• A Fuga

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    A Fuga
    Carolyn Jessop com Laura Palmer
    2007
    Auto-biografia
    Escrevo isto do meu local de trabalho, onde desfruto de uma hora e meia de almoço (que tenho passado a ler). Tem sido muito giro, mas cansativo, e ultimamente tenho chegado a casa e vou logo dormir. Mas como estou com uma conjuntivite e não posso conduzir (porque não tenho óculos de sol graduados) tenho lido muito. É muito tempo de transportes, mas vale a pena.

    Este livro apareceu no BookCrossing e ao início estava com dúvidas sobre se me haveria de inscrever para o ler ou não. Depois pensei que conhecer estas situações nunca é demais. O que são estas situações? Este livro é a auto-biografia de uma mulher que fugiu de uma seita religiosa radical (Santos dos Últimos Dias ou algo do género, para ser sincera não consegui apanhar muito bem o nome: aparecia sempre em sigla) que praticava a poligamia. Esta mulher casou aos dezoito anos com um homem de cinquenta e dois e teve oito filhos. Este homem tinha outras duas mulheres e foi arranjando mais e mais.

    Este relato quase não parece real. É estranho e assustador que possam existir pessoas a viver assim nos dias de hoje. Ninguém tem direitos, o profeta pode tirar as famílias às pessoas conforme lhe apetece, as mulheres são maltratadas, as crianças são maltratadas, é uma loucura. São pessoas que vivem no passado, não têm informação, não têm acesso à realidade do mundo exterior, que acreditam ser composto de pessoas más que os querem impedir de ascender ao céu. Os profetas foram passando e o último era o mais louco de todos. Por exemplo, um dia apeteceu-lhe que não gostava mais de vermelho. Então toda a gente da comunidade teve de deitar as coisas vermelhas fora. Impressionou-me muito também terem abatido todos os cães e terem assassinado uma vaca com uma serra eléctrica para "ensinar a sobreviver no meio selvagem". 

    Todo o livro é caso para dizer "mas que raio". Ou melhor "watafak".

    É um livro valioso porque conta como as pessoas vivem neste universo paralelo, completamente fechado. E é um relato importante pois prova que pessoas com coragem e determinação podem fugir à tortura física e psicológica e que conseguem fazer valer os seus direitos.

    Fiquei muito impressionada. Já me disseram que nem todos os Santos dos Últimos Dias são esta seita e que nem todos os Mórmones são esta seita. Acredito que isto só exista na América, que é o campo de cultivo de pessoas malucas que temos no mundo. Acredito também que este livro tenha ajudado a acabar com esta loucura. Vale a pena ler, por uma questão meramente informativa. Fascina-me e horroriza-me como as pessoas são capazes de fazer coisas tão más umas às outras...
  • A Sombra do Vento

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    A Sombra do Vento
    Carlos Ruiz Zafón
    2001
    Romance

    Este livro foi recebido numa ocasião especial, por ofertante especial e acabou por se tornar muito especial também. Tem uma dedicatória muito fofinha para mim e tudo <3

    Este é um livro sobre um livro. Aliás, sobre as aventuras que um livro provoca. Daniel é um rapazinho órfão de mão, filho de um livreiro. Por ocasião do seu décimo aniversário o pai leva-o a um local chamado "Cemitério dos Livros Esquecidos", onde estão livros proibidos e desaparecidos, guardados num sítio onde não lhes podem fazer mal. Daniel escolhe o livro "A Sombra do Vento" e enceta mais tarde uma busca por Carax, o autor do livro. E aí há muitas personagens e muitas histórias que se cruzam numa teia brilhante.

    A história é fascinante, mas não funcionaria se as personagens não fossem tão fortes. Cada uma tem uma linguagem própria que as distingue e torna únicas. E a forma como os diálogos estão escritos acaba por se tornar muito engraçada. O meu preferido foi Fermín que, por detrás de toda a verborreia, se tornou num personagem de lealdade notável em todos os aspectos.

