Planet With
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Planet With
Suzuki Youhei - J.C. Staff
Anime - 12 Episódios
2018
5 em 10
Um daqueles animes que J.C. Staff faz por razões que nos transcendem. Um anime estranho e um pouco assustador, que nos deixa a pensar mas que, ainda assim, não deixa de ter algumas falhas.
Este anime fala sobre robots que lutam contra aliens e que lutam contra outros robots, na tentativa de salvar o planeta Terra de uma invasão de outros planetas. A história é muito simples e já a vimos muitas vezes, assim como as personagens e o seu desenvolvimento. Em termos narrativos não existe nada de verdadeiramente original, excepto a forma como a história está contada.
Se ao início temos um anime assustador, com designs bizarros e oriundos de um qualquer pesadelo, o autor consegue construir a narrativa de forma progressivamente mais evidente, mantendo sempre o mistério até ao fim. Tem também um toque de humor, por vezes inadequado.
A animação, apesar do estúdio poderoso que está por trás dela, é muito pouco detalhada, com recurso a objectos digitais demasiado evidentes e que estragam um pouco o prazer da visualização. O mesmo acontece com a música, que pode parecer desadequada a maior parte do tempo.
Este anime é uma espécie de ovelha negra da season, mas se calhar até foi o que gostei mais.
By : ladyxzeus
Persona 5
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Persona 5
Ishihama Masashi - CloverWorks
Anime - 26 Episódios
2018
5 em 10
anime que já se prolongava desde a Primavera e que foi o meu inferno pessoal durante estes meses. Comecei a vê-lo porque uma rapariga em cosplay me disse que o devia fazer, para poder reconhecer a personagem que vestia. Maldita hora...
Adaptação de um famoso jogo, dizem-me os especialistas que este anime conseguiu "tornar a pior parte do jogo ainda pior". Disso não sei, sei apenas que foi um anime que me encheu de raiva e irritação. Um grupo de pessoas que faz crimes resolve também mistérios criminosos e é mais ou menos isso.. Têm máscaras e são tantas as personagens que uma pessoa deixa de saber para onde se virar. Tudo isto vem polvilhado por uma confusão de conceitos que tornam a história muito difícil de seguir se não existir um conhecimento prévio do contexto.
Em termos de animação, temos designs que se esforçam para ter detalhe, mas que falham redondamente tendo em conta o triste orçamento que foi utilizado. Temos algumas cenas de acção que se desfazem perante a paleta de cores muito escura, pouco distinguível e pouco agradável perante as ideias do anime.
Com vozes que colocam as suas personagens no ridículo, temos também uma banda sonora um pouco infeliz.
Não dou uma nota pior pela boa intenção do anime e por ter popularizado esse jogo que, dizem eles, é realmente bom.
By : ladyxzeus
Hataraku Saibou
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Hataraku Saibou
Takahashi Yuuma - David Production
Anime - 12 Episódios
2018
4 em 10
Um dos animes mais amados desta season, para mim foi o maior desapontamento do ano. Afinal, a minha formação científica impede-me de encontrar graça num anime que partilha tantos conceitos errados e sem sentido dentro da biologia normal do ser humano.
Com uma vaga inspiração no clássico do Era uma vez a vida, este anime mostra-nos o trabalho das células e para que servem. Infelizmente, foca-se única e exclusivamente nas células do sangue. São algumas, muito importantes e muito especializadas, mas deixa-me triste que as outras células do corpo, igualmente muito importantes e altamente especializadas, sejam apenas uma pessoa genérica com uma t-shirt a dizer célula. O anime teria ficado muito mais interessante se todas as células fossem abordadas nas suas funções, em vez de serem "nada". Para além disso, transmite erros científicos muito mal fundamentados que, no esforço para simplificar estas ideias ao máximo, acaba por mostrar ao público muitos dados errados que - interpretados desta forma - podem por em risco a vida de um paciente.
Para além dos eritrócitos, neutrófilos e plaquetas, também as outras células do sangue são pouco exploradas, sendo que o autor lhe deu designs infelizes, pouco concretos, que nada esclarecem sobre as suas funções verdadeiras. Sim, fico triste por a minha célula sanguínea, favorita, o basófilo, ter o design mais chunga de sempre. Também não faz qualquer tipo de sentido diferenciar os linfócitos em tantas variedades, mas ok, aceitamos isso.
De resto, é um anime infantil, com uma animação simples mas pleno de sangue (como é que as células sanguíneas sangram????), sendo o seu nível de produção bastante fraco e mal aproveitado.
Foi um anime que me deixou triste e com muita raiva, pelo que existindo mais seasons nunca as irei ver. Bem, nunca digas nunca....
By : ladyxzeus
Hanebado!
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Ezaki Shinpei - LIDENFILMS
Anime - 12 Episódios
2018
5 em 10
Terminando agora a season de Outono, acho que podemos concluir que foi a pior season a que assistimos nos últimos anos. Um dos seus animes mais esperados era Hanebado!, um anime sobre raparigas que jogam badminton.
Temos de admitir que o anime faz um bom trabalho a caracterizar o jogo, a ensinar como jogar e acaba por cativar o espectador a começar a sua prática. No entanto, tudo o resto - da animação às personagens - é uma confusão de conceitos estéticos que não funciona de todo.
A narrativa é extremamente melodramática, com personagens dignas de uma telenoverla da América do Sul. Os seus diálogos emocionantes e emocionais pecam por exagero, assim como todas as motivações das jogadora. Assim, parece que estamos a ver um drama de faca e alguidar, com todos os elementos esperados de um drama de faca e alguidar, em vez de um anime desportivo sobre badminton.
