Free!
0
Free!
Utsumi Hiroko - Kyoto Animation
Anime - 12 Episódios
2013
7 em 10
E agora sejamos objectivos para observarmos aquele que foi claramente o vencedor em termos de anime da season.
Tudo começou com um PV (que eu não vi), que levou um Tumblr e outras redes sociais feministas ao desespero. TANTO GAJO BOM ISTO TEM DE SE TORNAR REALIDADE. E, não graças às feministas tonhós, isto estava na calha para ser realidade. Uma variação do estilo moe a que a KyoAni nos habituou, exploração de um género diferente que, aliado ao fatia-de-vida despreocupado, funcionou muito bem.
Free é, antes de mais, um anime de desporto. Sobre natação. Quem me conhece sabe como eu gosto de anime de desporto. Motiva-me, faz-me sentir bem. Free contém todos os elementos típicos e outros que o distinguem dentro do género. A história é muito simples (somos uma equipa e vamos vencer), mas a sua nuance são os personagens. Apesar de cada um se inserir num estereótipo que encontramos tanto no anime de desporto como no anime fatia-de-vida, o desenvolvimento das suas relações traz uma variante: somos uma equipa e vamos unir-nos como equipa, fortalecendo as nossas amizades e estabelecendo laços. O resultado é engraçado, comovente, uma série de emoções que não consigo definir. Mas a verdade é que nos ligamos aos personagens como se eles fossem pessoas vivas e torcemos realmente por eles, apesar de sabermos que há outras equipas melhores e que ganhar não é o mais importante.
A arte é exemplar. A animação tem uma fluidez apenas comparável à da água propriamente dita, com uso de perspectivas interessantíssimas para nos interessar por um desporto que prima pela sua simplicidade. É mais pela animação que lhe dou uma nota acima da minha média, porque é realmente um exemplo para qualquer anime.
Em termos musicais, achei a OP despropositada, demasiado trágica para o teor da série. A ironia de ED ficou bem. E nas músicas do parênquima, adicionavam sentimento às cenas, calmante nos momentos trágicos, electrizante nas corridas.
Um anime original que explora as fronteiras entre os géneros, com excelente animação. Não posso deixar de o recomendar.
Nota: isto não tem nada de BoysLove. Fanservice é fanservice quando eles têm de estar despidos para poder nadar? Aproveito para deixar aqui a nota do meu post que explora um pouco os significados do género BL, para se informarem.
By : ladyxzeus
Gin no Saji
0
Gin no Saji
Arakawa Hiromu - Aniplex
Anime - 11 Episódios
2013
7 em 10
Mais um anime da season. Este foi sem dúvida o meu preferido, apesar de ainda faltarem alguns para terminar todos os que estou a seguir. Porquê? Porque é um anime sobre a MINHA ÁREA! Siiim!
Hachiken decide ir para uma escola profissional de agricultura e tecnologia alimentar de maneira a fugir de um ambiente doméstico opressivo. Lá, aprende muitas coisas sobre produção animal. E devo dizer, como conhecedora do assunto (e acreditem, conheço mesmo muito bem) que o que ele aprende está bastante correcto. Causou-me uma certa confusão ver que toda a produção que eles mostraram era intensiva, quando existem alternativas igualmente boas e que oferecem um maior bem-estar aos animais, mas assim tiro a conclusão de que a produção animal no Japão é assim. O que até faz sentido, dado que eles não têm muito espaço. Até os dilemas pelos quais o Hachiken passou, nomeadamente o do porco, são dilemas reais com os quais nos deparamos na nossa área de estudos. Eu deparei-me com exactamente o mesmo problema e, bang, deixei de comer porco. O objectivo é deixar de comer carne de todo.
A animação é muito simples, mas funciona para o efeito, que é apenas um fatia-de-vida passado no campo com animais de produção. Os animais, apesar da simplicidade do seu design, estão correctos anatomicamente, coisa que é muito importante para mim (devido ao meu problema com anatomia, resolvido ao vigésimo quinto exame) A comida que aparece tem um ar divinal e dá vontade de a comer a toda a hora (excepto os bacones e esses coisos).
