• City Hunter 2

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    City Hunter 2
    Kodama Kenji - Sunrise
    Anime - 63 Episódios
    1988
    6 em 10

    Quem diria que, depois da primeira season, iria calhar-me em sorte ver a segunda? Bora lá!

    Ryo é um tipo, meio polícia, meio trafulha, que protege pessoas que o contratam contra abordagens do mal. Infelizmente, também é um taradão e, por mera coincidência, cada caso policial envolve uma rapariga toda gira (ou mais).

    Não há grande diferença para a estrutura da primeira season, sendo que os personagens e a sua relação são iguais, mas desta feita temos episódios duplos que nos permitem explorar um pouco melhor cada uma das pequenas histórias.

    Para além disso, temos uma ligeira evolução na relação entre o par, mesmo no final, o que é cuma conclusão agradável!

    Em termos artísticos, temos designs muito giros e típicos da época, altamente detalhados, embora tenhamos também muitas cenas de parca animação, em que os desenhos não se movimentam (em vez disso, o cenário mexe, waa)

    Musicalmente, temos do melhor que os anos 80 nos podem oferecer, com baladas poderosas que nos deixarão a cantar de forma épica.

    Se já viram a primeira season, estejam à vontade para continuar. Só se vão divertir!

  • Os Génios do Cristianismo

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    Os Génios do Cristianismo
    Henri Tincq
    1999
    História

    E então, mais um livro sobre um assunto que, como todos sabem, me interessa grandemente...

    Este é um pseudo-livro, na verdade uma colecção de fascículos que terá sido publicada no jornal Público, que nos fala sobre as pessoas que mais influenciaram o cristianismo. Mesmo que tenham tido opiniões divergentes, de uma forma ou de outra transformaram a história desta religião tão preponderante no mundo inteiro.

    O problema aqui é que o autor, que tem a intenção de falar de um "génio" a cada capítulo, não o faz com uma ordem cronológica, misturando várias pessoas nos mesmos capítulos, sendo que se torna difícil de entender o rumou ou objectivo da narrativa histórica.

    Para além disso, a escolha dos "génios" é bastante rebuscada. Misturam-se no mesmo saco impulsionadores como Calvino ou Agostinho com profetas e místicos, entre vários generalistas santos.

    Assim, é um livro com um interesse relativo, em que se torna difícil de aprender alguma coisa. Fica para a próxima.
  • Poemas Escolhidos

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    Poemas Escolhidos
    Carlos Simão José
    1990
    Poesia

    Este é um livro importante, pois reúne alguma da poesia de um membro afastado da família, o irmão do meu falecido avô materno.

    São poemas muito simples e directos, com rimas fáceis e que bem combinam. Os temas são a própria identidade do autor e a sua relação com a sociedade que o rodeia.

    Assim, temos um conjunto de poemas curtos, na maior parte das vezes, que transmitem com uma perfeita exactidão o sentimento do autor em relação a si próprio. Partilha, então, um sentimento de ausência e de auto-aceitação enquanto pessoa frágil e imperfeita.

    Partilho como imagem de abertura desta entrada o poema que mais gostei de todo o livro. Umeu simples, directo, com um sorriso de contemplação. :)

  • Que Pais? Que Filhos?

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    Que Pais? Que Filhos?
    Evelyne Sullerot
    1992
    Sociologia


    Quando se tem uma lista de leitura que se compõe da biblioteca de outra pessoa, é natural que nos deparemos com livros um pouco estranhos. Este é um deles.

    Nos anos 80 e 90, esta autora lutou pela emancipação feminina, pelos direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e indivíduos, para que o acesso à contracepção fosse o melhor possível e coisas do género. Alguns anos mais tarde, a senhora mudou radicalmente de posição ao analisar o quão os homens são injustiçados nesta questão de ter filhos.

    A autora, fazendo uso de uma bibliografia um pouco enviesada, dá um contexto histórico sobre a importância social do homem enquanto "pai", argumentando que a liberdade das mmulheres as tornou em entidades maléficas que desejam ter "filhos sem pai". Isto, na opinião da senhora, é contra o "casamento tradicional" e prejudica em muito as crianças, que têm como figura paterna o homem que vive em "concubinato" com a mulher.

    O que a autora parece esquecer é que o divórcio, enquanto direito, não existe como forma de emancipação feminina mas sim como forma de segurança feminina. Ela aterroriza o leitor argumentando que a mulher, enquanto humanidade, é uma entidade satanista e horrenda que deseja ter filhos "só para ela" e que manipula o homem, que o usa, para ter os filhos "só dela".

