• Pandora Hearts

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    Pandora Hearts
    Kato  Takao - Square Enix
    Anime - 25 Episódios
    2009
    6 em 10

    Em conversa com a Hota-chan, a minha review é esta:


    Olha, antes de mais não percebi um penís do que se estava a passar ali logo ao início e isso desinteressou-me e pus-me a ver a série em modo multitasking. Quanto mais avançava menos eu percebia e eu estou com a sensação de que a culpa não é minha, é mesmo aquilo que está com tanto mistééério que acaba por não estar sólido. Os personagens são pouco carismáticos, não têm desenvolvimento notável e as suas relações não parecem evoluir. Os designs não são nada de especial e a animação tem falhas. No geral, uma expressa tentativa de fazer algo único que cai facilmente no cliché. Sobretudo na parte do "comic relief", aquilo só me dava vontade de dar estaladas a quem fez isto.

    A única coisa que safa é mesmo o Gilbert, que é giro.
  • J. Edgar

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    J. Edgar
    Clint Eastwood
    Filme
    2011
    7 em 10

    Por alguma razão a minha mãe achava que, por fazer de homem mais velho, o Leonardo DiCaprio estava nomeado para os óscares. Por isso fomos ver este filme.

    Enfim, digamos que o Clint Eastwood pode ser um grande cowboy mas que os filmes dele são sempre a mesma coisa. São sempre uma seca. São lentos sem necessidade e sem serem contemplativos, insistem em detalhes irrelevantes que não adicionam nada à caracterização. Este filme peca pelo mesmo.

    Uma pretensa biografia de J. Edgar Hoovers, primeiro e uno director do FBI, este filme foca-se no personagem em si e deixa de lado a envolvência política e factual da história. Leonardo DiCaprio faz um excelente papel caracterizando Hoovers, um homem obsessivo, paranóico e, no geral, uma má pessoa. Infelizmente Hoovers não deve ter sido muito mais do que obsessivo, paranóico e má pessoa, porque não há a menor inflexão destes factores para ilustrar melhor a personagem. Talvez seja culpa de DiCaprio. Talvez seja culpa do argumentista. Provavelmente culpa dos dois mais do Clint Eastwood, que olhou para isto tudo e deu OK.

    A parte divertida deste filme é o segredo de Hoovers. Ele não deixa de ser mau mas, aparentemente, tem a capacidade de amar. E, spoiler, ele ama o seu adjunto e a modos que são os dois gays e a modos que isso proporciona cenas mega fofinhas entre os dois velhotes. Infelizmente a intensidade da sua relação acaba por não ser bem ilustrada e cai um pouco no ridículo em algumas partes. Também há a cena bonita do fulano a sair do armário, vestindo o armário da sua falecida mãe (com a qual tem uma relação um pouco estranha mas que também saiu um bocado mal definida).

    É um bom filme, mas tem montes de defeitos. 7 porque o Leo é um bom actor e a sua caracterização e maquilhagem estão muito bem feitas.
  • Hércules

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    Hercules
    Ron Clements e John Musker - Disney
    Animação ocidental - Filme
    1997
    5 em 10

    E depois de ver o Nemo o que é que fazemos? Vemos o Hercules!

    Este é um filme da minha pós-infância, mas eu nunca o tinha visto. Gosto das músicas, mas nunca tinha visto o filme. E foi uma má experiência.

    Este filme é, antes de mais, uma reciclagem de outros filmes da Disney. Nomeadamente do Rei Leão. Não ajuda nada que as vozes sejam as mesmas, eu estava sempre com a sensação de estar a ver o Simba ali a lutar contra o mal. A adaptação da história do Hércules é das coisas mais mal feitas que vi na vida. Sinceramente, será que eles sequer leram o mito dos 12 trabalhos? Hera não é a mãe de Hercules. Hercules é um comum mortal de força sobre-humana. Quem quer destruir Hercules não é Hades, Hades nem sequer é má pessoa e Hades não quer conquistar o Olimpo. A Hidra não foi o primeiro trabalho, foi o último. O Pegaso não foi uma prenda, foi o prémio que saiu de dentro do corpo da Medusa quando a cabeça lhe foi cortada. E assim por diante. Além disso, omitiram o trabalho mais giro, que era o de limpar a cavalariça.