A música é divertida e agradável, com nota especial para a ED que é simplesmente deliciosa.
E vem aí segunda season, viva! Espero que este anime nunca acabe, para sempre, porque o adorei!
By : ladyxzeus
Kamisama no Inai Nichiyoubi
0
Kamisama no Inai Nichiyoubi
Kumazawa Yuuji - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10
E à medida que termina a season, começam a aparecer os respectivos animes neste espaço. Este foi especial, de certa forma.
"O Domingo em que Não Há Deus". Um dia, deus abandonou o planeta terra e as pessoas deixaram de morrer. Assim, existem coveiros para enterrar as pessoas que morrem mas que se continuam a mexer. Esta série segue as viagens de Ai, filha de uma coveira e de um humano. Considero este tema muito interessante, e nos primeiros episódios foi muito bem conseguido. Depois perdeu-se.
Os primeiros episódios, o primeiro arco e parte do segundo também, tinham uma aura de por-do-sol, um ambiente melancólico em que os sorrisos de Ai eram quase comoventes. Mas depois passámos para um tema completamente diferente, até na arte. Passámos para Ai em escolas a conviver com pessoas da idade dela, com pessoas vivas, todas cheias de humor que não correspondiam àquilo que esperava - tendo em conta os primeiros episódios.
A história e as personagens, com tanto potencial, acabam por se perder numa narrativa inconsistente, mais dedicada a apresentar novos personagens do que a explicar o que se passa neste universo e como é que as pessoas vivem com isso no geral. São-nos apresentados pequenas comunidades todas muito diferentes umas das outras, em que o tema de "não se pode morrer" passa a ser praticamente ignorado. As pessoas que ao início são muito interessantes, revelam-se como estereótipos sem grande conteúdo. Safa-se Ai, que age realmente como uma criança de doze anos - o que é raro no anime, crianças a comportarem-se como crianças.
A arte é muito bonita no que respeita aos fundos e à paleta de cores. Desapontou-me que tivesse passado a ser muito mais alegre e colorida, com excepção do momento do "nascimento" dos coveiros, em que foi criado um ambiente realmente surreal, estranho e gelado.
A OP não tem nada a ver com nada, mas a ED aplica-se bastante bem ao sentimento que a série parece querer transmitir.
Fico com muita pena que o painel final seja um "Fin" e não um "Continue", porque ficaram ainda muitas coisas por explicar e que me deixaram muito curiosa. Era uma história com grande potencial para ser desenvolvida em algo com um pouco mais de maturidade.
By : ladyxzeus
Fairy Tail
0
Fairy Tail
Ishihira Shinji - TV Tokyo
Anime - 175 Episódios + 5 OVAs + 2 Specials + Filme
2009
6 em 10
Finalmente, depois de muito tempo de luta, terminei Fairy Tail. A minha experiência foi desagradável. Sugeriram-me um cosplay desta série (Cana Alberona, como podem ver no meu Cosplay Portfolio), por isso pus-me a vê-la e passei a acompanhar. Nesta altura eu ainda não acompanhava as seasons, então tinha uma certa dificuldade. Depois cheguei ao episódio cento e vinte e qualquer coisa e parei. Fiquei cerca de ano e meio sem ver nada e há pouco decidi que ia terminar nem que a vaca desse café com leite. E aqui estou eu, para falar deste anime.
Sinceramente, acho que a série peca por ser demasiado longa. Porque simplesmente não tem conteúdo válido que justifique tanto tempo de antena. Quando parei, só desejava "que apareçam os dragões para acabar com isto, que apareçam os dragões!" Mas nada... Eu que costumo aturar e até gostar de fillers, achei que nesta série foram demasiados. Essencialmente, uma série para fazer dinheiro, enquanto der leite vamos continuar a ordenhar. Isto é desapontante, sobretudo porque ao início eu estava a gostar bastante.
