• Nodame Cantabile

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    Nodame Cantabile
    Ninomiya Tomoko
    Manga - 146 Capítulos / 25 Volumes
    2001 - 2010
    7 em 10

    Foi um anime de que gostei muito. Tanto, que até tenho desejos de fazer cosplay. Irei agora, definitivamente, actualizar o meu Cosplay Portfolio com isto :) Enfim, tinha vontade de rever este anime portanto... Porque não ler o manga? Tem muitas coisas diferentes do anime, sobretudo as que se passam em França.

    Tenho uma relação estanha com a música. Há quase duas décadas comecei a ter aulas de piano. Sempre toquei, sempre adorei tocar, mas muitas coisas se passaram numa certa fase da minha vida e deixei de conseguir, emocionalmente. Depois, quis voltar e descobri que já não sabia nada! Portanto o meu piano, o Wibby, está parado há muito, muito tempo. Gostaria de voltar a mexer nele, ainda no outro dia tive a coragem de lhe tocar uma escala, mas não sei por onde começar. Talvez voltar a ter aulas, mas para isso preciso de organizar melhor o meu tempo... Terei de ver no futuro. De certa forma, este manga inspira a isso, mas também desinspira. Porque estes não são estudantes de música normais. São estudantes de música extremamente talentosos! E isso distingue-os imediatamente de mim, hahaha

    Este manga trabalha de forma bastante directa vários assuntos: a relação entre as pessoas, seja de amizade, amorosa ou de competição; a relação com a música, o prazer de tocar versus a profissão da música; a evolução das pessoas como estudantes, mas também como personalidades. Assim, pegando num tema apaixonante, é uma história muito completa sobre a vida em geral.

    O tema da música é tratado com cuidado, revelando grande pesquisa. É extraordinário como podemos ouvir a música que eles estão a tocar sem termos qualquer elemento sonoro para nos ajudar. Isto é conseguido por uma arte cuidada e muito detalhada, com personagens extremamente expressivos.

    Estes, são tanto únicos como realistas. Conseguimos ouvi-los perfeitamente e enfrentar com eles (que são muitos) os problemas normais da vida, problemas esses que todos enfrentamos - ou enfrentámos em alguma parte da nossa vida. São humanos, verdadeiros humanos, com dúvidas e fraquezas que não podem ser resumidas a uma categorização redutora. Chiaki poderá ser classificado como tsundere, mas é muito mais que isso, tem muito mais densidade e uma caracterização muito mais profunda do que a simples classe de personagem. Nodame poderia ser apenas mais uma genki girl, mas a sua expressividade é tal que conseguimos compreender o que a torna uma pessoa palpável, como eu e como vocês.

    No entanto, este manga tem um grande problema, problema de todos os mangas populares: é demasiado longo. Sobretudo os tempos passados em França, parece que nunca mais terminam e há momentos muito mornos em que parece que a história nunca vai evoluir e que não contribuem grande coisa para o desenvolvimento das personagens. Assim, não lhe posso dar uma nota melhor.

    Mas diverti-me muito a ler este manga. Será que agora vou voltar à música? Quiçá (quiçá quiçá)
  • Gintama: Kanketsu-hen - Yorozuya yo Eien Nare

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    Gintama: Kanketsu-hen - Yorozuya yo Eien Nare
    Fujita Yoichi - Sunrise
    Anime - Filme
    2013
    6 em 10

    Sempre gostei de Gintama. Lembro-me perfeitamente de estar a coser o fato da Botan enquanto via Gintama. Assim, é um franchise que me traz boas memórias e ao qual volto uma e outra vez. Quando saiu este novo filme, foi com grande excitação que o tirei logo para ver, na esperança de encontrar mais e mais de uma série tão simpática. O filme é tão bom como desapontante, tudo em partes iguais. 

    Depois de apanhar um pirata numa sala de cinema, Gintoki é levado para um futuro alternativo em que existe uma praga a matar toda a gente. Encontra versões alternativas dos seus amigos e descobre que, nesse futuro, está morto. Todos o vêm com uma forma diferente e bastante bizarra e bastante engraçada. Assim, é um filme sobre viagens no tempo, em que revisitamos todos os personagens do franchise, com mais ou menos detalhe.

