• Midori II

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    Isto é uma bebida chamada Midori, que é verde. Mas o post é sobre o evento que decorreu neste fim de semana (ou no outro).

    Antes de começar vou fazer um esclarecimento sobre a minha pessoa: parecendo que não, eu pertenço à ciência. A ciência rege-se por hipóteses e por factos que sustentam ou detêm essas hipóteses. Os factos são obtidos através da revisão de bibliografia, da experiência própria e da experiência controlada, sendo que a experiência própria não tem muito crédito excepto na partilha anedótica. Eu costumo fazer as minhas avaliações aos eventos segundo a experiência própria. Desta vez vai ser diferente. Porque eu não estive no evento. Em vez disso estive num congresso profissional que me ensinou montes de coisas giras. Então porque escrevo um post sobre o Midori II? Essencialmente porque quero comentar os vídeos do cosplay. No entanto, eu sou uma pessoa de sorte. Alguns dos meus "espiões" estiveram presentes no evento e fizeram-me o favor de me manter actualizada sobre os acontecimentos a que assistiram. Muito obrigada, pois creio que será divertido. Através de mensagens e encontros nocturnos, tirei algumas notas (no bloco que me ofereceram no congresso). Por isso vamos começar por colocar a hipótese:

    O Midori II foi um bom evento

    E agora vou apresentar as minhas notas. Estou a escrevê-las exactamente como me disseram (talvez mais delicada). Lembremos que eu não estive lá. Os olhos que usei para a obtenção destes dados não foram os meus. Assim, por mais que me pareça que há situações no limite do surreal dentro desta lista, vou apenas assinalar os dados que me pareceram positivos, a verde. Estão pela ordem pela qual recebi as informações e não por ordem cronológica dos acontecimentos (que não posso estabelecer, por não ter visto o horário).

    • ECG ao sol
    • Obrigados a ficar de pé
    • Pelo menos duas pessoas sentiram-se mal, incluindo uma pessoa que desmaiou. Facto minimizado pela organização em anúncio público em que disseram, passo a citar, "só desmaiou"
    • Espaço velho, paredes a cair aos bocados
    • Poucas lojas sem nada de interesse
    • Exposição de modelos de Gundams e demonstração da montagem
    • ECG sem vídeo
    • Banda muito atrasada, foram vistos os membros à espera de Godot
    • Concurso de ramen com ramen picante, o que levou uma das concorrentes a um ataque de choro e desconforto
    • Crianças pequenas
    • Sessão de apalpamento de seios pela parte de grupo feminino (aparentemente jovem) não identificado
    • No caminho para o local foi ouvido, passo a citar, "Sinto-me o Seya a subir ao Monte Olimpo"
    • No final do ECG membro do júri abraçou-se aos beijos a um dos classificados
    • Domingo não foi colocada qualquer música ou entretenimento no palco durante tempos mortos
    • Vocalista da banda, convidada a subir ao palco, referiu que o concerto "estava às moscas". Quando se inquiriu o público sobre quem tinha ido ao concerto apenas uma pessoa levantou o braço
    • Concurso de cosplay só com três skits, que ganharam os três prémios. Tudo o resto terá sido um "desfile de modelos"
    • Concurso atrasou-se porque três concorrentes estavam ausentes
    • Em relação ao Quizz, as inscrições podiam ser feitas até à última da hora, sendo as equipas compostas de quatro elementos. Cada elemento teria de responder a uma pergunta sobre os seguintes temas: One Piece, Naruto, Bleach e Dragon Ball
    • Dois gajos à porrada por causa de uma figura. Não se sabe que tipo de figura é que era. 
    • Uma pessoa vomitou-se nas escadas para a casa de banho
    Eu não vou comentar. Eu não vou rejeitar ou aprovar a hipótese. Vou deixar-vos que reflictam sobre estes dados e, juntamente com a vossa experiência pessoal, a rejeitem ou aprovem. Gostaria também de ter os vossos comentários, já que os fóruns e grupos que frequento ainda não teceram considerações (e se calhar não as vão fazer)

    Assim passemos à parte essencial, que são os comentários dos concursos de cosplay!