Depois de tantos episódios, sobretudo com tanto tempo de intervalo, é difícil de avaliar todos os outros aspectos que constituem o anime. No entanto, pareceu-me que a animação foi consistente ao longo de todo este tempo. Ainda assim, o seu nível de qualidade, no geral, não é especialmente bom. Temos lutas, lutas sem fim, ou não fosse este um simples e vulgar anime de batalhas. E, como sabem, eu só as aprecio quando contribuem em algo para a história. A história, essa, divide-se em vários arcos em que vão descobrir um mistério novo e lutar pelos seus nakamas e pela paz no mundo e tudo o mais. Não tenho um arco preferido, mas tenho um arco menos preferido que foi quando deram "desenvolvimento" à "minha" personagem, a Cana. Alterou completamente a minha visão da personagem e depois disso estou sinceramente a pensar reformar o fato. Porque deixou de ser a bêbada divertida para passar a ser algo meio amorfo, com uma série de emoções que não validam a minha interpretação. Se tivesse de escolher um arco para mostrar a alguém, talvez mostrasse o do Jellal, porque foi o mais emocionante para mim.
De resto, todos os personagens são memoráveis, únicos na sua génese. Cada um deles tem um elemento de comédia que é usado ad nauseum, acabando por se perder no conceito inicial. Por exemplo, gostei muito da Juvia assim 3que apareceu, mas a partir do momento em que sempre que ela aparece é para se babar para o Gray-sama... Achei escusado. Outro elemento que foi exagerado... Os exceeds. Quando era só o Happy era muito divertido, porque o gato é amoroso. Depois chegou a Charla (Charle? Carla? Cada sub tem uma coisa diferente) e ainda se aceitava. Depois um universo inteiro cheio deles? A explicação dada fazia sentido, mas o facto de a cada arco seguinte se adicionarem mais gatos foi desnecessário.
Musicalmente, é uma série bastante completa. O tema principal, o da gaita de foles, é memorável e gostei bawsstante dele, mas já cheguei àquela fase da vida em que para mim a OP de anime tem de ser mais do que um roquezinho mal enjorcado sobre lutar pelo bem e proteger nakamas.
Enfim, uma série que poderia ter sido muito melhor se tivesse tido uma conclusão, se tivesse seguido o seu fio condutor com lógica, se não tivesse cedido ao exagero, quer em termos numerais quer em termos qualitativos. Uma série que se perdeu por querer fazer dinheiro. Dinheiro não é tudo na vida e talvez tivesse tido mais sucesso e não tivesse sido cancelada (ou interrompida) se se tivesse limitado a contar uma história.
By : ladyxzeus
o nosso reino
0
o nosso reino
Valter Hugo Mãe
2011
Romance
Este foi um dos livros que sobrou da Convenção do BookCrossing e um que eu queria mesmo ler. Porque depois da experiência deste autor com a Revista Granta 1, fiquei muito curiosa com ele.
É um livro curioso e muito interessante. Muito bem escrito, num estilo original e denso. Facto é que Valter Hugo Mãe recusa-se a utilizar maiúsculas. Isto é, de certa forma, uma valorização da palavra, um pouco marxista digo eu, mas que torna a leitura numa experiência diferente. Porque parece que o texto nunca tem pausas (nós não vemos os pontos finais, vemos é as maiúsculas) e isso traz um sentimento quase desesperante que associamos ao personagem.
E que personagem é este? Um miúdo de 8 anos que quer ser santo. Então, ele vê em tudo algum desígnio divino. E à medida que desgraças vão acontecendo na sua pequena aldeia ao pé do mar, ele entra numa série de explicações surreais e estranhas, quase assustadoras. Gostei sobretudo do êxtase final, o sonho em que todos morrem.
Um livrinho excelente, um prazer de ler.
By : ladyxzeus
Anifest 2013
0
Anifest
Convenção
Tenho de me controlar. Não por uma razão má. Passo a explicar:
Tenho um vaso na sala. Tem terra. Não tem flores. Tem só terra. Acho isto uma espécie de art noveau abstracta. É absolutamente hilariante e não consigo parar de me rir.
