• Last Exile

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    Last Exile
    Chigira Kouichi - Gonzo
    Anime - 26 Episódios
    2003
    8 em 10

    Sem dúvida um dos animes mais interessantes que vi nos últimos tempos. Last Exile é um raríssimo exemplo de utilização de um ambiente e tema steampunk em anime, que nos leva até um universo único onde podemos assistir ao desenrolar de uma guerra entre oponentes de peso.

    Claus e Lavie são uma espécie de senhores-do-correio: na sua vanship, uma espécie de passarola movida a vapor, entregam cartas e recados variados a todos os cantos da sua terra. As suas aventuras começam quando, enquanto participam numa corrida de vanships, são interceptados por uma nave que está a cair e decidem ir ajudar. É-lhes confiada, então, a missão de levarem Alvis, uma menina, até à grande nave Silvana, que colabora com o exército de forma pouco legal. A história demora a desenvolver-se, sendo que se adicionam cada vez mais camadas na narrativa, que se atam todas num final que, sendo pouco surpreendente, foi perfeitamente satisfatório. Se a meio da série começamos a pensar que se esqueceram de personagens anteriormente introduzidos, chegamos rapidamente à conclusão de que isso não é verdade: todos têm o seu papel e tudo está interligado. Assistimos então a uma sucessão de estratégias, motivadas pelas duas partes, que são simplesmente apaixonantes.

    Já que falávamos dos personagens, devemos considerar que nem todos são aproveitados da melhor forma, apesar de todos terem uma participação importante. A alguns é dada pouca importância quando estávamos curiosos sobre eles. A outros acontece exactamente o contrário. Mas o grupo principal é explorado de forma exemplar e temos assim um grupo de personagens muito realista dentro do contexto, ao qual acabamos por nos afeiçoar e que se tornam parte integrante do nosso visionamento. A caracterização é única para cada um, sendo que se tornam pessoas vivas e mutáveis dentro do plano narrativo, que leva ao seu desenvolvimento que, apesar de ligeiro, é muito importante e uma grande motivação para nos agarrar à série. São todos pessoas muito diferentes, com passados mais ou menos misteriosos, mas com futuros que esperamos continuar a seguir. Gostei sobretudo de Al, que é desde logo apresentada como uma menina doce e sentimental mas com muita fraqueza interior, mas que cresce para ser uma personagem poderosa e mecanismo narrativo essencial.

    Outro aspecto que adorei de paixão foi a arte e animação. É um dos raros exemplos em que a animação digital funciona realmente bem. Com uma paleta de cores enferrujada, o que nos remete para o tal ambiente steampunk, toda a maquinaria e cenas aéreas estão animadas com uma renderização digital um pouco arcaica mas feita de tal forma que se torna muito realista. Isto é sobretudo agradável nas cenas de perseguição e luta, com explosões opacas que parecem realmente ter sido filmadas ao vivo. Também os desenhos do céu e nuvens fazem uso deste tipo de textura, fazendo com que todo o anime tenha um certo aspecto de quadro antigo.

    Finalmente, não podemos descurar a música. Misteriosa e evocativa, estabelece desde logo o ambiente de toda a série, adaptando-se perfeitamente às cenas e acabando por se tornar bastante memorável.

    Uma série que me deu um prazer imenso ver e que recomendarei.
  • When Marnie Was There

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    When Marnie Was There
    Yonebayashi Hiromasa - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    À terceira tentativa, finalmente consegui ver este filme, a última criação da Ghibli. Da primeira vez apanhei legendas em chinês, da segunda apanhei um ficheiro corrupto. À terceira é de vez!

    Este filme fala sobre a adaptação das crianças a situações diferentes e novas maneiras de fazer amigos. Anna é uma menina inadaptada numa grande cidade, onde sofre com asma e ataques de ansiedade. É enviada para uma vila muito calma, com outros familiares, para que recupere. Lá, descobre uma grande casa desabitada. Mas... Parece que vive lá alguém! Esse alguém é Marnie, uma menina da mesma idade que, tal como Anna, se sente solitária. Tornam-se amigas imediatamente, mas Marnie está envolta em mistério.

