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  • Outrage

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    Outrage
    Takeshi Kitano
    2010
    Filme
    5 em 10


    Beat Takeshi volta a atacar, com mais um filme da yakuza. Ainda assim, senti que este filme não trazia muito de novo, sem ser a sempre fabulosa prestação de Takeshi Kitano.

    O filme dá voltas e voltas sobre si próprio para nos mostrar o quão confusa pode ser a actividade mafiosa do Japão, mas acaba por não chegar a nenhum sítio em concreto, porque os personagens principais não morrem nem deixam de morrer. Temos cenas de extrema violência que chegam a fazer impressão, mas pouco mais.

    Também vimos o Beyond Outrage, mas confesso que não me lembro de nada.

  • New Battles Without Honor or Humanity

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    New Battles Without Honor or Humanity
    Kinji Fukasaku
    1974
    Filme
    6 em 10

    Depois do primeiro filme desta pentalogia, parece lógico vermos o segundo, que foi o que fizemos. Este filme não tem qualquer relação com o anterior, excepto que trata do mesmo universo yakuza, do mesmo gangue.

    Um yakuza esteve preso durante uma série de anos para se descobrir liberto e sem um objectivo definido. Se por um lado lhe agrada a ideia de se reformar, pois não há um lugar para ele, constantemente surge a pressão para que ele assassine um opositor do chefe principal. Nesta dicotomia encontramos o personagem, que se mantém sempre fiel a si próprio, através do seu próprio código de honra, não permitindo que o enganem e não se permitindo a perder o lugar nesta sociedade selvagem.

    O filme tem um ritmo frenético, por vezes tornando o filme difícil de compreender, porque os personagens estão caracterizados de forma semelhante, assim como no filme anterior. É um filme de acção puro, em que os dilemas pessoais são deixados para trás para serem substituídos por uma série de tiros, que nem sempre atingem o alvo.

    Violento, é também um filme divertido. Espero que possamos ver os seguintes.

     

  • Battles without Honor or Humanity

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    Battles without Honor or Humanity
    Kinji Fukasako
    1973
    Filme
    6 em 10

    O primeiro de uma série de filmes yakuza que conta a ascensão de grupos de gangsters em Hiroshima no pós-guerra.

    Com um ritmo frenético, cenas de acção violenta podem por vezes ser confusas. Existem muitos intervenientes nesta história (sem honra ou humanidade) que se podem confundir uns com os outros, porque - apesar de os nomes serem referidos em legendas - a sua caracterização é muito semelhante.

    Ainda assim, o final foi bastante emocionante e revela que apesar de tudo ainda resta um pouco de honra nestas pessoas, apesar de estar bastante deslocada do nosso conceito regular.

    Gostei de ver.

  • Backstreet Girls: Gokudolls

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    Backstreet Girls: Gokudolls
    Kon Chiaki - J.C. Staff
    Anime - 10 Episódios
    2018
    5 em 10

    Esperava que este fosse o anime mais engraçado da season e que me fizesse lagrimar de rir, mas falhou redondamente.

    Três yakuzas fizeram coisas erradas demasiadas vezes e por isso serão integrados num outro projecto. Após várias cirurgias plásticas e uma lavagem cerebral, são agora três lindas meminas que cantam sobre yakuzas. As aidorus da máfia! 

    Isto tinha tudo para correr bem, mas existe um gravíssimo problema de ritmo. As piadas prolongam-se demasiado ou terminam antes do tempo. As piadas vêm fora de horas e, assim, em vez de fazerem rir só causam irritação e frustração.

    Também a animação é precária, com um valor de produção nada digno deste estúdio. Os designs são mal aproveitados. Os personagens também não conseguem tornar o seu dilema (agora sou uma menina) realista o suficiente para a coisa ter realmente piada. Eles nunca pensam no factor óbvio da sensualidade, o que neste caso fica muito estranho.

    As músicas são engraçadas mas, a uma segunda audição, são todas iguais.

    No me gustou.

  • Zatoichi

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    Zatoichi
    Takeshi Kitano
    Filme
    2003
    6 em 10

    Sábado, dia para trabalhar e, posteriormente, ver um filme do Takeshi :) Este filme é uma nova versão, modernizada, de uma figura lendária do universo da ficção japonesa: Zatoichi, o samurai cego.

