C: The Money of Soul and Possibility Control
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C: The Money of Soul and Possibility Control
Nakamura Kenij - Tatsunoko Production
Anime - 11 Episódios
2011
7 em 10
Mais uma vez o meu clube decidiu fazer o jogo da roleta e, mais uma vez, inscrevi-me! Este foi o que me calhou e acabou por ser uma experiência bastante interessante. :)
Um rapaz deseja apenas ter uma vida normal e sem preocupações, depois de um passado complicado. Assim, trabalha bastante para poupar dinheiro. Subitamente, uma figura misteriosa oferece-lhe a oportunidade de ganhar mais dinheiro do que alguma vez poderia imaginar! E poderá fazê-lo se participar num jogo de apostas "virtuais", em que lhe é oferecida uma mascote (humanóide) com a qual lutar com os outros participantes. Mas o que poderá acontecer se todos os participantes ficarem na banca-rota?
Este anime oferece uma miríade de possibilidades muito interessantes dentro do reino da economia e gestão de recursos. O dinheiro é tratado como um jogo, mas há uma diferença entre o crédito do jogo e aquele relativo à vida real, apenas distinguível pelos participantes. À medida que a narrativa se vai desenvolvendo, acabamos por assistir a vários acontecimentos que poderão afectar a nossa própria realidade, tendo em conta a veracidade deste argumento. Apesar de tudo, mantemos sempre os pés bem assentes no reino da fantasia, pelo que as consequências relatadas não podem ser extrapoladas para as nossas vivências, o que pode acabar por ser uma falha.
Este processo narrativo, leva a um desenvolvimento do personagem principal bastante patente: o seu interesse era apenas pelo futuro (calmo e sem consequências), sendo que no final do anime ele já procura proteger o presente. O desenvolvimento dado à mascote virtual também tem o seu interesse, na medida em que se processa uma certa humanização do ser, acabando ambos os personagens por descobrir um no outro uma série de sentimentos. Os outros personagens acabam por ficar um pouco para trás (embora haja um flashback que poderá nutrir alguma expectativa).
A animação é muito original e está bastante bem feita, sendo que as cenas de acção são bastante memoráveis. Em parte isto deve-se também aos designs escolhidos para o universo e para os personagens, que são únicos e originais. A qualidade da produção é de alto nível e existem muitas cenas com uma montagem brilhante, tanto no uso de cores como de perspectivas. Talvez haja um certo abuso na animação digital em certos detalhes, que não se coadunam bem com o resto do ambiente.
Musicalmente, temos uma banda sonora com algum poder, mas a OP e ED são pouco memoráveis.
Desta feita, gostei bastante do anime que me veio a calhar na roleta! Não hesitaria em recomendá-lo a quem procura uma experiência diferente.
By : ladyxzeus
I My Me! Strawberry Eggs
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I My Me! Strawberry Eggs
Yamaguchi Yuuji - TNK
Anime - 13 Episódios
2001
5 em 10
Este é um típico anime escolar sobre a relação professor-aluno. No entanto tem um pequeno twist: o professor disfarça-se de professora, devido ao ódio que a directora da escola tem pelo género masculino.
E assim assistimos à vida diária deste professor/a e das suas crianças, sendo que se estabelecem relações de afecto diversas entre eles. Tudo o que ele tem de fazer, é manter a sua identidade um segredo. Infelizmente, o anime está estruturado de tal forma que não há nada no seu conteúdo que viaje para além da mediocridade.
Os personagens não sofrem mais desenvolvimento para além de "é a nossa professora e gostamos dela", sendo que a sua caracterização é ínfima. Apenas a figura parental desta última (ou deste último) pode ser considerada uma verdadeira personagem: todos os outros parecem estar apenas ali para poderem interagir com esta.
A arte é bastante incapaz para a época, sendo que os designs são pouco inspirados e relativamente vulgares. A animação tem momentos terríveis.
Mas o mais terrível foram mesmo as vozes, absolutamente inapropriadas para o contexto do anime e com interpretações muito fracas. Musicalmente, temos uma repetição constante do mesmo tema, embora tenha achado interessante que a animação de cada OP fosse adequada ao teor de cada um dos episódios.
