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  • Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru

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    Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru
    Nomura Kazuya - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2018
    7 em 10


    Um anime sobre maratona... Devo dizer que não estava nada animada na perspectiva de ver um anime sobre correr, mas acabou por revelar-se uma excelente aventura!

    Numa residência de estudantes, um dos rapazes obriga os outros 9 a formarem um grupo para correrem uma ultra-maratona por etapas. Ora, dos outros 9, só um deles é que sabe correr. Os outros não. Daí que eu me identifiquei muito com as personagens, que nem sequer estão muito interessadas na corrida, mas que o fazem só para satisfazer o tal rapaz. Identifico-me sobretudo com o pequeno que tem um ataque de apoplexia asmática sempre que corre (igual a mim) e com o fumador inveterado.

    Assim, temos uma série muito sólida, com personagens muito cativantes, que nos faz realmente vibrar e desejar que eles consigam realizar a corrida até ao fim. Ficamos mesmo a torcer por eles, à medida que vamos aprendendo cada uma das suas motivações e os dados do seu passado. E quase que dá vontade de começar a correr por aí, na eventualidade de se arranjar uma equipa de malta simpática.

    Recomendo este anime.

  • Kaizoku Oujo

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    Kaizoku Oujo
    Nakazawa Kazuto - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2021
    5 em 10


    Há algum tempo que não via um anime recente, um anime de uma season de agora. Com este, fico a pensar no caminho que o anime está a tomar.

    Uma rapariga vive com as prostitutas e o seu maior sonho é fugir. Vimos a saber que ela é uma princesa, e terá de descobrir uma espécie de tesouro pirata.

    O que faz aqui confusão é a mistura do conceito europeu de pirata com a comunidade de artes marciais ninjas em que a Fena, a rapariga, se vai inserir depois. A partir daí, a história de acção passa a ser quase um fatia de vida em que vamos descobrir algo. Os antagonistas são simples, e a narrativa banal, muitas vezes vista.

    Pareceu-me um anime muito pouco memorável

  • Noblesse

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    Noblesse
    Tada Shunsuke - Production I.G.
    Anime - 13 Episódios
    2020
    4 em 10

    Nunca tinha visto a adaptação de um webtoon, e confesso que esperava mais. Noblesse é uma confusão de gajos giros e conceitos, que não nos leva a lado nenhum.

    Personagens que se apresentam ao início e depois passam para o lado dos completamente ignorados, uma narrativa confusa com demasiados elementos de nomes bizarros, um conjunto de intervenientes demasiado alargado. Uma animação extremamente básica. O mix perfeito para um falhanço completo.

    Este anime tenta ser algo que nunca poderia ser, porque não dá espaço para explorar os temas com a calma que eles mereceriam. Portanto, é uma festa confusa de ideias em que não chegamos a uma conclusão coerente.

    Manter-me-ei afastada dos webtoons, então.

  • Vinland Saga

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    Vinland Saga
    Yabuta Shuuhei - Wit Studio
    Anime - 24 Episódios
    2019
    7 em 10
    O famosíssimo manga finalmente, depois de tanto tempo, recebeu a sua merecida adaptação ao ecrã. Foi uma excelente viagem.

    Aqui falamos de uma saga de homens do norte. Soldados viking envolvem-se em conquistas de território e jogos de poder, com a face de deus a assombrá-los por todos os lados. Os ambientes são agrestes, paisagens violentas de neve e sangue. As tempestades são frequentes e o frio é muito. Este anime consegue caracterizar esta forma de viver da Europa antiga, não se poupando em detalhes cuidados, na arquitectura, roupa ou mobília.

    Temos personagens motivados, embora com ambições um pouco simples. Isto faz com que os círculos do poder pareçam limitados, em que as discussões que são tidas não correspondem à profusão do universo do anime. Existe sempre presente um exagerado sentido de vingança, que se baseiam as relações de quase todos os personagens.

    A animação também acaba por falhar em alguns momentos, sobretudo nas expressões faciais. É certo que é mais difícil movimentar uma cara cheia de rugas, mas o resultado foi muito estranho.