Adiante!
Como não podia deixar de ser, Lisboa volta a ser palco de um evento de anime, jogos e cosplay. Este ano o título é "Anifest" e realizou-se na ETIC, escola profissional de artes e design. Vou primeiramente falar dos aspectos gerais e depois passar para os dias.
No que respeita ao espaço, achei excelente e muito bem aproveitado. Estava ao nosso dispor o rés-do-chão do que aparentava ser o edifício admnistrativo. Ao entrar, podíamos logo encontrar os artistas (que são bons artistas) e não havia maneira de escapar deles. Isto é um aspecto muito positivo, pois realça a importância cada vez maior que eles têm num evento, para comprar coisas originais, boas e baratas. Seguia-se uma sala para jogos (onde estive não para jogar, como explicarei adiante), balneários masculinos e femininos, um pavilhão onde estava instalado o palco e uma zona com stands profissionais. Falando no palco, bastante bom, com espaço suficiente para o que eu queria. Além do mais, ar condicionado! Que salvação!
Infelizmente, a música estava sempre demasiado alta nos momentos mais inoportunos.
Cosplays variados, com uma tendência para as séries desta season.
Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores
Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores
Na rua, pouco espaço para sentar. E as pessoas, meu deus, porque é que tem de falar toda a gente AOS GRITOS inopinadamente, vocês magoam-me. E porque é que falam em Inglês!? A VOSSA LÍNGUA É O PORTUGUÊS E SIM EU ESTOU A GRITAR PODE SER QUE AOS GRITOS PERCEBAM CHIÇA PENICO (sem ofensa, no offense, sans ofence, é assim? PT-PT, por favor, sim? Vá lá? Sejam amigos, I parlez no engrish I only talkate portuguish)
Passemos agora ao importante (as fotos já vêm aí, esperem)
Primeiro Dia
Cheguei às dez e três, precisamente. Ainda tive tempo de comprar o almoço (uma sande de peru com ervas finas do sweet drop, bem boua) e cheguei. Ora bem, cheguei a esta hora matutina para ter tempo de me vestir. Pois, como já estão a adivinhar, fui para participar no ECG (electrocardiograma) E, assim, fiquei à espera que chegasse uma lista. Até que desistiram da lista e deixaram os ECGianos entrar. Ainda me tentei afinfar a um bilhete grátis, por causa do concurso de skits do segundo dia (no qual participarei, com a Hota), mas com um par de respostas menos agradáveis lá desisti. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Então boca.
Maravilhosos camarins cheios da luzinhas e de ares condicionados. Vesti-me, uma das minhas bolinhas partiu-se, despi-me, colei-a, vesti-me, ai caralho, ai filha da puta, pára quieta ai caralho, e o pior é que isto ficou tudo gravado pela filmadora/jornalista que lá estava a ver as nossas preparações. Cortem isto, por favor. ;__; A minha coroa estava meio frouxa de a ter atirado tantas vezes ao chão durante os ensaios mas pensei... Não há-de acontecer nada.
Passado algum tempo de espera (sempre e sempre, todos os concursos, em todo o lado, para sempre, já me devia ter habituado) dirigiram-nos para a sala das pré-seleccções, onde o júri nos ia avaliar. Mais espera. Falando do júri, só pessoas largamente conhecidas e que aprecio e uma astrangeira. Shappi de seu nome. Agradeço o meu auto-controlo por (quase) não ter cantado isto sempre que ela aparecia. Correu bem, acho eu, ainda me deram alguns conselhos interessantes. Vou tentar lembrar-me deles antes de faltarem dois dias para o próximo evento. :) Entretanto uma das concorrentes ficou ligeiramente acidentada com o seu fato e o meu estojo de primeiros-socorros de cosplay foi útil para alguém, pela primeira vez na sua curta vida! =D Bendita seja a cola quente!
