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  • O Suspiro de Haruhi Suzumiya

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    O Suspiro de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2003
    Light Novel

    Continuo a batalhar para ler as light novels que me restam da minha lista e assim cheguei ao segundo volume da mítica Haruhi Suzumiya. É uma história que adoro e uma personagem que adoro, mas acho que já não estou a adorar muito a novel.

    Neste volume falamos do filme que Haruhi decide fazer para a festa da escola, com todas as coisas que isso implica. Como Haruhi deseja um filme da acção, começamos a ver algumas ligeiras alterações na realidade, nomeadamente a capacidade de Mikuru lançar lasers dos olhos. A premisa é engraçada, mas no fundo este livro parece uma justificação para colocar a personagem de Mikuro sob todo o tipo de sofrimento, revelando Haruhi como uma pessoa execrável e sem qualquer sentido de relação social.

    Ora, apesar de isto caracterizar a personagem, torna-a um pouco limitativa dentro daquilo que conhecemos. Aqui Haruhi nunca é capaz de um gesto de colaboração, como anteriormente, o que nos deixa um pouco frustrados.

    Para além disso, o livro não está especialmente bem escrito. Acabamos por nunca saber se os diáligos internos de Kyon são, na verdade, diálogos reais que são ouvidos. Se assim for, o livro atinge o limiar da parvoíce e o personagem de Kyon também.

    Vamos ver o que os próximos volumes nos reservam.
  • O Descontrolo de Haruhi Suzumiya

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    O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Este foi um dos livros que comprei no Expomanga Madrid. Eu comprei um outro livro Suzumiya (ou, como dizem os meus amigos, "Haruhi Sodomia") numa Fnac e gostei bastante, por isso decidi comprar outro. A amiga que estava comigo disse que este seria um bom, porque são apenas mais aventuras de Haruhi e a Brigada SOS. Peço desculpa desde já se o título está "errado", mas eu li a tradução Espanhola e em  Espanha o título é assim.
    Acrescento também que ler estes livros em Espanhol é um máximo, porque ficam mil vezes mais engraçados do que poderiam ser em outra língua. Mira que esa tía, eso es moníssimo, es muy chulo e coisa do género ficam mesmo muito cómicas.
    Decido com isto começar a completar a colecção das Light Novels de Haruhi. Isto é demasiado engraçado para não se ler e está muito bem escrito. As referências perdidas no texto, históricas, geográficas, científicas, são uma graça.
    Neste volume apresentam-se três histórias, o Agosto Infinito, O Síndrome da Montanha e oo Dia de Sagitário. As histórias aparecem primeiro com a situação em que a Brigada SOS está metida nesse momento. Depois Kyon volta atrás e, detalhadamente, conta como foram ali parar. E depois como vão sair do problema. Os problemas colocados são muito interessantes e as soluções para eles estão especialmente bem pensadas. No caso da história da Montanha, foi uma forma de sair da situação muito inteligente. Por vezes as confusões de tempo e espaço são complicadas de entender, mas se levarmos tudo na boa (aí está mais uma vantagem de isto estar em Espanhol!) acabamos por perceber. Basta aceitar as coisas como elas são.
    Em termos de personagens, já as conhecia (já vi o anime e o filme e já tinha lido outro volume), há uma evolução permanente de Nagato, que já se vem notando de anteriormente, mas infelizmente os outros personagens continuam estáticos. As interacções de Kyon também evoluem, mas é de uma forma muito pouco evidente.
    De resto, podem chamar-me ignorante, pois em relação a Haruhi sou bastante. No entanto posso, com toda a segurança, recomendar esta série de Light Novels, ou  - pelo menos - este volume.
  • The Indignation of Haruhi Suzumiya

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    The Indignation of Haruhi Suzumiya 
    Nagaru Tanigawa
    2006
    Light Novel

    Na minha luta por ler todos os livros do planeta, temos de continuar a ler as Light Novels que acompanhamos. Este é mais um volume da série de Haruhi Suzumiya e tem duas histórias.
     
    A primeira, sobre a publicação de um boletim escolar, em que Haruhi se torna a editora chefe, foi interessante, talvez porque fala um pouco sobre a criação literária e zines. No entanto, a história contada por Kyon é absolutamente obsoleta e aborrecida. Gostei bastante das histórias da Yuki, se o livro fosse todo assim seria muito melhor.
     
    A segunda é sobre cães e aliens e parece revelar um pouco sobre o futuro da série, sobre para onde a série está a caminhar. É o que me irrita mais nestas séries longas: parece que estamos a andar sem nenhum objectivo em concreto e que o autor nem sequer se lembrou de como seria o final.
     
    Portanto, mais um volume para uma séria infinita.

  • O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya

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    O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2004
    Light Novel
     
     Para saberem mais sobre a minha aventura de ler estas Novels, consultem aqui. :)

    Infelizmente, começo a ficar um pouco cansada da Haruhi, do Kyon e dos seus amigos. Neste livro, ocorre um defeito no espaço tempo e a realidade é desconstruída. Assim, Haruhi já não estuda na North High e ninguém sabe se ela continua neste mundo. Na verdade, ninguém sabe quem é ela. Nem ela própria.

    Assim, Kyon terá de resolver o mistério por si só. Mas o defeito grande desta novel é o facto de a maior parte dela ser um doce para os fãs: temos descrições detalhadas dos sentimentos de Kyon por Nagato, coisa que ainda não tinha acontecido com tanta dedicação, o que vem numa linha narrativa de quase harem, o que torna tudo um pouco irritante.

    As ilustrações também estão a perder muita qualidade, sendo difíceis de compreender e de associar às cenas respectivas. A técnica de escrita começa também a fraquejar, à medida que o autor já não sabe muito bem o que fazer da sua história sem ser a descrição do dia a dia.

    Enfim, vamos continuar a tentar mas sem grandes esperanças.

  • The Surprise of Haruhi Suzumiya

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    The Surprise of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2011
    Light Novel


    E finalmente chegámos ao último volume conhecido da saga! Que grande viagem!

