Kurozuka
0
Para abordar este anime vou começar por vos apresentar a sinopse, traduzida do que está no MyAnimeList:
Outro enorme problema é que quiseram à força toda misturar vampiros e ciência futurista. Aqui se prova uma vez mais que quando queremos falar de um assunto é conveniente conhecer bastante bem o assunto. Não perdoo um personagem de anime que não saiba fazer uma aplicação intravenosa (tipo, convém a agulha tocar na veia, não é só espetá-la aleatoriamente no braço da vítima)
A arte é excepcional e melhora progressivamente. Ao início os designs eram um pouco fluídos demais, mas depois fica tudo bem. Temos sequências de lutas extraordinárias e originais, com uma animação exacta e bons valores de produção. Típico da Madhouse, mas sempre um gosto de ver.
Achei que a música poderia ter-se limitado mais aos instrumentos tipicamente Japoneses, o que daria um ambiente mais puro ao cenário.
Em resumo, um bom anime para quem tenha experiência e goste de sangue.
Entretanto colocou-se uma questão muito importante sob o ponto de vista científico: será que a utilização de um anti-coagulante sanguíneo perturbaria as condições mágicas e vampíricas do sangue? Será que a precipitação dos elementos figurados perturbaria o vampirismo? O factor imunológico do vampiro está, na realidade, no soro sanguíneo? Deixo aqui a cópia de um pequeno debate acerca desta importante lacuna no universo da medicina:
Kurozuka
Tetsurou Araki - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2008
7 em 10
Para abordar este anime vou começar por vos apresentar a sinopse, traduzida do que está no MyAnimeList:
Um homem do século XII chamado Minamoto no Yoshitsune (Kurou) foge para as montanhas depois de perder o seu irmão Minamoto no Yoritomo, o primeiro Shogun a controlar todo o Japão. A história diz que ele cometeu suicídio mas, em vez disso, Kurou encontra uma estranha e linda mulher na sua casa na montanha.Ora portanto, a sinopse diz isto. Mas o anime não. Vemos dois gajos a fugir e a encontrar a mulher, depois um deles tenta matar o Kurou e continuamos sem saber de onde vieram, quem são e para onde vão. Começa aqui o problema principal deste anime: a falta de clareza e foco. Kurou e Kuromitsu são vampiros que vão vivendo pelo milénio afora até chegarem a um universo pós-apocalíptico e meio cyberpunk em que (por razão pouco válida e inexplicável) são perseguidos por toda a gente. Ao início a abordagem é bastante interessante. Cada episódio começa com uma recapitulação acompanhada de um poema Japonês, que vale a pena não passar à frente, e depois intercalam as memórias e os sonhos de Kurou com a sua busca por Kuromitsu na realidade. E depois há uma luta de guerrilheiros, cientistas psicopatas e muitas muitas lutas. À medida que o anime progride vamos vendo cada vez mais lutas, quase um "monstro da semana", com objectivos um pouco obscuros e, por vezes, parecendo quase desnecessários. O final pouco claro não abona nada em favor desta misturada de história.
Outro enorme problema é que quiseram à força toda misturar vampiros e ciência futurista. Aqui se prova uma vez mais que quando queremos falar de um assunto é conveniente conhecer bastante bem o assunto. Não perdoo um personagem de anime que não saiba fazer uma aplicação intravenosa (tipo, convém a agulha tocar na veia, não é só espetá-la aleatoriamente no braço da vítima)
A arte é excepcional e melhora progressivamente. Ao início os designs eram um pouco fluídos demais, mas depois fica tudo bem. Temos sequências de lutas extraordinárias e originais, com uma animação exacta e bons valores de produção. Típico da Madhouse, mas sempre um gosto de ver.
Achei que a música poderia ter-se limitado mais aos instrumentos tipicamente Japoneses, o que daria um ambiente mais puro ao cenário.
Em resumo, um bom anime para quem tenha experiência e goste de sangue.