     Um bocadinho de alegria para todos, weee

    ECG (European Cosplay Gathering OU Electrocardiograma)
    Ora bem, o melhor que se conseguiu foi tudo no mesmo vídeo. Por isso vamos lá por ordem!

    1. Sakura - Ok, então estamos a andar à roda com umas fitinhas que - as estúpidas - se enrolam todas umas nas outras. Isto deve ter tudo que ver com a série, mas como eu não vi a série não faço ideia do que se está a passar aqui, não é visualmente agradável e não parece ter um objectivo definido. Desculpa.

    2. Saya e Diva de Blood + - Serie que eu amo muito. Gostei bastante mas em minha opinião podia ter sido um pouco mais expressivo, sobretudo no audio e na segunda parte da luta. Also, um truque: quando estiverem paradas não mexam os pés, carreguem essa energia para a parte de cima. ;)

    3. Não Sei - Gostei mesmo muito! Movimentos exactos, bem ensaiados, boa marcação e excelente intensidade. Se há alguma coisa a apontar não é culpa vossa mas sim das vossas roupas, que são muito grandes e não devem dar jeito nenhum para se mexerem. Parabéns!

    4. Touhou (é assim que se escreve?) - Gostei da ideia e gostei do audio que, apesar de tudo, poderia ser um pouquinho mais assustador. A expressão facial não se coaduna muito bem com o que o audio exprime. Aplica-se o mesmo conselho do truquezinho dos pés. :)

    5. Suzaku e Euphemia de Code Geass - Houve uma vez que a Catarina me disse "cosplay não é teatro". Ora bem, aquilo que eu acabei de ver aqui... Foi teatro! História do anime, mas com boa expressão e boa intensidade. Parte final quiçá um pouco confusa, mas eu também já não me lembro muito bem do que se passou. Uma dica para a Alice e todas as crossplayers: estudem o comportamento masculino, sobretudo a maneira de andar. Não só é divertido como dá um efeito muito mais sólido ao cosplay depois. :3

    6. Sakura, também é a Sakura? Não sei - Muito, muito expressivo mas, confesso, não percebi NADA do que se estava a passar. Não entendi a mensagem, tá com medo, depois apanha uma rosa, depois tá com medo, depois põe uma máscara, se calhar tenho mesmo de ver este anime @.@

    7. Não sei - Ok, a ideia é *gira*. A ideia é muito *gira*. Mas quando metade do tempo da ideia é a fazer poses, nã funciona, sorry.

    8. Artemis (?) - No início do audio nota-se que se está a ler de um papel e isso é chato. Mas depois melhora. Parece-me uma boa introdução ao personagem, mas requeria desenvolvimento.

    No Geral:
    Fiquei bastante agradada com este concurso em termos de apresentações. O ECG valoriza bastante o skit e nota-se que na maioria houve um esforço para a preparação e concepção. Fossem todos os concursos assim e eu ficava mesmo feliz. Foram mais pessoas do que o habitual, apesar da variedade de personagens continuar na mesma (Sakuras hão-de ser sempre as predilectas) e essa aderência é muito bom sinal. Existem alguns detalhes que podem ser burilados em cada uma das apresentações, mas no geral não houve erros e pareceu-me tudo bem ensaiado. Parabéns a todos, fizeram um bom trabalho, foi divertido (para variar! Muito!) e pareceu que a maioria de vós também se estava a divertir. Faltou uma pitada de loucura, mas prometo que brevemente vos oferecerei razões para se rirem muito. :3 

    Concurso de Cosplay
    Nota: devido ao facto de apenas três apresentações serem, portantos, apresentações, vou apenas comentá-las a elas. Como vêm conhecendo, por mim as pessoas podem estar apenas com uma meia a tapar as partes baixas: eu só avalio a performance. Deixo a avaliação dos fatos para quem realmente o sabe. ;)



    O audio percebe-se muito pouco. Boa coreografia, por vezes um pouco repetitiva. Bem ensaiada, eficiente. Foi a minha favorita.


