Young Frankenstein
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Young Frankenstein
Mel Brooks
Filme
1974
7 em 10
Chegados a casa em noite de tempestade, faço o pedido: vamos ver um filme com pessoas para rir. E o Qui desencantou este filme. 8D
Inspirado nas personagens do livro original, Young Frankenstein é um tributo em forma de comédia a todo o franchise antiquado "Frankenstein". Mantendo personagens e conceitos fiéis ao livro, acrescenta-lhes um twist cómico que dá azo a demasiadas gargalhadas.
O trisneto do Frankenstein original não acredita no trabalho das gerações anteriores. Apenas quando se desloca à Transilvânia começa a trabalhar nisso, ficando totalmente obcecado com a ideia de reanimar tecido morto. Com ajuda dos seus assistentes, Igor e Inga, consegue criar "A Criatura", um ser enorme mas com um cérebro anormal, que o torna numa pessoa extremamente simples, delicada e ao mesmo tempo perigosa. No final, depois de muitas voltas, obtemos o mesmo elemento moral do livro original: apesar de todos termos medo da Criatura, ela não quer fazer mal a ninguém.
O elemento cómico é obtido por séries de gags que apenas são melhorados pela capacidade dos actores. Igor, sobretudo, é um personagem hilariante e muito simpático. Também as situações em que aparecem grandes discursos altamente filosóficos, fazem com que até os mais fortes se desfaçam em risos.
O filme está a preto e branco, em homenagem aos filmes antigos do Frankenstein, mas isso apenas o melhora. Todo o ambiente é de puro terror, com trovoadas, nevoeiros e lobos a uivar. Mas tudo isto aparece em oposição a um conjunto de personagens tão fabuloso que o efeito final é irónico e apenas nos faz gargalhar mais.
Das melhores comédias que vi ultimamente, recomenda-se.
By : ladyxzeus
Fate/stay night: Unlimited Blade Works
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Fate/stay night: Unlimited Blade Works
Miura Takahiro - ufotable
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10
Para saberem sobre a primeira versão deste trabalho, por outro estúdio, cliquem aqui. Para saberem sobre a prequela Fate/Zero, cliquem aqui e aqui.
Baseado na Visual Novel de mesmo nome, que nunca irei jogar, este anime é uma versão revista e melhorada do argumento daquela, com uma animação merecedora que a primeira versão - acima - não lhe conseguiu dar. Infelizmente, apesar de todos os fãs acérrimos gritarem o contrário, ainda não é desta que temos um trabalho perfeito.
Em termos de história, já conhecíamos as bases da guerra em questão por causa de Fate/Zero. Assim, o interesse principal encontra-se nas personagens e nas relações entre elas. Ora, a partir do momento em que os próprios entendedores reduzem as personagens a números, estatísticas e valores, como se fossem meros peões, todos os traços de personalidade se perdem. Para mais, existem muitos factos que passam ao lado de quem está simplesmente a ver o anime e não tem qualquer interesse na novela visual.
Ainda assim, os servants - classe de personagens que luta entre ela - têm um certo fascínio inerente que não posso deixar de ignorar. Na verdade, a curiosidade de saber quem são, qual o seu passado e porque stão aqui, é que me motiva a ver este anime. Entre os Masters, temos dois personagens principais que, no âmago da sua adolescência, não conseguem ultrapassar o estigma do género. Para uma segunda season espera-se uma evolução mais patente de todos os elementos, pela qual espero ansiosamente. Afinal, é nas relações entre os personagens que se vai decidir o resultado desta guerra.
Em termos de animação, temos gráficos ao nível que o estúdio já nos habituou. No entanto, a insistência em cenas nocturnas com uma paleta de cores escuras difíceis de distinguir (pelo menos para os meus olhos partidos) não foi uma opção artística muito bem conseguida. Ainda assim, o detalhe dos cenários e a utilização de fontes de luz torna tudo bastante agradável. Em termos de cenas de acção, a maior parte delas passa-se durante a noite o que, como disse, não é a melhor coisa para quem é cegueta. Acho que o talento destes animadores seria muito melhor demonstrado se tudo se passasse com cores mais vivas.
Musicalmente, não encontrei nada de extraordinário nem na OP nem na ED. No parênquima temos algumas peças corais que dão valor às cenas em que estão inseridas.
No geral, um anime inferior à sua prequela, sobretudo pela falta de diálogos interessantes e pela redução dos personagens a momentos conceptuais. No entanto, ainda falta uma segunda season, pelo que teremos que aguardar para tecermos as considerações finais.
By : ladyxzeus
Blue Drop
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Blue Drop
Ohkura Masahiko - Gonzo
Anime - 13 Episódios
2007
5 em 10
Este anime propõe-nos um misto de fatia de vida com ficção científica, em que acompanhamos o desenvolvimento da relação entre duas raparigas numa escola com internato feminino.
