• Ludwig Revolution

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    Ludwig Revolution
    Kaori Yuki
    Manga - 16 Capítulos/4 Volumes
    1998-2007
     5 em 10

    Antes de mais, uma novidade. Como será longo, segue em itálico.

    Ora bem, sempre me ouviram dizer que nunca, nunca na minha vida inteira iria ler um livro digital. Mas tudo muda e evolui e decidi-me a arranjar o Kobo, o meu quadradinho fofinho. Assim, comecei a adquirir muitos e-books, quer comprando-os quer pedindo a amigos que mos dessem. Mas... E o manga? Pensei... E se eu também tivesse manga no Kobo? Então, pedi a uns outros amigos que me explicassem como se obtinha manga digital. Explicações dadas, comecei a comprar e-books de manga. :) Mas... Nem tudo o que quero ler existe em e-book. Ora bem, o que farei então com isto? Não deixarei de comprar manga físico, certamente... Mas e quando esse manga é raro, caro, difícil de encontrar? Dei voltas à cabeça e pensei noutra coisa... Os scanlators também têm trabalho e eu respeito o seu trabalho. E se eu os usasse e lhes desse dinheiro para os apoiar? E assim me decidi! =D

    Tinha esta colecção parada pois não encontrava em lado nenhum o Tomo 3. Até o encontrei bem em conta - 50€ - na Fnac francesa, mas não enviavam para Portugal... ;__; Então decidi arranjar o Tomo 3 em pdf. =D Hoje à hora de almoço terminei a série. :>

    Como saberão, eu gosto muito da autora, Kaori Yuki. O estilo de desenho dela é um dos meus predilectos e as histórias têm sempre um twist muito interessante. Infelizmente, esta série desapontou. E muito. Creio que vou desistir da autora, pois as suas grandes obras já estão lidas.

    Ludwig é um príncipe muito bonito mas também muito perverso. O pai envia-o numa viagem para encontrar uma noiva, na companhia de Wilhelm, o seu vassalo. Nas suas viagens, vão encontrando muitas princesas. Na verdade, isto é um twist dos contos de fadas dos Irmãos Grimm, por vezes cómico, por vezes muito negro. As histórias mais negras são bem interessantes, assim como a história principal das intrigas do palácio. Esta é muito simples, mas funciona.

    No entanto, o cómico e o dramático não se conjugam bem, sobretudo com o estilo de arte apresentado. Há uma fissão muito clara entre as cenas de cada estilo e isso, no geral, oferece-nos uma obra muito pouco consistente e sem fluidez.

    Também a arte fica aquém das expectativas. O uso de texturas  e detalhes está sobrecarregado, tornando os designs de cenários e objectos (sobretudo roupas) muito confusos e complicados de perceber. Também não há tanto detalhe como o esperado, sobretudo nos cenários (lembremos os grandiosos de Angel Sanctuary) e a anatomia dos personagens tem momentos muito fracos.

    Enfim, desapontante. Estou a vender os três volumes que tenho, estão em Francês. Quem quer? :)
  • Os Olhos de Tirésias

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    Os Olhos de Tirésias
    Cristina Drios
    2013
    Romance

    Livro que estava ansiosa de receber, de tanto ouvir falar dele no BookCrossing! Fiquei com uma opinião muito dividida... Por um lado gostei, por outro houve algo que não me chamou.

    É uma história da primeira guerra mundial, contada pelos olhos do avô Mateus Mateus, avô da narradora que ela nunca conheceu. A primeira parte fala da vida de Mateus Mateus e dos outros personagens antes de chegarem à guerra, intercalado com alguns momentos de autocontemplação do soldado, depois de idoso, e com a aventura da narradora em escrever o livro. Isto leva-me à primeira questão: quem é a narradora? É simplesmente uma anónima ou é a própria autora do livro? Se for a própria autora, não sei se me sinto muito confortável em ler palavras tão íntimas sobre a construção do livro e acho que ela se devia ter distanciado da história. Se for anónima, as suas páginas são bastante refrescantes. Com esta dúvida, uma razão para me sentir dividida. Noutro aspecto, achei que intercalar a narrativa de Mateus Mateus com imagens dos outros personagens acabou por ter um efeito um pouco confuso. Imaginemos que eu não tinha lido a contracapa. Não saberia que todas essas pessoas são personagens da mesma história. A maneira de se encontrarem parece casual e a sua influência na vida do principal parece muito vaga. Seria assim tão importante falar tanto do passado deles?

