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  • Atom: The Beginning

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    Atom: The Beginning
    Tatsuo Satou - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2017
    6 em 10


    Na falta do meu clube habitual, que fechou portas recentemente, comecei a participar num jogo novo. O primeiro anime que calhou ver foi este.

    Trata-se de um espécie de prequela ao famoso Astro Boy de Osamu Tezuka, falando-nos da vida passada dos cientistas que o criaram e da sua criação do momento. É um anime divertido, em ambiente escolar/universitário, em que cada episódio nos mostra uma aventura diferente deste robot e dos seus criadores, muitas vezes com traços de slice of life e outras um pouco infantis.

    Apesar disso, o anime consegue trazer um pouco da filosofia do autor original no debate entre robots dos últimos episódios, em que no fundo eles discutem a sua utilidade, a sua vida, e a sua capacidade de auto-desruição.

    Não recomendaria este anime, mas para fãs de Tezuka pode ser mais um complemento às suas histórias.

  • Comandante Serralves: Expansão

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    Comandante Serralves - Expansão
    Vários
    2018
    Contos


    Apesar de conhecer pouco sobre o universo do Comandante Serralves, fiquei feliz quando ganhei este livro na rifa do Festival Contacto, no qual fui voluntária. Esta história, um projecto da Editora Imaginauta, está em constante desenvolvimento, e este conjunto de contos explora um pouco mais esse universo.

    Assim, fiquei a aprender mais sobre como funciona alguma desta tecnologia futura e a razão pela qual existe um grupo de guerrilha armado nesta luta interplanetária. No entanto, apenas pela explicação do conto, não me parece uma ditadura assim tão grave para causar a infelicidade geral. Terei de explorar mais.

    Em termos editoriais, é um livro pequenino, jeitoso e cheiroso. Deixei-o na Biblioteca Livre da Quinta das Conchas para novos leitores.

  • Contacto

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    Contacto
    Carl Sagan
    1985
    Ficção Científica


    Quão bem sabe ler ficção científica escrita por uma pessoa que é mesmo cientista?

    Contacto conta-nos mais do que a história deste "contacto" entre humanos e alienígenas. Conta-nos sobre o que é o mundo académico e científico, da luta pela aceitação das mulheres neste meio, e sobre a competitividade entre cientistas. Com um conjunto de personagens inesquecíveis e altamente caracterizadas, Carl Sagan mostra-nos mais do que uma história de aliens.

    Existe todo um debate sobre o sentido do contacto e o sentido da Mensagem, e em como estes se opõem ao conceito do divino conforme o conhecemos. No final, este debate é elevado ao estado de incredulidade, o que não só é altamente realista como muito curioso.

    Para além disso, o livro está realmente muito bem escrito.

    Recomendo!

  • Dune

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    Dune
    Dennis Villeneuve
    2021
    Filme
    8 em 10

    Fomos ver este épico da ficção científica na nossa última incursão ao cinema. E devo dizer que valeu muito a pena ver isto no ecrã poderoso, com o som Atmos a penetrar-nos os sentidos em todas as direcções.

    Confesso que ao início estava muito receosa, porque o trailer parecia extremamente diferente dos conceitos principais do livro. Na verdade, o trailer parecia algo mais próximo de uma guerra civil heróica e de valores de esquerda, do que a tragédia épica e filosófica que Frank Herbert nos deu. No entanto, o trailer engana: este filme é uma adaptação correcta do livro, que deixando de fora alguns detalhes, tem o cuidado de incluir todos os elementos essenciais.

    Gostei imenso desta interpretação, da arquitectura, do design da tecnologia, de todo o ambiente. Até do sandworm, de que não tinha gostado nada no trailer! E estes aspectos visuais, para mim, eram o mais importante, mais do que as interpretações.

    Assim, fiquei muito satisfeita com este filme, e estou ansiosa pela segunda parte!

