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Pete Docter e Bob Peterson - Disney/Pixar
Animação Ocidental - Filme
2009
6 em 10
Filme que vi no dia de Natal. Eu tinha muita curiosidade sobre este filme, tinha-me sido muito recomendado, disseram-me que era bonito e eu gosto de bonecos bonitos. Desapontou-me bastante.
Comecemos pela animação. É boa, bastante boa. Os designs de personagens estão muito bem concebidos e caracterizam bem o que tencionam mostrar. As sequências de animação podem parecer simples, mas são fluídas, rápidas e plásticas, especialmente todos os movimentos do passaroco. As cores são bonitas e isto no cinema deve ter sido a loucura, com aqueles balões todos. Em resumo, animação e design excelentes.
Mas tudo o resto...
A história é muito simples e tem uma sequência muito bonita (a da vida do homenzinho), mas é cliché e incongruente. O que me chateou mais foi sobretudo isto, a incongruência. Se o explorador vai com dois cães da mesma raça para a Patagónia (ou o que seja) como é que 70 anos depois tem cães de raças diferentes? Aliás, se o explorador tinha 25 anos quando foi para a Patagónia (ou o que seja) como é que 70 anos depois ele ainda está vivo, a mexer-se bem num sítio onde não há medicina e sem sinais de demência (fora um certo comportamento obsessivo)? Não questiono como é que uma casa voa presa a balões, porque isso é perdoável, mas o resto não consigo perdoar.
Os personagens têm muito pouco de palpável em termos de desenvolvimento e de relações entre eles. Sim, tentam fazer uma identificação do velho com a criança gorda, mas faltou-lhe ali qualquer coisa e acabou por não funcionar e não me comoveu. Aliás, eu já sabia que isto ia acontecer e tinha o lencinho pronto para chorar, mas nada disso.
A música recorrente é bonita, mas já me esqueci dela.
Bons gráficos, sim, mas a bons gráficos precisamos de aliar tudo o resto. Porque se não é só um desperdício. Seja anime seja outra coisa qualquer.
By : ladyxzeus
O Leitor
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O Leitor
Stephen Daldry
Filme
2008
6 em 10
Foi este filme que vimos em família na noite de Natal. Foi um erro, mas começando-o tivemos de o acabar. Ninguém estava à espera que aparecesse tanta gente nua.
Este filme tem um argumento interessante, que dá uma volta muito engraçada mais à frente, mas não é especialmente bom. Com um foco demasiado intenso e bastante desnecessário em cenas de sexo e em gente a tomar banho, parece que as fizeram só para ocupar espaço. De certa forma elas caracterizam bem a relação dos dois personagens principais, mas não era preciso tantas.
Os personagens são bastante crus, se bem que a fêmea cresce e se torna mais profunda com a continuidade do filme. No entanto não deixa de ser básica. Nem uma actriz excelente consegue fazer de uma personagem básica algo mais do que isso.
Teve imagens bonitas mas nenhuma especialmente memorável. O mesmo para a música.
Um filme que não é bom para ver em família na noite de Natal.
By : ladyxzeus
Cross Game
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Cross Game
Osamu Sekita - SynergySP
Anime - 50 Episódios
2009
6 em 10
O chamado "remake de Touch". Pois bem, isto pode ser o remake, mas Touch é superior.
Kitamura Ko é um jovem sem grandes interesses que tem uma amiga, chamada Akane. A amiga, bem, acontece-lhe uma tragédia logo no primeiro episódio. Restam as três irmãs da amiga, respectivamente uma gaja boa com ares de dona de casa, uma pita irritante e estúpida e Aoba, uma bacana que detesta o Ko e que é bastante boa a jogar baseball. Ora, Aoba mete-se a ensinar o Ko a jogar e fica-se a saber que com as técnicas dela aliadas ao je-ne-sais-quoi dele, o jovem é um dos pitchers mais geniais de todos os tempos. Entretanto há um gajo giro que é o quarto batedor e que é mega talentoso, há histórias de amor todas paralelas umas às outras e, avanço desde já, não há beijo.
