Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki
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Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki
Seshita Hiroyuki - Starchild Records
Anime - 12 Episódios
2015
5 em 10
Terminando a Season de Primavera de 2015. Pelos vistos não há melhor da season, já que estava vendo apenas três. Aliás, o melhor da season só vai terminar dentro de uns meses. Enfim, este foi, mais uma vez, uum anime incapaz. Para saberem mais sobre a primeira season, vejam aqui. Apesar de a minha opinião anterior não ser muito positiva, decidi ver a segunda parte por ter lido algures que iam falar sobre Blame!, um manga que amo de paixão. Infelizmente, de Blame! nada se falou. A segunda season de Sidonia no Kishi continua com os mesmos problemas.
Quiçá ainda mais exacerbados.
Nesta parte da história eles buscam encontrar os alienígenas maléficos e destruí-los, com ajuda de uma nova amiguinha que se tornou meio entidade maléfica mas que é boazinha na mesma. Isto é, em termos narrativos não temos nada de especial. Sobreviveria o anime com força do desenvolvimento dos seus personagens. Mas estes, que pena, continuam a ser patéticas crianças com problemas de crianças. Em minha opinião, eles teriam mais coisas com que se preocupar do que as suas competições infantis e beijinhos secretos e a amiguinha que é tão inadaptada (por ser, afinal de contas, um monstro horroroso. Apesar de simpático). Mas nada isto acontece, o que acaba por se reflectir nas suas prestações respeitantes a combates galácticos.
Estes procuram ser algo de espectacular, mas a animação digital em nada contribui para isto. Simplesmente não funciona. Existem cenas horríveis e, sendo que esta season se dedica mais aos personagens, as expressões faciais têm uma plasticidade ineficaz que nada transmite sobre emoções ou estados de espírito. Se na primeira season poderíamos perdoar isto por ser uma "experiência", na segunda season já deveriam ter colmatado as falhas. Parece-me inadmissível que, para além de não corrigirem nada, ainda façam coisas piores.
Musicalmente, tudo nos leva a acreditar no épico. Mas de épico esta série não tem nada.
Talvez tenha sido um erro ver esta season. No fundo, senti-a quase como uma perda de tempo. Embora ver anime nunca seja perda de tempo. Um paradoxo.
By : ladyxzeus
JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders - Egypt Arc
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JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders - Egypt Arc
Tsuda Naokatsu - David Production
Anime - 26 Episódios
2015
6 em 10
Vamos à segunda parte da terceira parte de Jojo's Bizarre Adventure! Para saberem mais sobre esta, cliquem aqui. :) Foi o último anime da season de Inverno de 2015 a terminar, dos que estava a vendo.
A história começa exactamente onde a primeira season nos deixou: os nossos amigos estão em busca de Dio e acabam de chegar ao Egipto, onde os esperam novos oponentes e inimigos. Mais uma vez, cada um ou dois episódios são dedicados a um inimigo diferente, com o seu próprio estilo e o seu stand único. Isto significa que todas as lutas são completamente diferentes umas das outras. No fundo, tudo isto acaba por servir como exemplos seguidos de exemplos para demonstrar a versatilidade dessa invenção que é o conceito de "stand". Muitas vezes, isto dá azo a lutas muito interessantes e emocionantes, devido às diversas capacidades que cada um dos personagens tem. Mas, outras vezes, poderá ser um pouco aborrecido. Em alguns episódios dedicamo-nos à comédia, a situações ridículas e bizarras (de acordo com o título) que têm pouco a acrescentar. São divertidas, mas no geral é uma série um pouco cansativa por intercalar tantas lutas umas com as outras. Em algumas usam a força bruta, em outras usam a sua perspicácia, são todas tão diferentes que não há nada que se possa dizer sobre elas.
A única coisa que têm em comum são o estilo e a estética. Isto é, sem dúvida nenhuma, o ponto forte do franchise.As texturas, as cores, toda a paleta visual é muito apelativa, fascinante, única. Os diveresos ambientes proporcionados pelos diferentes inimigos e stands dão uma grande variedade artística que é parte integrante e essencial deste anime.
