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Ray Gun: Out of Control
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Ray Gun: Out of Control
Dean Kuipers
1997
Livro de Imagens
Um livro muito curioso, oferecido pela minha vizinha que mudou de casa. Trata-se de um livro de imagens e excertos da revista clássica de rock, "Ray Gun".
Para além de fotografias excelentes de artistas musicais que todos conhecemos (e alguns que, para mim, eram completos desconhecidos), tem também entrevistas e pedaços de textos jornalísticos, que nos falam um pouco sobre o panorama do rock em meados dos anos 90.
É um livro muito interessante também em termos de "objecto". Os textos por vezes são difíceis de ler pela opção de design editorial escolhida, mas isso torna a experiência ainda mais deslumbrante.
Já tenho alguém que sei que gostaria de ficar com ele! :)
By : ladyxzeus
Revista Al-Madan
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Revista Al-Madan
Centro de Arqueologia de Almada
1998
Revista
Quando estive na Feira da Cova da Piedade deste ano, joguei em todas as rifas que encontrei e ganhei em todas. Esta revista, a Revista Al-Madan, foi o prémio simpático que recebi na tômbola do Centro de Arqueologia de Almada. Veio a revelar-se uma leitura interessantíssima, embora um pouco desactualizada (já que este volume é o relativo ao ano de 1998, portanto com 20 anos de idade).
Uma edição luxuosa, longa e detalhada, apresenta diversos artigos científicos que expõem o trabalho desenvolvido por diversas entidades relacionadas com a geografia. A sua leitura, embora possa ser um pouco difícil quando não se possui o conhecimento técnico-científico específico a este tema (como era o meu caso) é muito educativa e esclarecedora.
Por exemplo, fiquei a saber que a tuberculose raramente era diagnosticada no s+eculo XV e que pode ser detectada pelo espessamento das costelas. Também fiquei a saber que na Margem Sul do paleolítico existiam hienas!
Fiquei com pena de não ter descoberto esta revista quando ainda estava a estudar anatomia, pois certamente teria sido uma grande motivação para encontrar algum tipo de fascíneo na arte de observar ossos!
Vou guardá-la com carinho e, para o ano, espero ganhar mais outra!
By : ladyxzeus
Montanha
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Montanha
André e Gabi
2017
Zine
Um volume extremamente curioso que a minha mãe me trouxe pelo Natal, após visita à Serra da Estrela.
Pelo que entendi, é uma pequena publicação, com uma tiragem de apenas 20 exemplares (o meu é o 9) feito por um casa, André e Gabi. Parece-me que são jovens e que se transportaram da cidade para o campo, lugar onde criaram esta zine para que a sua experiência pudesse ser partilhada.
Assim, temos aqui um conjunto de páginas muito interessantes, com várias dicas e indicações sobre os planos de agricultura sustentável e protecção da Natureza e uma história que, penso eu, poderá ser muito auto-biográfica da vida deste casal.
Fiquei cheia de vontade de falar com eles, mas a verdade é que só têm disponível uma morada e um número de telefone. Acho que vou mandar uma sms. :)
By : ladyxzeus
Viola Delta XXXIII
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Viola Delta Volume XXXIII
Edições MIC
1978
Poesia
Estranha edição fascicular que encontrei na minha lista de leitura corrente, com um poema de um familar de um familiar.
É uma antologia de poesia moderna, para os anos 70, na maior parte das vezes altamente politizante e surreal. A qualidade é bastante variada, pois temos autores muito diversos, sendo que alguns têm uma voz um pouco infantilizante enquanto que outros se imergem em imagens altamente sensuais e muito violentas.
É um livro bastante curioso devido à sua estrutura e ao seu conteúdo, que tem um contexto histórico altamente relevante no universo da edição independente e da zine enquanto publicação regular. Gostaria muito que este tipo de revista ainda fosse relevante nos dias de hoje.