    De resto, estou ansiosa pela segunda season!
  • Psycho-Pass 3

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    Psycho-Pass 3
    Sano Hiroaki - Production I.G.
    Anime - 8 Episódios
    2019
    6 em 10
    Agora já me começo a actualizar e a terminar os primeiros animes da season de Outono. Fiquei espantada quando vi uma nova série de Psycho-Pass, mas como gostei muito da primeira season (menos da segunda), não podia deixar de a acompanhar. São oito episódios com 40 minutos que nos contam uma história totalmente alternativa.

    Desta vez temos um novo conjunto de personagens, nomeadamente um novo duo dinâmico de reforçadores da lei, que vão ver-se cara a cara com uma associação criminosa que tem pretensões maléficas contra um novo problema: a emigração.

    Temos um mistério relativamente bem concebido, embora os dados relativos ao universo de Psycho-Pass passem um pouco ao lado. Por exemplo, falam muito pouco do hue e da condição psicológica das pessoas, sendo que nunca vemos as armas em acção. Isso desapontou-me bastante, porque uma coisa que gostava era de ver os corpos a explodir na primeira season, sempre que isso era necessário.

    A animação está bastante satisfatória, embora as cenas de acção sejam menos do que aquilo que esperava. Na verdade, é uma série bastante densa em diálogo para o qual é preciso prestar uma especial atenção, para a qual nem sempre estava preparada.

    Ainda assim foi um bom final de season e fiquei com bastante vontade de ver os filmes que daqui vierem!
  • Bem

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    Bem
    Odaka Yoshinori - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2019
    6 em 10
    Escolhi este anime para ver porque se chama "Bem", que é uma palavra portuguesa. ;) Mas não tem nada a ver com Bem, haha

    Num universo em que os demónios são reais, uma série de assassinatos misteriosos atormenta uma grande cidade. Um grupo investiga-os, mas um outro grupo os poderá resolver. Esse outro grupo são yokai que querem ser humanos e farão todos os possíveis para o conseguir.

    É uma história simples, mas que tem uma conclusão bastante positiva de aceitação de todos tal como são. Temos cenas recheadas de acção, com uma animação que - não sendo excelente - está bastante aceitável. Embora a narrativa tenha os seus problemas, nomeadamente a forma directa como as situações são abordadas e toda uma aura de falta de sensibilidade para as situações dos personagens, é um anime bastante agradável.

    Não sendo impressionante nem especialmente memorável, tive muito gosto em ver esta série.
  • Mahoujin Guruguru (2017)

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    Mahoujin Guruguru (2017)
    Ikehata Hiroshi - Production I.G.
    Anime - 24 Episódios
    2017
    5 em 10

    Venderam-me este anime como uma história de fantasia baseada na estrutura dos jogos de RPG. Mal sabia eu que ia ver o conjunto mais ridículo de gags disfarçados de comédia geek dos últimos tempos.

    Realmente, a estrutura é a de um jogo de RPG. Tanto que aparecem os menus e todas essas coisas. Um pequeno herói e uma pequeníssima feiticeira vivem diversas aventuras, em que aumentam de nível, ganham novos itens e todas essas coisas. E tudo isso seria muito engraçado.

    Se não fossem as piadas de peido. Se não fosse o cota nu que aparece em todos os episódios com uma folhita a censurar o narço. Isto é, se as piadas do anime não fossem, na sua generalidade, um conjunto de idiotias sem nexo, de uma infantilidade ridicularizada, sem qualquer contexto e sem qualquer... Sem qualquer piada.

    A animação é, no entanto, satisfatória, com cores muito vivas e designs bastante originais na sua fofura, o ponto forte do anime. Temos algumas cenas algo psicadélicas, mas dentro do contexto da série acabam por não ter qualquer tipo de efeito.

    A música é histérica e, ao mesmo tempo, chata. Já a vimos mil vezes em outros animes.

    Definitivamente, para esquecer.
     
