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  • Mitos lusitanos: Endovélico e outros deuses

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    Mitos Lusitanos: Endovélico e outros deuses
    Sérgio Franclim
    2022
    Paganismo


    Confesso que pensava que este livro ia ser um pouco diferente, mas ainda assim foi uma leitura leve e agradável.

    O autor conta, nas suas próprias palavras, o Mito da Criação dos lusitanos, a história de Endovélico e a história de Viriato.

    Infelizmente, a escrita poderia ser um pouco mais sofisticada, pois tal como está o livro parece mais dirigido a crianças do que outra coisa. O que, de certa forma, é uma boa coisa, imaginemos mitos lusitanos como histórias para dormir :)

  • Alguém falou sobre nós

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    Alguém falou sobre nós
    Irene Vallejo
    2023
    Crónicas


    Livro de pequenas crónicas que misturam a actualidade com factos e mitos da antiguidade, tentando justificar as nossas atitudes actuais com as atitudes dos antigos.

    Se por um lado o livro tem o seu interesse porque demonstra que a história é cíclica e tem tendência a repetir-se, assim como a natureza ser humana, tendo tendência a manter-se semelhante em qualquer era em que estejamos, acabei por um ler no instante sem grande gosto, porque conhecia quase todos os mitos e histórias e significados que a autora relatou.

    Isto significa apenas que este poço de cultura está bastante limitado na sua largura e profundidade, e acaba por não ter muito que partilhar connosco. Apenas meh.

  • Valhala Rising

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    Valhala Rising
    Nicolas Winding Reft
    2009
    Filme
    6 em 10


    Mads Mikkelsen é um viking mantido como escravo ao longo de vários anos, até que, por intervenção de um miúdo, se vê livre das amarras. Agora, irá ter de encontrar o seu caminho pelo meio das brumosas terras dos vikings, e provar aos deuses que merece ter uma nova vida.

    Este filme é curioso porque coloca na mesa a possibilidade de terem sido os vikings a chegar à América do Norte, em oposição com o crescimento da religião abraâmica na sua zona de residência. É um filme violento, com sangue e tripas variadas, muitos momentos de acção corpo a corpo, mas também com belíssimas paisagens naturais e uma fotografia excelente.

    Acaba por não ter uma conclusão muito satisfatória, ficamos sem saber exactamente o que é que este homem e o seu jovem companheiro irão fazer na terra nova, mas o caminho para lá chegar é o bastante para nos manter sempre interessados.


  • History of the World, Part I

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    History of the World, Part I
    Mel Brooks
    1981
    Filme
    5 em 10


    Um filme sobre a história do mundo, mas contada de forma engraçada. Da pré-história passamos aos romanos, depois à época medieval e finalmente à revolução francesa. Uma narrativa completamente quebrada, mas isso não é importante. 

    Numa sucessão de piadas infalíveis, com momentos musicais hilariantes, este filme serve também como crítica ao anti-semitismo e racismo no geral, também com um travo feminista que agradará até aos mais duros.

    A parte mais cómica é sem dúvida a da inquisição, mas tudo o resto também é uma amálgama de situações bizarras.

    Fartei-me de rir, e isso é o suficiente.

  • História da Medicina Veterinária

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    História da Medicina Veterinária
    Sebenta


    Numas arrumações encontrei as antigas sebentas da faculdade e mantive esta, que nunca tinha lido. Na verdade, estive apenas numa aula desta cadeira, que era interessantíssima, mas por pura pressão social nunca mais fui a essa aula. Fico com muita pena de ter tido essa atitude idiota no passado, mas no passado eu era mais idiota que sou hoje.

    Esta sebenta compreende o livro acima, um folheto sobre a criação das escolas de veterinária em Portugal e ainda outro documento que fala da história veterinária na antiguidade.

    Foi uma leitura um pouco lenta e maçuda, sobretudo pelas intermináveis listas de nomes de pessoas do passado que foram aprovadas para ser veterinários (na altura "alveitares"), mas aprendi uma série de coisas muito interessantes e que certamente me irão ajudar na minha prática.


  • Cunk on Earth

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    Cunk on Earth
    Charlie Brooker
    2022
    Série


    Philomena Cunk está de volta, desta vez para falar sobre a única e verdadeira história da Humanidade. Cunk está certa, nós estamos errados. Apenas ainda não sabíamos disso.

