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  • Fushigi no Umi no Nadia

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    Fushigi no Umi no Nadia
    Hideaki Anno - Gainax
    Anime - 39 Episódios
    1990
    5 em 10


    Estava ansiosa por ver este anime, porque sempre tinha ouvido falar tão bem dele, e acabou por se revelar um desapontamento.

    Nadia é uma rapariga de tez escura que tem uma joia mágica desejada tanto por bandidos como por uma seita malefica. Consegue fugir graças a um novo amigo e, juntos, irão viver uma série de aventuras com submarinos e aviões, sempre perseguidos pela tal seita de gente muito má.

    Infelizmente, a maior parte dos episódios são puro filler, com muitos elementos cómicos que tiram completamente o foco da história, que podia ter sido mais interessante se não fosse tão óbvia. Também a animação é muito pouco consistente ao longo da série, apesar de os designs terem algum interesse ao início (para o fim começam a fartar).

    Enfim, temos o nome de Hideaki Anno, mas a única coisa de bom que ele fez neste anime foi o design de maquinaria. O resto, simplesmente aborrecido.

  • Piano no Mori

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    Piano no Mori
    Nakatani Gaku - Gainax
    Anime - 12 Episódios
    2018
    5 em 10

    Este era talvez o anime que eu mais ansiava na season passada. Foi também o que, sem qualquer dúvida, mais me desapontou.

    Dois rapazes de estratos sociais diferentes tocam juntos um piano perdido na floresta. Rapidamente crescem e encontram-se como rivais no universo dos concursos de piano.

    Este é um tema que eu gosto e que me fascina, mas este anime faz tudo pelo pior no que respeita a caracterizar as pessoas enquanto músicos e apreciadores de música. O ambiente de competição e a constante insegurança dos personagens fazem com que o acto de fazer música pareça avassalador e assustador. A falta de desenvolvimento do início, em que as personagens são apenas apresentadas e não se discorre grandemente sobre as suas relações interpessoais, faz com que a conclusão deste primeiro acto tenha uma tonalidade desinteressante. Irrelevante, até.

    Os designs extremamente simples com uma animação espectacularmente má, sem qualquer tipo de atenção ao detalhe do cenário ou mesmo ao anatómico, com as cenas de maior intensidade (as do piano) animadas num 3D recordatório do SimCity, tornam este anime um pesadelo visual.

    Musicalmente, não poderia deixar de ser bom, mas a relação entre a banda sonora e os sentimentos trazidos por esta aos intervenientes está caracterizada de forma muito fraca: a visão não corresponde ao ouvido.

    Nem tenho vontade de ver a segunda season.

  • Honoo no Tenkousei

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    Honoo no Tenkousei
    Hideaki Anno - Gainax
    Anime OVA - 2 Episódios
    1991
    6 em 10

    Este anime (que vi no dia de Natal propriamente dito) é apenas um spot publicitário para um manga imensamente mais longo e, provavelmente, imensamente mais interessante. Ainda assim, está um bom exercício de animação e uma espécie de homenagem aos antigos animes de luta dos anos 80.

    Um jovem muda para uma nova escola, onde é imediatamente confrontado com outros estudantes que terá de vencer numa série de desportos, pelo que apresenta a opening. Nestes dois episódios, é-nos mostrado um combate de boxe. Não há tempo para que os personagens se desenvolvam, mas ainda assim está uma boa apresentação. A animação está bastante coerente, com algumas cenas memoráveis, embora haja alguns stills que cortam ligeiramente o efeito. Os designs também são curiosos, sendo que este OVA dá realmente vontade de ir ver o resto do manga para saber o que vem daí.

    Um anime que terá seu interesse para um estudioso, já que parece tomar influências de instâncias mais antigas (como Hokuto no Ken ou Ashita no Joe) assim como ele próprio parece ter influenciado animes mais modernos (como Kill la Kill, que me veio logo à ideia). Para o visionante comum, talvez não desperte assim tanto interesse.
  • The Chocolate Panic Picture Show

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    The Chocolate Panic Picture Show
    Kanada Yoshinori - Gainax
    Anime OVA - 1 Episódio
    1985
    6 em 10

    Meninos, vi mais uma coisa estranha... Mas desta vez estava na PtW!

