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  • Christine

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    Christine
    Stephen King
    1983
    Terror


    Mais um livro do Stephen King que recebi pelo BookCrossing. Este fala sobre o famoso carro assassino, e estava ansiosa por ler esta história.

    Fiquei muito desapontada. 

    Para começar, este livro prolonga-se profundamente na sua própria história, enchendo-nos de detalhes que são muito pouco importantes, e isso torna-o muito maçudo. Demorei uma eternidade a lâ-lo, e não foi por ter um especial interesse em saboreá-lo.

    A história de Christine é menos assustadora do que esperava, e os personagens são muito pouco cativantes, por isso nem sequer estamos a torcer por eles.

    Além disso, o carro não é propriamente psicótico, só mata quem lhe faz mal, o que é - de certa forma - justo.

    Um dos livros mais fracos de King até agora.

  • A História de Lisey

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    A História de Lisey
    Stephen King
    2006
    Romance


    Fui à Bertrand porque tinha um desconto para descontar (hah) e acabei por trazer este livro em mega promoção.

    Lisey enviuvou recentemente de um escritor aclamado e agora vê-se a cargo de organizar a sua papelada, sob pressão constante de editores e bibliotecários que querem os escritos póstumos do dito cujo. Ora, esse escritor tinha um poder especial: ele conseguia viajar para um universo paralelo, onde se conseguia curar de feridas entre outras coisas. Quando Lisey se vê perseguida por um maluco obsessivo com os livros do falecido marido, é nesse mundo que terá de entrar para se salvar.

    Como sempre, King dá-nos um estudo de personagem detalhado, mas com muita fantasia à mistura, explorando o amor póstumo mas também a relação entre o casal ao longo dos anos, com muitas viagens a essa terra encantada e muitos regressos atribulados. O antagonista deste livro não é dos mais assustadores alguma vez criados, mas tem muito de realista, e mais uma vez se estabelece aqui o medo constante do autor de ser perseguido por loucos, que já tinhamos visto em Misery. Aliás, este livro tem muitos paralelos com essa obra anterior, e muitas vezes senti que estava algo "repetido".

    De todos os modos, é sempre uma leitura muito dinâmica e cativante.

  • Stand By Me

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    Stand By Me
    Rob Reiner
    1986
    Filme
    6 em 10


    Um rapaz atormentado pela morte do irmão mais velho tem três amigos que não são adequados. São delinquentes, com vidas difíceis, mas mesmo assim são todos amigos. Quando um dia ouvem uma conversa interdita que os informa da localização de um corpo morto, decidem fazer essa caminhada para observarem a criança morta.

    Num longo passeio de apenas dois dias e uma noite, estes quatro rapazes irão enfrentar pessoas maldosas e a própria natureza, confrontando-se com coragem e loucura e estabelecendo os seus laços de amizade nesse verão que termina. Revelam os seus medos e revelam os seus desejos, acreditando que a sua amizade nunca irá terminar.

    É um coming of age bastante bonito, com actores infantis a fazer um trabalho excelente, mas que deixa um certo gosto agridoce.

  • The Shining

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    The Shining
    Stephen King
    1977
    Terror


    Disclaimer: eu não vi o filme do Kubrick, fiquei sempre na parte da morta na banheira, porque tenho MUITO medo. Portanto este comentário refere-se apenas ao livro.

    Jack Torrance tem um problema de alcoolismo e não sabe controlar bem os seus sentimentos. Tem acessos de violência e, por isso, foi despedido do seu trabalho como professor. Para tentar recuperar desse choque, e também terminar de escrever a sua peça de teatro, aceita um novo trabalho como cuidador de um hotel durante a época baixa. Mal sabe ele que o hotel em causa, o Overlook, está assombrado.

    Este livro toca temas contemporâneos, com um misto de horror causado pela presença do hotel. A fantasia, as visões, tudo se torna cada vez mais horrendo à medida que as personagens vão perdendo o controlo. No fundo, é como se o hotel quisesse "comer" as pessoas que lá estão, para as acrescentar a uma colecção de horrores da qual a sua presença misteriosa se alimenta.

    As descrições são muito vivas, mas apenas as essenciais para que tenhamos medo - muito medo - de ficar num hotel.

    Stephen King mais uma vez exibe na nossa cara que é um mestre da escrita, e que pensa em todos os detalhes sem deixar nada para trás.

  • The Outsider

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    The Outsider
    Richard Price
    2020
    Série


    Não sabíamos o que haveríamos de ver e eu vi um poster giro lá numa lista de coisas. Era esta série, baseada no livro de Stephen King com o mesmo nome.

