mediano, que não tem característica nenhuma, ele sabe uma série de trivia que não é fácil para um adolescente, e pelos vistos toda a SOS Brigade depende dele, como se fosse a massa que junta os membros bizarros.

    Então, esta última aventura foi especialmente longa, mas penso que conclui de uma maneira simpática e até bonita. Gostaria que Kyon tivesse admitido os seus sentimentos de forma mais evidente, e que o resto das personagens tivesse tido um desenvolvimento para além das suas características básicas. Nota-se perfeitamente que Nagato Yuki é a preferida do autor, pois ela tem sempre muito mais tempo de antena que os outros.

    Enfim, terminámos e eu gostava que não houvesse mais volumes, para por isto como completo no MAL. Mas foi bom enquanto durou.

  • The Dissociation of Haruhi Suzumiya

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    The Dissociation of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2007
    Light Novel

    Mais um volume de Haruhi Suzumiya e estou quase a acabar a (incompleta) série.

    Este é um volume estranho, em que o autor tenta fazer algo de revolucionário e escrever duas histórias alternativas ao mesmo tempo. Ora, isto acaba por funcionar muito mal, porque grandes partes do texto estão repetidas. Existe a introdução de uma série de outras personagens, que são os equivalentes "maus" (?) da trupe que já conhecemos, mas a sua caracterização é fraca.

    Assim, o volume torna-se maçudo e um pouco aborrecido, com esta experiência que se calhar teria corrido bem com um autor que escrevesse.... Livros. Não light novels. Que chego à conclusão que, na sua maioria, são mesmo parvinhas.

  • The Indignation of Haruhi Suzumiya

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    The Indignation of Haruhi Suzumiya 
    Nagaru Tanigawa
    2006
    Light Novel

    Na minha luta por ler todos os livros do planeta, temos de continuar a ler as Light Novels que acompanhamos. Este é mais um volume da série de Haruhi Suzumiya e tem duas histórias.
     
    A primeira, sobre a publicação de um boletim escolar, em que Haruhi se torna a editora chefe, foi interessante, talvez porque fala um pouco sobre a criação literária e zines. No entanto, a história contada por Kyon é absolutamente obsoleta e aborrecida. Gostei bastante das histórias da Yuki, se o livro fosse todo assim seria muito melhor.
     
    A segunda é sobre cães e aliens e parece revelar um pouco sobre o futuro da série, sobre para onde a série está a caminhar. É o que me irrita mais nestas séries longas: parece que estamos a andar sem nenhum objectivo em concreto e que o autor nem sequer se lembrou de como seria o final.
     
    Portanto, mais um volume para uma séria infinita.

  • The Wavering of Haruhi Suzumiya

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    The Wavering of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2005
    Light Novel

    E, para variar, uma Light Novel. Voltamos às aventuras de Haruhi Suzumiya e a sua pandilha de freaks. Mas desta vez temos um volume com algumas histórias curtas, o que foi um bocadinho desapontante. Esperava que nesta fase, o sexto volume, já nos aproximássemos de um virar na história.
    Temos então uma revisita aos acontecimentos do Festival da Escola North High, desta vez com um olhar exterior e mais calmo. Depois, um antigo colega de Kyon apaixona-se por Yuki. Passamos mais umas férias de Inverno com um novo Murder Case. E Mikuru tem um problema e perde a confiança.

    Portanto, não temos aqui muita coisa que nos ajude a compreender ainda melhor este conjunto de personagens que eu tanto gosto. Aliás, neste livro Kyon começa a irritar-me bastante com a sua atitude de miúdo machista e incel, sempre a avaliar as formas dos corpos das suas amigas e a imaginar-se perdido no meio deles. Belo amigo tu me saíste, né Kyon?

    Ainda assim, é para continuar esta leitura de colecção!
  • O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya

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    O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2004
    Light Novel
     
     Para saberem mais sobre a minha aventura de ler estas Novels, consultem aqui. :)

    Infelizmente, começo a ficar um pouco cansada da Haruhi, do Kyon e dos seus amigos. Neste livro, ocorre um defeito no espaço tempo e a realidade é desconstruída. Assim, Haruhi já não estuda na North High e ninguém sabe se ela continua neste mundo. Na verdade, ninguém sabe quem é ela. Nem ela própria.

