• Optimus Alive

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    Eu era para não ir ao Alive. Queria muito ir, ao dia 14, queria muito ir ver The Cure e queria um bocadinho ver a Florença e as Máquinas, mas não tinha ninguém para vir comigo. Mas depois a Sandra disse que ia! E outros amigos ganharam bilhetes num passatempo! Viva! Fui!

    Mas, ao contrário de outros Alives que estiveram cheios de aventuras, este não foi uma experiência muito agradável psicologicamente.

    O espaço é o de sempre, três palcos mas bandas a tocar à entrada. Muitos espaços com presentes e muitas actividades. E achei esse o maior defeito. Tantas actividades que parecia que as pessoas não estavam lá nem pelos concertos nem pela música. Passei três concertos na fila para uma t-shirt (mas eram concertos que não me interessavam muito. Mas também não fiquei a conhecer as bandas, que era o meu objectivo), que saiu bastante gira e estou a usar neste momento.

    Depois houve ali um momento na casa de banho que envolveu umas filas de proporções gargantuescas.  Que me pôs completamente psicótica. Completamente passada da marmita. Desculpas a todos. Ao menos não fui expulsa.

    Depois não podia beber sob o risco de ter de ir à casa de banho durante o concerto.

    E depois não vi Morcheeba.

    Mas ainda assim valeu a pena. Valeu a pena porque vi The Cure. E, sem contar com toda a existência do Gackt, The Cure é a minha banda preferida e Robert Smith era o tio que eu queria ter (porque ninguém substitui o meu pai)

    Estávamos um bocado mal localizados, por isso só podíamos ver os ecrãs. Fomos avançando ao longo do concerto, mas mal os conseguimos ver. Mas estavam lá. Via-se no ecrã. O Robert está um bocado mais envelhecido do que da última vez que o vi, mas ainda assim esteve ali a dar-lhe com a fé toda. E continua a pintar os lábios com coelhinhos de amora. <3

    Para mim foi um concerto maravilhoso. Apesar de terem tocado algumas músicas que eu não conhecia (o que me deixou em grande suspense, eu pensava que sabia a discografia toda! Terei perdido um álbum recente?) o ambiente geral foi muito bem conseguido, com um ritmo constante, fácil de gostar, fácil de dançar. Muitos solos, o Robert estava todo passado. Mas solos mesmo bonitos. Dizem que era para fazer o concerto durar mais tempo, mas eu acho que estavam lá a acreditar no que queriam fazer. Deram-lhe muito nas músicas lentas, o que deixou o público um bocado atazanado, mas eu gostei. O Robert quis tocar uma música e não o deixaram e isso reflectiu-se no resto do concerto. Como público, achei que lhe falhámos.



    As pessoas não estavam viradas para ouvir a introspecção do Robert. As pessoas queriam dançar. Mas o Robert queria uma cena calma, era a onda que tinha nesse dia. O que não é ideal para um concerto de festival, mas quando se é o líder dos The Cure pode-se estar na onda que se quer e dizer a toda a gente "ma cagar". E foi o que ele fez. Falhámos quando ele nos pediu, mas ainda assim foi um fofo e continuou lá. Durante três horas e meia. Com três encores. And that's it. Não percebi o que fazia tanta gente a ir-se embora, tanta gente a reclamar e tanta gente a mandar vir. Não gostam não viessem! Senti falta dos verdadeiros fãs, mas se calhar era porque estava muito longe do palco.

    Os arranjos eram diferentes do que estamos habituados a ouvir no album, mas tudo aquilo juntamente com as luzes, com a voz sentimental do Robert Smith e com o fabuloso talento que esta banda tem para tocar os seus instrumentos, tornou-se numa viagem lindíssima, um pouco psicadélica mas muito feliz.

    Uma bonita trip que envolveu dançar e cantar non-stop durante as horas todas (com pausa para ir embora porque ninguém estava à espera de três encores)

    Obrigada Robert, por me fazeres tão feliz. Mesmo com todas as outras coisas. Tu fazes o dia valer a pena.


