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  • Pagan Portals - Brigid: Meeting The Celtic Goddess Of Poetry, Forge, And Healing Well

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    Pagan Portals - Brigid: Meeting The Celtic Goddess Of Poetry, Forge, And Healing Well
    Morgan Daimler
    2016
    Paganismo


    O segundo livro do Pagan Portals que comprei e li, desta feita sobre a minha outra Senhora, Brigid.

    Gostei ainda mais deste livro do que o anterior, porque fiquei a conhecer as várias facetas da Senhora, que é muito mais poderosa do que eu poderia imaginar. As suas valências como senhora do fogo, da cura e das artes tocaram-me muito, e descobri que um sonho que tinha tido era - precisamente - sobre Brigid.

    Fiquei muito feliz por descobrir esta autora e esta colecção.

  • Como parar de atuar

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    Como parar de atuar
    Harold Guskin
    2003
    Teoria do Teatro

    Este é um livro para actores um pouco diferente dos que tenho lido, porque fala sobretudo do trabalho de actor para cinema e televisão. Na ideia do autor, o espectador procura sobretudo uma personagem, e não um actor que faz a personagem. Assim, ele tenta dar alguns exemplos de pessoas famosas com quem trabalhou, em filmes famosos em que os ajudou.

    Infelizmente os exemplos são extremamente limitados e parece-me a mim que este livro é mais um stunt publicitário do que outra coisa. Algo como "olhem o conjunto de pessoas fixes que eu ensinei, venham aprender comigo e dar-me dinheiros". De todos os modos, os exemplos de actores famosos que ele dá são poucos e muitos deles perderam rapidamente a fama.

    Assim, este livro não me transmitiu muita aprendizagem, o que foi desapontante.

  • Estudos sobre Teatro

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    Estudos sobre Teatro
    Bertolt Brecht
    1972
    Teoria do Teatro

    Continuando no meu exercício de ler sobre teatro, cheguei a este clássico de um grande artista, Brecht. E as conclusões a que chego trazem-me um certo alívio. Após alguns anos em que me dizem "isto não pode ser feito" ou "já ninguém faz isto", chega um dos nomes mais importantes do teatro moderno para me dizer "podes fazer o que quiseres".

    Neste livro Brecht apresenta, resumidamente, a sua teoria sobre o Teatro Épico, utilizando para o explicar a análise de uma série de peças de teatro e da forma como estas foram trabalhadas. Infelizmente, não tenho um conhecimento profundo sobre elas para poder avaliar os detalhes do trabalho de encenação realizado. Mas a conclusão a que chego é que Brecht propõe um teatro livre, livre de amarras e livre de preconceitos.

    E considerando isto, penso que tenho feito um trabalho preconceituoso. Isto ajuda-me no processo decisório.

  • Livrarias

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    Livrarias
    Jorge Carrión
    2013
    Livro de Viagens

    Recebi este livro pelo BookCrossing! Parece que estou de volta às leituras partilhadas! :)

    Ao ouvir dizer que este era um livro que falava das aventuras das livrarias, confesso que pensei algo diferente. Neste volume, Jorge Carrión descreve a sua viagem pelas livrarias à volta do mundo, referindo alguns pedaços de trivia sobre elas. Infelizmente, o autor parece ter gasto mais tempo a "coleccionar" as livrarias do que realmente a conhecê-las e a encontrar a história íntima de cada uma delas.

    O livro passa a ser, então, um catálogo de livrarias, um catálogo frio e que não mostra nada do encanto do livro e do espaço do livro enquanto objecto. Existe um foco muito evidente na parte comercial e no livro enquanto objecto comercial, esquecendo as memórias dos sítios onde habitaram.

    Apesar de existirem simpáticas referências a três livrarias portuguesas, o texto faz com que o passeio não pareça valer a pena. 

    O próprio livro parece estar organizado por um critério muito pouco rigoroso, fazendo a análise desorganizada de vários "tipos" ou "regiões". Até mesmo sobre os que não se visitou ou mal conhece. Esta pesquisa parece ter sido feita para cumprir um contrato (quem sabe), em vez de uma busca apaixonada pelo objecto de maior interesse.

    Não-ficção sem paixão é feio.
  • Amantes dos Reis de Portugal

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    Amantes dos Reis de Portugal
    Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira & Joana Troni
    2008
    História

    Ofereci este livro à minha mãe no seu aniversário de 2013. Agora foi a minha vez de o ler. :)

    Portugal teve uma série de monarcas, desde a concepção do país no século XII. Mas será que esses monarcas foram um exemplo de castidade? Nem por isso... Este livro conta-nos as histórias e os dramas das amantes de cada um desses reis e rainhas, com todas as implicações que a presença destas teve na evolução das políticas nacionais ao longo dos tempos.

    Ao início, não estava a achar o livro muito interessante: para mim tudo o que estava a acontecer não passava de uma sucessão de nomes desconhecidos para mim. Mas à medida que nos vamos envolvendo nestes meandros políticos e conhecendo cada vez mais sobre o contexto em que cada um destes reis apareceram, tudo se vai tornando mais fascinante e a leitura acaba por ser compulsiva e quase viciante.

    Foi também uma excelente maneira de rever a história de Portugal desde o início, passando por mitos tão famosos como Pedro e Inês, mas também falando de alguns detalhes que ficaram esquecido nos tempos, como vários casos de impotência e infidelidades que quase iam compromentendo o nosso reino.

    Gostaria apenas que tivessem incluído mais relatos sobre o quotidiano destas pessoa,s pois é uma parte que me interessa bastante.
     
    De todos os modos, foi uma leitura muito cativante!