Cirandei por aí um pouco na esperança que me tirassem fotografias. Mas sou muito feiosa, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-eclair ;_________; Por isso deixei de cirandar e corri para tirar umas fotos com os fotógrafos na sala dos fotógrafos das fotografias. Pensava que era na rua, por isso cheguei um pouco atrasada. Estavam sempre a ralhar comigo por estar muito austera e fixa, mas a minha interpretação da Utena com o Rose Bride Gown é como alguém que está desconfortável naquele papel. Pediram-me para voltar lá, mas não voltei, já estava muito cansada e queria ver o resto do evento.
Concurso? Parece-me que correu bem. Em breve, quando estiverem todos os vídeos online (agradeçam à Hota), farei um comentário a cada um e um comentário maior a mim própria. Se quiserem mais detalhes, irei colocá-los em pouco tempo, no meu Cosplay Portfolio. Só tive muita pena de uma coisa: o público. O público não se sabe controlar. Não sabe estar quieto, não sabe estar calado. É muito (mesmo muito) desagradável fazer uma performance para um público que não está nem aí. A performance é para vocês, é para vocês verem.
Depois de, finalmente, me livrar dos sapatos que me atormentavam, seguiu-se um longo período de tempo morto. Não tinha interesse no workshop de desenho nem nos karalhokes nem nos bailados, por isso... Muitos cigarros. Isto foi uma falha, porque poderiam ter tido alguma coisa mais interessante para nos entreter. Por exemplo, passar o quizz para o palco principal, fazer aqueles concursinhos de comer coisas, qualquer coisa que não fossem pessoas cantando, que mal se percebia de tão alto estava o som.
E finalizamos o dia com um concerto dos The Penny Traitors. Começou mal. Testes de som, testes de som que nunca mais acertavam, pensávamos que o concerto já tinha começado e népia, eram testes de som, lambda. Tocaram uns clássicozinhos, se bem que - e, como banda nova que são, pelamordasanta levem isto de forma construtiva - me pareceu que necessitam de mais técnica em todos os instrumentos e sobretudo na voz. Tive de sair a meio do concerto, pelas 19 horas, porque me lembrei de que tinha uma coisa importante para fazer.
Gravar o skit para o Iberanime OPO. Mas como o farei se não consigo parar de me rir? Bem, passemos às fotos!
(Algumas) Fotos do Primeiro Dia
Klein Crocodile *___*
É uma senhora, tão fofinha! Cosplay não tem idade! Tão fofinha, meu deus!
Os outros estrangeiros que por lá andavam, fiquei com um cartão!
E assim termina o primeiro dia! No geral gostei bastante e fora aqueles pontinhos de menor importância acho que correu tudo bem! Mas até ao lavar dos cestos ainda é vindima, por isso não vou já brindar à organização. ºvº Agora tenho de gravar as falas de uma série de gente! Até amanhã! E lembrem-se, quando a gente pedir para gritarem, gritem!
Segundo Dia
Esta mensagem já vem um pouco atrasada. Fui passar a ressaca do evento a outro lugar bem mais agradável que a minha casa e não pude actualizar, mas já cá estou para falar sobre o que se passou no segundo dia do Anifest! Falando em ressaca de evento, também vos acontece a mesma coisa? Eu estou cheia de energia os dias todos e de repente parece que cai um cansaço e só quero ver anime e dormir. No caso, ver anúncios Japoneses durante horas e dormir entre outras coisas...
Mas bem. Desta vez apanhei a Hota pelo caminho (ou ela apanhou-me a mim) e fomos as duas para a ETIC. Chegámos um bocadinho mais tarde que a hora de abertura, não tínhamos de trocar de roupa. Fomos logo vestidas, para grande gáudio de um menininho que ia no autocarro com a gente.