  • Shingeki no Kyojin 2

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    Shingeki no Kyojin 2
    Araki Tetsurou - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2017
    6 em 10 
     
    Finalmente a segunda season de Attack on Titan chegou às televisões. Digo finalmente porque foram anos de espera e, penso eu, tempo suficiente para toda a gente se ter esquecido do que aconteceu. O hype parece ter morrido o que, por mim, é uma coisa óptima!

    Esta season começa exactamente onde nos deixaram anteriormente e dá-nos a conhecer um pouco mais sobre os mistérios dos perigosos titãs que se propuseram a destruir a humanidade. Alguns personagens são melhor desenvolvidos e, com isso, descortinamos um pouco mais do que se passa neste universo dentro de muralhas.

    As cenas de animação são satisfatórias, embora haja momentos exageradamente melodramáticos ao longo de todo o anime, com grandes gritos, choros e pessoas comidas vivas. Os titãs estão cada vez mais feios, embora as suas lutas (entre aqueles que são conscientes) se estejam a tornar bastante eficientes e interessantes.

    Musicalmente, voltamos ao grande coral épico - uma patetice.

    No entanto, este anime manteve-me agarrada até ao final e acho até que fiquei com vontade de saber o que se passa a seguir. Coisa estranha! :)

  • Hottarake no Shima

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    Hottarake no Shima: Haruka to Mahou no Kagami
    Shinsuke Sato - Production I.G.
    Anime - Filme
    2009
    6 em 10

    Tinha este filme para ver já há algum tempo, mas não o conseguia encontrar para download (nem para streaming) em parte alguma. Mas, finalmente, após muito esforço (e um convite para um tracker privado) pus-lhe as mãos em cima. Portanto, fui vê-lo com o Qui.

    Este filme é curioso porque normalmente este tipo de animação, digital em 3D, não é utilizado em anime. Com este filme, a Production I.G. faz uma experiência arriscada, mas com resultados bastante satisfatórios.

    Uma rapariga vai para o mundo das raposas que apanham as coisas que ficaram esquecidas. Tenta encontrar um espelho que a sua falecida mãe lhe havia dado. No processo, faz amigos e inimigos e vence as forças do mal. É aqui que reside o principal defeito deste anime: a história, o desenvolvimento de personagem. É tudo muito fraco e centra-se sobretudo numa série de lugares comuns que não têm interpretações excelentes. Talvez para as crianças pequeninas isto seja suficiente, mas sabemos que até as crianças pequeninas podem ser muito exigentes (o que é o meu caso).

    No entanto, a animação é muito interessante. Apesar de não ser excelente, o autor faz um excelente trabalho em mostrar o mundo fantástico, com uma mistura de recursos tradicionais e digitais que tornam o filme num bom regalo para os olhos. Infelizmente, os modelos 3D estão pouco fluídos e não têm peso real, pelo que se perde bastante do potencial desta animação. Talvez agora, que estamos quase uma década mais à frente, tenhamos os recursos para utilizar estas técnicas de forma melhor integrada.

    Foi um filme engraçado e leve, mas que serve melhor para os pequenos. Em termos de sentido crítico, uma experiência que não deixa de ser interessante.

  • Ballroom e Youkoso

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    Ballroom e Youkoso
    Itazu Yoshimi - Production I.G.
    Anime - 26 Episódios
    2017
    6 em 10

    Finalmente terminamos a corrente season e aqueles sobejantes da anterior. Terminamos, quiçá, com o anime mais desapontante do ano.

    Quando pensamos num anime de desporto, pensamos em competições muito intensas, com utilização do personagem para o seu desenvolvimento pessoal e da actividade desportiva em si, foco dado à superação do eu e a oposição com os outros concorrentes. Este anime sobre danças de salão faz, precisamente, tudo menos isso.

    Um rapaz que não conhecemos de lado nenhum, com uma caracterização rasa, é atirado de para-quedas para o mundo das danças de salão, que se vêm a descobrir mais regulamentadas do que se poderia pensar. Cria logo uma rivalidade e um sonho. Só que, à medida que a série decorre, tudo isto é abandonado. O personagem não parece evoluir de forma alguma: para começar, como não era ninguém continua a estar em branco, em termos de personalidade; depois, as suas capacidades atléticas não parecem melhorar minimamente com o tempo, sendo que em todas as comeptições ele falha, esbardalha-se, hesita, comete erros e nunca tem um sucesso que o possa motivar.

