Batman Begins
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Batman Begins
Cristopher Nolan
2005
Filme
6 em 10
Antes do famoso "Cavaleiro das Trevas" que tanto popularizou o mais popular dos inimigos do Batman, a trilogia de Nolan tem este filme: "Batman Begins". Aqui, vemos o jovem Bruce Wayne e o processo de criação da figura de Batman.
Após o seu trauma de infância, Wayne decide que deseja ser um vingador. Mais que um vingador, um protector da justiça. Existe aqui uma dualidade de sentimentos: o desejo de retaliação pela morte dos pais contra o desejo de continuar a sua obra através da protecção das pessoas. Com inimigos como Scarecrow envolvidos, este é um filme que explora o personagem através da superação dos seus medos e, assim, a criação de um símbolo através deles.
Mas, se essa é a principal qualidade do filme, existem outros elementos que são mutio pouco adequados a semelhante figura. Por exemplo, a forma como Bruce Wayne é um patético quando está fora da máscara. A história de amor mal enjorcada que foi martelada ali, protagonizada por uma actriz com muito pouco mérito. E as próprias cenas de acção, pecam por um exagero flagrante e poderiam ter sido reduzidas ao mínimo (especialmente aquela perseguição de carros absurda).
Todo o filme parece ser uma introdução. Uma introdução com duas horas, mas deixa-nos sempre o pensamento de "o que virá a seguir, quando começa realmente a história?". Parece-me funcionar bem como primeiro elemento de uma trilogia, mas como filme individual fica um pouco aquém das expectativas.
By : ladyxzeus
NOS Primavera Sound 2017
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NOS Primavera Sound 2017
Festival de Música
Quando saiu a notícia de que o Aphex Twin tocaria em Portugal, no Porto, no festival Primavera Sound, eu soube imediatamente que não poderia perder a oportunidade de o ver. Afinal, esteve desaparecido durante anos e pode voltar a desaparecer a qualquer momento! Mas, colocou-se imediatamente um problema: festival começava na quinta... E na quinta-feira é dia de trabalho! Assim, decidi ir apenas no Sábado, que era precisamente o dia do concerto que mais queria ver. :)
Tentei arranjar umas viagens de avião, daquelas por dez euros, mas já não estavam disponíveis. Portanto, parti no comboio das nove da manhã, ao lado de um fulano que ia a ver coisas no computador com os fones, impedindo-me de sair do meu lugar junto da janela para fazer alguma coisa (como experimentar as fantásticas casas de banho do comboio ou ir à mala apanhar o meu lanche da manhã). Fui depois para a estação de S. Bento, pois o AirBNB que havíamos alugado em conjunto (eu, o Qui e mais quatro amigos) era nessa zona.
Deixando as malas na residência, constatava-se que fazia parte de estranho edifício. Era no quarto andar, sem elevador, sem comunicador para abrir a porta da rua e, para chegarmos ao apartamento que nos competia, tínhamos de passar pelo meio das casas das outras pessoas: o corredor do prédio era também o hall de entrada dos apartamentos. A casa era idosa, com condições precárias, apesar de ter uma cama confortável. A cozinha horrorosa, a casa de banho toda peluda. Mas talvez ffosse porque já tinha estado habitada pelos gremlins nos dois dias anteriores.
Depois fomos para o recinto do festival. Fomos de Uber, que nos levou até uma entrada toda catita com meninas da Uber a receber-nos. Utilizámos este meio de transporte porque um amigo precisava de levar uma mala, que deixou no bengaleiro. Mas eu e o Qui não entrámos logo no festival. Antes disso, estivemos a apanhar sol junto da praia. Só depois troquei o meu bilhete por uma catita pulseira roxa e rosa e por um cartão de plástico. Os dois juntos permitiam acesso permanente até às três da manhã ao festival. Os dois separados não serviam de nada. Perdesse-se um, já não se entrava.
No primeiro dia, as sandes que o Qui tinha levado haviam sido retidos pelos cops. No entanto, a minha garrafa de água, através dos meus truques altamente simpáticos de, simplesmente, ser brutalmente honesta e dar a água à senhora, entrou pacificamente.
O espaço, o Parque da Cidade, é muito bonito e cheio de relva. Tudo estava muito bem organizado, existindo uma série de palcos que, estando todos muito junto uns dos outros, não interferiam em nada na apreciação dos concertos que estavam a decorrer. Ofereceram-nos uns sacos muito jeitosos com toalhas de piquenique lá dentro, o que tornava o acto de sentar muito agradável. Claro que isso não impedi que eu fosse brutalmente mordida por pulgas, ao longo de ambos meus pés...