    Assim, Kyon terá de resolver o mistério por si só. Mas o defeito grande desta novel é o facto de a maior parte dela ser um doce para os fãs: temos descrições detalhadas dos sentimentos de Kyon por Nagato, coisa que ainda não tinha acontecido com tanta dedicação, o que vem numa linha narrativa de quase harem, o que torna tudo um pouco irritante.

    As ilustrações também estão a perder muita qualidade, sendo difíceis de compreender e de associar às cenas respectivas. A técnica de escrita começa também a fraquejar, à medida que o autor já não sabe muito bem o que fazer da sua história sem ser a descrição do dia a dia.

    Enfim, vamos continuar a tentar mas sem grandes esperanças.

  • O Suspiro de Haruhi Suzumiya

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    O Suspiro de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2003
    Light Novel

    Continuo a batalhar para ler as light novels que me restam da minha lista e assim cheguei ao segundo volume da mítica Haruhi Suzumiya. É uma história que adoro e uma personagem que adoro, mas acho que já não estou a adorar muito a novel.

    Neste volume falamos do filme que Haruhi decide fazer para a festa da escola, com todas as coisas que isso implica. Como Haruhi deseja um filme da acção, começamos a ver algumas ligeiras alterações na realidade, nomeadamente a capacidade de Mikuru lançar lasers dos olhos. A premisa é engraçada, mas no fundo este livro parece uma justificação para colocar a personagem de Mikuro sob todo o tipo de sofrimento, revelando Haruhi como uma pessoa execrável e sem qualquer sentido de relação social.

    Ora, apesar de isto caracterizar a personagem, torna-a um pouco limitativa dentro daquilo que conhecemos. Aqui Haruhi nunca é capaz de um gesto de colaboração, como anteriormente, o que nos deixa um pouco frustrados.

    Para além disso, o livro não está especialmente bem escrito. Acabamos por nunca saber se os diáligos internos de Kyon são, na verdade, diálogos reais que são ouvidos. Se assim for, o livro atinge o limiar da parvoíce e o personagem de Kyon também.

    Vamos ver o que os próximos volumes nos reservam.
  • A Melancolia de Haruhi Suzumiya

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    A Melancolia de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Pois bem, depois de já ter lido dois dos volumes desta colecção, achei que seria bom começar pelo início e ler o primeiro. :p

    Este primeiro volume tem muito mais do que eu conhecia da história do que estava à espera, incluindo a minha parte preferida que me coibirei de spoilar. São-nos apresentados os personagens e percebemos um pouco da personalidade de cada um deles, incluindo os pequenos detalhes que os tornam tão únicos e apetecíveis.

    No entanto, os personagens secundários aparecem um pouco limitados ao seu estereótipo, como se não fizessem realmente parte da história e apenas estivessem lá para dar um pouco de picante, com fatinhos bonitos e funcionando como objecto de desejo.

    No entanto, o livro está escrito de forma muito directa e engraçada, o que acaba por ser um pouco viciante.
  • Anicomics Lisboa 2016

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    Anicomics Lisboa 2016
    Evento

