Ernest et Célestine
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Ernest et Célestine
Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner
Animação
2012
7 em 10
O pessoal pode ter ficado a beber na festa do cosplay, mas eu continuei a party em local longínquo, muito mais caseiro e muito menos bezano, como eu gosto e aprecio. Procedemos a movie party, continuando na nossa eterna maratona de filmes de animação. Como eu os adoro, não me faz diferença nenhuma. Viva o Qui por os escolher tão bem :)
Neste filme existem apenas ratos e ursos. Célestine é uma ratinha que tem como trabalho encontrar dentes de ursos, para entregar no dentista. E Ernest é um urso pobretanas cheio de fome, que não consegue uns trocos a tocar mil instrumentos na rua. Depois de se encontrarem, começa, devagar devagarinho, a criar-se uma bonita amizade.
Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.
Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.
Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>
Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.
Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.
Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>
By : ladyxzeus
Winter Masquerade Ball II
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Winter Masquerade Ball II
Evento
No seu segundo ano, talvez já se possa considerar tradição de que em Janeiro há festa de arromba organizada pela Associação Portuguesa de Cosplay. Como no ano passado não pude ir, por motivos de estudos, estava extremamente curiosa em relação ao que a noite nos reservava.
Começam os preparativos. Considerava levar o meu cosplay de Utena e apanhar a primeira piela do ano em companhia de pessoas mascaradas. Mas depois colocou-se uma questão retumbante dentro da minha vida pessoal. Ocorrem diálogos e chego à conclusão de que um baile é também um sítio onde as pessoas praticam a milenar arte do engate. Não que alguém me queira engatar, pois sou uma velha horrível, cansada e acabada. Mas tem de se chegar a um acordo consensual entre duas partes tão importantes. Ficou combinado que estaria em Almada pelas dez da noite, mais coisa menos coisa.
Por isso, não seria prático levar cosplay. Assim, decidi por uma farpela condizente com o código de vestuário "semi-formal", com uma estranha temática canídea. Dirigi-me ao local fazendo uso da minha aplicação de GPS no telefone, que continua sendo um pouco inútil pois eu não sei distinguir a direita da esquerda. Após um quilómetro de caminho entre o metro e a rua do bar em causa (pois, enganei-me logo na primeira volta), encontro um local cheio, apinhado, de pessoal dumaw. Metaleiros, sim. A fumá-las à porta do sítio onde era suposto eu ir, a Fábrica 22.
Cheguei um pouco cedo de mais, mas assim que bateram as sete horas obriguei a portaria a vender-me um bilhete, apesar de ainda não terem troco. Vieram dar-mo depois. E assim estreei o bar com uma bela mini.
O bar, diga-se de passagem, estava claramente planeado com um objectivo em mente: colocar o pessoal todo bezano. Shots a um euro é demasiado barato. A mini tassbem. Mas podiam ter oferecido um coquetel pelo preço do bilhete, em vez do copo de sangria. Diziam que estava boa, mas não provei porque hoje em dia os binhos caem um pouco mal quando tenho o estômago vazio.
Em termos espaciais, é um local agradável, com muitas salinhas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Segundo as fotografias, a coisa estava à pinha. Um terraço exterior com palmeiras luminosas e um baloiço: era o sítio onde se estava melhor. Um palco. Durante o tempo em que lá estive, muitas pessoas jogaram um jogo de dançar, em que tinham de repetir movimentos de uns bonecos no ecrã. Parecia muito giro.
Conversando por aqui e por ali, actualizando coisas sobre coisas, comentando isto e aquilo, passou-se muito bem o tempo. Quatro mines e uma garrafa de água depois, chegou-se à conclusão de que a casa de banho existente no espaço era em número insuficiente para a quantidade de xixi que uma cerveja produz.
E lá fui embora, sem tirar uma única foto, mas com muita pena de não ter ficado para ver a parte mais agressiva da festa. Que seria o momento em que a música que eu requestei, "azinimagas" da sagrada Valesca Popozuda, começaria a tocar e toda a genta partilharia bactérias naquilo que seria considerado o mosh do seculorum.
Fica para a próxima. Até lá!
By : ladyxzeus
Star Driver
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Star Driver
Igarashi Takuya - Bones
Anime - 25 Episódios
2010
7 em 10
Como souberam, eu vi o filme sem saber nada acerca da série. E o filme deixou-me muito curiosa acerca dela. Então, assim, chegou a altura de ver o que realmente se passava aqui. Gostei muito!
Um jovem misterioso é encontrado na praia de uma ilha. As pessoas dessa ilha, aliás, os estudantes, estão envolvidos num estranho rito em que conduzem e evoluem uma espécie de robots, os Cybodies. Para isso precisam de umas máscaras especiais. Mas, de repente, o tal jovem misterioso da praia também tem um Cybody! E sem máscara! E numa série de épicas explosões, lutam uns contra os outros. Pelo meio, ficamos a saber um pouco mais sobre os personagens.