  • MEO Outjazz - 5watts

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    5 watts
    Concerto (inserido no Meo Outjazz)
    Seguimos pois para o Museu da Água, longo caminho íngreme e pedregoso, para apanhar sol e ouvir música (os grandes chamativos deste pseudo-festival) A banda que ouvimos foi 5 watts, que aparentemente já tinham ido tocar ao Louie's e sido um grande sucesso. Vou-me abster de dar ratings aos concertos, porque são experiências irrepetíveis, mas irei falar um pouco sobre ele.

    Chegámos muito cedo, durante os testes de som, por isso apanhámos puffs!

    De resto, a música desta banda é interessante. Um baixo poderoso, uma bateria divertida, bons ritmos, sonoridade muito agradável. No entanto a banda parecia desmotivada por estar a tocar no Out Jazz. Não estavam felizes, parecia que estavam ali por obrigação, não estavam a gostar do público - que ainda por cima havia de ser composto por amigos - não comunicaram bem.

    O gajo das teclas bem podia ser substituído porque ele não faz ideia do que está a fazer e só perturba o talento dos outros.

    E a esquizofrenia do guitarrista, que falava sozinho enquanto tocava, também foi bastante perturbadora. Ainda fui falar com ele mas depois tive vergonha de lhe perguntar porque é que falava sozinho.

    Demasiados solos, prolongamento desnecessário de apresentações, houve ali um momento em que pensei que nunca mais ia acabar.

    De resto, boa banda, fica aqui para conhecerem:



  • MUDE

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    Museu do Design e Moda
     
    A propósito de fazer horas e de eu sempre ter sonhado ir ao MUDE, fomos ao MUDE. É um museu gratuito e recomendo-o a toda a gente, pois -  mais que coisas interessantes - tem coisas divertidas.
    Começamos pela Exposição Permanente. Aqui apresentam peças de mobília, decoração e vestuário com designs característicos e originais de cada década. Existem objectos que conhecemos bem, mas outros que são muito interessantes pela sua originalidade e por terem influenciado o design como uma arte. Apesar de ser chamada de "permanente" há a troca frequente de algumas peças, por isso vale a pena voltar mesmo que já se tenha visitado.

    No segundo andar temos mais duas exposições:

    Diz-me do que gostas dir-te-ei quem és é uma interessante colecção de moda que nos permite conhecer um pouco dos designers por trás das peças. Juntamente com vestidos e peças de roupa (das quais eu usaria mais de metade) aparece uma pequena colecção de objectos pessoais que inspiram os autores. Também há uma micro-entrevista a cada um. Uma pequena exposição introspectiva.

    Tesouros da Feira da Ladra é uma coisa divertidíssima. É uma exposição de objectos bizarros encontrados na Feira da Ladra, uma homenagem ao anónimo.

    Finalmente, no terceiro andar, um andar de paredes cimentadas nuas, está a colecção Onde Nascem as Ideias. Cadernos de Equilibrista. Manuel Estrada. É um conjunto das ilustrações de Manuel Estrada e os seus cadernos pessoais. Foi ilustrador de capas de livros e tem trabalhos muito interessantes (sobretudo para quem conhece os livros em questão)

    Recomendo a visita a este museu. É rápido. É grátis. É giro. Porque não?
     




  • NieA_7

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    NieA_7 (NieA Under 7)
    Yoshitoshi Abe - Shaft
    Anime - 13 Episódios
    2000
    4 em 10

    Ah, vê NieA que é do Yoshitoshi Abe! Ah, vê NieA que o gajo fez Lain e Haibane Renmei! E não me recordei que detestei Lain e não achei Haibane nada de especial. NieA é um pedaço fecal.