    É uma série de thriller e terror, mesmo à moda de King, em que um grupo de polícias terá de investigar uma série de assassinatos de crianças muito misteriosos. Irão descobrir que há algo mais para além dos culpados evidentes, e que esse algo mais nem sempre é algo totalmente inserido na nossa realidade.

    Foi uma série que me manteve sempre agarrada e a pensar quem seria o verdadeiro assassino. Quando finalmente passamos para a resolução, a ideia está tão sólida que acreditamos plenamente que tudo isto possa realmente ter existido.

    Também é uma série que coloca em cima da mesa o debate da justiça americana, de pessoas que vão presas sem serem culpadas e como isso pode ser um problema para toda a comunidade.

    Gostei bastante, e agora quero uma segunda season.

  • Samitério de Animais

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    Samitério de Animais
    Stephen King
    1983
    Terror

    Quando ganhei este livro como presente de Natal, estava um pouco receosa. Afinal, King gosta de matar os animais das formas mais horríficas possível, e não me agrada muito. No entanto, este livro revelou-se viciante e com momentos muito belos e interessantes.

    Um médico e a sua família mudam-se para uma cidade (no Maine, onde havia de ser). Na sua nova casa existe um elemento misterioso: um cemitério para animais de estimação, onde as crianças da cidade enterram os seus falecidos amigos desde há muitos anos. Mas será que este "samitério" esconde algo mais?

    Este livro fala da relação da nossa mente com o conceito de morte, de como esta pode ser aceitada, refeita, e incompleta. Oferece conceitos e explicações curiosos e sábios, tudo num ambiente de constante stress e horror, sobretudo na segunda parte em que o terror chega a um nível incontrolável, com um final que tem tanto de horrífico como de chocante (apesar de um pouco previsível)

    Assim, apesar de eu ter medo da violência contra os animais, Stephen King mais uma vez respeita as regras do seu próprio universo e traz-nos uma obra de grande qualidade.

  • A Metade Sombria

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    A Metade Sombria
    Stephen King
    1989
    Romance

    Para quem pensava (eu) que Stephen King acertava sempre, aqui está um livro que prova o contrário. Na verdade, "A Metade Sombria" parece ser um King anti-King, pois não obedece a nenhuma das regras que o autor estabelece para a sua própria escrita.

    Para começar, o personagem principal aborrece logo: é escritor. Mania dos escritores darem a profissão de escritor aos seus personagens! E já aconteceu mais do que uma vez com King. Este escritor tem um segredo, tem uma outra metade, o seu lado sombrio, que é um pseudónimo. Então o pseudónimo ganah vida e começa a matar pessoas.

    Até aqui tudo bem, mas o problema é que os capítulos sucedem-se com uma calma tão lenta que o ritmo se perde completamente. Muitas vezes o autor descreve um acontecimento de uma perspectiva para logo depois o voltar a descrever de outra perspectiva. Isto torna o livro repetitivo e muito aborrecido.

    Assim, foi um pouco penoso ler "A Metade Sombria", mas um certo alívio por descobrir que os grandes também falham.

  • The Green Mile

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    The Green Mile
    Stephen King
    1996
    Romance

    Stephen King supera-se mais uma vez com The Green Mile. Originalmente em seis volumes, lançado um por mês, este livro é um mistério intenso, que nos faz água na boca para saber o que vai acontecer a seguir. No entanto, as coisas que acontecem nunca são muito felizes: afinal, este livro é sobre a "Green Mile", o corredor verde por onde passam os condenados à morte na cadeira eléctrica.

    No entanto, os guardas desta Green Mile irão ter uma surpresa quando recebem um condenado muito estranho... Acusado de violentar e assassinar duas meninas pequenas, John Coffey aparenta ser algo diferente do que é. E, vimos a saber depois.... Ele tem uma característica muito especial.

    Neste livro os personagens estão tão bem construídos que conseguimos realmente vê-los, ouvir as suas vozes e, sobretudo, compreender o que os motiva e o que sentem. Os sentimentos de pena e de impotência perante a morte de acusados que, tendo causado crimes horríveis, não são assim tão más pessoas, torna o toda o livro um murro no estômago.

    Gostei imenso e recomendo.

  • It

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    It
    Stephen King
    1986
    Terror

    Apesar de eu ter pânico de filmes de terror, os livros não me assustam de todo (ok, raramente). Por isso, estava com muita vontade de ler este, e tive a sorte de o poder receber através do BookCrossing.

    Derry, no Maine, é uma cidade aparentemente normal. Mas de tantos em tantos anos, um elemento misterioso começa a alimentar-se das crianças da cidade. Do medo das crianças da cidade. Até que um dia, um grupo de miúdos decide lutar contra esta "coisa". Conseguem? A verdade é que, quase 20 anos depois, terão de voltar à cidade e voltar a enfrentá-la.