    Passeando em lindas paisagens, rebolando por dunas abaixo, visitando museus variados e falando com especialistas muito espantados, Cunk mostra-nos essa maravilha que é a história, contando-nos factos estranhos e muitas vezes completamente errados. O resultado é um fartote de riso impossível de parar, seguido de um ataque de asma.

    Penso que, apesar de tudo, este "on Earth" está muito focado na história de Inglaterra, e que poderia ter dado mais detalhes sobre outras coisas que aconteceram pelo mundo.

    Ainda assim, ri mil, recomendo.

  • 21 Lições para o Século XXI

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    21 Lições para o Século XXI
    Yuval Noah Harari
    2018
    Não-Ficção


    O meu pai ofereceu-me o "Sapiens" pelo Natal e, como já o tinha lido, decidi trocar por outro do mesmo autor. Como já tinha o segundo volume dele no Kobo, decidi-me pelo terceiro.

    Nestas "21 Lições", o autor pensa mais à frente e tenta teorizar como será a vida num futuro longínquo. Numa primeira parte ele esforça-se por nos aterrorizar, dizendo que a inteligência artificial nos vai substituir mais tarde ou mais cedo, numa espécie de Skynet pacífica, propondo o rendimento social único como solução. Depois, parece esquecer-se que está a pensar no futuro longínquo e analisa os erros políticos do passado, os erros religiosos do passado. Acaba por não propor nada para substituir isso no futuro, embora a sua análise seja bastante interessante historicamente.

    No entanto, este livro acabou por me irritar bastante porque nos capítulos finais Harari dá uma de auto-ajuda e começa, ninguém sabe porquê, a falar de meditação.

    Deixem-me em paz mais a meditação, raios.

  • O Infinito num Junco

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    O Infinito num Junco
    Irene Vallejo
    2019
    Não-Ficção


    Ofereceram-me este livro no Natal e como já tinha ouvido falar TANTO dele (via BookCrossing) passei-o logo para a frente da minha pilha TBR.

    Por um lado gostei, por outro fiquei desapontada. A autora tenta, neste livro, explorar a história do livro enquanto objecto, começando no mundo do papiro e terminando no universo do papel. No entanto, ela não o faz de forma cronológica, o que acaba por ser bastante confuso.

    Para além disso está constantemente a misturar histórias da sua própria vida, que não me interessam nada, para tentar ilustrar o quanto ama e gosta de livros, o que para todos os casos também não interessa.

    Devido à estrutura confusa do livro, que mistura a Babilónia com o Holocausto, a leitura é difícil e por vezes aborrecida. Felizmente temos muitas curiosidades interessantes e estranhas sobre o mundo da antiguidade para nos entreter.

  • Inu-Oh

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    Inu-Oh
    Yuasa Masaaki - Science SARU
    Anime - Filme
    2022
    6 em 10


    Estamos na época Heian e as performances que toda a gente quer ver são os relatos da guerra do clã Heike. E se essas performances fossem na verdade.... Glam Rock?

    O conceito é muito engraçado e temos momentos de animação genial, em que se transmite o sentimento de concerto de massas para um contexto antigo e deslocalizado. No entanto, rapidamente as músicas se tornam repetitivas e cansativas, sendo que o filme acaba por parecer um videoclip de uma hora e meia para uma música... De uma hora e meia.

    Os designs são muito interessantes e, como digo, temos alturas de beleza pura. A história é, no fundo, a fantasia do que poderia ter sido a ascensão de "Inu-Ou", um dos artistas mais influentes na época. Mas o contexto musical é tão aborrecido que não posso dar melhor classificação a este filme.

  • Anne no Nikki

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    Anne no Nikki
    Nagaoka Akinori - Madhouse
    Anime - Filme
    1995
    6 em 10


    Este é o anime do Diário de Anne Frank, que eu nunca li e ainda bem: é absolutamente pavoroso. Anne escreve sobre a sua vida diária enquanto clandestina numa casa de amigos, por isso é quase como um slice of life. Mas um slice of life em que todos vão para campos de concentração no fim, e isso foi horroroso. Também foi horroroso ver que as pessoas tinham gatos, e que os gatos ficaram para trás.

