Mangaki, Funny Time!
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Mangaki, Funny Time!
Evento
Há quanto tempo não ia eu a um evento da categoria dos pequerruchos, daqueles em que vou sozinha sem perspectivas de encontrar ninguém conhecido? Nem recordo, foi há uma imensidão temporal! Por isso, quando me convidaram para este evento... E vi que tinha concursinho de cosplay... Nem hesitei! Bora lá!
Sendo a noite de Sexta feira um pavor cefaleico, acordei com umas dores cerebrais bastante agudas. A realidade é que não tinha vontade nenhuma de sair da cama. E ainda fiquei uma horita (ou mais? ou menos?) a rebolar na cama tentando decidir se ia ou não ia ao evento... Mas lá me decidi "eu quero ir, portanto eu vou!" O processo de me vestir com o cosplay, tomar banho, arrumar a sacola dos eventos, almoçar (não necessariamente por esta ordem) foi uma confusão... Deixava cair tudo, tropeçava em mim própria, uma baralhação. Até duvidava que conseguisse chegar ao local do evento sem me enfiar no meio de um complicado acidente rodoviário envolvendo um camião de transporte de bovinos.
Mas, graças ao sanhor e à Maria Atum (o GPS) consegui chegar lá sã e salva.
Ora, a Maria Atum indicou-me a rua e eu estacionei um pouco mais à frente. Quando chego à rua indicada, nada vejo que se pareça com o local do evento, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista. Entro num café para beber um café e perguntar onde estou. E assim que agarro na chávena, aparece-me um jovenzito que me pergunta se vou para o Mangaki. Ora, claro que vou! =D Porque razão estaria assim vestida, apesar de sem peruca? Explicou-me o rapazito que se ia encontrar no Pingo Doce com uns amigos pelo que, em troca por um cigarro mal enrolado, me foi permitido colar-me a ele e descobrir onde era o local.
O local.
Surpreendentemente agradável. À entrada, de preço bem simpático, carimbaram-me a mão e venderam-me uma rifa para ganhar um cabaz. Adoro rifas! Queriam carimbar-me a testa, mas aleguei que isso perturbaria a imensurável beleza do meu cosplay, pelo que se ficaram pelo meu autopódio dianteiro. Ao longo de uma passadeira de madeira, ladeada de seu lado direito por uma zona ajardinada muito refrescante, estavam as poucas bancas, que vendiam coisas curiosas, de vitrais a manga e DVDs em segunda mão. Confesso desde já que neste evento não fiz as minhas compras habituais (phone strap e desenho). Fiquei-me pelas rifas, em que - como sempre - nada me saiu. Gostaria que me tivesse saído a rifa dos vitrais, porque assim escolheria um vitral com um Chikorita e oferece-lo-ia ao meu amigo Chico. :) Por dentro, temos uma pequena biblioteca de assuntos feministas, com sofás e um ecrã. Estavam a passar o primeiro episódio de Sailor Moon, mas recusei-me a ver porque já o apanhei depois de começar. Assim, prefiro ver todo em casa (ainda não vi, esperem por mim!). Casas de banho sem distinção de géneros, como convém a um grupo pela igualidade de direitos, e uma zona de bar com café a CINQUENTA CÊNTIMOS (atentem) e um Maid Café. Este, tinha para oferta um sortido de bolos básicos que, apesar de nada terem de complexo, me pareceram deliciosos. Prometi que lá voltava quando me desse a fome, mas ela nunca se deu.
Cá fora
Lá Dentro
Maid Café (tá uma meido lá atrás, observem-na)
Numa tonalidade algo crítica, que gostaria de evitar nesta missiva (já que o evento foi tão agradável), achei que o espaço tinha... Espaço. Espaço para mais actividades. Da parte da tarde havia um espaço morto no local além biblioteca, que poderia ter sido utilizado para, por exemplo, workshops. O lado oposto desta actividade seria a divisão e fissão do público, que não era muito (mas era bom, como já veremos!)
