AmadoraBD 2013
0
Mas enfim, vamos à hora da confissão... Eu ainda contemplei a ideia de fazer um sukito. Mas estou no meu gabinete a estudar coisas sobre canis e a pensar nos desgraçadinhos todos que tenho lá, estou ali, estou por ali e, com toda a sinceridade, estava sem vagar, sem cabeça e sem vontade de fazer um sukito. Outro factor que motivou esta decisão foi o facto de eu não ter um único cosplay quentinho e não me apetecer ter frio, por uma vez na vida. Enfim... Ainda assim, tinha de por duas pessoas lá dentro! Então vesti-me de vermelho, com a peruca da Meiko e pensei.... "Bora lá ver se isto passa!" Passou. Nem olharam duas vezes. Aliás, nem olharam uma vez. Acho que podia ter ido com o uniforme do Paços de Ferreira que entrava na mesma... Bueno! Mas prontes, acho que a roupa que eu levava poderia ser considerada um cosplay casual-chic de Meiko... Com jeitinho. :3
Devido a atrasos diversos, chegámos mesmo no final do desfile. Estava tanta gente que não conseguimos ver skit nenhum. Espero que apareçam por aí online, porque não é por serem na brincadeira que eu vou deixar de os comentar! Aiai!
Encontrei várias gentes conhecidas e peço desculpa por não ter ficado na conversa tanto tempo como gostaria, mas não queria abandonar os meus acompanhantes... Bem, podia tê-los apresentado, mas não sei bem lidar com estas situações situacionais e por isso ficaram por apresentar! São todos irrelevantes uns para os outros, menos para mim! =D Faz todo o sentido, não faz? =D
Seguiu-se o Debate (ou Mesa Redonda). Comigo participaram o António, um fotógrafo de cosplay, o Mário da Kingpin e organizador da Anicomics, a Leonor (Grácias, basta isto para já saberem quem é xD) e um jovem cujo nome não fixei que era estudioso de movimentos sociológicos e está precisamente a estudar o movimento sociológico que é o cosplay. A moderadora foi a Patrícia Bordeira, que nos fez algumas perguntas sobre a nossa visão do cosplay. Tentei dar a minha interpretação pessoal, que pode ser ligeiramente diversa da das outras pessoas, acho que a minha voz radiofónica foi um pouco menos radiofónica que o desejado... Mas no final correu tudo bem! Só tive pena que estivesse tão pouca gente a assistir...
Falando em assistência, um comentário sobre o palco. Ou auditório, como lhe queiram chamar! Era uma miséria, nunca tinha visto um AmadoraBD com um palquito tão mal posicionado, tão pequeno e tão mal iluminado. Uma pena, porque costuma ser um bom palco! Bueno, ao menos tínhamos sofás!
A exposição era interessantíssima e montada de forma a que cada autor e cada tema tivesse o seu espaço próprio. Podíamos passar de universo para universo em apenas um passo!
Em termos de compras, trouxe a BD "O Pequeno Deus Cego", do mesmo autor de "Palmas para o Esquilo" e uma outra BD chamada "alguém desarruma estas rosas e outras estórias", porque o título me pareceu interessante e só custava 2€. Não havia artistas - que são bons artistas - por isso não trouxe nem o desenho habitual nem a ceninha para o telefone habitual.
Perdi a oportunidade de ter o autógrafo de um mangaka, mas não tinha nada dele que ele pudesse autografar.
Ainda vimos um pedacinho de uma banda estranhíssima, que acabámos por classificar como "industrial pop", uns tales K-BLE Jungle DJ Shiru & Eriko. Dizia lá no palco que eram uma banda de j-pop lírico. E efectivamente ela cantava algum j-pop, mas também cantava coisas esquisitérrimas. Não sei se gostei ou não, acho que gostei. No fundo no fundo aquilo até tinha piada e cantaram algumas músicas que eu sabia. :)
Um evento com saldo muito positivo, não só pela exposição, pela minha participação, mas sobretudo pela companhia. Ficam aqui as melhores fotos que o Zé Gato tirou aos cosplayers!
E com isto vos deixo!
