• Tetsuwan Birdy Decode:02

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    Tetsuwan Birdy Decode:02
    Akane Kazuki - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2009
    6 em 10
     
    A primeira season, quando a vi, até me soube a novidade. Mas esta segunda season é mais um 6 a dar para o 5, ao contrário da anterior.

    Tudo está normal, há duas pessoas em Birdy, os aliens andam por aí e ela tem de se fazer passar por modelo erótica para fãs patéticos. Por mero acaso, ela encontra um amigo de infância, lá do planeta de onde ela veio. E ocorre uma onda de mistérios e coisas que precisam de ser resolvidas, tendo à mistura uma série de flashbacks da infância para além da estratosfera.

    E isto, perdoem-me, acaba por se tornar aborrecido. Os personagens perderam a sua frescura e encontram-se agora divididos por problemas que afectam qualquer outro personagem de anime. A história é previsível e estéril. Os flashbacks pecam por exagero e não adicionam nada de especialmente interessante.

    A própria animação pareceu-me menos cuidada, sendo que as cenas de acção fabulosas que caracterizavam a primeira season estão agora cada vez mais próximas de um rascunho, sendo que - apesar de fluídas - perderam qualquer tipo de detalhe e acabam por se tornar dolorosas.

    Não poderei dizer muito sobre a música, pois a versão que tirei vinha sem OP e ED (e com legendas tanto em espanhol como inglês, o que me confundiu muitas vezes, lol).

    Enfim, fiquei bastante desapontada com esta segunda season. Espero que não haja mais.

  • Em Busca do Tempo Perdido 3 - O Caminho de Guermantes

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    Em Busca do Tempo Perdido 3 - O Caminho de Guermantes
    Marcel Proust
    1920
    Romance
     
    Cá continuo eu em busca do tempo perdido. Informo, a quem se interesse, que ainda não o encontrei. Mas, também a quem se interesse, digo que este livro é, mais uma vez, um exercício de fascinação.

    Desta feita o narrador, mais crescido, regressado das fabulosas férias em Balbec, decide envolver-se com a aristocracia vigente, desenvolvendo uma paixoneta pela Sra. de Guermantes. Assim, é convidado para casa destas pessoas e este volume relata o convívio com esta gente e as conversas que têm em longos serões.

    Em que consistem estas conversas? Bem, nada de muito diferente do que se passa hoje! Senhoras que dizem mal de outras senhoras, recusando-se por causas e outras causas a visitarem-se umas às outras. Senhores que implicam com outros senhores, afirmando a falta de inteligência uns dos outros. Piadas que dizem, que seriam muito catitas se realmente tivessem graça. E uma discussão política recorrente ao longo de todo o volume: o caso Dreyfus.

    Este foi um caso que dividiu opiniões na época, que consistiu na condenação injusta de um oficial judeu por razões que nunca ficaram por apurar (mas que se acreditam ser o facto de o rapaz ser judeu). Os personagens de Proust dividem-se em dreyfusistas e anti-dreyfusistas e, apesar de nunca discutirem abertamente uns com os outros, conseguimos ter uma visão bastante realista das opiniões da época. O autor apresenta-as sem nunca tomar um partido, o que acaba por tornar todo o debate numa experiência excitante, em que procuramos tomar uma posição baseados no que os personagens opinam.

    Mas há um senão nisto tudo. E o próprio autor sabe disto e explora isto. As pessoas deste livro, acaba o narrador por descobrir mais tarde, são completamente destituídos de qualquer tipo de interesse. São pessoas puramente vulgares, armadas ao pingarelho por posições políticas e familiares que, conforme as consequências de Dreyfus, se tornam progressivamente obsoletas. Assim, as últimas páginas deste livro foram um suplício para mim: eu simplesmente não queria saber mais sobre os sapatos da duquesa. O que é verdadeiramente fascinante é a compreensão que o narrador faz disto e o seu progressivo afastamento, pontuado pela aproximação que lhe fazem.

    Agora vamos para o quarto volume, que estou desejosa de ler para saber por que caminho vai o narrador a seguir. :)
  • Zatoichi

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    Zatoichi
    Takeshi Kitano
    Filme
    2003
    6 em 10

    Sábado, dia para trabalhar e, posteriormente, ver um filme do Takeshi :) Este filme é uma nova versão, modernizada, de uma figura lendária do universo da ficção japonesa: Zatoichi, o samurai cego.