Entretanto encontrei uma mãcheia de pessoas conhecidas, roubei um golo de Don Simon aos moços que me ajudaram a encontrar o caminho e ofertei lições de vida a uma jovem meido. Isto porque eu estava cheia de calor e decidi ir ao café buscar uma média para me refrescar. A jovem interpelou-me e eu disse-lhe para nunca abusar do álcool, para não acabar igual a mim. Ela chamou-me senpai, o que acho uma palavra muito curiosa quando dita na língua portuguesa: eu, efectivamente, tenho pai. :3
Pelas três de tarde (este relato não está muito bem por ordem cronológica, pois a minha cabeça não permite contas exactas) decorre um momento muito original e interessante: conversa entre voice actor (actor de voz) e cosplayer. Com muita sinceridade, humor e objectividade, cada um falou sobre os aspectos da sua actividade, explicando a trabalheira toda que dá. Gostei especialmente de ouvir que o cosplay não precisa de ser exclusivamente uma actividade individual e que, sim, é um trabalho multidisciplinar. Não gostei especialmente de ouvir que os veterinários são maldosos, mas depois falámos sobre isso e concordamos nos mesmos aspectos (há pessoas horríveis em todas as profissões...)
No final houve um jogo, em que o actor fazia a voz das poses e a cosplayer as poses das vozes, huluhululu
Passei largos tempos de inactividade. Podia ter jogado jogos de uma banca de jogos, mas estava em modo preguiça, muito lento. Assim, fiquei a contemplar as pessoas e tirando fotografias aos pouquinhos cosplayers que iam atravessando o meu campo de visão. Tiraram-me uma fotografia e, mais uma vez, a comunidade fascinou-me: que pessoas tão novas! Que não viram Dragon Ball na televisão! E que não recordam aquela altura em que a Internet fazia CSHIIIOOOOOORRRRGGGHHHH. Quando me disseram "ah, Dragon Ball, ainda não tive paciência de ver", sinto... Pena. Pena porque esta geração nunca vai interromper uma aula para ir ver o último episódio da série na mini-televisão do bar da escola. É que, pelo menos tenho essa sensação, já não há nenhuma série a mover multidões como naquela época. Pois bem, azar o vosso, não matam aula para ver animus :>
Entretanto, vamos acompanhando os resultados do ECG. Nem me lembrava, mas surgiu logo a preocupação para com aqueles com quem partilhei palco nas últimas eliminatórias e que são sempre tão sympas para mim.
Finalmente, chega a hora do concurso! É-me revelado que, apesar de eu ter dito no feice que ia levar uma pen com a minha musiquinha (que editei com tanto carinho), o computador do responsável pelo sonoro não lê pens, pois está virado. Assim, terá de ser colocada a música no tubo.
Contarei mais sobre isto no meu Cosplay Portfolio (no dia em que me ocorrer actualizá-lo que não, não é hoje), mas para este evento, este skit e este cosplay, decidi fazer uma dança interpretativa. A música, toda a gente que viu esse último episódio no bar da escola, ou local equivalente, conhece. E sabe dançar. Porque o Bicho, que é o Bicho, vem aí para te devorar. É um crocodilo! Eu tinha dito ao amigo do som para parar a música no segundo Bicho. Mas... Talvez eu me tenha expressado mal... Ele parou antes do primeiro Bicho! Ainda assim, soltei o Bicho em silêncio! Poderão vê-lo nesta maravilhosa foto que me tiraram:
É o Bicho, é o Bicho, vou-te devorar, crocodilo eu sooooou *~*~*
No final, parece que resultou, pois muitas palminhas decorreram (adoro palminhas!) e ganhei um segundo prémio (adoro segundos prémios!) e dois lindos pins (adoro pins!) que colocarei na prateleira dos pins, onde aguardarão a sua vez de serem colocados no blazer azul. :) Parece que não, mas fiquei mesmo muito feliz por terem gostado e terem recordado comigo este som labregamente viciante! =D
Em terceiro lugar ficou uma Sebastian cheia de estilo e em primeiro um urso que me pareceu muito fofinho e, especialmente, muito bem feitinho (o que é invejável, pois essas cabeças são maradas de fazer)
Estava eu já desperucada, prestes a ir-me embora (o caminho ainda era até ao outro lado do rio) quando anunciam que vão sortear a rifa! Céus, preciso de saber se ganhei! É muito importante! Eu era o trinta e três. E o resultado... O resultado vem aí... Vai sair... Cá para fora... FOI O TRÊS! Quase! Quase... Em rifas nunca me calha nada, nunca, nunca...