    Este OVA de 25 minutos, produzido em meados dos anos 80, mostra-nos uma bizarra corrida de obstáculos de três miúdos (negros) no meio de uma suposta civilização. Ora, isto ao início pode parecer horrivelmente racista, mas cheguemos ao fim do anime para percebermos a ironia desta corrida! As cenas sucedem-se sem aparentarem ter qualquer elo de ligação entre umas e outras. No fundo, é uma mostra rotativa de símbolos, mas que poderão eles significar neste contexto? Creio eu que a grande pedra que gira é a liberdade e a aventura, a possibilidade de se viver sob uma perspectiva diferente. No entanto, quando choca contra o grande cilindro, parece que tudo termina. O que será o cilindro? Vejo-o como o objecto que "apoia o mundo": a sociedade, o consumo, a vida em si. Que depois é destruída por uma personagem de anime numa avioneta? Será que tudo isto significa que ainda somos livres, se nos dedicarmos àquilo que gostamos? Terão de ver o filme para tirarem as vossas próprias interpretações ;)

    Infelizmente, a animação está um pouco datada, embora tenha algumas sequências muito interessantes no respeitante à variedade de frames. Temos algum uso de cor que funciona muito bem, mas a imersão nas paisagens acaba por falhar devido à fraqueza do desenho em si.

    Mas a parte que mais gostei foi, sem dúvida, a música. Ouvimos alguns temas de hip-hop quase vanguardistas, sobretudo tendo em conta a época. Mas todas estas peças trazem um elemento de desinteresse ao filme, como se os autores não se importassem com a sua própria obra.

    Mas é uma curta bizarra, irónica e cheia de coisas passíveis de interpretar. Acredito que não se perde nada em ver isto.
  • Otaku no Video

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    Otaku no Video
    Mori Takeshi - Gainax
    Anime OVA - 2 Episódios
    1991
    6 em 10
     
    Um anime muito curioso, pois trata-se de um peça documental. Isto é muito raro neste meio e talvez tenha sido o primeiro e único documentário em anime que vi. Faz uma análise moderna e coerente sobre o fenómeno "otaku" no Japão, recorrendo a uma história em anime, um fio condutor que está mais ou menos baseado na fundação do estúdio produtor (Gainax), e várias entreviastas aos verdadeiros "otaku", mostrando dados estatísticos muito interessantes.

    Para começar, é importante definir o termo: "otaku" é aquele que tem um envolvimento tão profundo num hobbie ou subcultura que acaba por descurar outros aspectos da sua vida, nomeadamente a vida social. O que indica que nenhum de nós é isso, pelo que desprezo a utilização do termo por um mero weeaboo ocidental (gosto muito mais deste, aliás, até eu própria me caracterizo com ele). Para mais, "otaku" é um termo ofensivo que se aplica não só a fãs obsessivos de anime, mas também a fãs de muitas outras coisas. Por exemplo, pode haver um otaku de perfumes ou de camisolas de lã.

    Agora que temos isto esclarecido, falemos do anime. Começando pelas entrevistas, achei-as a parte mais interessante do OVA, já que caracterizam directamente toda esta geração de fãs de anime, no final dos anos 80, inícios de 90, que revelam uma série de problemas a nível social mas que encaram essas limitações de forma positiva. Por exemplo, "não tenho namorada mas tenho os meus animes e gosto muito deles". Este tipo de relato, o da relação amorosa, tem sido muito explorado academicamente, pois parece ser o problema mais prevalente neste tipo de pessoa. Mas também gostei da perspectiva ocidental, em que entrevistam um americano a viver no Japão e a viver a cultura pop. No entanto, achei também muito curioso que todos os entrevistados respondessem "não" à pergunta "és feliz?" Isto parece-me revelar muita coisa.