    No entanto, este filme mostra-nos o personagem numa perspectiva um pouco diferente: porque a versão de Zatoichi de Takeshi Kitano é mais um (apenas mais um?) filme de yakuza, disfarçado de filme de época. Todos os elementos estão presentes, a família vingativa, a família que deve ser protegida, as lutas entre gangs, os maus tratos às pessoas. Mas, como tudo se passa numa época passada, não há armas de fogo presentes (digamos...): é tudo à base da espada.

    Tendo isto em conta, o efeito do filme acaba por ser mais cómico do que outra coisa. Os personagens estão plenos de gags que, em conjugação com a narrativa, retiram qualquer potencial de seriedade ao filme. No entanto, o objectivo de Takeshi parece ser precisamente esse: pegar no personagem mais sério da cultura popular japonesa, um mito literário intocável, e desconstruir a sua história para uma realidade actual com a qual nos podemos identificar.

    Ajuda a caracterizar tudo isto, um guarda roupa que busca exactidão histórica na forma, mas que a ignora na utilização, padrões e cores: apesar de todos usarem trajes típicos, a forma como estão usados é reminiscente da moda yakuza vigente no final dos anos 90.

    Apesar disto, a forma como os arcos narrativos dos personagens se interligam na ligação com Zatoichi, acabam por tornar o filme numa viagem muito interessante. A interpretação de Takeshi é única: para um actor que se caracteriza pelo uso do olhar, o facto de ter sempre os olhos fechados acaba por não ser uma limitação: antes, uma libertação do modelo.

    Assim, é um filme interessante em certos aspectos, mas que não consegue desviar-se muito do lugar comum. Guardemos Takeshi para outras ocasiões.


  • Yomigaeru Sora

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    Yomigaeru Sora
    Sakurabi Katsushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios + 1 Special
    2006
    7 em 10

    Na eterna busca de animes sempre melhores, por vezes há títulos que, inesperadamente, nos surpreendem muito pela positiva. Yomigaeru Sora, ou "Rescue Wings", foi um desses.

    É raro encontrarmos neste mundo animesco um título que trate dos dramas da vida real das pessoas adultas, num âmbito puramente realista e com apenas leves ligações à ficção fantasiosa. Assim, este anime aparece como uma fonte de água fresca, perfeita para um Verão quente como este. O assunto que trata é a actividade de certo personagem num grupo de busca e salvamento com helicópteros, actividade que ele ao início deprecia. É o processo de compreensão do valor desta profissão pela parte do personagem, à medida que ele tem de tomar acções cada vez mais complexas dentro da sua formação e actividade, que caracteriza esta série.

    A cada episódio (ou cada dois episódios) vemos um novo caso que deverá ser resolvido pela acção deste grupo de salvamento. Infelizmente, os casos aproximam-se demasiado bem de situações que podem realmente acontecer nas nossas vidas. E, infelizmente, nem todos terminam da maneira perfeita. Isto é, de certa forma, uma aproximação ao nosso próprio universo: não se podem salvar todos. Por outro lado, é uma alavanca para a a evolução do personagem e da sua relação com os outros. Estes, os outros, também passam por um muito interessante processo de caracterização, em que os diversos elementos das suas próprias vidas (tão ricas como as do protagonista) lhes dão novas perspectivas de descoberta sobre si mesmos e sobre as suas convivências pessoais. No que me respeita, achei especialmente comovente a cena de destruição dos livros.

    Relativamente a outros elementos do anime, estes são bastante equilibrados e ajudam na visualização deste universo em tudo decalcado do nosso. Os designs hiper-realistas podem ser, por vezes, um pouco confusos, sendo que a animação digital da maquinaria poderia ser melhorada. No entanto, esta está bastante detalhada. Musicalmente, temos uma banda sonora discreta e ligeira, sendo que os elementos mais contundentes são os efeitos sonoros do mundo natural.

    Um anime que recomendo vivamente, nem que seja pelo facto de ser completamente diferente do que nos aparece na maior parte das vezes.

  • Oniisama e...

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    Oniisama e...
    Dezaki Osamu - NHK
    Anime - 39 Episódios
    1991
    7 em 10

    Haviam-me recomendado este manga, de 1974, mas o destino quis que visse primeiro a adaptação para anime, apenas concretizada no belo ano de 1991. Devo dizer que adorei. Já há muito tempo que não via uma série que me fizesse ir dormir mais tarde por motivos de "só mais um episódio" ;)

    Tudo se passa numa escola para raparigas, onde a jovem Nanako acaba de ingressar juntamente com a sua amiga Tomoko. Lá chegadas, descobrem que dentro da escola existe uma associação, a Sorority, de raparigas altamente respeitáveis. Descobrem também que há três raparigas preferidas de toda a gente. É com isto em conta que começamos a compreender as relações entre umas e outras e as consequências que isso pode ter para a vida de todas. Sempre vigiadas por uma figura fraternal com quem Nanako se corresponde... "Meu Querido Irmão".