    O livro está muito bem escrito e merece sem dúvida a sua posição de Best-Seller. Foi um prazer lê-lo e faria-o circular se não me tivesse sido oferecido. Ainda assim recomendo-o!


  • O Experimentar Na M'incomoda

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    O Experimentar Na M'incomoda
    Concerto
    Esta era a banda que, quando íamos a casa de um certo amigo, era colocada no final e toda a gente se ia embora. Demasiado atrofiante. Por isso, como experimentar na m'incomoda, fui ao concerto que deram a propósito de um festival de coisas tradicionais organizado por um banco, no Museu de Arte Popular em Belém.

    Começa tudo de forma estranha, porque afinal de contas estamos num museu. As voluntárias, coitadinhas, nem sequer sabiam que ia haver concerto, mas eram simpáticas. Talvez se contratassem estas pessoas pela competência e não pelo aspecto beto da cara tudo corresse melhor. Enfim, lá se iniciou o concerto. Entrámos um pouco mais tarde e ainda conseguimos sacar uns copos de vinho com vinho a uma moça oficial.

    Esta banda é muito bizarra, mas é um bizarro que perturba, assusta e agrada, tudo ao mesmo tempo. O conceito é simples: pegar em canções tradicionais dos Açores e colocar-lhes algo de eléctrico em cima. O resultado é uma sonoridade cheia de texturas, que nos leva para um universo paralelo, o universo de uma ilha onde está sempre nevoeiro, um lugar de isolamento e meditação onde, sem dúvida, há monstros lendários e onde se podem viver aventuras estranhas todos os dias.

    Para ouvirem tudo, podem ir ao Bandcamp da banda, aqui. E fiquem com um exemplo:



    Quanto ao concerto em si, achei que talvez faltasse uma certa presença em palco. Houve erros surpreendentes, quer da parte deles quer da parte dos técnicos. Mas a presença da Mitó (vocalista d'A Naifa) foi perfeita e ainda bem que ela foi convidada. Gostaria de voltar a ver um destes concertos, talvez num lugar melhor e com mais gente no público.

    Fomos aos Açores e voltámos, foi uma grande aventura!


  • Macross

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    Macross
    Ishiguro Noboru - Artland
    Anime - 36 Episódios
    1982
    6 em 10

    Tal como estou com um projecto de Gandamu entre mãos (ver todos), sempre pensei em ter um projecto de Macross, exactamente igual. No entanto, comecei errado. Comecei pelo Zero e pelo Plus, seguidos de Do You Remember Love. Desisti do projecto. Entretanto, colocou-se esta ocasião, a de ver o Macross original. E foi bastante divertido!

    Uma nave espacial gigante foi parar à Terra. Depois de reconstruída foi parar a Plutão. E esse pequeno universo ambulante parte de volta a esse planeta entre Vénus e Marte, interrompida frequentemente por toques alienígenas, sendo que os aliens são gigantes. Mas isto é só a justificação para acontecer uma história de amor entre Minmay, uma estrela pop futurista, e Hikaru, um piloto de mechas. O resultado final é uma novela melodramática com toques de humor que me fizeram aumentar o valor da avaliação em um (ou dois) pontos. Não se percebe se o humor é propositado ou não, mas funciona muito. Como explicar a aliens como se fazem bebés. Como Minmay a cantar para aliens. Enfim, tudo o que tem os aliens é hilariante.

    Os personagens não podiam ser mais vazios e irritantes, com destaque especial para Minmay. Minmay é o protótipo da "mocinha", a Mary Sue perfeita, a pessoa no universo do anime a quem mais apetece encher a cara de estalos. A evolução dos personagens é simplesmente aquela que ocorre num quadrado amoroso, de uma simplicidade extrema. Nesse aspecto, por mais aborrecido que tenha sido, Do You Remember Love (que é uma versão alternativa desta história, condensada e ligeiramente alterada) faz um melhor trabalho.

