• Nanatsu no Taizai

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    Nanatsu no Taizai
    Okamura Tensai - A-1 Pictures
    Anime - 24 Episódios
    2014 
    5 em 10

    Este é o anime de todos os cosplays. Finalmente fico a saber quem são essas personagens que vejo pululando por toda a parte.

    Uma rapariga procura os "Sete Pecados Mortais", um grupo de guerreiros temido pelos Holy Knights, organização que serve para procurar este grupo e o destruir. Ficamos a saber que essas pessoas são um grupo de criancinhas com quarenta anos de idade e um porco. Ficamos também a saber que - SURPRESA DAS SURPRESAS - eles é que são os bons.

    Depois os bons lutam contra os maus, os maus afinal também são bons mas há um mau mais mau que os maus que são bons, então depois há cenas de acção.

    Fora esta história previsível e perfeitamente enquadrada no cubículo do seu género, temos também uma animação pouco detalhada, um universo aborrecido feito de cadeias montanhosas relvadas e deesigns pouco enquadrados no universo. Também a paleta de cores e o próprio estilo tornam este anime numa espécie de farsa cómica, em que subitamente o monstro vem aí pelos ares e torna tudo sanguinolento.

    É caso para dizer... Desapontada, mas não surpresa.

  • Toni Erdmann

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    Toni Erdmann
    Maren Ade
    2016
    Filme
    8 em 10

    Este foi um nomeado para os Óscares de filme estrangeiro e que, talvez, terá perdido por uma mera razão política. Este foi o filme mais comovente e meio esquisito que vi nos últimos tempos.

    Winfried é um velho professor de música que gosta de fazer piadas. A sua filha, Ines, trabalha numa empresa altamente competitiva e está cada vez mais afastada da sua vida familiar.A propósito de uma visita à Roménia, onde Ines está instalada, o pai fará todos os possíveis para lhe traze de volta um sorriso.

    Uma narrativa plena de espaço para o desenvolvimento pessoal das personagens, elaborada com calma e solidez, permitindo aos actores a expansão do seu trabalho. Assim, temos uma caracterização decorada com belos relevos e detalhes, como uma peça fina de doçaria tradicional que se saboreia tão rápido como imediatamente se desfaz, ficando apenas a memória do açúcar e, talvez, de uma lágrima de rir.

    Cinematografia simples mas altamente eficiente, este filme também pode funcionar como uma crítica ao mundo da alta roda empresarial, já que vemos muitos momentos desse universo. Contribuem também eles para o próprio desenvolvimento das situações e para empurrar a narrativa nos seus carris.

    Um filme maravilhoso e sorridente.

  • Magi

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    Magi
    Ochikoshi Tomonori -  A-1 Pictures
    Anime - 25 + 25 + 13 Episódios
    2012
    6 em 10
    Neste post falarei da minha experiência enquanto vi as três séries de Magi: Labirynth of Magic, Kingdom of Magic e Sinbad no Bouken. Já sabia algumas coisas sobre esta série, pois é bastante famosa e vários amigos são grandes fãs. Por um lado, gostei imenso de algumas partes. Por outro, fiquei bastante desapontada. 
    O primeiro aspecto que me fascinou neste anime foi todo o universo de magia em que nos encontramos. Pegando numa inspiração médio-oriente, misturando a mitologia persa com os contos das Mil e Uma Noites, o autor mostra-nos um mundo cheio de mistérios mágicos e criaturas surpreendentes, que poderão trazer ou retirar poderes aos nossos protagonistas que, na maior parte do tempo, ainda estão a aprender como utilizar tudo o que o ambiente circundante tem para lhes oferecer.

    Estes personagens são bastante cativantes na sua maioria, com problemas e questões pessoais que vão sendo resolvidas ao longo do tempo. Cada um deles vem de uma situação de diferente precariedade e terão de ultrapassar as suas limitações fazendo uso da magia e, também, do poder que os une uns aos outros. Temos designs interessantes na sua maior parte, embora muitas vezes sejam um pouco exagerados, sobretudo quando há a manifestação dos objectos mágicos. Também é nesse aspecto que a animação peca, na generalidade, já que temos cenas de acção muito efusivas contrabalançadas por momentos de pouca riqueza visual.

    Mas aquilo que me deixou chateada foi, precisamente, a falha de quase todos os animes shounen de acção que estão disponíveis por aí. Chateia-me MUITO quando começam a explicar a maiga e a categorizá-la em caixinhas. Uma razão pela qual a magia é mágica é, precisamente, a dificuldade na nomenclatura e categorização, a dificuldade de ensinar e aprender através de elementos teóricos. E nisso o anime desaponta muito.

    Temos OPs e EDs interessantes, embora um pouco perdidas na sua era (penso que seriam músicas melhor localizadas há uma década).

    Foi uma experiência satisfatória mas, por causa dessa situação que me chateia, acho que não vou querer saber mais desta série. Não existirá um cosplay.

  • Último a Sair

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    Último a Sair
    Bruno Nogueira, Frederico Pombares, João Quadros e Ricardo Freitas 
    2011
    Série

    A pouco e pouco fomos vendo esta série, tão popular no ano da sua estreia, mas que eu tinha falhado (porque é raríssimo eu ver televisão, ainda para mais se for para acompanhar alguma coisa).