    Este livro continua directamente depois do anterior, em que temos duas coisas a acontecer ao mesmo tempo. De um lado, Haruhi encontra membros para o seu clube e todos se divertem. Do outro lado, um conjunto de pessoas tenta substituir a SOS Brigade. Qual é o verdadeiro? 

    Haruhi é um livro estranho, porque o nosso narrador - Kyon - não parece uma pessoa normal. Apesar de ele constantemente dizer que é normal, que é mediano, que não tem característica nenhuma, ele sabe uma série de trivia que não é fácil para um adolescente, e pelos vistos toda a SOS Brigade depende dele, como se fosse a massa que junta os membros bizarros.

    Então, esta última aventura foi especialmente longa, mas penso que conclui de uma maneira simpática e até bonita. Gostaria que Kyon tivesse admitido os seus sentimentos de forma mais evidente, e que o resto das personagens tivesse tido um desenvolvimento para além das suas características básicas. Nota-se perfeitamente que Nagato Yuki é a preferida do autor, pois ela tem sempre muito mais tempo de antena que os outros.

    Enfim, terminámos e eu gostava que não houvesse mais volumes, para por isto como completo no MAL. Mas foi bom enquanto durou.

  • The Dissociation of Haruhi Suzumiya

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    The Dissociation of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2007
    Light Novel

    Mais um volume de Haruhi Suzumiya e estou quase a acabar a (incompleta) série.

    Este é um volume estranho, em que o autor tenta fazer algo de revolucionário e escrever duas histórias alternativas ao mesmo tempo. Ora, isto acaba por funcionar muito mal, porque grandes partes do texto estão repetidas. Existe a introdução de uma série de outras personagens, que são os equivalentes "maus" (?) da trupe que já conhecemos, mas a sua caracterização é fraca.

    Assim, o volume torna-se maçudo e um pouco aborrecido, com esta experiência que se calhar teria corrido bem com um autor que escrevesse.... Livros. Não light novels. Que chego à conclusão que, na sua maioria, são mesmo parvinhas.

  • The Wavering of Haruhi Suzumiya

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    The Wavering of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2005
    Light Novel

    E, para variar, uma Light Novel. Voltamos às aventuras de Haruhi Suzumiya e a sua pandilha de freaks. Mas desta vez temos um volume com algumas histórias curtas, o que foi um bocadinho desapontante. Esperava que nesta fase, o sexto volume, já nos aproximássemos de um virar na história.
    Temos então uma revisita aos acontecimentos do Festival da Escola North High, desta vez com um olhar exterior e mais calmo. Depois, um antigo colega de Kyon apaixona-se por Yuki. Passamos mais umas férias de Inverno com um novo Murder Case. E Mikuru tem um problema e perde a confiança.

    Portanto, não temos aqui muita coisa que nos ajude a compreender ainda melhor este conjunto de personagens que eu tanto gosto. Aliás, neste livro Kyon começa a irritar-me bastante com a sua atitude de miúdo machista e incel, sempre a avaliar as formas dos corpos das suas amigas e a imaginar-se perdido no meio deles. Belo amigo tu me saíste, né Kyon?

    Ainda assim, é para continuar esta leitura de colecção!
  • A Melancolia de Haruhi Suzumiya

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    A Melancolia de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Pois bem, depois de já ter lido dois dos volumes desta colecção, achei que seria bom começar pelo início e ler o primeiro. :p

    Este primeiro volume tem muito mais do que eu conhecia da história do que estava à espera, incluindo a minha parte preferida que me coibirei de spoilar. São-nos apresentados os personagens e percebemos um pouco da personalidade de cada um deles, incluindo os pequenos detalhes que os tornam tão únicos e apetecíveis.

    No entanto, os personagens secundários aparecem um pouco limitados ao seu estereótipo, como se não fizessem realmente parte da história e apenas estivessem lá para dar um pouco de picante, com fatinhos bonitos e funcionando como objecto de desejo.

    No entanto, o livro está escrito de forma muito directa e engraçada, o que acaba por ser um pouco viciante.
  • Nihon Sekai 2015

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    Nihon Sekai 2015
    Evento
    Como um criminoso depois de ter cometido um homicídio com recurso a uma faca de cozinha, acordei tarde. Facas de cozinha são muito cansativas. Acordei tarde e já um pouco em pânico... Porque nesse dia, era dia de evento, era dia de... Nihon Sekai!

    Preparei minhas coisinhas, pus meu cosplay e peguei no carro, com o qual segui a minha mãe até ao local escolhido, este ano, para o evento: a Faculdade de Medicina Dentária, na Cidade Universitária. Miraculosamente, encontrei um lugar à porta e um parquímetro que funcionava. Pus moedas suficientes para poder deixar lá o carro até segunda-feira à uma da tarde.

    Compro o bilhete, reparo que é mais caro do que nos outros anos. Claro que isto me deixa imediatamente descontente, assim como o facto de ter de pagar para entrar estando no concurso. Mas enfim, cada organização organiza conforme lhe aprouver e uma pessoa tem apenas de apoiar. Porque alugar aquele espaço não deve ter sido nada barato. Trata-se de um espaço grande e bem dividido, em partes superiores e inferiores que se multiplicam. Assim, tínhamos uma zona elevada com bancas de artistas (e acredito ter visto, lá escondidos, o pessoal das cartas e jogos de tabuleiro), um rés do chão com zona de alimentação e algumas bancas mais ou menos profissionais e um auditório gigantesco, onde certamente se fazem muitas palestras sobre dentes. Observem:


    Entretanto, encontrei a Ana-san e devolvi-lhe um livro (enorme) que me tinha emprestado. Eu estava muito carregada de livros, pois tinha um para ler, o que a Ana-san me tinha emprestado (e depois outro que tinha sido eu a emprestar e que me devolveu) e um gigantesco clássico da literatura Americana para o meu sukito. Para mais, tinha também um saco de plástico a dizer "Free Book" com um livro do BookCrossing, que deixei no auditório muito, muito discretamente. Ainda não deu notícias, portanto se alguém o tiver apanhado e ler isto é favor ir ao site dizer que o encontrou :)

    De resto, não tinha grande coisa para fazer. O único workshop a que queria ir, o de Bonsai (eu adoro árvores, sobretudo se forem pequenitas) calhava muito em cima do concurso de cosplay e achei melhor prevenir e não ir de todo. Assim, passei a maior parte do tempo com a Ana-san a er as bancas, a comer coisas e a beber jolas. 