    Já vou atrasada a escrever este portentoso comentário. Aliás, começo a escrevê-lo hoje, Segunda-Feira, e não tenho a certeza de que o consiga terminar em tempo coerente por motivos de cansaço. Na verdade, termino-o agora, Quarta-Feira. Ontem cheguei a casa e não me mantinha em pé, porque realmente foi um evento muito agitado para mim. Mas, falemos aqui de toda esta situação!
    Ora, tudo começou muito antes do evento propriamente dito. Começou no início do ano, quando decidi fazer um novo fato para participar no concurso normal do Anicomics. Subitamente, a minha colega marca férias para o Sábado do evento! Não! Mas eu pensei... "Ainda posso ir ao ECG!" Porque tudo o que eu queria, queria mesmo, era fazer um sukito. Qual o meu horror quando soube que o ECG também ia ser no Sábado! Ora, em casual conversa na zona de fumantes do Iberanime, encontrei a mente que ordena e manipula os acontecimentos deste evento, o Mário. E disse-lhe isto e ele disse "olha, mas podes ir ao show :)" E eu fiquei... Yay! Passado um tempo, confirmei que realmente a situação era verdadeira e podia efectivamente ir ao show: como se uma pessoa mediocremente miserável como eu, mero insecto na grande escala divina da humanidade, tivesse realmente a importância devida para participar em coisa de tal importância! Portanto, preparei-me da melhor forma possível para fazer um sukito que tinha planeado há séculos, anos talvez!
    Assim, terminei o meu fato (embora tenha ocorrido um acidente com as orelhas) e na Sexta-Feira fui ao local ensaiar. Infelizmente, o meu cérebro é do tamanho de um tremoço e fui estacionar na Alameda. De lá, vim carregada com um malão com o fato, um escadote e uma cesta com uma maçã... Para chegar ao local e ver lá escrito, em grandes letras "Assembleia Municipal". E o meu cérebro diminuto pensou... "isto não deve ser aqui, aqui eles devem estar a debater o aborto ou outra coisa qualquer". Felizmente, encontrei a Leonor (Grácias) a meio do caminho e ela disse-me que era realmente ali, que eles só debatiam as coisas uma vez por semana.
    Lá chegada, reparei logo que o espaço era bem diferente do que o Anicomics sempre nos habituou. A própria estrutura aparentava ter capacidade para muito mais pessoas, o que seria uma coisa boa: afinal, a crítica principal nos anos anteriores era a falta de espaço. Entrando no auditório, vi que havia muito mais lugares sentados e que o palco era muito maior do que o habitual. Infelizmente, o palco - sendo maior - não era melhor que o anterior. Não sei, sempre nutri um carinho muito especial pelo palco da Biblioteca Orlando Ribeiro, que era acolhedor, simpático e, na realidade, excelente. Este novo palco tem muito potencial para muitos feitos, mas vi desde logo que o meu skit era muito pouco elaborado para o seu tamanho. Enfim, lá entreguei o meu audio ao Nhocas, que como sempre é o dominador do campo sonoro :) História curiosa, esta do audio: tinha ido almoçar com o meu pai e, quando me estava a ir embora, ocorreu-se-me que não tinha levado uma pen com o ficheiro. Assim, pedi à unidade parental masculina que me emprestasse uma pen e me deixasse ir ao seu computador sacar o ficheiro de um e-mail. A pen está cheia de discursos políticos destilando ódio, o que me parece algo excelente e merecido de ser partilhado. Talvez numa outra ocasião! =D
    Tinha planeado ser a primeiríssima a chegar, mas tinha um grupo e um rapaz à minha frente, devido ao percalço da Alameda. Mas fiz a minha cena duas vezes, sendo que a dúzia de pessoas que estava a assistir pareceu achar-lhe graça. A Fátima (coração do Anicomics) deixou que eu abandonasse o meu escadote aos cuidados dos voluntários, sendo que o deixei disponível caso fosse necessário subir para algum local moderadamente alto.
    Depois fui sair um bocadinho com o Qui e fui dormir para casa.
    Sábado acordei com dores pavorosas no corpo todo e fui trabalhar. Provavelmente devido ao facto de ter carregado um escadote ao ombro. Depois o Qui deu-me um banho de Voltaren, para que eu me sentisse melhor e funcionou mais ou menos.

    E assim chegamos ao

    Evento Propriamente Dito

    Cheguei por volta do meio-dia e fazia-se sentir um calor atroz. Desta feita, estacionei por debaixo do Fórum Lisboa. Pela primeira vez, reparei que havia um jardim, pleno de pessoas caninas que brincavam umas com as outras. Isso relaxou-me logo, pois amo estas criaturas inanas. Fui deixar a minha maleta pesada nos camarins e recuperar o meu escadote, que foi transferido para uma sala cheia de adereços, props, cenários e outros objectos fascinantes. Comentei que as pessoas, no geral, levam sempre coisas muito grandes, já que eu sou apreciadora do minimalismo cénico. No entanto, quem sou eu para falar o que quer que seja?! Eu tinha um motherfucking escadote! Um escadote inútil! Pesado e inútil!

    Depois vagueei por aqui e por ali, em busca de pessoas para tirar fotos e com quem trocar dois ou três dedos (dedos a sério, não de conversa!). Assim, obtive um lamiré do espaço, agora com habitantes. Estava, sem dúvida, bem estruturado. Na entrada, podíamos partir para dois lados. Num deles estavam jogos, coisa que não me cativou de sobremaneira. Para o outro lado, encontrávamos imediatamente uma loja com belas t-shirts e,de seguida, um bar com comidas e bebidas. Depois, de um dos lados, uma imensa banca da Kingpin, recheada de BD e bonecos de grandes cabeças (Pops é o nome?), enquanto que do outro lado ilustradores e artistas (que são bons artistas). A grande vantagem deste espaço é que estava relativamente fresco, perante o calor que se sentia, e tinha lugar suficiente para todos nós.