    Comecemos pela arte. Já sabem que no me gusta. Mas mesmo no me gustando sou capaz de fazer uma apreciação coerente da qualidade. Em NieA esta é nenhuma. Os bonecos estão praticamente desenhados em blocos. Então quando estão longe são apenas umas peças às cores. São muito pouco detalhados, tanto em design como em movimentos, e as suas acções são desenhadas à pressa, com recurso a umas linhas nojentas que abanam para trás e para diante. Os fundos são igualmente mal feitos, assim como maquinaria e outros objectos. Está tudo muito mal desenhado, como se tivessem que despachar a série toda em três dias de trabalho e, para ser mais rápido, tivessem pegado nos lápis com o punho cerrado.

    Depois passamos para a história. 13 episódios de anime e não compreendi sobre o que era. Temos uma bacana que vive com um alien (de que irei falar de seguida) e vivem as duas esfomeadas. Ela trabalha, o alien não. E é isto? Acho eu? Devo ser muito estúpida, realmente. Ou então é o anime que não tem conteúdo. Dos dois males... Enfim, seguimos as aventurrraaas e desventurrrraaaaas deste peeeeersonaaaagens encaaaantadores! Que é basicamente a gaja a trabalhar e o alien a comer coisas e a dizer que tem fome. Questões que se colocam e que não foram respondidas: de onde vem o estúpido do alien? Porque é que não há dinheiro? Porque é que há racismo contra aliens? Qual é a crise que o mundo está a enfrentar? Eu creio que o anime queria ser um manifesto político-social, mas foi feito de maneira tão incompetente que foi impossível tirar essas conclusões daí.

    Agora, personagens. Se há protótipo de personagem que eu detesto e abomino é o da "moça estúpida que está sempre com fome, mas é muito simpática apesar de só fazer merda". NieA é isto e nada mais. Nada Mais. A outra moçoila, a humana que vive com esta criatura aberrante, é outro protótipo. O da "jovem trabalhadora que não consegue admitir a mudança na sua vida e que, por isso, reclama, berra, dá chapadas e cai de bicicleta" Um pouco menos detestável, mas ainda assim muito pouco complexo. Há um certo crescimento ("ah, eu não gosto da NieA mas afinal até tenho saudadinhas") mas algo muito pouco cheiroso.

    Em termos de música, estamos reduzidos a efeitos. Efeitos que me causam horror, pois são coisas cartoonísticas, turururururus, coisinhas a cair e outras idiotias do género. Vence a música da OP que é original e muito interessante.

    Lain e Haibane podem não ser nada de especial mas são interessantes. NieA nem isso. Dou-lhe um 4 porque sei que muita boa gente acha graça a este tipo de comédia fácil. Li algures que há quem ache isto um retrato belo e sensível, mas eu não vi beleza, sensibilidade ou sequer do que é que é o retrato. Como sempre, culpa mea.
  • Hanasaku Iroha

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    Hanasaku Iroha
    Ando Masahiru - Bandai
    Anime - 26 Episódios
    2011
    6 em 10

    Por uma vez um anime que me manteve atenta do início ao fim! Uma experiência muito agradável, mas que ainda assim possui uma série de defeitos que me impedem de lhe dar um rating mais alto (mas estive bastante dividida entre o 7 e o 6)

    Ohana é uma jovenzita de Tóquio sem grandes objectivos de vida que se vê confrontada com a situação de, por uma razão extremamente parva e desadequada, ter de ir viver para uma estância termal e trabalhar lá. Assim o anime decorre em termos de slice-of-life (acho engraçado este termo "fatia de vida") em que acompanhamos as pequenas aventuras diárias desta pequena e dos seus colegas e amigos.