    O audio também se percebe muito mal, por isso talvez isto seja mesmo problema da gravação. Muito pouco expressivo, marcações difusas e sem objectivo. Cada vez que te mexes em cima de um palco tem de ser por uma razão.


    Cirandar sem objectivo, pelo o olhar vê-se que estás muito insegura. A ideia parece-me fazer poses ao som da música, mas para isto funcionar elas têm de ter mais força e mais energia

    Conclusão: Pois bem, este concurso não gostei assim muito. Primeiro porque só três pessoas se deram ao trabalho de fazer skits. Foram todas premiadas e ainda bem. Depois porque os skits, apesar de terem uma intenção clara têm no geral falta de intensidade do personagem. Mesmo assim fica o exemplo para todos, pode-se fazer skits de qualquer coisa, não é preciso ter medo do palco que o público não morde e fazer o que quer que seja é melhor do que não fazer nada.

    E com isto me despeço. Por agora. Muahahahaha.
  • Sailor Moon: Diamond's Not Forever

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    Sailor Moon: Diamond's Not Forever
    Lianne Sentar
    Light Novel
    1999

    Um livrinho que comprei em segunda mão, muito divertido.

    Aparentemente, circa 1999, fizeram uma colecção de "Novels" baseadas nos episódios de Sailor Moon. Acabaram no volume 8, que foi o que eu obtive e li.

    Escrito de uma maneira muito simples, conta a história de três episódios. E é mesmo como se os estivéssemos a ver. Por isso, para fãs da série como eu, é uma leitura muito gira. Este volume cobre uma das minhas partes favoritas da primeira season (a correlação de Nephrite com o mundo em geral, apesar do meu general preferido ser sempre o Zoycite - o boiola).

    Infelizmente, foi escrito por uma moça de 17 anos. Isto tem como consequência muitos erros de estilo e um sobre-uso de algumas palavras (exquisite, intricated e outras palavras referentes a complexidade). As descrições são muito parvinhas ("disse a loira" e coisas assim). É uma leitura fácil que se torna por vezes aborrecida devido à forma como está simples.

    Ainda assim, gostei muito e acho que vou comprar o da Rita também! Porque este tem um destino reservado, que aprenderão amanhã. :)

    E já que estamos a falar disso:

    PROCURA-SE SAILOR MOON OU SAILOR VENUS (PRIMEIRA SEASON) PARA COMETER LOUCURAS, MONTES DE DIVERSÃO E GANHAR UNS TROCOS.

  • Supernatural The Animation

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    Supernatural The Animation
    Miya Shigeyuki e Ichizuka Atsuko - Madhouse Studios
    Anime - 22 Episódios
    2011
    7 em 10

    Já toda a gente deve ter ouvido falar da série Supernatural, certo? Eu já tinha visto uns anúncios na televisão (com gajos não giros) e visto montanhas de fanart incestuosa, mas não fazia ideia do que é que era isto. Só me propus a ver porque Nosso Senhor Que Está Lá em Okinawa (Gackt para os amigos) faz a voz de um personagem.  Mas valeu a pena!

    Tive de sacar isto duas vezes porque a primeira vinha só com audio em Inglês. A segunda veio com legendas para surdos, que são profundamente bizarras.

    A série é episódica e segue a vida de dois irmãos, Dean e Sam, que são caçadores de monstros, espíritos e outras criaturas paranormais em geral. Existe um fio condutor e um boss final, que é nem mais nem menos do que o diabo. Desta forma o desenvolvimento baseia-se nos personagens. Eles estão muito bem definidos, numa dualidade de divertido-tímido / impulsivo-pensativo / físico-mental. Fazem um duo dinâmico interessante e ao longo da série, sobretudo no final, é demonstrado o amor fraterno. Infelizmente, talvez devido à natureza episódica da série (ou quiçá a factores inerentes da série original) não existe um desenvolvimento para o futuro. Existe um desenvolvimento do passado para o presente, num rodopio de traumas, poderes estranhos e situações adversas mas de resto são personagens que - sendo divertidos - são estáticos. Fica o bónus da demonstração do amor, que é quase novidade no mundo do anime na intensidade em que nos foi apresentada.