    Quanto às coisas que comprei, meu deus, acho que desta vez me passei mais do que o habitual, porque comprei montes de coisas. Eram todas pequeninas, mas grão a grão apanha a galinha uma indigestão... São as seguintes:


    • Um bloquinho super fofo com estrelinhas
      Uma borracha em forma de cogumelo. Levei uma em forma de pimento para o Qui, que não está aqui retratada
    • Um gato para por no telemóvel, acessório interessante para aparelhos que não permitem a aposição de penduricalhos, como o meu
    • Um porta-chaves do Kero, que comprei porque a senhora me deu um desconto depois de não me ter calhado nada nas rifas
    • Uma pregadeira que, essa sim, ganhei numa rifa
    • Uma figura da Madam Red, que andei a namorar o evento todo e que acabei por comprar com desconto, como veremos.
    Em termos de alimentação, o evento estava muito bem serivdo, para variar um pouco do habitual. Apesar de se manter a opinião vigente de que os cup noodles são saudáveis, havia o próprio bar do espaço, onde um senhor mega simpático me vendeu uma sandes de ovo com salada que soube óptimo e jolas a 85 cêntimos cada uma. Depois não me deixaram sair para a rua com a garrafa por razões de segurança, o que faz todo o sentido: o que eu gosto mais de fazer é partir garrafas de médias em cima da tromba do pessoal, levar-lhes o telemóvel e depois obrigá-los a andar descalços sobre os cacos de vidro. :) Entretanto, descobri (graças à Ana-san) a zona privada do staff, uma espécie de lounge vip com um buffet de comida que parecia altamente apetitosa, mas que me coibi de roubar à cara podre. Ao lado, estavam os vestiários, femininos e masculinos, que me pareceu que ninguém detectou, já que estava toda a gente na casa de banho a vestir-se, despir-se e a gritar aos risinhos. Casas de banho, essas, primorosamente limpas: estava sempre uma senhora a limpá-las e a torná-la confortáveis como espaço de xixi.

    Entretanto encontrámos uns amigos que eu não via há pelo menos dois mil e quinze anos (quando fomos jantar com Jesus, naquela festa, sabem?) e passámos muito tempo na conversa, recordando os antigos eventos e tecendo críticas mais ou menos fundamentadas sobre este em que estávamos. Assistimos a parte do Painel de Dobradores, onde estava apenas o Vegeta (que eu já vi umas 4 ou 5 vezes), que voltou a dizer as coisas que diz sempre com as piadas que o caracterizam. A Ana-san tinha-me requisitado um pedido, que irei fazer por e-mail noutra ocasião (porque dava um vídeo genial, mas guardarei a surpresa), mas não tive coragem de o fazer, porque a situação parecia extremamente desconfortável. Apesar de haverem cadeiras com fartura, as pessoas optaram por formar uma acumulação em frente ao palco, como se fossem atacar o Vegeta a qualquer momento. No final ainda lhe pedi um abraço, talvez mais como forma de o consolar (foi um abraço fixe! :) ) porque deve ter sido, efectivamente, uma experiência muito estranha.

    O que me leva à questão seguinte: o concurso de cosplay. A razão pela qual eu tinha ido ao evento, principalmente... ;) Ora bem, começo por falar do meu sukito (depois colocarei um vídeo na minha página no face. Falarei também dele em mais detalhe no meu Cosplay Portfolio :) ). Considerando que a personagem que eu queria usar era a Haruhi e a Haruhi, portanto, é Deus, pensei em fazer um sukito a gozar com deus e com as pessoas. Assim, pesquisei por uma música e encontrei aquela que acabei por usar. E, eu juro!, quando a ouvi a primeira vez e enquanto estive a fazer o vídeo, achei-a super cómica. Mas depois de a ouvir mais vezes, enquanto ensaiava... Epa, afinal o som não tem assim tanta piada...

    Mas adicionado ao facto de o sukito cómico que eu tinha preparado afinal não ser assim tão cómico (se bem que eu tinha esperança que perante um público adolescente, como o que frequenta os nossos eventos, a coisa ainda pegasse), aconteceu o facto de o público, em si, não estar nada concentrado no que se estava a passar no palco. O palco era gigantesco, muito maior do que eu estava à espera, sendo que eu tinha perparado uma performance bastante minimalista. Mas o que realmente perturbou as festas foi o facto de haver um espaço demasiado grande entre o palco e plateia, o que fez com que houvesse reuniões de pessoas que não queriam ver o concurso e impedisse que as pessoas mantivessem a sua concentração focada no que estava a acontecer. No fundo, trata-se de um erro de estrutura para um evento que, certamente, pensava que iria estar muito mais gente na plateia. Tenho a certeza que este sistema funciona muito bem para as grandes estrelas da noite (uma banda que eu não sei), mas para nós, os pobres do concurso, foi um grande senão.

    Entretanto, mais um imprevisto acontece... Enquanto eu estou cirandando de um lado para o outro tentando descobrir em que sítio devo estar e em que horário, é revelado que só há dois elementos inscritos no concurso: aqui a minha pessoa e um grupo. Assim, muito em cima da hora, organiza-se um desfile que irá competir com os inscritos (a minha pessoa e um grupo). eu já estava a ter um ataque histriónico com a perspectiva de não poder fazer a minha cena, para a qual tinha ensaiado e perdido tempo e vagar... Bem, confesso que não me senti motivada para ensaiar muito... Pois bem, se o meu skit e o do grupo não conseguiram captar a atenção do público, o desfile também não foi capaz de o fazer. Nem uma musiquinha de fundo... Mas fiquei feliz por ver uma pessoa de mobilidade reduzida a participar, achei fantástico! :) Enfim, mal por mal fiquei em segundo lugar, o que era totalmente previsível porque fiz uma coisa sem graça nenhuma, totalmente desinspirada e insípida. Prometo que numa próxima vez vos irei entreter convenientemente!!! Com o prémio, acabei por comprar com desconto a tal figura da Madam Red que andava a namorar. :)

    Falando em próxima vez, anuncio que estou a fechar actividade para o corrente ano de 2015. Agora quero passar Dezembro no quentinho a hibernar.

