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  • O Infante

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    O Infante
    Daniela Viçoso
    2015
    Manga

    Chamo-lhe manga mas a obra é de uma artista portuguesa. No entanto tem óbvias, mais que óbvias influências, na fandom de boyslove, que eu adoro, e por isso já aos anos que queria este livro.

    Conta a história de um Infante que se apaixona lenta mas definitivamente pelo seu escudeiro. No entanto, o livro parece ser curto para a história que pretende contar, porque não temos uma conclusão evidente e as cenas de amor são parcas.

    De resto, a arte é riquíssima, misturando o estilo oriental com arquitectura manuelina, apesar de por vezes a organização dos painéis ser um pouco difícil de compreender, por causa da profusão de linhas azuis.

    Não recomendaria, mas foi uma excelente tentativa.

  • Makotoshiyaka ni Mau Hana wa

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    Makotoshiyaka ni Mau Hana wa
    Tsukahara Saki
    Manga - 1 Volume/7 Capítulos
    2020
    7 em 10

    Um BL que comprei de recordação em Espanha sob o nome de "La Flor que Parecia Bailar".

    Um manga muito romântico que relata a história de amor entre um professor de dança de gueishas e um homem de negócios vindo da Europa, no momento do início da guerra e dos bombardeamentos sobre Quioto. Os personagens são encantadores, a relação entre eles muito fofinha e os momentos em que se começa a revelar a sua paixão extremamente sensuais. Cheguei a verter uma pequena lágrima no seu reencontro, e quando finalmente a sua paixão é consumada fiquei mesmo muito feliz.

    Um manga curto e muito bonito, com desenhos lindíssimos, em que a flor que parece dançar efectivamente parece uma flor, e parece mesmo dançar.

    Para as fujoshis como eu, é recomendado.

  • Sasaki to Miyano

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    Sasaki to Miyano
    Kananiwa Kozue - Studio Deen
    Anime - 12 Episódios
    2022
    5 em 10


    Para variar um pouco, uma história de BoysLove.

    Miyano é um fudanshi, rapaz que gosta de livros BL. Sasaki pede-lhe uma recomendação de manga e começa a gostar destes romances. E, com isso, no meio de muitas dúvidas e tabus, eles apaixonam-se.

    É um anime de romance muito simples, com vários elementos slice of life escolares, e momentos típicos deste tipo de narrativa. As personagens são simpáticas e o seu conflito sexual é algo pouco abordado em animes BL, que usualmente se remetem a uma grande fantasia social.

    Infelizmente temos uma animação praticamente inexistente, e uma banda sonora incapaz de nos atrair para a beleza do romance.

    Por isso, é um anime simpático mas muito pouco criativo.

  • Given

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    Given
    Yamaguchi Hikaru - Lerche
    Anime - 11 Episódios
    2019
    5 em 10

    Peguei neste anime sem saber sobre o que era. Só sabia que tinha uma banda, pela imagem da capa. E, realmente, é sobre uma banda. Mas, estava eu eu à espera de música e tudo o mais, pelo menos depois do primeiro episódio, para descobrir que o anime não é sobre a banda. É sobre os rapazes da banda.

    São todos gays.

    Então, aquilo que - no primeiro episódio - tinha um imenso potencial transformou-se num jogo de triângulos e quadrados amorosos entre os membros da banda em que nem um deles se safa de ser envolvido com outro. Isto é tão improvável (numa banda verdadeira causaria grande celeuma) que o tema do anime acaba por ser apenas paralelo, não interessando para nada o facto de haver uma banda de rock ou uma banda filarmónica ou outra coisa qualquer.

    A animação também é pouco detalhada, existindo muito poucos momentos de acção. Existem muitos diálogos tanto trágicos como cómicos, mas por alguma razão em todos eles acrescentaram musiquinhas e efeitos sonoros infantis, o que torna a audição desta série algo doloroso.

    Eu até sou bastante fã de BoysLove, mas ser só amor rapaz não basta. É preciso conteúdo.


  • Only the Ring Finger Knows: The Ring Will Confess His Love

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    Only the Ring Finger Knows: The Ring Will Confess His Love 
    Satoru Kannagi
    2005
    Light Novel
    Depois de ter desistido de terminar a colecção física (os livros estão fora do circuito e são caríssimos em segunda mão), arranjei os dois volumes que me faltavam em pdf e, assim, voltei a esta série.

    Neste quarto volume continuamos a seguir as aventuras de Wataru e do seu namorado, que agora se vêm confrontados com a ausência deste numa viagem à América, enquanto outros homens tentam seduzir Wataru e, por outro lado, outros tentam terminar a relação.

    Parece-me um volume de transição, em que a história não avança propriamente, e temos apenas mais declarações de amor entre os personagens. Existe uma tentativa de análise sobre o que é a rejeição e como podemos lidar com ela, mas infelizmente o efeito está tão simplista que acabamos por ficar indiferentes.

