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Caravaggio: The Soul and the Blood
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Caravaggio: The Soula nd the Blood
Jesus Garces Lambert
2018
Filme
6 em 10
Por diversas razões pessoais e laborais, tenho estado um pouco ausente deste espaço. Significa que tenho material de escrita para uma década! Mantenham-se atentos porque nestes dias vai sair aqui muito comentário maléfico sobre muita coisa. :)
Comecemos por um documentário sobre o pintor Caravaggio que vimos na biblioteca aqui do sítio, inserido na Festa do Cinema Italiano do presente ano. Passando de quadro para quadro, conhecemos o pintor através da sua arte, observando a evolução dos seus temas e da sua técnica.
Aprendemos alguns detalhes curiosos sobre a vida do pintor, nomeadamente aspectos relacionados com os seus acessos de violência frequentes e que ao longo da vida lhe causaram muitos problemas, sendo até influência na sua própria morte.
Interessante o trabalho a partir da escuridão, nos quadros e dos quadros para a tela.. No entanto, as cenas com um actor real que faz um Caravaggio perdido num tempo moderno, essas cenas pareceram muito estranhas e sem qualquer tipo de significado para a narrativa do documentário que, no fundo, é a narrativa da vida de uma pessoa.
Valeu a pena ir vê-lo ao cinema.
By : ladyxzeus
À Porta da Eternidade
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À Porta da Eternidade
Julian Schnabel
2018
Filme
8 em 10
Um filme sobre os últimos anos da vida do pintor Vincent Van Gogh, interpretado por Willem Dafoe. Uma viagem desesperante e brilhante pela visão do pintor.
Van Gogh, pintor apaixonado pela sua arte mas completamente desconhecido, decide afastar-se do ambiente urbano de Paris para se fixar numa aldeia do sul de França, de forma a dedicar o seu tempo à pintura e à apreciação do que o que a natureza tem de mais belo. Mas nem tudo corre bem, pois Van Gogh tem uma doença e o vício da bebida, que o fazem ter episódios amnésicos em que se torna violento e irracional.
Filmado de forma quebrada, tal e qual a visão de uma pessoa, é um filme que nos permite uma tentativa para entrar dentro dos detalhes dos ideais do génio. Percorrendo com Van Gogh os planos naturais maravilhosos, ficamos a conhecer toda uma ideia do que é a arte e de como devemos e podemos trabalhar a arte.
Assistindo ao nascimento das pinturas que mais tarde se tornariam ícones famosos, podemos espreitar a cabeça do pintor e acreditar que assim ele pensava e assim ele fazia.
Um filme delicado e doloroso, que recomendo.
By : ladyxzeus
Loving Vincent
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Loving Vincent
Dorota Kobiela e Hugh Welchman
2017
Filme
6 em 10
Supostamente, o "primeiro filme inteiramente pintado à mão"! Mas uma real mentira!
Passado um ano após a morte do pintor, Vincent Van Gogh, conta a história de um jovem chamado Armand, que está em busca da verdade sobre a morte daquele. Ele dirige-se aos lugares onde o pintor passou os seus últimos tempos e fala com diversas pessoas sobre o assunto, desenvolvendo a sua própria teoria da conspiração que, por sinal, não tem pés nem cabeça. O filme, em vez de falar do problema real do pintor, uma depressão profunda associada a outras doenças mentais e, possivelmente, estágios finais de sífilis, decide fazer de Van Gogh uma pessoa encantadora e maravilhosa que estava em paz com a vida. O que não é verdade, segundo consta.
Agora, falemos da animação. Supostamente brilhante, dizem eles. 65000 quadros pintados à mão para fazer este filme. E sim, há muitos quadros em pintura a óleo usados neste filme. Mas são todos postos em cima de actores, com rotoscópio! Batota! Mentira! Inteiramente pintado à mão é muito fácil, quando se tem tratamento digital em cima! É certo que temos cenas espectaculares em termos de movimento, mas na maior parte do tempo, há uma fraquíssima integração dos personagens no cenário (olhando para cada cena sabemos, exactamente, quais dos elementos se vão "mexer") e o tratamento da pintura sobre imagem fotográfica está bastante incapaz, pois é demasiado realista.
Os diálogos são fracos, pouco apropriados para a época, e a dobragem tão americana soa mal. O actor que faz de Van Gogh torna Van Gogh no pateta da terra, todo cheio de inocência e coitadice.
Um desapontamento e um filme mentiroso.
By : ladyxzeus
Plantas Inspiradoras Plantas Inspiradas
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Plantas Inspiradoras Plantas Inspiradas
Exposição
Ficámos com um pouco de tempo no dia de hoje, portanto decidimos ir à Casa da Cerca ver uma exposição que tinha visto no guia da cidade de Almada. Conforme a descrição no site:
As plantas do Chão das Artes – Jardim Botânico, tais
como o girassol, a papoila, o lírio, a rosa, o cravo, o trigo, o
nenúfar, a amendoeira, a romanzeira e o amor-perfeito, que serviram de
inspiração a vários artistas ao longo da História da Arte, dão o mote a
uma exposição documental.