Um anime muito fraco, que será rapidamente esquecido.
By : ladyxzeus
A Rainha dos Gelados
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A Rainha dos Gelados
Anthony Capella
2010
Romance Histórico
Há bastante tempo que não lia nada dentro do género do Romance Histórico, pelo que este livro foi uma leitura muito refrescante. Literalmente! Porque o tema, aqui, é o gelo e as formas de o tornar muuuito saboroso!
Este livro acompanha o percurso de Carlo Demirco, um fazedor de gelos, desde o seu início como aprendiz até à corte de Luís XIV de França, passando depois para a de Carlos II em Inglaterra. Ao mesmo tempo, começamos a ver também os acontecimentos de uma dama que se torna a amante preferida deste rei, Louise. Tudo isto com acompanhamento de gelados deliciosos e respectivas receitas.
O livro é cativante e muito saboroso. Os detalhes históricos parecem estar bem estudados e pesquisados, mas sempre dando algum espaço para a fantasia. Assim, ficamos a conhecer em primeira mão como era a vivência pessoal da corte destes dois países, França e Inglaterra, com todos os detalhes sórdidos que poderiam fascinar um consumidor noveleiro. No entanto, também relata alguns acontecimentos políticos interessantes e dá uma ideia da vida do "povo" inglês nesta época e dos ideais em que procuravam acreditar.
As descrições são muito ricas sem nunca perder o bom gosto, sendo que todos os momentos de erotismo têm apenas detalhe suficiente para nos dar uma ideia do que se passou, sem entrar em detalhes escusados das consumações. Isto, num romance histórico que também tem uma ponta de paixão, é muito invulgar.
Foi um livro que li avidamente e do qual gostei imenso! Recomendo para os apreciadores do género!
Para além disso, juro que assim que ficar calor vou a Cacilhas comer um gelado italiano artesanal (cor de rosa): fiquei cheia de vontade de comer gelados depois de ler este livro!
By : ladyxzeus
Catching Fire
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Catching Fire
Francis Lawrence
2013
Filme
6 em 10
Entre Sábado de ensaio e Domingo de Iberanime não podíamos deixar de ver a continuação de Hunger Games. Infelizmente, este filme não se coadunou com as expectativas causadas pelo primeiro volume da saga, talvez pela mudança de realizador e equipa técnica de script e tudo o mais.
A parte mais curiosa deste livro é a situação dos Hunger Games seguintes, em que o jogo está estruturado de tal forma que há patente desenvolvimento de todos os personagens secundários, havendo uma identificação do leitor com estes. Mas, neste filme, dedicaram-se sobretudo ao desenvolvimento dos personagens principais e da sua relação amorosa, que não é a mesma do que no livro.
Assim, temos um filme algo mortiço, recheado de diálogos sem grande qualidade que acabam por demonstrar um pouco a infantilidade do livro de origem: apesar de tudo, continua a tratar-se de uma obra para a adolescência. A secção relativa aos jogos, isto é, à ilha, é relegada para a parte final do filme. Desta forma, acaba por não haver desenvolvimento merecido dos personagens secundários (ergo, os outros participantes do jogo), e muito menos da estrutura da ilha, o que era - sem dúvida - a minha parte preferida do livro.
As cenas de acção aparentam também ser um pouco mais fracas, sendo evidente que a velhota foi frequentemente substituída por um boneco, mas continuamos sem abusar dos efeitos digitais, o que é sempre de valor.
Aparenta ser o chamado "filme de transição", pelo que espero que o final da saga (composto por dois volumes em vez de um único filme, sabe-se lá porque razão) seja um pouco melhor.
Nota: este filme prolonga-se por duas horas e meia e algures a meio dele começa a parecer que nunca mais vai acabar.
By : ladyxzeus
Iberanime 2016
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Depois, voltei para casa e o Bequi (o meu carro) aquaplanou numa poça de água gigante e eu ia morrendo do coração. Por um instante não ia haver Bulma D: Entretanto o Qui veio ter aqui onde estou, jantámos, vimos um filme (comentarei de seguida) e só no final reparámos que o filme tinha quase três horas e que já era de madrugada.