    Apesar da narrativa apelar para os valores da amizade feminina, como qualquer outro filme familiar, desenvolve-se de forma extremamente previsível e existem alguns pontos erróneos ao longo da progressão. Para começar, como é que Anna não estranha que Marnie esteja a viver numa época diferente? O que nos leva a pensar: se Marnie sabe quem é ela própria, porque é que age permanentemente como se não soubesse? Se ao início a poderíamos considerar fruto da imaginação, quando chegamos ao final só podemos concluir de que se trata de uma memória perdida que *sabe* que não existe. De resto, Marnie desaparece e aparece constantemente, sem que a sua existência nunca seja posta em causa. Pareceu-me também haver um excesso de monólogos internos pela parte de Anna, sendo que as cenas poderiam ter tido muito mais impacto se tivessem sido simplesmente retirados. Para além disso, os próprios diálogos são estranhos, parecendo haver um certo inuendo erótico por detrás das palavras de Marnie (o que é motivado também pela voz que lhe deram, demasiado madura) que não faz sentido dentro do contexto do filme. Por fim, quando Anna faz uma amiga na vida real, pareceu-me haver um desenvolvimento demasiado rápido de todas as relações, havendo uma imediata aceitação dos erros pela parte de toda a gente, o que não corresponde à vida tal como ela é.

    Apesar da rotunda falha na construção narrativa, temos de admitir que a arte é espectacular. Detalhada, quase fotográfica, dá azo a cenas muito bonitas envolvendo paisagens aquáticas e vida selvagem, um ambiente bastante original. A utilização de cores está perfeita e o traço é muito agradável. Não existem grandes cenas de acção para demonstrar uma animação perfeita, mas nos momentos em que existem movimentos complexos, ela está exemplar.

    A música é pouco memorável. Acredito que se o tema principal (a canção de embalar) tivesse sido repetido mais vezes, teria tido mais impacto.

    Assim, temos um filme que, apesar da mestria técnica, é bastante mediano nos outros aspectos. Passou ao lado de muita gente e assim continuará.

  • iDOLM@STER Xenoglossia

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    iDOLM@STER Xenoglossia
    Nagai Tatsuyuki - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2007
    5 em 10

    Nota: Eu não sei nada sobre IdolM@ster, vi este anime porque estava nos meus planos por razões ocultas. Este comentário não compara esta série com a dos ídolos.

    Uma menina muito querida candidata-se a um casting para uma escola de ídolos (idols). É seleccionada, mas infelizmente é-o para conduzir um iDOL, um robot gigante que serve para apanhar pedregulhos do espaço. Esse robot tem personalidade e desenvove-se uma relação de robofilia. Entretanto aparecem pinguins (a mascote da cena) e mais meninas muito queridas que fazem coisas variadas. Talvez não seja evidente por esta espécie de sinopse, mas achei este anime uma versão extremamente infantil do que poderia ser uma bela série de super-robots. 

    A história revolve sobre um conjunto de personagens que tem tudo para falhar. Começa logo por não terem qualquer tipo de caracterização excepto gostar ou não de pinguins. As suas características básicas servem para pouco mais do que para as distinguir umas das outras. Isto leva a que a história, que deveria ser muito emocional e tinha bastante potencial no respeitante a conceitos de ficção científica, seja uma colecção de momentos de criança, com um pouco de fatia-de-vida aqui e ali e muito pouco de mecha puro e duro. Esta característica é prolongada nos designs: é muito difícil de distinguir os adultos das crianças porque - fora umas feições um pouco mais achatadas - são praticamente iguais. Há também gémeas em profusão, o que acaba por confundir o espectador um pouco.