    Um show dentro de um show, reúne uma série de pessoas conhecidas do nosso querido povo portuguÊs num reality show. Num reality show muito realista. Porque, com estas pessoas envolvidas, o resultado não podia ser menos do que absurdo.

    Pleno de conversas existencialistas que não fazem sentido nenhum, diálogos surrealistas cheios de dicas filosóficas que ficam para a vida e cenas altamente sensuais entre vários membros do cast (os masculinos, os femininos e os coisos), é uma série chocante. Porque perante tamanha bizarria, não se pode fazer nada sem ser ficar PERPLECTOS em frente ao nosso ecrã.

    Ficamos a aprender sobre galinhas, ameijoas e carecas, ficamos a aprender sobre o próprio sentido da vida.

    Aos jovens que não acompanharam esta série no ido ano de 2011... Vão ao youtube. Admirem-se. Procedam. Vivam.

  • Willow

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    Willow
    Ron Howard
    1988
    Filme
    6 em 10

    Apanhámos este filme na televisão e ficámos a ver. Porque se há filmes que eu realmente adoro (me culpa, mea culpa) são filmes de fantasia dos anos 80 <3 Encantam-me!

    Willow é um anão que é encarregado de levar um bebé até uma feiticeira, para a salvar dos terríveis rituais de Mogmorda, a rainha má que quer trazer caos ao universo. Acomapnahdos por outras figuras cheias de candura, lutam contra diversos inimigos e aprendem muitas coisas sobre a perseverança e a coragem.

    Fazendo excelente uso dos seus recursos, este filme consegue mostrar-nos um mundo fantástico altamente detalhado, cheio de magia e de encanto. As personagens são muito simples, é certo, mas a sua simplicidade fá-los mover pessoalmente, de forma a que estão sempre a aprender, a evoluir e a mostrar-nos como nós próprios o poderemos fazer.

    Apesar da narrativa básica ser bastante infantil, esse é um aspecto que me dá gosto ver. Penso que é algo que se perdeu um pouco nos filmes juvenis da actualidade, a simplicidade de podermos ser apenas uma criança que não precisa de muitas coisas para estimular a sua imaginação e, com base em apenas um filme, criar todo um novo mundo de actividades.

    Foi uma experiência giríssima!

  • Sôbolos Rios Que Vão

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    Sôbolos Rios Que Vão
    António Lobo Antunes
    2010
    Romance

    Mais um romance do António Lobo Antunes, o penúltimo da minha lista de leitura que, a pouco e pouco, se aproxima do seu derradeiro (e forçado!) final.

    Neste livro, parece-me que chego a uma conclusão. Vejam o que vos parece: eu acho que o António Lobo Antunes está, desde sempre, a escrever o mesmo livro.

    Isto porque nestes Sôbolos, temos de novo a mesma estrutura, os mesmos temas, os mesmos lugares. Arriscaria a dizer as mesmas pessoas? Mas com outras identidades, com outras formas de ser. Mas com os mesmos dramas, as mesmas dificuldades. As mesmas situações.

    Seguimos uma pessoa que está doente, no hospital, alucinando com as pessoas do seu prsente e do seu passado, sem saber se é adulto ou criança, no desespero da doença e da morte. Uma não.aceitação do natural, uma análise da dificuldade em aceitar as consequências do conhecimento do próprio.

    Vejo também que, à medida que Lobo Antunes envelhece, os seus livros ficam mais extremos, mais fechados sobre si mesmos, como se o autor se embrulhasse numa concha de papel: como se a sua voz não se quisesse calar mas o seu corpo não o deixasse fazer.

    Falta-me um livro para finalizar as minhas conclusões. Devo dizer que estou ansiosa por o ler!
  • Good Time

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    Good Time
    Benny Safdie e Josh Safdie
    2017
    Filme
    6 em 10

    Um filme curioso e estranhamente divertido. E a prova de que o actor pode ser um bom actor mesmo que o seu primeiro papel tenha sido terrível. Sim, estou a falar de Robert Pattinson (que é feio neste filme, vejam)

    Então, um jovem delinquente tem um irmão. E esse jovem delinquente tem uma limitação emocional e não sabe muito bem o que faz. O irmão dele leva-o a assaltar um banco, boa actividade em família, e ele é apanhado. Agora, o irmão terá de cometer crime atrás de crime para enconrar dinheiro suficiente para lhe pagar a fiança.

    Quando decide ir buscá-lo ao hospital, onde pensa que ele se encontra, salva uma pessoa que é exactamente igual ao irmão mas que... É outra pessoa. Juntos, irão numa aventura em busca de uma garrafinha de sumol cheia de ácido lisérgico e uma caixa com imenso dinheiro.

    E são problemas seguidos de problemas que se resolvem sempre da pior maneira possível! E isto é, de certa forma, hilariante. Os acontecimentos são violentos, trágicos, encaixados num realismo de raiva. Mas a sequência destes é tão bizarra e tão mal jogada, em que os personagens se vão safando à custa de grandes golpes de anca, que o efeito só pode fazer rir.

    Feito com recursos simples, é um filme que funciona muito bem e é um excelente exemplo do que pode ser o cinema de puro entretenimento.

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