A animação, tendo momentos excelentes, acaba também por se tornar estranha: o foco dado às formas do corpo e, sobretudo, a maminhas que orbitam no seu peito, em todas as direcções, é estranha e incapacitante, retirando o foco ao jogo e tornando os designs das personagens bizarros e pouco naturais.
Musicalmente, temos uma OP estranhamente divertida para o ritmo da série, assim como a ED.
Um anime bastante fraco, que foi um desapontamento para todos.
By : ladyxzeus
The Old Capital
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The Old Capital
Yasunari Kawabata
1962
Romance
Um delicado romance japonês, de um laureado Nobel, sugerido pelo grupo Eden.
O narrador é apenas um olhar. Um olhar sobre a velha capital, a antiga cidade de Kyoto. Nesta antiga realidade, também as pessoas, os hábitos, as visões, tudo é revestido de uma idade que normalmente dignamos apenas às plantas.
Com uma história muito simples, mas ainda assim cativante na sua falta de conclusão, o autor dedica-se a seguir os passos das nossas personagens, mostrando-nos através das suas contemplações como é a cidade na verdade. E é de uma beleza extrema, fulgurante e quase comovente. A observação das estações, da luz do sol, da cor das flores e do seu perfume. A admiração da sabedoria das ~´árvores e das pedras, a definição do templo, tanto o divino como o profano.
Tudo isto feito de uma forma tão discreta que quase que não parece propositada.
Um livro muito equilibrado, calmo e simples, uma leitura de puro prazer. Recomendo!
By : ladyxzeus
BLACKkKLANSMAN
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BLACKkKLANSMAN
Spike Lee
2018
Filme
7 em 10
Fomos ao cinema em busca deste filme: o trailer deixou-me fascinada!
Um jovem negro entra para um departamento de polícia onde, após algumas complicações, o deixam ir para o serviço de agentes undercover. Da forma mais improvável possível, este jovem inexperiente encontra-se infiltrado dentro dos anais do Klu Klux Klan. E agora?
Este filme é uma forte mensagem para a actualidade, uma espécie de reflexão do autor sobre a situação que a comunidade afro-americana tem sofrido sob o regime neo-fascista vigente hoje no seu próprio país. Essa mensagem, tanto mais reforçada pela improbabilidade da história que está a ser contada, é especialmente pungente nos discursos de ódio proferidos ao longo do filme, em oposição à frieza dos agentes que não podem nunca deixar cair a sua máscara.
Fazendo recurso a várias técnicas divertidas de filmagem e edição, temos um filme fiel às suas origens e também uma espécie de homenagem ao passado cinematográfico protagonizado pelas estrelas dos filmes: BLACK
Também a música, guarda roupa e a própria interpretação dos actores nos remetem para este passado, que não é assim tão remoto, enchendo o campo de visão da referência funk e pop da época em assim caracterizando na perfeição as acções.
Apesar de dizerem que a história é real, fiquei bastante desapontada com o final. Penso que poderia ser mais positivista, apesar dessa não ser a realidade. É uma dúvida que fica mas, ainda assim, recomendo bastante que vejam este filme!
By : ladyxzeus
Festival Iminente 2018
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Festival Iminente
Música
Fui convencida a ir este festival, atraída pela presença da coisa musical que mais gosto no momento, que é o Conan Osiris. Este festival decorreu no outro fim de semana, num lugar misterioso para muitos mas que entretanto se tornou no "hub criativo" do Vhils.
Que, por sinal, detesto tanto em conceito como em execução, mas deixem estar.
Ora, este local é o Panorâmico de Monsanto, antigo restaurante que - falido - deu lugar a um ponto de encontro de mitra pintora no geral, que decorou as paredes com a sua melhor arte, por vezes muito bonita, muitas vezes muito doentia. Vhils fez o "excelente" trabalho de depurar tudo e fazer o lugar um sítio seguro, sem cantos escuros a cheirar a xixi e cheio de arte bonita, filosófica e altamente produzida, que de streetart só tem a característica de estar numa parede. Portanto, gosto de algumas coisas que estão pelo pequeno recinto, mas o ver as grandes produções da arte urbana deixa-me doente.
O lugar era bastante pequeno e a oferta musical um pouco apertada, apesar de variada. Esperava que o festival tivesse mais actividades para além da música, pelo que depois dos concertos que queríamos ver ficámos todos um pouco perdidos sobre o que fazer.- Deu-se a conclusão de irmos embora mais cedo, perdendo assim o espectáculo surpresa protagonizado por Fat Boy Slim! AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Vimos os dois primeiros concertos do palco exterior (o da cave era claustrofóbico e agonizante) . Conan Osiris foi o primeiro e, sem dúvida, um nome para tomar atenção. Um concerto cheio de energia e danças bizarras, com uma potência na palavra e na acção, com um sentimento estranho de pertença e afastamento ao mesmo tempo. A presença em palco de quem nem tem um album oficial é surpreendente e a resposta aos desafios do artista sempre mais exigente, o que fez com que o concerto fosse uma experiência brutal de dança e agressividade concordante nas letras das músicas.
O segundo foi o Bonga, um concerto muito divertido porque o próprio senhor é muito divertido. Com o seu reco-reco mágico, pôs toda a gente sob o efeito dos venenos da tarântula, em que a impossibilidade de nos pararmos de mexer estava igualada à vontade de praticar uma maior expansão corporal, vocal e - diria mesmo - mental. A disponibilidade do senhor para nos aturar motivava a que o público se sentisse em casa, na casa do Bonga.
Depois fomos comer um cachorro. Zona de alimentação bastante bem feita, com muita variedade e muita variedade vegetariana. Um pouco demorado, é verdade, mas um lugar agradável para comer.
Um festival engraçado, com uma boa oferta, embora a filosofia por trás da ideia seja um pouco torta demais para o meu gosto. A voltar.
By : ladyxzeus