Um excelente achado, do qual vos deixo a fotografia de um lindo poema, que se chama "Fase Oral":
By : ladyxzeus
Coyote: Luzes da Califórnia
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Coyote: Luzes da Califórnia
Rámon Charlo
1950
Folhetim
Quando estive no Brasil da última vez, achei por bem trazer um souvenir para aquele que viria a chamar-se Qui. Num sebo (alfarrabista), encontrei uma revistinha selada, que me parecia muito antiga e que me parecia ser BD. Afinal era um folhetim, do famoso "Coyote", um herói da Califórnia criado por um Espanhol. Agora que o li, diverti-me imenso, pois parece-me que era o tipo de história que o meu pai lia quando era miúdo. :) Afinal, é mesmo dessa época!
O Coyote é um herói mascarado que apanha bandidos diversos, sem olhar a meios. Nesta história, morre quase toda a gente de forma altamente violenta, sem rodeios nem floreios, há grandes tiroteios em que o herói quase sofre uma fatalidade (quase!), há perseguições a cavalo, há traições e grandes amores improváveis... Enfim, tudo aquilo que se poderia esperar de um pulp western, çpuro e duro!
Mas a melhor parte é que está escrito de uma forma tão simples e directa que a leitura é facílima e altamente viciante. Queremos mesmo saber como é que o nosso herói vai apanhar o vilão!
Fiquei com vontade de ler mais coisas do género, portanto quem souber onde se arranja, +é só avisar, hahaha
By : ladyxzeus
Granta Portugal 2 - Poder
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Granta Portugal 2 -Poder
Vários
2013
Revista
Mais uma vez, assim que saiu a nova Granta fui logo comprá-la assim que consegui. Desta vez o tema era "Poder". Como vimos anteriormente, esta é uma revista literária que publica inéditos Portugueses e alguns contos já publicados na Granta original. Questionava-me sobre que tipo de história poderia ser concebida a partir do tema "Poder". A ler a revista, cheguei à conclusão de que não é um tema assim tão complicado. Já tenho ideia sobre a história que vou escrever sobre isto (coloquei a mim mesma o desafio de escrever uma história com o tema da revista sempre que ela sair). Enfim, existem dois temas essenciais: a acção do poder político e a acção do poder individual.
Desta vez houve alguns contos que gostei bastante.
"O bom déspota" é o relato de um presidente de um país Africano, que temos por Angola, e a maneira como ele impõe o seu poder. Mas o que gostei foi do toque pessoal dado à narrativa, que revela que mesmo uma pessoa tão poderosa tem os seus medos e inseguranças.
"É Perigoso ser Feliz Duas Vezes", uma história Portuguesa passada em Cuba. É muito divertida por causa da visão da autora sobre os acontecimentos, que apesar de aterrorizantes estão tratados com um certo humor que se aceita a si próprio. Também está estruturada de uma forma muito interessante, pois não é linear.
"O Verão Depois da Guerra" é um conto Japonês. Conta sobre a influência do avô na vida do personagem, com um toque do pós-guerra. O mais bonito são as imagens delicadas e fotográficas que nos são oferecidas. No entanto, achei que a tradução poderia ser mais cuidada, pois não se adequa aos conceitos Japoneses que conheço tão bem (por excesso de animus).
Finalmente, achei muito interessante a partilha de correspondência entre Jorge de Sena e Carlos Drummond de Andrade. Apesar de não conhecer o primeiro, conheço alguma da obra do segundo e gosto muito. É sempre giro ver as palavras entre dois amigos, sobretudo quando são escritores.
Estou neste momento a contemplar assinar a revista... Gosto muito!
By : ladyxzeus
Granta Portugal 1 - Eu
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Granta Portugal 1 - Eu
Vários
2013
Revista
Depois de ter lido a(s) notícia(s) sobre esta nova revista literária no jornal - não que eu leia o jornal, eu sigo-o por RSS Feed - tinha elevados níveis de curiosidade em comprá-la e lê-la. E não é que aparece o meu stepfather com ela em casa e afinal o volume é volumoso como um livro! Um livro de contos!
Possui sete contos de autores Portugueses, inéditos, um editorial e sete contos de autores estrangeiros, publicados na Granta original, a internacional. E possui também poemas inéditos de Fernando Pessoa. Infelizmente poemas esses provavelmente eram inéditos por não terem graça nenhuma.