    O livro tem todos os elementos do Stephen King, além do grotesco e do horror. Tem um excelente desenvolvimento de personagens, uma caracterização muito intensa, descrições fabulosas e uma criação do universo extremamente detalhada. Com este livro acabamos por chegar à conclusão que o monstro não é a "coisa": o monstro são as pessoas. E a "coisa" alimenta-se precisamente desse monstro. Ela não é maléfica, ela não tem opinião. Ela apenas se alimenta e nós, apenas nós, a podemos alimentar, pois nós criamos o medo, nós somos o medo.

    O final apocalíptico desapontou-me, e penso que encontro isto como um problema comum no autor. Parece que tudo se desenvolve para um caminho, mas que no final King não sabe o que fazer então a solução é destruir tudo. Houve coisas que ficaram por responder e outras que desafiam a lógica do universo criado.

    Ainda assim, foi uma experiência excelente, embora o livro seja muito longo.

  • Escrever

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    Escrever
    Stephen King
    2000
    Não-Ficção 

    Quando entrei pela primeira vez na nova Bertrand de Almada fiquei fascinada. E logo ali, nos livros mais vendidos do mês, estava um que era mesmo a minha cara: considerações sobre escrita, pelo muito admirado Stephen King! Tinha de o ter! E aqui está ele!

    Infelizmente, foi um livro que me desapontou bastante. Stephen King é um grande escritor, mas ele começa imediatamente por desmotivar o leitor, afirmando algo como "o escritor mau nunca pode ser bom, o escritor bom pode ser melhor, mas nunca pode ser extraordinário". Como se o talento fosse uma coisa genética, que não podemos fomentar. Isso deixou-me desde logo triste, tal como algumas coisas que ele refere que odeia e muitos bons livros possuem (por exemplo, advérbios).

    Assim, o autor não nos mostra dicas e conselhos sobre escrever: mostra dicas e conselhos sobre como ser exactamente igual a ele, sobre como ser o Stephen King. Mas ele sabe também que nunca ninguém poderá a vir ser como ele, por isso o livro deixou-me desapontada e com vontade de deitar os meus textos ao lixo.

    Tem alguns bons conselhos, embora muitos deles não aplicáveis à língua portuguesa, mas a atitude perante a escrita *dos outros* está plena de preconceito, e disso não gostei.
  • Cell

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    Cell
     Stephen King
    2006
    Terror

    Tenho lido bastantes livros do Stephen King e até agora este foi o que mais me desapontou. Trata-se de uma história de terror à moda dos zombies de Romero, mas com um twist: as pessoas são contaminadas pelo sinal do telemóvel.

    Assim, sucede-se uma luta pela sobrevivência, tentativa de encontrar uma criança e tentativa de destruir os "loucos dos telemóveis", que se alimentam uns dos outros e são, na generalidade, horríveis. Estas cenas de gore povoam todo o livro, o que torna a leitura numa sucessão de horrores sem nenhum sentido. 

    Apesar de termos bons personagens, parecem ter sido desenvolvidos apenas para esta história, parecendo de certa forma demasiado "únicos" para serem os protagonistas de uma história de sobrevivência.

    Ainda assim, uma leitura rápida e viciante.

  • Carrie

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    Carrie
    Stephen King
    1974
    Thriller

    Este livro apareceu nas recomendações de Halloween do Goodreads e já tinha ouvido falar tanto dele que decidi pegar-lhe. Foi uma bela surpresa!

    Sabemos logo desde o início do livro que vai acontecer uma tragédia. Essa tragédia vai ser num baile de finalistas e a sua causa é Carrie. Sabemos que Carrie tem poderes paranormais. Mas o que não sabemos é como vamos chegar à dita tragédia.

    O livro é um exercício, que mistura as reportagens de fantasia com a narrativa da realidade sob a perspectiva de várias personagens, de análise de uma terrível adolescência. Carrie aparece como uma personagem limitada, feia, ignorante, mas - por outro lado - também com um lado de bondade, humor e uma beleza escondida. Assim, sempre que vemos os colegas de Carrie a maltratá-la, sentimo-nos terríveis, mas também nos sentimos na dúvida sobre qual seria a nossa atitude perante a situação.

    É muito forte, porque conseguimos acompanhar os sentimentos das várias personagens e ver as consequências das suas atitudes. O ambiente ultra-religioso em oposição à rebeldia adolescente, sempre pontuado com as descrições directas e frias da reportagem, remetem-nos para um universo puramente real, que poderia ser o nosso.

    Gostei imenso e agora fiquei com vontade de ver o filme!
  • Misery

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    Misery
    Stephen King
    1987
    Romance
    Recebi este livro pelo meu aniversário e logo que possível peguei nele. É uma história de obsessão e dominação, tanto perturbadora como assustadora.