Mari é a única sobrevivente de um desastre em que toda a sua cidade foi dizimada. Quando a sua avó a envia para uma escola feminina, não se sente muito motivada. Lá, faz amigos e descobre uma relação especial com uma rapariga, que se vem a revelar uma entidade alienígena enviada para saber mais sobre a espécie humana, Qual a relação disto com os acontecimentos que levaram à destruição da cidade de Mari?
Infelizmente, o anime falha nas duas preposições sugeridas. Em termos de fatia de vida (ou slice of life) não há muitos elementos coerentes com o género. A vida na escola não está bem detalhada ou ilustrada, sendo que a acção principal se dá na tentativa de criação de uma peça de teatro para o festival da escola. As personagens secundárias não estão estabelecidas de forma a que o interesse seja captado para esta vertente da história. Do outro lado, temos um pouco de ficção científica, em que existem relações entre personagens um pouco mais fortes. No entanto, também não há grandes explicações sobre quem é esta gente e o que querem de nós.
A animação tem traços simples, que por vezes são suficientemente expressivos, misturados com maquinaria em CG que calha realmente muito mal. Este misto de técnicas não funciona bem e acaba por aparentar estar a mais, sendo que não se percebe realmente a necessidade de mostrar a tecnologia alien, pois pouco se fala dela.
Existe um ponto positivo, que é a música. Peças contemplativas ajudam-nos a entrar num universo calmo e de poucas expectativas.
O final é bastante interessante, mas dá a sensação de que este anime tem algum tipo de seguimento (talvez no manga?) e que serve como prequela a alguma coisa.
Uma série que não capta a atenção.
By : ladyxzeus
Kaguya Hime no Monogatari
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Kaguya Hime no Monogatari
Takahata Isao - Studio Ghibli
Anime - Filme
2013
7 em 10
Este filme da Ghibli baseia-se numa história do folclore Japonês, a história do apanhador de bambu. Conta essa lenda de que um apanhador de bambu, velhote, encontrou uma criança dentro de um pau de bambu. Essa criança cresce para se tornar numa princesa, mas depois - no dia 15 de Agosto - tem de partir para de onde veio: a lua.
É bom saber desde logo a história, porque este filme apenas a conta insistindo com algum detalhe na vida diária da Princesa Kaguya. Não existem grandes variações e as personagens continuam bastante simples, de uma maneira verdadeira para com a lenda original. Apenas Kaguya, a princesa, encontra dentro dela uma certa dúvida: ela ama a natureza e deseja viver livre, ao contrário dos seus pais adoptivos que se convencem que ela merece ser uma princesa de riquezas incomparáveis.
A história pode dividir-se em duas partes: a infância e a vida adulta. Durante a infância, vemos as maravilhas da natureza e o filme é bastante leve e alegre. O peso vem na segunda parte, em que a princesa vive encerrada num palácio. De todas as formas, ficamos a conhecer bastante a vida na época Heian, tanto no meio urbano como rural. Causou-me impressão, no entanto, a linguagem utilizada que - apesar dos meus parcos conhecimentos de Japonês - não aparentava ser nada apropriada à época retratada no filme.
O ponto forte da película é a arte e animação. É muito, muito simples, com traços directos e aguarelas, o que pode tornar-se um pouco cansativo. No entanto, existem algumas cenas, nomeadamente quando a mente da princesa foge para o campo, em que a animação se torna bastante experimental e numa visualização bastante curiosa e expressiva.
Noutra nota, aponto para a música. O mesmo tema é repetido em variações diversas, utilizando um instrumento de que gosto muito, o koto. É raro ouvi-lo no contexto de anime, pelo que a sua interpretação se torna dinâmica e refrescante.
Não é um filme que recomendaria à primeira, mas acho que não se perde nada em vê-lo.
By : ladyxzeus
The Book of Life
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The Book of Life
Jorge R. Gutierres
Animação
2014
8 em 10
Tinha curiosidade em ver este filme porque andava a ver muita gente por aí com desejos de fazer cosplay destes designs. No final, revelou-se uma aventura e pêras e um excelente filme de animação.
Pegando nas lendas mexicanas do Dia de los Muertos, que é o nosso Dia de Todos os Santos, seguimos uma aventura sobre a descoberta de si próprio de um trio de personagens fantástico. Duas entidades relacionadas com o mundo dos mortos fazem uma aposta: qual dos rapazes, Manolo ou Joaquin, será escolhido por Maria para se casarem. Eles crescem e tornam-se pessoas muito diferentes. Manolo é treinado para ser toureiro, mas o seu sonho é tocar guitarra. Joaquin é o novo herói da cidade. E as figuras místicas interferem com as suas vidas, de forma a que viajamos também ao mundo dos mortos, daqueles que são lembrados e daqueles que são esquecidos.
Isto é um tema que me fascina, isto da morte. E os universos estão feitos de tal forma que não parece nada mau estar lá. Pelos vistos, segundo as lendas mexicanas, morrer é apenas ir para uma festa! A animação cheia de luz e cor ajuda a recriar este ambiente. Falando na animação, fica também uma nota para o design dos personagens. Baseando-se na estrutura de bonecos de madeira, todos eles primam pela facilidade de movimentos e detalhe na sua criação.