    No entanto, este filme mostra-nos o personagem numa perspectiva um pouco diferente: porque a versão de Zatoichi de Takeshi Kitano é mais um (apenas mais um?) filme de yakuza, disfarçado de filme de época. Todos os elementos estão presentes, a família vingativa, a família que deve ser protegida, as lutas entre gangs, os maus tratos às pessoas. Mas, como tudo se passa numa época passada, não há armas de fogo presentes (digamos...): é tudo à base da espada.

    Tendo isto em conta, o efeito do filme acaba por ser mais cómico do que outra coisa. Os personagens estão plenos de gags que, em conjugação com a narrativa, retiram qualquer potencial de seriedade ao filme. No entanto, o objectivo de Takeshi parece ser precisamente esse: pegar no personagem mais sério da cultura popular japonesa, um mito literário intocável, e desconstruir a sua história para uma realidade actual com a qual nos podemos identificar.

    Ajuda a caracterizar tudo isto, um guarda roupa que busca exactidão histórica na forma, mas que a ignora na utilização, padrões e cores: apesar de todos usarem trajes típicos, a forma como estão usados é reminiscente da moda yakuza vigente no final dos anos 90.

    Apesar disto, a forma como os arcos narrativos dos personagens se interligam na ligação com Zatoichi, acabam por tornar o filme numa viagem muito interessante. A interpretação de Takeshi é única: para um actor que se caracteriza pelo uso do olhar, o facto de ter sempre os olhos fechados acaba por não ser uma limitação: antes, uma libertação do modelo.

    Assim, é um filme interessante em certos aspectos, mas que não consegue desviar-se muito do lugar comum. Guardemos Takeshi para outras ocasiões.


  • Sonatine

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    Sonatine
    Takeshi Kitano
    Filme
    1993
    7 em 10

    Começa agora a enchente de comentários sobre todas as coisas que foram observadas durante as festividades de Ano Novo. Estas, foram passadas em companhia do Mr. Brown, aquele Oficial da Earth Federation a quem eu fiz mal na MCM Expo. Mas bem, confesso que não poderei falar de tudo o que vi, porque não me lembro de algumas coisas... Foi por causa dos chocolates licorosos, creio eu.

    Mas falemos de Sonatine. Depois de Hanabi tinha ficado bastante curiosa com o cinema de Takeshi Kitano, pelo que fiquei bastante feliz quando o Qui se apresentou com este filme no seu disco rígido. É um verdadeiro filme da Yakuza, a máfia do Japão, mas com uma atenção ao detalhe emocional invejável. Murakawa, um yakuza antigo e respeitado no seu meio, é enviado para Okinawa para resolver uma escaramuça entre gangs rivais. Lá, conhece um grupo de pessoas e, por força das circunstâncias, acaba isolado numa praia sem acessos.

    Se por um lado a história aparenta ser muito simples, há nela muito mais do que um pequeno conto sobre a máfia. É uma análise soberba e comovente da emoção humana e daquilo que leva as pessoas a fazerem coisas que, em princípio, não seriam moralmente aceites. O personagem de Takeshi tem uma evolução curiosa: ele não cresce em direcção à conclusão, antes regride. O isolamento a que o grupo é obrigado leva-os a entreter-se com jogos diversos, brincadeiras de criança, em que o personagem é revelado como pessoa involuntariamente sádica, uma pessoa condenada à violência mesmo que esteja fora do contexto. A sua infantilização acaba com a cena final, em que há o abandono completo de si próprio e do mundo, a única solução possível para um sofrimento que poderia ter sido evitado se a escolha inicial (aquela que não vemos no filme) tivesse sido diferente.

    A violência é rápida e eficiente, fria, sem chocar ou emocionar. Emocionam, sim, as imagens paisagísticas de praias e falésias, o retrato da solidão. Mas o que me impressionou, sobretudo, foi a forma de actuar de Takeshi Kitano: um génio. Dizem que tem pouca expressão, mas quem precisa de expressão quando consegue transmitir todo o tipo de sentimento apenas com o olhar?

    Agora sinto-me pronta para ver ainda mais filmes deste autor!

  • Futakoi Alternative

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    Futakoi Alternative
    Hirao Takayuki - ufotable
    Anime - 13 Episódios
    2005
    5 em 10

    Como sempre, intercalado com um bom anime vem um que é um pouco mais ou menos bastante horribilis.

