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  • Transgressões

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    Transgressões
    Teatro Extremo | Roald Hoffmann
    2022 | 2006
    Teatro

     

    A nova criação do Teatro Extremo, inserida no seu projecto de falar sobre ciência, é uma peça escrita por um Nobel da Química que, pelos vistos, também gostava de teatro.

    Infelizmente esta interpretação almadense tornou-se um pouco bizarra. Trata-se, efectivamente, de uma peça sobre ciência e sobre o debate ético da ciência. Mas era patente que os actores desconheciam na totalidade o significado das coisas que estavam a dizer, ou então saberiam o que é uma citoquina e saberiam que se diz "imunitário".

    Também estranhei o cenário, porque não estava simétrico. Apesar disso ser provavelmente propositado, baralhou-me o campo de visão estarem os actores sempre a entrar e a sair sem nenhuma discrição, pois isso baralhava o foco do espectador.

    Assim, apesar do tema da peça ser bastante relevante, tornou-se um espectáculo um pouco aborrecido.

  • Viagem de Inverno

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    Viagem de Inverno
    Elfriede Jelinek / Companhia de Teatro de Almada
    2011 / 2020
    Teatro 

    Esta peça foi-me muito recomendada, portanto juntei-me à malta para irmos ver. A única conclusão que tiro é que ainda tenho de ver muito teatro. Porque, para ser completamente sincera, penso que não tenho capacidade intelectual para compreender esta peça.

    Trata-se de um texto longo, que eu pensava literário mas que afinal foi feito especialmente para o teatro, que é interpretado por três actrizes nesta encenação. Embora cada uma delas procure uma voz única dentro das palavras que estão a dizer, o texto é tão complexo que - sendo distintas - é impossível saber quem é quem. Talvez seja esse o objectivo final, apesar de tudo.

    Alguns momentos da peça foram muito interessantes, com ritmo, esforço físico e uma quase canção, mas entretanto algo me passou porque... Bem, adormeci. Muita gente adormeceu, portanto não me odeiem D: Muita gente se foi embora antes do fim, alguns tentavam participar na peça.

     No final eu só queria que a senhora do realejo se calasse e que ela mais o seu realejo se afundassem nas profundezas da neve.

    O teatro causa emoções, mas estas foram maioritariamente negativas. Também está certo!
  • Final Feliz

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    Final Feliz
    Produções Acidentais
    2019
    Teatro

    Acabei agora mesmo de vir de o teatro, onde assisti a esta peça. Uma amiguinha dos Actos Urbanos era uma das actrizes, por isso estávamos todos ansiosos por a ver! :)

    As histórias infantis, romantizadas pela Disney e pelo beijo que indica um final feliz, nem sempre simbolizaram contos de amor e bondade. Na verdade, na sua concepção, incluem momentos terríveis, de dor e de violência, como que se a moralidade da história estivesse para além do seu encanto. Esta peça fala precisamente sobre o quão infeliz pode ser o final feliz, dependendo da perspectiva que se lhe dá.

    Gostei imenso deste texto e da maneira como foi interpretado. O texto, difícil, por vezes fechado sobre si próprio, coloca em comparação a figura da princesa (feminino) e do príncipe (masculino), rebaixando a fêmea a um ponto de consumo do macho, que beija para ter o reino, que beija pela consequência e não - ao contrário do que se poderia pensar - pelo próprio acto.

    Assim, temos momentos de uma violência extrema, embora discreta e disfarçada por todo o cenário colorido e idílico com flamingos cor de rosa. Apesar de a maior parte do tempo o público se risse sinceramente, não encontrei nenhum ponto de humor nesta peça: na verdade, a maior parte do tempo senti um puro horror pela ironia das situações.

    Fizeram todos um excelente trabalho e estão de parabéns!