Ora portantos, o anime de baseball ensinou-me a gostar de baseball. De certa forma Cross Game é um anime de desporto superior, porque não nos obriga a passar três episódios por jogo a ver em detalhe cada pensamento e flashback sobre a vida de cada jogador. No entanto, e comparativamente com a melhor série de baseball que vi (Touch), a carga emocional é muito inferior e mal explorada. Passamos metade da série a ter flashbacks emotivos da vida de Ko com Akane e a ver o seu amor que acabou por nunca se consumar por motivos exteriores a este pequeno casal de 10 anos de idade. Isto é, numa palavra, chato.
Gostei do estilo antigo numa animação nova, mas a animação em si não é nada de especial.
A OP é gira e as vozes estão bastante boas, mas de resto não há um ambiente musical bem definido, com recurso a temas marcantes. É fácil esquecer este sonoro.
Os personagens parecem não crescer desde que aparecem pela primeira vez (que era quando tinham, já disse, 10 aninhos). A partir do momento em que entram no secundário não crescem mais em altura e nunca cresceram em termos de personalidade. Também não estão muito bem caracterizados, aparentemente basta um lamiré do que são para mostrar a sua relação. Isto é falso. Eu precisava de personagens fortes na sua essência, personagens mais completos, para me envolver melhor emocionalmente com o caso Ko/Aoba.
Uma série divertida, séries de desporto são sempre divertidas, mas claramente inferior ao seu parente Touch.
By : ladyxzeus
Hataraki Man
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Hataraki Man
Anno Moyoko - Kodansha
Anime - 11 Episódios
2006
6 em 10
Um bafo fresco no mundo do anime, finalmente uma série que fala sobre adultos e problemas de adultos, nomeadamente o problema da carreira e como a coadunar com uma vida pessoal.
Focado sobre uma mulher que trabalha numa editora, o anime dá uma olhada pelas vidas de outras mulheres que trabalham com ela ou com quem ela se cruza. Isto é interessante ao princípio, mas a vida a trabalhar num escritório não é exactamente estimulante, por isso ao terceiro ou quarto episódio já estava farta e com vontade de apresentar a minha demissão.
Não há personagens complexos, mas de certa forma são bastante realistas. Aliás, tinham mesmo que ser, pois se tencionam caracterizar pessoas reais com problemas reais há que fazer os personagens reais também.
A música é interessante ao princípio e caracteriza bem o ambiente da série, mas acaba por se tornar repetitiva e cansativa passado algum tempo.
Achei o design das personagens muito maduro e bastante original, o que torna a série mais refrescante em termos visuais.
Sem dúvida um bom escape aos romances de escola secundária.
By : ladyxzeus
Memento
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Memento
Christopher Nolan
2000
Filme
7 em 10
Outro filme pelo qual eu nutria uma imensa curiosidade.
Memento trata da vida de um homem que não tem memória a curto prazo. E que, coitado, está à procura de quem lhe matou a mulher. Quando encontra novas pistas esquece-se delas, por isso tatua as mais importantes, tira fotografias às pessoas com quem está e toma notas. Para ilustrar esta falta de memória, o filme é contado de trás para a frente. E é engraçado que é no passado que está a solução de toda a questão, mas devido à incapacidade memorial (isto existe?) do personagem principal, o problema não é nem nunca pode ser resolvido. Coitado. Este final foi o que fez o filme valer a pena, porque de resto achei que o fazer o filme de trás para a frente foi uma coisa muito pretensiosa de se fazer,. Claro que se fosse um filme normal não tinha tanto sucesso nem ilustrava tão bem a situação, nem o filme era único, mas ainda assim não gostei.