Esperava eu que, durante esta segunda season, houvesse mais algum tipo de desenvolvimento no respeitante a personagens, mas - infelizmente - continuam a ser iguais a si próprios. A sua concepção, como terei referido no comentário anterior, é bastante sólida, são todos personagens interessantes e com os quais nos identificamos imediatamente, com toda a sua caracterização que tanto dá para momentos de intensidade como para eventos mais leves. Mas gostaria que lhes tivesse sido dada alguma oportunidade de crescer enquanto seres humanos, o que teria toda a lógica devido a todos os problemas em que se meteram. É uma série longa e todos, nós e personagens, parecemos esquecer-nos de qual o primeiro objectivo da viagem. Só ao rever a série com o Qui é que recordei.
Finalmente, temos uma banda sonora intensa, característica, por vezes brutalizante em algumas cenas. Desta vez, a ED é um tom de jazz instrumental que liga muito bem com as consequências da série, apesar de ser - em opinião de muitos - muito calma para o contexto.
Foi, mais uma vez, uma grande experiência assistir a Jojo e viver com este grupo todas estas aventuras. Agora, fico à espera das outras partes. Espero que tenham ganho dinheiros bastantes com estas para continuarem com este fantástico projecto!
By : ladyxzeus
Arraial Pride 2015
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Esta pessoa, aparentemente, é um ícone gay espanhol (espanhola? Bem, não interessa por aí além) que aparece frequentemente em televisões variadas com as suas paródias da melhor música pop. Melhor? Bem, o melhor azeite.
Canta as músicas da moda que todos conhecemos em Espanhol, dança que nem uma perdida e é fonte profunda de diversão. Posso garantir que, enquanto lá estivémos e ela se requebrou no palco, todo o público se estava a passar grandemente. Isso, mais que a inerente qualidade musical, é o mais importante para este tipo de coisas. Beber e dançar! Vinho entornado por cima de mim, nem o meu livro escapou!
A sua figura é curiosa e a sua energia é inspiradora. Mas quando há ruído e luzes em demasia, começo a ficar perturbada. Assim sendo, não ficámos até ao fim.
Embora tenha ficado na festa relativamente pouco tempo, fiquei feliz por ter - mais uma vez - participado nesta celebração. Para mais, veio mesmo a calhar a decisão dos Estados Unidos em declarar a união entre todas as pessoas constitucional e legal! Viva!
Arraial Pride 2015
Festival
À semelhança do ano passado, decidimos celebrar a liberdade de género nesta festa, aberta a tudo e a todos, a decorrer no Terreiro do Paço, em Lisboa. Tinha combinado encontro noutro sítio mas, encontrando amigos pelo caminho, cheguei ao local por volta das oito horas. Lá nos sentámos, apreciando as bancas que nos rodeavam. Comidas variadas, representantes de festas e bares simpatizantes e artesanatos vários.
Uma pessoa que nos tirava fotografias como se nós não nos apercebessemos da sua presença.
Enquanto isso, ouvíamos um concerto coral. Creio que o nome do agrupamento era "Jazzy". Enfim, era agradável até certo ponto. Coros de música pop variada são sempre interessantes. Mas os solistas deixavam um pouco a desejar. Talvez não ajudasse que estivéssemos mesmo atrás das colunas e ouvíssemos estas vozes em toda a sua potência.
Depois do jantar e de uma aventura por lojas de conveniência, voltamos. Voltamos para ouvir
La Terremoto de Alcorcón
Canta as músicas da moda que todos conhecemos em Espanhol, dança que nem uma perdida e é fonte profunda de diversão. Posso garantir que, enquanto lá estivémos e ela se requebrou no palco, todo o público se estava a passar grandemente. Isso, mais que a inerente qualidade musical, é o mais importante para este tipo de coisas. Beber e dançar! Vinho entornado por cima de mim, nem o meu livro escapou!
A sua figura é curiosa e a sua energia é inspiradora. Mas quando há ruído e luzes em demasia, começo a ficar perturbada. Assim sendo, não ficámos até ao fim.
Embora tenha ficado na festa relativamente pouco tempo, fiquei feliz por ter - mais uma vez - participado nesta celebração. Para mais, veio mesmo a calhar a decisão dos Estados Unidos em declarar a união entre todas as pessoas constitucional e legal! Viva!