    A arte é insuficiente, os designs são feios e os deuses, a parte mais gira dos designs, não têm suficiente tempo de antena.

    A música é possivelmente a única parte boa disto tudo, porque os coros das musas são muito engraçados. Acho que teria sido melhor conseguido se todas as músicas fossem cantadas por elas e não pelos personagens mas não, não podemos fugir do esquema habitual ou então não vão gostar do nosso filme!

    Eu não tinha a noção de que a Disney conseguia produzir filmes de qualidade B. Afinal consegue.
  • À Procura de Nemo

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    À Procura de Nemo
    Andrew Stanton & Lee Unkrich
    Animação Ocidental  - Filme
    2003
    8 em 10

    Depois de nos enfardarmos de bolo espacial o que fazemos? Vemos o Nemo! E ainda bem que vimos, porque é um filme verdadeiramente encantador. Talvez tenha sido efeito do bolo...

    Nemo é um peixe com uma deficiência física com um pai super-protector. Ora, Nemo quer ser rebelde e por isso amanda-se para o meio do mar, onde é capturado por um mergulhador que considerou que estava a fazer bem apanhar um peixe tropical e metê-lo num aquário de água quente salgada (dificílimo de manter, por acaso, e por acaso o filme não retrata bem a trabalheira que é ter um aquário destes) Marlin, o pai, atira-se então numa demanda louca para encontrar o seu filho. Entretanto arranja a ajuda de Dori, um peixe que se esquece das coisas com facilidade.

    A história já de si é original, a luta de um pai para salvar o seu filho (e não o contrário, veja-se bem), mas o que realmente é vencedor neste filme são os personagens. Sendo que cada um começa como um estereótipo definido, evoluem de forma a adaptar-se às várias situações que aparecem. Assim, se no princípio temos um pai neurótico e uma mulher distraída, no fim temos um pai neurótico que consegue ver o lado positivo das situações e uma mulher distraída que se consegue concentrar para atingir um objectivo. Esta evolução é também feita pela interacção entre os personagens, a dedicação de Marlin e a positividade de Dori que influenciam o comportamento um do outro.

    A animação está muito bem conseguida e há cores muito bonitas. De facto, as cores utilizadas em cada ambiente transmitem uma atmosfera perfeita. A alegria do coral, o calmo perigo do campo de minas, o deprimente dos canos de esgoto dominados por caranguejos.

    A parte menos interessante talvez seja a pequena aventura do próprio Nemo, talvez porque os personagens que lá estão não sejam tão humanos como os que estão no mar. Se calhar isto até foi de propósito, para caracterizar a perturbação mental desta gente.

    Cenas extremamente engraçadas povoam todo o filme, mas também há momentos de seriedade que atingiram o seu objectivo.

    No geral, um filme recomendado.

    E manter sempre a positividade. "Eu tenho 150 anos e ainda sou um chavaaaaloo"
  • A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo

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    A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
    Stieg Larsson
    2006
    Policial

    Eu sei que li outro livro entre o primeiro e o segundo Millenium, mas já não me lembro qual foi. Assim, fica aqui a review deste, desde já!

    Se o primeiro Millenium foi um policial altamente complexo com requintes de malvadez, este livro é sobre espiões. Começamos com Lisbeth Salander a fazer férias tropicais e a enfrentar tempestades e acabamos com uma perseguição policial a escalas desproporcionais. Os primeiros capítulos caem bem, mas não têm continuação. Quiçá seriam o mote para um quarto ou quinto livro, mas eles nunca vão existir - pelo menos sob a alçada de Larsson - por isso ficam com sabor a assunto pendente. O que é um pouco desagradável.

