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  • Concerto: FatBoy Slim

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    Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!

    Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)

    Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.

    Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.

  • Happy Mondays

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    Happy Mondays
    Concerto


    Fomos ver este concerto de uma banda que eu nem conheço muito bem, mas foi divertido.

    Espantei-me por o público ser só kotas, mas depois pensei que nós somos os kotas. Por todo o espaço, que estava mais ou menos vazio, havia um ligeiro aroma a peido, que só podia estar relacionado com a idade do intestino do público.

    De resto, a banda é bastante incrível e deu para dançar bastante, mas o vocalista bebeu tanto e drogou-se tanto que não se entendia uma única palavra do que dizia, parecia tudo gibberish irlandês, e eu só me ria.

    Entretanto, tive uma conexão fofinha com o gajo das maracas, que olhou para mim e começamos a fazer a mesma dança.

    Foi giro.

  • Festa do Avante! 2025

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    Festa do Avante! 2025
    Festival


    Mais uma vez fomos ao Avante e, no processo, perdi uma combinação e tudo. Passei o tempo quase todo a ler o livro das fadas, pelo que deveria parecer um bocadinho freak lá no meio da Festa.

    Enfim, eu gosto muito do Avante, tem um espaço maravilhoso, tudo muito barato e bom, e tudo muito bem organizado. Às vezes questiono-me, se o PCP ganhasse as eleições será que Portugal seria tipo um Avante? Tudo bem organizado, troca de bens, processo anti-capitalista e tal?

    Quanto à música, vimos muita coisa mas confesso que não conhecia quase nada. O que mais me impressionou foi o Coro de Mulheres, até chorei. E desta vez houve uma mini-rave no palco da Liberdade, e foi muito fixe dançar enquanto comia queijo alentejano. Vimos uma banda punk da América Latina, vimos uma banda brasileira a tocar covers maravilhosas.

    E ainda ganhei um frasquinho de fazer bolhinhas numa rifa! E, fabuloso, havia uma loja de coisas em segunda mão mega baratas!

    Gostei imenso e para o ano lá estou de novo, como sempre.

  • Primavera Sound Porto 2025

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    Primavera Sound Porto 2025
    Festival

     

    Fomos de fugida ao Porto para ver alguns concertos do Primavera Sound.

    O espaço estava um pouco diferente daquilo que eu conhecia de anos anteriores, e os patrocínios também mudaram, deixando de ser a NOS para ser a Vodafone e o maldito banco Revolut. A compra dos bilhetes foi muito muito complicada, porque para ter desconto nos bilhetes tinhamos de fazer uma conta na porra do banco e, consequentemente, começar a pagar juros. O que me parece uma forma muito sketchy de fazer business, mas ok, cada um faz conta no banco que entender.

    As bebidas caríssimas, comida pouco variada, pequenas quantidades e muito caras também. Mas passemos aos concertos (fora algumas bandas que vimos só alguns minutos):

    Fountaines DC foi um excelente concerto, muito emocionante, animado e revolucionário, com muitos gritos a favor da Palestina. Havia apenas alguns fãs espalhados pelo público, que não estava especialmente motivado sem ser mesmo lá à frente. Também a banda não comunicou muito, tocando as músicas umas a seguir às outras e sem encore (nada teve encore, o que é estranho)

    Anohni foi o pior concerto, e o pior é que a culpa nem foi da senhora. A culpa foi dos técnicos de som, que puseram um concerto intimista num volume tão baixo que por mais atenção que déssemos, não dava, simplesmente não dava. Queríamos ouvir a Dona Anohni e nada, silêncio cá atrás.

    Charli XCX fez a festa sozinha, lançou os foguetes, apanhou as varetas, meteu-as nos olhos e ainda continuou a dançar por aí. A rapariga é louca, e dancei tanto, tanto, tanto que fiquei uns dias sem me conseguir mexer devido a bolhas nos pézes. Ainda assim, o público não estava nada motivado, ela até dizia "scream FUCK!!" Mas ela sozinha, sem dançarinos, sem banda, sem nada, teve uma energia tal que me cativou completamente.