Quanto ao resto das bancas, foi a parte mais interessante, porque havia muita coisa para ver. Achei que as das pontas ficaram muito renegadas, pois o público nunca tenderia a deslocar-se para lá. Havia também, curiosamente, alguma variedade de Zines. Estive quase para comprar uma com trajes portugueses (amei os desenhos!) mas já estava curta de dinheiros.
Iberanime 2016
Evento
Ora bem, mais um ano, mais um Iberanime... E desta vez eu não estava a trabalhar! Viva! Viva eu! Desta feita, lembrei-me de um sukito de grupo que já queria fazer há muito tempo, mas para o qual ainda não me tinha ocorrido procurar pessoas que se ajuntassem para o projecto. Felizmente, assim que falei com algumas gentes, logo conseguimos reunir cinco pessoas maravilhosas para atrofiar em palco e fazer uma coisa que gira! =D
Portanto, começarei pelo dia de Sábado, que foi uma espécie de pré-evento que se constituiu de um
Ensaio!
Sábado. Hora de almoço. Terminei a minha aula e chove, porque se trata do fim do mundo. Chove mesmo uma multidão imensa de gotas, grandes e pequenas, todas molhadas e encharcadas. O trânsito está um caos, a estrada está um caos, ainda preciso de ir ao Vasco da Gama almoçar e, entre weeaboos e turistas franceses com parkas vermelhas, está tudo um caos. Hiperventilando, engulo uma salada de massa fria que adquiri por um preço exorbitante, e vou a correr buscar o nosso prop ao carro, para o levar ao ponto de encontro. Chove.
No ponto de encontro, há um desencontro e acabamos por ser só três a ensaiar. Como vamos fazer isto? Para mais, já disse que estava a chover? É que estava e muito. O Pavilhão de Portugal, onde tínhamos pensado ensaiar, estava cheio de bicicletas e pessoas vestidas com papel de alumínio de cozinha. E tudo encharcado! Então, lá fomos os três (mais auxiliar :) ) para debaixo da estação dos autocarros, onde eu tinha visto um piquenique.
Lá, pintámos o nosso prop: um belíssimo objecto recortado pela minha pessoa, com uma forma facilmente identificável, claramente um dos melhores cenários que alguma vez tive a graça de conceber. E pintado ficou ainda melhor! Porque pelo menos um elemento do grupo, tem jeitaça para pintar cenas!
Ensaiamos bastante e chegámos à conclusão de que não íamos nunca aprender a dança que havíamos planeado. Então dançámos a carvalhesa, eu fiz a parte de uma pessoa que estava ausente, arrumámos mais ou menos as ideias e gravámos um vídeo para mostrar.
Aguardo ansiosamente o download desse vídeo, para o colocar na minha página e mostrar ao mundo o processo de criação! =D Falando em processo de criação, vou-vos falar de uma cena: este skit, não fui eu que o fiz. Eu, por mim, só me lembrei da música idiota. O resto, fizemos toooodos juntos! Foram algumas semanas de conversas pelo face e pelo skype, a pensar em novas ideias, a fazer brainstorming, a corrigir detalhes do audiovisual... É sempre fantástico quando se reúne um grupo de pessoas malucas, todas a trabalhar pelo mesmo objectivo que é.... RIR!
Portanto, passo a apresentar os membros da troupe!
Com o poder do fogo! Pedro.... Gokuh!
Com o poder da terra! Tatiana.... NamelessDreamer!
Com o poder do ar! Tabby.... Tarzan!
Com o poder da água! Catarina.... Catarina!
E com o poder do pum! Eu!
Juntos fazemos...
Os Dragonbólicos Anónimos!
Depois, voltei para casa e o Bequi (o meu carro) aquaplanou numa poça de água gigante e eu ia morrendo do coração. Por um instante não ia haver Bulma D: Entretanto o Qui veio ter aqui onde estou, jantámos, vimos um filme (comentarei de seguida) e só no final reparámos que o filme tinha quase três horas e que já era de madrugada.