    Depois fui-me logo embora, porque ainda tinha de fazer uma viagem automobilística por caminhos desconhecidos.

    Portanto, deixo-vos as tão esperadas, desejadas e argumentadas...

    Fotos 







     Este jovem, que tinha um fato super divertido, teve um pequeno momento de revolta porque eu já era a quinta pessoa que o fotografava que não sabia a sua personagem. Prometi-lhe ver a série de onde esta vem e, como o prometido é devido, adicionei-a à minha lista PtW :)



     A moça disse que fez o fato em um dia e o meu coração parou por um bocadinho, com o pânico por afinidade


     Yo, curto bué os teus espanadores


    E é isto. Em jeito de conclusão, devo dizer que este ano o erro foi precisamente o do ano passado: se em 2014 estavam à espera de menos gente do que o suposto, este ano estavam à espera de muito mais gente do que o suposto. Assim, os momentos no auditório acabaram por não funcionar porque a plateia estava demasiado dispersa. De resto, é um evento para manter nos nossos calendários e, já que o espaço (apesar de muito grande) era excelente, espero que o mantenham. :)

    Assim me despeço. Hasta la Vista. Beibi.
  • Anicomics 2015

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    Anicomics 2015
    Evento
    Parece que já estamos em 2015. Chega à Primavera e aí está mais um evento do nosso calendário habitual. Pois é, meus senhores... É tempo para mais um Anicomics! Desta vez percorri o evento de uma forma um pouco diferente do que costumo fazer. Tinha dedicado o meu tempo aos ensaios para o skit do Eurocosplay, que iria decorrer apenas no Domingo, assim o meu Sábado não foi passado propriamente no evento. Mas vamos ver as coisas por ordem cronológica, que fica mais fácil para todos nós. :)

    Preparações, Sexta-Feira Ensaiante

    Este ano houve uma série de festas e pré-festas em preparação para o Anicomics. Por razões diversas não pude estar presente em nenhum desses eventos anteriores: estive nos Açores, fui para o campo com o Qui, uma data de coisas da vida privada que são mais importantes que eventos e cosplay. Afinal, há uma gradação de importância nas coisas que se fazem e há prioridades. Mas enfim, nada disso é importante para o caso.

    Ao longo destas semanas, apesar de já ter o fato todo preparado, tive bastantes problemas na gestão do tempo no que respeita aos ensaios do meu sukito. Era um sukito importante, como verão, e eu estava muito preocupada com o facto de vir a estar mal marcado, de correr mal, de caírem coisas, etc. Estava com aquele sentimento de desespero em que tinha a certeza de que tudo iria correr extremamente mal, sendo que no final iria chorar muito de frustração e horror e pânico. Tinha-me inscrito com pouca confiança, porque o meu audio não estava muito bem editado e era muita coisa para por no palco. Mas sexta-feira lá fui eu ensaiar, depois de ter ido a Santarém ver umas coisas lá na casa e a possibilidade de plantar um montão de árvores. Gosto muito de árvores.

    Lá chegada, aparentava não estar ninguém. Entreguei a minha pen na regie e vesti os elementos essenciais do skit, os sapatos, o saiote (para ter noção da possibilidade dos meus movimentos) e uma peruca extra, a que vai ser para a Haruhi, para não estragar muito a peruca verdadeira. Como é muito comprida, a possibilidade de se enrodilhar toda sobre si própria é muito grande.

    Ensaiei duas vezes, combinei os efeitos de luzes (para dar um aspecto mais nocturno) e estava feito. Parecia estar tudo a correr nos eixos. Mas quando desci do palco... Bem, a verdade é que não havia muita luz. Aquelas quatro escadinhas fazem um efeito especial interessante, sendo que uma delas é triangular e mais estreita que as outras. Evidentemente que me espetei delas abaixo, fazendo uma ferida no tornozelo no processo. Ainda me dói e já passaram estes dias todos! Mas não fiquei impossibilitada de andar, o que seria realmente uma grande chatice.

    Depois dei uma volta por ali a falar com as poucas pessoas que lá estavam e fui embora. Ainda passei numa retrosaria para comprar umas tralhinhas. À tarde, refiz a minha coroa de pérolas. Estava muito feiosa e queria fazer uma mais bonita. Aqui está uma foto do processo:


    Ainda ensaiei mais um bocadinho, uma espécie de ensaio geral, para estar tudo correctíssimo. Depois, não consegui dormir como deve ser, com pesadelos recorrentes sobre tudo o que podia correr mal. 8D

    Sábado, uma Manhã

    Para o meu sukito, necessitava de uma data de mobília, que roubei da minha casa (fora o espelho, que comprei no OLX de propósito para esta performance. O processo de compra e venda dá uma história engraçada, mas não interessa. Interessa é que é um espelho muito jeitoso). Assim, tinha combinado com a organização que deixaria estas tralhas todas no backstage durante o dia de Sábado. Empilhei tudo dentro do carro e dirigi até Telheiras, tendo arriscado alguns acidentes pelo caminho devido à maravilhosa organização da psicologia do trânsito que existe na cidade de Lisboa. Céus, detesto andar de carro! ;__;