    Numa segunda parte, acompanhamos a breve visita destas pessoas a um sanatório onde, por métodos freudianos, um médico alemão tenta fazer espionagem. Porque Mateus Mateus e o seu companheiro inglês têm a capacidade de ver o futuro! O sofrimento que esta habilidade causa está bastante bem explorado e é muito interessante, mas gostaria de ter visto este misterioso poder mais vezes em acção. Achei que esta parte da história, em que todos os personagens estão juntos, podia ter sido mais longa e mais detalhada, com mais aventuras diárias, sem apenas referir os grandes pontos de viragem. Mas assim também gostei bastante.

    Terceira parte é conclusão, em que os personagens do futuro se ligam aos do passado e a narradora consegue completar o livro. A inclusão do personagem do Messias pareceu-me muito escusada, parecia estar ali só por estar. Não teve influência nem numa história nem noutra e, nesta parte, a observação da vida diária não me parecia assim tão importante.

    O que mais gostei foi a imagem dada da guerra. Tomando por referência os poucos livros que li sobre ela, pareceu-me muito vívida e realista, caracterizando muito bem o terror vivido naquela época.

    À superfície gostei imenso, li-o num instante. Mas se for analisar bem a fundo, existem algumas coisas que acho que poderiam ter sido diferentes... Agora, irei ler as opiniões do resto do pessoal para saber se sou a única com este sentimento. :)
  • x-Men - Days of Future Past

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    X-Men - Days of Future Past
    Bryan Singer
    2014
    Filme
    7 em 10

    Combinando o fim de semana, é-me revelado que vamos ao cinema! Não tinha qualquer tipo de expectativa para este filme. Talvez até pensasse "vai ser tão mau como o último". Mas a verdade é que me surpreendeu muito pela positiva.

    Este filme é a sequela de outro que não vi, mas percebe-se muito bem o que se passa. Umas máquinas poderosíssimas andam a matar todos os mutantes, levando a uma civilização de sofrimento e caos. Por isso, vão enviar alguém ao passado, para impedir que a Mística cometa um assassinato que irá levar ao desenvolvimento destas máquinhas. Esse alguém, por motivos puramente físicos, é o Wolverine. No passado, encontra versões mais jovens do Professor X e do Magneto, tentando juntá-los para pararem a Mística.

    A história é muito interessante e está cheia de pequenos detalhes que piscam o olho a outros momentos da saga dos X-Men. As versões mais jovens dos heróis que conhecemos são muito interessantes, existindo um desenvolvimento de personagem muito bom, já que - através dos (não muito bons) conselhos de Logan - conseguem encontrar razões para lutar e viver, cada um à sua maneira, de forma a que se tornem naquilo que são nos dias de hoje.

    Os efeitos especiais não são excepcionalmente realistas, mas dão-nos lutas e cenas de acção muito divertidas.

    Puro entretenimento, mas bom entretenimento. Vi num jornal "recomendado para fãs" e realmente acho que isso está certo. Os X-Men são a coisa de comics americanos que mais gosto (nunca li, mas vi os desenhos animados) e talvez tenha sido por isso que gostei tanto do filme. :)
  • Koukou Butouden Crows

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    Koukou Butouden Crows
    Takahashi Hiroshi - Knack Productions
    Anime OVA - 2 Episódios
    1994
    6 em 10

    Este anime tem uma história muito curiosa. Houve aí uma fase, já vai para uns cinco ou seis anos, em que eu queria ver todos os animes sobre delinquentes juvenis possíveis. Queria compreender como funcionavam tais pessoas na sociedade, sobretudo raparigas. Bem, encontrei muito pouca coisa (sobretudo sobre as tais raparigas de saias compridas). Ainda quero saber, portanto estejam à vontade para me recomendar. Enfim, este anime foi um dos que me recomendaram na altura. E lá fui eu. Após muita, muita, muitaaaa pesquisa, fui encontrar um torrent perdido no meio de nenhures e lá me pus eu a sacar. E aqui esteve. Cinco... Seis anos... Parado nos 98%. Há coisa de três semanas terminou! E hoje tive a oportunidade de o ver! =D