    Este género não tem história, apesar de em Hanasaku Iroha fazerem uma tentativa de desenvolvimento narrativo que cai um pouco por terra devido à fragilidade do próprio tema. Assim, tem de - necessariamente - se basear no desenvolvimento de personagens. À primeira vista este é feito de maneira leve e concentrada, dando a cada personagem alguns episódios para ser desafiado e para se desenvolver, mas eu encontro nisto uma falha. Não é um crescimento discreto e saboroso mas mais um "tira a tua senha". Ohana, que aparenta ser quem mais se desenvolve, revela a partir do primeiro momento os seus objectivos. No seu primeiro dia de trabalho é logo demonstrado todo o seu futuro e todos os seus novos sonhos. Depois, além do trio essencial, o resto da equipa termal tem apenas um desenho muito superficial. Fiquei curiosa em relação a eles mas não creio que nem com uma continuação sejam revelados os seus segredos.

    A arte é bastante agradável à vista e, como o implica toda a modernidade, as cenas de acção são muito rápidas e fluídas. Não há grandes cenas paisagistas e insistem em mostrar sempre os mesmos lugares, quando poderiam ter feito algo de muito mais belo.

    Existem algumas músicas bonitas ao piano, mas não o suficiente para me incentivar a tocá-las (não que eu possa tocar piano com estas novas unhas de gel cor de laranja fluorescente com brilhantes que o meu pai me ofereceu...) A OP e as múltiplas EDs são todas cantadas por uma vozinha de gato que me irrita solenemente e só são apropriadas em momentos pontuais.

    Bonito e leve, é como uma barrita energética de chocolate dietético para o lanche. Como o seu equivalente alimentar, digere-se muito rápido e dentro de algumas horas só me irei lembrar que tenho fome.

  • Dois de Nós

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    Dois de Nós
    Ana Pepine e Paul Cimpoieru
    2010
    Teatro
    7 em 10

    A propósito de uns convites ganhos para o Festival de Teatro de Almada (o 29º), fomos ver esta peça. Dois de Nós é um misto de teatro, pantomima e dança, contando uma história sem palavras, própria para públicos de qualquer língua. A história é bastante simples, mas pelos vistos pode ser interpretada de várias maneiras. Por aquilo que eu percebi, fala de um casal que se separa, ambos têm aventuras e depois voltam a ficar juntos. No início pensei que a história estivesse a andar para trás e que nos tivessem a mostrar o seu primeiro encontro. Os meus amigos afirmam que só ela teve aventuras e que ela é que era a personagem principal. Eu continuo a achar que são os dois.

    A produção é muitíssimo simples, o que funciona extremamente bem. Deu-me ideias e inspirou-me para fazer coisas semelhantes com os meus cosplays, apesar de eu não ter aqueles movimentos corporais e ser uma desajeitada. A interpretação, se ao início parecia apenas mais uma repetição de uma peça que se vem fazendo desde 2010, foi sentida. Achei especialmente emocionante o reencontro com a representação dos momentos passados. E o meu momento preferido foi os pézinhos a abanar. :3

    As músicas dão mais brilho e vivacidade à história.

    O grande defeito é que houve alguns momentos de mímica que, simplesmente, não se percebiam. Ok, estão a abrir coisas, mas o quê? Além disso, um erro crasso: ele saiu de casa sem abrir a porta.

    Foi uma experiência bonita, que recomendo se tiverem oportunidade.
     
    Depois houve BEBERETI, em que pudemos interagir com os actores e comer doses industriais de pão de queijo. Claro que ninguém foi interagir com os actores, tiveram todas vergonha de ir falar com o Paul Cimpoieru (e não saberíamos dizer o nome dele), cuja prestação foi "muito bom"...

    O meu scanner está a embirrar, mas quando lhe passar coloco aqui o programa. :)

  • European Cosplay Gathering

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    European Cosplay Gathering
    Comentários (às performances)

    Ora o ECG, European Cosplay Gathering, também conhecido por Electrocardiograma, é um equivalente ao Euro de Futebol. Mas em cosplay. Cada país europeu manda um representante para o Solo e dois ou três para o Grupo, fazem fatos, fazem apresentações e um juri atribui três classificações para cada categoria. Isto passa-se na Japan Expo em França e a viagem é logo um prémio para os representantes de cada país.