  • Predador 2

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    Predador 2
    Stephen Hopkins
    1990
    Filme
    5 em 10
    Sempre tive medo de ver o filme do Predador, qualquer um deles, porque tenho medo de filmes de terror. Mas afinal este não é um filme de terror, mas um filme de acção puro e duro que não mete medo nenhum.

    Os predadores são criaturas alienígenas que caçam outras espécies. São basicamente invencíveis e, desta feita, há um à solta em Nova Yorque. O predador é a grande estrela do filme e é fantástico o trabalho de caracterização, porque ele é mesmo feio. Gostei imenso do lore à volta da criatura e de como esta tem um certo sentido de justiça, por muito estranho que pareça.

    Agora, achei bastante bizarro que os predadores tenham vindo à Terra caçar um bicho tão fraco como o ser humano, quando caçam o Alien e tudo. Por isso, toda a narrativa à volta dos seres humanos é muito pouco interessante, sobretudo porque as personagens não são menos que absolutamente irritantes em todos os aspectos.

    Por isso, é um clássico mas, mais uma vez, um filme absolutamente mediano.
  • Argento Soma

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    Argento Soma
    Katayama Kazuyoshi - Sunrise
    Anime - 25 Episódios + 1 Special
    2000
    6 em 10
    Gostei logo desta série assim que a comecei a ver. Há algum tempo que não via nada com o estilo do início dos 00s, ainda por cima uma boa ficção científica com mechas. No entanto, à medida que o anime ia avançando, comecei a perceber porque tem uma classificação tão má pela parte do público.

    Se ao início o anime era misterioso e melancólico, foi progredindo para cenas de acção pouco claras e divagações políticas ainda menos esclarecedoras. A mudança do design do personagem principal tornou-o um pouco ridículo, assim como a sua motivação, que se manteve próxima do básico durante toda a série.
     
    O anime fala de uma invasão de aliens, defendida por pilotos de mechas de inspiração alienígena e por um mutante estranho. Ora, quando se descobre a identidade desta criatura, a série perde imediatamente todo o fascínio que estava implicado neste mistério.
     
    Também a animação não é especialmente boa, com um pouco valor de produção, erros de anatomia frequentes e designs, tanto de aliens como de mechas, confusos e pouco inspirados.
     
    Ainda assim soube-me bem ver uma série diferente do habitual.

  • Ghostbusters

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    Ghostbusters
    Ivan Reitman
    1984
    Filme
    5 em 10
    Apesar de os Caça-Fantasmas ser um filme divertidíssimo e com efeitos especiais revolucionários para a época, existem muitos elementos que me impedem de lhe dar uma nota mais positiva.

    Para começar, não temos um conjunto de personagens convincente: todos têm atitudes erráticas, simplistas e apenas dicotómicas, o que torna o filme numa mera sucessão de efeitos especiais e pouco mais. Depois, a história do fantasma principal é pouco clara, mal desenvolvida e bastante confusa.

    Os actores parecem estar ali apenas a assinar os seus cheques, sem fazerem o mínimo esforço para tornar as suas personagens convincentes.

    Ainda assim, é um clássico de que gostei imenso, nem que seja pela sua inocência.
  • Mundos Sem Fim

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    Mundos Sem Fim
    Clifford D. Simak
    1964
    Contos
    Quando estive no Fórum Fantástico comprei uma caixa surpresa da editora Imaginauta que tinha um livro secreto para descobrir. "Mundos Sem Fim" era esse livro e foi uma leitura surpreendentemente boa!
     
    O livro tem três contos, todos eles muito originais e únicos. O primeiro fala sobre uma espécie de fábrica de sonhos, que as pessoas desse universo podem usar para viver durante centenas de anos sonhando o sonho que quiserem. É um conto de aventura e mistério, cheio de intensidade, em que elementos do mundo que conhecemos se misturam para criar um universo completamente original.
     
    O segundo conto, talvez o meu preferido, fala sobre um homem que viaja para um planeta em busca de um pintor que se exilou. É um exercício sobre a partilha da linguagem e sobre a simplicidade intrínseca na arte. É um conto comovente e muito belo.
     