    Os gags têm a sua piada, como sempre, havendo momentos de pura hilariedade. No entanto, o filme peca pela falta de desenvolvimento dos conceitos e pelo final, em que se desenrola épica luta, demasiado típica para o meu gosto.

    Apesar de ser um filme e, por isso, ter elementos de produção mais elevados, não existe grande dedicação a cenas de animação, estando praticamente toda a acção concentrada na desinspirada luta final. Esta, como envolve todos os personagens da série, acaba por se tornar confusa, repetitiva e bastante aborrecida. 

    Em termos musicais, revisitamos a Pray - música pela qual eu tenho adoração - mas de resto não há muito mais a apontar. As vozes continuam de génio, mas a isso já estávamos habituados.

    No que respeita à comédia propriamente dita, gostei sobretudo de não terem abusado das piadas escatológicas (que foi o pecado da segunda season) e de tornarem as piadas sexuais mais subtis.

    Um filme bom apenas para quem ame o franchise. Para quem o desconhece, não terá o efeito pretendido.
  • As Regras do Tagame

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    As Regras do Tagame
    Kenzaburo Oe
    2000
    Romance

    Esperava eu o bicharin quando me vejo sem livro para ler. Inesperadamente, havia terminado o grande volume em que estava a batalhar! Assim, dado que a sua chegada estava apontada para daí a um quarto de hora, decidi comprar um livro. Gosto sempre de ir a livrarias comprar livros. Peguei em muitos, voltei a pô-los no sítio e cheguei à zona das promoções. Aí, vi este: um autor japonês, prémio nobel ainda por cima! Será mesmo este!

    Mas creio que não foi o livro ideal para começar a conhecer este autor. 

    De natureza quase auto-biográfica, dá-nos a conhecer os sentimentos do autor sobre a morte do seu cunhado, um famoso realizador de cinema. Existe um paralelismo evidente entre os personagens do livro e os personagens da vida do autor, assim como elementos da sua própria vida, com mais ou menos verdade por trás de cada evento. Por exemplo, os ataques físicos da direita em relação ao autor dentro da história: o autor fora da história terá sido vítima das críticas dessa faixa política, mas creio que os ataques físicos serviriam como uma metáfora para a violência que lhe foi feita.

    A história é muito densa e trata da relação do personagem - autor consagrado - com o seu cunhado - realizador consagrado - que se suicida sem motivo aparente. O cunhado deixou um conjunto de cassetes audio para serem ouvidas no "tagame" (nome dado ao leitor de cassetes pelo personagem principal, devido à sua semelhança com um escaravelho). Assim, ficamos a conhecer várias vertentes destes personagens, nomeadamente o seu passado e um evento específico, muito traumático para eles, que veio a marcar todas as atitudes em relação à arte e à política dos seus eus futuros.

    Apesar da complexidade do livro, que se compõe de uma miríade de camadas sobrepostas, é uma história muito delicada e emocionante, que me tocou profundamente e me deixou extremamente triste. Apesar de não ter nada de triste, ser apenas um relato sobre a vida, está escrito com tal sensibilidade que mexe com as emoções do leitor e arrepia. É uma narrativa plácida, de cor verde, que prossegue com toda a calma até uma conclusão bastante estranha mas que, ainda assim, não deixa de nos dar esperança.

    Fiquei curiosa em relação ao autor e hei-de experimentar lê-lo mais vezes.
  • 22 Jump Street

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    22 Jump Street
    Phil Lord e Cristopher Miller
    2014
    Filme
    6 em 10

    Organizei um pequeno convívio chez minha casa, para todos comermos comida de Zi (que é muito boa, diga-se de passagem) e bebermos bebidas gerais e ouvirmos uns sons popuzudos e ver um filme ou outro. Éramos para ver dois, mas já estava toda a gente meio cansada, então vimos só este.

    É para rir e, pelos vistos, é a sequela de um outro filme com o mesmo tema. Dois agentes policiais estão encarregados de ter uma missão paisana numa universidade, a propósito de descobrirem o dealer de uma nova droga que anda a fazer mal aos estudantes. Na universidade vivem aventuras universitárias e descobrem mais sobre a relação que têm um com o outro.