    Neste livro são-nos introduzidas duas novas perspectivas. Não é só Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander e a Millenium. São também a polícia dos bons e a polícia dos maus. E a polícia dos que não são bons nem maus. Uma série de novos personagens aparece e cada um deles é único. Nisto a saga Millenium continua perfeita. Tudo está feito de forma extremamente detalhada, mas sem aborrecer e sem abusar. Dão-nos todas as informações essenciais para formar a imagem perfeita, mas não dão informações a mais que acabam por tirar as atenções do mais importante.

    Não sei se me agradou muito a história dos espiões, mas é sempre bom conhecer um bocadinho mais de Lisbeth Salander. De certa forma, ela evoluiu como personagem entre o primeiro e o segundo volumes, tornando-se um pouco mais próxima dos outros e manifestando por eles sentimentos que não raiva.

    Cenas de acção suculentas, sobretudo a luta final contra o grande nemesis dos espiões russos, com uma pitada de crítica à sociedade "perfeita" que é a Suécia.

    O primeiro continua a ser o meu preferido, mas este também é muito bom. É muito diferente, mas escrito com igual talento.
  • Yu-gi-Oh: A Minha Fanfiction Secreta

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    E AGORA PARA UMA COISA COMPLETAMENTE DIFERENTE.

    Eu até hoje escrevi quatro fanfictions. Duas foram fanfictions para uma das minhas histórias (o que não faz grande sentido, porque fui eu que as escrevi) e falavam da relação entre Yakul e Altayr, que são gajos bastante sensuais. Outra foi uma fanfiction para Absolute Obedience e pode ser encontrada aqui: http://ladylouve.deviantart.com/gallery/?q=whip#/d1bxs3x E a outra...

    Bem, eu não escrevo fanfictions, como podem ver. Também não as leio. Não gosto, no me gusta, je n'aime pas. Eu acredito que devemos criar os nossos próprios personagens. Mas, como bem sabem, eu sou uma hipócrita. Nunca faço nada do que digo. Por isso tenho estado a trabalhar numa fanfiction. Há cerca de 7-8 anos que estou a trabalhar nela, talvez mais. É uma fanfiction de Yu-gi-Oh e, motivada por uma pergunta da Catarina Brás (Cat-sama no deviantart a quem quiser ver seus cosuperes), vou revelar aqui, neste mesmo blog sobre coisas que faço quando não estudo, vou revelar aqui os trâmites gerais deste épico das fanfictions. Vocês decidem se a escrevo em definitivo.

    Preparados? Sigam o coração das cartas.





    Esta história é à volta da vida de Seto Kaiba e passa-se cerca de 20 a 30 anos depois da série televisiva. Muitas coisas aconteceram, mas o essencial é que Kaiba voltou a dominar a sociedade da Kaiba Corps e se tornou no seu maior accionista e CEO. A Kaiba Corporation evoluiu, tal como todas as empresas, e apesar de ainda se dedicar às cartas, tornou-se na mais influente empresa no mundo dos jogos e brinquedos, com diversas fábricas a operar por todo o Japão e, pontualmente, na China e Brasil. Kaiba, é portanto, um magnata do reino do entretenimento digital. Por puro passatempo, além das suas funções na direcção da empresa, desenha as novas cartas Yu-gi-Oh, das quais a Kaiba Corps detem a totalidade das acções e que passou a produzir. Elas já não estão muito na moda e quase ninguém as joga, mas ainda se fazem edições comemorativas e o campeonato nacional mantém-se, com cada vez menos participantes. Seto Kaiba é um homem de muitos talentos. Descobriu ao longo dos anos que tem jeito para o desenho e para a música, pelo que adquiriu um piano para o seu escritório que lhe serve como método de relaxamento quando está demasiado cansado para pensar claramente. Seto Kaiba também descobriu que tem a lábia de um macho alfa e que qualquer mulher com quem fale poderá, em poucos minutos, ir parar à sua cama (ou à de um hotel luxuoso). Assim, passa grande parte do seu tempo a trabalhar e a fazer uso dos seus olhos azuis em bares da cidade onde está sediada a sua empresa e de Tóquio. Ele vive numa penthouse no topo da sede, pelo que não tem de se deslocar para trabalhar. Ainda assim possui um par de carros de alta cilindrada que conduz raramente e a velocidade moderada. Seto Kaiba não é um homem de excessos. Raramente bebe mais que à conta, raramente gasta mais que à conta, raramente faz grandes loucuras. Fá-las quando está para isso, mas quase nunca está para isso porque, como workaholic inveterado, o trabalho é a sua maior preocupação. Não descura do seu aspecto, mas continua a preferir os longos casacos e as camisolas de gola alta.