Entretanto colocou-se uma questão muito importante sob o ponto de vista científico: será que a utilização de um anti-coagulante sanguíneo perturbaria as condições mágicas e vampíricas do sangue? Será que a precipitação dos elementos figurados perturbaria o vampirismo? O factor imunológico do vampiro está, na realidade, no soro sanguíneo? Deixo aqui a cópia de um pequeno debate acerca desta importante lacuna no universo da medicina:
[14:11] <ladyxzeus> ok, first mistake of this series: it'simpossible to keep blood without using an anti-coagulant, which would probably reduce any magical effect of said blood
[14:12] <santetjan> of course you can keep blood without one.
[14:14] <ladyxzeus> it precipitates
[14:14] <ladyxzeus> and the serum comes up
[14:14] <ladyxzeus> unless the magical abilities are located in serum
[14:14] <santetjan> but it's still blood.
[14:14] <santetjan> not very useful blood, but still.
[14:15] <santetjan> and i expect it's the magic, yeh.
[14:15] <ladyxzeus> it's an important scientific question
[14:15] <ladyxzeus> wether or not the anti-coagulant disturbs magical or vampiric powers
[14:16] <santetjan> well, if the vampiric power itself is, in part,an anti-coagulant, you're going places.
[14:16] <ladyxzeus> it's said that vampires have ananticoagulant poison, so they can suck
[14:16] <ladyxzeus> at least mosquitoes and fleas and othervampiric animals have
[14:17] <ladyxzeus> but that does not turn the rest of theblood in the body anti-coagulative
[14:17] <[\> i doubt vampiric bats have anticoagulant.
[14:17] <NavyCherub> right.
[14:7] <ladyxzeus> i'm not sure, i don't know a lot ofmammals that produce "poisons" or other substances
[14:18] <ladyxzeus> i only know platypus
[14:18] <ladyxzeus> so this leaves to the consideration: is the vampire a mammal?
[14:18] <santetjan> vampiric platypus?
[14:18] <ladyxzeus> that would be cute
[14:18] <FOE-tan> Do vampires lay eggs?
[14:18] <ladyxzeus> i think they can't reproduce?
[14:18] <santetjan> that would lead to a 'what came first? vampire or the egg?' question.
[14:19] <ladyxzeus> i think vampires can't reproduce through a biological way
[14:19] <ladyxzeus> it's like a disease
[14:19] <ladyxzeus> they are prior humans, right?
[14:19] <FOE-tan> Unless it's Twilight?
[14:19] <FOE-tan> You mentioned something about a babyvampire there.
[14:20] <santetjan> 'he's not undead, he's just ill'
[14:20] <ladyxzeus> so it's a disease?
[14:20] <ladyxzeus> then they are mammals, sick mammals
[14:20] <FOE-tan> That's Zombies.
By : ladyxzeus
A Tia Julia e o Escrevedor
0
A Tia Julia e o Escrevedor
Mario Vargas Llosa
Romance
1977
De todos os Vargalhosa que li até agora (e ainda não são muitos, mas estão todos neste blog por isso parecem uma multidão) este foi o mais engraçado, o mais cativante e, sem nenhuma sombra de incerteza, o mais absolutamente delicioso gelado de Verão que me podia calhar em sorte.
Isto tem o seu quê de autobiográfico. Marito Varguitas (ou, para os amigos, Mario Vargas - tão a ver o connect, tão?) é um jovem com pretensões a escritor que trabalha a recortar notícias para a Radio Pan-Americana. Entretanto aparece-lhe na família uma tia vinda da Bolívia, Julia, com a qual se desenvolve uma tragicomédia de amor. Intercaladamente aparecem histórias dos folhetins de Pedro Camacho, que os escreve para a mesma rádio. Assim, temos duas histórias dentro da mesma história, a da ascensão do amor e a da ascensão dos folhetins, seguidos pela sua queda e pelo futuro dos seus intervenientes.