    Finalmente, o terceiro fala-nos de um futuro em que todas as cidades terminaram e todos vivem em autocaravanas. Com muito humor, acompanhamos a viagem de um homem de conhecimento e ciência que se vê idoso num mundo completamente diferente. As imagens são melancólicas e muito bonitas, sendo quase uma roadtrip à Americana mas sem todas as aventuras.
     
    Gostei imenso deste livro!

  • Macross Plus Movie Edition

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    Macross Plus Movie Edition
    Kawamori Shoji - Triangle Staff
    Anime - Filme
    1995
    7 em 10
    Olá gente da minha terra! Como estão? Há muito tempo que não vos deixava nenhum comentário abstruso sobre algum tipo de media da cultura pop... Foram as férias e tal... Mas agora estou de volta e vamos bombar com uma série de coisas que foram vistas, lidas e curtidas durante todo o mês de Agosto e alguma parte deste Setembro. :)

    Vamos começar pela versão de filme condensado de Macross Plus, um dos Macrosses que já tinha visto há muito tempo. Trata-se de um filme de aventura com um misto de ficção científica e aviões que se transformam em mecha. Dois pilotos descobrem um mistério relacionado com uma antiga amiga, que é a manager de uma grande estrela pop virtual. No processo, redescobrirão a sua nova amizade e o poder do amor.

    Apesar de a história ser um pouco simples e de não insistir muito nas partes mais chocantes, este filme compensa pela sua animação revolucionária. Com cenas de acção aérea de cortar a respiração, é também um dos primeiros filmes a utilizar as imagens 3D geradas por computador para criar uma série de efeitos visuais espectaculares. Também os designs dos cenários e das personagens são memoráveis.

    Também a música é um elemento que fica para a história. Com uma banda sonora composta por muitas canções, este filme tem toda uma estética própria na mistura das imagens com os efeitos sonoros.

    Apesar de não ser grande fã de Macross, este filme deixou-me bastante feliz.
  • Planet With

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    Planet With
    Suzuki Youhei - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2018
    5 em 10

    Um daqueles animes que J.C. Staff faz por razões que nos transcendem. Um anime estranho e um pouco assustador, que nos deixa a pensar mas que, ainda assim, não deixa de ter algumas falhas.

    Este anime fala sobre robots que lutam contra aliens e que lutam contra outros robots, na tentativa de salvar o planeta Terra de uma invasão de outros planetas. A história é muito simples e já a vimos muitas vezes, assim como as personagens e o seu desenvolvimento. Em termos narrativos não existe nada de verdadeiramente original, excepto a forma como a história está contada.

    Se ao início temos um anime assustador, com designs bizarros e oriundos de um qualquer pesadelo, o autor consegue construir a narrativa de forma progressivamente mais evidente, mantendo sempre o mistério até ao fim. Tem também um toque de humor, por vezes inadequado.

    A animação, apesar do estúdio poderoso que está por trás dela, é muito pouco detalhada, com recurso a objectos digitais demasiado evidentes e que estragam um pouco o prazer da visualização. O mesmo acontece com a música, que pode parecer desadequada a maior parte do tempo.

    Este anime é uma espécie de ovelha negra da season, mas se calhar até foi o que gostei mais.



  • Sci-Fi Lx 2018

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    Sci-Fi Lx 2018
    Evento
    Este era um dos eventos de cultura geek que, apesar de já existir há algum tempo, nunca tinha conseguido visitar. Trabalho, outros eventos, coisinhas, coisinhas sempre me tinham impedido de lá ir. Mas queria muito. Então guardei o fim de semana! =D
     
    Fui apenas no Domingo à tarde. A minha intenção inicial era ir aos dois dias e assistira a imensos workshops e palestras mas a verdade evidente é que não aconteceu. Havia imensas coisas giras para ver, desde workshops de literatura (como matar personagens? Eu preciso de saber isto!) a sessões iniciáticas à impressão 3D, passando por alguns temas que terão dado, certamente, debates interessantíssimos.
     