Dia de Evento Propriamente Dito
Tinha ido dormir sabendo que teria de acordar muito cedo e que, por isso, só ia dormir cerca de três horas. E assim foi: tocou o relógio, acordei, meti no snooze; o snooze tocou, acordei, desliguei e fechei os olhos para ganhar impulso para me levantar. Mas nunca mais me levantei. Só acordei às 8:50, uma hora e vinte mais tarde do que tinha planeado. Tinha de estar no backstage às 9:00.
Estão a ver o pânico induzido daquele momento de despertar? É que nem deu tempo para ter ressaca!
Telefonando e mandando mensagens a todos os dragonbólicos ao mesmo tempo, despachei-me em tempo record e voei até ao Parque das Nações! Um caminho que costumo fazer em meia hora... Dez minutos e estava já a correr para o Pavilhão Atlântico (que eu sei que agora é Meo Arena, mas eu não o vou chamar isso, coitado). À chegada, vi o primeiro elemento estranho: uma fila com para aí uns mil e trezentos metros de comprimento, com pessoas à espera. Pensei que no dia anterior esta fila deve ter sido um sofrimento sofrido, porque chovia copiosamente. Vi a fila para apanhar as credenciais e dei uma de cara podre: estava uma hora e meia atrasada para a minha cena, podiam deixar-me passar à frente que era uma coisa rápida? Deixaram, porque o pessoal é todo super-fixe e bacanudo. <3 Infelizmente, demorou mais do que eu pensava: a senhora começou a fazer telefonemas diversos e só passado uns minutos me disse que não era ali, era acoli, numa porta que eu não havia encontrado no dia anterior.
Repare-se que eu tinha falado com esta senhora no Sábado a propósito de outro assunto que relatarei aqui. Passou-se que nos enviaram um e-mail dizendo informações diversas, incluindo o facto de os acompanhantes precisarem de bilhete para entrar. Até aí tudo bem. No entanto, dizia também que eles não podiam entrar connosco às 9:00. Só às 10:30, na abertura de portas. Ora, isto para a senhora só fez sentido depois de lhe explicar, mas a verdade é que os cosplayers precisam de acompanhantes por razões diversas: carregar coisas, dar beijinhos, buscar águas, ajudar a vestir, etc. etc. No nosso caso, não precisávamos de muita ajuda, como é evidente. Mas estavam lá pessoas com fatos bem mais complexos a quem certamente faria falta um acompanhante para ajudar! E o acompanhante estava restrito! Quando eu expliquei isto à senhora no Sábado, ela ficou muito pálida, ciente de que isto era uma excelente ideia para eventos futuros. Disse que ia apontar. E, realmente, não sei o que fez a boa senhora, mas deixaram o Qui entrar para o backstage como uma pessoa normal, dando-lhe a merecida fita azul a dizer "Iberanime".
Lá dentro, após uma sucessão de portas sem fim, encontrei o resto das pessoas. E fomos ensaiar! A primeira parte do dia consistiu, essencialmente, em ensaiarmos todos juntos muitas vezes, para alinharmos todas as ideias. A dança da carvalhesa foi eliminada (boo), acrescentámos mais detalhes que nos pareceram giros e rimos milhões no processo. Por exemplo, senhor do staff do Pavilhão Atlântico: "OH VEGETA!"
E depois foi o concurso propriamente dito! Éramos os terceiros a entrar e nessa altura deu-me o buzz do palco e depois... Correu lindamente! Não podia ter corrido melhor! O público bateu palminhas, riu-se connosco, acho que gostaram :) Mas, o mais importante, para nós foi mesmo muito divertido, estávamos todos concentrados, demos o melhor que podíamos e foi um sukito cheio de uma energia que eu já não encontrava em mim própria há muito tempo!