    Já Mokuba Kaiba se tornou num homem diferente. Para começar, cortou o cabelo. Isto é uma coisa muito importante. O puto ranhoso que estava sempre a ser raptado é agora o principal recurso da empresa para os aspectos legais. Não sem alguma dificuldade, porque tempos de estudante são sempre difíceis, concluiu o curso de Direito e dedica-se ao direito empresarial e administrativo, da perspectiva da empresa da qual é o segundo maior accionista. É tão simpático como era em criança, mas também descobriu que os olhos claros trazem muitas vantagens no que respeita à companhia feminina e usa (e abusa) dessa qualidade muito frequentemente. Quando não está a trabalhar pode ser encontrado no seu quarto (do lado oposto da penthouse, para não incomodar muito o irmão) a falar em redes sociais ou nas ruas de Tóquio a ver as vistas. Durante a noite devemos procurá-lo em clubes selectos do mais alto nível, acompanhado da sua cigarreira, do seu copo de vodka e, às vezes, de uns tracitos de farinha. É muito amigo do seu irmão e, agora que já é mais responsável e é raptado menos vezes, o seu braço direito para os negócios.

    Marik Ishtar deixou-se de maldições. Após alguns anos como modelo, profissão onde as suas tatuagens fizeram furor, vive uma vida desafogada como consultor para agências de modelos por todo o mundo. Farta-se de viajar. Mantém o cabelo comprido, mas agora já não usa gel. Tem uma mente aberta para as relações e considera-se um "amante do amor", o que significa que todo o peixe graúdo que vier à rede deve ser comido. Alguns anos após as complicações decorrentes das suas alterações de personalidade, volta a encontrar Seto Kaiba numa festa e passam a manter contacto regular, tornando-se bons amigos. Há quem diga que até experimentaram umas coisas juntos, mas nenhum deles afirma nem desmente. Não pega nas cartas há anos.

    Ichizu Ishtar trabalha como historiadora e académica, também viaja para dar conferências pelo mundo. Definitivamente teve algo com Seto Kaiba no passado, mas nenhum fala disso. Aliás, mal se falam. Mas dão-se bem e consideram a companhia um do outro agradável. Ainda joga Yu-gi-Oh de vez em quando, gosta de uma partidinha esporádica com amigas.

    Joey e Mai agora estão casados e são pais de duas meninas, Uzuki e Kisaragi, de seis e dois anos respectivamente. Joey vive uma vida frustrada como salaryman numa empresa de transportes e Mai viu-se obrigada a tomar conta da casa. Encontram-se muitas vezes com os seus amigos da escola e consideram-se felizes, se bem que gostariam de ter mais dinheiro para tirar umas férias na Europa, ou pelo menos em Okinawa, sem as miúdas. Mai ainda pinta o cabelo. Joey já não, não lho permitem na empresa.