Os personagens são básicos, e todos eles têm uma faceta "esquecida" que é revelada mais para a frente no filme. As coisas que o homem pensa serem verdadeiras afinal não são, o que dá um pouco mais de sal às personagens. As interpretações não são nada de especial ou extraordinário, mas estão bem. Pareceu-me que mais que caracterizar personagens fortes, o que o argumentista deseja é caracterizar a patologia da falta de memória, usando para isso de um exemplo com outros personagens, que pertenciam a um passado longínquo (e que, portanto, não foram esquecidos)
Todo o filme é muito cinzento, com imagens cruas e bastante feias. A música também não é nada de especial, porque nem me alembro dela.
Uma boa experiência, este filme, mas não creio que vá repetir. Bem, pelo menos agora sei que existe uma doença em que se perde a memória a curto prazo.
By : ladyxzeus
Fight Club
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Fight Club
David Fincher
1999
Filme
8 em 10
Após um mês de ausência estamos de volta no ar! Com muitas coisas giras para recomendar! Vamos começar pelo Fight Club!
Ora bem! Eu sempre tive curiosidade acerca deste filme. Sem qualquer perspectiva sobre ele, aventurei-me e acho que o resultado é bastante bom. Agora compreendo porque é que a internet se identifica tanto com este filme. E vejo um paralelismo nos acontecimentos dos dois universos. Mas isso é outra história, e há-que sempre lembrar a regra número 1, por isso vamos abster-nos de comentar.
Um gajo que não consegue dormir encontra um vendedor de sabão e, por acaso, descobrem que andar à porrada é giro. Formam então o Clube de Combate, um sítio onde se pode andar à porrada com desconhecidos para libertar a raiva. O destino do Clube de Combate, que cresce a proporções épicas, é a parte engraçada (e assustadora por razão que referi acima) do filme. Temos personagens interessantes e cheios de um humor negro e delicado. São perfeitamente interpretados pelos seus actores, que demonstram grande habilidade, em especial Edward Norton.
No entanto o filme apresenta algumas incongruências no argumento. Estas tornam a realidade, que deveria ser clara e evidente, confusa. Confusa do tipo "como é que ele estava ali e no outro sítio ao mesmo tempo?" Enquanto essas coisas não forem esclarecidas o filme nunca pode ser excelente e fica-se apenas pelo muito bom.
Um filmaço feito para homens másculos, mas que uma rapariguinha como eu até gostou.
By : ladyxzeus
As Férias
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As Férias
Condessa de Ségur
Algures no Século XIX
Livro Infantil
Antes de mais, devo informar que a minha capa é diferente e imensamente mais divertida, pois tem um desenha realista do pequeno Paulo a ser examinado por pretinhos em África todos desnudos com penas na cabeça. Depois, devo informar que não sei exactamente porque é que li este livro. Depois de ter terminado de ler todos os livros que tinha no meu quarto, tomei como próximo projecto literário a leitura de todos os livros do quarto da minha irmã. Ora, ela tem livros da Condessa de Ségur. E eu lembro-me de gostar dos Desastres de Sofia quando era pequena. Por isso porque não?
Sem dúvida que este livro tem um valor histórico incalculável, tal como todos os livros da Condessa de Ségur. Para os parâmetros do século XIX é um livro extremamente educativo e com aventuras fascinantes. Para os parâmetros do século XXI isto é mais um watafack. As crianças falam todas como se fossem adultos (se calhar era mesmo assim que se comunicavam lá nesses tempos do antigamente?) e os seus valores são um bocado estranhos. As pessoas más são todas muito más sem nenhuma parte boa e as pessoas boazinhas são todas muito boazinhas sem nenhuma parte má. Além disso, é uma coisa um bocado religiosa de mais para o meu gosto.
Ainda assim, se as crianças que lerem este livro adquirirem os valores das crianças que estão dentro do livro não me parece mal. Fora a parte de rezar a toda a hora, mas isso é o menos.
E soube-me bem recordar a frase "grandessíssimo poltrão". Só recentemente fui ver ao dicionário o que é um poltrão. Eu pensava que era um cavalo...
By : ladyxzeus