    Com este estúdio, também esperávamos uma animação surpreendente, sobretudo porque vamos ver pessoas a dançar. A verdade é que, de certa forma, o que fizeram foi excelente em termos de poupança de orçamento. Porque a animação... Não existe propriamente... O que existe é uns passos à frente e atrás, um movimento de anca e depois uma imagem parada das expressões faciais. Estas, estão bastante boas, assim como os designs de todos os personagens e suas roupas.

    Também esperávamos, com um anime sobre dança, que se focassem de alguma forma na música que é dançada. Ela aparece, é verdade, mas em pano de fundo, em volume muito baixo, essencialmente irrelevante. As OPs e EDs são daquele tipo altamente motivador que aparece sempre nos animes de desporto.

    Esperava muito deste anime e fiquei triste.

  • Reideen

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    Reideen
    Hongou Mitsuri - Production I.G.
    Anime - 26 Episódios
    2007
    5 em 10

    Por vezes aparecem-me para ver estes animes que de nenhuma maneira fazem qualquer sentido.

    Este é um mecha como todos os outros mechas. Um rapaz perfeitamente vulgar (neste caso a sua invulgaridade é saber matemática) encontra um perfeitamente vulgar tobot e com ele luta contra outros do mesmo género até aparecerem os aliens. Então tem de se escapar dos aliens e lutar contra outros robots semelhantes cada vez mais poderosos e histericamente dourados para salvar o mundo e universo em seu redor, etc. etc.

    Aqui nada de novo. Poderíamos ter alguma coisa de qualidade não fossem os designs tão bizarros e o uso flagrante de CG tridimensional que fica absolutamente horroroso dentro do contexto. Já informei que é tudo dourado? Porque isso também é espectacularmente feio.

    A banda sonora é de uma vulgaridade impassível e nada acrescenta.

    Fica a questão: porque é que eu vi isto?

  • Giovanni no Shima

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    Giovanni no Shima
    Nishikubo Mizuho - Production I.G.
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Um filme com muito de história que mostra uma faceta desta que era desconhecida para mim (e, possivelmente, para outros visionantes): o apoderamento russo de certas ilhas japonesas, no pós-segunda guerra mundial.

    Dois miúdos gostam de comboios e de viajar pelo espaço da imaginação, como no famoso livro "Night on the Galactic Railroad" (cujo nome só sei em inglês, perdoem-me). Tudo está normal até ao dia em que chega um barco de guerra russo e estes começam a tomar conta da escola, das casas e das posses de toda a gente. As pessoas não têm o que comer. Enquanto isso, um dos rapazes faz amizade com Tanya, uma loirita que - fantasticamente - compreende japonês. Ele, fantasticamente, também compreende russo. Falam nas duas línguas, uma cada. Penso que isto, no contexto do filme, seria para demonstrar algum tipo de barreira linguística, mas tem o efeito diametralmente oposto.

    Enfim, depois são levados para a Rússia, onde passam frio.

    É um filme melodramático e altamente previsível, que não acrescenta nada de novo ao cinema desse ano nem ao da década. De certa forma, parece um decalque de outros filmes não muito bons, como o Grave of the Fireflies.

    Distingue-o a arte e animação, que está usada de forma excelente, com uma óptima utilização de formas, texturas e cores. Os designs dos persongens estão muito simplificados, mas num filme de apenas uma hora e meia isto acaba por não incomodar.

    A música é também um pouco repetitiva.

    Um filme interessante para quem quiser conhecer uma perspectiva desta parte da história.

  • Bungaku Shoujo

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    Bungaku Shoujo
    Tada Shunsuke  - Production I.G.
    Anime - Filme
    2010
    6 em 10

    Um filme que fala sobre livros, mais ou menos.

    Um rapaz do primeiro ano do secundário conhece uma senpai com uma característica fascinante: ela come livros. Obriga-o a fazer parte do clube de literatura, onde ele escreve "snacks" para ela comer à hora do lanche. Mas quando um dia, por acaso, ele encontra no hospital a sua amiga de infância, que está internada por tentativa de suicídio, começa uma onda de mistério e ansiedade até ao desenlace final.