    Téa nunca conseguiu poupar dinheiro para ir para a escola de dança na América. Ficou-se pelo Japão, onde dançou em bares, fez algum strip-tease e se meteu por maus caminhos. Não fosse Yugi, neste momento estaria numa valeta. Graças ao seu forte apoio e amizade, Téa manteve-se sempre ao de cima e foi capaz de reconstruir a sua vida. Neste momento é professora de dança numa escola de bairro. Não trocava a sua vida por quase nada, excepto talvez um marido que cuidasse dela e que a amasse. Voltou a encontrar Marik, pois era corista na noite em que ele foi àquele bar em Osaka, e por momentos pensou que talvez ele fosse o marido ideal. Mas depois ele foi-se embora, deixando uma sofisticada e delicada nota de despedida. Talvez ainda sinta qualquer coisa por ele.

    Tristan foi para a marinha. Numa missão à Coreia do Sul acabou por ficar por lá e assentar. Nunca mais se soube nada dele, pelos vistos não valorizava os seus amigos assim tanto.

    Bakura passou a sua adolescência assombrado pelos mistérios da esquizofrenia. Acabou por se suicidar aos 19 anos, enforcando-se com os atacadores dos sapatos presos no varão do cortinado do chuveiro. Todos os seus amigos, menos Seto Kaiba, foram ao funeral. Aparentemente o Kaiba mais velho estava numa importantíssima reunião com alguns dos accionistas da empresa.

    Quanto a Yugi (e dos personagens antigos só há estes), bem... Ele era o personagem principal, mas isso não lhe valeu de muito. Herdou a loja do avô e durante algum tempo, enquanto a popularidade durou, deu aulas de cartas. Continua com o seu penteado excêntrico e a sua loja é agora um local para procurar relíquias e jogos em segunda mão. Como seria de esperar, gosta muito de Téa e está sempre lá para ela. Mas nunca foi capaz de lhe dizer que pode ser o homem que ela procurava por isso mantém-se na friendzone. Aliás, nunca saiu da friendzone de ninguém, mas eu penso que isso é devido aos cabelos. Ainda possui o puzzle e fala de vez em quando com Yami Yugi, cada vez mais esporadicamente. Joga às cartas consigo próprio, à falta de com quem jogar. O mundo de coleccionadores de jogos e de cartas conhece-o como o antigo campeão que ficou prisioneiro do tempo e nunca mais saiu dali. Não se sabe de maus hábitos que tenha, encontra-se com os antigos amigos frequentemente mas parece-lhe que eles se estão a afastar cada vez mais. Talvez seja porque agora têm famílias. Talvez seja porque acabam sempre a jogar às cartas.

    Essencialmente foi isto o que aconteceu a esta gente durante este tempo todo. Agora que os conhecem, aqui estão as partes principais (porque há muitas, muitas mais) da história.

    Numa festa de sociedade, Seto Kaiba conhece uma rapariga loira que trás um vestido vermelho de manga comprida, que se apresenta como Beatrice Mitsumoto. Aparentemente a sua avó era sueca e veio para o Japão pouco depois da guerra. Ela é de uma cidade no campo, mas está aqui a trabalhar num café para se afastar de uma família opressiva. Está na festa por um acaso, uma amiga sua tinha uns convites porque outra amiga lhos tinha dado. Bibi, sua alcunha, também se distingue das outras mulheres por outra razão peculiar: ela não faz a mínima ideia de quem é Seto Kaiba. Ela nunca ouviu falar das cartas, nem da Kaiba Corps, nem de nada de nada. Kaiba fica intrigado com isto e apetece-lhe descobrir mais sobre a ignorância da rapariga. Acaba por levá-la para casa, mas apercebe-se à medida que vai falando com ela, de que é dotada de uma simplicidade e alegria contagiantes e que, na presença dela, as suas ideias se tornam mais fáceis e claras. Quando, no dia seguinte, Mokuba lhe pergunta quem era a mulher de vestido vermelho que viu no elevador, Seto avisa-o para não se meter com ela. Após alguns meses de namoro em que Bibi praticamente se recusa a aceitar presentes, motoristas, estadias em hotéis e outras coisas úteis  Seto pede-a em casamento. Contra todas as expectativas, ela recusa e refugia-se em casa da irmã, no meio do campo. Essa irmã convence-a a aceitar e acabam por se casar no registo civil, com a presença de apenas um jornalista que ia a passar por acaso e que foi convenientemente subornado para não revelar nada à imprensa. Este jornalista torna-se amigo da família Kaiba e, passado uns anos, torna-se director de um dos principais jornais do Japão. Desta forma todas as histórias escaldantes da família Kaiba passam a ser abafadas nos principais meios de comunicação e eles vivem uma vida livre de escândalos. Têm dois filhos, que passarei a apresentar.