    A animação está bastante boa para a época, apesar de requerer um pouco de mais detalhe na maquinaria. No entanto, consideremos que a maquinaria, o mecha, não é a parte importante desta história. De todo. Os designs dos personagens têm o charme dos oitentas, pois só neles pessoas do futuro usariam coletes de camurça com franjas.

    O ponto forte do anime é a música. Minmay é uma cantora e canta umas três ou quatro músicas diferentes, que têm todas elas aquela sonoridade característica do pop vintage. Foleiras mas maneiras! No entanto, acabam por ser um pouco repetitivas, já que são sempre as mesmas. Já no final, essas músicas acabam substituídas por efeitos sonoros, pela "evolução" da personagem. O tema de abertura e de fim são do mais foleiro que existe: adoro!

    Este anime é um clássico. Mas não é um bom anime. Divertido? Com toda a certeza.
  • Iberanime OPO 2013

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    Iberanime OPO 2013
    Evento
    Apesar de ter ido a todos os Iberanimes de Lisboa, nunca tinha ido ao do Porto. A ideia inicial era ir ao WCS, mas fatosnãoprontosatemponemdeperto. Por isso, não ia, mais um ano. No entanto... Surgiu a oportunidade de participar num grupo para o concurso de grupos! Foi uma experiência interessante e a oportunidade de experimentar o maior evento do Porto!

    Agora vamos dizer a verdade. Tal como em Lisboa, exactamente tal como em Lisboa, o "maior" não equivale ao "melhor". Mas vou contar a história desde o início para tudo fazer mais sentido.

    Partimos de Lisboa, eu e a Hota, para chegar ao hostel escolhido desta vez e descobrirmos que eu, na minha elevadíssima capacidade de me falharem detalhes importantes, tinha marcado a reserva para a semana seguinte. Lá tinham uma cama para nós, mas a primeira noite teve de ser partilhada. No nosso quarto estava um senhor de mais idade que aparentava ser completamente louco, pois não nos deixou dormir praguejando "motherfuckers cocksuckers these fucking people motherfuckers", além de ventosidades orais e anais que expeliu durante toda a noite. Assim, sem uma pinga de sono em cima, me dirigi para o IA! Shuttle, que partiria do Estádio do Dragão até Gondomar.

    Porque sim: o evento do Porto é em Gondomar. A razão não me transcende especialmente, suponho que seja para ter um espaço maior e mais barato. Mas não é nada inteligente ou útil para quem veio de transportes, como se veio a revelar no dia seguinte em que houve que transportar malas.

    Pelo caminho apanhámos a Fuinha, a minha amiga cintilante que veio de São Paulo estudar para o Porto.

    Lá chegadas, observação do espaço. Em tudo igual ao de Lisboa. As mesmas bancas com as mesmas lojas, a mesma coisa rodopiante do canal Panda, um espaço enorme da Nintendo com demonstrações de Pokémon. Os artistas, que são bons artistas, tinham um cantinho minúsculo. Mais interessantes eram as bancas de cultura Japonesa. O espaço estava mal sinalizado, mas tinha três palcos: o A - dos concursos importantes - o B - dos workshops - e o de karaoke - para o karalhoke. O som dos dois últimos misturava-se e confundia-se, ouvindo-se o sonoro tremendo e pavoroso do karalhoke por todo o lado. Acho que o espaço poderia ter sido melhor aproveitado, porque havia muitos lugares onde não estava ninguém versus muitos lugares onde não se podia dar um passo.

    Como não havia nada de interessante para ver, excepto talvez o workshop de cosplay da Calssara que apanhámos a meio, decidimos procurar um restaurante e comer, para depois voltar e marcar lugar para ver o tão esperado WCS. Note-se que, pessoalmente, acho que os workshops oferecidos eram muito interessantes. No entanto o espaço não era adequado a um workshop ou uma palestra ou o que quer que fosse, porque estava sempre a passar gente e era muito ruidoso. Assim, acabei por não ver workshop nenhum, mas tive alguma pena. Sobretudo o das fanfictions, porque - enfim - gosto de escrever.