    Quanto às partes animadas, estas acabam por ser ofuscadas pelo interesse das entrevistas. Mostram como uma pessoa normal acaba por se tornar num "otaku" e ganhar a vida com isso. A narrativa pareceu-me exagerada e bastante afastada da realidade, apesar de servir para tentar retratar em animação os aspectos que depois são abordados pelos dados estatísticos. Para mais, a animação não tem nada de especial, havendo muitas vezes perda de detalhe na forma e falta de cuidado no desenho base.

    Musicalmente, temos OP e ED bastante apropriadas e quase cómicas.

    Um anime muito interessante para quem quer conhecer mais sobre este termo, mas que poderá estar um pouco desactualizada em relação aos anos 10 em que nos encontramos. No entanto, terá também um certo valor histórico que não podemos ignorar.

  • Houkago no Pleiades

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    Houkago no Pleiades
    Saeki Shouji - Gainax
    Anime - 12 Episódios
    2015
    6 em 10

    Vi este anime,  muito rapidamente, por recomendação do meu clube. Trata-se de um simples anime de meninas mágicas, mas relacionado com o espaço.

    Cinco meninas, que aparentemente não se conhecem mas que têm uma ligação no passado, unem-se para encontrar os pedaços da nave espacial de um habitante das Pleiades. Para isso viajam pela estratosfera montadas numas vassouras mágicas supersónicas. No entanto, têm um antagonista que procura os pedaços da nave para ele. E agora?

    A história é muito simples e bem disposta, com uma posição positivista em relação à vida que é sempre agradável de se ver. É o tipo de história que depende totalmente dos seus personagens, que provavelmente necessitariam de mais episódios para atingir o ápex do seu desenvolvimento. Existe um episódio dedicado a cada uma das meninas, mas isso parece insuficiente para estabelecer as suas relações e para dar um rumo mais definido à história. Assim, apesar de elas serem muito simpáticas e de ganharmos carinho por elas, a sua caracterização é incapaz de as estabelecer como ícones e o anime, no geral, parece curto e incompleto.

    Se há algo que é fantástico neste anime é, sem dúvida, a arte. Com designs amorosos, as personagens são desejáveis. Mas, sobretudo, são as visões paisagísticas do espaço que espantam e maravilham. Estão desenhadas com elevado detalhe, dando azo a momentos muito belos que fazem esta viagem valer a pena.

    Musicalmente, temos músicas cheias de fofura, mas que não se distinguem de outros animes do género.

    Considerando que este anime serve um pouco como spot publicitário para os criadores dos carros Subaru (Fuji Heavy Industries) é um exemplo curioso dentro do género. Acabei por não compreender bem o que desejavam eles anunciar, mas transmitem uma mensagem de bondade e esperança que funciona bastante bem. De resto, existem outros exemplos dentro do género que merecem melhores recomendações.

  • Kareshi Kanojo no Jijou

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    Kareshi Kanojo no Jijou
    Hideaki Anno - Gainax
    Anime - 26 Episódios
    1998
    5 em 10

    KareKano faz parte do imaginário americano dos finais dos anos 90. Assim, está recomendado em todas as listas, por toda a gente. No entanto, não é especialmente bom. Apesar disso, tem uma certa mãozinha daquele que foi o criador de Evangelion, o que se nota em algumas partes (as melhores)

    Um shoujo, uma história de amor. Uma rapariga mente a si própria e esforça-se por ser boa em tudo. Quando é ultrapassada por um rapaz, decide ser ela mesma e apaixonam-se. E tudo se resume a isto, num misto de drama e comédia em que se exploram as várias facetas de um sortido de personagens. A partir do momento em que a relação se estabelece, mais ou menos a meio da série, deixamos de ter narrativa: passamos a episódios soltos, com dois ou três que servem de consolidação da matéria dada (coisa bastante desnecessária num anime de 2cours), que relatam as aventuras e desventuras escolares e que introduzem novos personagens. O que me pareceu extremamente inútil.

    Os personagens também não são desenvolvidos para além do "sou mais do que as aparências". Esse elemento, presente em todas as pessoas da série, fica muito pouco explorado, pois não há densidade emocional para nos identificarmos com elas. Acabam por se tornar em resumos delas próprias, sendo que cada um tem uma persona "falsa" que querem oprimir fazendo uso de uma realidade que serve como mote para a comédia. Que não funciona na maioria das vezes.

