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  • Starship Troopers

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    Starship Troopers
    Paul Verhoeven
    1997
    Filme
    5 em 10
    Falámos neste mesmo espaço, anteriormente, do livro que serviu de inspiração para este filme. Senti que foi uma adaptação muito fraca, na medida em que o livro retrata precisamente o que é estar em guerra e qual o horror de ser um soldado, coisa que não acontece com a película. Assim, o sentido primordial da narrativa perdeu-se.

    A humanidade está em guerra com insectos gigantes destruidores. Com uma motivação pouco clara, um rapaz sem grande talento para nada junta-se às tropas terrestres. O filme faz com que esta guerra perca o sentido para um grande plano global para a dominação da sociedade, através da televisão e de anúncios estranhos. A extrema motivação dos soldados parece não fazer sentido, pois os actores não demonstram mais que isso, isto é, não têm um matiz de sentimentos variados.

    Custou-me também muito ver as maldades que fizeram à carraça gigante, com os seus muitos olhinhos plenos de medo e ansiedade. O filme faz da humanidade o "mau da fita", pelo que a ironia da motivação dos soldados perante isto se torna muito estranha.

    No entanto, os efeitos práticos e especiais são fabulosos. Assim, acho que vale a pena ver de todos os modos.
  • Starship Troopers

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    Starship Troopers
    Robert A. Heinlein
    1959
    Ficção Científica

    Há quanto tempo não pegava no meu Kobo? Foi tempo de lhe dar uma ensaboadela e começar a ler um pouco de ficção-científica, para variar ligeiramente da literatura clássica. :)

    Tudo o que eu sabia sobre Starship Troopers é que deu um filme de Série B e que tinha baratas gigantes. Será que eu ia conseguir ler o livro até ao fim? Na verdade, tornou-se uma experiência bastante diferente daquilo que estava à espera. De certo modo, a parte me que mais me surpreendeu foi o facto de ter sido escrito em 59 e ter tantos conceitos revolucionários para a época.

    Mas no fundo, podemos encarar este livro como uma espécie de spot publicitário para o recrutamento militar. Num universo futuro, em que as pessoas não são livres de votar se não tiverem servido no exército e em que se lutam frequentes guerras espaciais, um jovem recruta-se por mero acidente. O livro relata o seu caminho enquanto cadete e, depois, como soldado e a forma como acaba por encontrar sucesso. Tudo isto povoado por grandes diálogos e debates com professores que demonstram o quanto a guerra é uma coisa excelente.

    O que não me parece ser uma coisa muito moralizante para qualquer época.

    No fundo, o livro é um retrato das opiniões do autor sobre aquilo que seria o seu mundo utópico. São ideias extraordinárias para a época, mas ainda assim não posso dizer que concorde com elas. O tema da ficção científica acaba por ser um pouco paralelo, já que as partes que nutrem mais interesse são aquelas passadas no universo dito "normal", enquanto que todas as cenas relativas aos aracnídeos (as tais baratas gigantes) acabam por se tornar desnecessárias e um pouco cansativas.

    No entanto, é um livro extraordinário para a sua época e para qualquer pessoa que aprecie o facto de se matarem outras pessoas de forma legal e organizada.

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