    Tem, certamente, a sua graça. As aventuras universitárias dos americanos são, sem dúvida, muito diferentes das nossas. A relação entre os personagens, alimentada pela química entre os actores, tem os seus laivos de homoerotismo, mas de uma forma caricatural.

    É daqueles filmes patetas sem grande profundidade, mas que dá para tirar excelentes gargalhadas. Os gags são originais e não se repetem demasiado, pelo que o filme é um seguimento de novidades, daquelas da categoria do "faz rir". Mais uma vez, insisto na capacidade de os actores, que parece ter muito de improviso (mas que na verdade não tem, pelo que li)

    Por isso, bom filme para convívios em minha casa!
  • Sin City

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    Sin City
    Frank Miller e Robert Rodriguez
    2005
    Filme
    7 em 10

    A propósito de um passatempo para ver o novo filme do Sin City, porque não ver o antigo. Nunca o tinha visto e, agora, fiquei extremamente curiosa para ler a banda desenhada.

    São quatro histórias diferentes, que têm em comum o facto de se passarem em Sin City, uma cidade em que toda a gente tem algum problema. Há pessoas que são simplesmente más, há demasiadas prostitutas, há pessoas que sofrem, há pessoas que são malucas. No meio de muito sangue e muito armamento pesado, lá resolvem os seus problemas.

    A primeira história é só um bocadinho, uma introdução e uma conclusão, sobre um tipo que, aparentemente, mata mulheres. Não sabemos mais nada sobre ele nem sobre o que o move.

    A segunda história, também dividida em duas partes, é sobre um polícia que salva uma menina pequena das garras de um tarado, para depois os reencontrar: ela cresceu e o tarado está... Bem, tem uma certa icterícia. 

    Na terceira história, temos um tipo completamente alucinado, dotado de super força e de extrema fealdade. Depois de uma prostituta de quem ele gostava muito ser assassinada, enceta uma busca pelo seu assassino, entrando numa perseguição em escala ascendente, em que enfrenta todo o tipo de doidos (incluindo uma criatura que come pessoas).

    Finalmente, temos... Espantoso! Uma pessoa inerentemente simpática! Tudo começa por uma briga com um homem ciumento e acaba numa guerra entre a Cidade Velha, dominada pelas trabalhadoras nocturnas, e a máfia. E a polícia também, já agora.

    As histórias e os personagens são, desde logo, muito interessantes. Mas adicionemos a tudo isto uma estética muito única. O filme é praticamente todo monocromático. As únicas cores que aparecem são para dar ênfase a certas situações. O facto de a narrativa ser, quase toda, um monólogo de cada personagem, torna-nos mais próximos deles, pelo que é fácil de compreender as suas motivações e a razão para tanta violência.

    Existem elementos que poderiam ser melhores, mas no geral está um filme muito original e extremamente único. Estou ansiosa pela sequela e, sobretudo, por ler a BD!
  • O Sol da Caparica

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    O Sol da Caparica
    Festival de Música

    Este ano não há férias para ninguém. Bem, pelo menos para mim não há. Aliemos isso à falta de nomes interessantes nos festivais de música por aí. Queremos ir a um festival de música, ver uns concertos, beber umas jolas, comer umas scenas... Mas das duas uma: ou as bandas não têm interesse ou...  Já vimos as bandas. Se calhar até mais do que uma vez.

    Eis então que surge uma alternativa que aparenta ser bem interessante. Neste novo festival, aposta-se na música portuguesa. Também já vimos quase tudo, se calhar mais do que uma vez. Mas temos a confirmação de que é sempre divertido. Para mais, o local: Costa da Caparica. Fica mesmo ao lado de Lisboa, mesmo ao lado de Almada, em quinze minutos estamos em casa. Junte-se outro factor importantíssimo: o preço. 35€ pelo passe, 15€ a diária... Mais um desconto a quem é de Almada e compre o bilhete no posto de turismo. Está feito, é a este festival que vamos!