E assim me fui embora. Foi um evento muito engraçado e, sobretudo, muito simpático. Parafraseando palavras lá ouvidas, lembrou um dos eventos do antigamente, daquela época em que ninguém tinha problemas com ninguém. Por isso, os meus parabéns pelo ambiente e pelo espaço, foi muito divertido e saí de lá muito refrescada mentalmente. Foi realmente muito agradável. :>
E terminarei partilhando as pouquíssimas fotos que tirei! Espero que gostem, apesar da qualidade duvidosa... ;)
Numa nota final, gostaria de fazer referência à curta conversa que tive com a senhora que estava no bar. Perguntei-lhe se pertencia ao espaço e fiz algumas perguntas sobre a actividade desta associação. Eles protegem mulheres vítimas de maus-tratos, em geral, de violência doméstica a intolerância sexual, tendo vários campos de acção, a nível legal e mesmo a nível de protecção física (com casas que acolhem vítimas e outras coisas). Qualquer apoio, mesmo que pequeno, ajuda, por isso deixo aqui a página para gostarem e o site para explorarem.
E agora sim, é o adeus. Até à próxima! Será breve, essa. ºvº
By : ladyxzeus
Homenagem a Fela Kuti
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Homenagem a Fela Kuti
Concerto
Digamos que a tarde começa de uma forma muito agradável. Mas que a noite não podia ter sido pior. Horrorosa!
Começamos com um jantar numa tasquinha habitual onde sou servida da mais terrível das maneiras. Arroz queimado a estalar ainda na língua, subimos por ruas e avenidas até ao infinito, por indicações erráticas de dois polícias idiotas. Chegamos ao Intendente, estou eu a deitar os bofes pela boca. Porque, na realidade, andar muito tempo a subir dá-me uma certa dor no peito (que não é no coração, porque é do lado oposto, ao menos isso)
E lá chegados, o que está lá? Ruído. Muito ruído.
Eu não sabia quem era Fela Kuti, nem que música era, nem sobre o que é que era. Uma análise mais detalhada do evento no Facebook, indica que este concerto era uma homenagem ao citado artista, com a participação das seguintes bandas:
Big Band Felamonkuti (França)
& Master Kiala King K (Nigéria)
*Fela’s Egypt 80 Ghetto Blaster*
feat
Voodoo Singer Nazaire Bello (Benin)
+ Irmãos Makossa (Portugal)
& Master Kiala King K (Nigéria)
*Fela’s Egypt 80 Ghetto Blaster*
feat
Voodoo Singer Nazaire Bello (Benin)
+ Irmãos Makossa (Portugal)
Mas não sabia eu distingui-las umas das outras. Para mim eram apenas vinte bichos em palco a fazer um barulho medonho! Não posso assegurar que isto esteja na natureza da música a ser interpretada. Na realidade, tudo pode ter sido culpa de uma acústica horrível e de uma produção de som atabalhoada. Oh não, não são para repetir concertos no Intendente!
Porque estas músicas, que poderiam ter tudo de interessante (mensagens contra o apartheid e tudo), apenas me soou como um ritmo feito de tamboretes africanos e uma barulheira metalizada por cima, que entrava e saia cada vez mais alto, para grande horror do meu encéfalo, que se sentia consumido por chamas, e dos meus ouvidos, que se sentiam prestes a rebentar em pequenos fios sangrentos.