    Não havia lugares, portanto tive de estacionar mega longe, perto de uns prédios do lado direito de quem entra na estrada do evento. Primeiro transportei a cadeira e a mesa, que foram deixadas perto da banca da APC. Pedi que algum voluntário me ajudasse a levar a outra mesinha e o espelho, mas eles estavam ocupados e disseram para voltar às 10:30. Assim, pensei em ir tomar um café. Pelo caminho encontrei uma jovem que não via há séculos seculorum. :) Fomos tomar café as duas, conversando sobre aspectos musicais interessantes e intensos. Depois, ela ajudou-me a levar o resto do cenário e entrámos as duas. As partes que tinha levado anteriormente já estavam lá em baixo, pelo que levei tudo e depois organizei uma pequena pilha de móveis no cantinho mais cantoso do espaço. Tapei tudo com um pano branco (que por acaso é o pano do cosplay da Maya Kitajima) e fui andar por aqui e por ali falando com pessoas e outras coisas que não eram bem pessoas, mas que são boas criaturas na mesma. :>

    Fiz as minhas compras. O resultado final das compras foi o seguinte:

    • O novo lançamento da Kingpin, a colecção de curtas "Casulo"
    • Um manga da Fumi Yoshinaga, autora que aprecio imenso
    • Um marcador de livros pintado à mão muito fofinho
    • Cartões de visita em geral
    Encontrei a Ana-san, que me voltou a emprestar livros catitas e depois fomos almoçar, nós as duas mais o Pedro-san, que estava a organizar uma parte dos voluntários. Eu estava com desejos absolutos de pizza, mas tínhamos todos pressa e a fila estava magnânime, pelo que fomos a outro café próximo. Lá, alimentei-me de uma sandes de ovo com queijo, uma sopa e uma limonada.

    Depois despedi-me e fui para a minha aula de costura, onde estou terminando o meu novo fato (Haruhi :) ). Mais uma vez, passadas essas horas e chegando à noite, não consegui dormir, com pesadelos sobre o meu fato e sobre o skit e todas essas coisas. .__.

    O Domingo Fatídico

    Acordei às sete da manhã, com a intenção de, bem, ficar mais um bocadinho a dormir. Mas não consegui. Então banhei-me, coloquei as lentes cinzentas e uma peruca. Fui de carro até Telheiras e depois tomei o metro. Na verdade, para o efeito pretendido para o meu sukito, eu precisava de uma maquilhagem um pouco diferente. Uma maquilhagem de Drag-Queen. Vi alguns tutoriais, mas não consegui perceber como se faziam as coisas, especialmente a parte de cobrir as sobrancelhas, nem que materiais deveria comprar. Por isso, procurei alguém que me ajudasse. Acabei por encontrar essa pessoa dentro dos contactos da minha mãe: ela tem uma amiga, a Ju, que faz maquilhagens. Assim, fui até ao estúdio dela nos Olivais para juntas fazermos aquilo que era preciso: transformar-me num homem. O resultado foi, mais coisa menos coisa, algo muito semelhante à Débora de Cristal enquanto jovem.

    No regresso ao evento, tentei olhar fixamente para as pessoas que estavam no metro, para ver se as conseguia assustar de morte, mas a verdade é que vivemos numa capital europeia e as pessoas estão mais ou menos cagativas a todas as coisas diferentes do habitual. Não tive sucesso nas minhas tentativas de causar o terror.

    Transportei a minha mala mais o saco do Pingo Doce que tinha mais cenários. A mala estava bem pesada e começou a atingir-me uma dor no músculo deltóide, que se mantém até agora (embora um pouco melhor, por causa daquele objecto fantástico chamado Voltaren Gel) Deixei tudo no único camarim que estava vazio. Estava lá um papel a dizer algo como "este camarim é das Mirai noi Yume" (não é uma citação perfeita), mas eu perguntei e achei que elas não se iam importar com a minha presença fedorenta, pelo que deixei lá ficar tudo na mesma. :)

    Depois fui almoçar. Como estava com um batom espectacularmente histérico, não podia comer nada que envolvesse garfos ou copos. Por isso fui ao café Derby, que fica mesmo ao lado, e pedi um cruassã com queijo, que parti em bocadinhos manejáveis. No final pedi um café: tinha esquecido que precisava de tocar com os lábios na chávena. Por isso bebi-o com uma palhinha, o que deve ter sido uma visão altamente curiosa.

    Vesti-me e a partir desse momento mantive-me em stand-by. Isto significa que passei todo o dia de Domingo, a partir mais ou menos da uma da tarde, sentada na cadeira que tinha levado, entre os camarins e o backstage. De vez em quando interrompia a minha espera para subir até à civilização, onde me tiraram uma foto ou outra e pude falar com uma série de pessoas interessantes. Depois na volta tudo se complicava, porque tinha medo de me atirar das escadas abaixo. Sempre que descia as escadas, descalçava-me e descia degrau a degrau, como uma pequena criança de dois anos ou como um gato que não sabe subir e descer escadas. Acho que a Biblioteca Orlando Ribeiro poderia melhorar estes acessos, imaginemos que tinhamos um actor com deficiência motora?

    Entretanto, pude reparar, com algum espanto e tristeza, de que havia uma quebra monumental na afluência do evento. Em anos anteriores, uma pessoa não se podia mexer com a quantidade de gente que rodopiava pelo espaço. Este ano, não só nos podíamos mexer como até poderíamos fazer uma corrida em torno do espaço sem ter de mudar de direcção. Para ser honesta, não encontro outra explicação para isto sem ser a antipatia que algumas pessoas têm pelo espaço. É certo que se uma pessoa não participar nos concursos e actividades e não estiver no auditório, não há muitas coisas para ver (fora uma exposição muito interessante que estava no edifício da biblioteca). Mas não é o objectivo de um evento participar em actividades? O auditório tem uma lotação limitada, mas havia bilhetes especiais para obterem o vosso próprio lugar especial! E, segundo consta, nem sequer esgotaram! Assim, apesar das melhorias apresentadas para o problema do espaço, que não é muito grande (mas que faz parte da identidade do evento), parece que o público não as aproveitou. Mas bem, a verdade é que nunca ninguém fica contente com nada nunca. A mim não me faz diferença.