    Uma omelete de queijo depois, após atribulado passeio por Gondomar, instalamo-nos na primeira fila do Palco A. Portanto, assistimos aos AMVs finais, ao concurso de Kamehamehas e Fusões e só depois ao WCS. Quanto aos AMVs, não posso dizer grande coisa porque não percebo nada das técnicas, apenas os sei apreciar visualmente. Dos que vi, gostei de todos, mas não gostei nada do que venceu (só passou um bocadinho). Mas bem, como não entendo é tudo uma questão de gostos pessoais. Nota para quem faz AMVs: os spoilers não são bacanudos. A Fuinha estava aterrorizada com o concurso de Kamehamehas. Pessoalmente, acho este o concurso mais inútil e menos original de sempre. Neste que vimos, havia um gajo que só sabia cair, uma titoa com a piada da batata e um puto fofo... E sim, é tudo igual. Ainda vou a um destes concursos recitar um motherfucking poema com tanto poder que nem sequer vai preciso gritar para matar o Cell.

    Finalmente, o WCS. Tenho muita pena, mas mesmo muita pena, mas foi muito fraquinho. Talvez tivesse as expectativas demasiado altas. Mas creio que é mais fácil falar dos sukitos um a um. Fatos não é do meu entendimento, mas acho que estavam todos entre o muito bom e o bastante bom. Nas performances é que a coisa não estava assim tão equilibrada. Vamos vê-las, cortesia da Hota.

    Skits World Cosplay Summit
    (com alguns comentários de intenção construtiva)

    Erro nojento da parte do evento ao cortarem as falas com a musiquinha. Ainda assim percebia-se bem o que se passava. O conceito está giro, gostei muito do pássaro, mas passaram demasiado tempo atrás do cenário.

    Cenários interessantes, mas o resultado foi extremamente confuso

    Sem dúvida o melhor skit, muito bem pensado e bem executado. Talvez outro tipo de sapato tivesse facilitado os movimentos. Achei excelente a ideia de ser uma das personagens a tapar as mudanças da outra. A luta talvez pudesse ter resultado um bocadinho melhor não fossem as limitações dos fatos. Parabéns! Vencedoras evidentes e unânimes!

    Engraçado o gajo estar a beber de uma garrafa com o Mascarado, mas no final não se percebeu muito bem o que fez o poder da lua. Depois explicaram-me que era para o afastar, mas eu pensei que era para o curar da buba.

    Engraçadinho, apesar de igual ao vídeo. Acho que teria contribuído muito para as vossas possibilidades um fato de mascote para o porco.

    Terá sido a primeira vez que estas moças participaram num concurso para não terem gravado as vozes? Não se percebia se estavam a fazer o skit ou se estavam mesmo a discutir uma com a outra, não se percebeu mesmo nada. Fica a nota: para a próxima têm de gravar as vozes no audio, porque em eventos de anime os palcos não funcionam da mesma maneira.... Ainda assim foi expressivo, tanto que não se sabia se era real ou se era a fingir (a discussão)

    Com este desapontamento nas costas, acabámos por deixar o evento passado pouco tempo. No hostel, jantei umas belíssimas pataniscas (mas tinha de se pagar para repetir!) e conhecemos um fã de anime que não sabia que existiam eventos. Além de uma brasileira da minha terra e de uma americana que desconhecia as teorias da conspiração sobre as guerras provocadas pelo seu país. Algures durante este convívio descobri que a minha cama tinha sido possuída por um gajo muito alto que não percebia inglês (mas coitadinho, até era simpático)

