• Uchuu no Stellvia

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    Uchuu no Stellvia
    Satou Tatsuo - Xebec
    Anime - 26 Episódios
    2003
    5 em 10

    Tinha escrito uma review toda catita, mas o firefox crashou e apagou-ma toda. Portanto fica aqui mais resumida:

    A história tem partes que não fazem sentido e no fundo isto é um fatia-de-vida no espaço, em ambiente escolar. Só que não tem as cenas espaciais, portanto podia passar-se noutro sítio qualquer.

    Os personagens são bastante simples e o seu desenvolvimento é relativo apenas às suas relações interpessoais de amor e amizade, sendo que não se explora o facto de poderem todos morrer a qualquer momento com excepção de uma lágrima ou outra.

    A arte é bastante má. Não aprecio o estilo da época, mas neste caso parece-me especialmente desiquilibrado. A maquinaria está em CG e é medonha. Podiam ter aproveitado o facto de estarem a flutuar no vácuo para mostrar coisas bonitas, mas não o fizeram.

    Das músicas, só a OP tem interesse, pois estabelece um ambiente calmo para o anime.

    Não recomendaria.

    E a minha review original era muito, mas muito, mas infinitamente muito mais interessante. Odeio o firefox, mas também odeio a google, portanto nada posso fazer.
  • Venus Wars

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    Venus Wars
    Yasuhiku Yoshikaze - Shochiku
    Anime - Filme
    1989
    6 em 10

    Vi este filme por recomendação do Qui, que o tinha em cassete quando era um Qui pequenino. Depois vim a reparar que já estava na minha Plan to Watch, o que é sempre uma coisa boa. :)

    Filme que pertence bem à sua época, trata de uma guerra em Vénus, planeta que sofreu com a aquosidade de um asteróide e, agora, se encontra habitado. E em guerra, mas isso é um detalhe. Os nossos personagens principais, no meio de uma grande confusão e de forma puramente acidental, vêem-se envolvidos nesta guerra de ataques e contra-ataques, sendo que o nosso jovem protagonista vai parar mesmo às linhas da frente. A sua sorte é que tem um talento inato para conduzir umas motas-monociclo e vai-se safando das explosões.

    O filme poderia ter apresentado muito mais complexidade no tema, se falasse com mais profundidade dele. O dilema da guerra foi apenas abordado num curto diálogo, sem dúvida o mais interessante do filme. Em termos de personagens, parecem-me ser demasiados, o que torna a sua existência bastante inconsequente. Eles vão desaparecendo ao longo do filme sem qualquer tipo de explicação e o seu envolvimento na narrativa fica muito limitado. Assim sendo, questionamo-nos porque apareceram em primeiro lugar. Se de certa forma podem existir para ilustrar a vida normal, fora da guerra Venusiana, estas imagens não duram tempo suficiente para nos convencer da sua veracidade.

    AA animação tem momentos bastante interessantes, sendo que as cenas de acção são quase todas perseguições nestas máquinas de uma só roda e explosões bastantes. Em algumas partes há uma bizarra mistura de imagens fotográficas com animação. De resto, o filme aparenta ter uma boa produção mas não há nada de especialmente distinguível de outros filmes da época com temas semelhantes. Fica a nota de que a maquinaria tem um design bastante interessante e realista, sobretudo porque na maioria das vezes (como seria normal na realidade) não funciona muito bem.

    No som, há uma variedade de efeitos sonoros muito habituais dentro desta década, com pequenas peças nas cenas de acção que nos remetem para outros trabalhos. A ED é o power-pop de sempre, mas tem uma boa energia para finalizar toda a sequência de acções.

    Sem dúvida que o melhor do filme são os pequenos detalhes que poderão passar desapercebidos a um olhos menos treinado. Pequenos dizeres espalhados por todo o lado (como um tanque a dizer "Limusine" ou o símbolo "Proibido Fumar" num camião cisterna que carrega gasolina), um bom range de expressões faciais e corporais nos personagens, tudo isso torna o filme divertido e uma boa experiência.

    Gostava que tivesse sido um dos filmes da minha infância, mas o meu clube de vídeo não tinha muito anime...
  • Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears

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    Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears
    Kazuchika Kise - Production I.G.
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Poderão ver neste mesmo local comentários sobre o Primeiro e Segundo filmes desta nova leva do franchise.

    Desta vez exploramos um assunto muito pouco falado nos takes anteriores de Ghost in the Shell: a vida amorosa da Major Mokoto Kusanagi. O filme inicia-se precisamente com uma cena de certa carga erótica, que relata o amor entre cyborgs. A partir daí, ficamos a conhecer este amante, enquanto os personagens procuram o autor de um ataque terrorista.

    Existem alguns elementos interessantes que são debatidos ao longo do filme, sobretudo nas conversas entre os amantes. Parece que neste momento Kusanagi aprende a gostar do seu corpo artificial e a admiti-lo como parte de si própria, para além do seu Ghost. Isto poderá ser muito importante como elemento de uma prequela, pois liga directamente com a evolução da personagem para a fase em que todos a conhecemos.