A história de amor é rocambolesca. A tia Julia é mais velha e divorciada, Varguitas é um estudante sem um chavo, como poderemos solucionar isto? Mas solucionam-no da maneira mais exasperantemente improvável e divertida (para o leitor, para eles não deve ter sido muito)
Mas para mim o maior encanto reside nos folhetins. Cada capítulo é um folhetim diferente, escritos com um vocabulário absolutamente floreado, requintado e desapropriado, contando histórias que, sendo do quotidiano, se distinguem por terem uma certa aura surrealista. Os personagens dos folhetins são desenvolvidos a uma profundidade sem limites, mas nunca sabemos o que lhes vai acontecer, fica sempre para o próximo capítulo e só à medida que o livro vai avançando é que percebemos que o seu fim vai ser extremamente bizarro. Posso avançar desde já que sim, é. Porque parte da história consiste na loucura de artista de Pedro Camacho e como isso se reflecte nas suas histórias que, no fundo, são a sua vida.
São livros como estes que me dão mais vontade de escrever. São livros como estes que provam que um excelente autor também tem de ser dotado de sentido de humor. São livros como estes que provam que um excelente autor, antes de mais, adora escrever.
Gostaria de o recomendar a toda a gente, mas devido à intensidade do vocabulário pode ser um pouco difícil para quem não esteja habituado a ler literatura "da pesada". Ainda assim experimentem lê-lo. Vão ver-se envolvidos num mundo de fantasia que ultrapassa os limites da própria fantasia e que, melhor de tudo, é absolutamente real.
By : ladyxzeus
Karigurashi no Arietty
0
Karigurashi no Arietty
Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
Anime - Filme
2010
7 em 10
Todos gostamos da Ghibli e vamos sempre dizer que os filmes são geniais, mas permitam-me discordar. Arietty é um bom filme. Arietty é um filme divertido. Mas Arietty não é um filme genial.
Esta filme conta-nos o improvável encontro de um miúdo a morrer de insuficiência da mitral com Arietty. Acontece que Arietty é, bem, pequenina. É uma rapariga à escala de polegar. Vive por baixo de uma casa com o seu pai e a sua mãe e, para sobreviver, "tomam emprestadas" coisas que as pessoas da casa já não utilizam. Sho vê-a e, atraído pela sua existência, tenta comunicar com ela da melhor maneira que consegue, que não é de todo a ideal. A história é fofa e tenta dar-nos a moral de "nunca desistas de viver", mas pareceu-me que esse aspecto não foi desenvolvido com, bem, desenvoltura! Em termos de personagens temos a habitual mulher forte dos filmes Ghibli, mas pouco mais. Achei graça a Haru-san, cuja "maldade" tinha uma origem absolutamente inocente e infantil.
A arte é o ponto forte. É maravilhosa. Conseguem tornar um jardim numa floresta, cheia de detalhes e de pequenas coisas. A casa das pessoas pequenas também é absolutamente deliciosa. Vale a pena ver o filme só pela arte.
A música está muito adequada e transmite beleza.
Reparei em dois erros crassos de planeamento: a porta que estava trancada abriu sem ser destrancada e a cortina corrida numa cena aparece toda aberta na cena seguinte. Estas pequenas coisas são, de facto, pequenas, mas para mim fazem todo um filme.
Talvez compre o DVD para ver com a minha macaca de estimação.
By : ladyxzeus
Boys Be...
0
Eu quando vejo estas coisas costumo ignorar bué porque são demais, mas como é da minha amiga estou a publicitar. Fiquem com o bicharoco, que é muito boa pessoa. Fiquem com o neko-chan e chamem-lhe Chi. Dêem uma Sweet Home à Chi!
Boys Be...