O primeiro concerto que vimos foi o da Elza Soares. Já apanhámos a meio. A senhora estava sentada num trono, mas ainda assim tinha uma presença em palco invejável. Não conhecia bem, mas fiquei a adorar as músicas, a voz, tudo poderosíssimo. As ideias, os conceitos, tudo isto com uma perspectiva antiga: uma espécie de proto-funk que saiu das ruas para dizer a verdade da forma mais brutal e crua possível. Ela ainda fez um encore, coisa rara, e nunca soubemos a solução do mistério: afinal, como é que ela vai sair dali?
Depois fomos explorar e jantar algo. Havia muitas opções de comida, não especialmente baratas e escolhi o lado vegetariano da vida, comendo um caril de grão que estava mesmo muito óptimo. Entretanto, o Qui havia-me revelado o segredo de que além de jola sobrevalorizada este festival vendia bebidas brancas ao mesmo preço da jola sobrevalorizada. Isto foi óptimo, porque poupei imenso dinheiro bebendo muito devagarinho e tive de ir muito menos vezes à casa de banho. Tinham o sistema de pagar uma caução pelo copo, que depois poderia ser devolvido ou, o que fizemos, levado para casa como recordação. Quanto às casas de banho, que estávamos a falar de xixi, eram aceitáveis, perdendo a qualidade à medida que a noite ia progredindo. Vi cenas estranhas, como branca no meio dos cagalhões. A parte que mais me espantou pela positiva foi o facto de amaior parte das casas de banho eram unissexo. Apesar de tudo, isto continua a ser incompreensível para as pessoas em geral, porque havia uma fila masculina e uma fila feminina. Revoltou-me grandemente!
Andámos por aqui e por ali e depois vimos Death Grips. Tinha ficado a conhecer esta banda nos dias anteriores, mas adorei o concerto. Se bem que foi um concerto diferente... Já me doía os pés, portanto sentei-me e apenas ouvi o concerto. E foi brutal. Um hip-hop cheio de core, violento, cheio de dicas que à primeira vista não passam de ruído mas que, à medida que nos vamos envolvendo na sonoridade hipnótica, começam a fazer um sentido profundo e visceral. Entretanto havia descoberto que se me transformasse num calhau as pessoas perdiam a tendência de ir contra mim, coisa que me causa pânico nos concertos. Portanto, passei o resto do festival perspectivada como um calhau. :)
Depois fomos para o palco principal, onde vimos Metronomy. Achei uma parvoíce de banda, um pseudo-indie cheio de estilo que não tinha conteúdo nenhum. De seguida vimos Japandroids, mas não me cativou e portanto nem vi com atenção.
Até que foi momento, momento final, momento brilhante, momento de ver o Aphex Twin. Como descrever este concerto? Foi uma brutalidade, foi um exercício de resistência física e emocional, mas foi sobretudo uma experiência transcendental plena de detalhes que até agora estou a tentar compreender. Não o podíamos ver, ao artista, escondido na sombra, disfarçado pela luz que o rodeava. E os ecrãs, muitos ecrãs, mostravam as imagens mais improváveis: nós. O público aparecia nos ecrãs, com as suas imagens mutadas em milhões de padrões e cores. Enquanto isso, luzes e lasers levavam-nos para um planeta tão orgânico como puramente digital. Mas um digital defeituoso, um computador viral. Porque o som, por vezes calmo, transmitia sempre uma sequência de nervosismo. Samples do próprio, samples do próprio disfarçado de outra pessoa, samples de amigos, nada de famoso, nada de histérico. Ainda assim, uma sequência autobiográfica e contemplativa que, junto com as imagens, ironizava todo o contexto, gozando connosco (tantas imagens dos palhaços de Portugal!) e também com ele próprio. De resto, foram duas horas a fritar ovos. E pipocas. Fritar tudo. Não parei de dançar um segundo, porque nem havia espaço para bater palmas. Seguido, seguido, cada vez mais violento, cada vez mais agressivo, um animal selvagem que se dirigia para nós para nos comer o cérebro às fatias, um ácido que entrou nas nossas mentes deixando-as em papa e, após recuperação, cheias de imagens subliminares.
Foi a melhor experiência musical que tive nos últimos anos.
Depois, voltámos de autocarro. Não sabia em que posição haveria de me meter, porque me doía tudo xD
No dia seguinte arrumámos tudo, deixámos as nossas malas num bengaleiro público que também era uma loja de souvenires e fomos almoçar. No dia anterior havíamos descoberto um restaurante com pizzas caseiras baratíssimas e lá voltámos. Depois fomos passear pelas lojas hipsters do Porto, o que foi uma situação horrorosa, porque tudo o que eu queria era estar sentada a apanhar sol, em vez de estar a ver coisas demasiado caras para serem coerentes.
Voltámos no comboio das sete. Adormeci.
Agora estou aqui. Ainda estou a pensar.