    Fui apenas a um dia, quinta feira, que era precisamente o dia que tinha as coisas que eu queria ver. Comecemos por falar em alguns aspectos gerais, para além da música. O Espaço tem todo o potencial de ser muito bom. Está-se à larga, tem muita relva, em todo o lado se ouvia música. Havia três palcos: o principal, o da Blitz (que era tão grande como o principal) e um de cinema. Neste último não se estava nada bem, apesar de ser muito interessante. Passaram curtas-metragens de animação vindas directamente da Monstra, mas estava tanto frio nessa noite que era muito desagradável estar ali. Não estava lá quase ninguém, parecia mesmo o cantinho dos refundidos onde os refundidos vão dar no cavalo... Atente-se também no piso. Era areia. Se ao início estava tudo bem, mais para o fim já não me aguentava em nenhuma posição, necessitando urgentemente de me colocar em posição horizontal. Frio e dores nos músculos, fiquei podre para o dia seguinte. Se tivesse ficado mesmo doente, seria uma desgraça (estou aqui sozinha no gabinete durante esta semana inteira...)

    E agora, música!

    Chegámos mesmo no finzinho do concerto da Márcia, que nada de especial tinha, pelo que fomos directamente para o palco principal. 

    Dead Combo

    Dueto de guitarras e bateria, qualquer coisa como um... Fado Rockabilly. Desde que descobri esta banda que os venho apreciando muito. As músicas são extremamente expressivas e falam por elas próprias, sem ter necessidade de letra ou voz para compreendermos aquilo que nos querem dizer. Agora que os vi ao vivo, fiquei fascinada. Isto é gente que gosta mesmo, mesmo, mesmo de tocar guitarra. A concentração aliada à felicidade de tocar um instrumento que se ama, foi muito bom ter visto isto. 

    As figuras em palco, juntamente com todo o cenário, deram um aspecto bastante intimista à coisa - apesar de estar tanta gente a ver o concerto e ainda ser de dia. Será para repetir, quiçá da próxima vez dentro de um espaço fechado.

    GNR

    Gosto desta gente, sobretudo das coisas mais antigas, porque se estão a cagar. Fazem simplesmente o que lhes apetece e o que lhes apetece é completamente errático e aleatório. Portanto, queria ver isto. Mas por alguma razão toda a gente que estava comigo se convenceu que eles iam tocar a seguir, portanto foi decidido (comigo dizendo muito baixinho "mas é agora ;__;" ) que se ia jantar. Perdemos o concerto quase todo e o restinho que vimos foi a comprar umas jolans.

    Mas falemos da comida. Havia muita variedade, desde pizzas a bifanas e farturas e todas essas coisas de festivais. Foi decidido que ficaríamos na barraquinha do sushi (sim, também havia) que era a que tinha menos fila. O ERRO. Para pagar até era rápido. Pré-pagamento. Mas e para receber a comida? Uma meia hora pelo menos ficámos à espera que fatiassem o salmão, o partissem em pedacinhos, o pusessem em forma de hambúrguer e o grelhassem, porquê, porque é que eles não trouxeram as coisas feitas de casa??? Para ser mais fresco? É um festival, não um restaurante michelin! Eu estava tão reclamona que ainda foram mal-criados e pediram para ver o meu comprovativo de pagamento, quando não o pediram a mais ninguém! Como se eu tivesse passado à frente das pessoas! Mas, convenhamos, a porcaria do hambúrguer de salmão era positivamente deliciosa.

    João Pedro Pais

    Dado que não apetece a ninguém participar num suicídio auditivo colectivo, vamos ver os filmes e apanhar um pouco de vento.

    Gabriel O Pensador

    Finalmente! Foi isto o que eu vim ver!

    A minha adolescência foi passada a ouvir, repetidamente, os mesmos álbuns, que era o que havia em CD, num tempo em que sacar um som da net era uma tortura. O "Tás a Ver" do Gabriel era um deles. Posso dizer com segurança que sei todas as músicas desse álbum de trás para a frente e de frente para trás. Qual não foi a minha felicidade quando ele tocou quase todas!

    Desde o próprio "Tás a Ver", que podia ter beneficiado de uma voz feminina como no original (e que eu cantei lá do fundo, todinha, fiquei tão contente! =D ), passando pelo "Filho da Puta", pelo "Astronauta"... Até tocou a Festa da Música, que é uma música que pouca gente por aqui percebe pelo excesso de referências ao Brasil! Todo o concerto foi mais que boa onda, com muitas piadas, muitas alegrias, muitas felicidades (o baixista ultrapassou o cancro!), até umas rimas em freestyle falando sobre a lua e sobre a água gelada das Caparicas.