    A arte, para a época e para o estúdio (a sério, eu espero sempre coisas boas da Sunrise porque eu gosto da Sunrise e a Sunrise gosta de mim), está muito desactualizada e bastante infeliz em alguns momentos. O design da maquinaria tem algum potencial, mas acaba por ser pouco explorado porque as meninas são mais importantes. Há explosões bastantes (algumas aquática) quem não têm o efeito pretendido. Mas, em alguns momentos, encontramos a salvação em cenários bem iluminados e com cores suaves e belas.

    OPs e EDs são comuns e pouco inspiradas. Quanto ao resto da banda sonora, pouco se dá por ela. Há pouco detalhe dado às vozes, sobretudo nas cenas de grandes grupos a falar ao mesmo tempo.

    Enfim, um anime que ficará para trás. Mas fiquei com vontade de ver o outro IdolM@ster, o que não tem robots. :)


  • Ongaku Shoujo

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    Ongaku Shoujo
    Ishigura Kenichi - Studio Deen
    Anime - Filme
    2015
    5 em 10

    Um novo anime do projecto Anime Mirai, que visa lançar novos realizadores tendo como suporte grandes e conhecidos estúdios. Infelizmente, este anime fica muito aquém das expectativas.

    É uma comédia simples, sobre duas meninas que cantam. Com apenas 25 minutos para explorar estas personagens, elas acabam por ser bastante insossas, sem nenhuma característica que as distinga para além da irritação que causam. Na verdade, são dois recortes da caixa do chocapic muito desagradáveis e o anime estaria bem melhor sem elas. Na narrativa, desenvolve-se uma relação de amizade atribulada, que poderia ter algo de belo se as personagens fossem completamente diferentes. São tão "aleatórias" que acabam por cair num estereótipo de idiotice.

    Na animação não há nada de único nem de especial. Apesar das cores vibrantes, paleta variada, os cenários não têm detalhe e tudo gira em volta destas duas meninas de design mediano. Não há qualquer tipo de variedade nem de experimentação, é um pequeno filme que não arrisca nem sai da caixa da normalidade, apesar de ter liberdade para se fazer o que quiser.

    A música, que deveria ser o ponto principal, é desinspirada e mal interpretada.

    Assim, fica a esperança de que os outros elementos do projecto tenham corrido melhor.

  • Sailor Moon: Crystal

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    Sailor Moon: Crystal
    Sakai Munehisa - Toei Animation
    Anime - 26 Episódios
    2014
    10 em 10 

    Sailor Moon foi o anime e manga que me convenceram. Nesses tempos idos, em que eu vi as repetições na televisão uma e outra e outra e outra vez, Sailor Moon salvou-me, levou-me a outros mundos, tornou-me na fã inveterada que sou hoje. Foi o primeiro manga que li, ainda em Francês. Foi a minha primeira fanfiction. Foi o meu primeiro muita coisa. Assim, quando foi anunciado o remake, fiquei mesmo muito feliz. E por isso é que é um 10 em 10. Esta série tem muitos defeitos de ordem técnica. Não é uma série perfeita. Está classificada muito mal em sites de reviews. Mas eu amo isto de todo o coração. E a nota 10, para mim, não é para coisas perfeitas. É para coisas que me dão um prazer do outro mundo quando as vejo. São para coisas que eu adoro. É para coisas que fazem pequenas explosões no meu cérebro, ou grandes explosões no meu coração. Para as coisas perfeitas há o 9. Para coisas do outro mundo há o 10. Sailor Moon é um deles e sempre será, por mais remakes ou antimakes que façam.

    Este remake pega na história original do manga, sem a corruptela das séries dos anos 90. Todos sabemos a história: uma jovem taralhoca ganha o poder de se transformar na Sailor Moon e proteger o mundo contra males variados, lutando pelo amor e pela justiça. Apesar da origem ser a mesma, a narrativa toma um rumo bastante diferente. Esta é uma série mais negra, mais adulta, com mais seriedade, apesar de ainda manter toda a magia que recordávamos. Em "Crystal" são-nos apresentados os dois primeiros arcos da história. São-nos apresentadas as personagens e elas vivem aventuras diversas, contra entidades maléficas cada vez mais poderosas.