Absolutamente dantesco, nem fiquei com vontade de ouvir a música em casa para conhecer melhor.
By : ladyxzeus
Banana Fish
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Banana Fish
Yoshida Akimi
Manga - 110 Capítulos / 19 Volumes
1985-1994
7 em 10
Yoshida Akimi
Manga - 110 Capítulos / 19 Volumes
1985-1994
7 em 10
Segundo consta, este é o manga preferido do Gackt. Portanto, tinha imensa curiosidade em lê-lo. Não fiquei nada desapontada, pois é mesmo o estilo de manga que gosto! Antes de começarmos, vamos ouvir a mu´sica que o Gackt escreveu para este manga:
Diz que tem legendas, portanto não colocarei aqui a letra ;)
Agora, o manga propriamente dito.
Ash Lynx é o chefe de um gangue de adolescentes com uma relação com a máfia corsega. Eiji é um estudante japonês que se vê em Nova Yorque como auxiliar de fotografia. E quando se conhecem entram numa espiral de toca e foge, escapar, salvar, encontrar, destruir, que se prolonga numa corrida contra tudo e contra todos.
Este é um shoujo, mas um shoujo muito atípico. A história tem muitas características de shounen, como por exemplo os inimigos: cada oponente é cada vez mais forte (se ao início temos um chefe de gangues rivais, acabamos com mercenários do exército anti-guerrilha). Também as cenas de acção são muitas, mas são bastante boas, dada a fluidez das vinhetas e das linhas cinéticas. No entanto, as personagens são tipicamente shoujo, sendo que é dado um grande ênfase às emoções e às relações entre cada uma das pessoas. Isto é um mix muito agradável, que cria um manga extremamente completo em todas as vertentes.
A narrativa pode parecer simples à primeira vista, sendo a história principal a da libertação e da fuga. No entanto, existem elementos bastante específicos que são tratados com muita atenção e dedicação, sem deixar uma única ponta solta. São temas que não poderiam ser tratados na televisão, aí está a explicação deste manga não ter anime: temas como drogas e prostituição infantil não são apropriados para mostrar no ecrã.
A arte é típica da época em que o manga começou, com designs de roupa e cabelos muito Duran Duran. Encanta-me. Temos acções muito simples de seguir, aliás, tudo é muito simples. Quase que não existem cenários, mas quando existem estão bastante detalhados. O que interessa realmente não é a acção, mas as partes que a intervalam: as conversas. Estas conversas são muito intimistas e bonitas, ajudando-nos a compreender a estranha relação de amor-amizade que se desenvolve entre os dois personagens principais. No entanto, o encontro inicial parece ter sido um pouco rápido demais (o que pode ser ignorado se pensarmos que é só fruto da imaginação)
No final temos duas histórias curtas, uma sobre o passado, outra sobre o futuro. Ajudam-nos a aceitar o final que é muito amargo (e quase que chorei um bocadinho). Agora quero comprar o artbook, porque estes tipos têm mesmo muito estilo!
Nunca o Gackt me deixou mal e não foi desta. Manga bom e recomenda-se!
By : ladyxzeus
Gaiking: Legend of Daiku-Maryu
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Gaiking: Legend of Daiku-Maryu
Obari Masami - Toei Animation
Anime - 39 Episódios
2005
5 em 10
Segundo consta, este é o remake de um anime dos 70s. Tendo isto em conta, existem aspectos que criticarei que apenas o são porque no tempo da sua criação era assim que as coisas funcionavam. Ainda assim, não significa que todos os animes da época tivessem estes elementos que considero bastante medíocres. De uma forma ou de outra, fiquei curiosa em ver o original. Numa primeira pesquisa, nada encontrei. Sugestões? ;)
Daiya é um jovenzito atarracado que perdeu o pai numa tempestade no mar. Durante essa tempestade, ele viu certos monstros monstruosos, tendo sido salvo por um - que por sinal era um robot. Anos depois, vê-se na situação de ter sido escolhido por esse super robot para conduzir uma máquina totalmente poderosa, de forma a vencer o grande inimigo.