A primeira actividade do dia era o workshop de Props com o Klein Crocodile (a Shappi). Apesar de me ter inscrito assim que soube da notícia, não estava lá o meu nome. O que me remete para um certo problema de comunicação. A informação é bastante difícil de procurar no facebook do evento, pelo que contamos sempre com o site para nos actualizarmos. No entanto, o site não estava actualizado. Por exemplo, a situação da entrada grátis para os cosplayers, depois o organizador esteve a explicar-nos o que aconteceu, mas estávamos convencidas de que era real e afinal não era por causa das informações no site. E os workshops, que estavam quase cheios quando me inscrevi porque no site ainda estava a informação de "para breve". Mas acabou por correr tudo bem, fica apenas a nota para se conjugar melhor o site com os mails com o facebook para a próxima. :)
O workshop foi muito interessante, aprendi algumas dicas que não sabia e coisas muito complicadas passaram a ser simples. Tenho alguns projectos com armadura (ou fatos de astronauta, ou coisas para a cabeça) e agora já me sinto mais confiante para os começar. Isso foi o mais importante para mim, porque tenho muitas ideias para esses cosplays e sentia-me limitada por não saber por onde começar.
Como o workshop atrasou a começar, também atrasou a acabar. Saí antes, quando iam começar a falar de asas (que já sei fazer, tenho uma série delas), par obter algumas informações sobre o concurso de skits em que ia participar com a Hota, em modo Misa suicida e Raito semi-gay (equipado com Déte Nóte e pochete). No e-mail que me tinham mandado estava com a impressão que era para lá estar às 13:30, mas depois informaram que era às 14:45. Ainda assim, por segurança, faltámos ao workshop de cosplay para o qual estávamos inscritas, porque atraso menos atraso ainda perdíamos o mais importante. Por mero acaso, também nos inscrevemos para o desfile, estava uma voluntária a perguntar se queríamos participar e... Porque não?
No concurso éramos muito poucas. Poucas, éramos só meninas. Dois grupos e três solos e viemos a descobrir que havia prémios para solos e para grupos. Então ganhámos todos. =D Quando aparecerem por aí os vídeos (desta vez não tinha ninguém infiltrado par nos gravar) irei falar um pouco mais deles. Mas pelos vistos o nosso deve ter corrido bem porque ganhámos o Primeiro Lugar! Fizemos uma paródia de uma paródia, o Melga Shop do Herman Enciclopédia, chamada de "Kira Shop". E ao demonstrar o nosso produto, o Déte Nóte, pensámos... Quem é que toda a gente quer matar? E pelos vistos confere. Hihihi.
No desfile enganámo-nos nas poses que tinhamos combinado, mas tudo bem.
Logo a seguir, trocar de roupa porque estava assassinada com o calor e ala para o Painel de Dobradores. Desta vez não estava só o João Loy, Vegeta, mas também outras pessoas (Mário Bomba, Bárbara Lourenço e Sandra de Castro) que fizeram animes que eu conhecia e que eu não conhecia. Era uma variedade muito grande. Gostei muito de ouvir algumas coisas que eles disseram, como por exemplo a necessidade de fazer formação, e o facto de os workshops serem apenas um "approach" ao assunto e não uma verdadeira formação. A dobradora Bárbara Lourenço é fã inveterada de anime desde o tempo em que não havia fansubs e adorei a partilha da experiência dela, pois ainda me identifico (também eu recebi uma cassete, de Ai no Kusabi, com legendas coladas, em Espanhol). Também gostei muito da dica dela de que a comunidade do agora precisa de um bocadinho de humildade. Tive de sair a meio, aliás, quase no fim, porque atrás de mim estavam umas criaturas que a cada palavra que algum dobrador dizia BERRAVAM HISTERICAMENTE. Eu estava a passar-me da caixa dos pirulitos, cheia de dores de cabeça, estavam-me a vir as lágrimas aos olhos. Qual é a necessidade de GRITAR, questiono de novo. Há momentos para berrar, há momentos para bater palmas, há momentos para estar quieto. Aprendam isto, miúdos: é tudo uma questão de timing. Guardem os berros para quando forem ver um concerto dos vossos coreanitos, aí está toda a gente preparada para eles.
Enfim, fui dar uma volta, comprar umas bolachinhas para lanchar, uma garrafinha de vinho para mais logo... Voltei para ver o concerto.