    A arte é um ponto a reparar. Baseada em traços fortes e realistas com elevado jogo de sombras, é muito eficiente na transmissão de expressões faciais e corporais. As cenas de luta e confronto físico estão bem estruturadas, sem bem que - devido às tais sombras - podem ser um pouco confusas.

    Sonoramente, gostei muito. A interpretação do actor de Dean é absolutamente deliciosa e extremamente completa, com um largo leque de emoções e até mesmo música. Evidentemente que o Gackt também esteve muito bem. <3 Não temos OP, mas a ED adiciona ambiente à série, situando-a nos Estados Unidos (apesar da dobragem japonesa)

    Uma série muito interessante, até para quem não viu o original.
  • Brasil-Portugal Agora

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    Após esclarecedor e nutritivo jantar com a Hota, fomos ver dois concertos integrados nas celebrações Brasil Portugal Agora. São festividades que celebram a presença de Portugal no Brasil (e do Brasil em Portugal) e a amizade entre os dois países, tão longe mas ainda assim tão perto. Para mais informações podem clicar aqui.

    Pois bem, vimos dois concertos, que passarei a comentar de seguida!

    Ney Matogrosso

    Vimos o concerto de longe e de mais longe. É de notar que, numa multidão, eu sou uma porta: onde quer que me encontre esse local torna-se local de passagem. Assim, devido ao desconforto provocado pelo contínuo corredor de passantes, eu e a Hota fomos para trás, para longe da multidão. Via-se o concerto perfeitamente à mesma. Ora, eu não conheço muito bem Ney Matogrosso. Os meus conhecimentos limitam-se à música do Lobisomem, que aparecia no Zip Zap aos fins de semana de manhã (e que, diga-se de passagem, eu adoro). O meu pai, que me cultivou para a música brasileira, nunca gostou do Ney porque, citando "era muito bicha". A minha mãe disse "não ia ver nem que me pagassem. Ele há 30 anos era novidade, porque tinha plumas e tal, mas agora não". No entanto a minha avó contou-me hoje que adora, porque "são músicas muito bonitas e é um homem que parece um pássaro". O concerto foi uma agradável surpresa. Apesar de ter uns 70 anos, o homem está excelentemente conservado, e mexe, remexe, requebra-se e ondula-se todo com uma pinta que só visto. E as músicas são, realmente, muito muito bonitas. São poemas lindíssimos. Deixo, assim, a música que mais me impressionou:

    Letra no Bentivi Urbano

    E para quem duvida, ele era assim há 30 anos:


    Depois do Ney fizémos visita frustrada a Alfama. Ao regressar, deparamo-nos com o final de outro concerto!

    Monobloco
     Uma banda animadíssima. Não percebi bem as letras, mas eram de uma energia fenomenal. TODA A GENTE a dançar feita maluca, um ambiente muito bom. Se calhar não é a música brasileira que é animada, mas os brasileiros que são animados. Ainda pude dar o meu pézinho de samba. :) Fica uma música para conhecerem:
    Espero que gostem! Muito divertido! =D 

  • Tenshi Nanka Ja Nai

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    Tenshi Nanka Ja Nai
    Hiroto Tokita - Group TAC
    Anime OVA - 1 Episódio
    1994
    5 em 10

    Tenshi Nanka Ja Nai (Eu não sou um anjo) é o OVA correspondente à obra homónima de Yazawa Ai. Que, se bem estamos lembrados, também é a autora da Nana, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Ora, o que eu gosto nesta autora são as histórias maduras e os designs de personagens, que têm muitas roupas interessantes. Neste OVA não há nenhum desses elementos.

    Trata-se apenas de um vulgaríssimo polígono amoroso, com paixões fundamentadas em experiências das mais normais (como encontrar gatinhos abandonados). Para mais, é inconclusivo.