Deixo-vos aqui o vídeo, caso não tenham tido oportunidade de ver :)
(Está a fazer o upload, amanhã já o devo por aqui)
Depois, fomos almoçar e foi, mais ou menos, cada um para seu lado (embora nos tenhamos voltado a ver ao longo do evento). Infelizmente, só deu para ver um dos outros skits, um de LoL, que apanhámos de passagem de quando estávamos a voltar da rua entre a nossa actuação e o fim do concurso. Estava muito engraçado, pelo que vi, e as pessoas estavam a adorar! :)
Almoço de hamburguesas e estamos de volta. Tinha começado a chover e estava um frio de morte matada. No regresso, depois de um merecido café, ainda considerei entrar pela porta dos normais, mas continuava uma fila desregrada. Assim, fizemos uso dos nossos poderes e fomos pelo backstage. Mas, devo dizer, que backstage complicado! Portas e mais portas, num ambiente quase kafkiano, sempre com seguranças, guardas e meninas de lenço azul a dizer que não podíamos estar ali, que devíamos estar em outro lugar, que isto e que coiso e que cena e que o elevador é só para as pessoas. Porque nós, na verdade, somos umas plantas que fugiram do Horto do Campo Grande.
Agora, sobre o espaço.
Um pavor. Aumentaram o espaço, é verdade, mas também aumentou a afluência. Apesar de Domingo ser um dia tipicamente mais calmo, a zona das lojas estava um verdadeiro motim. Mal havia espaço para andar, quanto mais ver o material que estava à venda! Acho que grande culpa disto se deve às pessoas em si... As pessoas não sabem circular, é tudo ao molho e fé em deus. Devíamos ser um pouco mais organizados e andar pela direita, facilitava logo tudo. O ar era quase irrespirável e tirar fotografias aos (poucos) cosplayers que ia vendo era uma aventura digna de Dante. Para além disso, pareceu-me que as bancas estavam organizadas de uma forma que em nada aproveitava o espaço disponível, tornando-o muito menor do que deveria ser.
Quanto às lojas, pareceu-me haver um exagero na secção de gaming, sendo que praticamente metade do espaço era dedicado a este. Mas talvez para outras pessoas tenha sido o melhor do evento. A variedade era pouca, com muito pouco manga e quase nenhuma BD. Os preços era um exagero (5€ por um porta chaves com 1 cm de comprimento?) e havia muito pouca variedade nos produtos oferecidos, sendo que quase tudo era relativo às séries da moda ou simplesmente objectos randómicos, como peluches de bichos fofos. O meu objectivo do dia era comprar um porta-chaves, uma caneca e uma capa para o telemóvel, mas nesta parte do evento nada do que eu queria foi encontrado.
Gostaria de deixar uma nota para os rapazes da banca dos jogos de tabuleiro, que foram mesmo muito simpáticos quando comprei um D20 roxo. Perguntaram-me porque queria o dado e eu expliquei que queria começar a jogar D&D mas que nunca tinha tido oportunidade de ir a um dos encontros organizados pelos grupos a que pertenço, pois calham sempre em dias que não posso. Imediatamente me deram uma série de nomes de grupos a quem me poderia juntar, o que foi realmente muito amigo da parte deles! :)
Passámos pelo workshop de perucas da convidada especial, que parecia estar a ser difícil de compreender por causa da barreira linguística.
Fomos assistir, seguidamente, à entrega dos prémios, mas não nos calhou nada. Parabéns aos vencedores! E depois de umas fotos no backstage e balneários, despedimo-nos para ir ver os
Blasted Mechanism!
Devo dizer-vos que já vi Blasted meia centena de vezes, em festas e festivais diversos, com pessoas e pessoas diversas. Assim, foi uma experiência algo engraçada vê-los num evento em que a populaça geral tem uma idade diminuta, relativamente à base de fãs desta banda. Foi um concerto cheio de energia, embora desse a entender que a banda estava a ter alguns problemas de gestão do espaço: o palco foi bastante bom para o cosplay, com um excelente auditório (embora um sistema de som um pouco deficiente), mas para uma banda que pula e rebola como os Blasted era manifestamente pequeno.