    Espaço por dentro 

     Espaço por fora

    Apenas mais tarde, depois de ter encontrado a Ana-san (tínhamos combinado que eu lhe emprestaria o meu computador portátil, de nome Asimov, para ela dar o seu workshop de Japonês), descobri que no andar de cima também havia artistas (que são bons artistas). Tinha na minha posse um cartão multibanco e cinco euros em moedas, que gastei nos seguintes artigos:

    • Um livro chamado "Vampiros", BD tuga
    • Uma rifa da Bubble Tea que me deu direito a umas bolachas de koala
    • Uma rifa em que ganhei um marcador da Haruhi e um ceno para o telefone (o gato)
    • Um porta-chaves com uma disquete, já que o Qui havia pedido um subenire
    • Diversos cartões de pessoas giras
    • O booklet do evento
    • Algures no tempo e no espaço perdi a minha credencial :(
    Ainda arrisquei perguntar a uma artista (que é boa artista) se tinha multibanco, já que lhe queria comprar a banca toda, mas ela olhou para mim como se eu fosse um tremoço com olhos. Era a moça que tem trajes típicos portugueses desenhados em estilo mega fixe.

    Ora, tanto gastei os meus cinco euros em moedas que fiquei sem dinheiro para comprar água e lanche. O que revela a minha inteligência superior, um perfeito exemplo de Mulher Sapiens... Entretanto encontrei uma série de pessoas amorosas, com as quais estive conversando e actualizando as actualidades do universo cosplaico. Conheci as mocinhas que ganharam o ECG, que eram do Porto e que, como corresponde às pessoas do Porto, eram extremamente simpáticas e fofinhas e bem vestidas. No entretempo apoderei-me de uma garrafa de água que havia ficado abandonada perto destas pessoas benevolentes, afirmando para mim mesma que "o dono desta garrafa certamente que não tem herpes!" Encontrei as minhas amiguinhas piriri (que tenho a certeza que nunca sabem quem é que eu sou, porque estou sempre de fatos diferentes xD ) e estivemos a debater quem venceria num combate mortal, se a Elsa ou a Sailor Rita. Mais tarde, divertiram-se a puxar-me a cauda: fiquei muito feliz por esta ter sido um sucesso junto das pessoas baixinhas! =D

    Pelas três horas da tarde fui-me vestir e saber quando deveria estar no backstage para o show. Disseram-me às quatro, sendo que depois me disseram às cinco (pois houve um atraso, o que é natural). Mas enfim, fui vestir-me.

    E ia morrendo.

    O meu fato, Holo de Spice and Wolf, consiste em três a quatro camadas de tecido. De lã, para ser mais exacta. Felizmente que a camisola era malha e tinha uns buraquinhos por onde entrava uma ligeira brisa. Achei por bem não por as orelhas, porque ficaram pavorosas (experimentei uma técnica nova, que não funcionou nada bem), mas o resto da construção do fato poderão analisar no meu Cosplay Portfolio, que actualizarei um dia destes. :)

    Suando que nem uma lula gigante do oceano pacífico, mantive-me conversando com as pessoas simpáticas, que aturam a minha incapacidade social com toda a mestria (tomem um coração <3 ) e tirando fotografias diversas a pessoas diversas. O desapontamento despontava quando progressivamente constatei que ninguém me iria tirar uma foto. O que me deixa sempre um pouco triste, porque este cosplay deu uma trabalheira medonha e porque todos deviam ver esta série e ler as novels porque é uma série fixe. Mas olhem, faz parte da vida e assim ela continua. Se uma pessoa se for importar demasiado com estas coisas, acaba por não se divertir nada e ficar demasiado frustrada para continuar a progredir nos objectivos em que acredita. :)

    Finalmente, fui para os camarins, onde um ar condicionado mantinha o ambiente minimamente habitável. Lá, diverti-me com as outras participantes a aparvalhar solenemente com o universo ao redor, partilhando canções memoráveis, como o techno cristão que um amigo descobriu no SoundCloud. Chegou perto de nós uma gaja mesmo linda vestida de WonderWoman e só muito mais tarde (para aí uns dez minutos depois de estar a falar com ela) é que percebi que era a Fátima e fiquei passada porque o fato lhe ficava belíssimo e eu não estava à espera e wow! Depois entrámos e a coisa foi mais ou menos assim:



    Ora bem, foi a Ana-san que gravou e quando ela chegou ao backstage para me devolver a câmera disse que não tinha percebido nada. Fiquei horrorizada! Para começar, fiquei horrorizada porque os meus objectos não estavam nas posições facilitadas que tinha planeado e fiquei cheia de medo de ter feito figura de palerma no palco, ainda por cima numa situação tão importante como o show... Isto porque, por maior que seja a boa vontade dos voluntários (que merecem um forte abraço na cabeça <3 ), o cenário nunca fica exactamente montado como nós idealizamos em casa. Daí ser importante ter cenários minimalistas, o que não foi o caso. No entanto, depois de ver o vídeo, fiquei mais aliviada porque afinal até está com bom ar :) Agora, o facto de não se ter percebido é que me estranha, porque realmente não havia nada que perceber. Era apenas uma música sobre lobisomens (que é quase o caso da Holo, não fosse ela um lobo transformado em rapariga) para as pessoas baterem palminhas e dançarem com seus rabos nas cadeiras. Infelizmente, aconteceu algo que eu havia previsto mas que, de qualquer forma, não queria: não houve adesão e não houve palminhas nem rabos dançantes. Isto é, não houve o efeito multidão que se tinha no espacinho antigo: era tudo tão aconchegado que se uma pessoa se ria, toda a gente começava a rir também. Aqui, era tudo tão grande que, me parece, os números ficaram diluídos. Quero dizer que, apesar de ter a certeza de que o público foi tão vasto como em anos anteriores, o local era enorme o suficiente para parecer que não estava quase ninguém no evento... Algo a pensar para o futuro, talvez :)

    De resto, a Ana-san cometeu a loucura simpática de gravar os skits todos do Show :) Portanto, deixo-vos aqui para os observarem! =D

    Eu vi este sukito das laterais e vi o pânico que ocorreu. Portanto, gostaria de deixar a mensagem às meninas que o resultado final está maravilhoso, apesar do senão! :)

    O meu foi o segundo e estaria aqui se eu não tivesse posto antes

     Sukito estreante para muitos participantes, que fixe! =D


     

     Quando ouvi os estrondosos gritos do público perante este sukito, percebi que a minha ideia do efeito multidão talvez fosse absolutamente despropositada... Confesso que me senti um pouco injustiçada, mas como pode o Ney vencer uma música como o LERIGOO? lool De resto, adorei ver estes vídeos e adoro aquele Olaf, só dá vontade de o comer!

    Depois, procedi a tirar toda a minha roupa e ficar de roupa interior a apanhar fresco. Contemplei ir assim para a rua e dizer que era um cosplay de pepino. Preparei tudo para me ir embora, recuperei o escadote e carreguei-o por ali abaixo até ao parque de estacionamento (cuja conta final foi exorbitante!)

    Cheguei a casa, tomei banho e dormi que nem um pedregulho com mil anos.

    Só depois vi as fotos que tirei. Fotos? Ela disse fotos?

    Sim.

    VIVA A FOTOFOTO!!





















    E assim vos deixo, com mais um pedido de desculpas pelo atraso na composição desta missiva. Foi um evento muito interessante e uma excelente experiência num novo palco! Espero que tenham todos apreciado, desde os participantes aos voluntários, passando por qualquer eventual plantelminte foliácio! =D Para o ano há mais e espero poder voltar a participar de alguma forma!

  • Nihon Sekai 2015

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    Nihon Sekai 2015
    Evento
    Como um criminoso depois de ter cometido um homicídio com recurso a uma faca de cozinha, acordei tarde. Facas de cozinha são muito cansativas. Acordei tarde e já um pouco em pânico... Porque nesse dia, era dia de evento, era dia de... Nihon Sekai!

    Preparei minhas coisinhas, pus meu cosplay e peguei no carro, com o qual segui a minha mãe até ao local escolhido, este ano, para o evento: a Faculdade de Medicina Dentária, na Cidade Universitária. Miraculosamente, encontrei um lugar à porta e um parquímetro que funcionava. Pus moedas suficientes para poder deixar lá o carro até segunda-feira à uma da tarde.