    Portanto, o que dizer sobre este filme? A animação não é extraordinária, mas também não é necessário para o contexto. Os designs estão adequados à realidade da época, e existem alguns cenários muito bonitos, pintados à mão.

    Acaba por ser um anime importante para recordar o horror do holocausto, tal como o livro o é, mas sinceramente acho que preferia não o ter visto.

  • Primal Season 2

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    Primal Season 2
    Genndy Tartakovsky
    2022
    Animação


    A série de Primal tinha-nos deixado à beira do precipício, portanto fomos logo ver a segunda season assim que saiu. Esta é uma season de conclusão, que não nos deixa muito espaço para mais invenções.

    O nosso homem das cavernas mete-se numa jangada em busca de Mira, a sua amiga que foi levada num barco. Acaba por encontrar novas civilizações, e é no conflito com estas que se baseia a série. Aprendemos assim que o Primal não é o facto dele ser da idade da pedra, mas sim o comportamento humano absolutamente alterado até se tornar animal. Isto é exposto com uma violência extrema.

    Esta season não tem uma estrutura tão episódica como a anterior, mas ainda assim temos uma animação variada, com momentos extremamente belos e paisagens apaixonantes.

    Recomendo vivamente esta série.

  • História da Feiúra

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    História da Feiúra
    Umberto Eco
    2007
    História


    Tal como existe o belo, também tem de existir o feio. Este livro, organizado por Umberto Eco, debruça-se precisamente sobre esse fenómeno.

    A livro estabelece uma definição do que é o feio e explora as várias versões do que o é considerado ao longo dos tempos. No entanto, penso que a organização do volume peca por ser um pouco confusa, misturando várias épocas dentro de cada tema.

    Ricamente ilustrado, o livro dá exemplos bastante concretos do que é considerado lindo e feio ao longo das eras. No entanto, algumas informações relativas a assuntos que conheço bem (como a bruxaria) estão incompletas ou simplesmente incorrectas.

    Assim, fiquei um pouco desapontada com o Eco.

  • Mitologia Popular Portuguesa

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    Mitologia Popular Portuguesa
    Alexandre Parafita
    2021
    Recolha


    Comprei este livro a propósito do Clube de Leitura do Refúgio da Bruxaria, no qual tenho participado activamente e o melhor possível. Não foi o livro que tinha escolhido para estes dois meses, mas acabei por ficar agradavelmente surpreendida.
    
    Trata-se de uma recolha de histórias da cultura oral portuguesa, obtidas junto de professores, padres e pessoas que as conheciam, que - com muita pena minha - na sua maioria estavam remetidas a lares de idosos e centros de dia. Imagino que muitas delas já tenham falecido, o que me causou um certo desconforto.
    
    Com uma linguagem puramente académica, não diria que este é um livro especialmente acessível. No entanto, as histórias são extremamente interessantes e curiosas. E o mais curioso é que, nelas, encontro paralelos para uma certa bruxaria tradicional e folclórica do resto do mundo.
    
    Por exemplo, na secção das bruxas, achei altamente curioso que na tradição portuguesa elas se transformem sobretudo em patos. Noutras culturas transformar-se-iam em coelhos ou outros mamíferos. Qual será a simbologia do pato neste contexto? Uma simbologia de fertilidade e relação com os três elementos? Também nesta parte achei curioso que histórias referissem o "beijo no cu da rainha das bruxas", que também aparecia em relatos de vítimas da inquisição em séculos muito passados.
    
    O mesmo acontece na secção dos diabos, em que as suas descrições (roupas esquisitas, etc.) também correspondem a esses relatos. Também achei curioso que o diabo não apareça como um ser místico de pura maldade, mas sim como uma oposição ao bem, como o outro prato da balança. Sendo balança, tem um sentido de justiça e, nestas histórias, muitas vezes corrige os erros dos homens através dos seus poderes.
    
    Já a secção dos trasgos envia-me para um ser do folclore brasileiro, saci-pererê. Com as suas diferenças, é também um espírito traquina que faz malandrices na casa das pessoas, e também se veste com um gorro vermelho. O mesmo país tem também um lobisomem, que se cura com um "espinho de laranjeira no lombo", o que é muito semelhante à cura portuguesa (picar uma parte do corpo). No entanto, achei muito interessante que os lobisomens portugueses se transformem sobretudo em cavalos e outros animais que correm, para correr o fado o mais rápido possível. Qual será este símbolo?
    