By : ladyxzeus
Apocalypse Now
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Apocalypse Now
Francis Ford Coppola
1979
Filme
9 em 10
Nunca tinha visto o Apocalypse Now. Lembro-me de ser pequena e de o meu pai ter muita vontade de me mostrar este filme. Mas... Eu era pequena. Não era apropriado. Agora percebo que, realmente, não ia perceber o filme. Que ia ficar impressionada. Agora sou crescida, bem grande! E achei que Apocalypse Now é o exemplo de genialidade.
Para mim, a guerra nunca foi coisa que fizesse sentido. Qualquer a razão, sempre considerei que matar pessoas indiscriminadamente não é uma atitude correcta para seres que se dizem racionais. Aqui, o exemplo é uma guerra que, entre todas as outras, é possivelmente a que menos sentido fez. Vietname. Uma guerra perdida desde a origem, desde a sua concepção. Uma guerra feita para matar uma geração. Para a perturbar. Que, devido a isso, tem consequências emocionais até aos dias de hoje. Este filme fala do Apocalipse. O apocalipse agora, neste momento. Uma guerra que de tão ilógica, poderia ser um retrato do fim do mundo.
Um soldado conturbado, traumatizado pelos eventos passados nesta guerra, tem uma missão: ir até aos confins de um rio para assassinar um general que, dizem, enlouqueceu. A loucura rodeia-o. E ele tem de sobreviver com o único objectivo de voltar a causar destruição. Seguimos rio acima para encontrar momentos cada vez mais bizarros, inspirados por uma estética muito surreal e bastante psicadélica, dentro do contexto de floresta e nevoeiro. Pelo caminho, encontramos situações que têm tudo de doido, com protagonistas que se perderam na senilidade da situação e apenas encontram um escape, uma saída, na morte, no horror e no sacrifício de outras vidas.
Parece que o fazem para se divertir. Para se libertar. Mas o que significa tudo isto, a um nível mais profundo? Será que a guerra, afinal de contas, é apenas a conjugação de um grupo de gente louca que precisa da morte para se sentir bem? Tudo isto é caracterizado no espectáculo final. Encontram, pois, uma nova civilização, lideradas pelo general, uma espécie de deus da morte. Esse, sim, é a personificação da guerra. Uma pessoa que está caracterizada de forma impecável, na sua luta interior, no seu desespero. Mas também é ele a figura humana que simboliza toda a falta de sentido que existe numa luta entre povos, entre ideologias, entre aqueles que discordam uns dos outros. Porque este homem discorda de toda a gente. Portanto, mata. Tortura. Destrói. Não é isso o que faz uma guerra?
Momentos finais são altamente duvidosos. Afinal, o nosso protagonista liberta-se da guerra, depois da sua missão, ou toma o lugar de deus, já que viver no mundo real é demasiado difícil para ele? Foi o que vimos no início, a sua inadaptação, a sua dependência das "missões". Fica a dúvida, a ambiguidade. Certamente que o irão lá buscar, mas irá pacificamente?
Todo o ambiente do filme nos remete para um pesadelo. Nada faz sentido e o clima recriado acaba por ser tanto engraçado como extremamente assustador. Nada disto seria possível sem um perfeito trabalho de imagem e fotografia, aproveitando paisagens que, de tão maravilhosas e luxuriantes, acabam por ser atemorizadoras e claustrofóbicas. É um filme que não se dedica muito a grandiosas cenas de acção (exceptuando talvez todos aqueles helicópteros), mas que pulsa vivo à conta de diálogos incisivos e absurdos, que apenas ajudam na caracterização deste mundo apocalíptico em que estamos condenados a cair uma e outra vez.
Enfim, um filme exemplar. Acabei de o ver e já estou com vontade de o ver outra vez.
By : ladyxzeus
Tudo São Histórias de Amor
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Tudo São Histórias de Amor
Dulce Maria Cardoso
2014
Contos
Este foi o outro livro que obtive quando troquei o que estava repetido, de que já falei anteriormente. Há muito tempo que tinha visto este volume nas livrarias e desde aí que ambicionava obtê-lo. Afinal, a capa é giríssima! Fiquei muito feliz por o conseguir arranjar e posso dizer que gostei imenso de cada um dos contos que aqui estão.
