A Dark Place to Die
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A Dark Place to Die
Ed Chatterton
2012
Policial
E com este livro celebro o facto de ter terminado todos (ou quase todos!) os livros que sobraram da Convenção do BookCrossing 2013!! Viva! Viva!
Este é um policial algo estranho, visto que desde logo sabemos tudo o que se passa com todos os personagens, de todas as perspectivas possíveis. Mas os personagens não sabem. Ainda assim, é difícil manter a concentração e focar-nos na história destas pessoas e destes crimes, pois não existe mistério nem expectativa.
Temos um psicopata extremamente divertido e são as coisas que ele faz que tornam a leitura mais interesante, pois o tipo é totalmente passado da caixa dos pirolitos. No entanto, só mais para o fim é que ele teve o protagonismo devido. O herói Keane é muito sem sal, mas conseguimos identificar-nos com Koop, uma personagem que entra ao barulho mais tarde e que tem uma posição na vida muito simpática.
O mais interessante será talvez a linguagem, que viaja entre os vários sotaques da língua inglesa, fazendo uso de muita gíria local que dá um tom bastante realista aos diálogos e à narrativa em geral.
De resto, não é nada de especial. Agora vai viajar como RABCK. :)
By : ladyxzeus
Kanon
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Kanon
Ishihara Tatsuya - Kyoto Animation
Anime - 24 Episódios
2006
4 em 10
Toda a gente me dizia que Kanon, a versão de 2006, era genial e dos melhores romances que poderia haver por aí. A primeira coisa que eu disse quando comecei a ver, logo ao primeiro minuto, foi... "Mas isto é muita feio!" E não se ficou por aí. Os primórdios da KyoAni não trouxeram grande coisa ao mundo, como se verá.
Um jovem, igual a tantos outros jovens em tantos outros animes, costumava ir passar temporadas a uma cidade onde neva constantemente (é sempre Inverno). Deixou de ir durante sete anos e esqueceu-se de todas as coisas. Quando volta, encontra meninas e mais meninas do passado, que se lembram dele. Mas ele não se lembra delas. Depois elas têm problemas e ele vai-se lembrando. E depois não se passa nada.
O grande problema deste anime, já que a história já se viu em tantas outras ocasiões (feita de melhores e piores maneiras), são as personagens. Se temos um personagem principal insosso, com um sentido de humor um pouco preverso dentro do contexto, todos os elementos femininos acabam por formar um harém de atrasadas mentais. Porque todas elas estão infantilizadas, quer no design quer na personalidade, a um extremo tal que parece que todas as linhas da história estão a lidar com criancinhas da idade do Poupas Amarelo. Isto não só retira todo e qualquer realismo da história como é extremamente irritante. Uguu par aqui, uguu para ali, somos todos uguus, mas isso é muita chato e muita feio.
A arte é tenebrosa. Já falei dos designs das personagens: quando metade da tua cara, do meio da testa à boca, é ocupada por olhos, fica muito difícil de nos concentrarmos nela. Não existem grandes cenas de animação e os cenários são aborrecidíssimos. A neve em si não é aborrecida, cenários de Inverno até podem ser muito bonitos, mas neste caso não há nada de distinguível, não há detalhe, tudo é branco e ondulado, uma chatice completa.
Apesar de se chamar "Kanon" e de ter referências imensas a música clássica, a banda sonora não tem nada a ver com isso. OP e ED sem nada em comum com o teor da história e as outras músicas... Bem, parece simplesmente que estão a mais. As vozes são de uma irritância telepática, tornando todas as raparigas ainda mais idiotas, como se a essas vozes não estivesse associado um cérebro.
Um anime que desaponta bastante e que recomendo. Que não vejam. Nunca.
By : ladyxzeus
Love is Strange
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Love is Strange
Ira Sachs
Filme
2014
6 em 10
Depois de um jantar de aniversário, dirigimo-nos a assistir um filme fofinho, com pessoas para variar :)
Ben e George são um casal que vive junto há mais de quarenta anos. Quando o casamento entre homossexuais se torna uma realidade no seu estado, Nova York, realizam a cerimónia. Mas, a partir desse momento, Ben - que ensina música numa escola muito católica - é despedido por causa da sua orientação sexual. Assim, eles deixam de poder viver na casa que compraram e onde já viveram tantos anos. Assim, têm de se separar, para viverem com familiares e amigos até ao momento de encontrarem uma nova casa.