    Mas ocorreu-se que não vi nada. Boo para mim.
     
    Levando a minha nova obra prima, um vestido com um cão girino, nome científico Gatus gatus estragadus, apresentei-me plena da energia de uma pessoa com grande talento para o estacionamento paralelo. Com isso dentro de mim, atravessei todo o jardim inicial do Instituto Superior Técnico, questionando-me avidamente sobre onde raios seria o edifício certo. Caminhando debaixo do sol de Julho, embora com alguns estratos, encontrei isto:


    Good Omens, dizem eles.

    Afinal, o edifício que procurava era o que estava mesmo à minha frente.

    Organizado de uma forma circular, este evento é um carrossel de bancas das mais variadas formas e feitios. Muita literatura por onde escolher, tanta que nem fui capaz de o fazer! Por mim, todos! Queria todos! Então não trouxe nenhum. Arte muito interessante, num nível de profissionalismo que é raro noutros eventos. Os artistas (que são bons artistas), tinham até telas com temas ciber-surrealistas ou sobre esse rural bucólico que é o da fantasia clássica. Pelo caminho aproveitei para ver algumas queridas pessoas, a quem sempre me dá grande gosto conversar.

    Tive também a sorte de falar com outras pessoas, nomeadamente o professor que se sentou comigo a mostrar-me modelagem 3D para crianças (uma arte fascinante que, afinal, parece bem simples!) e o representante de uma editora que organiza concursos em que gosto de participar. Eles foram os organizadores da maior parte (se não todos?) os workshops literários, pelo que gostaria de os encontrar mais vezes nestas andanças. ;)







    Cosplay, esse, muito pouco representado. Agora, uma confissão: eu era para ir de cosplay. Estava há cerca de dois meses a trabalhar num cosplay simples e confortável que - para mim - tinha tudo a ver com este evento. Era a Mamiya de Hokuto no Ken! =D Mas não o consegui acabar, faltam só as ilhoses, as peças de armadura e o yoyo! Fica agora para um evento futuro, quem sabe?


    Mas adiante. Cosplay, esse, muito pouco representado. Apesar de estarem a fazer um cosplay ao vivo durante o evento, o que é uma coisa muito gira de se ver, só encontrei estas pessoas.

    SOIS AS MÁIORES



    Este é de bónus

     Foi um evento simples, muito agradável e sinceramente relaxante. Adoraria tê-lo aproveitado melhor e espero que, para o ano, o possa fazer! Esta estrutura de evento começa a perder-se um pouco, no meio de grandes ecrãs com estrelas que dançam. Mas é neste tipo de evento que as pessoas acabam por poder recolher-se um pouco da histeria colectiva e aproveitar o serviço educativo que esta comunidade, sempre (e espero que cada vez mais) nos tenta oferecer.
    Até para o ano!
  • Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith

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    Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith
    George Lucas
    2005
    Filme
    6 em 10

    E assim termina a minha educação no universo cinemático da Guerra das Estrelas! =D

    Este filme é sinceramente melhor do que os anteriores. Agora temos um Anakin mais ou menos adulto, uma Padme secretamente grávida e um Obi Wan mestre Jedi. É finalmente a fase em que o poderoso mas muito infantil (ainda) Anakin é tentado pelo lado negro da força. Claro que a revelação de quem é o mestre Sith é muito previsível, mas enfim, deixem estar.

    Este é um filme que permitiria um desenvolvimento imenso do personagem de Anakin não fosse a qualidade do actor ser tão terrível. Ele transmite a sensação de que os terrores que acontecem ao personagem são apenas fitas e birras, com lágrimas e gritos, de uma criança mal comportada. E isto é uma pena, porque havia aqui um real potencial para termos um filme brilhante.