    Ora, como houve aí umas línguas negras a mandarem vir comigo por eu mandar vir com toda a gente, decidi utilizar este espaço para, evidentemente, mandar vir com toda a gente. Seguem os vídeos das apresentações do ECG e os meus comentários aos skits baseados neles. Note-se que não vou comentar os fatos, porque de costuras percebo perto de nada (só o suficiente para parir umas coisitas mal-enjorcadas). E note-se também que não vi as apresentações ao vivo. Os meus comentários sofrem, assim, deste lapso: no vídeo as coisas são sempre diferentes.

    Mas comecemos.

    Primeiro vou anunciar os vencedores:

    Solo
    1º - Alemanha
    2º - Suiça
    3º - Itália

    Grupo
    1º - França
    2º - Dinamarca
    3º - Itália

     Dinamarca - Grupo
    Trinity Blood
    A actuação é bem intencionada, mas muitos gestos sem objectivo retiram intensidade ao momento. Além disso luta, ok. Conta uma história interessante, a rapariga de vermelho (matem-me, não sei o nome das personagens de Trinity Blood) está muito bem, as outras nem tanto. As vozes não são muito convincentes mas a música faz um bom efeito. Acho que posso dizer que merece o prémio.

    Holanda - Grupo
    Orochi Warriors
    Leques são bonitos é certo, mas qual a relação com o resto? De início parecia que vinha dali algo interessante, mas depois é só uma dança. Nota para a própria: não fazer danças depois de por pessoas a pensar que as coisas que vão sair dali são giras, sobretudo quando são de Prodigy.

    Portugal - Solo
    Anima Tactics
    Olá Leonor! =) A Leonor já me disse que não gosta muito de fazer apresentações e, apesar de se notar o esforço, também se nota este desencanto. Não conheço a série/jogo/isto, mas imagino que a música tenha sido escolhida a pensar nela. No entanto não se percebe bem o porquê do cantar tão "desesperado", o que poderia ser resolvido com um micro-acto introdutório (em mímica, por exemplo). As asas podiam ter um efeito mais interessante do que ser puxadas. A utilização do espaço também não foi muito sábia. No geral, necessita mais paixão

    Reino Unido - Grupo
    Odin Sphere
    Achei a actuação muito fraca e muito vulgar. Gestos desnecessários e pouco seguros, apesar de ser fácil compreender a história (mais ou menos). Nota para a própria: mudar de fato é moda, devo experimentar fazê-lo (por acaso tenho uma ideia parecida para usar em breve, hoho! Não é mudar de fato mas envolve fazer outro fato)

    Suiça - Solo
    Tron Legacy
     Woohoo, breakdancing! Olha que bem! Original, apropriado, efeitos excelentes com as luzes do fato versus luzes do palco. Um pouco inconclusivo, mas claramente um dos meus preferidos pela originalidade e boa execução. Este merece o prémio.

    Bélgica - Grupo
    Granado Espada
    Antes de mais... O que se está a passar aqui? Estão fracas, estão feridas, bem pelos vistos andaram a fazer alguma coisa que não querem que a gente saiba (as badalhocas, hah!) Achei que a actuação foi bastante boa, em termos de fraqueza e de ferimentos. Tenta contar uma história que, apesar de ser pouco clara para mim, deve ser bastante evidente para os conhecedores da série/jogo/esta coisa. Achei a parte final um pouco confusa e apressada, provavelmente derivado à dificuldade de fazer de pessoa sem saúde. Nota para a própria: quando fizer de pessoa sem saúde ou ferida, obter ferimentos e sofrimentos atempadamente de forma a poder estudar isto. Já fiz de coxa uma vez e andei semanas de bengala. Até hoje me sinto um pouco coxa.

    Itália - Grupo
    Cloth Road
    O modelo de duelo e a música escolhida para o início estão bastante engraçados. Mas EU (eu) (eu...) acho que skits de luta são um aborrecimento para a alma. Sobretudo quando as pessoas em questão não sabem lutar. No entanto foi uma boa maneira de mostrar os fatos a toda a gente, com um desfile disfarçado. Recorrer a panos e fitas para a luta já não é original. Achei este terceiro prémio um desapontamento.