    O ambiente do filme é bastante interessante, com a exposição da loucura dos personagens até ao extremo, mas a conclusão acaba por ser um pouco lugar-comum, sendo que não havia de todo necessidade de o filme ser tão longo. Houvesse terminado numa nota menos positiva, talvez tivesse tido mais efeito emocional no espectador.

    A arte é simples, com um bom uso de cenários e uma paleta de cores muito simbólica na relação com a estação do ano retratada. Os designs, no entanto, são bastante fracos, sendo que o estilo anatómico sugere a existência de muitos erros, sobretudo na expressão.

    A música será, talvez, a melhor parte deste anime, com utilização de uma série de peças que em muito contribuem para a caracterização emocional de cada cena.

    Um filme normal.

  • Tokyo Marble Chocolate

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    Tokyo Marble Chocolate
    Shiotani Naoyoshi - Production I.G.
    Anime OVA - 2 Episódios
    2007
    6 em 10

    Na realidade, pensava que este OVA era sobre um assunto completamente diferente. Na verdade, trata-se de uma história de amor, cândida e simples, entre duas pessoas que poderiam ser nós.

    Uma rapariga tem tudo para ter sucesso no amor, mas por alguma razão tudo falha na hora H. Logo a partir daí, identifico-me plenamente com ela: penso que outras raparigas que passaram pelo mesmo também o sentirão. :) Entretanto, ela conhece um rapaz que tem uma caixa com um mini-burro. E apaixonam-se.

    Parece-me que o elemento que está muito fora neste OVA é, precisamente, o mini-burro. É feito, é chato e não contribui em grande coisa para o desenvolvimento na história. Servindo como alívio cómico, poderia ter sido substituído por outro objecto qualquer e, sobretudo, poderiam ter-lhe dado um melhor design.

    De resto, a animação é muito boa, exibindo o melhor que o estúdio tem para oferecer. Apesar de os designs serem muito simples, são utilizados de uma forma muito eficiente, fazendo uso de cores muito suaves e tendo um efeito tão exuberante como relaxante.

    Não se dá pela música, o que não sei se seria uma boa coisa.

    Um anime que se vê bem e que é muito curto.

  • Guilty Crown

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    Guilty Crown
    Araki Tetsurou - Production I.G.
    Anime - 22 Episódios
    2011
    6 em 10

    Comecei a ver este anime com ideia de que seria terrível, um daqueles que se tornou demasiado popular e que, apesar disso, nunca foi aceite pela crítica. Tive amigos, muitos, a dizer-me para desistir imediatamente, porque o anime era muito mau. Mas, depois de o ver, não fiquei com essa impressão. 

    Tudo começa de uma maneira bastante regular neste tipo de anime: um fulano que não transmite nenhuma sensação em especial, envolve-se com uma rapariga que tem diversos segredos, acabando por ingressar numa guerra que não é sua e, assim, descobrir o seu potencial. É uma história com o seu nível de complexidade, que envolve temas como a violência e o terrorismo, vistos pelos olhos de um rapaz igual a todos os outros.

    Mas, se o personagem principal é perfeitamente regular e não impressiona de forma alguma, temos um conjunto de personagens secundários que, sendo menos explorados, acabam por demonstrar uma caracterização muito interessante, com um desenvolvimento sólido e, não sendo especialmente original, adequado ao contexto.

    A animação não é má, considerando que este anime está cheio de cenas de acção espectaculares que podem envolver lutas a corpo e corpo e robots gigantescos. A corrida final dos últimos episódios demonstra um certo abuso de orçamento, o que traz algumas falhas.

    É um anime bastante musical, considerando que a rapariga principal é uma estrela do pop, ssendo que temos alguns temas muito emocionantes.

    Portanto, não é um daqueles animes "tão mau que é bom". Nem sequer é assim tão mau. Crianças, não acreditem no que a net vos diz.

  • Haikyuu!!