    Os efeitos especiais também estão um pouco melhores e mais realistas, com um orçamento muit equilibrado ao longo de todo o filme. Muito infeliz é a utilização de efeitos de transição saídos de um Power Point primário em todas (todas!) as cenas. Temos tudo, desde o rodopio contra relógio até ao efeito persiana. Simplesmente não consegui deixar de dar atenção a isso!

    Mas enfim, agora finalmente vi todos os filmes de Star Wars. Já sou fixe agora? ;p
  • Star Wars - Episode II: Attack of the Clones

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    Star Wars - Episode II: Attack of the Clones
    George Lucas
    2002
    Filme
    5 em 10

    Vamos ao episódio II da Guerra das Estrelas

    Passou-se algum tempo. Anakin agora é um rapaz crescido, Padme é senadora, Obi-Wan está na dele. O primeiro é enviado para tomar conta da segunda e apaixonam-se. O outro pobre triste é enviado para descobrir coisas. Descobrem que há um exército de clones.

    Este episódio é ligeiramente melhor que o anterior, nem que seja pelo facto de o Jar Jar Brinks falar muito poucas vezes. Mas tem aqui uma aura de filme dirigido a uma adolescência obsoleta que fica mal e irrita. A história de amor está muito mal contextualizada e os personagens não são realistas dentro delas. No fundo, não se entende sequer porque é que eles se esforçam por dar conteúdo a este conjunto de pessoas, porque não há volta a dar: estes actores não permitem que se possa levar a sério o que os personagens estão a fazer.

    Assim, o filme tem uma grande componente de novela que não era de todo necessária. As cenas de acção aparecem pelo meio, mas pouco mais nos é oferecido. Mais interesse tem a aventura de Obi Wan no mundo dos clones e as descobertas que vai fazendo. A batalha final está bastante bem feita.

    Nota para o guarda roupa de Padme: se no primeiro filme era altamente complexo, verdadeira alta-costura de rainhas e princesas, aqui encontra-se um pouco mais prático mas igualmente fascinante.

    E assim me aproximei mais um passo de ser uma geek verdadeira.
  • Star Wars - Episode I: The Phantom Menace

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    Star Wars - Episode I: The Phantom Menace
    George Lucas
    1999
    Filme
    3 em 10

    Aghora que já vi quase todos os filmes de Star Wars, pareceu-nos necessário começar a ver a série de prequelas feitas no início do milénio. Foi com grande horror que assisti a um dos piores filmes de sempre e, provavelmente, ao pior da saga. Como este filme existe é algo que me ultrapassa.

    Vamos conhecer os primeiros dramas, entre uma tal federação e um mundo político dominado pelas crenças Jedi, que estão muito bem organizadas. Tentando salvar a rainha Padme, cujo planeta estaria a ser invadido por razões que não chegam bem a ser esclarecidas, dois Jedi acabam por se encontrar num planeta desértico em busca de peças para a sua avioneta. Lá conhecem um miúdo que bem merecia levar umas nalgadas e que se chama Anakin Skywalker.

    Mas o pior disto tudo é que todos os momentos, todos, sem excepção, em todas as ocasiões, desde as cómicas, às mais sérias, passando por cenas que são simplesmente circular de um lado para o outr... Isto é, em todas as ocasiões há um bicho horroroso, mal feito e irritante que interrompe. O seu nome ficará para os anais da história como o comic-relief mais exasperante da história do cinema: Jar Jar Brinks.

    Fora isso o filme é mau. Os efeitos especiais são contemporâneos de uma playstation e todos eles se assemelham de forma que não pode ser uma coincidência de jogos da referida consola. Desde as plataformas até às corridas de "carros", temos aqui uma grande homenagem aos jogos que fizeram as delícias da criançada da época. Excepto que nos jogos propriamente ditos os efeitos, animação, som e tudo o resto são melhores.

    Até as lutas, muito emocionantes, estão coreografadas de tal forma que nos parece que estes Jedi estão a ter lutas de sabre-de-luz contra o saco do pão pendurado no gradeamento da casa da avó.