    É uma série com personagens pouco definidos, que parecem poder ser qualquer pessoa. Acabamos por não compreender mais do que as características básicas de cada um, o que torna a leitura um pouco frustrante.

    No entanto, é um livro simples e que se lê muito bem. Tem também um momento sexy!
  • Yuri!!! On Ice

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    Yuri!!! On Ice
    Yamamoto Sayo - MAPPA
    Anime - 12 Episódios
    206
    8 em 10

    Há muito tempo que não havia um anime que me enchesse tanto as medidas. Yuri on Ice mistura coisas que adoro: BL, desporto e uma animação giríssima.

    Yuri é um desportista, patinagem artística, que teve uma péssima prestação na sua última competição. Desmotivado, faz um vídeo amador com a coreografia de Victor, o vencedor. Este, ao ver o vídeo, fica apaixonado pela patinagem de Yuri e decide treiná-lo, para que vença o Grand Prix mundial.

    é uma história de superação desportiva mas também um romance encantador, protagonizado por personagens sólidas na sua simplicidade e belas nas suas atitudes. Cada competição é, por isso, uma montanha russa de emoções, pois para além de querermos a vitória dos nossos favoritos investimos imenso do nosso coração nas suas relações interpessoais.

    As sequências de animação, todas referentes a modelos de patinagem e a coreografias técnicas, são belíssimas, altamente detalhadas, fluídas e cheias de momentos deliciosos e cheios de vibração.

    Nota-se que esta foi uma história escrita e animada por fãs de patinagem no gelo, o que torna tudo ainda mais emocionante.

    Gostei imenso e não hesitarei em recomendar.
  • Banana Fish

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    Banana Fish
    Utsumi Hiroko - MAPPA
    Anime - 24 Episódios
    2018
    6 em 10
    Só agora estou a terminar a season de Outono de 2018, devido a várias razões. Começo precismente pelo anime que gostei mais, uma obra baseada num manga que adoro.

    Esta é uma história da máfia e daqueles que vivem e fogem dela. Esta história tem um romance belíssimo, mas também tem muitos horrores e muitas drogas misteriosas. Banana Fish é uma droga que faz com que as pessoas se auto-destruam. Uma equipa inusitada, junta pelos sentimentos mais puros que conseguem desenvolver, irá tentar encontrar a solução e, assim, combater a poderosa máquina da máfia.
     
    É um romance trágico, com um final espectacularmente comovente e belo, mas penso que no anime não foi dado suficientemente tempo aos personagens para que se apaixonassem. Assim, os sentimentos que nutrem um pelo outro acabam por soar um pouco falsificados e exagerados, retirando sentido e poder à história.
     
    De resto, temos uma animação bastante satisfatória, apesar de algum uso de CG em armas e cenas de acção que me pareceu desnecessário. Os designs mantêm-se puros, embora um pouco modernizados demais para o meu gosto.
     
    Musicalmente, fiquei muito agradada com a primeira OP e ED, mas muito desapontada com as segundas, todas popularuchas.
     
    Foi uma agradável viagem e, embora o manga seja largamente superior, posso dizer que foi uma boa adaptação.

  • Sekaiichi Hatsukoi 2

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    Sekaiichi Hatsukoi 2
    Kon Chiaki -Studio Deen
    Anime - 12 Episódios + 1 Filme + 1 Special
    2011
    5 em 10

    Anuncio que estou a iniciar uma nova PTW, que consiste em ver todos os animes das primeiras sei-lá-quantas páginas do Top Mais do MAL. Todos os que ainda não vi. Este foi o primeiro e a prova contundente de que, em dez anos de vida, muita coisa se alterou e, se calhar, já não gosto de todo e qualquer BoysLove que me metam à frente.

    Esta segunda season (eu mal me lembrava da primeira), mais um filme, mais um special, trazem-nos mais aventuras e contradições entre os casalinhos homossexuais mais fofinhos e sexys. Aqui começa o problema: os personagens comportam-se como se tivessem todos doze anos e não soubessem como lidar com os pequenos imprevistos da vida. São desastrados, estão sempre envolvidos em mal-entendidos e não comunicam uns com os outros como pessoas normais. No fundo, não têm qualquer tipo de personalidade sem ser a dicotomia seme/uke e acabam por ser conceitos muito esponjosos, que tomarão a atitude mais conveniente e que culmine numa beijoca ou noutra coisa qualquer.

    Os designs são feios, sobretudo o estilo utilizado nas expressões, que são insossas e pouco distinguíveis. Tive muita dificuldade em saber quem era quem: são todos iguais e são todos feios e nenhum é sensual e mesmo quando aparecem semi-nus ou em situações de conflito sexual, continuam a ser perfeitamente irrelevantes.

    Não temos uma banda sonora para chamar de música e o trabalho dos actores de voz é muito pouco convincente.