Ah sim, o próximo evento de cosplay... Eu era para ir à Azambuja, mas o congresso da Ordem dos Médicos Veterinários calha nesse fim de semana. O congresso é mais importante, desculpem... Por isso agora só vos vejo para o ano! Pessoalmente, quero dizer... Ou talvez antes, ainda há tempo para muitos eventos! Até lá!
AmadoraBD
Festival de Banda Desenhada
Como vem sendo custume, estive neste Sábado que passou na AmadoraBD, festival internacional de banda desenhada que decorre na Amadora já há largas décadas (bem, duas). Desta vez fui acompanhada pelo meu bói e pelo Zé Gato, um amigo. Isto porque, no dia do cosplay, quem levasse cosplay tinha entrada grátis com direito a acompanhante e eu tinha ganho um bilhete no concuso da APC (Associação Portuguesa de Cosplay). Assim sendo, poderia enfiar duas pessoas lá dentro.
Ora, desta vez o programa de cosplay, organizado pela APC, consistia em:
- Desfile de Cosplay
- Skits de Cosplay não competitivos
- Uma Mesa Redonda sobre cosplay
Mas enfim, vamos à hora da confissão... Eu ainda contemplei a ideia de fazer um sukito. Mas estou no meu gabinete a estudar coisas sobre canis e a pensar nos desgraçadinhos todos que tenho lá, estou ali, estou por ali e, com toda a sinceridade, estava sem vagar, sem cabeça e sem vontade de fazer um sukito. Outro factor que motivou esta decisão foi o facto de eu não ter um único cosplay quentinho e não me apetecer ter frio, por uma vez na vida. Enfim... Ainda assim, tinha de por duas pessoas lá dentro! Então vesti-me de vermelho, com a peruca da Meiko e pensei.... "Bora lá ver se isto passa!" Passou. Nem olharam duas vezes. Aliás, nem olharam uma vez. Acho que podia ter ido com o uniforme do Paços de Ferreira que entrava na mesma... Bueno! Mas prontes, acho que a roupa que eu levava poderia ser considerada um cosplay casual-chic de Meiko... Com jeitinho. :3
Devido a atrasos diversos, chegámos mesmo no final do desfile. Estava tanta gente que não conseguimos ver skit nenhum. Espero que apareçam por aí online, porque não é por serem na brincadeira que eu vou deixar de os comentar! Aiai!
Encontrei várias gentes conhecidas e peço desculpa por não ter ficado na conversa tanto tempo como gostaria, mas não queria abandonar os meus acompanhantes... Bem, podia tê-los apresentado, mas não sei bem lidar com estas situações situacionais e por isso ficaram por apresentar! São todos irrelevantes uns para os outros, menos para mim! =D Faz todo o sentido, não faz? =D
Seguiu-se o Debate (ou Mesa Redonda). Comigo participaram o António, um fotógrafo de cosplay, o Mário da Kingpin e organizador da Anicomics, a Leonor (Grácias, basta isto para já saberem quem é xD) e um jovem cujo nome não fixei que era estudioso de movimentos sociológicos e está precisamente a estudar o movimento sociológico que é o cosplay. A moderadora foi a Patrícia Bordeira, que nos fez algumas perguntas sobre a nossa visão do cosplay. Tentei dar a minha interpretação pessoal, que pode ser ligeiramente diversa da das outras pessoas, acho que a minha voz radiofónica foi um pouco menos radiofónica que o desejado... Mas no final correu tudo bem! Só tive pena que estivesse tão pouca gente a assistir...
Falando em assistência, um comentário sobre o palco. Ou auditório, como lhe queiram chamar! Era uma miséria, nunca tinha visto um AmadoraBD com um palquito tão mal posicionado, tão pequeno e tão mal iluminado. Uma pena, porque costuma ser um bom palco! Bueno, ao menos tínhamos sofás!
Visão Panorâmica dos Sofás, eu estou na ponta esquerda.
Repare-se na escuridão tão escura!
E a minha participação no evento resumiu-se a isto. Foi bastante interessante e uma coisa muito diferente do que costumo fazer, por isso gostei bastante muito. Seguimos para ver o resto da exposição.
Dividida por dois andares, interessantíssima. A minha secção preferida foi o autor Português em destaque e a exposição do David Soares. Ficam algumas fotografias do ambiente, aquelas em que não aparecemos a fazer patetices.