    A única coisa moderadamente boa é a banda sonora. Mas podíamos ter Mozart feito homem outra vez a dirigir uma orquestra com esta banda sonora que nada salvaria o filme.

    Portanto, queimem-no. Mandem-no para o espaço. Qualquer coisa para salvar os inocentes que ainda não o viram. Porque, no meu caso, já não pode ser desvisto.
  • Star Wars - Episode VIII: The Last Jedi

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    Star Wars - Episode VIII: The Last Jedi
    Rian Johnson
    Filme
    2017
    7 em 10

    Fomos à sessão da meia noite ver o Star Wars! Não conseguimos aguentar mais o risco de apanhar com um spoiler... Foi um filme muito giro! Aviso desde já, falando nos spoilers, que este post os pode conter em grande número: são coisas sobre as quais preciso de falar.

    Nesta fase da história, Rey foi em busca de Luke Skywalker e a Resistência está cercada. O filme fala-nos, então, sobre a descoberta da primeira enquanto mediadora da Força (não necessariamente Jedi) e sobre as várias tentativas de fuga da Resistência aos ataques da Primeira Ordem. Temos a introdução de novos personagens e um grande desenvolvimento de personagens anteriores, nomeadamente Flinn.

    O filme é muito divertido, dando-nos algumas piadas intercaladas com situações mais sérias. Rey forma uma ligação muito forte com Kylo Ren e é nessa exploração que descobrimos novos usos da Força que não tinham sido revelados anteriormente em filmes (mas, segundo consta, já eram utilizados na BD e nos desenhos animados). Sei que grande maioria do público não ficou agradada com estas diferenças, mas a verdade é que me parecem necessárias, para estabelecer esta nova série de filmes como algo puramente diferente, em vez de ser apenas mais uma reciclagem. Também os acontecimentos relativos a Leya fazem todo o sentido para mim: afinal, sendo ela uma Skywalker será certamente sensível à força, se bem de formas diferentes (por exemplo, será que inerentemente ela a utilizava como forma de diplomacia?), sendo o acontecimento deste filme a utilização mais básica do poder. Não será a autopreservação a forma mais básica de utilizar a Força?

    Paisagens e novas criaturas são feitas com todo o cuidado e com um detalhe que resulta muito bem em termos visuais. As cenas do casino são de um excelente uso de CG e o planeta dos metais tem uma paisagem absolutamente fascinante.

    Para mim, o problema principal do filme foi o seu tamanho. As cenas de acção, apesar de muito bem feitas, sucedem-se a velocidade vertiginosa, sendo que a maior parte delas é inconsequente, pois a Resistência nunca consegue escapar e está sempre em problemas. Poderiam ter cortado grande parte desta "palha" e a conclusão do filme seria a mesma. Por outro lado, foi bom que não houvesse uma grande insistência na relação entre Rey e Kylo Ren, ainda mantendo o mistério sobre qual a origem daquela, sendo dado mais ênfase aos outros personagens.

    Gostei muito do filme e estou ansiosa por ver como se conclui. Mais alguém reparou na vassoura!? =D
  • Figure 17: Tsubasa and Hikaru

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    Figure 17: Tsubasa and Hikaru
    Takahashi Naohito - OLM
    Anime - 13 Episódios
    2001
    6 em 10
     
    Há algum tempo que não via nenhum anime desta época. Apesar de não ser o meu estilo preferido, temos e admitir que no final dos 90s, início de 00s, era aparente que as pessoas se dedicavam mais à história e ao desenvolvimento de personagem que ao aspecto das coisas.

    Tsubasa é uma menina que se mudou para Hokkaido e que não tem muitos amigos. Um dia, vê um alienígena a lutar contra um monstro, sendo que um dos elementos dele se junta a ela para formar a "Figure 17", uma entidade poderosa que poderá lugar contra os inimigos. O elemento transforma-se em Hikaru, uma gémea que a ensinará a viver uma nova vida social em pleno.

