Hybrid Child
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Hybrid Child
Fukuda Michio - Studio Deen
Anime OVA - 4 Episódios
2014
5 em 10
Há algum tempo que não via nada no universo BL. Gostava de dizer que ainda adoro BL como o que mais quero na vida, mas... Não sei, hoje em dia parece que me aborrece. Este OVA é, mais uma vez, a prova disso.
Hybrid Child é uma criatura que não é um boneco nem um ser humano. Cresce com o amor dado pelo seu dono. Neste OVA vemos três histórias.
Primeiro, conhecemos a dor de perder um hybrid child que, idoso, começa a perder as suas características. Depois, é o oposto, vemos o hybrid child a crescer e a aprender sobre a felicidade e a tristeza. Finalmente, em dois episódios, descobrimos mais sobre o criador de tais objectos. Cada uma destas histórias tem uma tonalidade romântica e delicada, mas que pouco ultrapassa o estereótipo de "mestre-criado" tantas vezes já estabelecido como fetiche no universo dos animes. Os personagens estão pouco definidos, aparentando cada "casal" ser uma cópia do anterior. Na verdade, semes ou ukes, são todos personagens em branco, característica essa tão comum a romances de cordel e animes românticos: podemos colocar-nos na situação do personagem de que gostamos mais. Talvez na história final tenha havido um certo desenvolvimento de personagem mas, apesar de tudo, ainda foi bastante previsível.
O que me fez mais confusão ao longo de todos os episódios, foi a época em que a narrativa é passada. Isto é, como é possível existerem objectos tão modernos como os hybrid child numa época de samurais em guerra? A menos que estes bonecos que também são humanos possuam características místicas, assunto que foi pouco explorado, tal não me parece exequível.
A arte é muito simplificada, com pouco detalhe e cenários pouco contemplativos. Em termos de design de personagens, o design desta criadora irrita-me e aborrece-me, porque os rapazes são todos iguais e nem o corte de cabelo os salva.
Também todas iguais parecem ser as vozes. Musicalmente, temos uma banda sonora fraca, mas uma ED bastante bonita.
Mais um para a colecção de BL, mas mais um que não é preciso ver.
By : ladyxzeus
Sola
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Sola
Kobayashi Tomoki - Diomedea
Anime - 13 Episódios + 2 OVA
2007
6 em 10
Um anime sobre o qual não tinha qualquer informação. Estava convencida de que seria ficção-científica. Afinal não. Trata-se de uma história romântica com um toque de sobrenatural.
O nosso personagem principal é um rapaz que gosta de fotografar o céu (sola - sora). Um dia, conhece Matsuri, uma rapariga com um problema com máquinas de venda automática, que se recusam a dar-lhe sumo de tomate. A partir daí, desenvolve-se a sua relação, com participação mais ou menos pontual de outros personagens. Até ao dia em que Matsuri desaparece e o nosso rapaz descobre que há algo mais, algo mais estranho e mais profundo, nela e nas outras pessoas que o rodeiam.
A história é um pouco errática e o elemento fantástico acaba por parecer um pouco desnecessário para o desenvolvimento da relação entre os personagens. Na verdade, este elemento aparenta estar no anime apenas para o distinguir de outros no mesmo género de romance e fatia-de-vida. Os personagens, esses, são pouco definidos, mas estabelecem-se laços entre eles que são bastante únicos e, por isso, acaba por valer a pena acompanhar as aventuras deles até ao final.
O ponto com mais força ao longo de toda a série é o grafismo dos cenários. Há um grande ênfase em relação ao céu, nuvens, sol e variações de luz de todos eles, sendo que também há alguns momentos de grande qualidade nas imagens de plantas e na arquitectura em geral. Já na animação, não há muitas alturas em que possamos dizer que está perfeita, mas nas lutas finais a coreografia está bem pensada e, no geral, o resultado é bastante positivo.