Os contos que mais gostei foram os de Portugueses, homens todos. As mulheres, todas elas, pareceram-me estar muito fixadas no tema e não havia história nenhuma, só elas a falarem sobre a vida. O mesmo se passa com os autores estrangeiros, também estão só a falar sobre a vida. A questão que se coloca aqui é, sendo que eu não os conheço de parte alguma (mas devia, não conheço porque sou ignorante), interessa-me os detalhes da sua vida privada?
A minha história preferida foi a "Jazz, rosas e andorinhas", da autoria de Afonso Cruz, que fala sobre culinária e sobre a tragédia do eu inadaptado. Logo a seguir, "À Medida que fomos recuperando a mãe", de Valério Romão, um ensaio surreal sobre a loucura de uma família desgraçada. E em terceiro lugar (se é que me posso dar ao luxo de classificar), "Espelho da Água", de Rui Cardoso Martins, que conta a vida das pessoas que andam de cacilheiro (sorte que ele não me apanhou a mim, se não teria contado uma história terrível)
Também gostei bastante de "Gente Famosa", de Orhan Pamuk, que fala sobre a infância contando, ao mesmo tempo, a história do desfazer de uma família.
Enfim, gostei das histórias que contavam uma história e não só descreviam a vida a passar. Não que eu possa falar muito, contando que o que eu escrevo também não tem história, às vezes. Mas não tem filosofia, isso não sei fazer. De uma forma ou de outra, auto-proponho-me - a partir de agora - o exercício de passar a escrever uma história com o tema da revista Granta. Desta vez é o "Eu". Já tive uma ideia, mas já me esqueci quando voltava no cacilheiro.
By : ladyxzeus
Revista Banzai!
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Revista Banzai!
Vários
Revista de Manga - Volumes 0,1 e 2/Infinitos
2010
Antes de mais começo por dizer que este comentário não tem por intenção magoar os sentimentos de ninguém. Tenho alguns dos contribuintes desta revista nos meus contactos, apesar de nunca falar com eles, por isso espero sinceramente que não se ofendam com nada do que eu vá dizer e que o usem de forma construtiva por forma a melhorarem a qualidade da revista e, assim, a façam vender mais e trazer mais fãs ao nosso pequeno universo e aos nossos eventos. Não que eu vá dizer coisas especialmente maléficas, mas fica o aviso e o pedido de não me encherem os comentários com o argumento "porque é que não fazes melhor?" Explico também porque é que eu não faço melhor: porque eu não sei desenhar nem escrever argumento de BD (mas irei aprender num workshop em breve). Mas por acaso até sei bastante sobre a teoria por detrás da criação destas coisas dos quadradinhos, porque em tempos eu pensei que sabia desenhar. E fartava-me de desenhar, sobretudo Neopets. Depois caí em mim e parei de fazer isso. Mas enfim, isso já são coisas que não interessam a ninguém.
Vou comentar cada uma das histórias conforme vêem no site. Para lerem a sinopse, peço que se dirijam ao dito. Vamos lá?
TMG - The Mighty Gang
Isto é um shounen inspirado, claramente, pelos shounens mais modernos de acção, mistério e poderes mágicos. No caso, os elementos. Acho que é uma história que não funciona bem neste formato, nomeadamente neste tipo de papel. O branco é demasiado branco e o preto é demasiado preto, o que faz um contraste um pouco desagradável. Este contraste predomina pela falta de sombras, trames (eu aprendi isto em francês, não sei o nome que as pessoas normais usam). Para ser sincera, foi a história que gostei menos e acho que vai ser a que vai durar para sempre, está-se mesmo a afinfar a ser shounen de longo curso. Não gostei do estilo e achei que houve momentos falhos em termos artísticos. O ambiente é frequentemente quebrado por piadas e expressões "engraçadas", até mesmo durante as lutas, o que me impede de levar a sério o que vai acontecer. Isto é, eu sei que se esta gente está a cair em grandes nuvens de fumo e a rir-se, vão certamente vencer o inimigo. Também achei especialmente parvo usar nomes portugueses para pessoas que não são portuguesas. Existe shounen feito de uma maneira mais interessante e acho que a autora devia procurá-lo para se inspirar.