    Finalmente, Caribou para fechar a festa. Caribou está diferente, muito mais dançável e menos contemplativo. Dancei sentada.

    Depois ainda tivemos um filme no dia seguinte a voltar para casa, por causa do mal cheiroso do Flixbus. Antes disso estivémos no Castelo do Queijo, que não é feito de queijo, não tem queijo, nem tem souvenires de queijo. Desapontante. 

  • DJ Zanova

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    DJ Zanova
    DJ-Set

     

    Começamos o ano com Mandy e com a DJ Zanova no seu DJ Set em Cacilhas pela noite de ano novo.

    Desta vez o fogo de artifício não me assustou tanto porque estava com umas pessoas a descrever as diarreias dos seus respectivos bebés. Depois começou o concerto e eu quis logo ir lá para a frente.

    Não é que esta DJ faça um trabalho espectacular, mas a verdade é que deu para dançar horrores. Ela passa sons populares de electrónica e até rock clássico com um pequeno twist das suas máquinas, e a verdade é que faz uma grande festa.

    E foi assim a festa, em que dancei tanto que umas miúdas ficaram especadas a olhar para mim. Por isso ainda dancei mais, woo

  • Air

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    Air
    Concerto


    Fomos ao EDP CoolJazz em Cascais para, essencialmente, o nosso único concerto "oficial" do ano, os Air. Fiquei muito feliz com este concerto, porque tocaram na totalidade o album "Moon Safari" que é o meu preferido, e diverti-me imenso.

    Depois tocaram mais alguns extras, mas esses não me interessaram tanto.

    Moon Safari é um album maravilhoso, que vive rent free na minha cabeça desde que o ouvi há cerca de 1000 anos. Então fiquei muito surpreendida e feliz quando me apercebi que o iam tocar na totalidade e sem qualquer interrupção e sem qualquer alteração.

    Do sítio onde estávamos não dava para ver grande coisa, mas não faz mal porque o que interessa é ouvir e dançar e foi isso o que fiz.

    Fiquei mesmo contente, afinal, por ter ido a este concerto.

  • Meo Kalorama 2023

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    Meo Kalorama 2023
    Festival de Música


    Com muita contrariedade minha, lá fomos para este festival. Organizado no Parque da Bela Vista, é uma pura canseira andar de um palco para o outro por aquelas colinas e vales infinitos, e eu estava mesmo muito mal disposta e cheia de fome quando lá cheguei. Arrebatei um hambúrguer carérrimo antes de darmos conta da zona com mais comidas, que era no canto oposto. O sistema de pagamentos digitais é uma merda, e o preço das bebidas é outra merda maior, o meu orçamento mensal desapareceu todo nesta porcaria.

    Mas valeu a pena porque vimos bons concertos. Primeiro apanhámos Tamino, que estava a dar ao mesmo tempo que a Florence. Mas a mim não me interessa nada a Florence e gostei mais disto, que deu para aquecer um pouco os passos de dança. Depois seguimos para ver Arca, que foi um epectáculo fenomenal. Elu não passou os seus próprios sons, foi mais um DJ set das coisas que elu mais gostava, com vídeos de gatinhos fofinhos a passar por trás e uma estranha e fascinante performance num baloiço. Mas depois tivemos de fugir porque estava para começar a única razão pela qual eu tinha ido a um festival num dia de trabalho: Aphex Twin. Espectáculo visual fascinante, com música bem frita para eu dançar, acabámos por ficar quase à frente porque quanto mais ácida ficava a música mais pessoas fugiam em debandada. Deviam ser os jovens do ticatuca que pensavam que o Aphex era um fofinho e não sabiam da existência de coisas como o Ventolin.

    Dancei tanto que fiquei essencialmente paralisada no regresso, e com muitas muitas muitas dores. Mas valeu a pena, porque devo ter gasto milhões de calorias. Depois o Aphex veio cá abaixo dizer olá às pessoas, porque se ele não viesse até podíamos acreditar que não estava lá ninguém a tocar no cubo gigante.

    Obrigada RDW, gosto muito de ti.

  • Feira de Corroios 2023

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    Feira de Corroios 2023
    Festival


    Como sempre lá fomos a Corroios ver a Feira e, desta vez, um concerto de Peste e Sida.