Musicalmente, temos uma banda sonora calma que estabelece bem o ritmo pretendido para a narrativa. Fazem uso de instrumentos clássicos, de tecla e cordas, que dentro do contexto funcionam muito bem. Em termos de OP e ED, pareceram-me demasiado agitadas para o conceito e não ficam na memória.
Uma série que teria pontos a melhorar mas que acaba por ser uma boa experiência.
By : ladyxzeus
Anisama
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Em pânico, ligo à minha mãe. Explico-lhe onde está a peruca e o que se passou: no dia anterior, quando preparei a minha bagagem, coloquei todas as coisas. Todas elas estavam arrumadas na cestinha dos cosplays em preparação (ainda não tinham saído de lá, na verdade). A peruca estava juntamente com as outras perucas dentro do armário. Portanto, ficou para trás! A minha mãe acedeu em fazer o favor de ma trazer. Para adiantar tempo, pois estava com medo de me atrasar para a chamada do concurso, decidi fazer logo a maquilhagem. Depois, esperei ansiosamente pela chamada da minha mãe em frente do palco.
Lá, a Ana-san estava a dar uma palestra sobre a cultura japonesa dos tempos modernos, exemplificando isso com vários estilos de moda utilizados nas grandes cidades. Achei que os exemplos dados estavam bastante desactualizados, mas depois falei disso à Ana-san, com a promessa de lhe enviar umas fotos mais modernas. Infelizmente, a Ana-san mal se ouvia e o ecrã mal se via. Eu estava mesmo na fila da frente mal conseguia perceber o que ela dizia... Aí está um ponto a melhorar.
Entretanto a minha peruca chegou e fui vestir-me. Dois saiotes, uma saia e um corpete depois, estava pronta para me apresentar à sociedade, qual debutante na sua primeira festa. Para o que costuma acontecer com os meus cosplays (ninguém os reconhecer), este fato foi um sucesso! Não foram fotos atrás de fotos, mas fiquei feliz por tanta gente o elogiar. A Ana-san tirou umas fotos que ficaram muito bem, que passo a citar:
Anisama (2015)
Evento
Tive conhecimento deste evento por meios do fórum do AnimePortugal, onde uma das organizadoras participa frequentemente. Como não pude usar o meu cosplay novo no Photoshoot (estive doente, morrendo com febres), pensei em usá-lo aqui para experimentar as formas como se podia utilizar e mexer e todas essas coisas comuns a fatos de cosplay. E agora, no rescaldo, com umas dores nas pernas que nem me aguento em pé nem sentada nem deitada nem de forma nenhuma, escrevo um pouco sobre ele.
Infelizmente não consegui tirar uma única foto. Desde que a minha máquina se estragou, tenho apenas o telemóvel e, por alguma razão, não me senti confiante para tirar fotos com ele neste contexto. Desculpem... :(
Tudo começa pelas nove da manhã. Tinha pesquisado bastante sobre como ir ter ao evento, mas o interface metro-autocarro não me inspirava muita confiança. Afinal, os autocarros normalmente não informam qual a paragem seguinte e tinha medo de me perder, carregada com tralhas diversas. Poderia ir de carro, mas se me perder de carro entro em pânico com mais facilidade do que se me perder a pé (na verdade, detesto conduzir). Assim, após várias sequências de pedidos, consegui convencer a minha mãe a levar-me lá. Evidentemente que nos perdemos mas minha mãe, com a confiança de muitos anos de condução, conseguiu encontrar o lugar.