    Quanto à arte, certamente que divide opiniões. É evidente que o orçamento para esta série estava muito reduzido, sobretudo a partir do meio. Mas é nessa altura que se faz uso de técnicas de animação experimental que têm um efeito original e muito interessante. A opção estilística de misturar imagens reais com animação também funciona de forma muito curiosa, assim como a utilização de texto para auxiliar nos pontos narrativos. Também fazem uso de desenhos rascunho, que recordam o próprio manga onde a série terá sido inspirada, o que dá um aspecto muito suave e romântico às situações em causa. No entanto, também existem momentos muito maus, sobretudo aqueles em que tentam explorar situações cómicas ou em que os personagens não mexem a boca para falar.

    Musicalmente, temos um conjunto de peças interessantes, originais e muito apropriadas. No entanto, como são só meia dúzia, rapidamente se tornam obsoletas e repetitivas, sendo que muitas vezes estão utilizadas em momentos pouco adequados, tornando a situação anti-climática.

    Um anime com muitas falhas, mas que talvez valha a pena ver se o visionante tiver interesse numa animação um pouco diferente.
  • Re: Cutie Honey

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    Re: Cutie Honey
    Anno Hideaki - Gainax
    Anime OVA - 3 Episódios
    2004
    7 em 10

    Uma espécie de remake de série dos 70s que ainda não vi (mas vou ver).

    Como sabem, não sou exactamente a maior apreciadora de maminhas balançando e gente nua a fazer coisas de gente nua, seja em animes seja em filmes com pessoas. No entanto, Re: Cutie Honey foi uma surpresa genial.

    Cutie Honey é uma heroína que luta contra as forças do mal. No entanto, as forças do mal estão sempre a tirar-lhe a roupa, que se desfaz frequentemente, para além de também boiarem para cima e para baixo frequentemente. Mas, no caso deste pequeno OVA (cerca de duas horas e meia), o resultado está para lá do hilariante. Com uma história muito simples, vemos personagens com que nos identificamos imediatamnete a viver aventuras altamente desnudadas, numa sequência de acção, terror e muitas cores que só para mesmo no final.

    Estes personagens são bastante unidimensionais, caracterizados apenas pelos seus traços principais, mas isso não é mau no contexto narrativo. Rapidamente se tornam queridos para nós, Honey com a sua simplicidade, Na-chan com a sua agressividade... E pela amizade que se forma entre todos, que evolui de forma consistente ao longo dos três episódios. O conceito por detrás de Honey também capta bastante o interesse, já que ela é um cyborg que vai obtendo características humanas à medida que o tempo decorre, coisas como a fome e a capacidade de amar.

    A animação, por si só, é bastante fraca. Mas é largamente compensada por uma opção estilística muito moderna, com um excelente uso da paleta de cores e das perspectivas, tornando cada cena numa delícia explosiva. As expressões dos personagens dentro de cada contexto são impagáveis, coisa que é acrescentada por um conjunto de vozes bem escolhido, especialmente nos personagens secundários.

    Finalmente, nada disto poderia existir sem uma banda sonora implacável, um pop açucarado sem precedentes, com temas de ironia constante que dão vontade de ouvir uma e outra vez.

    Um anime que me fez rir como há muito não acontecia neste universo.
  • Panty and Stocking with Garterbelt

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    Panty and Stocking with Garterbelt
     Imaishi Hiroyuki - Gainax
    Anime - 13 Episódios
    2010
    5 em 10

    Eu sabia. Eu sabia que não ia gostar. Eu sabia que ia abominar. Então, porque é que eu vi? Porque é que eu me submeti a esta actividade masoquista de ver uma coisa que eu sabia que ia detestar? Pela mesma razão pela qual vejo e leio todas as coisas. Para saber.