Ooops, um leão!
Em termos de compras, trouxe a BD "O Pequeno Deus Cego", do mesmo autor de "Palmas para o Esquilo" e uma outra BD chamada "alguém desarruma estas rosas e outras estórias", porque o título me pareceu interessante e só custava 2€. Não havia artistas - que são bons artistas - por isso não trouxe nem o desenho habitual nem a ceninha para o telefone habitual.
Perdi a oportunidade de ter o autógrafo de um mangaka, mas não tinha nada dele que ele pudesse autografar.
Ainda vimos um pedacinho de uma banda estranhíssima, que acabámos por classificar como "industrial pop", uns tales K-BLE Jungle DJ Shiru & Eriko. Dizia lá no palco que eram uma banda de j-pop lírico. E efectivamente ela cantava algum j-pop, mas também cantava coisas esquisitérrimas. Não sei se gostei ou não, acho que gostei. No fundo no fundo aquilo até tinha piada e cantaram algumas músicas que eu sabia. :)
Um evento com saldo muito positivo, não só pela exposição, pela minha participação, mas sobretudo pela companhia. Ficam aqui as melhores fotos que o Zé Gato tirou aos cosplayers!
Ah sim, o próximo evento de cosplay... Eu era para ir à Azambuja, mas o congresso da Ordem dos Médicos Veterinários calha nesse fim de semana. O congresso é mais importante, desculpem... Por isso agora só vos vejo para o ano! Pessoalmente, quero dizer... Ou talvez antes, ainda há tempo para muitos eventos! Até lá!
By : ladyxzeus
Enemigo
0
Enemigo
Taniguchi Jiro
Manga - 10 Capítulos/1 Volume
1984
6 em 10
Encontrei este manga na Fnac. Após alguma investigação no local sobre se era tomo único ou não, acabei por o trazer. E acabou por ser ofertado pelo meu querido pai!
Este é um manga do antigamente, lá dos anos 80, coisa que não li muito. E é de acção, para senhores. Trata de um detective privado que vai salvar o seu irmão, CEO de uma empresa, que foi raptado por guerrilheiros na selva de um país da América Latina inventado. É acompanhado por um jornalista com piada, uma gaja sexy e um cão (um dogue alemão) A história é muito, muito, muito, muito, muito simples. O que é interessante neste manga é o ambiente quasi-ocidental criado em torno do personagem principal.
Como num filme, ele é o anti-herói perfeito. Aliás, todos os personagens são praticamente estereótipos dos filmes Americanos desta época. Se formos ler as notas finais, que incluem comentários de autores Europeus e Japoneses e do próprio autor (e uma entrevista), vemos que isto é propositado. A influência europeia - no estilo de banda desenhada - e americana - no estilo dos personagens - é patente e admitida. Isto não é nada mau, porque é uma variação interessante à norma Japonesa (comparando ao anime, já que de manga conheço pouco).
Outro aspecto valoroso é a arte. É muito detalhada, com um uso de pretos e brancos que torna todo o ambiente da selva muito mais negro e excitante. As paisagens são muito realistas e também o são os designs dos personagens.
Um manga curto, jeitoso, interessante e com um certo valor histórico. O autor refere muitas vezes que nesta época, com este manga, estava no topo da sua energia criativa no que respeita aos desenhos. Teria de ler outros mangas do autor para comparar, o que me parece bem porque me foi recomendado e tudo.
By : ladyxzeus
A Redenção
2
Trilogia Nocturnus - A Redenção
Rafel Loureiro
2011
Fantasia
Apesar de não apreciar histórias de vampiros por aí além, tinha gostado muito dos dois primeiros volumes desta trilogia. Assim, quando vi a promoção da editorial Presença em que este livro estava a apenas dois euros, não pude resistir! Apesar da capa ser diferente, porque esta é a edição oficial e os outros volumes eram em edição de autor, é melhor do que nada.
NNeste volume, que serve como final absoluto (espero eu) à saga de Daimon DelMoona, este vampiro e a sua amada Lília viajam pelo mundo todo em busca de "A Redenção", uma forma de os vampiros voltarem a ser humanos. No entretempo lutam contra um vampiro maléfico e é isso. Este volume pareceu-me inferior aos outros por um par de razões.