Kuroneko
Eu quando li a Banzai #0, odiei isto por uma razão muito simples: as ovelhas não têm dentes na arcada dentária superior. Têm uma mesa dentária. Por isso, porque raio é que esta ovelha teria dentes afiados? Causou-me tal irritação que releguei esta secção como a pior da revista. No entanto, ao ler os volumes 1 e 2, isto apareceu-me de outra maneira. E tornou-se na minha secção preferida. Os desenhos são muito simples e têm traços fortes, pouco característicos do estilo manga. Isso torna a arte refrescante. As histórias são apenas pequenos momentos, tiras de três quadrados, e situam-se num universo surreal muito reduzido e muito delicado. Muitas das histórias não fazem sentido, mas de certa forma acabam por funcionar muito bem e transportaram-me para um lugar diferente. Um lugar onde só há um gato, uma ovelha e uma borboleta.
Miau Miau!
Num estilo artístico a dar mais para o shoujo, é uma história fatia-de-vida com gatinhas humanizadas. Isto é, às vezes aparecem com forma de pessoa, outras vezes aparecem com forma de gato. Esta primeira história foi sobre o banho do gato depois de ter sido apanhado da rua. É muito leve e claramente tem a melhor arte de entre todas as histórias, talvez por autora já ser profissional do manga antes de conduzir esta história. É divertido e é fofinho, uma espécie de Chi's Sweet Home com nekomimis. Achei apenas que as figuras humanas dos gatos são demasiado pequenas em relação à da dona. A menos que venham a crescer à medida que envelhecem, o que ainda não sabemos!
Pandora's Song
Sabem quando há um conceito que até é bastante interessante e depois a resolução acaba por ficar aquém do que podia ter sido? É este one-shot, sem tirar nem por. A história é sobre uma rapariga muda a quem aparece um anjo que lhe dá voz para cantar. Mas a arte é terrível. Eu percebo a intenção e acho que em certos casos as linhas simples funcionam muito, muito bem. Neste caso não. Os designs dos personagens foram inconsistentes e achei que o design do anjo foi um movimento péssimo, pois tirou toda a beleza ao momento na tentativa de o tornar mais engraçado. A história podia ter sido mesmo muito bonita, mas tornou-se vulgar e desagradável. O que é uma pena, sobretudo tendo em conta que uma série de pessoas trabalharam para produzir isto.
Sete Pecados
Uma arte bem moderna, mas também muito ocidental. Este capítulo serviu para introduzir os personagens, mas achei que acabou por ficar um amontoado de personagens que aparecem ali unidas por um quadro mas que... Como é que elas apareceram todas ali? Parece que foram atiradas para dentro do museu sem pensar muito nisso. Acho que teria funcionado melhor se tivessem gasto mais capítulos a introduzir as personagens com jeito em vez de as por todas num pequeno espaço "e agora amanhem-se e continuem a história". Fiquei sem ideia do que a história vai ser e os personagens apareceram uns a seguir aos outros com tal rapidez que acabou por ser difícil associar quem é quem.
Considerações Finais
Eu comprei o Volume 0 na Japan Weekend Lisboa, em 2010 (?). Ou 2011. Não me lembro bem da data, mas posso ir descobrir. Achei que foram os piores dois euros que gastei na vida, detestei a edição, achei que era um esforço ridículo, achei que esta gente desenhava toda pessimamente, que as histórias eram vulgares e parvas e tudo e tudo e tudo. Assim, quando apareceu a notícia do Volume 1, nem pensei em comprá-lo. A custar cinco euros e meio, ainda por cima, nem pensar. Acabei por ganhar os dois primeiros volumes no concurso da Nanothron. Até perguntei "quem é aqui a pessoa dos animus", mas a pessoa dos animus deve ter achado que eu estava a gozar com ela porque não quis desenvolver a conversa.