    Falemos também da organização do espaço. Estava aproveitado de forma muito semelhante à do ano passado, com uma tenda central da Kingpin e os artistas (que são bons artistas) espalhados pelo edifício da biblioteca. Não visitei os andares superiores, porque me esqueci. Acho que desta forma a coisa até funciona bastante bem, embora o espaço do Foyer fique um pouco confuso nas entradas e saídas do auditório. Neste aspecto, talvez se possa pensar num tipo de aproveitamento espacial diferente, fica a sugestão ;)

    Durante este tempo encontrei de novo a Ana-san, a quem devolvi o livro que ela me tinha emprestado anteriormente e mais outro que lhe ia emprestar (e que é muito interessante) e a Carolina², que me veio trazer mais exemplares do livro que escrevemos juntas enquanto trabalhávamos no Montijo. É um livro sobre os cães que habitavam o nosso Canil Municipal, para crianças (e para pessoas crescidas também), se o quiserem ler temos uma versão PDF e basta pedirem que a gente envia. =D

    Convidaram-me também para assistir a diversas actividades que decorriam no Auditório, mas eu estava em modo stand-by e quando estou neste modo nunca vou para muito longe do sítio onde tenho de estar.

    Entretanto, apareceu subitamente o júri fantástico que nos ia avaliar para o concurso. Expliquei-lhes com o máximo de detalhe possível, dentro do que me lembrei, como fiz o meu fato. A explicação completa estará no Cosplay Portfolio em breve, portanto se quiserem saber podem ir lá ver sempre que quiserem. :) Mas mais problemas se avizinham! Eu já sabia que íamos ser muito poucos concorrentes, entre dois e três. Eu esperava sinceramente que fôssemos só duas pessoas, porque assim ficaria em segundo lugar. Se fôssemos três, ficaria em último e era chato. Bem, isto não faz muito sentido, porque de qualquer das maneiras não era o primeiro prémio, mas na minha cabeça infantil estava a ser um dilema imenso! Para mais, foi feita a descoberta de que eu seria a primeira a actuar, o que ainda era pior porque dentro da minha ideia a performance teria mais efeito se fosse "no meio" em vez de "no início". Enfim, estava a dizer isto a toda a gente e toda a gente se ria e dizia que isto não fazia sentido. Não faz, mas estava a atrofiar a minha mente.

    Aquando da montagem do cenário, comecei a ver mais problemas. Os voluntários são sempre pessoas esforçadas, mas eu espalhava sinalefas sobre onde as coisas deveriam estar e não me estava a fazer compreender: "À frente! Não, o outro à frente! Atrás!" Visto agora, até tem a sua piada. :) Outros concorrentes e participantes do show não ficaram contentes com o trabalho voluntário, apesar de tudo, mas eu aceito que acontecem sempre erros. Comigo, foi tudo impecalóide!

    Agora, o skit. A Hota-chan fez uma gravação (podem ver os três sukitos no canal dela) que citarei aqui:


    Ora, o que queria eu dizer com este cosplay? A base está na minha personagem: o Kuranosuke é um homem que gosta de roupa feminina. Mas imaginemos que, para além desta concepção básica, existe mais alguma coisa para além da roupa? A minha ideia era falar um pouco da dor que as pessoas travestis, transgénero e transsexuais devem sentir. Eu não consigo imaginar, porque nunca passei por semelhante coisa, mas penso que deve ser muito difícil para estas pessoas terem uma concepção de si próprias e terem de a recusar para poderem ser aceites na sociedade. Assim, coloquei este "travesti" numa luta interior, sobre "quem devo ser: homem ou mulher", como se tivesse de recusar a sua verdadeira identidade (a feminina) para ser aceite e amado, embora isso lhe cause imenso sofrimento. Assim, o personagem retira os elementos que o identificam como mulher, a coroa, a peruca, a maquilhagem, mas apesar de tudo é um NÃO, uma recusa de ser homem, uma tristeza, uma dor. Acho que, apesar de um pequeno erro na marcação, consegui transmitir isso e muitas pessoas vieram dizer que gostaram muito do meu skit. Isso deixa-me muito feliz :)

    Quando voltei para o backstage, a minha maior vontade era tirar o fato. Estava cheia de calor e cheia de fome e sede e xixi, todas essas coisas que fazem os cosplayers sofrer. Mas disseram-me que não podia tirar o fato, pelo que decidi apenas refazer a minha maquilhagem (já que a especial tinha ficado estragada durante o skit) e pentear um pouco a peruca, que sofreu perturbações diversas. Então aguardei, em alegre cavaqueira com o resto do pessoal que lá estava, falando de skits, recomendando animes e por aí em diante. Quando nos chamaram para anunciar os prémios, muito (muito, muito) tempo depois, o meu maior desejo era que tudo acabasse para poder ir para casa, comer uma pizza - ainda estava com desejos - e fazer o maior dos ó-ós.

    E aqui aconteceu o totalmente inesperado. Anunciaram o prémio. E quando anunciaram quem ia a Inglaterra, representar Portugal na final do Eurocosplay... Disseram o meu nome!

    A reacção foi algo como:

    AGDABAGDSFGHAHAHAHAHAHAHA~ohmeudeustenhodefazerumfatoeagora~

    Nessa altura disse-me a Leonor Gracias, que era jurada também, que tinha de falar com a jurada Inês e que ia tudo correr bem e eu dei abraços a toda a gente e queria abraçar o público todo também, mas era muita gente e não dava e depois fui para dentro e abracei mais gente e gaaa e agora. 

    Cerca de cinco pessoas disseram-me a mesma coisa: "prepara-te para gastar muito dinheirinho" Tassbem, só preciso de arranjar trabalho até lá xD

    Assim que me desembaracei do açambarcamento que me dominava, fui ligar ao Qui. A conversa foi mais ou menos a seguinte:

    Eu: Nini, ganhei a cena, Nini, vou a Inglaterra, wtf, e agora, ohceus
    Pessoas à minha volta: AAAAH GANHASTE PARABÉNS *abraços e beijos*
    Qui: *ruídos incompreensíveis*
    Eu: Ligo-te mais tarde, beijos! =D

    E no meio desta alegria vi-me outra vez no palco a fazer uma dança bizarra e a dar abraços de grupo a mais gente, mas o público já se tinha ido todo embora, então não houve foto de grupo.