É um filme muito musical, que pega em músicas que todos conhecemos da nossa cultura pop-rock. Se o tema final, o dueto, não tem graça nenhuma e acaba por parecer pouco em comparação com o resto do filme, existe um manifesto anti-tourada de extrema beleza. Todas as vozes estão muito apropriadas, com o sotaque espanhol misturado no inglês.
É um filme cheio de graça, uma caricatura simpática da ideia que um americano pode ter da cultura latina e mexicana. Os detalhes das piadas são apoiados por uma série de personagens secundários muito fortes e, no geral, é uma bonita história de amor e de crescimento pessoal.
Recomendo vivamente!
By : ladyxzeus
The Irresponsible Captain Tylor
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The Irresponsible Captain Tylor
Mashimo Koichi - Tatsunoko Productions
Anime - 26 Episódios + 10 OVA
1993
6 em 10
Pela primeira vez em eras um an ime de comédia de que realmente gostei. É o primeiro anime do ano 2015 e estive a vê-lo no Asimov, o meu portátil, pois o Zizi, o meu desktop, está para arranjo durante tempo indeterminado.
Tylor é um tipo que quer ter uma vida simples e sossegada. Por mero acaso, torna-se capitão de uma nave espacial. A partir daí todas as coisas que podem correr mal seguem a lei de Morgan. Porque Tylor não foi talhado para a vida de capitão de naves espaciais e faz tudo ao contrário. Apesar disso, acaba por ter muita sorte e as coisas resolvem-se sempre pelo melhor.
Na história, acompanhamos as aventuras e desventuras de Tylor e as consequências da sua irresponsabilidade. Conseguimos com isso um efeito muito engraçado, com momentos cómicos com fartura que funcionam pelo facto de não serem ridículos ou exagerados. As consequências das acções dos personagens são engraçadas porque fazem sentido dentro do contexto. Depois, há uma história paralela sobre um reino inter-espacial que procura saber mais sobre Tylor e o persegue, mais coisa menos coisa, que forma a linha essencial da história e adiciona mais personagens interessantes.
Estes, os personagens, podem inserir-se dentro de estereótipos, sem os ultrapassar e sem procurar muito mais para além deles. Sofrem algum desenvolvimento a mais nos OVAs, mas no geral são personagens bastante simples, o que é bom para o efeito cómico pretendido para as suas acções. A parte boa é que o anime, através deles, não se expõe ao ridículo e leva-se, com conta, peso e medida, a sério, não se permitindo cair dentro dos tropes cómicos presentes nos animes do género inseridos na sua época.
Em termos de animação, não existem muitas cenas de acção espectaculares que a demonstrem.No entanto, temos uma arte bastante boa para a época, que toma em atenção o detalhe nos movimentos. Para mais, as expressões dos personagens são cuidadas e nunca pecam por exagero, problema frequente nas comédias do passado vintage.
Musicalmente, temos uma OP muito interessante, com uma animação de nível, mas de resto há pouco a apontar. Por vezses são utilizadas peças eruditas bastante conhecidas, que acrescentam bastante nos efeitos pretendidos.
É uma série representativa que nunca deixará de cativar. Assim, recomendo-a aos apreciadores de space operas com um conteúdo menos pesado.
By : ladyxzeus
The Firm
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The Firm
John Grisham
1991
Policial
Este foi tanto o último livro de 2014 como o primeiro de 2015. Portanto não é nem um nem outro e está no limbo. Recebi-o num rabeque de aniversário do BookCrossing em que se podia escolher qualquer um dos livros disponíveis da pessoa em questão. Escolhi este por puro acaso.
É um policial sobre o universo dos advogados americanos, que é um pouco diferente do nosso. Mitch McDeere é um jovem advogado acabado de sair da faculdde a quem é oferecido um emprego genial, onde lhe pagam muito e lhe dão carro e casa e promessas de uma vida estável. No entanto, passado pouco tempo é contactado pelo FBI, onde lhe dizem que a firma onde se encontra é uma fachada para negócios da máfia. Dividido entre manter-se na firma e ajudar o FBI, McDeere recolhe imensos documentos por vias estranhas, intensamente descritas.
O livro pareceu-me demasiado longo e descritivo para o tema em questão. Na verdade, há muitos aspectos que não são relevantes e totalmente inconsequentes, como por exemplo o caso nas ilhas Caimão. Toda a narrativa parece estar estruturada a pensar desde logo na criação de um filme ^(que efectivamente existe e é com o Tom Cruise, mas que eu não vi), isto é, todas as acções - mesmo as irrelevantes - são detalhadas de forma a podermos saber coisas como a direcção em que cada personagem olha.
A progressão é muito lenta e apenas a parte final me suscitou um verdadeiro interesse sobre o que se ia passar a seguir. Fiquei com muita pena do cão, que não tinha culpa nenhuma, E também do Lamar Quin, que até era uma pessoa simpática.
Parece-me que teria valido mais a pena ver o filme, o que no meu caso é uma coisa muito rara de se dizer.
By : ladyxzeus