    De resto, a história do filme é bastante simples e, sobretudo, demasiado previsível.

    Em termos de animação, temos dois momentos de destaque: as cenas de acção e as cenas de amor. Nas primeiras, a animação é bastante fluída, embora a coreografia das lutas seja extremamente exagerada, dando uma panóplia de capacidades físicas virtualmente impossíveis a todos os personagens, mesmo os que não são totalmente artificiais. Nas outras, aparece-nos um cenário marinho, muito azul, que tem uma beleza muito própria. Infelizmente, o efeito visual que estas cenas têm perde-se na sua repetição.

    Musicalmente, temos um techno que nos recorda a verdadeira onda cyber dos anos 90, bastante equilibrado com uma ED muito calma, como um oceano.

    Depois da maravilha que foi o primeiro filme, da surpresa e tudo o mais, acho que este - até agora - é o melhor da versão Arise. Ainda assim, parece-me que poderiam ter feito um melhor trabalho no geral.
  • Futari wa Precure: Splash☆Star

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    Futari wa Precure: Splash☆Star
    Kawamura Toshie - Toei Animation
    Anime - 49 Episódios + 1 Filme
    2006
    5 em 10

    A minha primeira e única experiência com Precure foi o Heartcatch. Tinha gostado tanto que foi com alguma excitação que me pus a ver o Splash Star, por recomendação do clube. E fiquei bastante desapontada.

    Antes de começar, fique a nota de que eu pensava que o franchise Precure era muito mais antigo. Dos 80s ou assim. Afinal começpou em 2005-2006. Portanto, há aqui coisas que são injustificáveis.

    A história é a básica: duas meninas obtêm o poder de se tranformar magicamente para lutar contra as forças do mal que ameaçam destruir a vida verde e transformar o mundo num deserto. Todos os episódios um inimigo cria um monstro diferente, os Uzainas, e elas vencem-no graças a uma grande tenacidade, força de vontade e todas essas coisas que fazem magia. Excepto que a vida não funciona assim. E é realmente cansativo ver que elas estão quase a ser vencidas em /todos/ os episódios e graças aos poderes da amizade ou algo que o valha dão sempre a volta, apesar de raramente terem os seus poderes mágicos acrescentados.

    Processa-se este luta-vence ao longo de quase cinquenta episódios. Os inimigos mudam, mas - fora os seus poderes naturais - têm pouco que os distinga uns dos outros e que lhes dê individualidade. Existem duas personagens que mudam de lado, que poderiam ter sido muito mais interessantes se tivessem um resquício de personalidade e não se limitassem a responder com "sim", "não" e "agora somos amigas".

    A animação é algo de terrível. As cenas de transformação e utilização dos poderes são sempre repetidas e são muito monótonas e aborrecidas. De resto, a acção é transmitida de forma muito simplificada, o que não funciona dentro do contexto mágico em que as personagens se encontram.

    A música tem a sua alegria, mas se a ouvirmos muitas vezes acaba por cansar muito rapidamente.

    Um anime que beneficiaria imenso se fosse imensamente mais curto e se fosse completamente diferente. Bem Precure, acho que fica para a próxima...
  • Enter the Void

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    Enter the Void
    Gaspar Noé
    Filme
    2009
    5 em 10

    Se o primeiro filme até foi bastante simpático, este segundo foi uma experiência terrível. Gosto de filmes dignos de tripanário, mas parece-me que neste dia em que o vi... Bem, não foi o melhor dia. Não me encontrava mentalmente preparada.

    Tudo começa com um conjunto de créditos altamente epilépticos. Depois, tudo começa. Com Oscar, um dealer e adicto às mais variadas drogas, a fumar um poucochinho de DMT. Rapidamente entramos num conjunto de animações alucinadas. Mas depois Oscar morre. Mas a trip dele continua. Conhecemos a sua vida passada, os eventos traumáticos e tudo o mais, e ficamos a saber o que acontece à sua família e amigos.

    Tudo isto com muitos momentos de animação colorida e muitas cenas de sexo explícito. E muitas cenas do evento traumático, repetidas, repetidas. Música atemorizante. Grandes vistas da cidade de Tóquio por cima, pois isto se passa tudo numa Tóquio negra, neon e exasperante. E, o pior disto tudo, um truque de câmara recorrente em que ela anda à volta, gira, giratória, não para de girar.

    Todo o filme se passa na primeira pessoa. Isto é, nunca vemos o personagem principal, excepto num espelho. De resto está sempre de costas. Isto é interessante ao início, mas - misturado com o psicadelismo constante e a música tensa - acaba por ser muito cansativo. Confesso que isto girava tanto que eu já estava cheia de dores de cabeça.