Surpreenderam-me. Isto afinal, não é mau de todo. Tem coisas a melhorar, mas também tem coisas muito interessantes. Temos aqui artistas promissores, temos aqui ideias originais, temos ideias bonitas e temos capacidade narrativa. Todas espalhadas. Acho que a qualidade ainda pode melhorar e chegar ao nível de uma revista de manga Japonês, se bem que mais pequenina, mas estão no bom caminho.
Sinceramente, não sei se hei-de comprar o volume 3 ou não. Ofereci o 0 a uma amiga e ontem deixei o 1 e o 2 em casa de um amigo, para ele ter banda desenhada em estilo manga e ao mesmo tempo portuguesa na sua biblioteca. Se comprar o volume 3, acho que vou começar a fazer a colecção para o meu amigo. Mas e se ele não gostar? Talvez lhos peça de volta? Não sei bem. Mas isto não esgota, como se tem visto, por isso ainda vou a tempo.
A NCreatures, fundamento da revista, farta-se de promover actividades com os artistas em montes de ocasiões, incluindo festivais importantes (e coisas menos importantes). Sempre me recusei a ir por causa da impressão que tinha do volume 0. No entanto falei com duas das autoras no Iberanime, apesar de não saber quais é que eram, e ofereceram-me um desenho que está muito giro. Talvez ganhe mais desenhos nesses eventos? Talvez vá.
A revista Banzai! para mim, neste momento, é um grande talvez. Mas depois de ter aprofundado mais o "conhecimento" sou da opinião de que estão a fazer um excelente trabalho, sobretudo no que toca à divulgação.
Por isso recomendo, para que se apoie e indústria portuguesa e o nascimento de novos artistas nesta área que tanto nos apaixona.
By : ladyxzeus
Revista Neo Tokyo
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Ora, estava eu na Quinta Dimensão à espera de comer um churro quando entro numa papelaria e vejo ISTO! Uma revista de anime! Comprei logo! E, como variações são sempre giras, decidi enviar um e-mail para o Editorial com uma crítica construtiva a cada secção da revista (que só acabei de ler agora) Amigos brasileiros poderão achar isto útil, amigos portugueses poderão ter curiosidade e amigos de outras nações recebem um abraço para não ficarem tristes. Assim, fica aqui cópia do mail que mandei!
Boa tarde.
O meu nome é (Lady), sou Portuguesa e estive recentemente no Brasil, onde tive a oportunidade de comprar a vossa revista. Dado que uma publicação deste género não existe em Portugal fiquei extremamente curiosa em relação à vossa edição. Além de viajante entre os dois países, por razões familiares, também tenho um pequeno blog onde faço críticas e comentários a vários tipos de media, nomeadamente anime, manga e literatura. Por isso achei que seria interessante expor os pontos de crítica aos vossos artigos e enviar-vos. Caso não seja útil, poderá apenas servir como curiosidade ("como os olhos de um Europeu vêm a revista!", ou algo do género) Evidentemente que isto é uma crítica absolutamente informal e sem intenção de ferir qualquer susceptibilidade.
O fascículo que comprei é o Número 78. Seguem críticas individuais para cada um dos artigos:
Black Lagoon
Anime que eu não achei nada de extraordinário. Consequentemente a excelente crítica não abona nada em favor. Eu não confio na objectividade de pessoas que têm animes como Black Lagoon na lista dos favoritos. Mas isso é coisa minha. Neste artigo falta a objectividade necessária a uma crítica, se bem que foi de muito bom tom assumir que este é um dos "favoritos". Discordo em essencialmente tudo o que foi dito na review, como poderão confirmar pela crítica à segunda season neste mesmo blog. De resto, está muito mal escrito. Tem erros de tipografia, erros de ortografia, erros de gramática, tudo polvilhado com uma linguagem que, tentando ser informal, acaba por passar por arrogante.