    O anime é muito interessante precisamente por causa destas partes slice of life em que Tsubasa e Hikaru criam uma relação fraterna e, juntas, conseguem ultrapassar os obstáculos da vida diária de uma criança de dez anos. Os personagens são muito realistas e têm muito de humano dentro deles, sendo que as situações também nos transmitem uma sensação de realidade e ligação à terra que é rara em anime.

    As secções de ficção científica acabam, então, por aparecer mais como um doce para o visionante, com boas cenas de animação e boas coreografias, sendo que o pouco que é esclarecido sobre a situação dos alienígenas acaba por ficar um pouco atrás das coisas que realmente são verdadeiras.

    Temos uma banda sonora adequada. Os cenários são pouco detalhados, mas existe um cuidado a fazer os montros com uma anatomia plausível. Quanto à animação, como digo, temos momentos de batalha muito bons.

    Um anime que me deu gosto ver. :)

  • Metro 2033

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    Metro 2033
    Dmitry Glukhovsky
    2005
    Pós-Apocalíptico

    Ganhei este livro na ida Convenção do BookCrossing de há uns anos atrás e o Qui ficou com ele. Li-o nos Açores. :) Só agora, quando estava à procura dos dados para por no blog, descobri que se trata de um franchising enorme e que até tem um jogo de vídeo!

    É um livro muito interessante, apesar de ter várias pequenas falhas que deixam que pensar. Em 2033 a humanidade vive reduzida ao metro de Moscovo, deivdo a um desastre nuclear que destruiu quase toda a vida à superfície. Quando na estação de VKNYh começam a aparecer seres estranhos e muito maléficos, um jovem - Aryon - tem de viajar por todas as linhas de metro de forma a salvar o que resta da humanidade.

    Mas este metro está organizado numa sociedade em miniatura e existem todos os tipos de ideologias e crenças, que muitas vezes são incompatíveis umas com as outras. Assim,t emos uma estação de neonazis em oposição a uma Linha Vermelha comunista. E depois, o perigo da superfície, onde vivem monstros mutantes horrendos e muito perigosos.

    No entanto, algumas coisas ficam por explicar. Por exemplo, como se livram dos dejectos. Que é da outra fauna urbana sem ser os ratos. Como é que as luzes de emergência continuam a funcionar. Onde é que arranjam roupa. E assim por diante. São pequenos detalhes da construção do universo que, se esclarecidos, o tornariam muito mais rico.

    De resto, é uma leitura simples, rápida e muito cativante. O final foi um pouco forçado e, sendo imprevisível, seria escusada a "revisão da matéria dada" no último capítulo.

    É um livro que não alimenta nada, mas que é muito divertido!
  • A Mosca

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    A Mosca
    David Cronenberg
    Filme
    1986
    6 em 10

    Sabendo em toda a perfeição que eu tenho pânico de filmes de terror, o Qui decidiu que haveríamos de ver este, que se trata de um dos seus filmes preferidos. Considerando que passei a maior parte do filme aos gritos, cheia de medo, não lhe posso dar uma nota superior em termos pessoais. Mas existem muitas coisas neste filme que estão muito bem feitas e delas falaremos.

    Um cientista mostra a uma nova amiga a sua mais recente invenção: uma máquina de teletransporte. Um dia, para provar que consegue transportar matéria orgânica, teletransporta-se a si próprio. Não reparou que, juntamente com ele, foi transportada uma mosca que acidentalmente entrara no mecanismo. E assim começa a sua transformação.

    Apesar de a história de amor ser muito emocionante, pareceu-me que se desenvolveu demasiado rápido para ser realista. Os personagens não são especialmente convincentes na sua concepção, apesar de os actores fazerem um bom trabalho com o pouco que tinham. Após a aplicação de maquilhagem, temos um jogo de olhares, mais que diálogo, que transmite muito do que estes personagens possam estar a sentir.

    Falando em maquilhagem, deve dizer-se que é absolutamente grostesca. Num bom sentido, claro. A transformação é um horror e conseguimos perceber o desespero destas pessoas perante a situação.