    Finalmente, as mouras encantadas foram o objecto mais curioso da leitura, porque conhecia muito pouco das suas lendas. A sua imagem, da cobra com cabeça de mulher, lembra-me a nure-onna japonesa, embora as suas actividades sejam diferentes.
    Enfim, este livro levantou-me uma questão que penso pertinente: será que as criaturas do folclore mundial representam um conjunto de medos e ansiedades comuns a toda a humanidade? Ou, existindo realmente, serão como espécies diferentes do mesmo genus, adaptadas ao ambiente em que estão?
    
    Uma leitura fascinante, e que recomendo.
  • O Homem que Roubou Portugal

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    O Homem que Roubou Portugal
    Murray Teigh Bloom
    1953
    Não-Ficção


    Este livro foi-me oferecido pelo meu pai, a propósito da história do livro na qual esteve envolvida o meu avô materno (ele era o juiz desembargador que tratou do caso). Não conhecia bem a história do Alves dos Reis, mas veio a revelar-se absolutamente mirabolante.

    Com uma pesquisa cuidada, até com detalhes que nem sempre me pareceram relevantes (como os detalhes das vidas dos outros parceiros estrangeiros, que acabaram inocentados), o autor vai desenrolando esta história doida, deixando-nos a cada momento admirados com a absoluta incompetência de todos os envolvidos, que permitiu um roubo à escala internacional que até hoje influencia a nossa economia.

    Por vezes a escrita pareceu-me um pouco confusa, e a divisão da história por datas acaba por não ser muito linear.

    De resto, foi um livro divertido, que se lê num instante.

  • Heike Monogatari

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    Heike Monogatari
    Naoko Yamada - Science SARU
    Anime - 11 Episódios
    2021
    6 em 10


    Inspirado no romance clássico do século XIII, Heike Monogatari conta a história da ascensão e queda do Clã Taira, ou Heike, pelos olhos de uma menina que toca biwa.

    É um anime interessante, muito bem animado, com momentos muito belos, mas que ainda assim parece sair um pouco fora do contexto da violência do texto original (que eu não li, mas que se nota - até mesmo pelo anime - que não devia ser assim tão fofinho). A relação entre a personagem de Biwa e as outras mulheres é muito interessante, e este anime mostra-nos um pouco do que seria a vida diária na época, incluindo um parto em directo na tv.

    Como digo, apesar de não conhecer o texto original, esta parece ser uma adaptação quase dirigida a um público infantil, pelo que ficou a saber a pouco.

  • Máscara e Danças Rituais

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    Máscara e Danças Rituais
    António Pinelo Tiza
    2013
    Não-Ficção

    Comprei este livro num alfarrabista, porque é um assunto que me interessa bastante. É uma tese de doutoramento muito bem estruturada, que nos fala dos hábitos ibéricos para as celebrações do solstício de inverno, de como as tradições pagãs se misturaram com as cristãs ao longo dos tempos, resultando em festas com personagens mascaradas e danças com paus.

    O tema é extremamente interessante e está muito bem explorado na introdução e enquadramento histórico. Aprendi muitas informações novas! De resto, como uma tese que se preze, tem uma espécie de "estudo epidemiológico" sobre o conhecimento que os jovens das regiões do Norte da Península Ibérica têm sobre estas festas, e os resultados são animadores - na perspectiva do autor.

    Infelizmente a escrita não é a melhor, com alguns erros de grafia e gramática que emperram um pouco a leitura. Ainda assim, gostei mesmo muito!

  • Sapiens: Uma Breve História da Humanidade

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    Sapiens: Uma Breve História da Humanidade
    Yuval Noah Harari
    2011
    Não-Ficção

    Este livro foi-me altamente recomendado por um amigo, que afirmou que o livro "mudou a sua vida". É um livro engraçado, fácil e aparentemente pouco ortodoxo, mas não diria que mudou a minha vida.