    Compro o bilhete, reparo que é mais caro do que nos outros anos. Claro que isto me deixa imediatamente descontente, assim como o facto de ter de pagar para entrar estando no concurso. Mas enfim, cada organização organiza conforme lhe aprouver e uma pessoa tem apenas de apoiar. Porque alugar aquele espaço não deve ter sido nada barato. Trata-se de um espaço grande e bem dividido, em partes superiores e inferiores que se multiplicam. Assim, tínhamos uma zona elevada com bancas de artistas (e acredito ter visto, lá escondidos, o pessoal das cartas e jogos de tabuleiro), um rés do chão com zona de alimentação e algumas bancas mais ou menos profissionais e um auditório gigantesco, onde certamente se fazem muitas palestras sobre dentes. Observem:


    Entretanto, encontrei a Ana-san e devolvi-lhe um livro (enorme) que me tinha emprestado. Eu estava muito carregada de livros, pois tinha um para ler, o que a Ana-san me tinha emprestado (e depois outro que tinha sido eu a emprestar e que me devolveu) e um gigantesco clássico da literatura Americana para o meu sukito. Para mais, tinha também um saco de plástico a dizer "Free Book" com um livro do BookCrossing, que deixei no auditório muito, muito discretamente. Ainda não deu notícias, portanto se alguém o tiver apanhado e ler isto é favor ir ao site dizer que o encontrou :)

    De resto, não tinha grande coisa para fazer. O único workshop a que queria ir, o de Bonsai (eu adoro árvores, sobretudo se forem pequenitas) calhava muito em cima do concurso de cosplay e achei melhor prevenir e não ir de todo. Assim, passei a maior parte do tempo com a Ana-san a er as bancas, a comer coisas e a beber jolas. 

    Quanto às coisas que comprei, meu deus, acho que desta vez me passei mais do que o habitual, porque comprei montes de coisas. Eram todas pequeninas, mas grão a grão apanha a galinha uma indigestão... São as seguintes:


    • Um bloquinho super fofo com estrelinhas
      Uma borracha em forma de cogumelo. Levei uma em forma de pimento para o Qui, que não está aqui retratada
    • Um gato para por no telemóvel, acessório interessante para aparelhos que não permitem a aposição de penduricalhos, como o meu
    • Um porta-chaves do Kero, que comprei porque a senhora me deu um desconto depois de não me ter calhado nada nas rifas
    • Uma pregadeira que, essa sim, ganhei numa rifa
    • Uma figura da Madam Red, que andei a namorar o evento todo e que acabei por comprar com desconto, como veremos.
    Em termos de alimentação, o evento estava muito bem serivdo, para variar um pouco do habitual. Apesar de se manter a opinião vigente de que os cup noodles são saudáveis, havia o próprio bar do espaço, onde um senhor mega simpático me vendeu uma sandes de ovo com salada que soube óptimo e jolas a 85 cêntimos cada uma. Depois não me deixaram sair para a rua com a garrafa por razões de segurança, o que faz todo o sentido: o que eu gosto mais de fazer é partir garrafas de médias em cima da tromba do pessoal, levar-lhes o telemóvel e depois obrigá-los a andar descalços sobre os cacos de vidro. :) Entretanto, descobri (graças à Ana-san) a zona privada do staff, uma espécie de lounge vip com um buffet de comida que parecia altamente apetitosa, mas que me coibi de roubar à cara podre. Ao lado, estavam os vestiários, femininos e masculinos, que me pareceu que ninguém detectou, já que estava toda a gente na casa de banho a vestir-se, despir-se e a gritar aos risinhos. Casas de banho, essas, primorosamente limpas: estava sempre uma senhora a limpá-las e a torná-la confortáveis como espaço de xixi.

    Entretanto encontrámos uns amigos que eu não via há pelo menos dois mil e quinze anos (quando fomos jantar com Jesus, naquela festa, sabem?) e passámos muito tempo na conversa, recordando os antigos eventos e tecendo críticas mais ou menos fundamentadas sobre este em que estávamos. Assistimos a parte do Painel de Dobradores, onde estava apenas o Vegeta (que eu já vi umas 4 ou 5 vezes), que voltou a dizer as coisas que diz sempre com as piadas que o caracterizam. A Ana-san tinha-me requisitado um pedido, que irei fazer por e-mail noutra ocasião (porque dava um vídeo genial, mas guardarei a surpresa), mas não tive coragem de o fazer, porque a situação parecia extremamente desconfortável. Apesar de haverem cadeiras com fartura, as pessoas optaram por formar uma acumulação em frente ao palco, como se fossem atacar o Vegeta a qualquer momento. No final ainda lhe pedi um abraço, talvez mais como forma de o consolar (foi um abraço fixe! :) ) porque deve ter sido, efectivamente, uma experiência muito estranha.