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    Haikyuu!
    Mitsunaka Susumu - Production I.G.
    Anime - 25 + 25 Episódios
    2014
    6 em 10

    Quando via a segunda season deste anime nomeada no clube, o meu primeiro pensamento foi: "será que, por uma vez, vamos ter um anime de desporto completamente original?" A resposta é, infelizmente, negativa.

    Este é um anime sobre voleyball. Voley, para ser mais simples. tudo começa com um rapaz baixinho que adora voley, mas perde grandemente no seu primeiro jogo na escola básica. Qaundo vai para o secundário, descobre que o seu oponente desse jogo irá ser seu colga. No meio deste antagonismo todo, será que vai tudo correr bem?

    Inicialmente, assistimos a treinos e a alguma caracterização de personagens, de forma a que a equipa em causa se consiga unir - apesar das suas diferenças - para ganhar a força necessária para vencer. Mas, a partir desse momento, começam os jogos. Jogos de treino e, mais tarde, jogos oficiais para que se classifiquem para os nacionais. E, assim, um anime que poderia distinguir-se de certa forma - fosse apenas um pouco mais focado nos seus personagens principais - acaba por ser absolutamente formulaico e vulgar. Apenas mais um anima de desporto...

    A animação está bastante boa e, por momentos, mimetiza bastante bem a experiência de assistir a um jogo. No entanto existem sequências que se tornam um pouco repetitivas, o que também é muito consequência do argumento: estes jogadores adaptam-se aos oponentes, mas acabam por utilizar sempre as mesmas estratégias. Assim, não se aprende muito sobre o desporto e os jogos tornam-se todos muito parecidos uns com os outros.

    A banda sonora é um pouco explosiva, ligando bem com as situações, embora a variedade de OPs e EDs sejam mais daquele pop-rock que aparece em todos os animes. Ainda assim, as animações da intro são muito boas (quase melhores que as do próprio anime).

    Talvez um dia me inicie na terceira season, mas por agora foi uma grande injecção de um desporto que nunca apreciei por aí além.

  • Ghost in the Shell (2015)

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    Ghost in the Shell (2015)
    Nomura Kazuya - Production I.G.
    Anime - Filme
    2015
    7 em 10

    Tendo em vista o visionamento do filme live-action que vai sair brevemente, decidi ver este filme com o Qui, de forma a mostrar-lhe o que fizeram com Ghost in the Shell, isto é, o reboot que deram à série e a nova perspectiva dada aos personagens, conforme conhecemos em Arise.

    Todos estão mais jovens: este filme passa-se ainda antes da formação da Section 9 como todos a conhecemos. A Major Motoko Kusanagi e a sua equipa investigam o caso de uma bomba que explodiu nas mãos de um poderoso político, com todas as consequências que isso poderá ter na resolução da guerra que acabou de terminar. No processo, debate-se alguns assuntos relacionados com a manutenção das "shells" (os corpos mecânicos das pessoas) e a existência dos ghosts. O debate em si não é muito dedicado, acabando por insistir demasiadamente nos mesmos pontos. No entanto, a caracterização dos personagens está bem feita dentro do contexto: nesta fase, cometem muitos erros, são precipitados, isto é, não possuem a experiência necessária para acompanhar o desenrolar do mistério de forma totalmente eficiente.

    Nesse campo, segundo o trailer que já nos foi mostrado, talvez o live-action nos venha a mostrar coisas muito interessantes.

    A animação está bastante boa, com cenas de acção dinâmicas e bem coreografadas, assim como um conjunto de cenários muito atractivo. Existe alguma utilização de meios digitais tridimensionais, mas estão muito bem integrados e apenas um olho mais atento os irá reparar. Em termos de designs, parece haver aqui tecnologia demasiado avançada para um início da série, sendo que esse elemento acaba por estar um pouco desiquilibrado: algumas pessoas são apenas marionetes, enquanto que outras têm pleno acesso a meios muito avançados.

    Finalmente, uma nota para a música: composta por Cornelius, mestre da electrónica actual, tem muito que se lhe diga, com peças sonantes, viciantes e perfeitamente enquadradas na acção que pretendem representar.