A verdade é que este anime pouco diverge dos já bem conhecidos super-robotos que nos vêm acompanhando desde a década de 70 (época onde este anime tem origem, por sinal). Existem pequenas variações, sendo a mais evidente o inimigo. Ao contrário de extra-terrestres temos, desta vez.... Intra-terrestres! Pois é, eles vêm do centro da terra. Mas tudo é explicado. Há um ritmo bastante regular de monstro/robot intra-terrestre da semana, havendo alguns momentos em que há um desenvolvimento da narrativa para nos indicar coisas de mais ou menos interesse: a relação entre os personagens inimigos (bastante bem desenvolvida, até), a relação entre a equipa que conduz o Daiku-Maryu, o que é feito do pai do Daiya e muitos momentos de comédia. Mas nada disto é diferente do normal. Mais um igual a tantos outros.
Sem dúvida que o aspecto que merece mais atenção é o inimigo. Proist, a filha do grande rei, é uma personagem bem desenvolvida e com características bastante únicas, se bem que muito pouco originais. Os generais do glam-rock também se desenvolvem de forma firme. Mas nada disto é novo, dentro ou fora do género.
A arte vem melhorando à medida que os episódios passam, sendo as lutas finais bastante perto do bom, mas no geral é mais que medíocre. Os ataques (que temos sempre de gritar para que funcionem. Gritar o nome deles!) não fazem sentido e são de um design e animação escabrosos. Aliás, o próprio design da maquinaria é escabroso. Existem muitos erros simples, que abrangem todos os pontos, da cor à proporção. Mas, como diga, fica melhor mais para o fim.
Em termos musicais, para além de uma viciante música de abertura (daidaidaidaidaikumaryu) não temos ponta por onde se lhe pegue. Todos os temas são terríveis e nem os momentos com grandes clássicos da música erudita conseguem salvar esta banda sonora.
Enfim, valeu a pena porque há há montes que não via robotos supremos...
By : ladyxzeus
Sidonia no Kishi
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Sidonia no Kishi
Shizuno Koubun - Starchild Records
Anime - 12 Episódios
2014
5 em 10
Desta Primosa season que passou, escolhi este porque me pareceu ser o que tinha mais potencial para ser o anime da season. Mas parece que esta season não há anime da season... Isto foi uma experiência muito díspar, entre o horrível e o muito bonito. Vejamos.
Sidonia é uma estrutura no espaço, uma cidade altamente militarizada. Os militares, cadetes e soldados em geral, lutam contra umas criaturas misteriosas, alienígenas vivos e com placenta que têm como agenda destruir Sidonia. E há uma cozinheira que é um urso. A história não tem nada demais, mas poderíamos esperar algumas interacções alienígenas que nos dissessem coisas sobre a vida humana. Mas isso não acontece. Pouco ficamos a saber sobre os aliens propriamente ditos, apesar de estarem a decorrer experiências com eles (e pelas experiências até parecem ser bem simpáticos. Estou a referir-me ao alien que parasitou a moça que ficou autista, claro)
Ficamos, pois, a saber sobre as personagens. E é aqui a primeira grande falha deste anime. Onde se poderia distinguir, com personagens densos e sob a tensão de terem de lutar numa guerra impossível, encontramos um conjunto de adolescentes que nada mais fazem do que adolescentar, verbo que traduz todas as coisas que essas pessoas fazem, como ir passear no fundo do mar, salvarem-se uns aos outros no espaço, terem paixonetas ou terem ciúmes. Tudo isto de roda de um personagem principal sem o menor traço distinguível. Se há diálogos interessantes? Sim, de vez em quando. Raramente. Mas isso não compensa a falta de conteúdo. E os adultos? É com eles que tentamos perceber o funcionamento de Sidonia e o passado. Mas nada é claro. Movem-se por interesses ou por emoções... E porque é que a cozinheira é um urso? Qual a necessidade?