    França - Solo
    Fate Stay Night UC
    Música bonita e original, objectos de palco interessantes e nada mais. Rodopiar com uma espada não equivale a skit de cosplay.

    Dinamarca - Solo
    Elfquest
    Ok, dança do ventre. Original. Mas... Quem não dança melhor que a Ivanete (a mulher do meu pai, que - por pura coincidência - é professora de dança do ventre, de yoga e de danças brasileiras. E taróloga. E tem o record do Guiness de dançar 24 horas com um pandeiro, oh yeah), enfim, quem não dança melhor que a Ivanete devia evitar fazê-lo numa competição internacional. A Ivanete não dança muito bem, btw. Nota para a própria: mudar de roupa, mudar de roupa!

    Portugal - Grupo
    Clover
    Olá Dark! =D Olá Kali! =D A queda parte-me o coração, mas - como já comentei pelo facebokas - a fuga é sempre para a frente. E sendo para a frente, continuemos! Um skit que poderia ter sido o mais belo do conjunto, bem concebido até para quem não faz ideia da história. No entanto o efeito visual, que tinha tanto potencial, está muito, muito, muito confuso. As asas são muito grandes e balançam muito para a frente e para trás, o que tapa o que está a acontecer, tapa as caras, as expressões, tapa os corpos, tapa tudo. No fundo ficou uma amálgama branca. Isto poderia ser resolvido com ensaios com espelho ou público amigo de olho esperto. Em comparação com os outros e esquecendo que eu sou uma desenxabida, creio que se não tivesse sido a queda talvez tivessem ficado com um dos prémios.

    Suiça - Grupo
    Valkyria Chronicles 2
    Muitas palavras para muito pouca coisa. Gosto bastante da expressão facial do gajo (que deus queira que seja mesmo um gajo e não um crossplay marado!), percebe-se muito bem a história, mas sabe a pouco. Nota para a própria: objectos que são para ser desenrolados nunca se desenrolam em palco. Evitar.

    Reino Unido - Solo
    Final Fantasy VII
    Sem dúvida o meu favorito. Simples, hilariante, efectivo. Transição de músicas um pouco hesitante. Mas sem dúvida o que gostei mais. Eu gosto de coisas parvas! :3 Nota para a própria: trabalhar na transição de músicas; fazer mais coisas parvas.


     Alemanha - Grupo
    Card Captor Sakura
    Dos grupos, o meu preferido. Muito engraçado, muito apropriado e muito eficiente. A coreografia da carta está muito engraçada, apesar da da Sakura não parecer muito segura. Nota para a própria: coisas que não querem ser desatadas não se desatam. Mudar de roupa é muita fixe!

    Bélgica - Solo
    Summer Wars
    Movimentos iniciais promissores, mas andar pelo palco a apanhar coisas não equivale a skit de cosplay. Ponham-me alma nisto porra!

    França - Grupo
    Xenosaga
    Ok. Vamos admitir que temos uma coreografia de luta bem pensada e bem feita. Os movimentos são na sua maior parte seguros e as paragens ao som da música dão oportunidade para boas fotografias e são uma maneira inteligente de prevenir erros. Mas eu não sou capaz de aceitar que um conceito tão cubicamente básico seja vencedor de um primeiro prémio a nível Europeu. Yaddayaddayaddafatosfatosfatos, o ECG é conhecido por dar um bocadinho de valor ao skit. E deixemos os comentários a fatos a quem lá esteve a vê-los ao pé e a quem sabe do que está a falar, que não sou eu. Hmph!