Ao entrar, depara-se-me uma escadaria enorme sem iluminação. Aparentada com o terror que é dar um trambolhão por uma escadaria de pedra e partir a coluna, evitei esta escadaria, apenas saindo do evento quando estritamente necessário. Ao chegar, ninguém me sabe informar onde estão os vestiários, para deixar lá a minha mala. Então, começo a patinar por entre a multidão, até um voluntário reparar que trago uma maleta de grandes dimensões e me dirigir, precisamente, à moça do AnimePortugal (criatura de contornos semi-míticos, de nome Jessie Ann). Indica-me ela onde posso deixar a minha bagagem, um vestiário que aparenta ser uma transformação de uma sala de arrumações, mas que tá-se bem porque cabemos lá todos e tem um espelho grande e uma mesa e um banquinho. De resto, o espaço pareceu-me bem aproveitado e na área exterior havia arte urbana muito interessante. Foi pena a estrutura do edifício não ser muito segura (as escadas, o chão de tacos que gemia e essas coisas)
Tento discernir a anatomia do evento. Por enquanto, está tanta gente a cirandar de um lado para o outro que é difícil de compreender. Detecto uma sala de jogos e uma zona exterior, onde está um palco. Nesse palco, pessoas karalhokam. O palco é ao ar livre e é com um certo horror que percebo que é ali que vão ser os nossos skits. Questiono o horário em que tenho de estar toda preparada para participar. Uma e meia, dizem-me. Uma pena, penso eu. Não terei tempo para almoçar.
Começo encontrando pessoas diversas e estabelecendo laços de conversação. E, de repente, por um momento e por graça do espirito santo, ocorre-me uma tragédia....
Esqueci-me da peruca em casa!
Lá, a Ana-san estava a dar uma palestra sobre a cultura japonesa dos tempos modernos, exemplificando isso com vários estilos de moda utilizados nas grandes cidades. Achei que os exemplos dados estavam bastante desactualizados, mas depois falei disso à Ana-san, com a promessa de lhe enviar umas fotos mais modernas. Infelizmente, a Ana-san mal se ouvia e o ecrã mal se via. Eu estava mesmo na fila da frente mal conseguia perceber o que ela dizia... Aí está um ponto a melhorar.
Entretanto a minha peruca chegou e fui vestir-me. Dois saiotes, uma saia e um corpete depois, estava pronta para me apresentar à sociedade, qual debutante na sua primeira festa. Para o que costuma acontecer com os meus cosplays (ninguém os reconhecer), este fato foi um sucesso! Não foram fotos atrás de fotos, mas fiquei feliz por tanta gente o elogiar. A Ana-san tirou umas fotos que ficaram muito bem, que passo a citar:
Então, esperei. Esperei. Esperei. E nada do concurso começar. Assisti a uma demonstração de kendo, os senhores eram muito simpáticos. E nada. E esperei. Fomes. Muitas fomes. Uma multitude de fomes. Por um lado queria ir comer um crepe, tinha visto um a passar, mas por outro tinha medo de a coisa começar ou de sujar o meu fato todo branco. Comi um cupcake. Passado uma hora ou quês, perguntei às meninas das comidas se me vendiam uns morangos por 30 cêntimos (custavam 50). Disseram que sim, mas um cosplayer de Grell, que depois me veio a salvar outra vez, ofereceu-se para pagar os morangos. Obrigada! ;__;
Entretanto uma série de jovens com uma coluna gigante apoderaram-se do espaço do palco para dançarem, beatboxarem e cantarem e todas essas coisas. Nós, que esperávamos a nossa vez de entrar, não compreendíamos o que se passava. Após questionar a Jessie Ann, lá descobri que o concurso estava uma hora atrasado e que aquela brincadeira toda era afinal um teste de som, que estava com problemas de ordem técnica. De um lado para o outro, fiz amizade com duas miudinhas mui piriris que se encontravam com sua mãe a divertir-se no evento. Estavam fascinadas com as flores que eu levava e com a minha peruca e a minha saia e todas as coisas. Expliquei-lhes que era a princesa das alforrecas e depois tive de explicar o que era uma alforreca.
