• Hakumei to Mikochi

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    Hakumei to Mikochi
    Andou Masaomi - Lerche
    Anime - 12 Episódios
    2018
    7 em 10

    Vamos terminando os animes da season de Inverno de 2018, sendo que este foi não só o primeiro mas também o meu preferido.

    Esta é uma história sobre pessoas pequeninas. Hakumei e Mikochi são duas raparigas de estatura muito pequena que vivem dentro de uma árvore. Este anime mostra-nos as suas pequenas aventuras diárias, o seu trabalho, a forma como vivem e a sociedade onde vivem.

    É um anime simples, episódico, mas que a cada momento que passa nos mostra mais coisas sobre este universo fascinante das pessoas da floresta. Vamos aprendendo como está estruturado o mundo em que vivem e aprendendo cada vez mais detalhes de como estas pessoas diminutas fazem a sua vida normal. Isto, para mim, foi a melhor coisa deste anime que, com uma arte luxuriante e muito detalhada, nos leva para um envolvente mundo vegetal.

    As personagens são amorosas e as suas personalidades muito agradáveis. Apesar de bastante simples, a forma como cada uma delas lida com os seus problemas diários traz-lhes uma grande dose de realismo e, consequentemente, torna também o universo mais plausível. Devo dizer que ggostei tanto dos designs que gostaria de fazer cosplay da Hakumei, se um dia houver uma Mikochi para me fazer companhia. Por isso (e só por isso), não a adiciono logo à minha lista de planos no Cosplay Portfolio. :p

    Musicalmente não temos nenhuma característica especial, mas podemos dizer que a banda sonora se coaduna com o ambiente florestal.

    Gostei imenso deste anime e recomendo bastante.

  • O Meu Mundo Não É Deste Reino

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    O Meu Mundo Não É Deste Reino
    João de Melo
    1983
    Romance

    Oh céus, há quanto tempo! Será que me devia apresentar, após essencialmente duas semanas de ausência, como uma qualquer blogger toda gira? Talvez.

    AIO

    É assim que elas dizem, né?

    Bem, adiante. Desculpem a ausência prolongada, mas tenho andado numa roda viva, entre trabalhos diversos e o meu cosplay... Não deu tempo de vir escrever nada. Mas agora já cá estou e vou começar por falar de um dos livros que mais gostei nos últimos tempos.

    Quando falamos de literatura açoreana, normalmente recordamos discursos de pobreza e fatalismo, sempre em envolvência com o terror do mar. Desta vez temos uma perspectiva que, embora não se afaste da rudeza do povo, distingue-se pela forma mágica e etérea como a vida nas ilhas é retratada.

    Acompanhamos as aventuras de um grupo de aldeões que, longe do mar, desconhece tudo acerca da vida moderna e continua a viver segundo hábitos e dizeres antigos que, na maior parte das vezes, são apenas motivo para novas tragédias e para novas manifestações de uma fé dura e dolorosa.

    Estas pessoas têm vidas estranhas e, por vezes, difíceis de juntar à realidade que conhecemos. Os acontecimentos tornam-se mitos ainda antes de terem terminado e a progressão do tempo é tão rápida como fantasiosa. Existem alguns elementos que não poderiam existir mas que, dentro deste contexto, fazem todo o sentido.

    Para além disso, o livro retrata de forma tanto fiel como sarcástica a vida do povo menor das ilhas, do povo ignorante que se fia no padre e na autoridade, do povo que nada consegue fazer.

    Escrito de forma rápida e bem humorada, é uma leitura absolutamente fascinante.
  • City Hunter 2

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    City Hunter 2
    Kodama Kenji - Sunrise
    Anime - 63 Episódios
    1988
    6 em 10

    Quem diria que, depois da primeira season, iria calhar-me em sorte ver a segunda? Bora lá!

    Ryo é um tipo, meio polícia, meio trafulha, que protege pessoas que o contratam contra abordagens do mal. Infelizmente, também é um taradão e, por mera coincidência, cada caso policial envolve uma rapariga toda gira (ou mais).

    Não há grande diferença para a estrutura da primeira season, sendo que os personagens e a sua relação são iguais, mas desta feita temos episódios duplos que nos permitem explorar um pouco melhor cada uma das pequenas histórias.

    Para além disso, temos uma ligeira evolução na relação entre o par, mesmo no final, o que é cuma conclusão agradável!

    Em termos artísticos, temos designs muito giros e típicos da época, altamente detalhados, embora tenhamos também muitas cenas de parca animação, em que os desenhos não se movimentam (em vez disso, o cenário mexe, waa)

    Musicalmente, temos do melhor que os anos 80 nos podem oferecer, com baladas poderosas que nos deixarão a cantar de forma épica.

    Se já viram a primeira season, estejam à vontade para continuar. Só se vão divertir!

  • Os Génios do Cristianismo

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    Os Génios do Cristianismo
    Henri Tincq
    1999
    História

    E então, mais um livro sobre um assunto que, como todos sabem, me interessa grandemente...

