• Mobile Suit Gundam MS IGLOO 2: Gravity of the Battlefront

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    Mobile Suit Gundam MS IGLOO 2: Gravity of the Battlefront
    Yatate Hajime - História original de Yoshiyuki Tomino
    Anime - 3 episódios
    2008
    6 em 10

     ORA MAIS UM GANDAMU PARA A MINHA COLECÇÃO, HOHOHO.

     Dentro do universo Gundam, a série de MS Igloo distingue-se por duas coisas: pelo toque de realismo conferido à guerra e pelo CG. O primeiro, atrevo-me a dizer, é brilhante. O segundo nem por isso.

     Em MS Igloo 2 temos 3 histórias paralelas sobre soldados da Federação que são perseguidos pela morte (um shinigami com design bastante ridículo, diga-se de passagem. E completamente desnecessário) durante a One Year War em que são confrontados, pela primeira vez, com essas máquinas de guerra que são os Zaku Mobile Suits. Cada história individual é bastante intensa, mas também está pejada de clichés inúteis e facilmente evitáveis.

     A arte é triste. Os stills de CG são muito bons, mas os movimentos dos objectos são pouco realistas. Isto torna momentos de grande tensão em ocasiões ridículas.

     Os personagens são interessantes, mas o seu desenvolvimento é muito fraco. Todos eles têm uma linha comum, que é serem bons soldados cujo desespero os invade. E é só isso.

     O som não é memorável, apesar de haver uma canção por episódio.

     Um 6 em 10 pela tentativa. E porque os stills são mesmo bons.

  • Hourou Musuko

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    Hourou Musuko
    Aoki Ei
    Anime  - 11 Episódios + 2 Specials
    2011
    7 em 10

    Agora também em: http://www.clubotaku.org/niji/anime/hourou-musuko/


     Hourou Musuko ou "O Filho que Procura o Caminho" (haha) é um anime muito recente de produção Aniplex, que passou durante o tempo reservado a noitaminA na televisão. Isto significa que é um slice-of-life com um bom nível de produção. Fala sobre o caminho de um pré-adolescente, Shuuichi Minori, que gosta de se vestir de menina, e dos seus amigos.

     Isto à primeira vista parece bastante interessante, mas a realidade é que o anime avança sem um rumo definido e não nos trás um princípio, um meio e um fim sólidos. Não há uma conclusão literal ou moral a tirar deste anime e isso é desapontante.

     A arte é bastante boa, com traços delicados e cores pastel muito bonitas. Não há necessidade de animação muito complexa, mas a que existe está fluída e bem concebida.

     Os personagens não têm rumo, como a história. Antes de mais, parecem ser demasiado novos para haver estas dúvidas pertinentes sobre a sexualidade. Não me parece muito normal que crianças de 10-11 anos estejam preocupadas em ter namorados em vez de estarem preocupadas em jogar à bola ou ao elástico. Há um passado e um futuro para elas, mas não há evolução. O personagem principal não descobre a sua identidade e os personagens secundários também não descobrem a deles. É uma história estagnada.

     A música é muito bonita, adicionando muita intensidade aos momentos necessários. A OP e a ED são memoráveis.

     Um anime bom, que recomendo a quem quiser uma experiência interessante, mas ainda assim com demasiados defeitos para ser uma obra recomendável para todos.

  • Luto Pela Felicidade dos Portugueses - Crónicas Benditas

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    Luto Pela Felicidade dos Portugueses - Crónicas Benditas
    Rui Zink
    Crónicas
    Livro
    2007

     Antes de começar, um detalhe engraçado: o livro que o meu pai me emprestou veio de uma biblioteca e encontra-se um pouquito adulterado. Na capa pintaram o boneco de forma a parecer o Hitler, com baton. E eu pensava que a capa era assim antes de ter procurado a imagem na net!

     Adiante!

     Esta é uma colecção de crónicas sobre a vida e sobre a felicidade publicadas na revista Saber Viver e aqui todas juntas numa edição.

     Agora a grande questão é... Quem deu autoridade a Rui Zink para opinar sobre estes assuntos? Porque é que a opinião dele é especial e, digamos, a opinião  do Manel dos Carapaus não é? Isto revoltou-me. Ainda por cima, Zink não é dotado de grande humor, apesar de se afirmar como pessoa muito engraçada. Posso nomear a vez que me ri alto com este livro, que foi numa visualização do Príncipe Carlos de Inglaterra a dizer "Ama-me".