    A Feira continua igual a si própria, embora este ano tenha sentido a falta da novidade do ano passado, a Heimdall Geek Store. Vi uma t-shirt de Sailor Moon muito gira, mas não tinha dinheiro trocado e acabei por não a trazer. Um dia destes ainda compro a que diz "Back to Corroios" em modo Back to the Future, porque acho giríssima.

    Quanto ao concerto, vimos lá de longe para eu me poder sentar, porque ando muito cansada. A banda foi muito divertida, estavam sempre a dizer piadas, mas muitas vezes as piadas eram autodepreciativas para a banda, o que acabou por ser muito estranho. Coisas como "o baterista não sabe esta música", "a banda está bezana" ou "não me lembro da letra" calharam um bocado mal, apesar de ser engraçado. Mas lá tocaram chutacavalochutacavaloEMORRERÁS, e ficámos todos felizes.

    Para o ano há mais!

  • A Garota Não

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    A Garota Não
    Concerto


    Fomos ver este concerto gratuito no Museu da Cidade de Almada. Infelizmente ficámos num sítio péssimo, algures na lateral, e a dita cuja Garota estava constantemente tapada por uma coluna. Para além disso, a acústica do lugar era péssima e não compreendi absolutamente nada das letras das músicas. Como não conhecia bem a artista, foi difícil então de acompanhar o show.

    De todos os modos, consegui ouvir algumas partes das histórias que ela ia contando entre cada música. Não gostei de que ela escrevesse uma música sobre um assunto que lhe é desconhecido, e que o tenha admitido comparando-se ao Chico Buarque (que também não sabia de pássaros). Mas gostei que durante um dos instrumentais apresentasse umas folhas com nomes de mulheres: mulheres que morreram vítimas de feminicídio. 

    Fiquei curiosa em ouvir as músicas com mais atenção, mas passado este tempo todo ainda não se ocorreu.

  • Chico Buarque

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    Chico Buarque
    Concerto


    Tinha comprado os bilhetes já no ano passado, pois senti que esta seria uma das últimas oportunidades para ver um dos meus cantautores de eleição, que já está bem idoso e pode nunca mais voltar.

    Surpreendeu os lugares em que ficámos, que estavam mesmo junto ao corrimão da galeria e, por isso, tinham um pouco mais de espaço. Mas o que surpreendeu sobretudo foi a presença permanente de uma senhora, uma tal Mónica, que cantou pelo menos cinco músicas antes da entrada do artista. Por momentos pensei que me tivesse enganado e que tivessemos ido ver um concerto de tributo!

    Mas lá apareceu o Chico, com um mix de músicas cheias de calor e amizade, a maior parte conhecidas em Portugal mas também outras mais obscuras, como a Canção Desnaturada da Ópera do Malandro. Contou também várias histórias divertidas, e ouvia-se algures um riso descontrolado de uma qualquer espectadora com tendência ao histerismo.

    O final foi apoteótico, toda a gente da plateia se levantou e se aproximou do palco para cantar e dançar o João e Maria, com uma energia muito boa.

    Gostei muito, mas fiquei com pena de ver o Chico tão debilitado. 

  • Rosalía

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    Rosalía
    Concerto


    Comprámos estes bilhetes mesmo à última da hora, ficámos com os últimos dos últimos. Por isso pensei que fossemos passar o concerto sem ver nada, e só a ouvir música. Felizmente não foi o que aconteceu, porque lá no Balcão 1, secção 27, até se via muito bem.

    Neste World Tour Motomami, Rosalía apresenta-nos practicamente toda a sua discografia num concerto longo, pensado enquanto espectáculo audiovisual e não apenas como simples apresentação do novo album. Tudo começa com a sua entrada, com o capacete de totós, acompanhada por oito sensuais e talentosos dançarinos que irão manter a energia do especáculo ao longo da suas três horas de duração.

    A setlist foi longa e pudemos ver diversos momentos distintos. Vestida como um misto de Robocop e e Battle Angel, Rosalía cantou e dançou brilhantemente, dando passos impossíveis de flamenco no acompanhamento visual das suas músicas.