By : ladyxzeus
O Porquê da Vida
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O Porquê da Vida
Léon Denis
1885
Ensaio
Como sabem, na minha visita a São Miguel tive uma "conversa fraterna" com um membro da Sociedade Espírita de Ponta Delgada. No final, ele ofereceu-me este livro, com uma grande dedicatória que ainda estou a tentar compreender (caligrafias difíceis...), dizendo que me iria dar mais algumas luzes sobre a perspectiva espírita da vida.
Devo confessar que... Não. Não me deu nada de novo.
Este livro é estranho porque, afirmando que vai dar soluções para as questões essenciais da vida, não passa de um resumo da matéria dada por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos. As próprias frases estão estruturadas de forma tão semelhante que quase se assemelham a uma cópia. O senhor Denis parece não ter tido nenhum contacto que lhe permitisse dar-nos novidades sobre o estado da arte desta corrente espiritual.
Além disso, esta edição está recheada de estranhíssimas ilustrações, quase todas as páginas, que consistem em grandes planos de um mapa dizendo o lugar onde o autor nasceu e depois veio a falecer.
Fiquei realmente desapontada.
By : ladyxzeus
História de Um Cão Chamado Leal
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História de Um Cão Chamado Leal
Luís Sepúlveda
2015
Novela
Havia oferecido este livro à minha irmã a propósito do Natal do ano passado, sendo que o encontrei agora quando buscava mais livros para compor a minha nova TBR (falando nela, já tenho uma nova! Vou demorar algum tempo a deitá-la abaixo, desta vez, hahaha ;))
Este é um conto, novela infantil em que o autor revela a sua paixão pela cultura do Povo da Terra, o povo Mapuche que foi expulso (e continua a ser) das suas terras pelos colonizadores. Afmau é um cão pastor alemão que é encontrado por um jaguar, que depois o leva para junto das pessoas, onde cria laços com uma nova família. Quando os colonizadores chegam, raptam este animal e, mais tarde, forçam-no a perseguir o seu próprio povo. Será que ele vai poder conseguir operar algum tipo de vingança?
Não se diria que é uma vingança, pois os cães não possuem esse tipo de discernimento, mas a verdade é que as contemplações de Afmau revelam muita amizade e lealdade perante o povo que o acolheu. O cão relata os momentos e eventos culturais do seu povo, a forma como este se liga com o mundo que os rodeia e se integra na natureza. Isto teria tido muito mais beleza se o autor não fizesse uma sucessão de palavras em mapuche, em que o livro quase se torna num glossário em vez de uma narrativa.
Também não gostei do final, porque o homem poderia ter optado por salvar Afmau em vez de se tratar a si próprio primeiro. De certa forma, dá uma má imagem ao Povo da Terra.
Este livro é rico em ilustrações que, sendo vectorizadas, acabam por trazer muita dinâmicao à narrativa e uma certa textura naturalista.
Lê-se numa hora e é divertido!
By : ladyxzeus
Merde Actually
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Merde Actually
Stephen Clarke
2006
Romance
Recebi este livro numa BookBox do BookCrossing. Escolhi-o pois o pessoal do fórum tinha estado a falar dele há algum tempo. Afinal, descobri mais tarde, falavam de "One Year in the Merde", que é a prequela. Este aparece em sua continuação, mas não se perde nada se for lido sozinho.
Um jovem inglês que vive em Paris decide escrever um livro a contar as suas experiências estranhas com o povo francês, que é mal-educado e difícil de compreender para a perfeitamente sã mente inglesa. Este livro conta a forma como Paul, o personagem principal, acaba com a sua namorada que é maluca e tem uma família maluca, abre um café inglês em que todos são malucos, dá umas trancadas em outras francesas malucas e acaba por encontrar o amor da sua vida, que por sinal também é uma francesa maluca.
Isto é, é toda a gente louca menos ele.
Ou será que, afinal, o personagem não passa de um idiota? Isso parece-me muito mais provável.
As situações inusitadas perdem, então, a piada: o personagem é um idiota. Internacionalmente idiota. A forma como os franceses são vistos é ofensiva, redutora e insuportavelmente pedante. A forma como os ingleses são vistos em comparação não é muito melhor.
Um livro em que o autor manifesta o seu absoluto desconhecimento pela sociedade alheia e demonstra uma falta de abertura e integração abismal. Fazer disto um livro parece-me um belíssimo golpe de mau gosto.
By : ladyxzeus
Sakamichi no Apollon
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Sakamichi no Apollon
Watanabe Shinichiro - Tezuka Productions
Anime - 12 Episódios
2012
7 em 10
Tempo de antena para um anime completamente diferente! Como alguns saberão, hoje em dia tenho vindo a explorar muito o jazz enquanto cultura e género musical, sobretudo através de programas de rádio que oiço nas minhas longas aventuras condutórias. Assim, um anime sobre jazz veio mesmo a calhar!