Antes de mais, o facto de a acção se passar no presente, torna tudo um pouco menos "gótico" e um pouco menos pesado do que nos volumes anteriores. O ambiente é negro, mas rapidamente me esquecia de que a acção se passava toda de noite e muitas vezes visualizava-a de dia. Isto é, desta vez o autor não foi muito claro nas "cores" de cada situação. A imagética está bem colocada, no entanto, sendo que o meu momento preferido foi o do Cairo. Não o do Japão, surpreendentemente.
Depois, porque o livro tem demasiadas cenas de acção inúteis. A viagem é simples, andam de um lado para o outro e conhecem outros vampiros, mas o facto de terem de lutar contra alguns não acrescenta em nada às situações. As lutas são muitas vezes confusas.
Finalmente, porque os personagens passam grande parte do livro a chorar (lágrimas de sangue). Isto é um aborrecimento, porque demonstra que as reacções de todos os personagens perante qualquer situação adversa é sempre a mesma (chorar lágrimas de sangue).
No entanto, existem alguns momentos bastante bons, como o dilema entre o Ser Puro e Impuro do personagem principal. Se ele não acabasse cada um dos dilemas a chorar, teriam sido situações comoventes e emocionantes.
Enviarei este livro a uma amiga, a quem ofereci os dois primeiros. Espero que ela aprecie a trilogia! Parece que não, mas eu gostei muito. Ainda bem que acaba tudo em bem!
By : ladyxzeus
Palmas para o Esquilo
0
Palmas para o Esquilo
David Soares e Pedro Serpa
2013
Banda Desenhada
Juntamente com O Amor Infinito Que Te Tenho, trouxe este álbum com o prémio do concurso de cosplay. Escolhi-o porque tinha sido lançado há pouco tempo e tinha ouvido falar muito dele no Facebook. Ao folheá-lo, não me senti muito motivada quanto aos desenhos, mas achei por bem experimentar na mesma. Quando finalmente o abri hoje ao almoço, descobri que o texto é do autor d'O Envagelho do Enforcado, livro que adorei! Logo logo fiquei mais motivada para o ler, sim sim!
Ora bem, esta obra deixou-me um pouco dividida. A história é fascinante. Um homem louco tenta enfrentar a sua loucura, sendo para o leitor difícil distinguir o que é real e o que é imaginação. Toda a loucura está povoada de esquilos, momentos baseados em experiências da infância do personagem, que terão sido fortes o suficiente para o levar ao ponto em que está no presente.
A narrativa da história é bastante simples, mas existem alguns "comentários", que eu não percebi se eram apenas comentários internos do autor ou a perspectiva do personagem, que explicam - de alguma forma - a situação de desespero em que se encontram. Foram estes que me deixaram de pé atrás. Sinceramente, acho que este tipo de linguagem é mais apropriada a um romance, isto é, a uma narrativa longa em que as palavras se juntam em frases maiores e em parágrafos e, assim, passam desapercebidas. A força das palavras acaba por se perder no uso de termos demasiado rebuscados (confesso que alguns não sei o significado), e perdi um pouco a concentração na observação da história por causa deles. Acho que esta narrativa funcionaria perfeitamente num conto, em algo que fosse apenas texto, sem desenhos, mas desta forma perdi um pouco o ritmo. Não sei se isto é bom ou mau, porque de banda desenhada conheço tão pouco e, portanto, não tenho termo de comparação.
Quanto aos desenhos, se ao início não me atraiam, no final entranharam-se. Parecem simples, mas têm um detalhe tão profundo como discreto, uma utilização fascinante de perspectivas e cores que nos causam um sentimento de imersão do qual não é possível sair até terminar o álbum.
No final, é uma história sobre a vida, sobre a perspectiva de uma vida, desesperante porque não a podemos salvar, comovente e arrepiante.
Acho que estou convertida à banda desenhada portuguesa! Venham daí recomendações!