São doze contos ao todo, com algo em comum: histórias de amor. Amor apaixonado, amor fraterno, amor filial, todo o tipo de amor. São todos contos bastante diferentes, sendo que dois deles falam de assuntos da vida real, duas tragédias muito noticiadas na sua época. É uma nova maneira de ver as situações e acaba por ser, de certa forma, bastante comovente.
Os temas são variados e actuais, apesar de em muitos contos haver um regresso à terra, às origens, às pequenas aldeias que estão perdidas no tempo. É uma escrita cheia de identidade e personalidade, detalhada, bem pensada, planeada, estudada. Por vezes, é uma leitura difícil. Mas cada história dá sempre, sem dúvida, algum tipo de sentimento, que por vezes é positivo mas que, na maior parte, é um pouco perturbador.
A minha história favorita foi a da velha e do cão. São histórias com um pouco de sonho dentro delas.
Fica uma autora para descobrir mais. Um exemplo daquilo que eu, um dia, gostaria de escrever.
By : ladyxzeus
Ex Machina
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Ex Machina
Alex Garland
2015
Filme
6 em 10
Já vi este filme na segunda fiera, mas esqueci-me de falar sobre ele. Portanto, aqui está o comentário!
Uma mistura de ficção científica/cyberpunk com um thriller psicológico, este filme segue as acções de um grupo muito restrito de personagens num ambiente fechado e longínquo. Perdidos no meio da floresta estão um cientista louco, génio da programação, e a sua criação, um robot de contornos femininos para o qual tem de se determinar a existência, ou não, de inteligência artificial. Para o determinar, é chamado um jovem, também génio da programação, que tem de falar com o robot (Ava) e descobrir mais sobre ele.
À medida que o filme se desenvolve, coisas estranhas começam a acontecer nesta casa, ficando o personagem e o espectador em dúvida sobre quem é realmente a entidade boa no meio desta situação. Se por um lado o cientista louco é, realmente, completamente louco, será que a existência de inteligência no robot pode ser algo patente ou é apenas uma máquina? De uma forma ou de outra, começam a ocorrer atitudes que nos levam a crer que o robot é efectivamente detentor de sentimentos.
Tudo isto cai por terra com o final muito inesperado, em que Ava revela um sentimento "maligno" algo que não é nem humano nem máquina, uma mistura dos dois que acaba por cair muito mal perante a expectativa criada ao longo de todo o filme.
Em termos de efeitos especiais, temos um filme bastante aceitável, com um bom desenho de maquinaria e boa utilização do digital.
Gostei especialmente da música, que dá um aspecto ligeiramente surreal às situações e potencia o efeito "thriller" da narrativa.
Mas, no geral, é um filme que traz muito pouco de novo ao género e que não estimula grandes possibilidades de debate.
By : ladyxzeus
os da minha rua
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os da minha rua
Ondjaki
2012
Contos
No passado Natal recebi um livro repetido. Isto é, duas pessoas tomaram a excelente decisão de me oferecer o mesmo livro. Estas duas pessoas não têm qualquer relação uma com a outra, o que é sem dúvida curioso. Enfim, tive de trocar um deles e troquei-o por dois livros. Um deles é este, que acabo de terminar. Escolhi-o porque já há algum tempo que vinha tendo uma curiosidade sobre este autor Angolano, que para mais é contista. Gosto tanto de contos!
Este é um conjunto de pequenas histórias sobre a infância em Luanda, pequenos momentos da vida do autor. São coisas muito pequeninas, mas são únicas e muito emocionais. Senti que com este livro o autor não partilhou apenas a sua infância, mas uma série de sentimentos, saudade, amor, amizade, coisas puras que apenas podem ser recordadas com uma certa dose de melancolia, equiparada à felicidade que estas memórias podem trazer.
As descrições são vívidas, senti-me mesmo junto ao narrador (autor) enquanto ele relatava os acontecimentos das suas pequenas histórias. Mas mais que as descrições do universo físico, impressionam as do universo emocional e pessoal, dando ao leitor a oportunidade de também ter estes sentimentos. Tendo isto em conta, gostei sobretudo da história em que o tio dá banho ao cão.
Foi uma leitura rápida, mas muito prazerosa, ler este livro fez-me muito feliz, apesar de os momentos sere (como tantos) tão curtos.
By : ladyxzeus