Mas o público estava em altas e a banda comunicou perfeitamente com as filas da frente. Passados instantes, todos nós dançávamos, se bem que eu e o Qui aproveitámos o concerto um pouco mais afastados na lateral, onde eu podia dar largas aos meus fantásticos moves dançóides, que me fazem parecer uma débil física (com uma afro azul)
Passado mais ou menos uma hora, achei por bem irmos ver os artistas (que são bons artistas), no andar superior. A escada parecia uma perspectiva aterrorizante, portanto usámos o elevador que era só para pessoas e não para nós (recordem que somos plantas). Lá em cima, um ambiente muito mais calmo e refrescante. Já lá tínhamos ido buscar uma cerveja, mas o preço não era nada apelativo. Enfim, visitámos as bancas e aí fiz eu a maioria das minhas compras que são as que se seguem:
- Um porta-chaves com a Chii
- Uma caneta com estrelinhas e duas pontas
- Um D20 roxo
- Um autocolante com aquela cena peluda
- Um desconto de 15% no Horto do Campo Grande, onde poderei ir resgatar um dos meus familiares vegetais
Quanto ao resto das bancas, foi a parte mais interessante, porque havia muita coisa para ver. Achei que as das pontas ficaram muito renegadas, pois o público nunca tenderia a deslocar-se para lá. Havia também, curiosamente, alguma variedade de Zines. Estive quase para comprar uma com trajes portugueses (amei os desenhos!) mas já estava curta de dinheiros.
Mas falta a parte que mais interessa a todos vós, sobretudo aqueles que tiveram a candura de aceitar o meu forçado cartão! Aí vêem elas.... São as....
FOTOS!!!
Foto no banheiro, porque eu sou assim
Fotos tiradas especialmente para o nosso Zé Gato ver :)
Passei-me GRANDEMENTE quando vi este personagem, porque o amo de paixão e era um dos meus maridos e eu adoro e AAAAH
Um concerto de algo que estava a dar na parte de cima
Um bonsai com 40 anos, mais velho que eu
Esta ficou no fim porque não queria fazer o upload, mas amei este fato e quero fazer um igual um dia!
E assim se conclui o meu relato! Essencialmente, tive um grupo genial com o qual me ri milhões e tive o Qui comigo, o que é sempre uma variedade, mas.... O evento não valia a pena o dinheiro do bilhete. Nem pelo convívio, porque a confusão era tanta que nem consegui falar decentemente com quem quer que fosse (Ana-san, desculpa ter-te perdido!). Espero que oiçam as críticas como sempre têm feito e que para o ano o Iberanime volte a ser o evento familiar e amigo que sempre nos habituou a ser!
Por agora, boa noite, que já se faz tarde!
By : ladyxzeus
Highschool of the Dead
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Highschool of the Dead
Araki Tetsurou - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2010
7 em 10
Este anime é tão famoso e tão falado, que eu sabia mais ou menos o assunto que ia tratar: zombies e mamocas aos pulos. No entanto, acabou por me surpreender de tal forma que foi um vício absoluto até o terminar!
É um dia de escola normal, quando aparecem os zombies! Os sobreviventes a esta primeira razia, têm agora que se unir e lutar contra esta força imparável e perigosamente difícil de vencer. Isto é a premissa habitual de um filme ou série com este tema: falar da luta pela sobrevivência de um grupo de pessoas. Temos zombies clássicos, desprovidos de intelecto e com alguma rapidez, em grandes números. Temos armas improváveis. E, sobretudo, temos muita roupa interior e grandes planos de anatomia feminina.
Em que é que isto pode ser bom, perguntam vós? Tudo isto acaba por se aproximar da excelência a partir do momento em que os nossos personagens são desenvolvidos até ao tutano, revelando muito mais do que se poderia esperar dos modelos femininos de animes do mesmo género, ecchi. Cada personagem é revelada em várias camadas de complexidade, acabando por demonstrar ser muito mais do que aquilo que aparenta quando colocados em situações cada vez mais agressivas, quer em termos físicos quer psicológicos. Para além disso, a "força" física de cada personagem, e os talentos que podem ser usados na luta contra os zombies, é estabelecido logo desde o início, sendo que em todos eles há uma patente evolução na capacidade de resolução de problemas que torna toda esta aventura numa experiência quase fatigante: é como se nós, espectadores, também ali estivéssemos em guerra contra estas criaturas.