Através
das reproduções de algumas das mais emblemáticas obras de arte
refere-se a relação com as artes plásticas enquanto fornecedoras de
matérias-primas para a sua realização, mas também os seus usos na
alimentação ou medicina e curiosidades com elas relacionadas.
Estas
plantas existentes do Chão das Artes são igualmente inspiração para uma
coleção de flores cerâmicas que, ao longo do ano, serão colocadas nos
canteiros da Estufa. Estas «flores artificiais» foram criadas por grupos
de alunos de cerâmica de várias instituições de ensino convidadas a
integrar este projeto.
Portanto, lá chegados, começamos por ver a exposição do artista residente do momento, que consistia numas folhas com riscos que, penso eu, pretendiam simular umas estruturas ondeadas que estavam no chão.
Depois fomos ver as plantas. Nos canteiros onde costumam estar as flores da estufa, estavam flores de cerâmica, cada canteiro com uma espécie. Para além disso havia uns quadros informativos onde mostravam as plantas em diversos quadros. As cerâmicas foram concretizadas por alunos de várias escolas (de secundárias à Belas-Artes) e eram bastante divertidas! Tirei foto-foto :)
Depois ainda vimos uma outra exposição de uma artista mais consagrada, Maria Beatriz. O nome da exposição era "Trabalho de Casa" e trata-se de uma colectânea de colagens e outros desenhos de muito interesse, percorrendo décadas desde os anos 60 à actualidade. São imagens um pouco brutalizantes de pessoas nuas e bastante horrendas, mas algumas eram muito interessantes. Gostei sobretudo das tapeçarias e da última sala que tinha alguns temas mais pop.
Assim foi a nossa tarde. Estas exposições ainda estarão por mais algum tempo na Casa da Cerca, portanto, porque não visitá-las? :)
By : ladyxzeus
Coleccíon Masaveu
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Coleccíon Masaveu
Museu Nacional de Arte Antiga
Exposição Temporária
A expoisção já terminou há algumas semanas, sendo que eu e o Qui fomos precisamente no último dia. Mas só agora me sentei para falar um pouco sobre ela. Achámos por bem ir porque uma amiga estava a trabalhar como guia da exposição e, assim, era uma boa ocasião para lhe dar um oi :) Acabou por nos fazer uma espécie de tour privada, explicando os quadros um a um (excepto um deles, classificado como "Boring"), o que foi uma ajuda preciosa para compreender o que se estava a passar por aqui.
Esta colecção é o conjunto privado de uma série de quadros, coleccionados por uma família de senhores espanhóis importantes, dedicados a fábricas de cimento e outras coisas, que - pelo sinal - têm montes de papel. Assim, coleccionaram ao longo de três gerações um conjunto de preciosos elementos do mundo artístico espanhol, sendo que alguns foram reunidos nesta exposição temporária no Museu Nacional de Arte Antiga. Repare-se que a maioria destas obras vieram de casas privadas e escritórios, onde as pessoas têm a (relativa) sorte de as poder ver todos os dias.
Tudo começa num tempo longínquo, na época medieval, em que os artistas se dedicavam a pintar cenas religiosas escabrosas, decorando-as com picotados típicos das obras do país. Adiante, começamos a ver cenas da vida normal e naturezas mortas, mas sempre tudo muito pegado aos santos, aos Jesuses, às Marias e a essa gente toda. A parte que mais me assustou nestes quadros foi o facto de muitos dos santos e Marias estarem a elevar-se rodeados de cabeças de crianças com asas, o que é perturbador como tudo.
Claro que havia por aqui alguns quadros impressionantes, mas desta secção o que mais gostei foi uma pequena estátua, tão detalhada que até tinha a textura da barba do senhor representado.
Depois há uma mudança radical! De repente, passamos para uma arte um pouco mais moderna, introduzinto o famoso Goya com alguns pequenos desenhos que pintou ao longo da sua vida. Aparentemente, esta é a secção da colecção que começa a ter mão do filho, que aprecia menos temas religiosos e mais temas da nossa vida real. Há alguns quadros com uso extremo da luz solar, que transmitem um calor de pavor, mas o que eu gostei mais foi este, que passo a citar:
Também gostei muito de um que tinha crianças a nadar, porque tinha uns truques muito giros com a luz que transmitiam perfeitamente a textura da água. Mas esse não acho imagem para por aqui.
Enfim, agora já não posso recomendar que vão à exposição, mas estou ansiosa por ver outras, fiquei mesmo motivada para este universo da arte pictórica! =D
Para a próxima, lá estarei!
By : ladyxzeus