    Por vezes com mudanças de figurino, e momentos instrumentais variados, a artista cobriu toda a sua obra sem omitir nenhum momento de importância. Também houve várias interacções com o público, que a enterraram em peluches e prendas.


    Assim, apesar das limitações acústicas do Pavilhão Atlântico (ex), foi um concerto excelente, que certamente ficará durante muito tempo na memória.

  • Festa do Avante! 2022

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    Festa do Avante! 2022
    Festa/Festival


    E então este ano, apesar da posição global do PCP não ser muito agradável, lá voltamos ao Avante! Fomos apenas dois dias, pois na sexta-feira e sábado eu estava a trabalhar.

    Comecemos por Sábado: a festa estava, mais uma vez, lindamente organizada, mas este ano não visitámos as exposições e o resto, dedicámos a nossa atenção mais à música. Começamos por ver Scúru Fitchádu, que abriu a tarde numa explosão de energia e dança. Claro que isto chegou ao seu auge com Pongo, que levou à exaustão dos corpos logo à tarde. Impossível não dançar na loucura com os beats africano-electrónicos e as coreografias simples mas eficientes que nos foram apresentadas. 

    Deslocámo-nos para o Palco 1º de Maio (ex-Palco Lago) para ver Paulo Bragança, com um concerto de proximidade, humilde e poderoso, cuja voz talvez tenha ficado um pouco apagada devido ao ruído de fundo sempre presente por todo o lado.

    Finalmente, vi uma banda que nunca tinha visto, e que era quase criminoso nunca ter visto: Mão Morta. Neste concerto não tocaram nenhum clássico mas, por outro lado, contaram uma complexa história de terror e ficção científica que me tomou a atenção durante todo o tempo. Penso que era um dos novos discos, que tocaram na íntegra, e ainda bem, já que a história que nos contaram era longa e estranha.

    Fomos comer ao Partido Comunista Italiano, que tinha esparguete à bolonhesa e era delicioso.

    Portanto, passemos a Domingo. Fomos um pouco mais cedo, mas o único concerto que vimos atentamente foi o da Bia Ferreira, uma cantora e activista brasileira que muito me impressionou pelo poder das suas letras. Anti-fascista, anti-capitalista e antirracista, este concerto chegou a comover-me em certos instantes, e fiquei muito agradada com a presença desta artista.

    Não vimos os cabeças de cartaz, Carmino e Dino d'Santiago.

    Foi um óptimo Avante! e espero voltar para o ano, contando que o PCP se manifesta mais positivamente acerca do mundo que o rodeia.

  • Feira de Corroios 2022

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    Feira de Corroios 2022
    Feira/Festival


    Bem, vejam lá o tempo que já passou sem nenhuma review! Entretanto fui de férias, entretanto vimos montes de filmes, e lemos montes de livros e vimos montes de anime, portanto agora é altura de começar a escrever sobre isso. Também tenho estado muito desinspirada para a escrita, por isso vamos ver se agora me recupero.

    Vamos começar por falar da Feira de Corroios, que este ano visitei em dois dias.

    Na primeira visita vimos muito pouca coisa, e os concertos também eram chatos e cheios de barulho, portanto só assisti a uma parte - no resto passei-me, enfureci-me, e fui-me embora.

    Já a segunda foi melhorzita. As bancas habituais lá estavam, e ainda joguei numa rifa em que ganhei um belíssimo pentagrama que do outro lado tem um olho piramidal. Já estou farta de o usar! Este ano também tinham o pavilhão ocupado com algumas bancas, a maior parte de imobiliárias, mas uma da Heimdall Geek Store, onde comprámos uma action figure do Predator (segundo filme), que depois íamos perdendo mas que no fim acabou por chegar a casa sã e salva.

    O concerto desse dia foi fantástico, o que é uma palavra que usualmente não associamos ao Toy. É verdade, fomos ver o Toy que, num concerto muito ensaiado e programado, nos brindou com os seus maiores sucessos, além de uma sessão de flexões na sua t-shirt de lantejoulas pretas. Dancei horrores, quem diria que ia dançar tanto com música popular portuguesa, e foi no geral muito divertido. Gostei quando o Toy disse que não nos podia dar a t-shirt, porque só tinha aquela para os concertos todos, não havia orçamento para mais.