    Consistindo de dois episódios de 50 minutos, este anime não tem muito de história ou personagens. Um jovem forte e violento, mas bem humorado, envolve-se numa luta de gangs pela hierarquia da escola e do bairro ao proteger um miúdo mais fraco. É uma história típica de branco no preto (o bem que luta contra o mal), recheada de lutas corpo a corpo violentas, mas bastante realistas. Assim, não há muito espaço para o desenvolvimento de personagens ou de uma história que interligasse todos os aspectos do anime. Mas para quem quer dois episódios de boa porrada, aqui está a coisa certa para verem.

    A arte é clássica da época, com designs realistas e traços fortes. A animação não é excelente mas também não está má, oferecendo muita vivacidade a todas as lutas a que assistimos. São cenas com muita energia, que servem bem para libertar a raiva acumulada ao fim de um dia de trabalho. O mesmo se passa com a música. Muito típica de meados dos anos 90, apresenta-se com um rock bem animado, que ilustra muito bem as cenas de delinquência que recheiam toda a hora e meia que são estes OVAs.

    Valeu a pena o tempo de espera, porque foi divertido. Não foi a pérola que eu estava na expectativa de receber, mas foi bem engraçado. :)


  • Mazinkaiser

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    Mazinkaiser
    Murata Masahiku - Brains Base
    Anime OVA - 7 Episódios
    2001
    4 em 10

    Põe o random a mexer, para um anime escolher. Vai roleta, vai mais um, calhou este catrapum.

    Meu deus. O que é que eu acabei de ver. Ao início... Ao início pensei "bem, apanhei uma fase má dos 80s". Mas depois olhei para a data... Olhei para a data e vi... Dois Mis. O milénio. Como. Porquê. Quando. Quem sou eu?

    Robôs gigantes, tudo bem. Mamocas ao léu, tudo bem também. Um inimigo idiota... Aceita-se. Mas o que não se aceita é isto tudo junto carecendo de sentido, objectivo, tudo o que um anime precisa para ser um anime! Vejamos: três amigos, bikers (ponto a favor) lutam contra o génio do mal, encarnado por um velho barbudo (ponto neutro), que tem robôs maléficos (ponto contra) e cujo minion é um ser metade homem metade mulher (ponto a favor), que se toca impudicamente no banho (ponto contra). Têm duas parceiras que são gajas boas (ponto neutro), que aparecem nuas a tomar banhos de sol sem razão (ponto contra). A gaja do grupo é fraquinha e está sempre a ser capturada (ponto contra) e em última instância mostra as mamas com mamilos bicudos (ponto contra).

    Tudo isto com uma animação atroz, envelhecida, terrível, sem ponta por onde se lhe pegue. Designs mal aproveitados, mas sobretudo sequências, seguidas (seguidas!) em que podemos ver a distância entre as frames de cada gesto. 

    Música do piorio, tentando apanhar o charme dos 80s mas patinando em estrume vacum a cada passo.

    Há muito tempo que não me calhava nada assim. Se calhar isto é um regresso ao giant robot das décadas passadas, uma homenagem, algo... Mas não, nem isso consegue ser. Horrível. Medonho. Sim, medonho é a palavra certa.

    Agora vou lavar os olhos com betadine. Até já.
  • Uma Morte Súbita

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    Uma Morte Súbita
    J.K. Rowling
    2012
    Romance

    Tinha uma grande curiosidade em ler este livro, já que sou grande fã da saga Harry Potter (pelo menos enquanto tinha a mesma idade que o Harry nos livros). Assim, queria muito saber como seria um livro de J.K. Rowling para um público adulto. Como tinha o livro empatado nas últimas cem páginas e passei o dia de hoje todo em casa, pensei em fazer algo que já não fazia há muito tempo. Deitar no meu canto da cama, em cima da minha ovelha e encostada ao meu poring, braço apoiado no cão pudim e manatim MASAL a servir de encosto para os pés.... E ler! E agora já conhecem alguns habitantes da minha cama, que coisa tão privada, huhuhu (há mais ºvº)

    Devido a uma morte súbita, um lugar no conselho da pequena cidade de Pagford fica livre. E pelo meio de muitas intrigas ficamos a conhecer cada um dos habitantes da cidade, como se nós próprios vivêssemos lá. A história liga muitas pessoas diferentes, apesar de não ser muito complexa. O que é certo é que está muito bem contada. Realmente senti-me como se estivesse em Pagford, acompanhando as pequenas vidas diárias e os dramas pessoais de cada um dos personagens como se fossem os meus.