    Este BL não me representa. Tragam-me Fuyu no Semi de volta. D:

  • Doukyuusei

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    Doukyuusei
    Nakamura Shouko - A-1 Pictures
    Anime - Filme
    2016
    6 em 10

    Este filme foi recomendado no meu clube, então fui vê-lo à desgarrada. Com o Qui. Mal sabia eu que era um BoysLove. O Qui ficou altamente traumatizado. E eu também, porque este não era, de todo, o BL que eu lhe queria mostrar!!!

    É um romance muito simples, simpático, sem muito que se lhe diga. Dois rapazes começam a estudar música juntos e acabam por apaixonar-se. Depois acontecem os pequenos dramas adolescentes de todas as relações entre adolescentes, as meias palavras, as confusões, e por aí em diante. O anime segue quatro diferentes fases da relação, mas nenhuma delas nos leva a qualquer tipo de conclusão, como se a relação fosse tão efémera que nem sequer precisássemos de saber o que vai acontecer no futuro.

    A arte é um pouco estranha, na medida em que é muito suave mas muito pouco detalhada. A animação e design dos personagens está bastante boa, mas os cenários apresentam-se muitas vezes incompletos o que, fazendo parte do estilo minimalista, acaba por não ficar bem num filme com uma hora.

    A banda sonora é igualmente simples, sendo que muitas músicas que nos trazem curiosidade sobre como seriam, estão incompletas.

    Apesar de tudo, rimo-nos bastante com o filme, por isso leva uma nota mediana.

  • Super Lovers

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    Super Lovers
    Ishihira Shinji - Studio Deen
    Anime - 10 Episódios
    2016
    5 em 10

    Com este anime termino a season de Primavera. Comecei a vê-lo porque há bastante tempo que não pegava num BoysLove e experimentava um certo tipo de saudade em relação ao género. Mas este anime trouxe-me uma certa revelação, que talvez esteja relacionada com o ascender de minha provecta idade. Parece-me que, infelizmente, este tipo de BL me faz uma certa confusão.

    Mas o que deveria eu esperar de um anime chamado "Super Lovers" com um puto e um adulto abraçados na imagem promocional? Repare-se que eu antes até achava piada a isto. Era romântico e fofo e tal. Mas agora estou a ter dificuldade em ultrapassar este tipo de mecanismo narrativo.

    Processa-se assim: um gajo todo bom vai ao Canadá e descobre que a sua jovem mãe adoptou um puto todo bom. Depois eles crescem mais um pouco e desenvolve-se uma relação de amor fraternal que excede as necessidades entre-irmãos. Ao início, até era um anime simpático: como conquistar a amizade de um miúdo que só fala com cães e, progressivamente, entrar no seu mundinho. Mas a partir do momento em que a narrativa se passa no Japão, tudo começa a tomar proporções muito estranhas.

    Poderia ter sido um anime que explorasse a descoberta da sexualidade do eu adolescente, mas a caracterização dos personagens não o permite. Para começar, são fixas dentro das suas personalidades, acabando por entrar de rompante por dentro do estereótipo "seme" e "uke", o que já se vem tornando aborrecido. Mesmo dentro disto, os personagens têm atitudes erráticas: por vezes demasiado infantis, outras demasiado adultos, nunca um meio termo. A relação em si é estranha porque, apesar de serem irmãos adoptados, há sempre uma aura incestuosa vagando por cima de nós. Existe mais uma série de outros personagens, mas que não contribuem em nada para a narrativa e que não sofrem qualquer tipo de caracterização ou desenvolvimento.

    A arte é básica, muito típica do género, sendo que o design dos personagens peca pela falta de originalidade e realismo. Não temos grandes cenas de animação e o aspecto mais interessante acaba por ser o design dos canídeos que populam o anime em maior ou menor quantidade.

    Musicalmente, temos uma sonoridade repetitiva, com OP e ED pouco inspiradas e o resto da banda sonora muito pouco memorável.

    Para mim, uma experiência que teve o seu valor, pois revelou que estou velha para isto.

  • Hybrid Child

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    Hybrid Child
    Fukuda Michio - Studio Deen
    Anime OVA - 4 Episódios
    2014
    5 em 10

    Há algum tempo que não via nada no universo BL. Gostava de dizer que ainda adoro BL como o que mais quero na vida, mas... Não sei, hoje em dia parece que me aborrece. Este OVA é, mais uma vez, a prova disso.

    Hybrid Child é uma criatura que não é um boneco nem um ser humano. Cresce com o amor dado pelo seu dono. Neste OVA vemos três histórias.

    Primeiro, conhecemos a dor de perder um hybrid child que, idoso, começa a perder as suas características. Depois, é o oposto, vemos o hybrid child a crescer e a aprender sobre a felicidade e a tristeza. Finalmente, em dois episódios, descobrimos mais sobre o criador de tais objectos. Cada uma destas histórias tem uma tonalidade romântica e delicada, mas que pouco ultrapassa o estereótipo de "mestre-criado" tantas vezes já estabelecido como fetiche no universo dos animes. Os personagens estão pouco definidos, aparentando cada "casal" ser uma cópia do anterior. Na verdade, semes ou ukes, são todos personagens em branco, característica essa tão comum a romances de cordel e animes românticos: podemos colocar-nos na situação do personagem de que gostamos mais. Talvez na história final tenha havido um certo desenvolvimento de personagem mas, apesar de tudo, ainda foi bastante previsível.