    Existe uma razão muito simples pela qual eu, necessariamente, achei este anime uma abominação. Eu detesto, odeio com todas as minhas forças, todo o tipo de piada sexual, escatológica ou coisas do género que possa existir. Logo, todas as piadas, todas elas, ao longo deste anime... Não têm piada. E como avaliar um anime de comédia em que não achamos piada a nada? É um desafio, sim. Mas existem pontos em que eu posso criticar: a comédia é demasiado fácil, demasiado óbvia. Li algumas reviews que diziam "é sofisticada". Ora então, seu eu disser "este desenho animado é mau como a merda, caralho" e depois me peidar, isto tem piada? É sofisticado?

    Da mesma forma diziam que PSG servia como uma crítica à indústria do anime tal como ela é. Acho isto uma consideração estupidamente errónea. À primeira vista, podemos penar que isto é um cartoon americano. Estilo Cartoon Network (que, por sinal, sempre detestei também). Mas se observarmos a arte com atenção, a cor, a proporção, tudo isso é tipicamente anime, tipicamente Japonês. Dou a mão à palmatória: a arte é muito boa, com momentos muito experimentais que são o maior ponto de interesse ao longo desta viagem de horrores. O mesmo se passa em termos de animação. Mas isto acontece porque é um anime e tem todos os elementos de anime. Não se enganem pelo estilo. Nem sempre precisamos de pernas compridas e pestanas brilhantes para ter uma estética típica.

    O problema aqui está precisamente na concepção de que PSG tenta ir para além dos limites impostos pelo género. Não vai. Nunca poderia ir, porque todos os elementos são muito próprios. As próprias personagens, são a caricatura de coisas que a cultura Japonesa rejeita (nomeadamente, a sexualidade feminina). A única forma de tornar este anime mais americano, mais diferente, é ter merda, canzana e esperma espalhados por aí. E isso não torna uma animação única: torna-a vulgar.

    (Diga-se de passagem que desgosto de quase todos os desenhos animados americanos, do Cow and Chicken ao Family Guy.)

    Musicalmente, passa-se a mesma coisa. A maneira de ser mais ocidentais será convertermo-nos à geração autotune e ilustrar o anime com um pop repetitivo e pouco inspirado?

    Enfim, é difícil expressar o quanto este anime superou as minhas expectativas. Eu sabia que me ia sentir horrorizada ao longo de todos os episódios. Mas não sabia que ia encontrar razões tão óbvias para isso. :)
  • Medaka Box

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    Medaka Box
    Saeki Shouji - Gainax
    Anime - 12 Episódios
    2012
    6 em 10

    Toda a gente me disse que eu ia odiar. Mas estava no clube, por isso lá fui eu ver. Precisava de perceber porque razão é que haveria de odiar isto! Depois de uma versão sem legendas e de uma versão fandubbed em russo, consegui apanhar a série e lá me pus a ver.

    Não odiei! Aliás, até gostei bastante dos primeiros episódios.

    Medaka é a presidente da associação de estudantes e institui uma caixa de sugestões, onde lhe pedem favores. Ela resolve-os e planta uma flor por cada problema, com o objectivo de ter um lindo jardim. O último terço da série, mais ou menos, é uma luta em que Medaka aparenta ter super-poderes extremamente exagerados. Dizem que é essa a parte de que gostam mais, mas pareceu-me excusada e fora do contexto.

    Os personagens são típicos, todos extremamente fortes e com capacidades quase sobre-naturais para resolver os problemas. Adicionem-se maminhas, está a série feita.

    Arte? Não má, não má. Mas também não boa, sobretudo nessa última parte da luta épica, com muitos gritos, roupas rasgadas e cabelos à-la super-guerreiro do espaço. A música condiz com essa condição de super-guerreiro do espaço. A ED está engraçada, com alguma calma que falta ao resto da série.

    Acho que teria sido melhor conseguida se se tivesse mantido na onda do fatia-de-vida, com comédia e fan-service (serviço para fãs?) em moderação. Perdeu-se no vulgar muito rapidamente. Teria de ver também a segunda season, mas acho que esta me chega.
  • Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo

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    Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo
    Tsurumaki Kazuya, Anno Hideaki e Maeda Mahiro - Gainax
    Anime - Filme
    2012
    8 em 10

    Nos 90s tivémos Neon Genesis Evangelion. E o pessoal passou-se. Agora no novo milénio temos uma nova interpretação da história: Evangelion. E o pessoal está-se a passar. E eu, com grande orgulho, faço parte desse grupo de pessoal.