By : ladyxzeus
As Novas Bacantes
0
As Novas Bacantes
Catherine Clément
1998
Policial
Catherine Clément
1998
Policial
Este livrinho, que li na viagem para o trabalho (tenho ido de transportes, não sei se já disse...) foi-me cedido pelo meu pai com o objectivo de depois eu o oferecer para circulação no BookCrossing. Há muitos anos, li um par de coisas da Catherine Clément e era interessante mas muito pesado. Este livro veio tirar-me isso da ideia, completamente, e deu-me vontade de ler outros livros dela, sobretudo um que é recorrente cá em casa - A Senhora.
É uma novela policial sobre um escritor de mitologia comparada que se depara, quando está isolado da vida para terminar de escrever o seu livro mais recente, com uma misteriosa seita de mulheres que gritam, dançam e fazem coisas estranhas num estado de delírio. Não posso contar muito mais porque se não a diversão que terão a ler esta história ficará comprometida, mas garanto que o que está por trás desta "seita" é hilariante, original e tem tudo a ver com a personalidade da autora - pelo que me lembro dela.
A linguagem é muito acessível e acção sucede-se em poucos dias. A leitura é mesmo muito rápida e, como é divertida, soube muito bem acordar com este livrinho.
Espero que o BookCrossing goste tanto como eu!
By : ladyxzeus
A Raposa Azul
0
A Raposa Azul
Sjón
2003
Romance
Um livrinho minúsculo. Comecei-o à hora de almoço (temos uma hora e meia para almoçar e eu demoro circa dez minutos...) e terminei-o pouco depois de entrar no autocarro para casa.
Primeiramente, uma nota sobre Sjón: é amigo da Bjork. Colabora com ela em letras de músicas e tudo o mais. Daí que não seja espantoso que ela recomende este livro. E realmente, combina perfeitamente com ela.
Passado na Islândia rural do século XIX, o livro é uma sucessão de imagens numa paisagem gelada que parece interminável. Há duas histórias: a de um padre que está a caçar uma raposa azul e a de um ervanário que adoptou uma rapariga com síndrome de down. No final, interligam-se, um momento verdadeiramente fascinante.
O momento que mais gostei foi o culminar da caçada, a conversa com a raposa. No final, ficamos sem perceber quem é o feiticeiro, se ele próprio que estava a enlouquecer com a neve ou se outra pessoa...
Realmente um "romance mágico". Gostava que depois de fazer a sua viagem pelo BookCrossing voltasse para mim para o emprestar a um amigo, mas tenho de pedir com muito jeitinhooo...!
By : ladyxzeus
Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent
0
Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent
Satoru Kannagi
2006
Light Novel
Mais uma vez, seguimos as aventuras de Wataru e Yuiichi na sua estranha relação amorosa. Estranha não porque é uma relação homoerótica, mas porque os personagens se começam a revelar como ilógicos e inconsequentes. Neste volume são-nos apresentadas duas histórias com dois dilemas distintos. Numa, outro homem é colocado na equação, levando ao ciúme. Na outra, o segredo da relação é posto em perigo num festival escolar.
Até agora eu estava a conseguir aceitar as personagens, mas a partir deste volume começo a duvidar da minha capacidade de os aturar até ao fim da série (que fica completa com mais dois volumes). As histórias baseam-se numa sucessão de mal-entendidos que seriam resolvidos imediatamente se Wataru fosse sincero e se Yuuichi fosse bom da cabeça e não um controlador megalómano e infantil. Isto é, toda a aura que a autora queria transmitir, a qual sabemos a partir das notas finais que as Light Novels têm sempre no final de cada volume, é diametralmente oposta àquilo que os personagens são. Wataru é suposto ser simples e alegre. Yuuichi é suposto ser o elemento "cool" do par. As suas atitudes são exactamente o oposto. Wataru vive a vida cheio de medo que Yuuichi se possa desapontar, Yuuichi tem ar de que - se algum dia vierem à Europa casar-se - vai bater no namorado à mínima situação.
Este casal é a combinação perfeita para uma espiral negativa de violência doméstica!
Enfim, irei terminar a série para saber como raio ficará a situação, no final de tudo (vai acabar tudo em bem, mas serão felizes? É essa a minha dúvida), mas agora fa-lo-ei com estranheza.
By : ladyxzeus