    O que me fez mais confusão ao longo de todos os episódios, foi a época em que a narrativa é passada. Isto é, como é possível existerem objectos tão modernos como os hybrid child numa época de samurais em guerra? A menos que estes bonecos que também são humanos possuam características místicas, assunto que foi pouco explorado, tal não me parece exequível.

    A arte é muito simplificada, com pouco detalhe e cenários pouco contemplativos. Em termos de design de personagens, o design desta criadora irrita-me e aborrece-me, porque os rapazes são todos iguais e nem o corte de cabelo os salva.

    Também todas iguais parecem ser as vozes. Musicalmente, temos uma banda sonora fraca, mas uma ED bastante bonita.

    Mais um para a colecção de BL, mas mais um que não é preciso ver.
  • Tight Rope

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    Tight Rope
    Primetime
    Anime OVA - 2 Episódios
    2012
     5 em 10

    Ora bem, tinha o primeiro episódio no computador desde o primeiro momento em que saiu. Depois... Depois esqueci-me dele. A verdade é que eu, que era tão activa nos fóruns da aarinfantasy, fartei-me um pouco da comunidade e deixei de os consultar frequentemente. Agora que me lembrei, foi altura de ver um bocadinho de BL, que não via há algum tempo e que continuo a gostar bastante.

    Este OVA, na verdade, não tem nada de especial acerca dele. Tem tudo para ser normal. O herdeiro de uma família yakuza está apaixonado pelo seu amigo de infância, com todas as consequências que isso traz. Assim, temos promessas de amor eterno muito másculas, algumas lutas contra gangues rivais, inícios de violação e tudo culmina na verdadeira paixão. O que me parece muito bem. É simples, resulta e o diálogo é muito amoroso e simpático.

    Os personagens também são bastante agradáveis, apesar de desenhados num estilo que eu não aprecio por aí além (e que é uma moda constante, ultimamente, no universo BL). Têm personalidades bastante vincadas e são muito claros nas suas expressões, embora pudessem ter sofrido mais desenvolvimento. Isto seria um pouco difícil, dada a duração do OVA (cerca de 45 minutos), mas não seria de todo impossível.

    A arte, essa, é bastante fraca. Não há nada de especial na animação, os designs já falei deles, as cores são muito pálidas e está tudo, no geral, muito pouco detalhado. O mesmo acontece com a música, que seria toda ela apropriada para passar num elevador.

    Mas enfim, já tive o meu BL dos últimos tempos e isso deixa-me contente. :)
  • Dramatical Murder

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    Dramatical Murder
    Miura Kazuya - Nitroplus
    Anime - 12 Episódios
    2014
    6 em 10

    Como sempre, não posso deixar de ver todos os animes BL ou inspirados em histórias BL. No caso de DmMd (nome carinhoso), já tinha ouvido falar bastante do jogo nas minhas sendas dentro da comunidade das velhas taradas. Não me dou com adolescentes taradas, diga-se de passagem, não tenho vagar para as comparações de "eu comecei a ver yaoooi aos dois anos sou mais melhor boa que tu". Adiante! Como eu n~ão jogo jogos, não me restam outras opções senão esperar que façam animes, apenas para ter uma ideia do que se passa lá, no jogo. :> Ou ler sobre isso.

    Enfim, coisas àparte, digamos que este foi dos melhores animes da season. Para começar, passa-se num universo bastante bem trabalhado e original, com alguns traços de um cyberpunk modernizado, agora com o uso dos jogos e das telecomunicações para dar o mote à aventura. Este universo é explorado com recurso a um conjunto de personagens muito interessantes, com um mistério que ajuda a caracterizá-las, a elas e ao universo.

    Estes personagens, apesar dos designs ecléticos e pouco práticos, distinguem-se rapidamente do cenário de fundo, que passa por batalhas digitais e também batalhas reais. O nosso amigo principal convive com cada uma delas separadamente, explorando as suas fragilidades e dando azo a um potencial desenvolvimento romântico. Isso acontecerá, certamente (e graficamente) no jogo, mas aqui é tudo deixado à nossa imaginação. Como as histórias são delicadas e os personagens muito carinhosos, não há nada que nos impeça de fazer o pior. Muahaha!