Em termos narrativos, o ritmo é simples, uma espécie de "monstro da semana" em que o nosso Galactic Pretty Boy tem de lutar contra inimigos cada vez mais fortes e com diferentes especificidades. A história está cheia de conceitos misteriosos e apoia-se, sobretudo, no desenvolvimento das personagens. Estas são bastante simples, embora tenham personalidades vincadas e bem definidas. Cada uma destas pessoas tem a sua história e as suas razões para estar envolvida com estes robots e ter de lutar, mas apesar de tudo nenhuma dessas histórias é especialmente fantástica, emocionante ou comovente. Acho que a série peca por ter demasiados personagens, sendo que quase todos são introduzidos logo no início, o que torna um pouco difícil manter a concentração nas histórias de todos e de cada um.
O que mais me impressionou foi, sem dúvida, a animação. Em termos artísticos, no que respeita a cenários e a designs, temos um detalhe extraordinário, com um excelente uso da cor e brilho em momentos como a visualização do céu nocturno ou do mar. No design de roupas de personagens, por vezes as opções não foram as mais sábias. No que respeita à animação propriamente dita, temos sequências simplesmente extraordinárias, sobretudo nas lutas entre os robots, com coreografias muito bem pensadas e uma boa mistura de perspectivas, tanto das pessoas como dos cybodies. Infelizmente, há utilização de algumas sequências em todos os episódios, aquelas da transformação, o que - embora se torne numa rotina não de todo desagradável - demonstra um pouco de falta de imaginação.
O anime é muito musical, existindo em todos os episódios utilização de várias peças vocais, cantadas pelos personagens. Digamos que cada personagem tem o seu tema. Isto torna a série numa experiência muito divertida. Em termos de OPs e EDs, temos o expectável para um shounen.
No fundo, esta série é muito típica dentro do género, mas toda ela tem uma aura OTT que me agradou por demais. Gostei imenso e recomendo.
By : ladyxzeus
Vinte Anos e Um Dia
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Vinte Anos e Um Dia
Jorge Semprún
2003
Romance
Recebi este livro no BookCrossing e estava desejosa de o ler, pois é sobre um assunto que me interessa: a Guerra Civil Espanhola. No entanto, por alguma razão, não me cativou.
Da perspectiva de um Narrador obscuro, a história segue a visita de um americano a uma aldeia espanhola, em que se comemora uma certa data através de um ritual um pouco macabro seguido de celebrações. Há vinte anos um dos membros daquela casa foi assassinado por revoltosos e a festa simula esses acontecimentos. Este ano, nos cinquentas, será a última vez em que isso acontece. Para percebermos melhor as consequências destas festas, aprendemos mais sobre as várias personagens que habitam esta casa neste momento, com especial ênfase para Mercedes, a dona, que na sua juventude viveu diversas aventuras eróticas com seu marido, o falecido.
Infelizmente, pareceu-me que todas estas "aventuras" calharam como desnecessárias e apenas mote para dar um pouco mais de vivacidade à narrativa. O "Narrador" perde-se constantemente nas memórias das personagens e nos seus próprios acontecimentos, coisa que é explicada quando finalmente se revela quem ele é. Esta revelação é inesperada mas um pouco desapontante. De qualquer forma, todo o estilo narrativo acaba por ser um pouco cansativo e pouco inspirador à leitura.
Para mim as partes mais interessantes são aquelas da perspectiva do inspector franquista que está presente na festa, pois são elas que relatam com mais exactidão os acontecimentos vividos durante esta época.
Há também uma insistência um pouco irritante no tema da virgindade feminina, que me pareceu exagerada e criadora de um dilema onde, na verdade, não existe dilema nenhum. Talvez na perspectiva dos personagens tal seja importante, mas o facto de mãe e filha partilharem do mesmo trauma (que não é um trauma) figurou como desnecessária.
Desapontou-me bastante.
By : ladyxzeus
Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin - Extra Chorus
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Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin - Extra Chorus
Sudou Tomonori - ufotable
Anime - Filme
2013
6 em 10
Para saberem mais sobre os outros filmes de Kara no Kyoukai, cliquem aqui.
Este filme é um extra e complemente ao Mirai Fukuin, filme da saga lançado em 2013. Num curto espaço de tempo, meia hora apenas, são-nos dadas a conhecer duas histórias pequeninas, que no final se relacionam levemente.
Primeiramente conhecemos a história de um gato, de quem Shiki tem de tomar conta até se arranjar um novo dono. Nesta história há pouco para dizer, pois se resume à interacção dos personagens com este animalzinho, que tem uma paixão por Mikiya. Na segunda parte, acompanhamos duas raparigas que tinham aparecido como personagens secundárias nos filmes anteriores da saga. Nesta parte há mais acção e dilemas, mas pouca coisa. No final, o gato é adoptado.
Este filme aparece, então, como uma espécie de "brownie" para os fãs da série. As relações entre os personagens, especialmente Mikiya e Shiki, são fortalecidas, o que é realmente uma coisa agradável e bonita de se ver. Em termos narrativos, nada de especial acontece, mas a forma como as duas histórias se interligam é engraçada.