    Este é um pseudo-livro, na verdade uma colecção de fascículos que terá sido publicada no jornal Público, que nos fala sobre as pessoas que mais influenciaram o cristianismo. Mesmo que tenham tido opiniões divergentes, de uma forma ou de outra transformaram a história desta religião tão preponderante no mundo inteiro.

    O problema aqui é que o autor, que tem a intenção de falar de um "génio" a cada capítulo, não o faz com uma ordem cronológica, misturando várias pessoas nos mesmos capítulos, sendo que se torna difícil de entender o rumou ou objectivo da narrativa histórica.

    Para além disso, a escolha dos "génios" é bastante rebuscada. Misturam-se no mesmo saco impulsionadores como Calvino ou Agostinho com profetas e místicos, entre vários generalistas santos.

    Assim, é um livro com um interesse relativo, em que se torna difícil de aprender alguma coisa. Fica para a próxima.
  • Poemas Escolhidos

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    Poemas Escolhidos
    Carlos Simão José
    1990
    Poesia

    Este é um livro importante, pois reúne alguma da poesia de um membro afastado da família, o irmão do meu falecido avô materno.

    São poemas muito simples e directos, com rimas fáceis e que bem combinam. Os temas são a própria identidade do autor e a sua relação com a sociedade que o rodeia.

    Assim, temos um conjunto de poemas curtos, na maior parte das vezes, que transmitem com uma perfeita exactidão o sentimento do autor em relação a si próprio. Partilha, então, um sentimento de ausência e de auto-aceitação enquanto pessoa frágil e imperfeita.

    Partilho como imagem de abertura desta entrada o poema que mais gostei de todo o livro. Umeu simples, directo, com um sorriso de contemplação. :)

  • Que Pais? Que Filhos?

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    Que Pais? Que Filhos?
    Evelyne Sullerot
    1992
    Sociologia


    Quando se tem uma lista de leitura que se compõe da biblioteca de outra pessoa, é natural que nos deparemos com livros um pouco estranhos. Este é um deles.

    Nos anos 80 e 90, esta autora lutou pela emancipação feminina, pelos direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e indivíduos, para que o acesso à contracepção fosse o melhor possível e coisas do género. Alguns anos mais tarde, a senhora mudou radicalmente de posição ao analisar o quão os homens são injustiçados nesta questão de ter filhos.

    A autora, fazendo uso de uma bibliografia um pouco enviesada, dá um contexto histórico sobre a importância social do homem enquanto "pai", argumentando que a liberdade das mmulheres as tornou em entidades maléficas que desejam ter "filhos sem pai". Isto, na opinião da senhora, é contra o "casamento tradicional" e prejudica em muito as crianças, que têm como figura paterna o homem que vive em "concubinato" com a mulher.

    O que a autora parece esquecer é que o divórcio, enquanto direito, não existe como forma de emancipação feminina mas sim como forma de segurança feminina. Ela aterroriza o leitor argumentando que a mulher, enquanto humanidade, é uma entidade satanista e horrenda que deseja ter filhos "só para ela" e que manipula o homem, que o usa, para ter os filhos "só dela".

    O que a autora não sabia na altura é que o conceito de "família tradicional" está, vinte anos mais tarde, suficientemente diluído para que tudo o que ela diz não faça qualquer tipo de sentido.

    Boa tentativa, cara amiga. Vai agora à tua igreja fascista.
  • O Perfume

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    O Perfume
    Tom Tykwer
    2006
    Filme
    6 em 10

    Apanhámos este filme na televisão e acabámos por ficar a vê-lo. Eu havia lido o livro do qual foi adaptado há muitos anos e lembrava-me de alguns elementos. No entanto, não me recordo assim tão bem dele para que possa fazer uma comparação à adaptação cinematográfica.

    Um bebé é encontrado no meio do lixo, após a sua própria mãe o matar. Vem a tornar-se um adulto que conhece intimamente os cheiros das coisas. O seu extraordinário olfacto leva-lo-á a fabricar perfumes e a buscar o perfume perfeito, aquele que lhe dará um cheiro único. Para isso, irá cometer uma série de assassinatos de mulheres com uma "beleza diferente" e tentar preservar o seu cheiro para que, no final, consiga obter um perfume que seja lembrado para sempre.

    Se a história é bastante original, acabam por não ser os assassinatos e a trama policial o menos atraente neste filme. Na verdade, acabei por me focar mais na teoria dos perfumistas e na técnica de como fabricar um perfume nesse tempo ido, que é bastante curiosa e está bem retratada no filme.

    Tudo o resto falha um pouco, quer pelos actores pouco convincentes quer pela caracterização história que não foi feita da melhor forma, apresentando graves erros. Também os cenários são pouco realistas, sendo que os mesmos lugares se sucedem em cenas diferentes, tornando tudo um pouco aborrecido.

    De uma forma ou de outra, o filme ficou-me na memória e quase fiquei com vontade de voltar a ler o livro. :)

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