  • Zapatos

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    Zapatos
    Teatro e Teatro
    2019
    Teatro
    Fomos ver esta peça inserida na Mostra de Teatro de Almada (em que, este ano, os Actos Urbanos não participam, por razões que poderão encontrar no blog do grupo ou na sua página do Facebook). Fomos porque um dos nossos coleguinhas fazia uma breve aparição nesta peça e queríamos muito vê-lo. :)

    Os sapatos são uma metáfora para as relações. Quem tem sapatos relaciona-se amorosamente. Quem está descalço é solteiro. Uma rapariga, Maria, tem uma mãe opressora e apaixona-se perdidamente por Fran, que na verdade é o autor da história de Maria. No entanto, ficou a dúvida: se os sapatos representam as relações, porque há pessoas aparentemente sozinhas que os usam? O símbolo torna-se confuso e, assim, toda a peça parece contar uma história novelesca.

    Achei também as escolhas de figurino e cenário um pouco desnecessárias e que poderiam ser melhoradas. Perucas menos brilhantes tirariam menos o foco dos cabelos para os actores, sendo que uma grande melhoria poderia surgir se fossem estilizadas para não cair na cara. A evidência dos lugares, sempre apresentados em vídeo, pareceu-me desnecessária e retirava um pouco o foco.

    Apesar de todos fazerem um bom trabalho, a história - longa, com muitos detalhes - não ajudou. Os vídeos eram refrescantes mas chegou a um ponto em que nem eles me impediam de pensar se tudo estava prestes a terminar ou não.

    Uma peça muito longa (mais de duas horas), com momentos que podiam ter sido evitados. Ainda assim, os meus sinceros parabéns por todo o esforço e pela produção!

  • As Cadeiras

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    As Cadeiras
    Eugène Ionesco / Teatro do Bairro
    1953 / 2019
    Teatro

    Eu sou muito fã de Ionesco, por isso quando vi que o Teatro do Bairro ia interpretar "As Cadeiras" no nosso Teatro Azul fiquei ansiosa e comprei logo o bilhete.

    Um casal de velhos muito velhos vive isolado numa ilha. O senhor tem algo muito importante para dizer, por isso contrata um Orador para dizer isso a uma multidão de convidados. Ora, os convidados vão chegando e para eles é preciso cadeiras. Mas, devo dizer, só há três actores nesta peça... Portanto, o palco vai-se enchendo de cadeiras. 

    Esta é uma peça sobre a solidão da idade, sobre o passado e sobre o que o passado tem para dizer ao presente. Isto é: nada. E é esse nada que é tão cómico como comovente, fazendo desta peça uma tragédia de ideias e de conceitos.


    Senti, apesar de tudo, que as interpretações estavam um pouco tremidas, sendo que o actor hesitava muitas vezes antes de falar, coisa que não sabemos se seria fruto do esquecimento e do barulho das luzes ou se, por outro lado, faria mesmo parte da sua interpretação do personagem. O amgiente também não ajudou, sendo que havia uma pessoa no público que passou a peça inteira a rir-se histericamente e vários ruídos de fundo iam surgindo fora de horas.

    Ainda assim, adorei ver esta peça. Espero poder ver mais vezes Ionesco interpretado na nossa cidade. :)














  • Read On Almada

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    Read On Almada
    Festival
    Nunca tinha estado no Solar dos Zagallos. É uma casa, com um belo parque cheio de folhinhas.
    Estive lá a propósito de um novo festival, inserido nas celebrações da Semana da Juventude de Almada, que versava sobre literatura e banda desenhada. Infelizmente, a maior parte dos workshops eram dirigidos precisamente a estes jovens, pelo que não pude participar em nenhum (na minha condição de pessoa idosa). Havia um deles que me parecia muito interessante, que era o de escrita criativa.
    De resto, o festival estava dividido em diversas salas pela grande casa do Solar. Havia secções onde existiriam conferências, uma feira do livro, uma zona de robótica, tal e qual um vulgar evento de anime e cosplay (excepto que sem os cosplayers). Iria haver uma palestra com o Mia Couto, através de videoconferência, mas não ficámos o tempo suficiente.







    Depois ainda visitei o resto do jardim, que apesar de pequenino era bastante agradável. Sendo Outono, estava pleno de folhitas por todo o lado e corri por elas afora!