Entrevista
Muito interessante e esclarecedora. Alguns erros de gramática, sobretudo vírgulas, e de tipografia
Sudden Death
EPA, SESTA ESCREVE-SE COM ESSE E NÃO COM CÊ! Fora isto, secção muito interessante. Escrita com bom humor faz um bom resumo da história, mas acaba por não referir o porquê da sua sudden death, nem mesmo uma opinião pessoal
Sailor Moon
Interessante, nada a apontar (engraçado ler os títulos dos episódios porque é quase como rever a série)
Gantz
Artigo muito completo e interessante, sobretudo porque foi um anime de que gostei. Fiquei com vontade de ver os live-actions. No entanto mantém-se o problema da gramática, sobretudo na utilização dos acentos na letra A e vírgulas. XD no fim também não fica nada bem para uma coisa profissional.
Ichigo Mashimaro
Em comparação com os outros artigos está muito bem escrito. Parabéns! :) Achei um artigo muito interessante, até porque detestei o anime. O manga parece ser bem melhor. Achei um pouco desnecessária a insistência na personagem de Ana Copolla, mas achei muito bem terem colocado as informações sobre adolescentes tabagistas.
Posters
Podiam ter posto uns mais bonitos...
Cosplay
Agora vou fazer uma crítica muito desagradável. Brace for the impact! Passa-se o seguinte: todas as revistas de cosplay que conheço (que não serão muitas) escolhem os cosplayers a ser apresentados (featured) por duas razões. São elas originalidade e qualidade do cosplay. E eu não vi disso nesta secção. Nem sequer qualidade da fotografia. A maioria das fotografias são tiradas em convenções e não em photoshoots, coisa que eu acho perfeitamente surreal dentro do contexto de "revista". As fotografias não são de muito boa qualidade e, por isso, não ficam muito bem impressas. Algumas estão pixeladas e tudo. No entanto agradou-me muito a secção dos sites recomendados, é uma grande ajuda.
The Green Hornet
Secção gigantesca sobre comics, que é assunto que me passa ao lado. Passei à frente. Talvez leia mais tarde.Que se lixe, li à mesma. Ora bem, achei interessantíssimo. Bastante bem escrito, fora algumas vírgulas, com uma opinião forte mas não forçada. Já estou a fazer o download da série original e de um filme do Bruce Lee!
Prancheta
Problemas com vírgulas. Recomendação bastante interessante e didáctica.
Vitrine
Pelo que eu percebi isto é uma sinopse para comprar um manga? Acho boa ideia, mas espero que variem nas lojas publicitadas, porque senão é um bocadinho injusto (e podiam ganhar mais dinheiro se fossem mais) Bem escrito e cativante.
Sete Samurais
Excelente artigo, bem escrito. Parabéns! :) Já tinha visto este anime há algum tempo e, portanto, não me lembro exactamente dos detalhes, mas confio no autor. De resto, fiquei com vontade de ver Os Sete Samurais de Kurosawa, que nunca vi. E o tal filme de faroeste.
InuYasha
Eu não vi este anime (muito menos li o manga), por isso li um bocado por cima. Mas está bem escrito e acho o tema da comparação interessante em certos aspectos
All Cheat
Heh... Bem, eu não jogo jogos. Por isso vou saltar. É que isto não tem mesmo interesse nenhum para mim.
Penguin Brothers
Bem escrito, achei o resumo interessante e fiquei com vontade de ler o manga (mas não o vou fazer, por razões minhas que toda a gente conhece). No entanto, há um erro, o artigo acaba solto em "força física para"
Fan Gallery
O mesmo que para a secção de cosplay
Letra Traduzida
Muito interessante a ideia, gostei!
EM RESUMO
Gostei muito desta revista e gostaria muito que existisse uma igual em Portugal. No entanto, recomendaria uma edição de textos mais cuidada, porque há erros de Português imperdoáveis. Gostei muito do grafismo da revista, tanto na capa como dentro dos artigos, mas poderiam usar imagens de melhor qualidade (em termos de imagem, não de conteúdo) pois algumas estão desfocadas. Entretanto fui ver as capas das outras edições na Internet e creio que são capazes de falar demasiado sobre Naruto. Naruto não é tudo na vida! Eu, por exemplo, nunca vi Naruto e só hei-de ver quando terminar... De resto, excelente trabalho! Keep it up! Da próxima vez que for ao Brasil com toda a certeza comprarei mais uma das vossas revistas!
By : ladyxzeus




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