    A arte é típica e não transmite propriamente os designs habituais da autora. Não há cenas de animação complexa, nem fundos (nenhuns), nem qualquer tipo de detalhe que o distinga.

    A música é igualmente típica, podemos encontrar igual em qualquer shoujo dos anos 90.

    Assim, este OVA foi um grande desapontamento. Mas ao menos agora posso dizer que já vi todos os trabalhos da autora em anime. Tenho ali um manga dela para ler, mas são 8 volumes e só tenho o primeiro (queria comprar o resto antes, mas isto está agreste)
  • Fuujin Monogatari

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    Fuujin Monogatari
    Nishimura Junji - Production I.G.
    Anime - 13 Episódios
    2004
    6 em 10

    Aviso já que estou doente a morrer com febres e a tossir a laringe. Estive ontem no hospital (aventura surreal que irei contar noutro dia) e dentro de meia hora tenho de ir para uma reunião sobre a minha tese. Há-de correr muito bem.

    Enquanto desfaleço e não vi Fuujin Monogatari, também conhecido por Windy Tales (ou "Histórias do Vento", em bom PT-PT) É um anime bastante interessante. Não o vou recomendar, mas digo a quem tiver bastante tempo nas mãos que isto é uma boa coisa para experimentar. 

    Tudo começa quando duas moças do clube de fotografia digital vão ao telhado e vêm um gato a voar. Elas descobrem que um dos seus professores tem poderes para controlar o vento e, com ele, aprendem a utilizar esses poderes também. E então desenvolve-se um slice-of-life muito simples que explora a relação destas pessoas com o vento e com o céu. Não tendo personagens especialmente fortes para apoiar isto (as suas historiazinhas são o mesmo escola secundária de sempre) parece-me que o conceito tem qualidade suficiente para sobreviver por si só, na busca do belo e da união com a natureza do vento.

    Mas agora vem aqui um busílis de questão muito relevante: a arte. Esta arte é diferente. É angulosa, é triangular. Para mim é absolutamente insuportável. Não há nuvens quadradas nem aqui nem no Japão nem em Júpiter! Por um lado esta arte funciona bem devido à transformação de formas, associada ao poder do vento que povoa toda a história. Mas por outro lado partiu-me os olhos aos bocados.

    Apesar de a OP e ED não serem nada de invulgar, os sons do parênquima (continuo a amar esta palavra) transmitem calma e contemplação.

    Seria um anime muito melhor se tivesse um céu sem quadrados. E se tivesse menos gatos, não percebo o fascínio de toda a gente com gatos.
  • Out of Sight

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    Out of Sight
    National Taiwan University of Arts
    Anime - ONA
    2010
    8 em 10

    Gastem 5 minutos das vossas vidas a ver isto, por favor e pelo amor de tudo quanto é sagrado:


    Agora que viram podem perceber o porquê do meu 8. Isto é só uma animação de graduação de estudantes, mas por vezes é nessas ocasiões que encontramos as melhores pérolas.

    Primeiro vemos uma menina com um cão e alguém que lhe rouba a mala. Ela entra num mundo escuro, encontra um pauzinho e o mundo vai ficando colorido. Com recurso a uma animação bela e simples, cheia de cores suaves de efeito calmante, vemos a menina a andar por um mundo surreal. Até aqui nada de especial. Mas depois constatamos... A menina é cega.

    O mundo que ela viu não é um mundo como o nosso. É um mundo feito dos outros sentidos. O primordial é o tacto, que vem associado ao ouvido e ao cheiro. As coisas que ela imagina correspondem ao que ela sente e ouve, mas não correspondem à nossa realidade. O mundo vai aparecendo à medida que ela o sente e o resultado é uma fantasia plena de felicidade e diversão. Não olhamos para a cegueira dela (passe a expressão) de forma pessimista, fatalista ou sequer com pena, mas é-nos dado a ver como pode ser a alegria da descoberta do mundo para ela.

    Assim, acho que esta pequena animação transmite uma mensagem de optimismo muito importante. Está bem executado, é muito simples e trás sorrisos. Imperdível.
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