    Recomendo o visionamento deste filme para todos os que têm interesse no live-action e conhecem pouco da série. Assim, estarão melhor preparados para o que aí vem.

  • Joker Game

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    Joker Game
    Nomura Kazuya - Production I.G.
    Anime - 12 Episódios
    2016
    6 em 10

    Finalmente começo a terminar a season que passou! Finalmente! A verdade é que não tenho tido muito tempo para ver anime e estes estavam todos 5 a 6 episódios atrasados, portanto estou a actualizar-me pouco a pouco. Brevemente recuperarei o ritmo normal. ;)

    Este anime foi uma das grandes surpresas da season e foi uma experiência muito melhor do que esperava inicialmente. Para começar, é um anime que fala de um tema muito pouco tratado neste meio artístico: funções durante a segunda guerra mundial. Para além disso fala de espiões, um tema ainda mais difícil de encontrar. Assim, em cada episódio vemos a actividade de um espião de um grupo escolhido pelas entidades governamentais.

    É muito interessante ver o que fazem e como o fazem, em diversas situações que constituem perigos vários. Cada história está bem estruturada e deixa-nos realmente na ponta da cadeira tentando descobrir a solução para o mistério. No entanto, o anime acaba por falhar a partir do momento em que os arcos narrativos fazem uma tentativa de se unir, deixando-nos um final que sabe a pouco. Para mim, tudo teria ficado melhor se continuássemos a ter um anime tipicamente episódico..

    De resto, a arte é bastante simples mas coaduna-se com o estilo pretendido para este anime. Temos cenários bem construídos e um ambiente clássico que nos remete para a época, assim como os designs dos personagens e roupas. Falando nestes, fica o pequeno defeito de os espiões serem muito pouco distinguíveis uns dos outros em termos de design, praticamente mudando apenas o penteado e a voz (e, bem, a altura).

    Musicalmente, está tudo dentro dos parâmetros normais, embora tenha achado que a OP não se tenha associado bem ao conceito do anime.

    Foi uma boa experiência, mas o final acabou por ser desapontante.

  • Le Chevalier d'Eon

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    Le Chevalier d'Eon
    Furuhashi Kazuhiro - Production I.G.
    Anime - 24 Episódios
    2006
    7 em 10

    Já alguma vez disse aqui o quanto eu gosto de animes históricos? Provavelmente... Le Chevalier d'Eon é um anime sobre a corte francesa, mas com um pequeno twist sobrenatural.

    d'Eon é um jovem aristocrata da corte de Versalhes, cuja irmã é misteriosamente assassinada. Em busca do assassino da rapariga, d'Eon torna-se espião para os reis e é enviado em diversas viagens. Nestas, acaba por descobrir que há algo mais para além de um assassinato no meio de tudo isto... Para mais, a alma da irmã possui-o nos momentos mais inusitados, levando a que seja um pouco difícil distinguir quem é quem...

    Este anime tem uma narrativa misteriosa e muito interessante, que nos deixa sedentos de curiosidade em saber o que realmente se passa. Há uma aura gótica que envolve tudo isto, com estranhas ligações mágicas e religiosas que nos trazem dúvidas ao mesmo tempo que revelam a história. Esta pode ser um pouco complexa, mas no final todas as pontas acabam por se unir e o resultado é muito satisfatório. Parece tratar-se de uma reinvenção da história da Revolução Francesa, mas ainda antes da época correcta.

    Os personagens são realistas, mesmo dentro do contexto fantástico, havendo soberbo desenvolvimento das suas características, sobretudo naqueles considerados "os principais". As suas dúvidas têm sempre consequências, mais ou menos graves, e o misto de sentimentos que têm uns pelos outros acaba por contribuir muito para o desenvolvimento narrativo. d'Eon em especial, tem uma questiúncula curiosa, que é o facto de estar possuído pela "alma" da irmã o que leva a que ele próprio comece a ser incapaz de distinguir a sua própria identidade.

