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Piano no Mori
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Piano no Mori
Nakatani Gaku - Gainax
Anime - 12 Episódios
2018
5 em 10
Este era talvez o anime que eu mais ansiava na season passada. Foi também o que, sem qualquer dúvida, mais me desapontou.
Dois rapazes de estratos sociais diferentes tocam juntos um piano perdido na floresta. Rapidamente crescem e encontram-se como rivais no universo dos concursos de piano.
Este é um tema que eu gosto e que me fascina, mas este anime faz tudo pelo pior no que respeita a caracterizar as pessoas enquanto músicos e apreciadores de música. O ambiente de competição e a constante insegurança dos personagens fazem com que o acto de fazer música pareça avassalador e assustador. A falta de desenvolvimento do início, em que as personagens são apenas apresentadas e não se discorre grandemente sobre as suas relações interpessoais, faz com que a conclusão deste primeiro acto tenha uma tonalidade desinteressante. Irrelevante, até.
Os designs extremamente simples com uma animação espectacularmente má, sem qualquer tipo de atenção ao detalhe do cenário ou mesmo ao anatómico, com as cenas de maior intensidade (as do piano) animadas num 3D recordatório do SimCity, tornam este anime um pesadelo visual.
Musicalmente, não poderia deixar de ser bom, mas a relação entre a banda sonora e os sentimentos trazidos por esta aos intervenientes está caracterizada de forma muito fraca: a visão não corresponde ao ouvido.
Nem tenho vontade de ver a segunda season.
By : ladyxzeus
Música e Emigração
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Música e Emigração
Concerto
Depois da Festa do Japão, comemos umas pizzas e seguimos para a biblioteca local, onde iria haver um concerto de Olga Prats (piano) e Alejandro Erlich Oliva (contrabaixo).
Fomos surpreendidos por um repertório muito moderno, obras escolhidas de artistas que "migraram", isto é, que viajaram no espaço tempo, tendo isso influenciado a sua obra. Ao início, todos pensávamos ser um concerto um pouco conservador, porque a peça inicial era bastante clássica. Mas assim que passamos às música seguintes, descobrimos que vamos ter muito mais do que o proposto!
Explicando com muita paixão e bom humor o significado de cada obra, ouvimos obras contemporâneas de uma artista de Espanha, radicada em Portugal, como prato de entrada. Foram peças misteriosas e oníricas, muito complexas e cheias de perguntas. Depois, passámos para algo mais tradicional, "Uma Lágrima para Violoncelo" de Rossini, uma peça muito bonita. Depois, abordaram um artista romeno, peças chamadas "Sísifo" e "Sísifo Feliz", obras terríveis e negras e também muito complexas. Finalmente, os artistas arriscaram-se em alguns tangos de Piazzola. E, claro, como não podia deixar de ser tivémos uma peça humorísatica de Fernando Lopes-Graça!
Ambos os instrumentistas demonstram a sua experiência e a capacidade de manipular o instrumento, retirando deles sons muitas vezes estranhos e difíceis com um sentido de limpeza e simplicidade que só encontramos naqueles que conhecem a fundo a arte da música.
um concerto divertido e exemplar!
By : ladyxzeus
Chick Corea & Herbie Hancock
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Chick Corea & Herbie Hancock
Concerto
Fui a este concerto por mero acaso. O amigo do outro dia convidou o Qui para partilhar um bilhete com ele. Como eu tinha curiosidade em ver este concerto e agora tinha companhia, comprei um bilhete em segunda mão. Descobrimos depois que eles tinham para a Plateia VIP e eu estava na Plateia em Pé.
Este é um festival para pessoas mais velhas, ao que parece. Num lindo lugar em Oeiras, os Jardins do Marquês de Pombal, está instalado um palco e várias banquinhas de comidas e bebidas. Correu tudo bem à entrada, mas rapidamente a frase mais ouvida passou a ser "isto tem muito má organização". Para começar, só havia uma (UMA!) casa de banho para aquela gente toda. Estava fora do recinto, tinha de se sair mostrando o bilhete e depois entrar pela fila principal, mostrando o bilhete outra vez. Mais filas se encontravam na entrada para as plateias, sem se perceber onde começavam e terminavam, demorando eternidades a avançar. E, afinal, a Plateia VIP não tinha nada de VIP, era só um pouco mais à frente que as outras!
Quando nos separámos, fui em busca de comidas, pois tinha jantado bastante mal (e feito uma pequena birra por causa disso, perdoem-me!) mas não achei nada que pudesse comer. Então, pedi um copo de vinho. Achei um lugar na zona dos restaurantes onde, por uma abertura numa sebe, conseguia ver o palco e os artistas em primeira mão. Aí me mantive a primeira parte do concerto. Seguidamente fui comprar uma garrafa de água, perdendo o meu lugar no processo para uma nojenta que já estava a olhar para ele há milénios. Por isso, fui para a estátua do mal (uma espécie de castelo maléfico), onde comi umas pipocas oferecidas pela organização e vi o concerto mais de perto.
Quanto a este, foi excelente! Maravilhoso! Estes dois têm uma técnica, uma inspiração, completamente fabulosos! As peças eram conhecidas, mas com um twist ou outro que as tornava completamente diferentes. Dominando os pianos com uma mestria impecável, os dois conversaram durante quase duas horas, levando o público a viajar por um universo de imaginação e memórias.
Conseguiram até colocar o público a fazer as vezes de coro, brincando connosco, interagindo de forma muito simpática e demonstrando estarem felizes por estarem ali. Falando em brincadeiras, também houve muito disso na música. De quando em quando, umas tonalidades electrónicas faziam-se sentir, uma espécie de jam não organizada mas que, por alguma razão, funcionava sempre bem.
Um concerto excelente e único, uma oportunidade que não podia perder!
By : ladyxzeus