    O que me leva à questão seguinte: o concurso de cosplay. A razão pela qual eu tinha ido ao evento, principalmente... ;) Ora bem, começo por falar do meu sukito (depois colocarei um vídeo na minha página no face. Falarei também dele em mais detalhe no meu Cosplay Portfolio :) ). Considerando que a personagem que eu queria usar era a Haruhi e a Haruhi, portanto, é Deus, pensei em fazer um sukito a gozar com deus e com as pessoas. Assim, pesquisei por uma música e encontrei aquela que acabei por usar. E, eu juro!, quando a ouvi a primeira vez e enquanto estive a fazer o vídeo, achei-a super cómica. Mas depois de a ouvir mais vezes, enquanto ensaiava... Epa, afinal o som não tem assim tanta piada...

    Mas adicionado ao facto de o sukito cómico que eu tinha preparado afinal não ser assim tão cómico (se bem que eu tinha esperança que perante um público adolescente, como o que frequenta os nossos eventos, a coisa ainda pegasse), aconteceu o facto de o público, em si, não estar nada concentrado no que se estava a passar no palco. O palco era gigantesco, muito maior do que eu estava à espera, sendo que eu tinha perparado uma performance bastante minimalista. Mas o que realmente perturbou as festas foi o facto de haver um espaço demasiado grande entre o palco e plateia, o que fez com que houvesse reuniões de pessoas que não queriam ver o concurso e impedisse que as pessoas mantivessem a sua concentração focada no que estava a acontecer. No fundo, trata-se de um erro de estrutura para um evento que, certamente, pensava que iria estar muito mais gente na plateia. Tenho a certeza que este sistema funciona muito bem para as grandes estrelas da noite (uma banda que eu não sei), mas para nós, os pobres do concurso, foi um grande senão.

    Entretanto, mais um imprevisto acontece... Enquanto eu estou cirandando de um lado para o outro tentando descobrir em que sítio devo estar e em que horário, é revelado que só há dois elementos inscritos no concurso: aqui a minha pessoa e um grupo. Assim, muito em cima da hora, organiza-se um desfile que irá competir com os inscritos (a minha pessoa e um grupo). eu já estava a ter um ataque histriónico com a perspectiva de não poder fazer a minha cena, para a qual tinha ensaiado e perdido tempo e vagar... Bem, confesso que não me senti motivada para ensaiar muito... Pois bem, se o meu skit e o do grupo não conseguiram captar a atenção do público, o desfile também não foi capaz de o fazer. Nem uma musiquinha de fundo... Mas fiquei feliz por ver uma pessoa de mobilidade reduzida a participar, achei fantástico! :) Enfim, mal por mal fiquei em segundo lugar, o que era totalmente previsível porque fiz uma coisa sem graça nenhuma, totalmente desinspirada e insípida. Prometo que numa próxima vez vos irei entreter convenientemente!!! Com o prémio, acabei por comprar com desconto a tal figura da Madam Red que andava a namorar. :)

    Falando em próxima vez, anuncio que estou a fechar actividade para o corrente ano de 2015. Agora quero passar Dezembro no quentinho a hibernar.

    Depois fui-me logo embora, porque ainda tinha de fazer uma viagem automobilística por caminhos desconhecidos.

    Portanto, deixo-vos as tão esperadas, desejadas e argumentadas...

    Fotos 







     Este jovem, que tinha um fato super divertido, teve um pequeno momento de revolta porque eu já era a quinta pessoa que o fotografava que não sabia a sua personagem. Prometi-lhe ver a série de onde esta vem e, como o prometido é devido, adicionei-a à minha lista PtW :)



     A moça disse que fez o fato em um dia e o meu coração parou por um bocadinho, com o pânico por afinidade


     Yo, curto bué os teus espanadores


    E é isto. Em jeito de conclusão, devo dizer que este ano o erro foi precisamente o do ano passado: se em 2014 estavam à espera de menos gente do que o suposto, este ano estavam à espera de muito mais gente do que o suposto. Assim, os momentos no auditório acabaram por não funcionar porque a plateia estava demasiado dispersa. De resto, é um evento para manter nos nossos calendários e, já que o espaço (apesar de muito grande) era excelente, espero que o mantenham. :)

    Assim me despeço. Hasta la Vista. Beibi.
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