    O autor apresenta-nos a história da humanidade enquanto espécie, apresentando uma série de teorias para a nossa evolução e para a extinção dos outros membros do género Homo. Sobretudo curiosas são as suas teorias da "fantasia colectiva" que nos levou a abandonar o prazer de ser caçadores-recolectores, para investirmos toda a nossa evolução no pastoreio e agricultura, segundo o autor a grande causa para todos os nossos problemas actuais.

    A revisão histórica é bem feita, mas é um pouco elástica a forma como a "fantasia colectiva" serve - nesta perspectiva - para maltratar a espécie. Se assim fosse, porque teríamos evoluído desta forma? Talvez nos volumes seguintes o autor nos fale da crise cerebral humana ou algo do género.

    Um livro bastante acessível que faz uma revisão da nossa evolução enquanto espécie, mas apesar de tudo pouco atrevido.

  • Tempos Duros

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    Tempos Duros
    Mario Vargas Llosa
    2019
    Romance

     Começo a convencer-me que o objectivo de vida do meu querido Vargalhosa é escrever um romance sobre cada uma das ditaduras da América Latina. Isto é um tema que é interessante ao início mas, após várias leituras sobre o mesmo assunto, acaba por fartar um pouco.

    Não é que o livro seja mau: não é. Está muito bem escrito, tem um ritmo fantástico e fala de assuntos difíceis mas de uma forma directa e bem-humorada. Apenas o tema podia ser outro completamente diferente. A escrita seria a mesma.

    Aprendi muitas coisas sobre a Guatemala e a República Dominicana, mas isto é um conhecimento que - no contexto deste livro - não nos ajuda a compreender a realidade actual. Assim, senti este livro como desnecessário e mais um a adicionar a esse tal projecto bizarro.


  • O Significado da Bruxaria

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    O Significado da Bruxaria
    Gerald B. Gardner
    1959
    Não-Ficção

    Comprei este livro na Feira do Livro de Lisboa, em 2020 (não assim há tanto tempo ;) ). Trata-se de um dos livros de referência mais importantes no universo do neopaganismo e Wicca, cuja edição se encontrava esgotada há muitos anos. Assim, tive de o trazer assim que o vi!

    Infelizmente desapontou-me um pouco. O livro é extremamente denso, com uma escrita por vezes confusa e não-cronológica que infere que o leitor tenha de imediato um conhecimento mais profundo sobre arqueologia. Isto torna a leitura difícil e demorada, não sendo de todo um livro acessível para aqueles que queiram conhecer mais sobre a história do paganismo e a sua prática actual.

    Para além disso, é uma escrita extremamente defensiva, existindo diversos capítulos em que o autor pega em notícias da época e as escrutina como falsidades. Isto pareceu-me desnecessário e rude, não abonando em nada para aqueles que ainda praticam a bruxaria. Tendo isto em conta, as notícias estão extremamente desactualizadas (50 anos?) e em nada ajudam a clarificar o "significado da bruxaria".

    Assim, apesar de ser uma fonte de material de referência sobre a história da bruxaria e do paganismo, um assunto que me interessa, é um livro difícil e um pouco preconceituoso. Não recomendaria.

  • The Costume History

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    The Costume History
    Auguste Racinet
    1888
    Guia

    Há algum tempo que não escrevia nada neste espaço. Confesso que tenho estado bastante ocupada e, sobretudo, bastante cansada. Mas espero mudar essa tendência agora que nos aproximamos do fim do mês. Noutra nota, o interface do Blogger mudou, portanto vamos ver como resulta, quando experimentei era a modos que super-extra-lento.

    Começo por falar de um livro que me foi oferecido pelo Natal e que trata, de forma brilhante, toda a história da moda ao longo dos tempos, até ao século XIX, altura em que foi escrito. O autor recolhe as roupas utilizadas por todos os povos e culturas do mundo, com riquíssimas e muito detalhadas ilustrações, que vão desde as roupas propriamente ditas, a joalheria, armas e decoração do espaço.

    Este é um livro de referência essencial para todos os que desejam aprofundar os seus conhecimentos sobre moda histórica, o que é o meu caso, pois gostei muito de fazer o meu cosplay de Milady, inspirado nas roupagens do século XVI.

    Recomendo vivamente a todos os que tenham interesse neste tema.



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