    Este é um anime sobre a adolescência que se foca em vários elementos que, se preponderantes na época, ainda se mantém actuais. É um anime que fala das relações humanas tendo em atenção os seus piores aspectos. O amor fraternal exagerado, que leva a fatalidades. O bullying, inveja, desrespeito. A organização social escolar, que muitas vezes se divide numa espécie de casta. Todos estes assuntos são abordados fazendo exercício de um conjunto de personagens apaixonante, realista e vívido. Nenhuma das situações é totalmente improvável e em muitas delas consegui identificar a minha própria adolescência. Nada disto seria conseguido sem estas personagens cativantes e muito densas, possuidoras de diversas camadas que apenas a pouco e pouco vão sendo reveladas.

    A animação não é perfeita, sendo que existem muitas reciclagens e muitas imagens paradas reminiscentes do manga. No entanto, fica uma nota para a perfeição dos designs, com roupas muito "modernas" (considerando os anos 70) e altamente usáveis. Na verdade, fiquei com vontade de fazer a maior parte delas para meu próprio uso. :)

    A banda sonora é quase perfeita, sendo que o tema principal tem tantas variações que nunca lhe encontramos uma repetição. Também há uso de peças clássicas conhecidas, que dão todo um charme romântico ao anime. Fique também uma atenção para as vozes, com interpretações brilhantes, em que o exagero se torna quase emocional.

    Um anime apaixonante, que não hesitarei em recomendar como um perfeito exemplo do género shoujo.
  • 22º Super Bock Super Rock

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    22º Super Bock Super Rock
    (Sábado)
    Festival de Música
     
    Depois de todas as actividades que tinham acontecido ao longo da semana, o culminar foi visitar, mais uma vez, este festival de música, por forma a assistir a um pouco de hip-hop.
     
    História curiosa se passou com o processo de adquirir os bilhetes. Sendo o dia do hip-hop, estávamos calmos e pouco concentrados, pois nunca perspectivámos que os bilhetes esgotassem. No entanto, no dia anterior ao que havíamos combinado para os ir comprar, o Qui envia-me uma mensagem muito triste, dizendo que esgotaram! D: Mas como? O quê? Quando? Porquê? Nooon ;_____; Já ia eu a correr para casa para ver os sites e páginas de compra e venda de bilhetes, quando me lembro de passar na Fnac mais próxima a ver se ainda conseguia arranjar um. E aí, o Qui liga-me de novo: afinal os Correios ainda tinham bilhetes! E eu na Fnac, a ver todas as pessoas à minha frente a comprarem as suas entradas para o festival e a pensar... "É desta que vão comprar o último!". Mas não. Consegui um para mim também :)
     
    Mas regressemos à nossa aventura!
     
    Depois de me transportar da Quinta das Conchas, onde tinha estado no Picnic Bookcrossing (tinha torcado de roupa lá, pela t-shirt que comprei no picnic e leggings e sapatos confortáveis), comecei a reparar que o metro ia cheio de pessoas que claramente iam para o festival. Mas estranhavam-me essas pessoas. Estavam todas tão bem arranjadas, cheias de saltos altos e colares. Havia uma rapariga toda borbulhosa que ia com os pés em cima do banco da frente, como se fosse mais especial que as outras pessoas. As pessoas, no geral, começaram a perturbar-me. Isso acabou por ter consequências, que veremos de seguida.
     
    Depois de me transportar até ao Parque das Nações, encontrei-me com o Qui e amigos, sendo que depois fizemos uma caminhada heróica até ao carro, onde deixei a minha mochila e preparei uma sub-mochila apenas com os objectos essenciais. Chegando ao recito, começamos a procurar outros amigos, que encontramos imediatamente olhando para uma banca de comida. Achamos boa ideia apostar num kebab vegetariano e ficamos logo por ali. Infelizmente, o kebab saiu frustrado pois, por um exorbitante preço de 4,5€, nos forneceram um wrap com alface, tomate, cenoura e queijo ralado. Nem um falafel para amostra!