    Em torno da confusão, tirei o meu fato, o que me possibilitou respirar de alívio pela primeira vez desde que tinha acordado. Arrumei tudo e compreendi que tinha perdido o saco da peruca do Kuranosuke. Assim, meti-a no saco da peruca da Haruhi e esta foi assim à solta. Como é curta e lisa, não se embaraça com facilidade. Requisitei uma série de voluntários para me ajudarem a levar o cenário de volta ao carro. Ah, tinham-me roubado no Sábado um bocadinho do carro, uma das grades do seu focinho :( Afinal Telheiras não é tão seguro assim. Pelo caminho ia encontrando mais gente que me felicitava e abraçava e beijava e eu estava tão feliz mas também tão confusa e não sabia o que fazer. Depois voltei para falar às pessoas e ficámos todos contentes!

    Só cheguei a casa quase às nove, mas ainda fui buscar uma pizza, conforme desejava há imenso tempo. Afinal, acho que merecia uma celebração! =D

    Conclusão

    Foi um fim de semana muito cansativo. Eu não estava nada confiante com o que iria acontecer, mas afinal correu tudo ainda melhor do que eu estava à espera. Desejo dar parabéns a toda a gente, à organização, aos voluntários, às outras meninas concorrentes do Euro, aos concorrentes do concurso, ao pessoal do show... Bem, todas as pessoas que queiram ser felicitadas encontram aqui a sua felicitação. :) Momentos felizes são assim!

    Eu tinha pedido a máquina fotográfica emprestada à minha irmã, mas apesar de tudo não tirei muitas fotos. Não calhou, por uma razão ou outra. Mas as que tirei, ficam aqui! Obrigada a todos! =D







    Edit: Ah, sim! Eu já tenho duas ideias de coisas que posso fazer lá nas Inglaterras, mas vou precisar do apioi, conselhos e todas as coisas de toda a gente. Conto convosco, vamos fazer disto um espectáculo altamente traumático! =D
  • Sasami-san@Ganbaranai

    0
    Sasami-san@Ganbaranai
    Shinbou Akiyuki - Shaft
    Anime - 12 Episódios
    2013
    5 em 10

    Mais um dos animes da season para o qual eu tinha grandes expectativas. Mais um em que elas foram infundadas.

    Simplesmente porque a capacidade narrativa desta gente é inferior à do meu afilhado de 10 anos (que ontem estava a resumir um livro do Batman vs Poison Ivy, a Vilã Botânica). Ora então, Sasami é hikkikomori (pessoa fechada em casa a fazer nada da vida) e vigia o seu irmão. Passado um bocado já pertence a um templo, depois é deusa, depois é o raio que a parta. Entretanto temos três irmãs, uma grande comilona, uma que tem mísseis nas mamas e outra que tem poderes pouco claros. Que aparecem a fazer coisas, mas que não aparentam ter qualquer utilidade. Isto é difícil para mim. Eu sei que sou uma pessoa moderadamente limitada, mas a verdade é que eu não percebi o que se estava a passar e algum tempo depois quis deixar de tentar perceber. É a chamada "helplessness" da depressão. Uma pessoa deixa de querer saber.

    Mas eu esforço-me, por isso leio outras reviews. Com que então isto é a exploração do dever vs os objectivos pessoais, isto tem uma causa maior. Dizem eles. Eu acho que isto só seria genial se tudo não passasse da imaginação da Sasami, perturbada por estar fechada em casa sem fazer nenhum.

    Da mesma forma, a arte é inconsistente. Apesar de ter texturas e cores interessantes ao início, rapidamente se torna aborrecida. As cenas de acção são ilógicas e parecem-me um desperdício completo. O fanservice é despropositado e estúpido (a mim não me faz mossa nenhuma dizer que fanservice é estúpido, porque é verdade em quase todos os casos)

    Musicalmente, temos uma tentativa de humor meio forçada na ED e de resto nada de bom. Nem nada de mau.

    Vejam se quiserem, eu não sei o que fazer disto. Referências a Haruhi, woohoo, que avant-garde que nós somos!
  • Como sobreviver ao apocalipse zombie

    0
    É sempre necessário um guia para o caso do holocausto zombie acontecer. Para todos os efeitos, fica aqui um pequeno guia que escrevi para ajudar um moço que está a fazer um vídeo.

    Devo dizer que podem seguir os meus conselhos, pois sou muito experiente no que respeita a sobreviver a apocalipses, tendo já sobrevivido a diversos, como o da Bíblia, o alien, o da chuva e o exame de anatomia.