    No geral foi uma feira óptima, sobretudo depois de dois anos de ausência devido ao confinamento, e agora aguardamos pelo próximo ano!

  • Penguin Cafe

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    Penguin Cafe
    Concerto

    Fomos ver um concerto de uma banda chamada Penguin Café. Originalmente era Penguin Café Orchestra, mas o pinguim principal faleceu. Assim, a banda foi recuperada com um nome amputado pelo seu filho, constituindo um quinteto de cordas com piano.  

    As músicas foram sobre pinguins imaginados. Os pinguins que são detectives, a preto e branco num filme muito noir, os pinguins que se salvam porque se mantêm juntos, os pinguins que nadam como zepelins debaixo das águas geladas do ártico. 

    E de repente, para mim, esses pinguins tornavam-se cavalos, um casal de cavalos que corre por um campo verde, soltando a terra debaixo dos cascos. Eles provocam-se, empinam-se, escoiceam-se e mordem-se. Mas amam-se, pois essa é a maneira própria de amar dos cavalos. 

    De repente esses pinguins tornavam-se uma luta, uma luta entre a rapariga mais forte do mundo (que não sou eu) e algum inimigo, inimigo que leva palmada forte abaixo do queixo, e que depois vê a sua cabeça a ser empurrada sucessivamente contra uma parede, até a parede rachar, até a cabeça se partir. 

    Logo cavalos de novo. Romance equino, qual será a sua consequencia? 

    Permitam-me, pinguins, imaginar algo diferente. Afinal, a música comunica por si só. 

     

  • Deltas

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    Deltas
    Concerto

    Com o levantamento parcial das medidas de restrição, voltaram os concertos à Cine Incrível e, desta vez, decidiram colocar alguns originais. Fomos atraídos para este concerto pela tag de "World Music" e eu não podia ter ficado mais satisfeita, porque foi um belo serão!

    A banda tem origem no Brasil mas, mudando-se para Portugal, integraram novos elementos e novas tradições audiófilas na sua música. Assim, temos uma banda com um conjunto de instrumentos pouco usual que, todos juntos, nos dão uma perspectiva dançante, emocionante e muito animada da música tradicional ibérica.

    Com várias referências, nas músicas, a elementos do paganismo, a minha vontade era por a coroa de flores e ir dançar para a floresta. Foi mesmo divertido e a banda transmitiu um ambiente óptimo para o público!

    Um nome para nos mantermos atentos.

  • Cantigas de Maio

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    Cantigas de Maio
    Concerto

    Fomos ver este concerto no Fórum Romeu Correia. Trata-se de um agrupamento que se dedica a cantar canções de intervenção e outras relacionadas, passando por diversos artistas, desde José Afonso, a Fausto, até mesmo a Amália Rodrigues.

    Os arranjos funcionam lindamente, com um agrupamento jazzístico de contrabaixo (líder), piano, guitarra e voz. A voz do rapaz é fantástica e dá toda uma textura actual e diferente a estes clássicos portugueses.

    Assim, foi um concerto mesmo interessante e bonito, mesmo quando atrás de mim estava uma senhora a cantar todas as músicas. Foi um sucesso tal que a banda teve de fazer três encores!

    Gostei mesmo muito e recomendo esta banda!

  • Festa do Avante! 2021

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    Festa do Avante!
    2021
    Festa

    Beeeem..... Há quantos anos é que eu não ia ao Avante? Muitos! E desta vez foi uma experiência totalmente distinta, porque pela primeira vez... Vi as coisas!

    O espaço do Avante está maior, melhor organizado, com medidas de protecção para a pandemia que estavam exemplares. Cadeiras para todos, casas de banho impecáveis. Com papel higiénico e tudo! Viam o certificado à porta, embora não fosse muito certo, porque... Seguranças Militantes vão sempre militar.

