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O Mistério da Estrada de Sintra
O Mistério da Estrada de Sintra
Eça de Queiroz
1870
Folhetim
Um romance editado em formato folhetim no jornal, que chocou a sociedade da altura que - patetas - achou que era tudo verdade.
Fala de um mistério ocorrido na estrada de Sintra, em que um médico é raptado por uns misteriosos mascarados e se vê perante um cadáver. Não sabendo a identidade do falecido e chegando à conclusão de que se trata de um assassinato, iremos desvendar este mistério com recurso a outras personagens que, intrigadas e revoltadas, escrevem para o jornal para defender os acusados ou para confessar as suas acções.
É muito divertido porque está escrito de uma forma muito desactualizada e, tal e qual, os hábitos e costumes são também muito demodé. À medida que o mistério se adensa, mais divertido vai ficando, porque a narrativa vai tomando uma proporção quase espectacular.
O Eça é maravilhoso, e é uma pena que tenhamos sido obrigados a ler o livro mais secante dele na escola e que, por isso, ninguém goste dele.
Contos de Terror e Arrepios
Contos de Terror e Arrepios
Bram Stoker
Século XIX
Contos
Pequeníssimo volume com alguns contos de terror pelos dedos de Bram Stoker (autor do Drácula).
As histórias são curtas e directas ao assunto, algumas mais assustadoras que outras mas todas elas com uma aura desactualizada mesmo à século XIX. A história que mais me impressionou foi a da gata, porque a violência perante os animais é injustificável e a gata tinha toda a razão.
Uma nota para a péssima edição deste livro, cheia de gralhas e com uma textura de muito desagradável leitura.
Foi um ápice ler este livro, que é curioso para aqueles que gostam do género.
Daisy Miller
Daisy Miller
Henry James
1879
Novela
Uma novela curta mas que custou a ler.
Um bacharel está instalado na Suiça, onde conhece uma Americana giríssima de férias. Ela além de giríssima é também atrevida, pateta e irresponsável. Depois volta a encontrá-la em Roma, onde não corrigiu os seus vergonhosos hábitos.
Este livro é um pouco aborrecido, porque está tão datado, mas acaba por ser um bom retrato do que é expectável das mulheres daquela época. Infelizmente, o que é expectável não corresponde à realidade que conhecemos hoje em dia, e por isso é muito difícil de nos colocarmos no lugar do protagonista, que observa a tal Daisy Miller como se fosse um bicho muito raro.
O desfecho é trágico, mas a desgraçada da rapariga foi caracterizada de forma tão aversiva que nem sequer temos muita pena.
Não recomendo.
Lord Jim
Lord Jim
Joseph Conrad
1899
Romance
Recebi este livro através do BookCrossing. Como gostei tanto do "Coração das Trevas", achei que este fosse semelhante. Mas foi a leitura mais aborrecida dos últimos tempos, e uma luta para a terminar.
A história de Jim é narrada por um membro do seu clube de fãs, que o acha uma pessoa fascinante. Primeiro, o livro conta umas seis vezes seguidas, de diferentes formas, o acontecimento que tornou Jim famoso (ou infamoso), que foi um quase-naufrágio de um navio com peregrinos. Isto é extremamente aborrecido, porque a história percebe-se à primeira, e não era preciso repeti-la tantas vezes.
Depois o livro continua a falar das aventuras de Jim, agora enquanto proprietário de uma aldeola perdida algures na floresta de Singapura, ou algo que o valha, e isto também é chato como a potassa.
Odeio livros sobre barcos porque nem sei qual deles é a popa e qual é a proa, então esta leitura foi aborrecida, inútil e dolorosa.
Contos do Rei de Amarelo
Contos do Rei de Amarelo
Robert W. Chambers
1895
Contos
Comprei este livro nas promoções do Festival Contacto, portanto é como se tivesse comprado o livro no festival (que foi online) :)
São quatro contos curiosos, contos de horror e fantasia, que envolvem todos um misterioso livro. Os leitores deste livro maldito serão atormentados pelo Rei de Amarelo, conforme se prova em cada uma das histórias.
São contos muito dentro da sua época, com o tema recorrente das artes plásticas, mas são bastante interessantes na sua concepção. Inspiram alguns sentimentos contraditórios, de pena e pânico. A escrita é datada, certamente, mas bem traduzida.
Gostei bastante deste pequeno volume, e recomendo.
O Grande Industrial
O Grande Industrial
George Ohnet
1882
Romance
Desta feita um romance de época, que nem por isso deixa de ser de faca e alguidar.
O autor esforça-se por criar um debate entre a burguesia e a nobreza em falência, criando para isso uma improvável história de amor entre uma nobre convencida e um industrial simpático. E a questão que regressa sempre é: será que eles se vão amar?
Se a história é simples e cheia de acasos convenientes, o mais interessante deste livro talvez sejam as descrições das roupas, lugares e acontecimentos, que caracterizam bem a época em que foi escrito. Assim, o livro acabou por ser bastante viciante e divertido.
O Monte dos Vendavais
Amor de Perdição
Ondas e Outros Poemas Esparsos
A Enfermaria Nº6 e Outros Contos
O Último Dia de Um Condenado
Lord Jim
Contos Escolhidos
Barry Lyndon
Drácula
O Moinho à Beira do Rio
Nossa Senhora da Atalaia
Rebeldes
Só
Contos de Tchékov
Houve aqui um erro. A verdadeira review 16 era para ser uma coisa totalmente diferente e original, algo que nunca fiz e provavelmente não voltarei a fazer, mas não consegui terminar o material em causa em tempo útil. Assim, fica a review do último media a ser utilizado na Twilight Zone, terminado no aeroporto.
- O Beijo
- Kashtanka
- Viérotchka
- Uma Crise
- Uma História Enfadonha
- Enfermaria Nº6
Este autor, do qual eu apenas tinha ouvido falar, revelou-se interessantíssimo. A escrita é muito sensível e contemplativa e há uma utilização de descrições metafóricas e eficazes do ambiente para caracterizar os sentimentos dos personagens e a sua posição emocional.
Os contos contêm críticas sociais acutilantes mas discretas, que terão passado desapercebidas à censura da época mas que ainda assim existem e são muito fortes.
O meu conto preferido foi Kashtanka, seguido de Uma História Enfadonha e Enfermaria Nº6. O primeiro fala sobre uma cadelinha que se perde e é feito na perspectiva da dita cuja, o que torna o conto muito engraçado e quase infantil, mas ainda assim fervendo de emoções.
Desejo ler mais Tchékov no futuro e estou extremamente curiosa em relação ao seu trabalho de dramaturgia. Recomendo este autor.