    You Can (Not) Redo é o 3.0, o terceiro filme. Catorze anos se passaram desde o 2.0. Shinji Ikari continua igual, mas o mundo à volta dele mudou. Agora a Nerv é a má da fita (não que fosse muito boa peça antes, de qualquer forma) e ele não pode conduzir EVAs. É importante ter visto os outros dois filmes primeiro, e se calhar também a série, para se poder compreender bem o nível do que se passou neste mundo, o impacto (literalmente) das mudanças e as consequências que elas têm para o, desde o início, frágil Shinji. No entanto o filme também pode funcionar sozinho, já que trata sobretudo da glória e queda da amizade entre este e Kaworu (um dos meus fofos). Num sentido mais lato, é precisamente sobre isto que o filme trata. E é por isso que o desenvolvimento do personagem, Shinji, funciona de forma tão intensa e envolvente. Shinji aparece quase como uma folha em branco perante o novo mundo e a evolução de adaptação para ruína conjuga-se com a sua personalidade inicial, fraca e dependente.

    Mas talvez eu tenha esta impressão por ser fã incondicional da série original e me ser difícil deixar de comparar e de procurar mais detalhes nela.

    Também me vai ser necessário comparar, desta vez com os dois primeiros filmes, no que respeita à animação. No segundo filme a minha impressão foi, ao minuto cinco "dou 9 ou 10 a isto?", simplesmente porque a animação estava tão fora de todos os parâmetros. Desta vez tal não aconteceu. Não existem tantas "lutas", como tantos fãs gostam de chamar e ver, mas para compensar temos um valor artístico incomparável aquando da composição das paisagens e dos personagens inseridos nelas. Alguns momentos são quase quadros, conceitos profundos e dolorosos que nos ajudam a compreender este novo mundo e acrescentam ao processo de (in)adaptação de Shinji.

    A música é outro aspecto extremamente bem estruturado. Se ao início me parecia vulgar, assim que apareceram as peças a quatro mãos para piano mudei completamente de ideias. Não podia estar mais perfeita. Tive um bocadinho de saudades do violoncelo.

    Até agora este remake está uma coisa do outro mundo. Vamos ver o que nos reserva o 4.0.

    Resume-se numa palavra: bruto.
  • Wings of Honneamise

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    Wings of Honneamise
    Yamaga Hiroyuki - Gainax
    Anime - Filme
    1987
    6 em 10


    Acabei de ver este filme com a minha avó. Ora bem, a minha avó não sabe Inglês, por isso não podia ler as legendas, mas ainda assim gostou do filme. :)

    Honneamise foi o filme de estreia do famoso estúdio Gainax e o filme de maior produção e investimento da sua era. O resultado é um exemplo de soberba animação. Não é muito original e não utiliza nenhuma técnica especial ou interessante, mas é extremamente detalhado e muito bem feito. Este é o principal aspecto deste filme e adorei. Os fundos são ricos, as cenas de acção sumarentas e tomaram atenção a cada movimento.

    No entanto uma boa animação não faz um bom anime. A caracterização foi apenas a suficiente para identificar os personagens. A sua evolução não foi convincente e pareceu muito apressada, sem uma base forte para a sustentar. A história é muito simples (e isso é bom! Mas...), não especialmente original ou bem escrita.

    Mas para mim o principal defeito deste anime foi toda a sua exposição. As cenas transitam sem nenhum sentido definido. Estamos a ver a nave a ser construída e de repente vemos pessoas a a cortar colheitas. Isto foi o principal elemento de que a minha avó não gostou e ela, como não conhecedora de anime, tem uma visão pura sobre tudo isto. Tendo a concordar com ela.

    Recomendo este filme pelo seu significado histórico e pela animação, mas não creio que seja merecedor de uma recomendação mais abrangente.
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