    Um escritor famoso pela sua série de livros "Misery" tem um acidente de automóvel. Quando acorda vê-se na casa da sua maior fã. E tudo o que ela quer é que ele escreva um verdadeiro final para o seu livro, pois não ficou satisfeita com o que foi publicado.

    Stephen King já me tem habituado à sua mestria para contar uma boa história. Aqui, temos duas personagens em oposição directa e vamos conhecendo-as lentamente, com o levantar de véus misteriosos que nos revelam progressivamente o íntimo destas pessoas. A narrativa é um thriller assustador e viciante que nos deixa agarrados do início ao fim, à medida que os horrores vão acontecendo a este prisioneiro da sua própria profissão. 

    Para além disso, a qualidade da escrita é fenomenal. Deixou-me com vontade de ler mais livros do autor e fiquei com um respeito renovado por ele.
  • Insónia

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    Insónia
    Stephen King
    1994
    Romance

    Foi a minha segunda experiência com Stephen King. Apenas não estava à espera de encontrar uma brutalidade de 600 páginas de leitura, razão pela qual demorei um pouco mais de tempo a terminar este livro do que o que demoro habitualmente. Apesar disto, é um livro muito simples e directo ao assunto, fácil de ler e um pouco viciante.

    Ralph Roberts é um velhote, recentemente viúvo, que sofre de insónias. Cada dia que passa, ele acorda cada vez mais cedo, até não dormir de todo. Quando isto acontece, algo estranho ocorre: ele começa a ver as auras das pessoas, dos animais, das plantas, dos objectos... E a partir daí vai meter-se numa grande aventura entre o acaso e o desígnio, com ajuda da sua amiga Lois, em que terá de enfrentar forças muito mais poderosas do que alguma vez imaginou.

    O livro é interessante sobretudo pela descrição das auras, muito coloridas e luminosas, e pela tentativa de decifrar o que as coisas significam. No entanto, não está muito claro no respeitante aos fenómenos sobrenaturais e às suas explicações, pois quem as dá também não tem conhecimento sobre o quadro geral e total. Existem algumas situações violentas, mas no geral é um livro simples com alguns momentos de acção pontuando toda a narrativa.

    Começo a perceber um padrão em Stephen King que é muito interessante: ele faz uma tentativa de abordar algum assunto fracturante da época em que se encontra. No caso, enfrentou o tema do aborto, embora o debate tenha ficado pelo caminho.

    Fiquei com vontade de ler mais livros deste autor, sobretudo os mais famosos!
  • O Retrato de Rose Madder

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    O Retrato de Rose Madder
    Stephen King
    1994
    Romance

    Uma das minhas grandes falhas literárias era nunca ter lido Stephen King. Apesar de já ter ouvido falar imenso (quem não?), nunca tinha calhado. Finalmente, calhou. Apareceu no BookCrossing e aproveitei.

    Esta é a história de Rose, uma mulher maltratada pelo marido de forma brutal e redutora. Decide fugir para outra cidade, mas o doido vem atrás dela. Até aqui, estava a espantar-me.... Sempre tinha ouvido dizer que o Stephen King só escrevia coisas dentro do género thriller e terror. De thriller tem muito logo desde o início. Podemos ver a perspectiva de Rose e, ao mesmo tempo, a do seu marido Norman. As duas em conjunto são uma perseguição sufocante, que nos leva à beira dos nervos.

    Mas então, mais ou menos a meio do livro, entra o factor fantástico em acção. A partir daqui, muito do livro se perdeu. Rose entra dentro do quadro de Rose Madder (o retrato do título) e lá terá de realizar algumas tarefas, que a ajudarão mais tarde a divorciar-se do marido (em sentido mais do que literal). Este twist é interessante ao início, mas o universo dentro do quadro não está suficientemente explorado e acaba por se tornar confuso. Existem muitas referências, tanto surrealistas como no que respeita às diversas mitologias, mas elas perdem-se umas nas outras, tropeçando numa imagem muito incerta. Talvez isto tenha sido propositado para alimentar a aura de mistério que todas estas cenas exalam, mas achei que teria tido um efeito mais forte emocionalmente se tudo se tivesse estabelecido de forma mais clara.

    O final é desapontante e também bastante confuso. Porque é que Rose fica com "raiva"? Isto no sentido figurado, é claro. Se ela eliminou a fonte da "raiva", porque passou para ela? O que significa realmente a árvore? E a raposa? Por todo o lado estão símbolos que não se relacionam uns com os outros e aparentam ser bastante aleatórios.

    Mas fiquei com vontade de ler outros livros do autor para tirar as dúvidas.
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