De qualquer forma, este foi sem dúvida o melhor momento dia, que passei com as minhas novas amiguinhas e fiquei a saber um pouco mais sobre o que vai na mente destas coisinhas pequenas e fofas. Prometi-lhes cortar umas flores do meu ramo para lhes dar, mas no final acabei por me esquecer e não lhas dei... Assim, peço à mãe das piriris que me diga qual o próximo evento a que vão, pois o prometido é devido e levar-lhes-ei umas flores ainda mais catitas nessa altura. :) Não prometo é estar vestida de princesa alforreca nessa altura... ;)
Mais tempo passa e a fome aperta. Para mais, surgiu a necessidade premente, constante e urgente de despejar oitenta e dois litros de xixi, que se começavam a acumular não só na bexiga como no cérebro. No entanto, não podia ir à casa de banho com os meus dois saiotes e saia perolada, pelo que aguentei estoicamente, como uma verdadeira heroína da causa dos xixis perdidos. Encontrei mais pessoas queridas e amigas, que me ajudaram a ultrapassar o desespero das necessidades básicas com a sua habilidade conversativa. :) E mais tempo esperei. Entretanto, voltou a aparecer o cosplayer de Grell e uma moça com maquilhagem de morte mexicana que me orientaram um pastel de nata que me soube pela vida dos outros. Obrigada! Vós sois uns amores ;__;
E, finalmente, começa o concurso! Primeiro, a Cátia e a Manon fizeram um skit muito giro sobre Fate/Stay séries. Eu realmente pensei que a Cátia tivesse ficado despida e magoada, porque foi mesmo muito realista! Depois, fomos nós. Eu estava em terceiro lugar para entrar.
Falarei melhor, mais tarde, sobre o meu skit (e sobre a construção do fato) no meu Cosplay Portfolio, mas essencialmente quis fazer uma apresentação simples, com uma música que gosto e que acho que tem muita relação com o personagem. Trata-se de uma cover em lounge da Material Girl, da Madonna, pelo senhor Richard Cheese. Coloco aqui para ouvirem :)
Apesar de tudo, cometi um erro no final. A música acaba numa série de "Materials" e até agora nunca consegui perceber quantos são. Quando ensaiei (ensaiei bastante) uma em cada cinco vezes enganei-me nos materials. E é claro que me enganei também no dia em que era suposto não me enganar. Mas não faz ma. :)
Quanto aos outros skits, houve alguns muito giros. Os meus preferidos foram os da Mystique de X-Men, que a moça faz ginástica e eu também gostava de fazer ginástica, o da Loki, que achei que estava muito expressivo e, é claro, o de Dragon Ball. Este último talvez tenha pecado por ser um pouco longo, mas eu vibrei durante todo ele! Aliás, fiquei estupefacta por o público não estar aos gritos e aplaudir cada coisa, como se se tratasse de um combate real, porque o skit tinha tanta graça que merecia realmente ter tido mais resposta.
Assim, partilhei o prémio (era um único prémio, infelizmente não havia primeiros, segundos e terceiros, o que eu acho que teria sido um pouquito mais equilibrado) com o Hércules e o Vegeta. Ganhámos um mini-cabaz de comidas japonesas, em que eu fiquei com os Pockys de leite e uns bolos que não sei o que são (o Vegeta depois deu-mos mais tarde). Decidi imediatamente que o namoradim, conhecido como Qui, iria comer os bolos misteriosos e eu comeria tudo o resto. :)
No momento em que me deram ordem de soltura, fui imediatamente trocar de roupa. Libertar o xixi que me atormentava a mente. Tirar a maquilhagem (as pestanas postiças já se tinham soltado). E, sobretudo... COMER. Com a máxima urgência, obtive um crepe maravilhoso, pedi o maior que tivessem, com tudo o que tivessem, tinha tanta fome, ia morrer se não comesse uma estrela-anã nesse momento exacto. Descobri que havia mais um lugar exterior, com sofás, que estava bem populado. Comi sozinha, certamente com um aspecto desesperado, sem falar com ninguém. Já lá vai o tempo em que eu me metia com toda a gente em todas as ocasiões, acho que estou a ficar mais tímida com a idade.