    Himino Kaiba é uma rapariga calada. Muito calada. Não tem amigos que se conheçam e é vítima de ofensas constantes na escola. Deixou de ir com motorista porque gozavam com ela e raramente é vista fora de casa. É a melhor aluna da escola, detentora de notas máximas em todos os assuntos. Em casa estuda. Só estuda. E joga cartas. Tem um conhecimento aprofundado sobre toda a história deste jogo e há vários anos que é a campeã incontestável em todos os campeonatos. Herdou os caracóis da mãe, apesar de castanhos como os do pai, mas nunca se arranja. Podia ser uma miúda bem bonita (também tem os olhos azuis!), mas quando não está com a farda escolar (de marinheira, azul escura quase preta) usa saias pelo meio da perna e camisas. Pelo menos gosta de roupas claras. É o orgulho do pai que, não muito secretamente, lhe vai dando trabalhos de casa para a preparar para herdar a função de CEO da Kaiba Corps. No seu baralho estão três cartas de fadas, criadas especialmente para o dia em que fez doze anos. Só existem três cartas destas no mundo.

    Haru Kaiba é dois anos mais novo. Tem nome de menina porque os pais decidiram o nome antes de saberem o sexo do bebé. Foi um bebé irritante, que chorava muito e tinha muitas cólicas. Foi o inferno naquela penthouse até ele crescer um bocado. Como Himino tinha sido completamente diferente, Seto não estava preparado para exercer as funções de pai de um bebé e delegou todo esse assunto para Bibi. Foram momentos tensos lá em casa durante algum tempo, mas depois resolveu-se tudo. Graças a isto Bibi desenvolveu uma relação de amor materno fora do vulgar com o seu filho. Também é bom aluno, mas um pouco menos dedicado, por isso não consegue notas tão altas como as da irmã. Seto irrita-se com isto e exige cada vez mais dele, o que torna a sua relação muito frágil. Ao contrário de Himino, Haru é adorado pelos colegas e tem um vasto círculo de amigos. Joga futebol na equipa da escola e é a estrela para o público feminino. Haru Kaiba tem um cão, um akita inu que lhe foi oferecido pelo pai, no seu décimo aniversário. Seto não gosta muito de cães, mas era a coisa que o filho mais queria na vida e Bibi acabou por convencê-lo a fazer uma pesquisa pelo melhor dos criadores e a comprar o melhor dos cães. Haru pediu ao pai que baptizasse o cachorro. O cão chama-se Joey. Haru herdou tudo da mãe e é loiro de olhos azuis, um verdadeiro sueco. Também joga às cartas e, tal como a irmã, teve uma edição especial pelo décimo segundo aniversário. As suas três cartas especiais são cães.

    Ora, acontece que, tinha Himino 16 anos e Haru 14, Bibi foi às compras (durante os anos ela acabou por se acostumar à ideia de ter fundos ilimitados). No caminho de ida para Tóquio a sua viatura viu-se envolvida num sério acidente com um camião que transportava mercadorias inflamáveis. Só a conseguiram identificar, a ela e ao motorista, pelos dentes.