Algum tempo depois do pós-guerra, no Japão, este género começa a insurgir-se entre a comunidade e, claro, algumas pessoas querem mesmo tocá-lo. É isso o que descobre um jovem, um pouco inadaptado, estudante de piano clássico, que conhece um baterista que não se insere muito bem na sociedade por estar sempre do contra, nas lutas e a arranjar sarilhos. Começa a frequentar uma sala de ensaios onde este toca, fazendo novos amigos. Assim se começa a desenvolver uma história de amor e amizade, em que as pessoas e suas famílias se encontram ligadas por algo mais forte: a música.
A história tem um desenvolvimento original na medida em que é perfeitamente realista. Os personagens são cativantes, sendo que cada um deles é um solitário à sua maneira mas acabam por descobrir algo que os une e que se pode transformar numa das suas "favourite things" Também é plausível e bastante comovente a forma como tudo acaba por correr mal, não apenas pela força do acaso mas pelas próprias acções dos personagens. O autor acaba por, no final, arrumar tudo num futuro que, não sendo risonho, nos traz forte melancolia e saudade pelo passado.
Temos uma animação cuidada, sobretudo nos momentos musicais, em que os gestos dos personagens realmente correspondem ao que está a ser tocado. A paleta de cores é suave, com muitos castanhos, o que torna o ambiente deste passado perdido em algo remoto mas ainda assim facilmente identificável pelo espectador. Os designs são realistas e pouco dados a extremos, o que funciona muito bem dentro deste contexto.
Finalmente, a música. Como não falar sobre a música? Com um conjunto de standards tocados de formas originais e muito pessoais e também algumas peças originais, este é um anime muito completo para todos os apreciadores do género musical. É muito refrescante ver como ao início nem todos são perfeitos nos seus instrumentos, sendo que a evolução é patente com o progredir do anime E as versões cantadas, apesar do fortíssimo sotaque nipónico, têm realmente muito charme.
Gostei muito deste anime, relaxante, bem pensado e muito musical. Recomendo!
By : ladyxzeus
Watchmen
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Watchmen
Alan Moore & Dave Gibbons
Graphic Novel
Comprei este livro no passado Anicomics. O Qui sempre mo havia recomendado e achei que seria um óptimo volume para acrescentar à nossa crescente colecção. No entanto, talvez este livro tenha chegado às minhas mãos de leitora na altura errada, porque senti que não o apreciei devidamente.
Este é um livro que fala dos super-heróis depois de deixarem de ser super-heróis. Num universo semi-distópico em que Nixon continua a ser presidente e a perseguição aos comunistas é cada vez mais acérrima, os super-heróis foram dispensados das suas funções de protectores da justiça, porque no fundo faziam mais mal que bem. Afinal, não passavam de seres humanos. Quase todos eles, pelo menos. Agora, desde o brutal assassinato de um veterano da equipa, Roscharsch - um dos heróis do passado que nunca revelou a sua identidade - procura descobrir o assassino e envolver os outors antigos amigos na sua busca.
No entanto, há algo mais forte que eles que está sempre um passo à frente. E assim começa uma riquíssima análise pessoal de cada um dos intervenientes desta história, que sofrem uma caracterização e desenvolvimento raramente vistos neste formato de banda desenhada. Cada um deles tem os seus momentos de felicidade, os seus pequenos momentos de vida diária. Mas por trás de cada uma destas figuras, podemos analisar os problemas que vieram do facto de terem todos sido super-heróis, da incapacidade que têm de se afastar das suas personagens passadas e, sobretudo, dos problemas que têm na interacção com o mundo que os rodeia. Afinal, este mundo deseja que eles por um lado sejam pessoas normais e inseridas na sociedade, mas por outro lado ainda precisa de vigilantes que os protejam e ajudem.
As revelações são surpreendentes e a cada volta que a história dá mais percebemos a ironia da construção de certas personagens, da loucura em oposição à moralidade e da perfeição física em oposição a uma crueldade crescente.
As cenas estão desenhadas num estilo que não me agrada muito, num ponto de vista puramente pessoal, mas possuem uma dinâmica incrível, na medida em que não existem cenas de acção profundamente elásticas mas existem momentos de profundidade emocional que não poderiam ter o efeito desejado se não fosse a qualidade da arte.
Existem cenas, também, que transmitem uma extrema beleza, nomeadamente as contemplações e divagações filosóficas em Marte e até mesmo a cena fatídica do final que, não sendo gráficamente brutalizante, é muito forte em termos de desenvolvimento e desfecho.
Um livro que gostaria de ler numa outra ocasião, mais calma. Recomendo.
By : ladyxzeus