     Está bem escrito, isso admito. Há uma utilização interessante das palavras e revela uma grande cultura nestas crónicas. No entanto, isso não é suficiente para as tornar relevantes.

     Poderia citar o meu pai, quando ele diz "um chorrilho de banalidades". Excepto que ele disse isto do Saramago. Eu diria isto do Rui Zink.
  • A Rapariga de Pequim

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    A Rapariga de Pequim
    Chun Shu
    Biografia/Romance
    Livro
    2003

     Este foi o segundo livro que ganhei no passatempo da Editorial Presença e Facebook. Decidi-me por ele porque a capa parecia interessante, com uma miúda toda alternativa. Pensei que fosse falar sobre esse assunto que me interessa profundamente, que é a moda alternativa e o mundo da música underground. E fala mais ou menos disso, mas não de uma forma que me agradasse.

     A Rapariga de Pequim é uma biografia romanceada de uma certa jovem de 16 anos que se sente incompreendida no mundo da China actual. É uma rapariga que acha que se distingue de todas as outreas, que acha que tem um grande talento para a escrita... Coisas que todos os adolescentes acham em alguma parte do seu caminho.

     Infelizmente, o livro não está especialmente bem escrito. É vernáculo e simples, mas há tantos nomes e acontecimentos que uma pessoa se perde facilmente. É difícil de acompanhar e de visualizart as situações. De vez em quando há grandes momentos de pseudo-literatura e poesia, mas estão mal escritos, infantis, pouco polidos. Não admira que tantas editoras tenham recusado este romance à primeira vista e é uma surpresa para mim como foi traduzido em tantas línguas. Aproveito a deixa para dar os parabéns à tradutora, que fez um excelente trabalho ao passar isto do Chinês para o Português.

     Outra coisa que me confunde intensamente neste relato é a "infelicidade" da criatura em causa. Ela não gosta da escola, mas também não se esforça por se adaptar, tal como todos nós fizemos. Ela não se sente amada, mas não aproveita o facto das pessoas gostarem dela. Sente-se incompreendida pelos pais, mas não há uma única tentativa de diálogo. Assim sendo, a imagem que passa é a da uma adolescente mimada e estúpida, favorável a uma prostituição materialista. Seria ela mais feliz se em vez de ter encontrado o guitarrista de uma banda "fixe" tivesse encontrado um sugar-daddy bem parecido.

     Senti-me quase tentada a escrever-lhe, agora que ela já está na casa dos 20, e explicar-lhe isto, mas não vale a pena. Ela já conseguiu o que queria, que era editar o seu romance e ter dinheiro para comprar muitas roupinhas da moda. É triste a forma como este livro apenas caracteriza a decadência da adolescência na China. Se todos os adolescentes Chineses forem assim, não há grande esperança para esta emergente potência mundial, pois irá colapsar pelo materialismo tal qual os Estados Unidos.

     Um bom aspecto é que o livro me deixou curiosa sobre a música alternativa, rock e punk da China. Ainda não encontrei nada, mas se alguém souber de bandas interessantes por favor que me diga, porque quero mesmo ouvi-las.

  • Suzuka

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    Suzuka
    Hiroshi Fukutomi
    Anime - 26 Episódios
    2005
    6 em 10

    De Suzuka eu esperava algo inovador: um anime de desporto que também fosse um Shoujo. Mas não foi isso o que aconteceu. O que aconteceu foi um terrível acidente entre um harem e um anime de desporto, que deu este mutante. Vamos lá por as coisas em ordem. Foi mesmo uma má viagem, este anime.

     A animação é bastante fraca. Não é defeituosa, mas também não lhe fazem muita coisa. Não tem muitos erros, mas a verdade é que também não existem grandes sequências complexas.

     A história é parva. Um rapaz que vai para a escola apaixona-se por uma rapariga que faz salto em altura e junta-se ao clube de atletismo para correr os 100 metros. Depois há UM plot-twist engraçado e corre tudo nos eixos, formulaico como só o anime sabe ser.

     Os personagens são vulgares. Não lhes acontece grande coisa, as suas dúvidas são simples, a sua evolução é directa.