    Há três pontos essenciais para sobreviver a qualquer tipo de apocalipse: alimento, medicamentos e armas. Assim, sugiro que em primeiro se obtenha um conjunto de armas. Como os zombies nos comem se nos aproximarmos deles, armas de fogo e de arremesso são ideias, tal como armas longas, como lanças ou machados ou lança chamas. Depois sugiro que se assalte uma farmácia para obter um conjunto de medicamentos gerais, . Finalmente, sugiro que se monte o acampamento dentro de um supermercado. Uma outra opção será fugir para as montanhas, levando sempre a arma e os medicamentos e comer o que a terra nos dá. Caso decidamos lutar contra os zombies, sugiro que se metam alguns estimulantes da mente, como branca, speeds, PCP, ritalina ou outros, se bem que o confronto directo deve ser evitado.
    Ah sim, é importante também arranjar um grupo, de preferência um grupo de gente forte (Chuck Norris e Steven Seagal são boas opções), com um líder que, mesmo não sendo carismático, seja confiante e inspire segurança. A tua sobrevivência irá depender deste grupo e este grupo provavelmente será aquele dos surfistas e funkeiros que todos detestam, pois são fisicamente mais aptos do que gente que fica a olhar para um computador o dia inteiro. A inteligência só se mostrará vantajosa nos momentos de planear fugas ou montar emboscadas, por isso talvez seja útil ter no grupo um caçador. Um médico também é importante ter no grupo, assim como uma pessoa que entenda de armas. Dá-se preferência a pessoas com jeito de mãos (que façam carpintaria. Ou cosplay!) para poderem construir abrigos, barcos ou armas que poderão ser necessários caso se tenha de fugir. Convém que uma pessoa esteja informada sobre a natureza e seus ciclos, para poder fazer previsões metereológicas, encontrar o caminho dentro de uma floresta ou identificar cogumelos venenosos. Eu pessoalmente, como veterinária, considero-me útil porque sei medicina. Tentem encontrar alguma utilidade, ou as suas vidas serão inúteis perante um cenário de holocausto zombie.
    E um outro detalhe: ao fugirem das vossas casas, levem apenas o essencial. Alguma comida, uma garrafinha de água e o colar de ouro do vosso baptizado serão suficientes. Não é para levar a colecção de manga de Death Note, nem a action figure de Haruhi, nem a colecção de DVDs de Bleach. Usem roupa prática, recordem que vai estar frio e que, por isso, a vossa t-shirt de Metallica não é o mais indicado. Para as moças, evitem os saltos altos, pois os zombies não ligam ao sexy .
    Fica aqui um tutorial de como fazer uma lança, arma sempre útil pela sua longitude e capacidade de arremesso: http://www.wikihow.com/Make-a-Spear
    Fica também um guia para armas improvisadas. Algumas não são muito úteis porque exigem muita proximidade com o zombie, mas outras são bastante interessantes: http://www.baixakijogos.com.br/xbox-360/dead-rising-2/dicas/62195


    Mais detalhes obtidos numa conversa de Facebook:


    oi obg mesmo pelas dicas
    to vendo um video de um japa, com demonstrações de como customisar armas
    tipo pé de cabra

    essa parte ja n sei, a unica arma que eu tenho é um bisturi xD

    kk

    tenho umas serras electricas na casa do meu pai, though xD

    kkkkkkkkk
    vou fz em etapas
    1° como se abrigar e conseguir coisas

    tu tens de fugir para onde nao haja zombies

    2° como sobreviver sozinho

    para o meio da amazónia, ou assim

    mais tem vezes q tipo vc tem q arranjar o lugar que der
    maggina morando em sao paulo sozinho
    pra chegar na amazonia
    dificil
    dai ja vi dicas que vc tem que arranjar um predio abandonado
    igual a ideia central de um jogo q esqueci o nm

    é seguro estar num sítio alto, até porque podes atirar de cima
    mas depois ficas ilhado
    e n podes sair para arranjar comida

    tmb pensei nisso
    por isso cidade gande seria recomendado, num predio ou shopping
    campo de futebol
    pra ser bem aberto
    e vc enchergar os zombies

    ai n tens sitio onde te proteger, se te acabam as muniçoes

    neh
    pra grupos é bom ter uma mini vã pra levar tds juntos
    mais pra sozinho é bom ter uma moto
    ou um grupo com motos
    pois desloca facilmente numa rodovia com milhares de carros ilhados

    sim, mas ai n podes carregar muitas coisas
    depois pelo caminho podes n encontrar lojas de conveniencia
    tambem convem levar um extra de gasolina
    talvez o ideal seja ir a uma base aérea primeiro
    e roubar um helicoptero

    boa

    assim podes fugir para um sitio sem zombies

    vdd

    a zombice propaga-se por contacto, por isso se fores para o outro lado do oceano tas safo
    os outros paises irao tomar medidas para evitar que os zombies passem para eles
    cortando relaçoes comerciais

    vc que entende de medicina

    assim n podem vir de barco

    na hora de invadir uma farmacia, e pegar remedios, quais sao os de maior prioridade ?

    antipiretico, antitussico, codeina, antibioticos diversos (penicilina, amoxicilina com ácido clavulanico, enrofloxacina), anti-diarreico, laevolac, carvão activado
    se calhar tambem se deve assaltar um hospital para trazer anestesico fixo
    caso alguem fique muito ferido

    tipo n por nome medicinal, saka,
    tipo pra dor de ...
    pra ...

    o antipiretico é para a febre, antitussico para a tosse, codeina tira as dores, antibiotico é antibiótico, anti-diarreico é para diarreia, laevolac é para prisão de ventre, carvão activado é para envenenamentos

    opa obg

    parece-me assim as coisas essenciais

    ok
    e gases, curativos e algodao tmb coloco na lista neh ?

    ah sim
    tras fita adesiva e compressas, e betadine pomada, e álcool
    e éter!

    ok

    e antibiotico em pomada, tipo bacitracina

    vlw
    XD
    se caso a pessoa for mordida, o que ela deve fazer para evitar a regeneraçao do virus ?

    n sei, amputar?

    ok
    foi o q eu imaginei e.e
    e se a pessoa levar um tiro

    mas depende de como o virus funciona, como ele n existe na realidade nao ha estudos para documentar xD
    se a pessoa levar um tiro tem de se contactar um cirurgiao
    porque tem de se extrair a bala
    e se ela estiver num vaso sanguineo a pessoa sangra ate a morte
    se estiver enfiada no baço ou assim é preciso coser o baço tambem

    mais tipo se ele estiver sozinho

    tem de correr o risco
    tentar tirar a bala

    ok

    estancar a hemorragia
    pode tentar coser-se
    de resto, fazer garrote

    ok
    o que seria coser ?

    com agulha e linha
    (de sutura, de preferencia, mas normal tambem da que ja vi fazer em vacas)

    ah sutura

    passei o guia que coloquei na foto para o meu blog, agora vou copiar esta conversa tambem xD

    ATENÇÃO. FICA AQUI O EXEMPLO DO QUE FAZEM OS ZOMBIES! PROTEJAM-SE!

     

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