    Então falemos primeiro de Sábado! Como eu trabalhava nesse dia de manhã decidimos ir só nos últimos dois dias, sendo que cedemos as nossas EPs a uns amigos que só iam na sexta. À chegada, após grande caminhada pelas arcadas inclinadas, fomos de imediato para o palco principal onde, à sua beira, vimos GDM, um rapper brasileiro que na fotografia parecia grande mangas. Apesar disso, cantava sobre coisas bem bonitas, com beats bastante clássicos e rimas muito interessantes e motivadoras. Tinhamos planos para depois ver um outro concerto, mas acabámos por desistir porque já andávamos por lá a passear. Então ficámos no Lago, que ainda existe, e fui totalmente picada por bichos até me tornar num passador humano.

    Mais à noite, fomos para o ex-palco-do-lago, agora noutro local e fora da tenda maléfica que o caracterizava, para ver Maria João e Buddha Power Blues. Mantivemo-nos fora da festa que estava lá em baixo, mas pudemos ouvir o concerto perfeitamente e foi óptimo. Maria João é uma das maiores performers de jazz do nosso tempo e foi um prazer poder ouvi-la ao vivo pela primeira vez! Depois ficámos a ver uma DJ que mixava kuduru com algo progressivo e reparámos que estava a haver uma rave gigantesca junto ao palco, contra todas as expectativas de protecção contra o covídeo... Bem, quem dança seus males espanta, é assim?

    Entretanto fomos à procura de comida e eu converti-me numa barriguda porque comi não um, nem dois, mas três hamborguesas. Estavam muito boas!

    Passemos a Domingo! Tentámos ir um pouco mais cedo e, mais uma vez, fomos para a lateral do palco principal, desta feita para ver Brigada Victor Jarra com Zeca Medeiros. Foi um concerto muito interessante, com músicas tradicionais tocadas de forma muito pouco ortodoxa. Amei bater palmas e cantar com o "Põe aqui o teu pezinho devagar devagarinho...!"

    No entretempo, pois só havia mais um concerto que queríamos ver (já lá vamos) fomos ver a Bienal de Arte do Avante, que tinha pinturas muito interessantes. Podiamos comprá-las e até havia uma, que se parecia um pouco com neutrófilos corados com azul de metileno, que eu tinha dinheiro para adquirir. Mas lá ficou e é menos arte que tenho em casa. Havia também uma pintura muito otaka, com uma school girl japonesa a atravessar a rua! Ri muito! Fomos também ao Espaço Ciência, que não tinha graça nenhuma. Era só uma sucessão de grandes comunistas famosos, que estudaram. Estranho que incluiram coisas como literatura neste espaço. Depois passámos à Feira do Disco e Feira do Livro, que tinham objectos interessantes, mas bastante caros para a minha carteira.

    Finalmente, fomos ver Linda Martini, que nos apresentou um concerto recheado de novos sons que eu não conhecia. No caminho ainda dancei a Carvalhesa, fiquei mesmo contente! Enfim, Linda Martini é uma banda que eu gosto bastante, mas o som pesado, sentados nas cadeirinhas, começou a dar-me a volta a cabeça e decidi sair. Fomos para o Algarve e lá ficámos até ao fim da Festa!

    Enfim, foi muito divertido! Para o ano gostava de experimentar as comidas do mundo!

  • O Gajo

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    O Gajo
    Concerto

    Recentemente, um novo espaço aqui de Almada foi recuperado: o Mercado das Torcatas. Ultimamente têm acontecido lá alguns espectáculos, produzidos pela associação Gerador (pela qual não nutro grande simpatia, mas adiante). Este foi o último que fomos ver.

    Um gajo e uma guitarra é o suficiente para nos fazer entrar noutro mundo. Porque este gajo conta histórias através das suas cordas. Foi um concerto altamente imagético, em que cada música nos remetia para um Portugal urbano, mas ainda assim profundo e altamente tradicional.

    Com uma técnica sólida, o guitarrista transporta-nos para momentos da sua vida, para pequenas fotografias a preto e branco, ou pelo menos muito desfocadas. Imagens complexas mas perfeitamente perceptíveis.