A arte é de topo, mas desta vez não há cenas de acção evidentes que demonstrem a qualidade da animação. Shiki tem muito pouca acção e movimentos, o que é uma pena, e os momentos resumem-se a uma das raparigas da segunda história atirando com objectos na direcção da outra.
Na música, infelizmente, o filme não passa a excelente banda sonora das instâncias anteriores. Apesar da música final ser apropriada, foi pouca coisa para aquilo que nos habituámos a esperar.
Recomendado, mas apenas para os fãs da série.
By : ladyxzeus
Pasolini
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Pasolini
Abel Ferrara
Filme
2014
6 em 10
Todos os anos, pela altura do Natal, o Fonte Nova - centro comercial perto da minha casa - faz uma promoção envolvendo bilhetes de cinema. Um voucher para bilhetes duplos foi utilizado neste filme.
Pasolini foi escritor e cineasta italiano, activo nos anos do rescaldo pós-guerra e na corrente comunista que então lutava para se afirmar na estrutura política decorrente. O seu filme mais famoso chama-se "120 Dias de Sodoma" e eu nunca o vi nem o quero ver, pois aparenta ser centrado de roda de todo o tipo de actividade sexual. Neste filme assistimos aos últimos dias deste autor, em que ficamos a conhecer um pouco sobre a sua visão sobre a vida, em diversas entrevistas e cenas soltas, e sobre o filme que planeava fazer logo antes da sua morte, de contornos trágicos e misteriosos.
Enquanto que os diálogos das entrevistas são muito bem conseguidos e nos dão realmente a ver as diversas facetas deste autor, as cenas diversas da vida actual e passada estão centradas na sua homossexualidade, acabando por definir a pessoa apenas como móbil sexual em vez de ser humano e definido. O grafismo das cenas não choca, pois aparece desadequado e mal integrado com o resto do filme. No entanto, a interpretação dada àquele que teria sido o seu último filme é bastante engraçada e serve bem como uma espécie de homenagem. Talvez uma melhor produção nos efeitos especiais tivesse tido um efeito visual mais agradável, mas tal como está também fica bem divertido e foi talvez a minha parte preferida do filme.
Quanto ao momento da morte, a verdade é que não se sabe muito sobre o que realmente aconteceu. Assim, o filme foi obrigado a tomar uma certa liberdade na interpretação dos factos conhecidos, sendo que oferece uma nova perspectiva. Esta é bastante plausível, tendo em conta o que nos foi apresentado sobre Pasolini anteriormente, não deixando nunca de ser injusta e trágica.
Apesar das falhas o filme deixou-me extremamente curiosa em ler os escritos de Pasolini, pelo que procederei a arranjar alguns.
By : ladyxzeus
Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise
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Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise
Mizushima Seiji - Toei Animation
Anime - Filme
2014
6 em 10
Filme muito recente que nos oferece um novo tipo de visionamento, com um estilo de animação ainda pouco explorado. No entanto, o resultado fica aquém das expectativas.
Apresenta-nos uma história original: neste universo os seres humanos estão reduzidos a informação numa rede de internet. Uma agente deste mundo dirige-se ao planeta Terra, onde as pessoas ainda têm corpo, para descobrir o paradeiro de um hacker que poderá por em perigo a existência humana tal como se conhece nesse momento. Acompanha-a um humano real, Dingo. Ainda assim, pareceu-me que este mundo de influência cyberpunk poderia ter sido melhor explorado, pois tem detalhes sobre os quais gostaria de ter sabido mais.
Os personagens sofrem um desenvolvimento muito típico, sendo que o mais interessante ao longo do filme é a sua relação e diálogos, à medida que ambos aprendem mais sobre o mundo um do outro. No entanto, a estrutura da narrativa é muito igual a tudo o resto que vamos vendo e, assim, não se distingue pela positiva. Em termos de designs, pareceram-me um pouco ilógicos e a chamar claramente por fanservice, o que dentro do contexto é bastante desnecessário (e até um pouco surpreendente, tendo o filme cunho da Toei)
O que realmente distingue tudo isto dos outros filmes que foram saindo ao longo do ano são a arte e animação. Primeiramente, é um filme puramente digital e 3D. No entanto, o efeito tridimensional é amaciado com uma pintura em cell-shading. É uma técnica que vem sendo utilizada ultimamente em pequenas sequências, pelo que um filme de longa duração em que a utilizam é sem dúvida uma boa novidade. No entanto, tudo isto não funciona bem pois não há atenção nos detalhes. Os movimentos dos personagens parecem demasiado fixos e pouco plásticos, sendo que também as cenas de acção sofrem bastante com a falta de fluidez. Em termos de cenários e sua animação, este estilo pode parecer um pouco estranho.
Musicalmente, temos uma boa panóplia de sons, entre o techno e o rock, primorosamente encaixados nas sequências respectivas.
Um filme curioso e bom para quem gosta de curiosidar, mas que certamente irá envelhecer pessimamente.
By : ladyxzeus