É um filme romântico e leve, apesar da tonalidade dramática que se vai preparando ao longo da narrativa. Os pequenos problemas diários nas novas casas acabam por não adquirir a dimensão necessária para comover em profundidade, mas ainda assim são realistas e acreditamos realmente neles.
O que efectivamente torna o filme num vencedor é a interpretação dos actores e a relação que criam entre as personagens. É extremamente verdadeira e honesta, com alguns momentos engraçados que ainda assim apenas acrescentam mais detalhes no drama que se vive.
O filme é ilustrado por música tragicamente romântica, Chopin aqui e ali, que apesar de tudo não deixa de dar uma tonalidade clara às situações que, mesmo quando são muito tristes, acabam por ser bastante leves.
O final foi um pouco desapontante, pois queria mesmo que fosse um final feliz. Mas foi um filme muito querido e gostei de ver.
By : ladyxzeus
The Ideon: A Contact
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The Ideon: A Contact
Tomino Yoshiyuki - Sunrise
Anime - Filme
1982
5 em 10
Aconteceu uma história engraçada com este filme e eu, mas fica para depois. É um filme do criador de Mobile Suit Gundam (Gandamu), que todos conhecemos e amamos. Mas é um pouco diferente.
O filme começa desde logo com uma imensa guerra entre duas entidades. Ambas consideram a outra parte como alienígena. Mas o certo é que nenhuma delas vive no planeta Terra. Apesar de tudo, como começam a perceber mais tarde, são ambas humanas. A guerra existe por uma razão misteriosa que não está muito bem explicada, mas está lá. E o filme desenvolve esta guerra, numa luta política de troca de reféns e por aí em diante.
Na verdade, é um filme resumo de uma série e, por isso, parece estar incompleto. As personagens estão mal desenvolvidas e todas as mortes (copiosas) são demasiado fáceis de aceitar, porque a realidade é que não conhecemos estas pessoas e não nos identificamos com elas. O filme continua, num outro filme, que procederei a ver e que poderá dar-nos uma luz um pouco mais completa sobre o que realmente se passa aqui.
Há um robot gigante tido como deus, mas esse conceito também não é suficientemente explorado para ter um verdadeiro interesse.
Para a época, a arte não é muito boa. Apesar dos designs de maquinaria e roupa serem interessantes, é tudo muito simples e a animação é muito básica, sendo que nas cenas de acção chega a ser um pouco dolorosa. A paleta de cores é reduzida e o sombreamento está muitas vezes mal aplicado, trazendo uma profundidade errática nas perspectivas. Em termos de cenário, limitamo-nos ao essencial.
O mesmo acontece com a música, que é parca. No final temos um tema lento, que não combina bem com a época e com o teor do anime.
Resta, então, ver a conclusão do filme. Mas as expectativas não são muitas.
By : ladyxzeus
Denpa Onna to Seishun Otoko
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Denpa Onna to Seishum Otoko
Shinbou Akiyuki - Shaft
Anime - 12 Episódios + 1 Special
2012
6 em 10
Há algum tempo que não via nada para o meu clube. Assim, foi com alguma elevação nas expectativas que achei por bem começar este curto anime.
Tudo começa quando um rapaz vai viver com a tia. Ele tem uma prima que desapareceu durante seis meses e, quando voltou, veio convencida de que tinha sido abduzida pelos aliens e que se tinha tornado num deles. E, ao início (primeiros quatro episódios) este é o tema essencial. E é realmente interessante, pois queremos realmente conhecer mais acerca desta pessoa. No entanto, a partir do momento em que a relação dos dois primos se estabelece num bom tom, a narrativa muda de perspectiva, passando a fazer uma tentativa de análise das coisas boas da adolescência e do crescimento pessoal do personagem principal. Isto, infelizmente, não era aquilo que queríamos saber. Depois, na revelação do que realmente poderá ter acontecido à rapariga, tudo toma uma forma muito fantasiosa, com uma falta de realismo que não joga bem com o teor da série até esse momento.
Os personagens são interessantes ao início, mas a partir do momento em que começam a evoluir acabam por cair, com muita rapidez, em conceitos cliché. Se ao início eram personagens extremamente curiosos, a forma como foram desenvolvidos tornou-os em apenas mais um lugar comum. O personagem principal é apenas mais um líder de harem. As raparigas são apenas as raparigas do harem. E é só isso. Infelizmente.
Em termos de arte, temos opções estilísticas muito modernas, com um uso (quiçá excessivo) de pintura a aerógrafo nos personagens. É que eu não acho muito sentido em joelhos coradinhos. No respeitante a cenários, temos algumas cenas bastante boas, sobretudo aquelas de visualização do céu, mas nada de espectacularmente atraente.