    Penso que este tipo de actividade poderia ser melhor aproveitada se permitissem a presença de adultos nas diversas propostas. Ainda assim, descobri que o lugar é próximo e agradável, existindo muitas coisas a acontecer lá. Portanto, voltarei! :)
  • Mostra de Música Moderna de Almada

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    Mostra de Música Moderna de Almada
    Festival

     Este festival decorre todos os anos na Cine-Incrível, em Almada, mas nunca tinha ido. Fui com a ideia de que iríamos a uma espécie de concerto underground, com as bandas de punk e metal que se popularizaram nos idos anos 00, altura em que este tipo de festival era muito popular.

    No entanto, foi grande o meu desapontamento. À chegada, não havia um único lugar sentado, sendo que a maior parte deles estavam ocupados por representantes da Câmara Municipal de Almada e, eventualmente, os pais dos intervenientes nos concertos. Estes, eram muito jovens - tal como preconizado pelo epíteto municipal da "Semana da Juventude" e ainda cheios de sonhos na cabeça.

    Um jovem tocava uma guitarra e cantou uma canção sobre o seu irmão, perdido para a emihgração na cidade de Barcelona (por coincidência, estava no público, subiu ao palco, todos bateram poalmas. A CMA não filmou, no entanto).  Depois, uma banda aos ares de Nightwish, mas muito pouco convincente com os seus violinos e a sua voz operática, esforçando-se por encontrar um lugar num rock sinfónico que - como sabemos - é um pouco difícil de atingir.

    Portanto, acabámos por passar a maior parte do tempo no foyer. Ainda assim foi divertido e, talvez, para o ano regressemos a este festival.
  • Bigre

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    Bigre - Um Melodrama Burlesco
    Le Fils du Grand Réseau
    2015
    Teatro

    No meio da correria, algo se aproximava. Mais uma vez, o Festival de Teatro de Almada - agora só de Almada - chegava ao pé de nós, seduzindo-nos com umas meias dúzias de muitas peças de teatro, nacionais, internacionais.... Intergalácticas?

    Fomos ver a peça de abertura, escolhida pelo público no ano passado. Palco de grandes dimensões, vemo-nos rodeados de gente para olhar para um estranho espectáculo. Uma casa. Uma casa?

    São as personagens deste local que nos levam através de uma história de inocência e reencontro. Talvez disfarçando a sua narrativa, os três actores transportam-nos através de episódios inusitados. Tudo tem tudo para correr mal, claro! Mas a transparência das personagens reflecte-se nas suas acções e, por isso, de uma forma ou de outra... É possível correr tudo... Um pouco mais ou menos bem! :)

    Cenário admirável, cheio de movimentos, detalhes, portas e objectos, milhões de objectos e nenhum deles inútil! E actores cheios de energia e com uma forma física invejável, usando e abusando do objecto corpo e, ainda por cima!, divertindo tudo à sua volta.
     
    Dava vontade de ficar ainda ali, sempre mais tempo, sempre a assistir às desventuras deste grupo de pessoa. Parecidos connosco, eles. :)

  • Festa da Casa da Cerca 2018

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    Festa da Casa da Cerca 2018
    Festa
    Este ano voltámos à Casa da Cerca para a sua festa anual. Desta vez chegámos um pouco mais tarde, pois eu havia estado a trabalhar. Curiosamente, estava bastante menos gente concentrada, talvez porque este ano a festa calhou nos mesmos dias dos santos de Almada, sendo que a cidade estava toda em festa (por exemplo, estava um estaminé com um DJ de pimba com o seu Mac, a bombar à frente à minha porta).
     
    Portanto, chegámos e começámos por ver a exposição temporária, uns estranhos ovos com caras e orelhas. Eu não estava a achar aquilo nada de especial, mas agora que olho para trás era uma coisa realmente muito estranha.
     