Descobri entretanto, através da Cátia, que ainda poderia ir ao workshop de cosplay. Tinha-me desinscrevido, pois calhava muito em cima da hora do concurso, mas com os atrasos ainda dava para ir. Na verdade, fica uma crítica, está para além da minha compreensão o porquê de, em muitos eventos, colocarem os workshops de cosplay em horas que não jogam com as dos concursos. Parece que quem vai os concursos não quer aprender. Mas, como aprendi na minha profissão, a formação contínua é da máxima importância! Por isso gosto de ir aos workshops. Apesar disto, acabei por não ir, pois sentia-me demasiado cansada para absorver qualquer tipo de informação...
Depois, explorei um pouco o espaço. Estava bem composto com bancas de artistas (que são bons artistas), mas apesar de algumas coisas me terem chamado a atenção - sobretudo umas capinhas de telemóvel, que me fazem falta - não me senti motivada a comprar nada. Escondido num cantinho estava essa nova coisa do Bubble Love, que servem bubble tea, que me senti tentada a experimentar. No entanto, sentia-me tão cansada que deixei para outra ocasião (certamente que terei mais oportunidades de provar o chá das bolhas)
Para finalizar, apanhei o autocarro e depois o metro, acompanhada pela mocita que estava vestida de Hawkgirl (e que agora estava vestida de si própria), conversando sobre skits e sobre como fazer comédia. Há muitas maneiras, mas é difícil, talvez um dia escreva sobre isso da arte de fazer teatros. :> Na mudança do interface autocarro-metro, obtivémos mais um mocito para nos acompanhar, e continuámos a conversa sobre stand-up comedy. Pelo meio disto, fui informada de que a Jessica Nigri vem à Comic-Con, o que ´é um dado que me deixa sem saber bem o que pensar... Logo se verá.
O resultado final deste evento foi bastante positivo, apesar dos magnânimes e pavorosos atrasos que me torturaram ao longo do dia. Testei o fato com sucesso, agora já sei como ele se movimenta e o que poderei fazer com ele no skit que estou a planear para o Anicomics. :) Conheci pessoas novas muito fofinhas (grandes e pequeninas) e reencontrei amigos queridos. Desta vez não abusei da djolan. E fiquei com muitas, muitas, muitas dores nas pernas. Na verdade, nem conseguia adormecer de tanto me doiam. Mas agora já estou melhor, apesar de ter cancelado os planos de hoje por ainda me encontrar exausta. Acho que tenho de me exercitar, isto não é normal na minha idade!
E com isto vos deixo! Peço desculpa por não haver fotos... Fiquem apenas com a música que, para mim, caracteriza perfeitamente o personagem do qual fiz cosplay, Kuranosuke de Kuragehime!
Talvez um dia faça um skit com isto. :)
Até à próxima e mantenham elevados os vossos níveis de felicidade! =D
By : ladyxzeus
Tron
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Tron
Brian Daley
1982
Ficção-Científica
Comprei este livro por um euro na Feira do Livro de Lisboa. Nunca vi o filme, nem o novo nem o antigo, portanto pensei em colmatar essa falha com o livro. Rapidamente aprendi que o filme veio primeiro e que isto é apenas uma novelização.
É uma história interessante com detalhes simpáticos, passado no mundo digital (de onde vêm os digimons, mas estes não aparecem). Na verdade, resume-se a uma novela normal, em que há um líder tirano - o Programa Mestre - que tenta absorver e destruir os programas que ainda obedecem aos seus users - Crentes-nos-Utentes. Quando um user, Flynn, é absorvido por uma máquina de teletransporte (pois) pelo mundo digital, une-se a Tron e a Yori - programas criados pelos seus amigos Alan e Lora - para vencer a força do mal.
Infelizmente, apesar dos conceitos serem bastante inovadores para a época em que se contextualiza, a escrita não é boa o suficiente para cativar, limitando-se a um estilo de aventura que é demasiado simplista para a história que se apresenta. As descrições são pouco claras, apenas sendo possível descortinar o que realmente se passa com ajuda das ilustrações (FABULOSAS POLICROMIAS) que estão nas páginas centrais. Para mais, os personagens sofrem pouco desenvolvimento, sendo que há uma humanização da máquina e do programa baseada na sua aprendizagem que calha um pouco ilógica nos momentos finais.
