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A Wolf for a Spell
A Wolf for a Spell
Karah Sutten
2020
Fantasia
Um livro encantador com uma história maravilhosa, que me prendeu do início ao fim.
Zima é uma loba que se vê enfeitiçada pela bruxa Baba Yaga e descobre que o Czar está prestes a destruir a sua floresta. Irá fazer tudo para o impedir, e a magia acontece. Com uma narrativa simples, e ricamente ilustrado, este livro é ideal para crianças, mas enquanto adulta adorei ler esta história de encantar.
O que mais gostei foi, sem dúvida, a forma como a autora caracteriza a família de lobos, sem dominâncias e submissões mas tal como eles são na vida real: uma família.
Foi um livro fascinante, que recomendo vivamente.
Psychic Witch
Psychic Witch
Mat Auryn
2020
Paganismo
Um livro de magia que me foi recomendado por Migx, e que achei muitíssimo bem escrito e interessante.
Este livro propõe que todos nós temos capacidades psíquicas, e ensina vários métodos para as desenvolver. Também tem uma série de rituais e feitiços muito práticos e úteis, no entanto muitos deles eu já sabia (ou tinha noção), porque são muito parecidos com os do primeríssimo livro que tive, da Silver Ravelwolf, a quem este livro está dedicado.
De resto, a edição é lindíssima, ricamente ilustrada, e com exercícios muito claros e simples para desenvolver então esta capacidade. Já comecei a praticar o primeiro exercício, mas o pior é que adormeço sempre. D:
Mashle

Mashle
Nakamura Shouta - A-1 Pictures
Anime - 12 Episódios
2023
4 em 10
Num deplorável mundo onde toda a gente tem magia, um rapaz não tem magia nenhuma. Por isso, treina horrores até ficar mega forte. E assim parece que tem magia, haha (not)
Achei este anime horrendo em todos os aspectos, desde a infeliz animação aos personagens. O universo parece exactaente copiado de Harry Potter, o que é um pouco ridículo. E os gags cómicos não me arrancaram nem um sorriso, só irritação.
Portanto, posso dizer que detestei isto e que está para além da minha compreensão o porquê de ter ficado tão popular.
Mary to Majo no Hana
Mary to Majo no Hana
Yonebayashi Hiromasa - Studio Ponoc
Anime - Filme
2017
7 em 10
Mary é uma menina ruiva que vai viver com a sua tia avó num lugar misterioso. Rapidamente descobre uma flor mágica, orientada por uns gatitos também mágicos, e vai ter a uma escola de magia onde a elogiam bastante pelos seus fartos cabelos vermelhos. Mas a verdade é que ela não é uma feiticeira, e está a viver uma mentira. Como se vai safar?
Um filme infantil encantador, com uma animação primorosa, que nos mostra um coming of age muito amoroso e nos mostra que a verdadeira magia se encontra - na verdade - dentro de nós. Com personagens cativantes (não tanto Mary, mas sobretudo os gatos) e antagonistas verdadeiramente assustadores neste contexto, a história desenrola-se de forma firme, revelando os seus mistérios sem hesitação e de uma forma suficientemente simples para que este possa ser um filme para toda a família.
Temos cenas espectaculares de perseguições de vassouras, tempestades épicas e a acção das forças da natureza (com um toque de magia) que apenas um grande estúdio poderia trazer à vida.
Gostei bastante deste filme, e recomendo.
Manual da Maga & Min
Manual da Maga & Min
Disney
1973
Infantil
Um amigo roubou este livro para mim num restaurante.
Trata-se de uma publicação muito curiosa, em que há uma colectânea de textos bastante informados sobre mitologia, história e alguma fantasia e ilusionismo. Achei muito interessante colocarem estes textos de forma clara e sem pudores numa edição dos anos 70, também a época do new-age, dirigida para crianças.
Os textos estão espantosamente bem informados, e existem várias secções muito interessantes sobre folcore brasileiro, que gosto sempre de ler.