Kawase Kouhei - Hal Film Maker
Anime - 13 Episódios
2000
7 em 10
A imagem que escolhi para este anime é enganadora, mas não há muito mais que seja diferente. Boys Be não é um harém. Não é um H-rated. Não é uma poça de fanservice. Boys Be é como um shoujo. Mas um shoujo invertido. É difícil de classificar o seu género porque é algo completamente diferente. E é isso o que lhe dá tanta graça.
Boys Be é um conjunto de histórias de amor, de pequenas relações juvenis que passam da hesitação à acção e à relação propriamente dita (ou a desfechos mais infelizes) ao longo de 12 episódios mais 1. Mas, e aqui reside a diferença essencial, é tudo contado da perspectiva dos rapazes, os Boys. Temos três rapazes imberbes a experimentar-se no universo das relações amorosas, e o anime mostra a sua atracção, as suas tentativas, os seus sucessos, os seus falhanços e, acima de tudo, a sua maneira de lidar com as situações que vão aparecendo. Por vezes isto tem muita piada, mas no geral há um tom de simplicidade e de melancolia presente ao longo de toda a série.
Os personagens vão evoluindo, mais uma vantagem destes rapazes. A sua inocência inicial vem sendo substituida por uma maturidade crescente e por uma melhor capacidade de resolver os problemas.
A arte é daquele tipo com que eu implico. Mesmo assim não está mal, tem alguns momentos de beleza. As cores são fortes e sólidas, não há grande foco em cenas de animação mas também não há aquela coisa irritante de transformar mãos em bolinhas que andam para cima e para baixo.
A música é ambiental, com uma OP e ED pouco distintas mas apropriadas que trazem algum sentimento aos acontecimentos que estão para vir.
Uma nota interessante é o fanservice. Porque o fanservice não é verdadeiro fanservice. As mamas, os rabos, as camisas molhadas, os fatos de banho, são coisas que os rapazes vêm. Não são coisas inúteis. São elementos importantes para percebermos o estado de espírito dos personagens naquele preciso momento. Posso mesmo arriscar dizer que até ajudam no desenvolvimento da história.
Numa nota diferente, uma amiga minha tem o seguinte ser para adopção:
By : ladyxzeus
Yebisu Celebrities
0
Yebisu Celebrities
Fuwa Shinri
Anime OVA - 1 Episódio
2010
4 em 10
Não será difícil de notar que BoysLove é o meu género preferido (a seguir josei, a seguir shoujo, a seguir desporto, a seguir seinen e assim por diante etc. em vez de assim por diante etc.) Por isso esperava com ansiedade a oportunidade de ver Yebisu Celebreties, um dos últimos BL a sair (e pensar que já foi há dois anos!)
Mas cada vez o género me desaponta mais. Cada vez mais. Que bela bosta.
Eu não entendo, não entendo, porque é que ganharam esta mania de fazer animações para Drama CDs qua consistem em slideshows e sucessões de imagens em que a única coisa que mexe é a boca. Ok, é barato. Mas os fãs de BL são pessoas adultas, são pessoas com dinheiro, especialmente no Japão onde gajas com obsessões estranhas normalmente estão casadas com gajos muito ricos. Os designs são bonitos, da moda (mãos grandes, bocas grandes, a situação institucionalizada por Junjou Romantica) mas animação é nenhuma. Bem, acho que antes nenhuma do que muito má. Ao menos a incapacidade é discreta.
A história é mais do mesmo, mas desta vez envolve fatos e gravatas (que excitante!) Jovem inexperiente cai nas mãos de um patrão exigente tanto profissionalmente como sexualmente. Revela-se entretanto que o patrão afinal é gente boa.
Música muitíssimo discreta e ambiental, o próprio de um Drama CD (havia de experimentar ouvir, um dia destes, mesmo não percebendo ficaria a saber como é a experiência)
Um mau exemplo de BL. Nem serve para a fã adolescente hiperssexualizada porque, spoiler, não tem pilinhas a entrar dentro de rabinhos.