A animação é extraordinária em todas as cenas de acção, sendo que estão coreografadas lindamente, sem nunca esquecer o abuso de esguichos de sangue. O ambiente é negro, fazendo uso de uma paleta escura para simbolizar o desespero destes personagens. Acredito que a maioria dos críticos fiquem de pé atrás pelo exagero das formas femininas (que aparecem em todas as situações, desde suporte para espingardas até miss t-shirt molhada), mas para mim este elemento foi - tal qual um filme B do piorio - parte do "estilo" escolhido para apresentar a história. Certamente que algumas cenas, sobretudo as envolventes de planos amorosos um pouco mal definidos, me desagradaram um pouco. Mas posso afirmar que este anime não ficaria melhor sem as cenas ecchi: as cenas ecchi fazem *parte* do anime.
Musicalmente, temos muita variedade, toda ela bastante apropriada ao contexto, havendo diversas EDs quase viciantes por onde escolher.
Foi um anime que me tocou de certa forma, um exemplo do excelente que se pode fazer dentro de um género que tem tanto de mau como de pessoas que o apreciam. A frase final arrepiou-me e, num todo, é um anime que recomendo vivamente, até para os que não são fãs do estilo.
By : ladyxzeus
Zetsuen no Tempest
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Zetsuen no Tempest
Ando Masahiro - Bones
Anime - 24 Episódios
2012
7 em 10
Tinha ouvido falar tanto deste anime que não supus que fosse gostar tanto como o que realmente aconteceu.
Dois amigos vêm-se envolvidos numa luta entre magos e feiticeiros. Um deles encontra a forma de comunicar com uma princesa feiticeira que foi colocada dentro de um barril e enviada para a morte certa numa ilha isolada. Para a ajudar, ele faz uma troca: ele salvará o mundo e ela deverá dizer-lhe quem assassinou a sua irmã mais nova. Nisto tudo, o amigo começa a aprender sobre a magia e, de certa forma, de que maneira o pode ajudar.
Para começar, os conceitos de "magia" neste universo são muito originais e estão bastante bem pensados, embora tudo comece a ficar um pouco confuso a partir do segundo arco (quando são introduzidos mais personagens e nos dedicamos, sobretudo, à parte do mistério relacionada com a irmã). Esta magia é liderada por uma "árvore mágica", que se alimenta de oferendas. E estas são a parte com mais interesse, pois são objectos da tecnologia humana. Tendo isto em conta, o anime desenvolve-se com um ritmo bastante bom e todos os mistérios acabam por ser resolvidos com surpresa para o visionante e para os próprios personagens.
Estes, por si, estão bastante bem construídos, o que leva a um bom desenvolvimento (embora curto). Os dois rapazes têm uma relação curiosa, sempre pontuada pela presença da "irmã" e da "namorada". A relação evolui para o afastamento, seguido de uma aproximação final, o que é uma reacção muito natural aos acontecimentos, tornando este duo bastante humano na sua concepção. Os outros personagens são variados, mas acabam por ficar para trás perante os elementos narrativos, não sofrendo muito desenvolvimento da sua natureza nem da sua evolução.
A animação está aceitável. embora um pouco fraca para a época em que nos encontramos. No fundo, o estúdio jogou pelo seguro e dirigiu-se a uma arte que funciona dentro do contexto mas que não impressiona. Os efeitos visuais da árvore podiam ser melhorados, sendo que acredito que teriam funcionado melhor se fossem um pouco mais experimentais. Já os designs dos personagens são realistas mas, ao mesmo tempo, muito originais.
Musicalmente, temos duas OPs e EDs que, sendo agradáveis, parecem não se conjugar com o resto da série. O resto da banda sonora liga lindamente.
Portanto, um anime que, não sendo perfeito, é muito recomendável!
By : ladyxzeus