    Nesse aspecto, poderíamos ter tido um melhor uso dos designs, já que muitas vezes é difícil distinguir um do outro, mesmo pela voz. Quanto ao resto, estão historicamente alinhados, o que é sempre um prazer de ver, quer em termos de design quer em termos de cenários. As cenas de acção estão bem coreografadas e levam os personagens a situações de extremos, perfeitamente caracterizadas pelas suas expressões.

    As vozes ajudam também a isto, sendo que na maior parte das vezes temos boas interpretações. Musicalmente, posso considerar um anime um pouco fraco, já que as peças são pouco inspiradas e pouco associáveis à época em que nos encontramos no contexto, sobretudo a OP e ED que têm tons demasiado pop.

    No entanto, é um anime altamente recomendável, quer para fãs de animes históricos, quer para fãs de mistério ou de acção. É muito polivalente e uma excelente história de mistério fantástico.

  • Ghost in the Shell: Innocence

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    Ghost in the Shell: Innocence
    Mamoru Oshii - Production I.G.
    Anime - Filme
    2004
    8 em 10

    Este filme está nomeado para o meu clube e, para mais, o Qui tinha interesse em vê-lo. Assim, foi boa ocasião para o rever, pois pouco me lembrava dele além do facto de ser brilhante. E isso confirma-se numa segunda visualização, apesar das legendas desta versão estarem um pouco aquém das expectativas.

    Este filme acaba por complementar o primeiro da saga e franchise. Se no primeiro filme falávamos da máquina enquanto entidade, Innocence é uma humanização desta, um exercício contemplativo sobre a capacidade de adaptação das pessoas neste universo, sobre o verdadeiro sentido de Ghost e sobre o funcionamento da mente humana.

    Após o desaparecimento do Ghost da Major Makoto Kusanagi no meio da rede, Batou e Togusa vêm-se juntos em equipa para investigar uma série de assassinatos perpetrados por robots sexuais, que têm vindo a assassinar pessoas de importância e cujo caso pode ser, ou não, uma manifestação de terrorismo. Vemos a vida tal como ela é depois do elemento aglutinador da Section 9, a Major, ter desaparecido. Estão todos à deriva e vemos, da perspectiva de Batou, como procuram adaptar-se a uma vida sem este elemento tão importante. Batou arranjou um cão, mas nem o cão é uma coisa viva. Será que conseguirá encontrar um sentido de família e pertença?

    À medida que a investigação prossegue, vemos uma narrativa de detectives mas, sobretudo, vemos a interacção entre os personagens e a sua caracterização, a forma como Togusa sabe que não pode substituir a Major, a forma como Batou não consegue lidar com a sua perda. A força da caracterização é impressionante e comovente, acabando todo o filme por culminar numa cena natalícia em que finalmente, parece, os personagens se encontram consigo mesmos.

    No entanto, não é apenas das personagens que o filme vive. Toda a situação do "crime" leva a um debate filosófico sobre a função do robot, sobre a alma da máquina, sobre o que é na realidade o Ghost e o cyberbrain. À medida que a nossa equipa se depara com diferentes situações, todos estes conceitos são postos em causa, sendo que acabamos por perceber mais diferentes opiniões sobre a situação do mundo "actual", sobre a realidade do filme. Esta, é a pura caracterização do cyberpunk, de tal forma aperfeiçoada que o universo se torna assustador: quão próximos estamos já de um mundo como este?

    Para complementar tudo isto, temos sequências de arte maravilhosas. Este filme é uma verdadeira viagem visual, por um universo de cores, texturas e maquinaria, apresentando-nos momentos que - associados à banda sonora - são altamente intensos e muito esclarecedores. Sem dizer uma palavra, o autor consegue mostrar-nos o que se passa, consegue apresentar-nos os conceitos e explicá-los apenas com recurso apenas a estes momentos animados. Apesar de tudo, alguns deles estão um pouco desactualizados e não envelheceram muito bem, mas devemos considerar que era o melhor que se fazia na época, sendo que o valor de produção do filme foi muito alto.

    Quanto à música, essa... Retomando os fogos corais a que nos tinham habituado no primeiro filme, são muito intensos e levam o espectador a encontrar novos significados nas cenas que ilustram.

    Um filme muito completo, mas também muito intimista. Para fãs, mas não só.

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