    A arte falha em muitos aspectos, apesar de fazer uso de cores muito brilhantes e fluorescentes para dar vida ao universo digital em que muita da acção se passa. Por isso, apesar de alguns problemas na animação propriamente dita, são mascarados muito bem pela vivacidade de todo o ambiente e dos personagens (os únicos a usar roupas malucas, diga-se de passagem)

    Em termos musicais, temos uma banda sonora muito consistente, com sonoridades electrónicas que fazem lembrar o techno mais pesado dos antigamente nipónicos. Mas com uma certa dose de alegria, como hei-de explicar... Para além disso, temos uma música muito bonita e quase romântica sobre alforrecas que faz chorar.

    Portanto, no geral, um dos melhores e um anime a recomendar no futuro. :)
  • Litchi☆Hikari Club

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    Litchi☆Hikari Club
    Furuya Usamaru
    Manga - 9 Capítulos / 1 Volume
    2005
    7 em 10

    Um estranho manga, que envolve muito sangue e uma elevadíssima carga homoerótica. Terá sido inspirado numa peça de teatro dos idos anos 80. Só poderemos imaginar como seria a peça, tendo em conta o manga...

    O "Clube da Luz" é um clube muito especial. Estes rapazes, com certas características dos Sete Anões da Branca de Neve, constroem um robot alimentado a lichias. A função desse robot é apenas uma: apanhar raparigas. Estes rapazes querem conhecer a beleza mais pura. Então têm de ensinar Litchi, o robot, a identificar a beleza. E para isso ele necessita de características humanas.

    É neste ponto que a história se torna extremamente interessante. À medida que o robot começa a reconhecer-se como ser humano, desenvolve-se uma estranha história de amor entre Kanon - a rapariga número um - e Litchi. Paralelamente, há uma busca do poder dentro do Hikari Club, que acaba com a trágica morte de... Toda a gente.

    O manga explora de forma muito clássica alguns temas em que a ficção científica pega repetidas vezes. Mas a forma como esses temas são abordados torna-os  - a eles e aos dilemas que daí advêm - bastante elegantes e com um grande sentido estético. A arte usa muito o preto e o branco. Também o vermelho, apesar de tudo ser a preto e branco: conseguimos distinguir o vermelho, uma cor essencial nesta história. O design dos personagens é directo e original, algo de horrivelmente belo.

    Apesar de a narrativa ser muito rápida, não parece pecar por falta de conteúdo. Aliás, se fosse mais longa correria o risco de se tornar repetitiva e aborrecida. Achei que - talvez - o maior (quiçá único) defeito foi o excesso de sangue e tripas, que poderiam não ser necessários caso a abordagem às mortes fosse mais emocional e psicológica, em vez de gráfica.

    Como é um manga bastante curto, posso recomendá-lo. Mas aviso desde já que não está censurado, pelo que a quem se perturbe com isso não direi para ler.
  • Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent

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    Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent
    Satoru Kannagi
    2006
    Light Novel
     
    Para saberem mais sobre esta série, podem consultar o meu comentário ao Primeiro e Segundo Volumes.

    Mais uma vez, seguimos as aventuras de Wataru e Yuiichi na sua estranha relação amorosa. Estranha não porque é uma relação homoerótica, mas porque os personagens se começam a revelar como ilógicos e inconsequentes. Neste volume são-nos apresentadas duas histórias com dois dilemas distintos. Numa, outro homem é colocado na equação, levando ao ciúme. Na outra, o segredo da relação é posto em perigo num festival escolar.

    Até agora eu estava a conseguir aceitar as personagens, mas a partir deste volume começo a duvidar da minha capacidade de os aturar até ao fim da série (que fica completa com mais dois volumes). As histórias baseam-se numa sucessão de mal-entendidos que seriam resolvidos imediatamente se Wataru fosse sincero e se Yuuichi fosse bom da cabeça e não um controlador megalómano e infantil. Isto é, toda a aura que a autora queria transmitir, a qual sabemos a partir das notas finais que as Light Novels têm sempre no final de cada volume, é diametralmente oposta àquilo que os personagens são. Wataru é suposto ser simples e alegre. Yuuichi é suposto ser o elemento "cool" do par. As suas atitudes são exactamente o oposto. Wataru vive a vida cheio de medo que Yuuichi se possa desapontar, Yuuichi tem ar de que - se algum dia vierem à Europa casar-se - vai bater no namorado à mínima situação.

    Este casal é a combinação perfeita para uma espiral negativa de violência doméstica!

    Enfim, irei terminar a série para saber como raio ficará a situação, no final de tudo (vai acabar tudo em bem, mas serão felizes? É essa a minha dúvida), mas agora fa-lo-ei com estranheza.
  • O Anime e o Amor Homem

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    Boa tarde!

    Já há algum tempo que queria escrever um pouco sobre isto: BoysLove. Estava sempre a adiar até que hoje fui parar a um sítio onde já não ia há muito tempo. Tive medo, mas lá tive que adicionar mais umas imagens à minha sempre crescente colecção... É irresistível e a colecção já está a ficar com um tamanho desproporcionado. Por isso inicio este pequeno "artigo" com um rabo e aviso que isto terá desenhos bastantes. Tentarei ao máximo que não sejam perturbadores ou pornográficos, até porque é inconveniente ter isso num blogue familiar (ai as criancinhas!) Assim, iniciemos a nossa festa da mangueira!