     A música... Bem, a OP é mais ou menos gira, mas não o suficiente para eu a sacar.

     Enfim, um 6 porque até nem desgostei, o plot-twist foi mesmo interessante. Não tivesse existido e era um 5, porque eu sou demasiado boazinha.
  • Ensaio Sobre a Cegueira

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    Ensaio Sobre a Cegueira
    Fernando Meirelles
    Filme
    2008
    7 em 10

     Inspirado no homónimo livro do grande Saramago, este filme tenta responder a uma pergunta simples: e se toda a gente ficasse cega? É o que acontece, numa cidade desconhecida povoada de pessoas desconhecidas. Não foi a primeira vez que vi este filme, mas continua sempre a ser impressionante.

     A realização faz recurso a técnicas que, muito bem executadas, criam todo um ambiente de horror e desespero propícios à história e adequados à obra original. A obra original continua a ser muito mais horripilante e devastadora, mas ainda assim este filme faz-lhe jus. As cenas são muito intensas e há um grande esforço da produção em caracterizar bem o ambiente em que o filme se passa. Só não gostei de terem acrescentado a traição do Médico à história, dado que ela não estava no livro nem fazia ali falta.

     Os actores, todos grandes nomes, estão muito bem, sobretudo a Julianne Moore que faz o dificílimo papel de Mulher do Médico. Mas o mais impressionante são as pessoas que fazem de cegos, isto é, todos os figurantes e toda essa gente inominada que povoa o filme.

    A música também me pareceu bem, embora por vezes pareça inadequada. A música que o Velho da pala pôs para todos ouvirem pareceu-me muito pouco apropriada ao ambiente que se vivia naquele hospício.

     Um filme muito impressionante e muito bem feito. É justo para com o livro, mas o último continua a ser claramente superior.


  • Gunslinger Girl

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    Gunslinger Girl
    Asaka Morio (MadHouse Studios)
    Anime - 13 Episódios
    2004
    6 em 10

     Antes de começar a ver Gunslinger Girl disseram-me que ia detestar. Por isso fiquei feliz quando a série me surpreendeu pela positiva.

     Temos, portanto, um governo Italiano que pega em miúdas meio mortas no hospital e as transforma em cyborgs, através de métodos científicos e lavagens cerebrais. Cada moça tem um "handler", que toma conta dela, a educa para o seu trabalho de matar terroristas e lhe lava o cérebro frequentemente (para não ficar encardido). Assim sendo temos uma história que não é é profundamente original, mas que tem um bom propósito inicial. E aquilo que podia ter sido uma festa de fanservice está dirigido de tal forma que se foca em tudo menos no aspecto "lolicon". Isto foi, sem dúvida inesperado.

     Devido às qualidades da história, Gunslinger Girl foca-se na relação das meninas com os seus handlers. Apresenta a história de cada criança e do adulto responsável por ela, com muitos tiros à mistura. Infelizmente, o potencial destas relações pareceu-me insuficientemente explorado. As relações são demasiado simples. Há aquele handler que trata o seu cyborg como uma filha e aquele que a trata como um objecto, mas não passa daí. Eu disse nos meus comentários enquanto via a série que tudo se tornaria mais interessante se houvesse um abuso sexual ali metido para o meio. Porque isso seria uma coisa que imediatamente traria intensidade e tensão à série, elementos que faltam constantemente. A apresentação é, num todo, demasiado simplificada e todo o drama que poderia advir das situações é minimizado e vulgarizado. Cada história não é única nem especial. Também não há uma grande evolução dos personagens. As meninas não podem, pela sua condição de cyborgs, evoluir como personagens. Isso eu compreendo. Mas os handlers também continuam todos na mesma, com excepção de um ou dois que se afastam ou se aproximam do seu cyborg.

     A música é bonita e apropriada, trazendo todo um ambiente de melancolia à série.

     Finalmente, a animação: é definitivamente boa. Há um certo abuso de cenas de acção desnecessárias, bastava-nos uma para compreendermos o que fazem os cyborgs e como é a sua vida, mas elas estão bem desenvolvidas. Gostei das cores que, juntamente com a OST, fazem o tal ambiente melancólico.

     Uma boa série, mas nada de especial. Não seria a minha primeira escolha para uma recomendação.
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