Estas publicações não são as mesmas de Portugal, e certamente não darei esta preciosidade a ninguém.
Spells for Change
Spells for Change
Frankie Castanea
2022
Guia de Magia
Comprei este livro a propósito do Clube de Leitura do Refúgio da Bruxaria e fiquei altamente desapontada. Vou deixar aqui o comentário que escrevi no clube propriamente dito.
Então, como mini guia de feitiços para iniciantes parece-me bem. Para mim é muuuuito básico e não me traz grandes ideias novas a aplicar, mas para quem nada sabe, parece-me bom.
Agora! Existem algumas coisas no debate activista que me devassam completamente algumas ideias, que gostava de partilhar com vocês. Para começar, acho o discurso (mais uma vez) extremamente americanizado. Na ideia de "tu vives na terra que era de outra pessoa" exclui-se de imediato... Nós aqui, por exemplo. Depois, a discussão da prática aberta vs fechada e porque não podemos fazer coisas da prática fechada... Tudo muito bem. Mas há 20 anos ninguém falava disto e todas as práticas eram encaradas como um grande guarda-chuva de intercâmbio. Mas pronto, para mim que sou uma kota (posso usar esta palavra?) é mesmo dificuldade de entender. Tenho pena que e autore não tenha mencionado esta parte da nossa história enquanto comunidade, tho
Mas, voltando à ideia da prática fechada: e autore tem conceitos que não se coadunam com o que diz. E aqui vem o exemplo do athame. E autore diz que a "wicca é uma prática fechada" (afirmação um pouco discutível) mas usa uma tesoura para substituir o athame porque "é mais prático". Ora, o athame é um objecto altamente ritualístico e ritualizado, que tem uma função própria diferente de cortar papéis para feitiços de binding. Então, substituir o athame por uma tesoura não é uma apropriação? Ou só é apropriação quando é feito a POCs?
Isto coloca-me num conflito, que é a ideia muito firme de que "o colonizador não pode ter cultura", coisa que eu acho absolutamente delirante nas comunidades mais jovens. E penso que esta ideia vem de toda uma cultura da libertação do oprimido, que tem toda a razão, mas desvirtuada pelo próprio colonizador para que possa ter aprovação e se considerar "bom" e "não racista".
Enfim, acho que este debate é extremamente doloroso, mas que é necessário. Um livro de feitiços não me parece o local apropriado, sendo que o activismo na bruxaria tem raízes profundíssimas tanto em movimentos civis como feministas. Parece que e autore não tem uma compreensão profunda sobre o assunto e atira as cartas para cima da mesa dizendo "é assim que eu sei, é assim que é". O discurso racista não tem discussão, é simplesmente merda, mas penso que é importante discutir o que se pode fazer, o que se deve fazer, o que queremos fazer sem entrar em conflito com conceitos sociopolíticos muito mais complexos do que isto.
Assim, penso que e autore não tem capacidade suficiente para discutir este assunto e irritou-me bastante que fosse mencionado num capítulo inteiro. A bibliografia oferecida poderá ajudar, mas parece-me também altamente limitada.
Enfim, deu-me ideia de uma pessoa que está numa posição de privilégio tentando ensinar outro privilégio sem manter a sua própria consistência.
Também não achei o livro especialmente bem escrito, tendo uma linguagem juvenil que não me é propriamente querida.
Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
Filme
Magi
Mahoutsukai no Yome
Fantastic Beasts and Where to Find Them
Inverno de Sombras
Nota: o pior de tudo é que dentro do livro vinha um bloquinho artesanal para escrevermos a nossa opinião do livro. Até agora, parece-me que fui a única pessoa que encontrou defeitos... Tentei não escrever isso, escrevi apenas "tinha coisas que..." e "morri quando o Danton se pôs a ouvir Linkin Park". Mas pus o link do blog e agora espero sinceramente que a autora não venha ver.... ;_;