    Atrasei-me tanto que não pudemos ver dois concertos que queríamos, Kelala e Capicua. Na verdade, nem sequer vimos nada do recinto este ano, porque fomos logo para dentro do pavilhão, onde iriam começar os concertos mais importantes da noite.

    Entretanto, fomos adquirir cervejas diversas. Descobrimos que teríamos de pagar uma caução de dois euros para obter um copo de plástico que poderia ser reutilizado todas as vezes que quiséssemos. De certa forma, isto é uma boa ideia, porque nos devolveriam o dinheiro no fim (no nosso caso, ficámos com os copos) e porque é amigo do planeta, sendo que se produz muito menos lixo e resíduos. No entanto, teria sido boa ideia avisarem disto com antecedência, para uma pessoa ir correctamente preparada e motivada... Zanguei-me com o Qui porque ele me trouxe um copo miniatura, quando eu queria um grande como as outras pessoas. O preço era o mesmo e, afinal, foi fácil bastante pedir para trocarem o meu copo bebé por um copo crescido. :)

    Mas comecemos os concertos. Acabámos por ver apenas três, mas foram todos excelentes! O primeiro foi

    Orelha Negra
     
    Sam the Kid apresenta um novo projecto: uma banda e dois DJs. Porque não? Com uma batida poderosa e um baixo muito melódico, ouvimos uma remistura de samples improváveis, muitos dos quais aparentavamaté ter sido gravados propositadamente para que estes sons fossem criados. Eu já conhecia bem a banda, mas o concerto nunca deixou de me surpreender pela energia que transmitiu, muito positiva.

    De La Soul
     
    Contextualizando esta banda, digamos que aparecem em oposição a todo aquele hip hop agressivo de pessoas com armas. São um hip hop feliz e bem antigo. Não os conhecia e, antes do concerto, decidi explorar um pouco os seus álbums para ficar a saber melhor. No entanto, só encontrei disponível para download o álbum de 1989, 3 Feet High and Rising. Que adorei, sendo que estava mesmo ansiosa por este concerto para ouvir alguns sons deliciosos deste disco.
    Mas, para meu grande azar, o trio decidiu-se por tocar todo o tipo de coisas menos aquelas que eu sabia. Foi um grande desapontamento. Para além disso, pareciam estar bastante aborrecidos com o público, sempre dizendo coisas relativas à sua juventude, aos telemóveis em pé e outros elementos que devem chatear uma pessoa quando está num palco. Na verdade, até tinham uma certa razão: quando a camera se focava na fila da frente, era só pitas todas arranjadas e maquilhadas com ar de que iam cair de aborrecimento a qualquer momento. Só faltava adormecerem e babarem-se.
     
    Percebo que os De La Soul se tenham chateado.
     
    Outro assunto relativo a este concerto foi a qualidade do som. Os vocais nas músicas eram muito pouco claros e a produção do espectáculo parecia muito mal cuidada. Assim, foi um concerto que ficou muito imperceptível.


    Kendrick Lamar
     
    No intervalo, aproveitámos para ir ao banheiro e comprar mais bebidas diversas. Estávamos a ir para o local original onde estávamos, do lado direito, tudo muito calmo, quando um dos nossos amigos se lança em passo rápido para o lado oposto, para ir ter com outras pessoas. E fomos atrás dele. De repente, eu e o Qui estamos perdidos de toda a gente, rodeados de pessoas por todos os lados. E eu devo ter um atractivo qualquer, porque num concerto toda a gente (toda a gente!) decide que é por mim que têm de passar para ri em qualquer direcção. Então, toda a gente (toda a gente!) me estava a dar encontrões. Tentamos ir até à régie, porque é um lugar um pouco mais calmo, mas sem sucesso. Quando concerto começa e se acendem as luzes... Pânico. Entro em pânico. Não consigo estar ali, começo a ficar com falta de ar, e no meio da confusão nem conseguia dizer ao Qui que precisava sair daquele local. Mas conseguimos.

    No entanto, no novo local em que estamos, não consigo ver nem o palco nem o ecrã. Apesar de estarmos encostados à parede e eu ter o Qui a proteger-me, continuo a levar encontrões e fortes pisadelas. A qualidade do som era tal que, sem associação à imagem (que não conseguia ver) só consegui identificar uma única música. E eu conheço bem o artista! À minha volta, só ruído. Cada vez que havia uma pausa, gritavam todos PORTUGAL ou CRISTIANO RONALDO e eu não estava a perceber porquê, nem o que tinha aquilo a ver com o concerto que deveríamos estar a ver.