    De resto, é altamente explícito em todos os temas sexuais. Como eu não tenho necessidade de ver estas coisas, acabei por me virar para o outro lado quase no fim do filme e perder estas partes essenciais. Já estava fartíssima. Porque na verdade, o filme nunca mais acaba. São quase três horas de trip, mas nem sequer é uma boa trip.

    Só lhe dou cinco porque algumas animações estão muito bem feitas. De resto, foi uma experiência para esquecer (e tinha quase a certeza que ia ter pesadelos, mas ainda bem que não tive)

  • A Noite Americana

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    A Noite Americana
    François Truffaut
    Filme
    1973
    6 em 10

    Fim de semana significa, muitas vezes, Sessão Dupla de cinema em casa. No caso de ontem, estando o frio que estava, significa Sessão Dupla com meinhas quentes e mantinha fofinha. :)

    Apesar de termos apanhado uma estranha versão dobrada em Inglês, este é um filme Francês dos anos 70. De teor autobiográfico, relata a concepção de um filme, com muita confusão entre produtores, actores e toda essa gente à mistura.

    O filme parece relatar a confusão medonha que é rodar uma filmagem em pouco tempo, com todos os problemas associados. No entanto, também aparece de forma caricatural, pois os actores (como personagens) estão todos envolvidos uns com os outros das maneiras mais estranhas, sobretudo amorosas. No fundo, é um ambiente de caos e rebaldaria em que, no final, tudo corre da melhor forma possível. 

    Em termos de história e personagens não se distingue especialmente de outras produções. O que é realmente interessante é a imagética do filme, existindo cenas - sobretudo as do filme dentro do filme - que têm um grafismo muito belo e interessante, apesar de os diálogos serem bastante falhos.

    em termos de trabalho de actor, achei que poderia haver uma distinção muito maior entre a personagem "verdadeira" e a "falsa" (a do filme), para além de mudarem de penteado.

    Tive pena de não ter visto o filme em francês francês, pois acho que teria sido uma experiência muito mais genuína.
  • Urusei Yatsura: Beautiful Dreamer

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    Urusei Yatsura: Beautiful Dreamer
    Mamoru Oshii - Studio Pierrot
    Anime - Filme
    1984
    6 em 10

    Vi este filme para o meu clube, mas irei votar que não.

    Na verdade, e quem me conhece sabe isto, eu abomino todos as instâncias criadas por esta pessoa Rumiko. Detesto, e detesto mesmo, a Lum e todas as pessoas à volta dela. Vi isto há muito, muito tempo, seguramente há décadas idas (bem, não tantas assim) e o pouco que me lembro é que detestava todos os aspectos. Simplesmente não acho graça a isto. Ainda assim, muni-me de toda a minha boa vontade para ver este filme, uma hora e quarenta minutos. E se por um lado o filme não é de todo mau... Simplesmente poderia ter sido feito com um conjunto de personagens completamente diferente.

    Para começar, não é simples seguir o filme quando pouco ou nada se lembra do universo de Urusei Yatsura. Todos aparecem tendo em conta que já temos um conhecimento prévio. Assim, os personagens não sofrem desenvolvimento, nem progressivo nem retrógado, pois são aqueles que "todos conhecemos" (menos eu). São os personagens a principal falha do filme, pois são simplesmente insuportáveis na sua génese. Deve haver quem goste. Em certo sentido, esta é uma opinião inteiramente subjectiva.

    A história, essa, tem um conceito muito interessante. Será que a realidade é um sonho que se repete? Ou será que o sonho é que é a realidade? Até se chegar a este ponto, dançamos entre a descoberta das diferenças deste universo para o universo real e, depois, fazemos uma corrida por vários sonhos idealizados por um antagonista muito pouco convincente. Estes sonhos, envolvem - quase todos - maminhas. E aí está uma coisa que era perfeitamente dispensável para se explorar o conceito. Mesmo que haja quem lhe encontre piada.

    Em termos de arte, temos duas variações. Em certas cenas, temos uma animação absolutamente primorosa, extremamente original, com excelente uso de perspectivas e cenários altamente originais, que ilustram muito bem o objecto pedido pela narrativa. Mas noutras cenas, temos movimentos repetidos, expressões pouco detalhadas e, no fundo, uma busca constante por um objectivo cómico que nunca é conseguido.

    Musicalmente, temos muito pouco a apontar. As vozes tentam ter a sua graça, mas em nada são capacitadas. As músicas não têm muito que se lhe digam. E a ED é um pop muito típico da época, mas que calha um pouco mal tendo em conta todo o teor anterior do filme.

    No geral um filme que desapontou. Não fez renascer uma paixão latente sobre Urusei Yatsura, de todo. Trata de um assunto complexo e muito interessante, mas os personagens são tão fracos - apesar de únicos - que tudo se resume a uma mixórdia visual pouco organizada. Não fosse a arte, que tem momentos brilhantes, e nada salvaria este anime.
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