Outro aspecto divisível é a animação. CG, CG puro. Mas CG moderno, daquele que quase parece 2D. Mas que não é. Ora, isto é um pau de dois bicos. Dois bicos bem bicudos! Se por um lado temos momentos gráficos de grande beleza (por exemplo, quando estavam os dois perdidos na nave espacial a fazer fotossíntese), por outro lado temos cenas de animação que muitas vezes são simplesmente... Pavorosas. Olhos partidos, é o que digo. Não é *sempre*. Diria que temos cenas terríveis tantas vezes como um anime em 2D. Mas como é CG nota-se muito mais, é muito mais flagrante. Realmente, esta técnica tem de ser muito bem usada para funcionar bem... E não se pode abusar!
Musicalmente, nada fora do contexto. Nem especialmente bonito, mas também nada de especialmente mau... Indistinguível. Nada a apontar, nem de certo nem de errado.
Um desapontamento e sem dúvida o pior da season. Quanto ao melhor... Pelos vistos do que eu estava a ver só três terminaram e nenhum deles foi nada de especial. Por isso temos uma season sem melhor. Que pena.
By : ladyxzeus
Hitsugi no Chaika
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Hitsugi no Chaika
Masui Shoichi - Bones
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10
Segundo anime da season a terminar.
Quando escolhi este anime para ver, tinha uma expectativa completamente diferente do que veio a aparecer. Não que o resultado tenha sido mau, apenas estava à espera de uma coisa bem diversa. Apresenta-se-nos, então, um anime de fantasia com os seus aspectos de interesse.
Dois irmãos, que estiveram na guerra, vêem-se numa viagem com uma misteriosa rapariga. Chaika de seu nome, transporta um caixão com uma arma mágica. O objectivo dela é reunir as partes do corpo daquele que foi o seu dono, pai ou mestre, por razão que não é muito evidente. O anime tem uma natureza episódica ao início, sendo que mais tarde os nossos personagens se envolvem numa busca pelo poder, político e não só, do universo em que vivem.
O universo fantástico em que decorre a história tem o seu quê de qualquer coisa. Sabemos que este país, onde há animais fantásticos e dragões que se transformam em menina, esteve em guerra. Agora, o resto não sabemos. Achei que este aspecto, o do universo, poderia ter sido muito mais explorado. Pareceu-me que, mais desenvolvido, poderia ser muito rico e detalhado. No entanto, o anime prefere focar-se nas interacções entre as personagens, nomeadamente nas incapacidades sociais de Chaika.
Isto teria sido bem melhor se esta personagem não fosse tão simples. É-nos dito que lhe faltam memórias, passe o spoiler, mas a forma infantil como age, a maneira de falar, todos estes pequenos detalhes, tornam-na numa personagem um pouco oca e aborrecida. É muito mais divertido ver os dois irmãos e as suas personalidades em oposição, sendo que eles também receberam melhor explicação para serem como são.
Em termos de animação, nada a apontar. Não é extraordinária, mas tem os seus momentos, sobretudo nas cenas de acção e, mais que isso, nas cenas de acção que envolvem o dragão. O design das personagens parece-me pouco realista dentro do contexto, parecendo que os autores se preocuparam mais em fazê-los "giros" do que "práticos"
Musicalmente, temos uma OP e ED muito medianas, passando-se o mesmo para todos os outros temas.
Teremos segunda season, o que será bom para concluir a história e percebermos (espero eu) um pouco mais sobre este mundo e, sobretudo, sobre Chaika. Acredito que esta personagem tem potencial, mas que apenas está mal aproveitado para poder fazer o favor aos fãs deste tipo de menina.