    Não conseguia ouvir as letras decentemente, o beat estava todo baralhado. Não vi nada do concerto e só gritava quando os outros gritavam. Ter visto o concerto de frente ou de costas teria sido exactamente a mesma coisa. Foi completamente incompreensível para mim, apesar de a maioria das pessoas ter percebido tudo (talvez porque não tivessem milhões de cabeças altamente penteadas a tapar a vista)

    Fiquei muito triste, porque de todos este era o concerto que queria ver mais e não consegui perceber nada. :( Restam os vídeos do concerto, mas não é a mesma coisa. Senti que o dinheiro do bilhete foi, essencialmente, deitado ao lixo.


    Depois, saímos do recinto e descobrimos que, mais uma vez, nos havíamos perdido das pessoas. Quando os reencontrámos, caminhámos até ao carro e, nele, adormeci.

    Conclusão: espero que o Kendrick volte a Portugal um dia destes, para eu poder ir ver. Já que não vi.

    Uma tristeza para mim.
  • Picnic BookCrossing de Portugal

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    Picnic BookCrossing de Portugal

    Sábado foi dia de ir a um picnic muito especial. Já há muito tempo que não havia um encontro oficial dos membros do BookCrossing e esta foi a motivação para nos reunirmos para beber umas jolans e comer coisas. Bem, eu não comi coisa alguma, mas dá para perceber. :)
    Tudo isto foi organizado pelo membro joaquimponte, que também é o mentor da Conchas Little Free Library. Assim, o nosso picnic foi ao lado da casinha dos livros, no Jardim da Quinta das Conchas, em Lisboa. Cheguei um pouquinho atrasada com o meu barco insuflável, onde se colocariam livros diversos para todos tirarem. Depois de cheio, serviu muito bem para tudo. Claro que o deixei lá, para o Joaquim poder ir navegar. :)

    Depois, foram chegando mais pessoas e começámos amena cavaqueira sobre livros e papagaios e outros temas que tais. Pus à prova os meus conhecimentos sobre psitacídeos, que ainda são alguns (por causa da pós-graduação em comportamento animal, lol). Depois, mostrei um livro erótico pavoroso que tinha levado e aproveitei para escolher alguns para mim.

    Retirei do barquinho os seguintes livros:

    • Quantas Madrugadas tem a Noite, de Ondjaki
    • A Identidade, de Milan Kundera
    • O Século Primeiro depois de Beatriz, de Amin Maalouf
    • A Última Dona, de Lídia Jorge
    Entretanto, fizemos um jogo de rifas que consistia em retirar uns papéis de um saquinho e responder ao que estava lá escrito. Havia perguntas como "com que escritor gostarias de jantar", o que deu azo a muitas respostas curiosas. A mim calhou-me para recitar um poema de um livro ou cantar uma canção de outro livro, mas eu recitei um poema muito lindo da autoria do meu pai. Havia também uma pergunta que era para ler um poema do Vinicius de Moraes sobre signos, o que foi um pouco aterrorizante, porque o homem sabe cenas!

    Havia outro elemento no programa que não fizemos,  que era escrever uma história em conjunto. Sugeri na altura fazermos um outro "Caderno de Recordações", como já havíamos feito anteriormente. :)

    Entretanto, agradeço não terem colocado balões, que me aterrorizam, e terem escolhido uma decoração mais tradicional com garrafinhas e fitas. :) Depois de beber tantas cervejas seguidas, comecei a ter de ir à casa de banho repetidamente, sendo que numa das viagens encontrei uns amigos do universo cosplaico! Assim, lembrei-me de distribuir pelos presentes os meus cartões de cosplay. :p Também lhes deixei um exemplar do "Não Metas um Poeta Dentro de Água", que espero que partilhem entre todos no futuro! =D

    Finalmente, ainda não falei da presença de um elemento externo, que nos brindou com uma história. Tratava-se da autora de livros infantis Manuela Ribeiro. Para começar, ela ofereceu um dos seus livros a cada um de nós, sendo que gostei imenso das ilustrações, que me fizeram lembrar uma colecção de livros da minha infância! Depois, ela contou-nos a história do Senhor Sisudo (que sabia tudo, tudo, tudo) e foi muito engraçado. Realmente, quem sabe contar histórias tem outra arte!

    Depois, tive também de partir um pouco mais cedo, depois de trocar de roupa, pois deveria estar presente no Parque das Nações para assistir aos concertos do Super Bock Super Rock. Ainda assim, tivemos tempo para tirar uma fotografia. :)




    Até à próxima! =D
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