Na música, temos uma dicotomia flagrante. Achei a OP horrorosa, um pavor, uma dor. Mas a ED, adorei-a em todos os seus bocadinhos. Parenquimatosamente, temos temas que parecem ser o início para alguma coisa com mais interesse, mas que nunca continuam para além de si próprios.
Uma série agradável e com o seu interesse, mas que se desenvolveu de forma muito pouco original.
By : ladyxzeus
Re: Cutie Honey
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Re: Cutie Honey
Anno Hideaki - Gainax
Anime OVA - 3 Episódios
2004
7 em 10
Uma espécie de remake de série dos 70s que ainda não vi (mas vou ver).
Como sabem, não sou exactamente a maior apreciadora de maminhas balançando e gente nua a fazer coisas de gente nua, seja em animes seja em filmes com pessoas. No entanto, Re: Cutie Honey foi uma surpresa genial.
Cutie Honey é uma heroína que luta contra as forças do mal. No entanto, as forças do mal estão sempre a tirar-lhe a roupa, que se desfaz frequentemente, para além de também boiarem para cima e para baixo frequentemente. Mas, no caso deste pequeno OVA (cerca de duas horas e meia), o resultado está para lá do hilariante. Com uma história muito simples, vemos personagens com que nos identificamos imediatamnete a viver aventuras altamente desnudadas, numa sequência de acção, terror e muitas cores que só para mesmo no final.
Estes personagens são bastante unidimensionais, caracterizados apenas pelos seus traços principais, mas isso não é mau no contexto narrativo. Rapidamente se tornam queridos para nós, Honey com a sua simplicidade, Na-chan com a sua agressividade... E pela amizade que se forma entre todos, que evolui de forma consistente ao longo dos três episódios. O conceito por detrás de Honey também capta bastante o interesse, já que ela é um cyborg que vai obtendo características humanas à medida que o tempo decorre, coisas como a fome e a capacidade de amar.
A animação, por si só, é bastante fraca. Mas é largamente compensada por uma opção estilística muito moderna, com um excelente uso da paleta de cores e das perspectivas, tornando cada cena numa delícia explosiva. As expressões dos personagens dentro de cada contexto são impagáveis, coisa que é acrescentada por um conjunto de vozes bem escolhido, especialmente nos personagens secundários.
Finalmente, nada disto poderia existir sem uma banda sonora implacável, um pop açucarado sem precedentes, com temas de ironia constante que dão vontade de ouvir uma e outra vez.
Um anime que me fez rir como há muito não acontecia neste universo.
By : ladyxzeus
Roujin Z
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Roujin Z
Kitakubo Hiroyuki - TV Asahi
Anime - Filme
1991
7 em 10
Será que aqui a je vai voltar ao hábito de ver um filme de anime por dia? Talvez sim. Talvez não.
Depois de Wrinkles, foi com alguma surpresa que me calhou este filme também sobre a temática dos idosos. Desta vez com uma interpretação um pouco mais futurista. Num assunto que ainda se mantém actual, ao longo deste filme vemos as consequências que uma tecnologia ultra-prática pode ter na vida das pessoas mais velhas que estão acamadas e dependentes de outrém.
Um velhote é levado da sua casa para ser a cobaia de uma nova máquina que permitirá a juventude ter mais independência: com ela, deixarão de ter de tomar conta dos seus avós ou pais, pois a máquina é uma unidade fantástica de cuidados intensivos que toma conta de todos os aspectos, das necessidades físicas ao exercício e alimentação. Mas será que a pessoa que está lá instalada é feliz? Começa o debate quando a enfermeira do senhor decide salvá-lo. Com isso, a máquina acaba por ganhar uma personalidade e o caos na cidade acontece.
O tema é muito interessante e o resultado é bastante engraçado. De uma forma leve e cheia de entretenimento, é-nos permitido pensar sobre que destino real dar aos nossos velhinhos, se colocá-los dependentes de maquinaria é realmente uma coisa boa. A conclusão, terão de ser vocês a ver. ;)
A animação tem os seus momentos, sendo que toda a tecnologia tem designs práticos e lógicos, que tornam tudo numa experiência acreditável. Não é exactamente um poço de excelente produção cinematográfica, mas está bastante aceitável e os detalhes são divertidos.
A banda sonora serve como complemento, sendo que a ED tem um ritmo pleno de felicidade, trazendo ao filme uma nota final positiva.
É uma experiência interessante e, portanto, recomendo.
By : ladyxzeus