By : ladyxzeus
Arraial Lisboa Pride '14
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Segue-se um concerto. Da Chick é o nome. Não apreciei por aí além. Se há coisa que não gosto é pessoas portuguesas falando em inglês para passarem por inglesas, sobretudo quando estão em terras portuguesas. No que respeita à música propriamente dita, nada a apontar. Não estava com muita atenção. Andámos por aqui e por ali, encontrando gente, buscando drinques... E encontrámos uma pessoa que não sabia quem era e que admiro muito! O gajo da Música Portuguesa a Gostar dela Própria. Não sabia como era a cara dele, não sabia qual era o nome dele (e já me esqueci), mas ainda assim fui falar com ele, por intermédio de R. Tirámos uma foto!
Arraial Lisboa Pride '14
Para variar um pouco o programa das festas, porque não passar no Terreiro do Paço e dançar um bocadinho na festa do arco-íris? :)
Assim foi. Nunca tinha ido, mas a verdade é que é bem divertido!
Passamos pelo Terreiro do Paço pelas 20:00, a caminho do tasco onde costumamos ir jantar quando se está em Lisboa. Gente, bastante gente, e muitas banquinhas. Não vi com muita atenção o que tinham, mas detectei bonecas insufláveis (de utilidade questionável), comidinhas com bom aspecto (quando eu comia carne de porco, adorava pão com chouriço e tinham lá uns pães com chouriço que pareciam deliciosos) e algumas bancas que vendiam coisas. Nomeadamente umas cadeiras bem originais, com imagens de santinhas, cores ou franjas ou plumas, adorei aquelas cadeiras! Foi por esta hora a primeira e única aparição de travecas flamejantes. Extraordinárias, cheias de estilo, posavam para fotos, sorridentes e triunfantes. Adoro-as! Mas pelos vistos perdemos o espectáculo, que eu queria ver... Vi uma vez um bocado do espectáculo do Finalmente e aquilo é simplesmente fabuloso!
Regressados do jantar, onde fizemos planos de mandar o Cavaco e a Joana Vasconcelos para o espaço dentro de um cacilheiro, deparamo-nos com uma party absolutamente medonha. Isto no bom sentido! Música pop extremamente dançável, gente nua nos vídeos e no palco... Estonteante. Segundo o programa, este DJ seria Almada Guerra DJ, com o programa Soft Porn e Sexy Beats.
Segue-se um concerto. Da Chick é o nome. Não apreciei por aí além. Se há coisa que não gosto é pessoas portuguesas falando em inglês para passarem por inglesas, sobretudo quando estão em terras portuguesas. No que respeita à música propriamente dita, nada a apontar. Não estava com muita atenção. Andámos por aqui e por ali, encontrando gente, buscando drinques... E encontrámos uma pessoa que não sabia quem era e que admiro muito! O gajo da Música Portuguesa a Gostar dela Própria. Não sabia como era a cara dele, não sabia qual era o nome dele (e já me esqueci), mas ainda assim fui falar com ele, por intermédio de R. Tirámos uma foto!
Eu sou o mutante amarelo. Os senhores de barba vão gravar as coisas mais improváveis ao fim do mundo. Bem, talvez a minha abordagem não tenha sido a melhor - tanta a excitação - mas o amigo não foi especialmente simpático. Mas tassbem, porque havia de estar montes de gente a chateá-lo. :)
Finalmente, entro eu em modo aborrecimento... Tantas bebidas compradas e tão pouco tempo para as beber! O limite é a uma e quarenta... Por isso fiquei, bem acompanhada, numa tenda que tinha uns belísssimos sofás. Enquanto isso, passavam remixes do António Variações, mas de onde estávamos não dava para ouvir muito bem.
Depois corremos para apanhar o objecto limitante e eu fui para casa a pensar que tinha sido parva em não ter ido dançar.
By : ladyxzeus