    Entretanto tinha recebido mensagens múltiplas da encarregada do grupo de cosplay com que ia participar, informando que tinha de lá estar às 8:30 da manhã. Ora, como é que isto é possível se o primeiro Shuttle era às 9:30? Enfim, consegui chegar ainda antes delas, consegui entrar grátis (o que foi bom, porque no Sábado tinha entrado gratuitamente com um bilhete que tinha ganho num passatempo do Anime Portugal) e conseguimos ensaiar. Porque, REVELAÇÃO, elas são do Porto. Na manhã antes do concurso foi o único momento em que ensaiámos juntas. Enfim, foi complicado... Ao início éramos seis. Depois passámos a quatro. No final éramos só três. Isso não impediu que fôssemos paradas para fotos de três em três minutos (três sailors é uma sailor) e não nos impediu de ensaiar. Encontrámos um sítio discreto (era para ser na rua, mas a chuva não ajudou) e apesar de eu ter praticamente desistido de ensaiar nos últimos dias, conseguimos acertar a coreografia e ainda fazer algumas alterações no skit, dado o facto de três dos elementos terem desaparecido de repente. Agora, outra REVELAÇÃO: eu não sei dançar. É facto consumado. Eu sou uma taralhoca, troco-me toda por todos os lados. Mas consegui, e estou mesmo orgulhosa de mim própria, enganar-me apenas duas vezes no momento chave, que foi o do concurso! Peço desculpa às minhas queridas parceiras por me ter enganado, mas fiquei mesmo feliz por ter conseguido acertar no resto. Assim que os encontrar online, farei um comentário de intenção construtiva para todos os skits.

    Eu não vi nenhum skit, nem no backstage nem fora dele. Aliás, tive de pedir para sermos as primeiras no concurso, pois tinha de me ir embora para poder chegar cedo a casa e dormir bem. Hoje foi o meu primeiro dia de trabalho!

    OHMEUDEUS! ACABO DE RECEBER A NOTÍCIA DE QUE FICÁMOS EM SEGUNDO LUGAR! ESTOU CHOCADA! ESTOU FELIZ! OHCÉUS!

    Enfim, tudo isto significa, agora ainda mais, que gostei mais de Domingo do que de Sábado. Passámos um bom tempo no convívio, apesar da chuva, ainda fui às compras com a Fuinha em cosplay (o que resultou numa boa foto com uma papaia), comi muito mal (800 kilocalorias de bolachas de arroz e chocolate) mas fiquei bem no final, ainda consegui comprar umas coisinhas e cheguei a casa para dormir que nem um pedregulho cheio de musgo. No Sábado também houve um momento muito engraçado, que foi conhecer o André Tornado, autor de várias fanfictions e conhecido da Fuinha. Foi muito simpático e fiquei de lhe enviar as minhas histórias para ter um comentário de alguém que sabe escrever. Só li uma fanfiction dele (que gostei mas houve um detalhe que não gostei), mas trouxe uma data delas mais um original com dedicatória para experimentar mais.

    Falando em compras, o meu loot deste evento foi: um gancho de origami em forma de borboleta, lindíssimo (e mais uma caixinha também muito bonita), um phone-strap com um carvãozinho da Ghibli (que tem ar de ser frágil, acho que não vai durar muito tempo no meu telemóvel) e um desenho do Light Bicha de Death Note:



    E agora, o momento pelo qual todos esperavam... Fotos!

    (Algumas) Fotos de Ambos os Dias








    Em resumo: o maior nem sempre é o melhor. Nem por isso deixa de ser engraçado. Vi muitas pessoas de quem gosto e conheci pessoas novas também. Foi divertido aprender a dançar e talvez isto me inspire para me exercitar mais, haha. Não sei se voltarei ao Iberanime a menos que haja uma boa razão (como participar num concurso, s
  • Nekomonogatari: Kuro

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    Nekomonogatari: Kuro
    Shinbou Akiyuki - Shaft
    Anime - 4 Episódios
    2012
    6 em 10

    Antes de começar, uma revelação. Eu não gostei nada, mesmo nada, de Bakemonogatari. Então, porque fui eu ver a prequela? Uma razão simples: estava no clube dos elitistas para ser discutido e só tinha quatro episódios. Por isso, porque não? Podem detestar-me por este comentário, mas devido à qualidade da discussão em causa, vou tentar ser o mais directa possível e esquecer o quanto desgostei dos bakemonos.