    Gostei muito e fiquei com curiosidade de ouvir mais.
  • O Ano da Morte de Ravel

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    O Ano da Morte de Ravel
    Orquestra Metropolitana de Lisboa
    Concerto

    Fomos ver este concerto na Academia Almadense, que fica mesmo aqui ao pé. 

    Tratava-se de um concerto comemorando os autores que faleceram no mesmo ano que Ravel, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa. Os compositores escolhidos foram Gabriel Pierné, Karol Szymanowski, Albert Roussel e Maurice Ravel. Infelizmente, fizeram um intervalo extremamente longo entre as duas partes do concerto, o que me desmotivou imenso e, por isso, fomos embora a meio.

    Felizmente, ainda deu para ver a qualidade da orquestra e da solista ao piano, que tocou um maravilhoso bolero que adorei de cima abaixo.

    Fica a nota para a sala de espectáculos da Academia, que é enorme, com cadeiras confortáveis e muito espaçosas. :)
  • Festival IMINENTE 2019

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    Festival IMINENTE 2019
    Festival de Música
    Este ano voltámos ao Panorâmico de Monsanto para o Festival IMINENTE. Com curadoria de Vhils (de quem não gosto nada, mas isso é outro filme), aproveita o espaço degradado e grafitado do Panorâmico para montar um festival de música activista e alternativa, com espaço para o debate social e político e, sobretudo, muitos concertos.

    O espaço estava organizado de forma semelhante ao ano passado. Desta vez havia uma pequena mudança na estrutura dos pagamentos dos comes e bebes: um cartão recarregável em que, no final, se devolvia e ainda ofereciam uma água ou uma cerveja. Gostei bastante, porque assim ninguém tem de lidar com dinheiro. Havia três palcos: um principal, no exterior, um a meio de uma escadaria e um subterrâneo, na cave, que foi onde passámos mais tempo.

    Começamos por ver o Fado Bicha, um dueto de voz e guitarra muito original e divertido. As suas músicas falam dos problemas reais enfrentados pela comunidade LGBT+, com muito orgulho e com muito humor à mistura. O cantor falou imenso durante o concerto, dedicando cada uma das músicas a mulheres importantes no seio do activismo. Foi mesmo muito engraçado!

    Depois, fomos para o exterior ver Chalo Correia, um cantor Angolano que se apresentou com uma banda muito tradicional. Dancei muito com os seus ritmos, embora me lembrassem outras bandas que já havíamos visto no mesmo espaço. Foi divertido, mas para mim foi o concerto mais fraco do dia.

    Voltamos à cave para conhecer aquela que, para mim, foi a cantora que me fez ganhar o festival: SREYA. A amiga do Conan Osiris tem músicas cheias de energia, com uma sonoridade pop nada plástica, como se estivéssemos a ouvir uma cassete no nosso quarto. Fiquei convencida que a minha vida pode mesmo ser um ovo estrelado e agora estou viciadíssima nas músicas dela! Vão ouvir!

    Jantei uma sandes de queijo de cabra com mel. Apesar da zona de refeições estar mais calma, tinha muito menos opções e, sobretudo, muito pouca variedade. Eram essencialmente hambúrgueres e cachorros, com pouquissimas versões vegetarianas. Ainda fui comer uma fartura e tive um encontro imediato do primeiro grau com uma pessoa do trabalho, o que foi extremamente assustador e desconfortável.

    Mas depois logo esqueci, porque fomos ver Linn da Quebrada. Uma tipa grande, trans, forte e com músicas igualmente grande, trans e fortes. As músicas eram de uma agressividade brutal, com letras muito pouco educadas e com um espectáculo do exacerbar da sexualidade. Muito interessante!

    Terminámos a noite com Badsista, uma DJ brasileira que me fez dançar até me obrigarem a ir embora. :) Um DJ Set com electrónica pura e dura, que se transformou numa grande pequena festa de tudo ao molho dentro da cave. Infelizmente já não restava muita gente, porque senão teria sido verdadeiramente caótico, o que no caso até seria uma coisa boa.

    Gostei muito deste festival. Apesar de ao início não estar muito convencida a ir, acabei por me divertir imenso e ver (e descobrir!) grandes sons!
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