    Apesar destes pontos positivos, foi um filme que me aterrorizou. Nunca mais olharei para uma mosca da mesma maneira.

  • Dune

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    Dune
    Frank Herbert
    1965
    Ficção Científica

    Este foi o presente que o Qui me deu pelo Natal e, por essa razão, coloquei-o no topo da lista de leitura (para sempre infinita) :) Nunca vi o filme de David Lynch e este livro deixou-me muito curiosa. Ao longo de mais de 800 páginas vamos conhecer tudo sobre Arrakis: o planeta Dune.

    A narrativa base deste livro é uma trama política entre as várias forças dominantes deste planeta desértico, em que o objecto mais importante é a água. No entanto, a maior parte dos políticos não deseja a água: deseja o spice, um sub-produto do deserto que, quando ingerido, dá uma sensação de plenitude e bem estar, sendo também altamente viciante quando consumido em quantidades nem por isso excessivas.

    No entanto, em volta do plano da conquista do poder planetário, há muitas coisas que nos são mostradas, tornando esta leitura um extraordinário exercício da imaginação. O autor fala-nos não só da política interna do planeta, mas também da de todo o universo conhecido. Há detalhes sobre seitas religiosas, há detalhes sobre a ecologia e biodiversidade do planeta. Tudo isto descrito de forma simples mas absolutamente eficaz, sem que o autor se perca em detalhes irrelevantes e dando ao leitor a oportunidade de imaginar os conceitos por ele próprio. Para as coisas mais complicadas, existe um glossário no final. ;)

    Também os personagens sofrem uma caracterização e evolução que tornam a leitura muito cativante, sendo que realmente nos preocupamos com estas pessoas e queremos saber o que lhes vai acontecer. No entanto, o nosso herói - que se torna um profeta - não é livre de defeitos. É um personagem muito sólido e bem estruturado, sendo que por ele continuaria a ler o resto da saga (mais cinco volumes do mesmo tamanho)

     Um livro excelente e um marco incontornável da ficção científica e fantasia. Porque este livro não é exactamente nem uma coisa nem outra. Coincidentemente passa-se num planeta alternativo. Mas, podemos dizer, esse planeta poderia realmente existir.


  • As Fontes do Paraíso

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    As Fontes do Paraíso
    Arthur C. Clarke
    1978
    Ficção Científica

    Do autor original de ""2001: Odisseia no Espaço", temos aqui um livro um pouco mais positivo que nos fala das grandes vantagens da tecnologia do futuro e, para além disso, explora um pouco alguns conceitos humanos pela perspectiva daqueles que não o são.

    Tudo começa na Taprobana (Sri Lanka), onde existe um grande templo misterioso que foi construído por um rei usurpador. Alguma parte dessa história é-nos contada logo ao início, assim como são descritas belíssimas paisagens e edifícios, com um detalhe fascinante. Mas depois a perspectiva muda: existe um engenheiro que deseja construir uma "ponte". Um elevador entre o planeta Terra e o seu satélite, a Lua. E terá de o fazer precisamente em cima deste templo.

    Ao início são-nos mostrados os diversos debates para que se inicie o projecto, ao mesmo tempo que nos são descritas as conversas entre a humanidade e o aparelho alienígena que sabe muita coisa, o Sideronauta. Nestas conversas, o autor explora conceitos como o comportamento humano, a empatia e a religião, comparando-o com eventuais civilizações mais evoluídas e concluindo que a concepção de "deus" posdderá ser derivada apenas à construção social humana.

    Numa segunda parte, temos um pouco mais de aventura, quando o nosso engenheiro se envolve numa operação de resgate por um acidente no seu elevador.

    Arthur C. Clarke mostra-nos como a tecnologia pode ser usada no futuro, apresentando soluções realistas, muito bem estudadas e bem fundamentadas nos trâmites tanto da ciência actual como numa ciência futurista que ele próprio criou.

    É um livro muito interessante e um excelente exemplo de como a ficção científica pode ser uma literatura cativante.

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