    O que é BoysLove?

    Tal como o nome indica, é o amor entre homens, no universo da pop-art Japonesa - Anime e Manga. É importante estabelecer a terminologia usada hoje em dia, para que não nos enganemos e continuarmos a dar nomes de início de 00s às coisas.

    Shounen-Ai - Ai é amor, Shounen é rapaz, daí se tira o que é. Refere-se a trabalhos de conteúdo romântico e pouco explícito. Exemplos de animes típicos seriam Gravitation e Junjou Romantica


    YAOI - Sigla para "Yama Nashi, Omi Nashi, Imi Nashi", que significa qualquer coisa como "Sem Objectivo, Sem Sucesso, Sem Sentido". Refere-se ao conteúdo explícito ou pornográfico. O exemplo mais flagrante é Sensitive Pornograph.

    Vai acontecer algo dentro desta banheira, mas não posso mostrar .__.

    BoysLove (BL) - Termo chapéu-de-chuva que engloba todos os conceitos, o utilizado actualmente. Os outros estão mortos.
    Agora vamos ao twist! Este género é tipicamente desenhado e escrito POR mulheres e PARA mulheres. BL é, na verdade, uma variação do shoujo em que a heroína típica é substituída por um homem. O conteúdo homoerótico não traduz, nem de perto nem de longe, a realidade humana e tudo isto não passa de uma fantasia feminina, em que não existe uma "mulher" a competir pelos favores do personagem predilecto. Este conceito é essencial para se perceber o que é verdadeiramente BL: não é uma coisa "gay". Não tem nada que ver com os direitos LGBT ou com a identidade sexual das pessoas. É apenas uma fantasia e, no fundo, histórias de amor bonitas para nos entretermos.

    Géneros e Categorias

    Tal como em qualquer corrente artística existem variantes à história base. Antes de falar delas, acho relevante definir os tipos de personagem normalmente presentes (podem haver diferenças entre histórias e autores, mas estes são os comummente aceites)

    Seme - O "dador". Tipicamente são homens altos e angulosos, numa posição de poder. Características normalmente associadas a semes são a confiança, o ego elevado, a necessidade de controlo, a frieza. Semes típicos são Iason de Ai no Kusabi ou Yuichi de Only the Ring Finger Knows.

    Uke - O "receptor". Normalmente rapazes, frágeis e com traços femininos. Entre as características mais vulgares, encontram-se a fraqueza física e psicológica, a atitude apaixonada, a resistência à relação. Ukes típicos são Ritsuka de Loveless ou Wolfram de Kyoh Kara Maou (que não é BL, já vou explicar)

    Conforme as características psicológicas do personagem, podemos atribuir-lhe estatuto de seme ou uke. Mas devemos sempre recordar que o seme é sempre o dador e o uke o receptor. Assim, a menos que se usem materiais artificais, uma mulher nunca pode ser um seme. Qualquer série, tendo em conta estes dois termos, pode ser transformada nu BL. E a verdade é que são mesmo. A isso chama-se slashing. Entretanto apareceu uma outra categoria de personagem, ainda não completamente aceite na comunidade BL e usado por fãs mais novas que acreditam no S+U pelas emoções e não pelas "funções":

    Seke - Um personagem com características de seme que é um uke. Um exemplo é Riki de Ai no Kusabi.

    Por exemplo, este gajo que eu não sei quem é. Tem todo o aspecto de ser Seme, mas está-se mesmo a ver que vai ser violentado.

    Agora, tendo em conta que tudo o que existe que tenha pelo menos um rapaz (ou não... Tudo é possível), existem vários tipos de histórias. Se procurarem termos como Angst ou Fluff vão encontrar coisas diferentes. Por exemplo, as categorias da secção de histórias do Aarinfantasy são:
    Isto é, muita coisa. No entanto, há dois subgéneros que saem da norma, se é que há norma em BL. São géneros feitos por homens e para homens. O quê? Vamos ver:

    Bara - Homens grandes, musculados, homens normais, homens mais velhos. Feitos por homens homossexuais para homens homossexuais.

    Isto porque eu sou uma pessoa hilariante, haha. Haha.

    Shota - Miúdos. Ya. Feito por gente perturbada para homens heterossexuais.  SIM.

    Eu ia por uma coisa soft e vocês sabiam.

    Entretanto há mais uma série de variantes engraçadas e não engraçadas. Esta é das que eu gosto mais:

    Travecaaaaaas~~~

    E Agora a Lição de Moral

    Com isto já passei um lamiré sobre o que é mais ou menos o género. Agora vão todos ficar a pensar que eu sou uma doidona tarada, né? Não! Porque eu, e as minhas amigas fujoshis todas, já estamos nisto há demasiado tempo para termos exageros infantis. Vou-vos contar uma história...