    Realmente gosto muito desta personagem, parece ser um freakalhóide do surf com quem se poderia ter uma conversa civilizada. E que fala de coisas muito reais e sempre actuais.

    O concerto demorou um bocado, podíamos ver gente a fazer-lhe sinalefas para acabar cada vez que a câmara passava para o lado do palco. Mas eu adorei, porque tocaram quase todas as minhas músicas preferidas e pude cantá-las todas e dançar o groove. :)

    Buraka Som Sistema

    Por esta altura as minhas costas já estavam a dar de si. Mexi-me demais com o Pensador, andei demais em cima da areia, já não conseguia estar em posição nenhuma. Esforcei-me, isso sim. As dores musculares ficam disfarçadas quando uma pessoa se mexe. Então dancei!

    E todos sabemos que com Buraka se dança e se dança a sério! Têm uma rapariga nova a cantar. Esta também dança, é toda magrinha e energética. E isso inspira a dançar também. Não conheço muitos sons deles, mas todos os que sei gosto imenso. Confesso que até gostava de fazer uns sukitos de cosupure com sons deles, haha.

    Nota para os cumprimentos iniciais. Monte da Caparica, yeee. Charneca, yeee. Pica-pau amarelo, *silêncio*. Note-se que, ao contrário do que seria de esperar, não havia mitra maluca quase nenhuma. Em termos de segurança estava muy bueno.

    Mas enfim, passado pouco tempo cedi às dores que me consumiam e sentei-me no meio das pernas das pessoas à espera de levar um pontapé na cabeça a qualquer momento. Bateu a uma e meia e fomos embora, pelo que não conseguimos descobrir o que era o artista seguinte, um tal de DJ Branko. Contaram-nos que era música africana para dançar e dançar mesmo, mas ficámos sem saber, com exactidão, o que era exactamente.


    No geral, não há fotos nem nada. Havia muito surf, que ignorámos. A comida era boa. A cerveja estava a um preço normal de festival, com a sorte de ser Sagres e não ser nenhuma cerveja bizarra. A relva era boa. A areia era má. Gostei dos concertos. Talvez para o ano deva voltar. :)

  • Harmonie

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    Harmonie
    Yoshiura Yasuhiro - Studio Rikka
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Anime Mirai é um projecto custeado pelo governo do Japão para promover novos autores de anime e animação em geral. Podem ver comentários a outros três pequenos filmes aqui, aqui e aqui.

    Neste filme de meia hora, tudo começa com a vida normal. Todas as pessoas têm os seus interesses e a vida quotidiana é feita da sua partilha. Mas o nosso personagem principal não se quer limitar ao seu próprio universo pessoal. Quer conhecer o universo de uma rapariga, por quem ele nutre uma certa afeição e fascínio, apesar de nunca ter falado com ela.

    De uma forma ou de outra, acaba por descobrir que ela tem um sonho. E o resto do filme é a consequência do mal entendido que daí advém. Aqui está a minha primeira crítica: o final inconclusivo pode ter um efeito ligeiramente cómico, mas é bastante frustrante. Se por um lado ficamos contentes por terem conseguido falar um com o outro, por outro lado é uma situação muito negativa, pois advém de sentimentos que não são verdadeiros.

    A minha outra crítica é, precisamente, a sequência do sonho. Antes de mais, não se parece nada com um sonho. trata-se da sequência de uma história, num outro universo, em que há um cyborg e um tipo que toca frascos às cores (fazendo música). Essencialmente, é-nos dado a conhecer muito pouco de uma história muito maior, demasiado grande e estruturada para ser um sonho realista. O que dá a sensação é que a rapariga tem um poder qualquer que lhe permite ver o passado de um mundo futuro (se é que isto faz sentido), mas nada disto é explorado.

    No que respeita a animação, não está má, mas também não está especialmente boa. Não existem cenas que demonstrem completamente as capacidades do realizador, pelo que não é um bom exemplo de showcase.

    A música tem duas parcelas. A primeira é a sequência do sonho, que é mais e mais do mesmo que já ouvimos uma e outra e outra vez. A outra é a ED e essa sim é bastante bonita, embora terem-na passado com a repetição da mesma sequência tenha sido chatíssimo.

    Enfim, é um anime simpático, mas não é nada de extraordinário.
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