    Tanto umas como outras levaram as minhas emoções aos píncaros. As nossas personagens, as Sailor Senshi, estão caracterizadas tal qual como eu me lembrava no manga, se calhar ainda melhores. Cada uma é única e estabelecem elas força motriz para serem exemplos, das quais outras personagens de outras séries foram copiadas. Há episódios dedicados a cada uma delas, mas a sua força revela-se quando há cenas em que realmente são precisos os seus poderes. Uma das maiores críticas foi dada a Usagi Tsukino: "tem sempre de ser salva pelo Mascarado". Se isso era real no anime do antigamente, aqui acontece exactamente o oposto: Sailor Moon salva Tuxedo Kamen cada vez mais frequentemente, já que ele é tão facilmente corrompido pelas entidades do mal. São adequadas e encantadoras as vozes, que dão muita personalidade (e muito específicas) a cada uma das personagens.

    A arte é o ponto mais criticado. Creio que o mundo não estava preparado para estes designs. Pessoalmente, sendo fã inveterada do estilo de Naoko Takeuchi, achei-os lindíssimos. As expressões são perfeitas e há aqui um classissismo que faltava nos anos 90, que traz grande beleza a todas as imagens paradas. Os cenários não são muito detalhados, mas têm a densidade suficiente para se fazerem entender, com grande uso de cores pastel que dão um contexto muito interessante ao aspecto gráfico da série. Temos de admitir que por vezes, até mesmo frequentemente, há erros graves de animação e proporção, mas temos também de considerar que, enquanto série original para a internet, o valor de produção não está muito elevado. Pessoalmente, gostei imenso das cenas de transformação, inseridas como uma espécie de homenagem às séries originais. Apesar de serem em animação puramente digital, um CG com cell shading que tem vindo a ganhar popularidade ultimamente, achei-as bastante bem feitas para o que a produção exigia e estavam muito adequadas e fieis ao espírito inicial.

    Musicalmente, senti um pouco falta do tema da caixa de música, que adorava de paixão, mas a banda sonora está bastante completa e adequada às cenas. A OP tem muita energia e transmite com exactidão o espírito da série, sendo que a ED, mais romântica, nos leva a viajar pelo mundo da lua.

    E assim, é o mundo da lua. Feito um motel, onde os deuses e as deusas se abraçam e beijam no céu. Para mim, a série que marcou o ano e, quiçá, a década. De todos os remakes que têm feito ultimamente, este foi o que me marcou. Fielmente, de duas em duas semanas, largar tudo para ver o episódio do início ao fim, sem saltar uma única parte. Senti-me como se fosse outra vez uma miúda caixa de óculos, sentada em frente da televisão religiosamente, para ver a série preferida. Espero que todos vós tenham uma série como esta no vosso coração.

  • Chick Corea & Herbie Hancock

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    Chick Corea & Herbie Hancock
    Concerto
    Fui a este concerto por mero acaso. O amigo do outro dia convidou o Qui para partilhar um bilhete com ele. Como eu tinha curiosidade em ver este concerto e agora tinha companhia, comprei um bilhete em segunda mão. Descobrimos depois que eles tinham para a Plateia VIP e eu estava na Plateia em Pé.

    Este é um festival para pessoas mais velhas, ao que parece. Num lindo lugar em Oeiras, os Jardins do Marquês de Pombal, está instalado um palco e várias banquinhas de comidas e bebidas. Correu tudo bem à entrada, mas rapidamente a frase mais ouvida passou a ser "isto tem muito má organização". Para começar, só havia uma (UMA!) casa de banho para aquela gente toda. Estava fora do recinto, tinha de se sair mostrando o bilhete e depois entrar pela fila principal, mostrando o bilhete outra vez. Mais filas se encontravam na entrada para as plateias, sem se perceber onde começavam e terminavam, demorando eternidades a avançar. E, afinal, a Plateia VIP não tinha nada de VIP, era só um pouco mais à frente que as outras!