    Ao início, aprendi o que era BL (tinha uns 15 ou 16 anos) com uma revista que veio como extra num jornal. O primeiro que vi foi Ai no Kusabi, o que desde logo dá uma perspectiva diferente da coisa. Então eu achava que os homens tinham de ser todos "homoeróticos" para serem giros. Mas com o passar do tempo, fui descobrindo que o que faltava no género era o realismo. Então fui procurar realismo. E deparei-me com muitos outros tipos de histórias, em que há menos de "história de amor fofinha" e mais dos dramas da vida. E comecei a desassociar os homens verdadeiros dos homens do BL. E isso tornou-me numa pessoa mais adaptada à vida real.

    Agora, se vocês ainda acham que a vida real é como no BL... Bem, ainda vão ter de crescer, porque a verdade é que não é. Há histórias de amor entre todos os tipos de pessoas. Homens, mulheres, homens que são mulheres e mulheres que são homens, há amor entre pessoas e cadeiras, há amor em todo o lado. Mas não corre como nas histórias. 

    Temos de nos lembrar sempre que são histórias inventadas. São fantasias. Se misturas as tuas fantasias com a tua vida real a ponto de não te conseguires relacionar com os outros seres humanos porque não correspondem às tuas expectativas, tens um problema.

    E fica a lição de moral. Bem vindas ao mundo BL. Desfrutem da estadia. Mas não abusem.







  • Only the Ring Finger Knows 1 - The Lonely Ring Finger

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    Only the Ring Finger Knows  1 - The Lonely Ring Finger
    Satoru Kannagi
    2001
    Light Novel

    Apareceu-me a oportunidade de comprar os dois primeiros volumes desta novela clássica do universo BL e não pude deixar de a aproveitar. Mas enganei-me na minha leitura: quando saí de casa, levei um dos volumes para ler nos transportes, mas levei o segundo em vez do primeiro. Assim, li primeiro o terceiro capítulo e só agora estes dois primeiros, da primeira Light Novel. Spoilei-me porque fiquei rapidamente a saber que acaba tudo em bem (e agora também vós foram spoilados!), mas nada de grave.

    A história é sobre uma série de mal-entendidos que culminam na formação de um casal, Yuichi e Wataru. Esses mal-entendidos giram todos de volta de dois anéis que se complementam. É uma história muito romântica, gostei muito.

    É também uma história BL muito típica, com uke e seme caracterizados da maneira mais comum. O seme é o rapaz perfeito mas com um génio forte, o uke é frágil e envolve-se sempre em problemas porque tenta fugir a eles. O típico. No entanto, os personagens têm um certo traço de originalidade, quando se revela a fraqueza e a insegurança do seme - Yuichi - e o amor que o uke tem dentro dele. É bonito.

    É um livro leve, bem escrito, com descrições plácidas das acções e dos locais. Conseguem-se visualizar perfeitamente, apesar de não terem muito detalhe.

    E agora que li isto, fico a pensar... Também gostava de ter um anel... ^_________^
  • Ai no Kusabi 6 - Metamorphose

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    Ai no Kusabi 6 - Metamorphose
    Rieko Yoshihara
    Light Novel 
    1986

    Para saberem mais sobre o anime e os volumes anteriores consultem a tag.

    Este é o volume final. Deixa-me triste, porque a história deveria ter continuado. O volume deixa-nos num impasse: o que vai acontecer com Riki? Será que a relação entre ele e Iason vai florescer de forma ainda mais bizarra? E Kirie? Onde está ele?

    No entanto, acho que com a construção da história e do universo ao longo dos volumes anteriores, este é de longe o melhor. Riki volta a Eos como pet e ficamos a saber mais sobre o funcionamento desse universo dos pets. Também é revelado mais sobre Iason e sobre os sentimentos que ele tem em relação a Riki, mais do que um "Master - Pet" e mais uma relação de poder e pressão emocional.

    Em conclusão, achei a série de Light Novels bastante inferior ao OVA de 1992, que foi o meu ponto de partida. Isto é raro, o filme ser melhor que o livro, mas é verdade, pois a condensação do OVA não transmitiu a maneira de escrever do livro, que é bastante inferior às minhas expectativas. No entanto, o mundo de Tanagura é fascinante e muito original. É uma ideia excelente, que infelizmente só foi explorada até meio.

    Esta novel é um clássico do universo BL e toda/o fã que queira ter um conhecimento mais abrangente (isto é, mais do que Gravitation e Junjou Romantica) deve, impreterivelmente, lê-lo. É uma obra da maior importância, mesmo que a sua qualidade em termos literários não seja muito grande. No entanto isto pode sempre ser um problema da tradução.