    A personagem que mais gostei foi Krystal. E devo confessar que chorei um bocadinho no fim. Também simpatizei muito com Sukhvinder e os que gostei menos foram Colin Wall e o filho (na minha edição traduzido como "Bola Wall", mas acho que não seria o mais correcto).

    Achei que a autora captou muito bem as expressões locais, um interior perdido da Inglaterra. As descrições dos locais são muito exactas e cada uma das personagens foi construída com muito detalhe e muito carinho. Existem vários temas presentes e cada um deles ganha dimensão há medida que a história decorre, não se deixando ofuscar uns pelos outros.

    No geral, um livro excelente. Não será uma obra prima da literatura, mas é muito envolvente e, sobretudo, muito divertido.
  • Kimagure Orange Road

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    Kimagure Orange Road
    Osamu Kobayashi - Studio Pierrot
    Anime - 48 Episódios
    1987
    6 em 10

    Continuo em casa a doentar, portanto achei por bem por os animes todos em dia e terminar este bicho que me tem vindo a atormentar nos últimos meses. Bem, talvez atormentar não seja a palavra correcta, porque até foi uma viagem bem divertida. Mas a verdade é que já não via uma série longa dos 80s há algum tempo e, parece-me, já tinha perdido o hábito...

    Esta é uma comédia da vida diária, o protótipo daquilo que um dia virá a ser o fatia-de-vida. Kyosuke e as suas irmãs gémeas, mais novas, vão viver para uma nova cidade. Lá fazem novos amigos e o pobre rapaz vê-se envolvido num triângulo amoroso, dividido entre Madoka Ayukawa e Hikaru Hiyama. Isto leva-nos a quarenta e oito episódios de desentendimentos e muitas alegrias. Com um twist: toda a família de Kyosuke tem poderes telecinéticos, que não podem usar sob nenhum pretexto! Ou então, terão de mudar de cidade mais uma vez.

    A história é simples, deixando tudo em aberto (suponho que será concluído nos filmes, que não sei se tenho muita vontade de ver). Este tipo de história só pode ser suportado por grandes personagens, já que cada episódio é uma aventura nova sem relação com as anteriores. Sendo assim, falemos dos personagens. São muito melhores do que os de um fatia-de-vida moderno, sem dúvida. Cada um tem um elemento identificativo que vai para além da personalidade exterior, sendo pessoas vivas e únicas, cada uma com uma enorme alegria de viver e com vários traços na personalidade que tornam cada episódio numa experiência bastante divertida. No entanto, isto não é suficiente. São tantas coisas, tantas coisas que eles fazem, que tudo acaba por ser repetitivo. Isto é, tudo poderia ser solucionado se logo desde o início cada um dos personagens clarificasse a sua posição em relação aos outros, se admitissem os seus sentimentos e se falassem sinceramente. Mas como isto não acontece, tudo termina de forma inconclusiva, o que é pouco agradável.

    A arte é típica da época, pecando da mesma forma como tantos outros pecaram: imagens repetidas e recicladas. Sobretudo em cenas de maior animação, nomeadamente de dança, isto torna-se cansativo e expectável. De resto, os designs são bastante criativos, sobretudo no que respeita a roupas e à sua variedade, dando-nos uma boa imagem do que os 80s eram em termos de moda e tendências. O que é bastante curioso, diga-se de passagem, gosto muito, na verdade. :)

    O melhor é mesmo a música. Este grupo de amigos frequenta muitos concertos, sendo que nos dá uma visão muito abrangente no território da pop. São músicas com muita cor e muito dançáveis, que se pegam imediatamente na nossa cabeça e dificilmente saem dela.

    Um bom clássico, apesar dos seus defeitos.
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