    É inevitável fazer uma comparação. Mas devo dizer que gostei mais deste do que dos bakemonos. Esse, para mim, foi um esforço pseudo-artístico para esconder uma falta flagrante de conteúdo útil. Nos nekomonos isso não acontece em tão grande escala, o que é uma coisa excelente. Vamos por partes.

    Arte: uso extenso, mas não exagerado, de elementos artísticos que podem parecer pretensiosos. Creio que em Nekomono conseguiram funcionar, apesar de não aparentarem ter qualquer tipo de função sem ser... Bem, estarem lá. Há quem argumente que funcionam como metrónomo para o ritmo da narrativa, mas tenho de discordar, pois ela está lá quer haja painéis coloridos quer não. Achei a utilização de perspectivas absolutamente atroz, por causa da mudança inusitada das características dos designs das personagens e exagero na aparição de narinas. O fanservice pareceu-me inútil e mal-aplicado, muitas vezes desapropriado, apesar de não estar deselegante de todo.

    História e Personagens: Confesso que já não me recordo da história de Bakemono, nem dos personagens, pelo que não sou capaz de estabelecer relação entre esses e os desta história. A verdade é que a narrativa é muito simples, apesar de estar disfarçada sob um manto de complexidade no diálogo. Este, é inócuo e inconsequente. Aliado ao factor arte, o resultado final é um anime que peca pela falta de massa e volume, apesar de estar mascarado com uma série de coisas que nada mais fazem se não distrair o visionante do que, precisamente, está em falta.

    Música: Ao contrário de tudo o resto, pareceu-me excelente. A OP é fascinante, a ED está bastante boa e no parênquima temos efeitos sonoros que funcionam muito bem em conjugação com a arte (se a aceitarmos como válida, o que eu estou a fazer para o caso)

    Assim, no geral, pareceu-me superior aos bakemonos, mas estão presentes as mesmas falhas. Ainda assim, não o senti tão pretensioso como estava à espera, pelo que acabou por ser uma experiência inesperada e quase positiva.
  • Pokemon: The Origin

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    Pokemon: The Origin
    Kawasaki Itsuro - Production I.G.
    Anime Special - 4 Episódios
    2013
    7 em 10

    Pokemon foi uma parte muito importante da minha vida durante muito tempo. Bem, talvez não tanto como a maioria dos leitores deste espaço... Joguei todos os jogos até ao Crystal. Depois mudou a consola (de Colour para Advance) e os meus pais não me deram a nova e deixei de jogar. Assim, este pequeno special foi também muito importante para mim. Porque. A nostalgia. A bater. Como uma onda. Morna. NOSTALGIA!

    Pela primeira vez, um anime de Pokemon segue a história do jogo à risca. Red (eu joguei o Azul, boo) tem um charmander que vai evoluindo, vai ganhando as medalhas nos ginásios, luta contra a Team Rocket... Bem, todos sabemos a história. O agradável deste anime é que fala precisamente do que me farto de dizer: o amor e a amizade pelos nossos pokemons. Parece que hoje em dia os jogos já não são sobre ter estes bicharocos e lutar com eles e evoluir com eles, mas sim uma coisa matemática e exacta. O objectivo passou ser acabar o jogo de forma perfeita, com uma estratégia rígida. Nada de amizade pelos nossos bicharocos virtuais. E o special The Origin demonstra que esse não é e nunca terá sido o objectivo do jogo. Afinal... Eu tinha razão!

    A animação pareceu-me inconsistente, com momentos excelentes (as lutas principais) e momentos bastante fracos. O design quadrangular não ajuda. No entanto, capta a natureza do jogo perfeitamente, em toda a sua simplicidade.

    A música é a do jogo, o que torna todos os momentos ainda mais nostálgicos.

    Foi uma pena que durasse tão pouco tempo, porque é um jogo demasiado grande e complexo para se reduzir a uma hora e meia de narrativa.

    Ainda assim, recomendo a todos os que tenham tido (ou ainda tenham) a paixão pelos monstros de bolso!
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