    Quando nos separámos, fui em busca de comidas, pois tinha jantado bastante mal (e feito uma pequena birra por causa disso, perdoem-me!) mas não achei nada que pudesse comer. Então, pedi um copo de vinho. Achei um lugar na zona dos restaurantes onde, por uma abertura numa sebe, conseguia ver o palco e os artistas em primeira mão. Aí me mantive a primeira parte do concerto. Seguidamente fui comprar uma garrafa de água, perdendo o meu lugar no processo para uma nojenta que já estava a olhar para ele há milénios. Por isso, fui para a estátua do mal (uma espécie de castelo maléfico), onde comi umas pipocas oferecidas pela organização e vi o concerto mais de perto.

    Quanto a este, foi excelente! Maravilhoso! Estes dois têm uma técnica, uma inspiração, completamente fabulosos! As peças eram conhecidas, mas com um twist ou outro que as tornava completamente diferentes. Dominando os pianos com uma mestria impecável, os dois conversaram durante quase duas horas, levando o público a viajar por um universo de imaginação e memórias. 

    Conseguiram até colocar o público a fazer as vezes de coro, brincando connosco, interagindo de forma muito simpática e demonstrando estarem felizes por estarem ali. Falando em brincadeiras, também houve muito disso na música. De quando em quando, umas tonalidades electrónicas faziam-se sentir, uma espécie de jam não organizada mas que, por alguma razão, funcionava sempre bem.

    Um concerto excelente e único, uma oportunidade que não podia perder!

     
  • Blade Runner

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    Blade Runner
    Ridley Scott
    Filme
    1982
     7 em 10

    Sábado, esse dia fantástico, ocorria em Alvalade a Sunset Party da Associação Portuguesa de Cosplay. Mas, como terão visto no post anterior, estávamos destruídos e destroçados e não nos apetecia mexer. Tinhamos de repor energia. Portanto, ficámos em casa a ver este filme. Espero que todos se tenha divertido na festa!

    Este é um filme inspirado num antigo conto de ficção-científica, que eu ainda não li, denominado "Do Androids Dream of Electric Sheep?" Fala sobre um homem que procura destruir os últimos Replicantes no planeta Terra, androides humanos que têm tudo para ser iguais a nós. Excepto a empatia. Para os descobrir, o nosso personagem principal (Harrison Ford) efectua um teste de várias perguntas que visam testar a emoção dos Replicantes, avaliando a sua dilatação pupilar.

    É um filme que coloca questões interessantes sobre a humanidade da máquina, mas apesar disso sinto que esse tema já teria sido explorado em outras ocasiões de forma (talvez) um pouco mais adequada. Achei que os Replicantes não estavam muito bem caracterizados, com excepção do chefe, pois foram todos eliminados com grande rapidez. Para mais, apenas um revela algum tipo de inocência que poderia ser considerada "humana", pelo que acabam por não ser realistas enquanto fonte de racionalidade e emotividade. O personagem de Harrison Ford aparece como um inadequado na sociedade do agora (2019 é o agora... Está quase aí, quero o meu Replicante), mas a falta de explicação sobre as suas atitudes acaba por as tornar um pouco erráticas.

    O ponto forte do filme é a caracterização do universo, que parece muito grande e muito interessante. Numa Nova Yorque altamente asiática, toda a maquinaria, edifícios, arquitectura, tudo isso aparece com grandiosidade e detalhe extremo, com utilização de efeitos especiais muito avançados para a época.

    Outro aspecto muito bom é a banda sonora, que insere tonalidades electrónicas muito complexas que distinguem cada cena como única.

    Um bom filme de ficção científica, que me deixa curiosa para ler o conto original. Por sinal tenho-o no Kobo e como vou voltar ao Kobo em breve... Já sabem o que vai acontecer :3
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