    Isto é suposto ser uma comédia. O nosso jovem amigo (há sempre um) tem envolvimentos antagónicos com a máfia. Para o ajudar, tem um par de gémeas e lutam contra umas hilariantes forças do mal. Soquenão. Nada aqui é hilariante. Apenas nos leva a pensar "porque gastaram dinheiro nisto"

    A história segue de forma mais ou menos episódica, em que conhecemos novos inimigos (muito engraçados) e novos pares de gémeas (muito sensuais). Acontecem muitas coisas, mas a verdade é que nenhuma delas tem qualquer tipo de força motriz que as torne em algo mais do que inconsequente. O mesmo acontece com as personagens. As raparigas, todas elas, estão reduzidas a serem um elemento do par. Apenas funcionam em conjunto, até mesmo nos momentos finais em que há uma separação. Isto é altamente limitante, reduzindo as personagens a uma espécie de fetiche que, podendo fascinar o mais volúvel dos ota-cus, torna todo o anime numa experiência bastante desagradável.

    Artisticamente, este anime faz-nos lembrar que nem sempre os grandes estúdios dedicados a animação espectacular foram grandes estúdios dedicados a animação espectacular. A arte gráfica e animação estão um pouco abaixo da média, mesmo considerando que nos encontramos a meio dos anos 00. É tudo muito pouco detalhado e há erros graves no que respeita às proporções. Sem dúvida que a melhor parte, e não só tem termos de arte, são os momentos spot-motion do final e as fotografias utilizadas no meio de cada episódio (assinalando o intervalo). São imagens extremamente interessantes, embora não tenham qualquer relação com o anime em si, e deixam-nos curiosos para saber mais sobre elas.

    Na banda sonora, não temos nada de extraordinário, mas as EDs têm um certo efeito calmante.

    Enfim, mais um anime que foi visto e que rapidamente será esquecido.
  • Gokusen

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    Gokusen
    Sato Yuzo - Madhouse Studios
    Anime - 13 Episódios
    2004
    6 em 10

    Vi esta série numa noite e numa manhã. Foi uma experiência muito divertida e altamente viciante.

    Yankumi é o nome que lhe deram os alunos. Ela é professora do secundário de um grupo de delinquentes feios, porcos e maus. E também é a herdeira de um poderosíssimo grupo de Yakuzas. Assim, tem de dar aulas, resolver os problemas do seu clã familiar E manter o secretismo. Isto é uma fórmula original que dá para situações muito engraçadas mas também com o seu quê de profundo.

    Os personagens poderiam ser mais desenvolvidos, se a série fosse maior, e poderia haver uma análise mais correcta dos seus problemas. Cada aluno é único e tem um problema, tal como as pessoas com quem Yankumi convive, quer sejam seus colegas ou seus criados. É-nos apresentada a história pregressa mas a realidade é que não há um desenvolvimento evidente, excepto no facto de que os alunos acabam por ficar agradados com ela e acabam por aceitar ter aulas e viver a vida de uma maneira diferente. Isto tudo motivado pela personalidade forte da professora. Adorei-a e, se vier a ensinar no ambiente universitário, quero vir a ser como ela. Isto é, o aluno não obedece e eu dou-lhe um enxerto de porrada.

    Existem cenas de acção muito simples, mas também bastante eficientes. Isto é só gente a bater uns nos outros, o que poderia ter sido conseguido com técnicas mais originais, mas assim também dá bastante bem.

    Gostei da OP e ED, sobretudo da animação da ED, mas a música do meio não tem nada que se lhe diga. Excepto o coro dos meninos bonitos, que é algo que roça o genial.

    Uma série muitíssimo divertida, com um toque mais maduro e sem qualquer pretensão.

    Gostaria também de fazer aqui um breve reparo. Vejo muita gente a comparar isto a GTO, Great Teacher Onizuka, e realmente pode ser comparado porque as situações são semelhantes. Mas repare-se que a abordagem de ambos é completamente diferente, começando pelo facto de Yankumi ser mulher e, por isso, ter as nuances inerentes ao seu género. Não creio que Gokusen tenha sido criado em imitação de GTO nem o oposto e acho que ambas as séries, dentro do mesmo estilo, são bastante distintas, independentes e sem intenção de se assemelharem.

    Ah sim, e amei o cão. Ouvir a linha de pensamento dele foi uma experiência encantadora. Porque... Será que o cão de um yakuza pensa mesmo assim? :3

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