Achei este concerto, dos Ryuusei, uma experiência bastante positiva. Pareceu-me uma banda unida e humilde e não estou a dizer isto porque conheço o gajo das teclas, o Pedro. Tocaram músicas um pouco diferentes do habitual. Adorei a garra do baterista, mas - desculpa Pedro - acho que o teclado precisa de mais técnica. A voz também, mas no caso da vocalista, acho que lhe fariam bem umas aulinhas de teatro, para aprender a soltar a franga. Muita timidez em palco é muito (mesmo muito) limitativa, até no efeito que a voz tem. Tive pena de estar tão pouca gente a assistir ao concerto.
E assim terminou mais um evento. Vamos às fotos, que é o que toda a gente quer! =D
(Algumas) Fotos do Segundo Dia
E assim se passou mais um evento. Agora, esperemos pelos skits para os vermos. :> Gostei bastante deste evento, os aspectos positivos ultrapassaram largamente os negativos. Por isso, até ao próximo!
By : ladyxzeus
Noite da Alma
0
Gaea - Noite da Alma
Sophia CarPerSanti
2011
Romance Fantástico
E com este livro, finalmente termino os prémiso que recebi no concurso da Nanothron. Já não era sem tempo!
Pois bem, este livro é uma coisa enorme. Oitocentas páginas. Oitocentas páginas de demónios. E vou confessar: ao ler este livro eu só conseguia pensar num anime, daqueles shoujos góticos em reverse harem... Bem, quem lê este blog por causa dos livros não sabe do que estou a falar, mas é uma coisa gira. Por isso, admitamos desde já, o livro é giro. Vou começar por dizer as razões pelas quais o livro é giro.
Os personagens, que dão vida à história. A história é muito simples, mas aceitável, e o que lhe dá brilho são as personagens. Mari, o centro das atenções, pareceu-me (muito ligeiramente) uma auto-inserção. Mas , ao contrário das auto-inserções mais vulgares, ela tem uma personalidade própria. Ela é capaz de tomar decisões, ela tem dúvidas coerentes com o contexto da história, ela tem atitudes, que se vão desenvolvendo à medida que ela vai compreendendo os seus sentimentos. E depois, o harem. Todos eles têm alguma coisa para contar e é através do que eles contam que ficamos a saber como funciona o mundo dos Deiwos (que os "Humanos" chamam de "Demónios"). E, este mundo, é curioso e fascinante e queremos sempre saber mais sobre ele até ao fim do livro.
E agora, as razões pelas quais o livro perdeu-se no meio de tanto potencial.
É demais. É demasiado longo. É demasiado detalhado em detalhes que não importam. Não é relevante descrever todas as refeições todos os dias. Não é relevante descrever o que Mari veste todos os dias e de que cor é a camisa de Gabriel. A história não avança porque está presa em detalhes da vida normal. É certo que algo da vida normal é importante, para sabermos como os personagens se dão uns com os outros, mas é demasiado detalhe, um fatia-de-vida que não contribui em nada para a história.
Além disso, o que são aquelas citações de Crowley? Pensava a autora que nos ia impressionar muito ao citar o senhor? Sobretudo com citações que não têm relação nenhuma com a história, com o desenvolvimento, com os personagens, com nada? E aquele glossário? Cheio de palavras que não figuraram uma única vez durante toda a narrativa?
E aparentemente isto vai ser uma série... Se forem todos tão grandes como este, não há prateleira que aguente!
Um livro que me causa uma certa pena, porque é mesmo giro mas que se torna aborrecido. Gostaria de o ter partilhado no BookCrossing, nomeadamente num BookRay, mas como era demasiado grande para por no correio, decidi libertá-lo "ao vento", deixando-o à espera de novo dono num dos bancos da praça em frente ao Continente do Colombo. Espero que encontre alguém que goste dele, tanto como eu gostei (porque gostei mesmo muito, apesar de tudo)
By : ladyxzeus
.jpg)