Ainda assim, foi bom variar do romance habitual com um pouco de ficção científica, um género que leio muito pouco e sobre o qual tenho curiosidade.
By : ladyxzeus
Monogatari Series: Second Season
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Monogatari Series: Second Season
Shinbou Akiyuki - Shaft
Anime - 26 Episódios
2013
6 em 10
Depois de Bakemonogatari, Nisemonogatari e Nekomonogatari: Kuro, chegou a altura de ver a última instância desta série de monogataris, um conjunto de seis arcos de nomes distintos e temas distintos que giram sempre em volta do mesmo assunto: uma menina hipersexuada e o seu líder de harém.
Como podem ver pelas seasons anteriores, não desgostei muito de Nisemonogatari, que é o que vem imediatamente antes em termos cronológicos. No entanto, esta "Second Season" aparece como pouco inspirada e ligeiramente repetitiva.
Para começar, não há qualquer tipo de variação no respeitante a história e desenvolvimento de personagens. Ests personagens, estas meninas todas, sofrem uma tentativa de exploração ao longo dos arcos, em que cada um é dedicado a uma delas, mas esta cai de forma redundante perante a falta de conteúdo da sua própria concepção. Isto é, quando não há uma personalidade forte por trás, será possível haver um desenvolvimento francamente constante desse tipo de personagem? Aqui, não aconteceu. Isto poderia ser ultrapassado se, como em Nisemonogatari, tivesse havido um exagero na carga erótica (não apenas ecchi), com recurso a elementos figurativos e artísticos. Mas esse tipo de elemento foi remetido ao lugar comum do "levantar a saia da criança e por-lhe a mão no peito" ou mesmo "vamos ter de dormir na mesma cama". Isto torna tudo bastante aborrecido e denota uma falta de inspiração flagrante.
Compensando isto temos, de certa forma, a opção estilística em geral. Mais uma vez se mantêm os cenários solitários e surrealistas, com uma variação de perspectivas. Apesar de isto ser bastante pretensioso (isto é, o anime faz-se difícil para uma história sem qualquer tipo de valor), é uma experiência visual sinceramente curiosa. Na verdade, muitas vezes, senti vontade de desligar o som e apenas observar estes cenários estranhos e coloridos. Talvez o melhor fosse que todas as meninas tivessem sido eliminadas e que o anime fosse apenas uma sucessão de imagens cénicas.
Em termos de música, mantém-se a banda sonora das seasons anteriores, com variações constantes nas OPs e nas EDs que, sendo apropriadas (e tendo um grafismo na animação muito interessante) são - em si - músicas bastante vulgares dentro do pop-rock japonês. Mas houve uma delas da qual gosteio suficiente para fazer o download.
Considero que esta "Second Season" não vale a pena ser vista por quem não apreciou profundamente as seasons anteriores. Por si só, tem pouco valor. Em conjugação com o resto, pouco completa. Mas para quem gosta e ama o estilo, é mais uma experiência gratificante.
By : ladyxzeus
Senhora Oráculo
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Senhora Oráculo
Margaret Atwood
1976
Romance
Finalmente comecei a ler os livros que comprei na Feira do Livro de 2014. Tinha ouvido falar bastante desta autora, sobreutdo dentro do contexto dos fóruns do BookCrossing, e fiquei curiosa. Assim, na altura, aproveitei o desconto para experimentar o livro.
Este livro foca-se numa personagem, a narradora, que tem uma vida estranha e infeliz. Assolada pelo trauma de uma juventude de obesidade e obsessão pela comida, entrega-se de corpo e alma à mudança pessoal sempre que pode. No entanto, atormentada pelo horror e pela vergonha do seu passado (no que respeita ao corpo e às relações familiares) acaba por criar diversas personagens e uma teia de mentiras em que se esconde para poder manter-se nas suas relações actuais. No entanto, quando tantas mentiras e vidas imaginárias se começam a misturar e a degradar-se, esta personagem inventa uma forma de escapar, uma fuga também ela imaginária. É neste ponto que a conhecemos e é a partir disto que ela explica o que realmente se passou.