    Completamente perdido pela morte da esposa, Seto Kaiba envolve-se na bebida e torna-se praticamente num vegetal alcoólico. As suas funções como CEO estão reduzidas ao mínimo e a empresa passa por um mau bocado. Sabendo do estado do seu amigo, Marik Ishtar vem ao Japão visitá-lo e consegue, a muito custo, tirá-lo do estupor em quem se encontrava. Recuperado, Seto decide fazer não três cartas de edição especial, mas um baralho inteiro dedicado à memória da sua mulher. O tema são anjos e são editados dois baralhos, que passam a valer uma fortuna no seio dos coleccionadores. Um dos baralhos é colocado no cofre da empresa e o outro vai para a liberdade. Seto pensa como o colocar em liberdade e decide que isto é ocasião para revitalizar o jogo, que caiu em tanto desuso depois do seu apogeu. Começa a trabalhar afincadamente para melhorar a desactualizada tecnologia dos hologramas e decide lançar isto tudo num evento muito especial. Reunir as pessoas que competiram na maior das competições criadas pela Kaiba Corps, há 30 anos atrás, e colocá-las numa nova competição. O vencedor fica com o baralho e com um generoso prémio em dinheiro. Além disso, férias grátis para todos!

    Assim, são localizados os antigos concorrentes. Yugi aceita imediatamente. Joey e Mai precisam de um sítio onde deixar as crianças, mas é logo avançado que elas também podem ir. Bakura não pode ir, por razões óbvias. Marik acha piada à coisa e faz-se acompanhar de Rishid Ishtar que, apesar de aguardar o nascimento do seu quarto filho, não é capaz de recusar a aliciante proposta de sair do Egipto por uns dias. Ichizu também acha piada à coisa e mete férias. Seto Kaiba só quer ver o espectáculo, por isso faltam dois concorrentes. Serão o campeão e vice-campeão actuais, respectivamente Himino e Haru Kaiba. O cão Joey também vai e Marik sugere, maliciosamente, recompor todos os factores e convidar Téa e Tristan. Ora, como ninguém sabe de Tristan, lá vai a Téa sozinha.

    Entretanto, a Kaiba Corps decidiu dar uso à ilha privada onde tiveram as aventuras em criança e construir lá um hotel de luxo. Os utentes do hotel serão o público. Ainda assim, vão à mesma de zepelim para lá.

    Depois desta parte da história, foco-me nas aventuras e desventuras de Himino e Haru. São muitas coisas por isso não as vou explicar todas. Joey (o cão) acaba por morrer com 14 anos de idade o que deixa todos com um enorme desgosto.

    E é isto o épico da minha vida. Sou mesmo tótó, não sou?
  • Natsume Yuujinchou San

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    Natsume Yuujinchou San
    Omori Takahiro - Aniplex
    Anime - 13 Episódios
    2011
    6 em 10

    Este é o comentário para a terceira season de Natsume Yuujinchou. O comentário original pode encontrar-se aqui: http://myanimelist.net/forum/?topicid=394823#msg13320567


    Este foi um anime agradável. Foi superior às duas primeiras seasons em algum sentido e, maravilha das maravilhas, não me aborreceu até à morte.
     O que é extremamente interessante nesta série é a caracterização dos yokai. Eles não são humanos mas têm (mais ou menos) características humanas. São capazes de amar e odiar, à sua maneira. No entanto, Natsume não parece perceber isto nem aceitar isto, já que não parece respeitar os yokai como iguais aos humanos.
    O que eu gostei nesta season foi o Natsume não ser tão emo e o facto de ter sido capaz de fazer alguns amigos. Mas ele não parece aceitar o facto de que é diferente e não vê realmente os seus amigos yokai como os seus amigos humanos, apesar de serem tão (ou mais) importantes. Se não fosse assim ele não teria deixado a festa que os yokai fizeram para ele.
    A arte é delicada e apropriada, oferecendo um sentimento pacífico ao ambiente. Podia ser mais bonita e detalhada. Os designs dos yokai não parecem muito inspirados nesta season.
    A música não é muito memorável, mas os actores fizeram o seu trabalho. Nyanko-sensei podia ser um pouco menos infantil na interpretação.
     No geral foi bom, mas tem alguns elementos que não fazem disto uma série superior.
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