    Para quem não quiser ler, há sempre o primeiro OVA, obra clássica de referência.
  • Ai no Kusabi 5 - Darkness

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    Ai no Kusabi 5 - Darkness
    Rieko Yoshihara
    Light Novel
    1986

    Finalmente o quinto volume de Ai no Kusabi. Miraculosamente encontrei-o a 25€ no E-bay e não hesitei em comprá-lo. Apenas demorei um pouco a chegar até ele, porque tinha uma grande lista de livros para ler. Para saberem sobre os quatro primeiros volumes, vejam a tag para Ai no Kusabi (que também tem os animes)

    Creio que este volume está ligeiramente melhor escrito (ou melhor traduzido) do que os primeiros. É um volume intermédio, que não fala de Iason mas antes insiste no dilema de Riki enquanto pet e numa perseguição da polícia de Midas dentro de Ceres, à procura de Kirie.

    Aprendemos um pouco mais sobre Guardian, de uma maneira ligeiramente abstracta mas que dá para tirar a conclusão de que algo de errado se está a passar ali (ainda mais errado do que o que já sabíamos, haha)

    E, finalmente, um elemento surpresa, algo completamente inesperado, mesmo no final!

    Assim, pode-se dizer que gostei bastante deste volume, apesar de ser um momento de transição na história. Deixa-me com a impressão de que o último volume, o sexto, que já tenho em minha posse, vai deixar a história por concluir. Aliás, ouvi dizer que é mesmo isso o que vai acontecer e que o final do primeiro OVA (vejam a tag anterior) foi criado numa fanfiction, enviada por carta para a revista onde este folhetim foi publicado.

    Ficarei a saber em breve, pois tenciono lê-lo na viagem de regresso.
  • Ai no Kusabi (2012)

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    Ai no Kusabi (2012)
    Akiyama Katsuhito - AIC
    Anime OVA - 4 Episódios
    2012
    7 em 10

    Todos sabem como eu amo Ai no Kusabi. Se não sabem, vejam aqui a review do OVA de 92 e aqui as reviews das novels que li até agora. Assim, quando a notícia deste OVA apareceu na aarinfantasy (site que frequento bastante, para que saibam) foi uma alegria. Foi uma felicidade absoluta! Ainda por cima diziam que iam seguir as novels! Que ia ter 12 episódios! Estávamos mesmo felizes. Mas depois as notícias deixaram de aparecer. E questionavamo-nos... O que é feito disto? Até que apareceu uma novidade: tinha sido cancelado. O estúdio faliu. Chorámos, ficámos cheias de raiva. E de repente outra novidade! Vão lançar um DVD, uma edição especial ainda por cima, com os quatro episódios que foram produzidos antes do estúdio falir! E assim ficamos com um novo Ai no Kusabi. Incompleto, é certo. Mas que nos deixa a pensar que este poderia ter sido o melhor anime BL de todos os tempos se tivesse sido feito até ao fim.

    Sobre os detalhes do universo, da história e dos personagens, recomendo a leitura da minha review do OVA de 92 (precisamente 20 anos entre um e o outro que giro!) pois considero-a bastante completa. Hoje vou fazer uma sempre necessária comparação.

    Ao contrário do original, este OVA segue as novels, até mais ou menos meio do volume 4 (que é precisamente o sítio onde estou na minha leitura, viva!). Acompanhamos a vida de Riki nas Slums, como pet e de volta às slums, com um flashback no último episódio que, adicionando mais vivacidade à história, poderia ter sido cortado. Apresentam-nos os detalhes de como conheceu Iason e a sua aventura com Mina, que não estava contemplada no original. Em termos de personagens não temos grande exploração, fora a evolução clara de Riki antes e depois de Iason, mas a caracterização inicial é muito forte. Não apenas para os personagens principais mas também para todo o grupo de Bison, o que torna tudo mais intenso.

    O que mais gostei nesta nova versão foi a caracterização do universo. Apesar de as slums serem um pouco mais "ricas" do que eu tinha imaginado, Midas e Eon estão perfeitos. Os designs futuristas estão bem pensados e são funcionais e adorei que criassem um novo alfabeto. Note-se a presença constante de mulheres ao longo dos 4 episódios, coisa que não acontecia no original: isto trás a segurança que neste universo a figura feminina é de grande importância e que isto não é apenas mais um yaoizinho da tanga com pretensões a pornografia. Aí está outro ponto: as cenas de sexo são reduzidíssimas e com uma sensualidade que me trouxe um certo sentimento de culpa, pois não são nada bonitas. Isto torna a caracterização da relação Riki x Iason muito mais evidente.

    A arte é limpa e existem cenas de acção bem coreografadas e com boa elasticidade. Pena o momento de CG na conversa com Ceres ou tudo teria sido perfeito. As cores são muito interessantes e utilizadas muito bem para caracterizar os diversos "mundos" dentro do universo.

    Enfim, um potencial excelente. Espero que um dia lhe voltem a pegar e o terminem.

    Por agora, encontrei a novel que me faltava a 25$ no e-bay. E tive de a comprar, apesar de estar de finanças reduzidas. Só porque estava 275$ mais barata do que a última que eu tinha visto.
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