    O que a autora não sabia na altura é que o conceito de "família tradicional" está, vinte anos mais tarde, suficientemente diluído para que tudo o que ela diz não faça qualquer tipo de sentido.

    Boa tentativa, cara amiga. Vai agora à tua igreja fascista.
  • O Perfume

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    O Perfume
    Tom Tykwer
    2006
    Filme
    6 em 10

    Apanhámos este filme na televisão e acabámos por ficar a vê-lo. Eu havia lido o livro do qual foi adaptado há muitos anos e lembrava-me de alguns elementos. No entanto, não me recordo assim tão bem dele para que possa fazer uma comparação à adaptação cinematográfica.

    Um bebé é encontrado no meio do lixo, após a sua própria mãe o matar. Vem a tornar-se um adulto que conhece intimamente os cheiros das coisas. O seu extraordinário olfacto leva-lo-á a fabricar perfumes e a buscar o perfume perfeito, aquele que lhe dará um cheiro único. Para isso, irá cometer uma série de assassinatos de mulheres com uma "beleza diferente" e tentar preservar o seu cheiro para que, no final, consiga obter um perfume que seja lembrado para sempre.

    Se a história é bastante original, acabam por não ser os assassinatos e a trama policial o menos atraente neste filme. Na verdade, acabei por me focar mais na teoria dos perfumistas e na técnica de como fabricar um perfume nesse tempo ido, que é bastante curiosa e está bem retratada no filme.

    Tudo o resto falha um pouco, quer pelos actores pouco convincentes quer pela caracterização história que não foi feita da melhor forma, apresentando graves erros. Também os cenários são pouco realistas, sendo que os mesmos lugares se sucedem em cenas diferentes, tornando tudo um pouco aborrecido.

    De uma forma ou de outra, o filme ficou-me na memória e quase fiquei com vontade de voltar a ler o livro. :)

  • À Procura de Sana

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    À Procura de Sana
    Richard Zimler
    2012
    Romance

    Este é mais um romance de Richard Zimler, desta feita recebido através do BookCrossing (já não recebia nada há algum tempo! =D )

    O próprio Zimler é o personagem principal, um escritor/jornalista que tenta decifrar a morte de uma bailarina e acaba por descobrir mais do que queria acerca dos eventos que causaram a corrente guerra no Médio Oriente.

    É um livro simples, mas que tem várias camadas e realidades, sendo que por vezes se torna difícil distinguir o que é real do que é fantasia, tornando a viagem até ao âmago do mistério numa sucessão de voltas que, a maior parte das vezes, não dão em lugar nenhum. Mas a minha questão principal com este livro é a falta de idoneidade e neutralidade nesse assunto tão delicado que é a guerra Palestino-Israelita.

    Compreendo que o autor seja judeu e que, por isso, tenha sempre uma tendência a defender um dos lados. No entanto, a forma como tudo foi abordado culpabiliza por coisas demasiado grandes para o universo de Zimler, os personagens mais frágeis e com mais ligação à sua tradição.

    Assim, esta visão literária é não só confusa como altamente enviesada e, portanto, injusta.

    Fiquei muito desapontada.

  • Viúva Por Um Ano

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    Viúva Por Um Ano
    John Irving
    1998
    Romance

    Após livros sem fim de John Irving, chega a altura de, mais uma vez, ler este autor. E, mais uma vez, foi um livro que me causou uma irritação sem precedentes.

    O livro chama-se "Viúva por um ano", mas não fala de viúva alguma até ao capítulo final. Vinte páginas de seiscentas e muitas, aí está o mote do livro. De resto, o livro fala de como todos (todos) os seus personagens são escritores e como se tornaram (todos) escritores. Fala das conquistas sexuais maiores e menores de todos, entrando em detalhes muito, mas mesmo muito importantes, sobre todos/as amantes de todos/as personagens, nomeadamente os seus nomes, quem são, o que fizeram e o que farão, mesmo que isso não contribua em nada para o desenvolvimento da história.

    Aliás, durante este tempo todo não sabemos exactamente o que é que o autor nos quer contar. Penso que ele nos quer contar que é escritor e que, por isso, todas as suas personagens são escritoras. Referi que o autor é escritor e um muito popular escritor? É que ele escreve e faz questão de o transmitir através das personagens todas, que não passam de reflexos dele mesmo, daquilo que ele gostaria de ser e daquilo que ele gostava que os outros personagens fossem.

    Repetem-se temas dos seus livros anteriores (uma perna com um sapato, etc.) e repetem-se os conceitos, uma e outra vez.

    Este monstruoso romance não passa de mais um exercício de auto-contemplação e masturbação intelectual do autor.
     

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