     
    Descobri também a parte inferior, uma espécie de claustro onde estava outro ovo com uma orelha. Mais tarde, vim a saber também do andar superior, onde uma casa de banho secreta se encontrava. Agora que digo isto deixa de ser secreta, mas enfim.... :p

    Depois atravessámos o jardim para nos sentarmos nas mesas dos comes e bebes. Estava a dar um concerto de piano  que não compreendi totalmente. Também não lhe achei graça e, por isso, fomos visitar o resto do jardim. Encontrámos uma secção com comidas de feira e uma secção com comidas mais tradicionais. Um senhor insistiu em contar-nos sobre as suas plantas, e eu peço desculpa por ter sido um pouco mal educada para ele. Acabámos por parar numa banca de comida vegan que tinha uns salgadinhos a 1€, absolutamente deliciosos. Eu comi um "Pão de Beijo", um pão de queijo vean com cream cheese de amendoim, pão de batata doce e tomate. O Qui comeu uma micro-quiche de vegetais que também estava uma maravilha! Ficámos com o contacto destas pessoas, talvez para um futuro... ;)

    DMais acima, estavam algumas bancas com outros produtos, mas a maior parte já estaava encerrada. Vimos umas plantas dentro de bolas de terra que pareciam um Odish (o pokémon). Também havia micro-laranjeiras com micro-laranjas. Eram super fofineos! *__*

    A exposição botânica também estava muito engraçada, apesar de durante a noite ser difícil de a apreciar, porque o jardim tem uma iluminação muito fraca. Este ano o tema é as plantas e os materiais usados em artes.


     

    Entretanto, já começava a música propriamente dita. Um DJ que só passou clássicos dos anos 80, mas sem se perder em grandes rainhas do pop. Gostei imenso de dançar os The Cure com a minha t-shirt que tem a cara do Robert Smith! Passámos a maior parte do tempo na conversa e começou a ficar tarde. Ainda procurei algumas pessoas conhecidas que tinha encontrado antes, mas haviam sido substituídas por putos mitras e desistimos.

    No entanto, foi uma noite muito agradável e, como sempre, a repetir! =D
  • Festival Urbano 2017

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    Festival Urbano 2017
    Festival

    E, afinal, este foi o meu plano pós- Spring It. :)

    Existe, em Almada, uma zona chamada Romeira, constituída por fábricas abandonadas e algumas quintas. É zona bem conhecida por ter uma exposição permanente de arte urbana e graffitis, sendo que hoje em dia até há tuk-tuks maléficos a cirandar por ali para mostrar as maravilhas da chungaria aos turistas incautos. Aliás, tão incautos são que espero sinceramente que um dia uma dessas coisas seja raptada pelos ocupas, para ver se desaparecem da minha vida para sempre.

    Ora, este ano decidiram dar uma renovação ali ao espaço e acrescentar alguns murais novos. Foi isso o que fomos ver. Quando chegámos, já um pouco ao fim do dia, ainda estavam a pintar algumas coisas, com as pessoas elevadas em escadotes com as suas tintas de spray. Existem graffitis sobre tudo, sobre a vida social, sobre a vida emocional ou mesmo sobre a vida pessoal de cada um dos artistas ou dos colectivos que os realizaram.

    No centro, existia um pequeno palco ladeado pela suposta "street-food" disponível, que era só uma roulotezinha com umas sandes sem pão de cima. Nesse palco, assistia-se a uma competição de dança, que consistia em duas pessoas dançarem num tempo definido ao som de um beat, sendo que aos 5-4-3-2-1 troca, uma das pessoas parava e a outra começava. Depois havia outro 5-4-3-2-1 e okokokok e um júri escolhia, por maioria de votos, quem devia passar à ronda final. Assim, a pessoa que ganhava tudo podia perder no fim e a pessoa que tinha ganho no fim podia voltar a perder até haver um vencedor definitivo. Gravei um pequeno vídeo:



    Depois, foi tocar uma banda de funk chamada "Os Compotas", da qual só assistimos à primeira música e à apresentação dos artistas (que são bons artistas). Também gravei um vídeozinho. :



    Depois fomos para as festas da Cova da Piedade, onde vimos uma série de tralhinhas desinteressantes à venda. Compensou-nos muito mais a ida ao festival, porque conseguimos um envelope com postais. No entanto, acabei por jogar numa tombola do grupo de pesquisa arqueológica e ganhei um lápis! Ao início calhou-me uma revista, que eu não queria, mas estava esgotada, então pude rodar outra vez. Vimos também um espectáculo enorme de sevilhanas, do qual (surpresa!) também fiz um vídeo:



    Foi uma tarde bem passada e oportunidade de tirar umas fotos! :)
































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