  • A Sociedade Medieval Portuguesa

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    A Sociedade Medieval Portuguesa - Aspectos de Vida Quotidiana
    A. H. de Oliveira Marques
    1959
    História

    Este foi um livro interessantíssimo que me veio parar às mãos no seguimento da minha TBR.

    Explorando os anos entre o século XII e o início do século XV, o autor mostra-nos um pouco de como viviam as pessoas, ricas e pobres, nesta época que ficou conhecida por "Época Medieval". Através deste relato e exposição, ficamos a saber que esse tempo que ficou conhecido por "idade das t4revas", tinha muito mais detalhes da vida normal do que possamos imaginar.

    Por exemplo, aprendi que não havia pratos nem garfos. E que os sapatos não tinham solas. Que as "pestes" eram todas as doenças epidemiológicas, que na época não eram distinguíveis. e temos mesmo uma receita de medicamento, difícil de concretizar nos dias de hoje porque precisa de um texugo vivo e de um sessenta e quatro avos de corno de "ulicórnio", xD xD

    Este é um livro de história muito bem fundamentado: através dos escritos da época o autor consegue estabelecer uma associação de ideias e extrapolar a realidade do que estava escrito para o que terá realmente acontecido. Ficamos a saber algumas receitas culinárias (um pouco incompreensíveis, mas aparentemente muito saborosas), ficamos a saber como as pessoas se vestiam (sabiam que para a dama antiga era essencial aparentar uma gravidez em qualquer momento?), ficamos a saber quais os passatempos e mesmo os rituais da morte, isto é, os funerais.

    Escrito com suficiente inocência para não se tornar extremamente aborrecido, este é um livro essencial para quem quiser conhecer um pouco melhor a história portuguesa.
  • Dez Dias que Abalaram o Mundo

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    Dez Dias que Abalaram o Mundo
    John Reed
    1919
    Não-Ficção

    Recebi este livro como RABCK no BookCrossing.

    A Revolução Russa é um assunto do qual apenas soube nas aulas de história. Tinha uma vaga noção de que chegaram os bolcheviques e mataram a princesa Anastácia à queima-roupa. Com este livro, para o qual me inscrevi por puro acaso, vim a aprender uma série de coisas que não se conjugam em nada com aquilo que eu pensava.

    John Reed foi um dos pouquíssimos comunistas americanos. Estava na Rússia, em Petrogrado, quando aconteceu esta revolução vermelha e, assim, pôde narrar-nos com toda a exactidão o que realmente se passou. E o que realmente se passou parece digno de um livro de Kafka.

    Para começar, a minha primeira realização. Sempre aprendemos a primeira guerra mundial e a revolução bolchevique em capítulos diferentes. Por isso, apesar das datas (1917 e tal), nunca me ocorreu que as duas se passassem ao mesmo tempo. Isso explica muita coisa. Afinal, o mote para tantas revoluções são exércitos a passar fome.

    Mas a diferença destas pessoas para outras, de outro lugar qualquer do mundo, é que estas pessoas são comunistas. Comunistas na origem do comunismo. Eu gosto bastante da teoria, mas este livrinho vem a provar que é tudo demasiado difícil para funcionar. Demasiado burocrático. Vejamos um exemplo abstracto:

    "Muito bem, estamos a fazer a revolução. Vamos tentar organizar-nos de forma democrática. Por isso votamos. Votamos num comité que vai votar para formar outro comité que votará a divisão igualitária de bens por todas as pessoas, que se formam em comités e votam para decidir a divisão igualitária real, por todos aqueles que votam"

    É mais ou menos assim ao longo de 10 dias/250 páginas.

    Isto é hilariante, mas ao mesmo tempo um pouco triste. Afinal, as ideias são boas. As pessoas é que as complicam.
  • A Sangue Frio

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    A Sangue Frio
    Truman Capote
    1966
    Policial (Não-Ficção)

    Porque não? 

    Eu já tinha ouvido falar bastante deste livro, apesar de não saber exactamente o que esperar. Esperava um policial, ficção misturado com não ficção, mas realmente o que se passa aqui é mais do que isto.

    Depois de ter entrevistado muitas pessoas e reunido cerca de oito mil páginas de apontamentos, Truman Capote executou uma reportagem muito extensa que explora o assassinato violento da família Clutter e os seus assassinos.

    Primeiramente, é descrita a vida da família Clutter. Realmente, somos forçados a simpatizar com eles, porque são muito boas pessoas e têm sucesso nos seus empreendimentos. Na realidade, cada um deles tem algo que nós gostaríamos de ter. Por isso, quando sabemos que irão ser assassinados, dá uma certa pena: não mais ouviremos falar dos detalhes dos Clutters.

    Segue-se o assassinato e a fuga dos assassinos. Até agora, não sabemos porque razão assassinaram estas pessoas, apesar de sabemos porque motivo precisam do dinheiro com que serão recompensados. Aí começa a verdadeira história. Agora as pessoas normais ficaram para trás: vamos conhecer a vida íntima dos assassinos, até ao mais detalhoso detalhe, com uma minúcia preciosa, palavras de relojoeiro. Com tanta informação, não podemos permitir-nos pensar que estes homens são coisas que se possam assassinar. A verdade é que eles têm uma vida, estão plenos de sentimentos, desejos e sonhos. São seres humanos e, assim, o livro serve quase como um apelo à abolição da pena de morte.

    Ao início não me prendeu, pois está escrito tal qual uma reportagem se tratasse: de forma fria e imparcial, relatando unicamente os factos. Mas à medida que vamos entrando dentro da mente dos assassinos, é impossível parar de ler.

    Um livro a não perder.
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