A escrita é bem humorada e bastante simples e directa. Passamos a conhecer Joan, esta personagem que se transforma, e acabamos por compreender que apesar de ela se apresentar aos outros personagens sempre como uma pessoa confiante (com base nos factos que ela inventou para o suportar) é uma pessoa com muitos medos interiores. Isto reflecte-se no seu imaginário, na sua paranóia e na sua escrita.
Ao longo do livro vão aparecendo excertos do romance de cordel que ela está a escrever (é a sua profissão secreta, digamos assim). Se ao início me pareceu muito desnecessário acompanhar esta história, à medida que a história avança e que o estado emocional de Joan se vai desmoronando estes excertos são muito importantes para realmente compreendermos o pavor que assola esta pessoa constantemente, o da fraca imagem que lhe foi impressa pela família, pelas primeiras companheiras de escola, por tudo o que a rodeava na infância.
Assim, o livro acaba por ser uma análise bastante interessante da personagem que, apesar de tudo, se poderia encaixar numa espécie de estereótipo (o da "mulher gorda". Aspas aspas aspas)
Fiquei bastante curiosa em relação à autora e gostaria de ler mais livros dela para saber se o estilo de escrita é sempre assim ou se é apenas a personagem que... É assim. Agora, vou fazê-lo circular. :)
By : ladyxzeus
Vampire Princess Miyu (TV)
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Vampire Princess Miyu
Hirano Toshiki - AIC
Anime - 26 Episódios
1997
7 em 10
Depois de ver o OVA, fiquei com extrema curiosidade em saber mais sobre Miyu e o seu universo. Felizmente que, dez anos depois, fizeram uma série para a televisão que colmata bastante bem as falhas da instância anterior.
É-nos apresentada uma história que poderia ser de vampiros, mas que toma contornos bastante mais misteriosos do que a base das "criaturas que bebem sangue". Bebem sangue, sim, mas mantêm-se no seu universo paralelo sem interferir com os seres humanos na maior parte das vezes. Quando o fazem, são os "shinma" e para os impedir de perturbar a vida tal como ela é existem os "guardiões". Miyu é um deles. Com a ajuda de Larva, um misterioso aliado, e um coelho e a envolvência de uma outra guardiã com poderes gelados, Miyu sela e destrói - episódio a episódio - uma variedade de monstros e criaturas.
De forma delicada e quase melancólica, vemos como estas criaturas se envolvem nos assuntos das pessoas e perturbam as suas vidas, transformando-as - elas próprias - em seres que pouco se aproximam dos seres humanos. É a influência que os shinma têm sobre a população, mais ou menos a nível individual, que forma estas narrativas que - curtas - se unem em temas como obsessões, a família, dilemas. Isto torna toda a série numa experiência muito interessante, apenas melhorada pela produção utilizada.
Em termos artísticos, há todo um ambiente de escuridão e tristeza recorrente, apesar de a a animação não ser um ponto muito forte. São utilizadas técnicas muito em voga na época, que disfarçam bem um orçamento que pode não ter sido o mais adequado a uma série desta magnitude. No entanto, é de valorizar todo o ambiente criado em torno destes mitos e da história de Miyu, que ficamos a conhecer melhor (e que eu não resisto em adicionar à minha lista de cosplays, como podem ver no Cosplay Portfolio)
O ambiente geral é potenciado por uma banda sonora misteriosa e altamente minimalista, que faz uso de instrumentos tradicionais dentro do folclore do Japão. Estas músicas estão muito adequadas ao tema atemorizante da série e tornam tudo numa experiência bastante mais perturbadora.
Um anime que me ficará na memória e que recomendo que vejam.
By : ladyxzeus