By : ladyxzeus
Itazura na Kiss
0
Itazura na Kiss
Yamasaki Osamu - Bandai Visual
Anime - 25 Episódios
2008
5 em 10
Não sei o que se passa com a minha sina, mas isto anda a ser uma injecção de fatia-de-vida que já me cansa um bocadinho. E, garanto-vos eu, eu vejo o anime da minha pasta de maneira aleatória, não escolho o que vou ver a seguir.
Bem, Itazura no Kiss (ou "o beijo badalhoco") é só mais uma história de amor. Simples, fofa, eficiente. Kotoko Aihara é uma pequena entidade cavalar que, sem razão aparente, se apaixona por mais elevada entidade, Naoki Irie. Este não lhe passa cartão, até que passados diversos anos e diversas investidas (fomentadas pelo facto de - POR PURA COINCIDÊNCIA - começarem a viver na mesma casa) finalmente há enrolação. Aliás, corrijo, beijam-se e (spoiler) casam-se.
E aí vem o bom deste anime! É que neste anime a vida continua para além da escola secundária. E continua para além do casamento. Vemos a sua passagem pela universidade, Kotoko (spoiler) torna-se enfermeira para seguir os passos do seu novo marido que se torna médico, vemos o amor a acontecer (felizmente de maneira pouco gráfica), vemos novos amigos cujas histórias de amor se vão desenvolvendo paralelamente, vemos uma (spoiler) criança a nascer. O que é bom. No entanto, apesar de terem tempo (sim, porque de repente, 4 ANOS DEPOIS! ou SEIS MESES DEPOIS?) os personagens em si continuam sempre iguais a si próprios. Irie(-kun) é um crápula abusador (e, realmente, o que se passa na cabeça destes Japoneses para resolverem todos os problemas conjugais à chapada?) e Kotoko é uma inútil que tem ciúmes até da sua própria filha. Enquanto isto é uma boa fuga para a comédia não funciona bem em termos qualitativos de caracterização.
Arte bastante má para uma coisa com tão poucos anos de idade, OP e ED apropriadas mas pouco salgadas.
Um bom entretenimento, mas não o recomendo nem para os maiores fãs de shoujo. Porque só me apetecia entrar ali e dar pontapés na boca a toda gente (menos aos cães)
By : ladyxzeus
Muramasa
0
Muramasa
Osamu Tezuka - Tezuka Productions
Anime - Filme
1987
8 em 10
Este é um filme de 8 minutos dirigido por Osamu Tezuka, o rei do anime e pioneiro da animação japonesa.
Aí está para vocês verem, que vale muitíssimo a pena e não custa nada a ninguém.
Um pouco de história só para ter a noção: era uma vez um tipo chamado Sendo Muramasa que fazia espadas. O gajo era um bocado passado da caixa dos pirulitos, por isso formou-se à volta dele uma lenda que dizia que quem pegasse numa espada dele ficava doidão. Mas mesmo sem esta noção, o anime desenvolve uma situação muito mais complexa que uma espada assombrada.
"Aquele que segurar uma espada para destruir espantalhos também se tornará num espantalho"
Seguimos portanto o caminho de um homem que começa por destruir espantalhos e a sua sede de sangue, ilógica e injustificada (como todas o são), se desenvolve até à sua própria morte. É um pequeno elogio à loucura, com uma moral discreta: também tu podes morrer sob o mesmo objecto que mata os outros. Quase se pode dizer que é um manifesto anti-guerra, anti-morte, anti-tortura, anti-sadismo, anti-sofrimento.
Temos uma animação muito simples, duas frames de cada vez, mas muito eficiente em conjunto com a música. É uma curta que, como todas deveriam, prima pela simplicidade. Os desenhos são muito bonitos e os poucos momentos de animação estão muito bem feitos.
Um perfeito exemplo do que uma pessoa verdadeiramente talentosa pode fazer. Muito recomendado.
By : ladyxzeus