    Alemanha - Solo
    Fate Stay/Night
    A minha primeira impressão foi "tanta coisa no palco". Mas, maravilhoso, todas as coisas são usadas! =D Não houve erro! =D Viva! =D Achei boa a disposição das coisas e o conceito é bastante bom, simples e muito efectivo. No entanto soube a pouco. Creio que está entre os três melhores mas não sei se será O melhor. No entanto, já que foi esse o prémio, merecido é.

    Itália - Solo
    Final Fantasy VII
    Este é outro prémio que eu não entendo. Quando as coisas estão escuras não é difícil mudar de roupa. Ele não fez absolutamente nada em palco! Nota para a própria: Já sabes como é...

    Espanha - Grupo
    Odin Sphere
    Este skit sofreu de uma coisa que PODE e DEVE ser previsível. São os chamados "erros técnicos". A cortina preta era demasiado estreita para esconder os fatos. O monstro estava mal equilibrado pela pressa ao vesti-lo. A história é coerente e as actuações não são más, mas o efeito pretendido perdeu-se totalmente graças a estes erros.

    Espanha - Solo
    World of Warcraft
    Andar pelo palco a bater as asas de um morcego não constitui skit de cosplay.


    E PERONTOS.

    Foram estes os skits que encontrem até agora. Se me faltar algum e souberem onde anda por favor digam-me para eu o estrafegar também. No geral, gostei desta competição (em termos de skits). Achei a maioria dos prémios muito bem atribuídos e bastante justos, fora um ou outro caso pontual. Mas repare-se que aqui também contam os fatos, e com esses eu não conto (para ser sincera cada vez me convenço mais que desde que a apresentação seja divertida para mim a pessoa até pode estar vestida com um saco do Minipreço). Achei que as nossas meninas Portuguesas fizeram um bom trabalho e foram boas representantes do nosso país. Espero que, se lerem isto, levem as minhas críticas com paz e as usem para fazer coisas cada vez melhores. Já que não posso ir eu por falta de sacos do Minipreço, ao menos que chegue lá a minha acidez. Hihi.

    Nota (para alguns): como veem, eu não preciso de me esconder para dizer estas coisas. Escondo-me para dizer outras, mas têm muito pouco a haver com a comunidade de cosplay. Quando têm, são mais desabafos. Porque me vai sempre deixar triste que olhem para mim de lado por beber uma Mini na Anipop.

    Nota (para todos): Uma questão importante que se levanta é "qual é a tua competência para mandar estas postas de pescada ó animal?" Confesso que a minha competência não é muita. Apenas cerca de uma década a pisar palcos. Em termos de cosplay, gosto de fazer as coisas de maneira diferente. Para vós cosplay não é teatro. Para mim é. Para mim é uma personagem, é interpretar uma personagem de uma maneira que o anime não mostrou. É isso o que eu tento fazer em todas as minhas apresentações e performances (mesmo que não faça muito sentido, por vezes as coisas que fazem sentido na minha cabeça não fazem sentido na realidade...) Outra questão muito importante que se coloca é "se tens tanta propriedade para criticar os outros porque é que não te criticas a ti também?". A resposta é "bem, eu queria, mas não me deixam". Ando neste momento à caça dos meus vídeos para fazer um post hiper-mega-ri-épico a cortar-me a mim própria às postas. Depois de o escrever vou deixar-me a mim própria a chorar num canto! Faltam-me cerca de cinco vídeos, quem me quiser ajudar a localizá-los por favor avise.

    Nota (para ninguém em especial): Tenciono voltar em breve à actividade de cosplay, com fatos novos e apresentações novas para fatos velhos (ainda não foi a última vez que viram a Belldandy!). Na lista de cosplays a terminar por enquanto estão a Meroko, a Manager dos Detroit Metal City, o Kuranosuke e a Maya Kitajima. Talvez arranje um trabalho horrível no entretempo, mas de momento o cosplay é a única maneira que eu tenho de falar com um público e de receber os seus sorrisos. Sou muito egoista, mas aguentem comigo só até amanhã. ^^

    Para finalizar, fica aqui - para aprenderem - o que é o verdadeiro ECG:


     
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